Durante visita a Salvador nesta quinta-feira, candidato João Amoêdo critica polarização na política

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Presidenciável João Amoêdo visitou Salvador. Foto: Divulgação

O presidenciável João Amoêdo (Novo) participou de uma caminhada com correligionários na Cidade Baixa e visitou o Mercado Modelo, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (20). Em coletiva com os jornalistas, ele defendeu o fim da polarização política. ”Os extremos não trazem bons resultados. Normalmente os bons resultados vêm do equilíbrio, da coerência, da transparência”, disse, fazendo referência a disputa entre os também presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). ”Nesse tipo de polarização, o nós contra eles, que é o que está acontecendo, você acaba não discutindo propostas”, completou. Com informações do Bocão News

Para Geraldo Alckmin, CPMF de Bolsonaro é tiro no pobre; Ciro Gomes fala em fascismo

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O tucano Geraldo Alckmin ataca Bolsonaro. Foto: Divulgação

Candidatos à Presidência da República criticaram as propostas tributárias apresentadas por Paulo Guedes, economista de Jair Bolsonaro (PSL). O tucano Geraldo Alckmin (PSDB) ironizou a ideia de unificar os impostos em um tributo único cobrado aos moldes da cobrança da CPMF, extinta em 2007, dizendo ser “fácil fazer ajuste passando a conta para o povo”; Ciro Gomes, mesmo sem citar a questão específica da CPMF, acusou Guedes de “instrumentalizar economicamente o fascismo”. Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) também criticaram a proposta. Bolsonaro segue internado no Hospital Albert Einstein, zona sul de São Paulo, após ter sido atacado a faca por Adélio Bispo de Oliveira, dia 6 de setembro, em Juiz de Fora – nesta quinta, 20, a Polícia Federal (PF) prorrogou inquérito de agressor do presidenciável do PSL após ouvir 38 pessoas. Paulo Guedes afirmou ao Estado que o novo imposto incidiria sobre todas as transações financeiras. Para o tucano, o líder das pesquisas de intenção de voto deu seu primeiro tiro. “É fácil fazer ajuste passando a conta para o povo. O candidato da bala deu o primeiro tiro. Deu tiro no contribuinte, deu tiro na classe média, deu tiro no pobre, deu tiro na economia. O que ele quer é aumentar imposto”, disse Alckmin durante agenda de campanha na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. Em busca de um ‘fato novo’ para crescer nas pesquisas, Alckmin se declarou contrário a qualquer aumento de impostos e aproveitou para dar a sua fórmula para o resgate da economia brasileira. “Nós vamos fazer exatamente o contrário. Ajuste fiscal pelo lado da despesa, cortar despesa, apertar o cinto, simplificar, destravar a economia, desburocratizar, pôr a economia para crescer”. Para o tucano, recriar a CPMF – instituída em 1997 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, para custear a saúde pública –, é decisão equivocada. “Nós somos contra aumentar impostos. Contra recriar a CPMF, um imposto em cascata, imposto ruim, que afeta a população de menor renda, a classe média, a economia”, afirmou. Em seguida, ressaltou sua proposta de reforma tributária baseada na transformação de cinco impostos (ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI) em um: o IVA (Imposto Sobre Valor Agregado). O IVA, segundo a campanha tucana, dará transparência à carga fiscal e vai redistribuir a carga tributária de maneira mais justa, pondo fim às guerras fiscais. Candidato do PT ao Planalto nas eleições 2018, Fernando Haddad classificou como um “pequeno desastre” a proposta do assessor econômico do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Guedes, de unificar a alíquota do Imposto de Renda. “É um pequeno desastre porque vai fazer o pobre, que já paga mais imposto que o rico, pagar ainda mais”, comentou o petista. Ele ainda prometeu não recriar a CPMF, como tentou a presidente cassada Dilma Rousseff. Paulo Guedes, por sua vez, defendeu adotar um imposto sobre movimentações financeiras semelhante ao tributo. “Não vamos recriar a CPMF e vamos isentar de Imposto de Renda quem ganha até cinco salários mínimos”, reforçou Haddad. O candidato à Presidência da República Ciro Gomes (PDT) esteve na manhã dessa quinta-feira no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). No encontro, ele afirmou que o economista Paulo Guedes, um dos assessores do também candidato Jair Bolsonaro (PSL) “instrumentaliza economicamente o fascismo”. Ele fez críticas às ideias econômicas de Guedes sem citar especificamente a questão do imposto. Mas, na última terça-feira (18), Ciro comentou a proposta de Guedes. Segundo o candidato do PDT à Presidência a proposta do assessor econômico de Bolsonaro faz com que o concorrente do PSL caia em contradição. “Ele tem dito toda hora que vai diminuir os impostos e hoje anunciou-se com caráter oficial, com o Paulo Guedes, que vai fazer a unificação das alíquotas do Imposto de Renda. Isso vai fazer com que toda a classe média pague muito mais imposto do que paga e vai acabar diminuindo a dos mais ricos, que hoje pagam 27,5% e depois vão pagar 20%. Mais grave, tá falando em criar impostos e propondo a recriação da CPMF. Isso é uma contradição muito grave”, afirmou o candidato do PDT. Ciro também estuda a criação de um imposto semelhança à CPMF, com alíquota de 0,38% para transações bancárias acima de R$ 5 mil ao mês. A candidata da Rede à Presidência nas eleições 2018, Marina Silva, também se posicionou de forma contrária à implementação da CPMF, durante sabatina no Fórum Páginas Amarelas, da Revista Veja. “Eu sou contra recriar CPMF e nós temos uma proposta de reforma tributária”, disse. “Bebemos na fonte da proposta que foi apresentada pelo Centro de Cidadania Fiscal. Os princípios da nossa reforma tributária são a simplificação, descentralização, combate à injustiça tributária – porque os que são mais pobres acabam pagando mais – e o princípio da impessoalidade”, afirmou a candidata da Rede. Na mesma sabatina, Henrique Meirelles (MDB) se declarou contrário à medida: “É um imposto regressivo, que diminui a competitividade do País. Ele incide de maneira errática, pessoas pagam sem saber que estão pagando, o que prejudica mais aqueles de menor renda. Isso diminui a produtividade da economia”, disse o economista. Horário eleitoral. O Horário Eleitoral de Geraldo Alckmin, que vai ao ar na noite dessa quinta-feira, a proposta de Paulo Guedes de recriação da CPMF voltará a ser criticada. Logo no início do programa, o economista da equipe de Jair Bolsonaro é chamado de “banqueiro milionário”. Além disso, uma voz em off diz que o banqueiro já avisou o que pretende fazer “menos imposto para os ricos, mais imposto para os pobres”. E reforça: “Se Bolsonaro for eleito, prepare seu bolso”. O restante do programa é dedicado a acusar Bolsaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula de Silva de ‘fans’ do ex-presidente venezuelano Hugo Chavez. O clima político que antecedeu o surgimento do regime chavista é comparado ao do Brasil dos dias atuais. Alckmin surge na tela dizendo que Bolsonaro é “intolerante e pouco afeito ao diálogo, um despreparado, um salto no escuro”. Imediatamente depois, o tucano completa afirmando que o “PT é a própria escuridão”.

Neto chama Rui de cara de pau após ele dizer que combinou construção de centro de convenções

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ACM Neto dispara contra Rui. Foto: Max Haack/ Agência Haack

O centro de convenções de Salvador virou polêmica entre o governador Rui Costa (PT) e o prefeito ACM Neto (DEM). O governador e candidato à reeleição Rui Costa (PT) disse, em entrevista à Rádio Metrópole, na noite de quarta-feira (19), que ”combinou” com o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), a construção de um Centro de Convenções no bairro do Comércio. Em resposta, o gestor disse, em evento nesta quinta-feira (20), que o governador foi ”cara de pau”. O governador falou que o acordo foi firmado no Palácio de Ondina, antes mesmo de o atual complexo, no Stiep, desabar parcialmente. ”Ele se ofereceu para me ajudar e agilizar a área. Estava tudo certo e combinado com o município que a área era prioritária. […] De repente, eu vejo o anuncio de que o município ia construir um Centro de Convenções. [Não recebi] sequer um telefonema para conversar sobre isso. Eu não sei agir assim”, afirmou Rui. ”Ele teve a cara de pau de dizer que me chamou para tratar do centro de convenções. Ele teve coragem de dizer isso. Eu como todos os baianos assistimos uma novela sobre o centro”, disse o prefeito, que completou dizendo que o governador se estaria com inveja já que as obras do centro de convenções municipais começaram. Neto disse que aproveitou o discurso para fazer a declaração apenas porque teria sido provocado pelo governador. ”Eu não sou candidato, não estou no debate politico para poder responder. Então aqui estou respondendo, já que houve essa provocação  injusta, mentirosa, invejosa e fruto da incompetência de quem não sabe fazer”, acusou.

Ibope: Haddad lidera intenções de voto para presidente na Bahia; Bolsonaro vem em 2º

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Haddad é líder isolado na Bahia. Foto: Blog Marcos Frahm

O candidato do PT à Presidência da República é líder isolado nas intenções de voto na Bahia, segundo pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (18). O petista aparece com 33% dos votos, seguido por Jair Bolsonaro (PSL), com 14%. Veja abaixo o resultado completo do levantamento:

Fernando Haddad (PT) – 33%
Jair Bolsonaro (PSL) – 14%
Ciro Gomes (PDT) – 9%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 6%
Marina Silva (Rede) – 6%
Alvaro Dias (Podemos) – 1%
João Amoêdo (Novo) – 1%
Branco/nulo – 17%
Não sabe/não respondeu – 12%

Os candidatos Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eyamel (DC), João Goulart Filho (PPL), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (PSOL) não pontuaram.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são citados pelos entrevistadores, Haddad também assume a liderança. O candidato possui 26% das intenções de voto, mas é seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, mesmo preso, registra 13%. Em terceiro, vem Jair Bolsonaro, com 12%. Confira abaixo o resultado completo deste cenário:

Fernando Haddad (PT) – 26%
Jair Bolsonaro (PSL) – 12%
Ciro Gomes (PDT) – 4%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 2%
Marina Silva (Rede) – 2%
Outros – 1%
Branco/ Nulo – 14%
Não sabe/Não respondeu – 25%

Os candidatos Vera Lúcia, José Maria Eyamel, João Goulart Filho, Henrique Meirelles, Cabo Daciolo, Alvaro Dias, Henrique Meirelles e Guilherme Boulos não pontuaram.

A pesquisa Ibope tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O instituto entrevistou 1.008 pessoas entre os dias 15 e 17 de setembro e protocolou o levantamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o registro 01723/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro 03445/2018. Informações do Bahia Notícias

”The Economist”’ chama o candidato Jair Bolsonaro de ”a última ameaça da América Latina”

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Respeitada revista britânica traz Jair na capa. Foto: Reprodução

O candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, é o destaque da capa da edição desta semana da revista britânica The Economist. No seu artigo principal, a publicação destaca o deputado como  ”a última ameaça para a América Latina” e considera que um eventual governo de Bolsonaro seria desastroso para o País e a região. O texto compara o avanço de Bolsonaro e de suas propostas ao avanço do populismo nos Estados Unidos, com Donald Trump, na Itália, com Matteo Salvini, e nas Filipinas de Rodrigo Duterte. Para a Economist, Bolsonaro soube explorar a combinação de recessão econômica, descrédito com a classe política e aumento da violência urbana e apresenta visões conservadoras com uma proposta de economia pró-mercado. ”Os brasileiros não devem se enganar. Bolsonaro tem uma admiração preocupante por ditaduras”, diz o texto, que o compara ao ditador chileno Augusto Pinochet. ”A América Latina conheceu homens fortes de todo tipo e a maioria dessas experiências foi horrorosa. Provas recentes disso são a Venezuela e a Nicarágua.” A revista lembra ainda que o próximo governo precisará do apoio do Congresso e dificilmente Bolsonaro terá maioria parlamentar. ”Para governar, Bolsonaro poderia degradar o processo político ainda mais, potencialmente abrindo caminho para algo ainda pior’, diz o texto. ”Em vez de acreditar nas promessas vãs de um político perigoso na esperança de que ele resolva todos os problemas, os brasileiros precisam perceber que a tarefa de consertar sua democracia e reformar sua economia não será rápida nem fácil.”

Rui defende que a Bahia continuou obras mesmo com presidente ”que não gosta” do Nordeste

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Rui quer priorizar os modais com energia limpa. Foto: Divulgação

O candidato à reeleição, governador Rui Costa, defendeu, em nota à imprensa, que a Bahia conseguiu manter as obras em execução, ainda com um presidente que supostamente ”não gosta do Nordeste’. Ele fez a avaliação ao comentar um levantamento do G1 que revelou que, em todo o país, 335 obras estão paradas, atrasadas ou que sequer foram iniciadas. ”Mesmo com toda a crise, muita dificuldade nos últimos anos, o governo federal remando contra, um presidente que não gosta do Nordeste, a Bahia não parou obras e seguiu mantendo os compromissos em dia, fruto da agenda com ênfase no equilíbrio fiscal, controle do gasto público, combate à sonegação fiscal e incremento da arrecadação própria”, disse o petista. Nos últimos quatro anos, a Bahia ampliou a extensão do metrô de Salvador e, junto com ele, inaugurou novas vias, viadutos e passarelas, novos anéis viários em cidades do interior. Infraestrutura e logística para alavancar investimentos seriam um compromisso prioritário para Rui. ”Vamos garantir a mobilidade sustentável, priorizar os modais com energia limpa, reduzindo o tempo de deslocamento das pessoas e criando novas rotas de acessibilidade nas cidades”, afirmou o candidato à reeleição.

Lúcio Vieira pede que Zé Ronaldo apoie João Santana para governador: ”Estão tecnicamente empatados”

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Ronaldo aparece com 7% das intenções de voto. Foto: Divulgação

Em entrevista ao site bahia.ba na manhã desta quinta-feira (20), o deputado federal Lucio Vieira Lima afirmou que o MDB baiano vibrou com o resultado da última pesquisa do Ibope para o governo do estado.Segundo o emedebista, o segundo lugar está embolado e todos os candidatos estão tecnicamente empatados atrás do governador Rui Costa (PT). ”Esperavam que Zé Ronaldo nessa altura do campeonato estivesse com 30% e ele está com 7%, então João Santana pode ir para o segundo turno com Rui. Esses números mostram que a melhor alternativa para nós foi ter lançado o nome dele para representar as oposições”, ressaltou ao bahia.ba. Lucio não perdeu a oportunidade de provocar o DEM, presidido nacionalmente pelo prefeito de Salvador, ACM Neto, que questionou a pesquisa e vai pedir auditoria. ”Espero que tomem juízo e até o fim da campanha, o DEM e José Ronaldo apoiem a candidatura de João Santana. Ainda tem tempo”, disse o emedebista.

No Nordeste, Fernando Haddad lidera com folga e Bolsonaro briga com Ciro pelo 2º lugar

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Haddad aparece com 31% em pesquisa. Foto: Ricardo Stuckert

Considerando apenas a região Nordeste, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, lidera com folga a pesquisa eleitoral divulgada pelo Ibope divulgada nesta terça-feira (18). Na disputa pelo segundo lugar, Ciro Gomes (PDT) e Jair Bolsonaro (PSL) aparecem tecnicamente empatados, com o último 1% atrás. No Nordeste, o crescimento recente de Haddad foi ainda maior que o registrado nacionalmente. Na pesquisa Ibope do dia 11 de setembro, ele tinha 13% das intenções de voto. No levantamento desta terça, o índice subiu para 31%. Confira abaixo os números dos principais candidatos na pesquisa mais recente:

Fernando Haddad (PT): 31%
Ciro Gomes (PDT): 17%
Jair Bolsonaro (PSL): 16%
Marina Silva (Rede): 6%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%

Jair Bolsonaro vai a 28% e Haddad, a 16%; Ciro lidera no 2º turno, mostra pesquisa Datafolha

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Candidato a presidente do PSL segue hospitalizado. Foto: Reprodução

Afastado da campanha nas ruas há duas semanas, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) manteve a liderança da corrida presidencial, de acordo com uma nova pesquisa feita pelo Datafolha. Conforme o levantamento, concluído nesta quarta (19), o capitão reformado do Exército oscilou dois pontos para cima e alcançou 28% das intenções de voto, mantendo a trajetória de crescimento observada desde o início da campanha. O ex-prefeito Fernando Haddad (PT), que cresce desde sua confirmação como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na corrida, atingiu 16% das preferências, três pontos a mais do que na semana passada. O candidato petista continua tecnicamente empatado com Ciro Gomes (PDT), que ficou estagnado, com 13%. O instituto entrevistou 8.601 eleitores de 323 municípios na terça (18) e na quarta (19). A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S. Paulo e pela TV Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06919/2018. As menções espontâneas a Bolsonaro também cresceram nos últimos dias, assim como as citações a Haddad. Bolsonaro cresceu no Sudeste, Norte e Sul, onde atingiu sua melhor marca (37%), e ganhou pontos entre jovens e até entre mulheres, apesar da grande rejeição no segmento. O petista cresceu no Sudeste e no Nordeste -onde alcança a melhor pontuação (26%) e única região em que está à frente de Bolsonaro. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tem quase metade do tempo de TV, está estagnado na pesquisa, com 9%. O tucano aparece empatado com Marina Silva (Rede), que agora soma 7% das preferências, menos da metade do que tinha no início da campanha. As simulações do Datafolha para segundo turno mostram que Ciro é o único candidato que venceria todos os rivais. Ele bateria Bolsonaro com 45% das intenções, vantagem de 6 pontos sobre o capitão. Nos outros cenários, Bolsonaro empata com Haddad, Alckmin e Marina. A rejeição a Bolsonaro continua alta, e a de Haddad cresceu. Segundo a pesquisa, 43% dos eleitores dizem que não votariam de jeito nenhum no capitão e 29% rejeitam o petista. Os eleitores de Bolsonaro e Haddad são os mais convictos. Apenas um de cada quatro apoiadores dos candidatos admite escolher outro nome. No conjunto do eleitorado, 40% dizem que podem mudar o voto. Entre eles, 15% indicam Ciro como segunda opção, 13% apontam Marina, 12% optam por Haddad e Alckmin e 11% indicam Bolsonaro.

Após desgaste com declarações, Jair Bolsonaro enquadra General Mourão e Paulo Guedes

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Bolsonaro enquadra o seu vice General Mourão. Foto: Divulgação

O candidato do PSL ao Planalto nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, determinou que o vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), e o conselheiro na área econômica, Paulo Guedes, reduzam suas atividades eleitorais. A campanha quer estancar o desgaste provocado por declarações polêmicas dos dois aliados. Nesta quarta-feira, 19, o perfil de Bolsonaro no Twitter teve de reiterar o compromisso com a redução da carga tributária após notícia de que Guedes estuda como proposta para eventual governo a criação de um imposto nos moldes da antiga CPMF, o que põe em xeque o discurso da campanha. Declarações e a movimentação eleitoral do candidato a vice também constrangeram Bolsonaro e a cúpula da campanha nos últimos dias. Do quarto do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera do atentado a faca que sofreu, Bolsonaro acompanhou pelo noticiário Mourão defender uma Constituição elaborada por não eleitos e a ideia de que filhos criados por mães e avós, sem a presença do pai, correm mais risco de entrar para o tráfico. Ao visitar Bolsonaro no hospital, nesta terça-feira, 18, o general da reserva ouviu uma determinação. O presidenciável pediu que o vice suspendesse a agenda de viagens. O candidato ao Planalto avaliou que a campanha entrou num momento decisivo e que não podia correr mais riscos, segundo relataram à reportagem integrantes da equipe. O general da reserva encurtou uma viagem ao interior de São Paulo, que iria até esta sexta-feira, 21, e cancelou um evento, no domingo, 23, em Porto Alegre. Ele ficará em sua casa no Rio para uma “reavaliação de discurso”, informou um assessor. Mourão pretende, ainda segundo a assessoria, descansar depois de 15 dias de viagens e eventos. Somente no fim da manhã desta quarta-feira o vice deu uma palestra na Faculdade de Direito de Bauru (SP), concedeu entrevista em uma estação local de TV e almoçou com um grupo de cerca de 40 empresários da região, líderes políticos e assessores. Na campanha do PSL, a crítica recorrente é que, após a internação de Bolsonaro, Mourão foi para a “linha de frente” sem experiência política. O general da reserva, segundo um interlocutor da equipe, assumiu uma agenda de cabeça de chapa sendo candidato a vice. A avaliação interna é de que Mourão pôs em risco o favoritismo de Bolsonaro. Já a movimentação de Guedes obrigou a uma reação de Bolsonaro. “Nossa equipe econômica trabalha para redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é o nosso lema! Somos e faremos diferente”, escreveu ele no Twitter. As declarações de Bolsonaro foram feitas depois de o jornal Folha de S.Paulo afirmar que o economista citou a uma plateia restrita pontos do que seria sua política tributária, com a criação de um imposto nos moldes da CPMF e a unificação da alíquota do Imposto de Renda.

Em época de eleições, Fábio de Melo defende que é preciso ”sabedoria” para fugir dos ”bate-bocas”

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Padre diz como encara ódio nas redes sociais. Foto: Reprodução

Popular nas redes sociais, o Padre Fábio de Melo precisou aprender a lidar com o carinho dos 25 milhões de seguidores e com o ódio disseminado pelos ”haters”. O religioso confessa que foge do seu método ortodoxo: ”Rezar não adianta”. ”Os haters geralmente não têm seguidores, são perfis recém-criados. Então o melhor a fazer é neutralizar”, explicou em entrevista à Quem. Em ano de eleições, Fábio defende que é necessário ”ter sabedoria”: ”Nem sempre as pessoas estão dispostas a discutir ideias, elas estão loucas para agredir alguém. Acho que a gente não pode entrar nesse jogo […] O Brasil está muito polarizado entre nós e eles, o tempo todo fazem questão de criar essa cisão. Eu me recuso a estar nessa cisão. Continuo sendo brasileiro com capacidade de criticar os dois lados e não quero perder amizades por causa dos posicionamentos políticos”, justificou. Fábio de Melo não enxerga as redes sociais como um ”lugar à parte” e preza pela ”educação”. Para ele, não adianta ”bate-boca”, tem que ”prestar atenção”  nos possíveis candidatos. ”Para depois ter uma opinião mais lúcida e menos emocionada”.

”Gavião não vota em Bolsonaro”, declara presidente de torcida organizada do Corinthians

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Futebol e política sempre se misturaram e a atual corrida presidencial não está sendo diferente. Após o volante Felipe Melo, do Palmeiras, dedicar o gol marcado no empate com o Bahia no último domingo (16) ao candidato à presidência Jair Bolsonaro, foi a vez do presidente da maior torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, indicar seu voto. Ou melhor, pedir aos mais de 112 mil sócios que não escolham o número 17 no próximo dia 7 de outubro. O pedido não tem a ver com a rivalidade entre os dois times paulistas, mas sim com a ideologia da Gaviões. Em carta divulgada na madrugada desta quarta-feira (19) no blog do jornalista Juca Kfouri, Rodrigo Gonzalez Tapia, conhecido como Digão Vila Moraes, explicou o motivo da opção. No texto, ele lembrou a história da fundação da torcida organizada do Corinthians, no ano de 1969, durante a Ditadura Militar. ”Você sabe que no período da nossa fundação tínhamos como principal objetivo derrubar um ditador dentro do nosso clube? Você sabe que os nossos fundadores sofreram muita opressão por levantar a bandeira em favor da democracia e dos direitos do povo?”, escreveu. Digão ainda pediu que os eleitores de Bolsonaro, sócios da Gaviões, deixem a organizada, diante do conflito de ideologias. ”vocês que apoiam um cara que vai contra todas as nossas ideias e joga no lixo o nosso passado de muitas lutas, por favor, se forem seguir apoiando esse cara, repense sobre sua caminhada dentro da Torcida. Ou seja, se está no Gaviões por interesses pessoais, status, para ostentar apenas uma camisa ou se beneficiar atrás de ingresso e pagar nas redes sociais que faz parte da maior torcida do Brasil, por favor, se retirem”, afirmou na carta.

Haddad cresce 11 pontos e se consolida no 2º turno contra Bolsonaro, mostra pesquisa Ibope

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Fernando Haddad cresce em pesquisas. Foto: Ricardo Stuckert

Pesquisa divulgada nesta noite confirma crescimento de 11 pontos de do candidato do PT e presidente, Fernando Haddad, que se consolida no segundo turno, contra o candidato da extrema-direita. Confira os números: Jair Bolsonaro (PSL): 28%, Fernando Haddad (PT): 19%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 7%, Marina Silva (Rede): 6%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, João Amoêdo (Novo): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2%, Cabo Daciolo (Patriota): 1%, Vera Lúcia (PSTU): 0%, Guilherme Boulos (PSOL): 0%, João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Votos bancos e nulos somam 14% e indecisos, 7%. Na simulação de segundo turno, Fernando Haddad aparece exatamente empatado com Jair Bolsonaro, com 40% para cada. Ciro Gomes aparece empatado com Bolsonaro na margem de erro. Ciro 40% x 39% Bolsonaro (branco/nulo: 15%; não sabe: 6%). Já contra Alckmin o quadro também é de empate. Alckmin 38% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 6%). A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre domingo (16) e terça-feira (18). O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

”Voto útil é insulto à experiência popular”, diz Ciro sobre proximidade com Fernando Haddad

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Ciro diz que o seu projeto não é o mesmo do PT. Foto: Divulgação

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, declarou nesta terça-feira que, apesar de terem um passado de proximidade e aliança, seu projeto de governo não é o mesmo do PT de Fernando Haddad. O pedetista afirmou considerar o apelo ao voto útil, pregado desde já por parte dos adversários, como um ”insulto à experiência popular”. Mais cedo, em entrevista à Rádio CBN, o petista disse que, pela relação histórica, ele e Ciro podem estar juntos em um possível segundo turno, independentemente de qual dos dois avance. Questionado por jornalistas sobre a declaração, o ex-governador do Ceará tentou se desvencilhar. ”Sim, se olhar para os últimos 16 anos, estivemos juntos e tentei ajudar. Mas o projeto que eu advogo para o Brasil não é o mesmo do PT. Quero ajudar a população a por um fim nessa violência odienta, nesse sectarismo e radicalização política que infelizmente está levando nossa economia para o brejo”, disse. Ciro participou de um encontro na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na região central da capital paulista. Antes da reunião, o pedetista também rebateu qualquer estratégia para atrair o voto de Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) para evitar a vitória do PT ou de Jair Bolsonaro (PSL). ”Para um democrata, a presunção é confiança no voto popular. Então, acredito que essa história de voto útil é um insulto à experiência popular”, criticou. ”Eu não quero ser eleito por alguém que botou a mão no nariz e votou em mim porque não queria votar em outro. Quero ser eleito porque represento a saída para o Brasil, que precisa restaurar o diálogo e acabar com essa ameaça fascista que não é nem tanto o Bolsonaro, mas o vice dele, que está deixando clara essa posição”, disse, enumerando as declarações dadas pelo General Hamilton Mourão na segunda-feira, 17.