Roma recebe apoio de ex-prefeito e lideranças da região em visita a Jacobina neste sábado

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Roma em pré-campanha na região de Jacobina. Foto: Reprodução

O pré-candidato a governador, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, João Roma (PL), assumiu o compromisso de defender em Brasília a duplicação do trecho da BR-324 que dá acesso à Jacobina, pleito de produtores e empresários da cidade. Em visita ao município neste sábado, em dia repleto de atividades, ele recebeu o apoio do ex-prefeito de Jacobina, Leopoldo Passos.

Roma também participou de carreata pelas ruas da cidade que reuniu apoiadores da região. Logo após, participou de uma com o PL Mulher, no Clube 2 de Julho. A pré-candidata ao Senado, Raíssa Soares (PL), esteve presente em toda a agenda realizada em Jacobina, neste sábado (18). Também esteve presente o deputado estadual Capitão Alden (PL).

Sobre a duplicação da rodovia, Roma destacou que essa tem sido uma marca do cuidado do Governo Bolsonaro com a Bahia. ”Nos governos do PT, não tivemos nenhum quilômetro de rodovia duplicado. Já o presidente Bolsonaro tem duplicado rodovias federais e tirado do papel obras que eram monumentos ao descaso, como a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol). A duplicação dessa BR que corta Jacobina será fundamental para melhorar o tráfego e as condições para escoar a produção local”, disse João Roma.

”Estamos aqui para receber o nosso candidato, nosso governador, e a senadora Raíssa, que são apoiados Bolsonaro. É importante não só apoiar quem apoia Bolsonaro, mas quem Bolsonaro apoia”, disse o ex-prefeito de Jacobina, Leopoldo Passos, que recepcionou João Roma no aeroporto da cidade.

Roma também foi recepcionado na cidade pelos prefeitos de Ourolândia, Zé do Povo (União Brasil), e de Quixabeira, Reginaldo Sampaio (União Brasil). ”O pré-candidato João Roma é um homem que luta pela Bahia e vem fazendo mudanças importantes para o Brasil”, disse Reginaldo, que fez menção à criação do Auxílio Brasil por Roma e Bolsonaro.

Tribunal rejeita contas de Marcone Amaral, ex-prefeito de Itajuípe e pré-candidato a deputado estadual

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Marcone é pré-candidato a deputado pelo PSD. Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) rejeitou a prestação de contas do ex-prefeito de Itajuípe Marcone Amaral (PSD), referente ao de 2020, devido à falta de dinheiro em caixa, em 2021, para o pagamento de despesas empenhadas no ano anterior (restos a pagar).

A irregularidade viola o artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Por isso, a Corte propôs Deliberação de Imputação de Débito (DID) contra o ex-prefeito, que poderá ser multado em R$ 3 mil. Na mesma sessão, nesta terça-feira (14), os conselheiros determinaram a formulação de representação ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA). Cabe recurso.

Eleito em 2016 e reeleito em 2020, Marcone renunciou à Prefeitura de Itajuípe no final de março último para lançar sua pré-candidatura a deputado estadual.

Campanha presiencial de Lula emite ofício e sugere três debates em formato conjunto

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Lulá, Fátima e Geraldo Alckmin no RN. Foto: Ricardo Stuckert

O movimento ‘Vamos Juntos pelo Brasil’, que inclui sete partidos e compõe a campanha presidencial de Luís Inácio Lula da Silva, enviou nesta quarta-feira, 15, um ofício para a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) pedindo pela redução do número de debates nacionais.

Segundo o ofício, o grupo sugere apenas três encontros, e não dez como está sendo proposto, organizados em pool (conjunto) pelas emissoras de rádio e televisão, para otimizar o tempo curto da campanha. ”Dentro do exíguo período de 45 dias de campanha eleitoral, determinado pela legislação em vigor, tal programação de debates, concentrados na capital de São Paulo, é incompatível com a agenda política e a realização de atos públicos de campanha, que exigem deslocamentos pelas 27 unidades da federação”, explica o ofício.

Para o movimento, a redução preservaria a ‘mobilidade dos candidatos para o diálogo democrático e direto com a população e seus aliados regionais’. Assinam a nota os presidentes do PCdoB, PSB, PSOL, PT, PV, Rede e Solidariedade.

Pré-candidato, ACM Neto visita Rio de Contas e recebe apoio do prefeito Dr. Cristiano

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Ex-prefeito foi à Rio de Contas. Foto: assessoria/União Brasil

Pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil) foi a Rio de Contas nesta quinta-feira (16) a convite do prefeito da cidade, Dr. Cristiano de Azevedo (PSB), para participar da festa do Santíssimo Sacramento. O gestor municipal aproveitou a visita de Neto para manifestar publicamente o seu apoio à pré-candidatura ao Palácio de Ondina do ex-prefeito de Salvador.

”Um prazer imenso receber essa autoridade, o futuro governador da Bahia, ACM Neto, e reafirmar o compromisso com Rio de Contas. Tenho certeza que o Santíssimo Sacramento irá abençoar o nosso grupo e que, juntamente com ACM Neto, vamos fazer uma administração brilhante a partir de 2023. Quero aqui, juntamente com o nosso grupo, reafirmar o compromisso dele com Rio de Contas. Ele já demonstrou esse compromisso em Salvador e tenho certeza que fará o mesmo pela Bahia”, disse o prefeito, Dr. Cristiano.

Em seu discurso, Neto agradeceu a adesão: ”Você terá um grande aliado, muito mais do que um governador. A porta da Governadoria estará sempre aberta para você e para Rio de Contas. Eu quero, logo no início da nossa gestão, sentar com você e com a sua equipe de trabalho para pensar num plano econômico para a região, que tenha Rio de Contas como uma base de geração de emprego. Para realizar a expansão do turismo, tão importante, a dinamização dos serviços, do comércio, da agricultura. A chapada hoje é uma fronteira agrícola importantíssima para a Bahia”.

”Então quero dizer a cada um de vocês: se eu tiver a oportunidade de ser governador, farei por Rio de Contas o que jamais outro governador fez em toda a história. Então, meu velho, nós vamos estar juntos para enfrentar todos os desafios. Mas, sobretudo, para dar o valor e a importância que essa cidade tem para a história, para a cultura e para a forma de ser do povo da Bahia”, completou.

A festa do Santíssimo Sacramento é a mais tradicional de Rio de Contas, e ocorre todos os anos no dia de Corpus Christi. A agenda de ACM Neto começou às 10h, quando seguiu a procissão pelas ruas da cidade e assistiu à missa na Igreja Matriz.

Bolsonaro fará motociata na cidade onde foi esfaqueado e pode vir a Salvador no 2 de Julho

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Bolsonaro voltará onde foi atingindo por uma facada. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro agendou uma motociata em Juiz de Fora (MG), local onde foi atingindo por uma facada durante sua campanha eleitoral de 2018. O encontro está marcado para o dia 3 de julho.

De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o nome da manifestação, é organizada pelo amigo de Bolsonaro, Waldir Ferraz, o Jacaré, será chamada de ”motociata do renascimento”.  Bolsonaristas esperam que a manifestação em apoio ao presidente seja ”a maior da história”.

No último sábado (11), apoiadores de Bolsonaro fizeram uma motociata em Orlando, nos Estados Unidos. Segundo Jacaré, os encontros acontecerão mensalmente até o fim das eleições.

MOTOCIATA EM SALVADOR

Nos últimos dias começou a circular em grupos bolsonaristas da Bahia a possibilidade do presidente participar de uma motociata nos festejos do Dois de Julho em Salvador. A concentração para saída do evento está marcada para o Dique do Tororó, em frente à Arena Fonte Nova.

No ano passado, Bolsonaro negou o convite do então ministro da Cidadania João Roma para participar do ato (lembre aqui). Apesar dos rumores, a presença do presidente não foi confirmada. Com informações do site Bahia Notícias

Base de Bruno Reis oficializa apoio a Cacá Leão: ”Tem que ser mais conhecido em Salvador”

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Prefeito de Salvador reforça apoio a Cacá Leão. Foto: Assessoria

O deputado federal Cacá Leão (PP) contará com o apoio dos vereadores da base do prefeito Bruno Reis (União Brasil) em sua disputa ao Senado. O compromisso foi firmado em um almoço nesta quarta-feira (15), do qual participaram, além do pré-candidato e do chefe do Palácio Thomé de Souza, 30 vereadores.

”Estou muito feliz com esse apoio de peso que acabo de receber nesta minha pré-candidatura. Eu quero estar perto da base do prefeito Bruno Reis durante toda essa caminhada, pois este reforço político da capital traz ainda mais força para nosso propósito de construir uma nova Bahia. Tenham certeza que, mais que um aliado, vocês estão ganhando também um amigo”, disse Cacá.

Filho do vice-governador João Leão (PP), Cacá concorrerá a uma vaga no Senado na chapa liderada por ACM Neto, pré-candidato ao governo pelo União Brasil. O deputado federal tem acompanhado Neto em todas as agendas pelo interior do estado desde que foi oficializado como pré-candidato ao Senado, no início de maio.

”A base declarou apoio ao senador Cacá Leão. Todo mundo se comprometeu a levá-lo por toda Salvador. Sabemos do trabalho dele no Congresso, na Câmara dos Deputados, e a ideia agora é que ele tem que ser mais conhecido em Salvador, andar conosco”, afirmou Paulo Magalhães Júnior (União Brasil), líder do governo na Câmara de Salvador.

Também estiveram presentes o diretor de Esportes Felipe Lucas, suplente na Câmara, e a secretária municipal de Sustentabilidade e Resiliência, Marcelle Moraes, vereadora licenciada.

”A grande largada vai ser no Dois de Julho e, daí em diante, vamos fazer agenda pela manhã e pela noite visitando os bairros de Salvador”, detalhou o líder governista, sobre o giro de Cacá pela cidade nas próximas semanas.

Irmãos presos confessam envolvimento na morte de Bruno e Dom, dizem fontes da PF

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Bruno Araújo e Dom Phillips. Foto: Reprodução/Folhapress

Os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, confessaram envolvimento no assassinato do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, desaparecidos desde 5 de junho na região do Vale do Javari, na Amazônia, informaram nesta quarta-feira (15) fontes da Polícia Federal.

Segundo uma fonte da PF, Pereira e Phillips foram mortos a tiros e tiveram os corpos queimados e enterrados. A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal na região. Segunda maior terra indígena do país, o Vale do Javari é palco de conflitos típicos da Amazônia: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.

Em seu depoimento, Amarildo teria dito que ouviu o barulho dos tiros e, ao chegar ao local, encontrou uma terceira pessoa. Então, no dia seguinte, ele e o irmão resolveram incendiar os corpos, esquartejar e enterrá-los.

A PF iniciou buscas na área para localizar os corpos, o que não havia acontecido até a última atualização desta reportagem, e confirmar a versão dos irmãos. Ainda de acordo com a fonte, deverá ser feito exame de DNA com base em material fornecido por parentes das vítimas. A família do jornalista no Reino Unido afirmou não ter sido informada sobre a confissão de Pelado e Dos Santos.

Antes de sumir, Pereira, que era servidor licenciado da Fundação Nacional do Índio (Funai), e Phillips haviam partido da Comunidade São Rafael em uma viagem com duração prevista de duas horas rumo a Atalaia do Norte, mas eles não chegaram ao destino (veja o mapa do percurso ao final deste texto).

Logo após o desaparecimento, a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) afirmou que Pereira recebia constantes ameaças de madeireiros, garimpeiros e pescadores. Em nota divulgada na ocasião, a entidade descreveu Pereira como “experiente e profundo conhecedor da região, pois foi coordenador regional da Funai de Atalaia do Norte por anos”.

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, do qual Phillips era colaborador, o repórter estava trabalhando em um livro sobre meio ambiente. Ele morava em Salvador e escrevia reportagens sobre o Brasil fazia mais de 15 anos. Também publicou em veículos como ”Washington Post”, ”The New York Times” e ”Financial Times”.

Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, está detido desde 7 de junho. Segundo a polícia, ele foi visto por ribeirinhos, no dia do desaparecimento, em uma lancha logo atrás da embarcação de Pereira e Phillips. Os agentes encontraram vestígios de sangue no barco de Pelado, que vinha negando ter qualquer relação com o caso. Já Oseney, o Dos Santos, foi preso temporariamente nesta terça-feira (14).

No domingo (12), a Polícia Federal divulgou imagens de objetos encontrados na área de buscas, no interior do Amazonas. Foram localizados uma mochila, um notebook , camisas, bermudas, calça, chinelos e botas.

Deputada critica shopping por liberar uso de banheiro de acordo com identidade de gênero

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Talita, uma das vozes apoiadoras de Bolsonaro. Foto: Rede social

A deputada estadual Talita Oliveira (Republicanos) condenou nesta terça-feira (14) a liberação dos banheiros do Parque Shopping Bahia, em Lauro de Freitas, para que as pessoas usem de acordo com o gênero sexual na qual se identifiquem.

Talita, uma das principais vozes apoiadoras do presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado e pré-candidata a deputada federal, disse que estuda juntamente com a sua equipe jurídica uma maneira de impedir a liberação.

”Recebi com muita indignação a informação de que o Parque Shopping Bahia irá permitir que homens tenham acesso a banheiros femininos. Para isso, basta ele dizer que se sente como uma mulher. Um absurdo. Um shopping, um espaço familiar, com crianças, sendo utilizado para alimentar as ideologias nefastas da esquerda. Buscarei providências na Justiça contra essa situação”, afirmou Talita.

Nas redes sociais, ao acrescentar que a medida é amparada pela Resolução Federal nº 12, de 2015, do Conselho Nacional de Combate a Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, o empreendimento anunciou que lá ”você é livre para usar o banheiro correspondente ao gênero com que se identifica”.

Contingente policial caiu de 31 mil para 29 mil, afirma ACM Neto, pré-candidato ao Governo

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ACm volta a questionar a segurança pública. Foto: Divulgação

O contingente policial da Bahia foi reduzido de 31 mil profissionais para 29 mil agentes durante os governos do ex-governador Jaques Wagner e do atual, Rui Costa, ambos do PT. A afirmação é do pré-candidato a governador, ACM Neto (União Brasil). Para o ex-prefeito de Salvador, no mesmo período o número de crimes, entre eles mortes violentas, aumentou.

”Em 2006 (último ano da gestão de Paulo Souto (UB)), a Bahia tinha na sua tropa 31 mil policiais. Hoje, tem 29 mil”, relata. ”Nesses 16 anos  as cidades cresceram, a população do estado cresceu e os problemas se multiplicaram. O tráfico chegou tomando conta de tudo”. O político do UB aponta que 290 das 417 cidades baianas têm apenas dois policiais, atuando em revezamento. O pré-candidato deu essas declarações em entrevista à rádio Sauípe FM, de Mata de São João.

ACM Neto contou que vai visitar estados que obtiveram êxito no combate ao crime. Em julho, o postulante ao Palácio de Ondina estará Minas Gerais, Goiás e São Paulo. O objetivo, segundo ele, é conhecer de forma mais aprofundada as medidas tomadas naqueles estados.

Educação

Para o pré-candidato do União Brasil, outro problema que contribui para a violência são os resultados na educação pública. ”Depois de 16 anos no governo da Bahia, o legado do PT, infelizmente, é nos deixar no último lugar na qualidade de ensino do Brasil. O tempo perdido se agravou com a pandemia, porque os alunos da rede estadual ficaram praticamente dois anos sem aulas. E agora, com a retomada, não existe um plano de educação à distância ou de complementação do ensino no contra-turno”, criticou.

ACM Neto citou a rede de Mata de São João – cidade gerida pelo aliado João Gualberto (PSDB) – como um bom exemplo de gestão municipal da educação. ACM Neto disse que se inspira nos bons exemplos como esse, dados por municípios baianos, mas também de outros estados para reforçar o seu plano de governo.

”Tenho uma série de projetos, como a criação de um fundo em parceria com as prefeituras para dar suporte pedagógico, para que o município possa intervir na qualidade do ensino desde as primeiras séries e ajudar as prefeituras que têm dificuldade maior. Quero pegar o caso do Ceará, que remunera os municípios que registram avanços na qualidade do ensino. Pegar também o bom exemplo de Pernambuco e de São Paulo, que leva ensino integral aliado à tecnologia, para que haja o complemento escolar no contra-turno”, disse o ex-prefeito de Salvador.

Roma rebate acusação de Jerônimo sobre recursos federais destinados às vítimas da chuva

/ Política

Bolsonarista rebate petista. Foto: Divulgação/ Assessoria João Roma

”O pré-candidato Jerônimo prova que é mais do mesmo e insiste na política da mentira do PT. Ao contrário do que ele diz, o governo federal repassou recursos para todos os 127 municípios baianos, reconhecidos em situação de calamidade por causa das fortes chuvas que caíram na Bahia”, rebateu o pré-candidato a governador da Bahia, ex-ministro da Cidadania e deputado federal João Roma (PL) às acusações do pré-candidato ao Governo pelo PT, Jerônimo Rodrigues.

Roma afirmou que ”diferentemente do PT, que condiciona a liberação de recursos a quem lhe seja aliado”, o governo do presidente Bolsonaro não olhou para a coloração partidária de nenhuma prefeitura para fazer os repasses necessários à ajuda das vítimas. “Praticamos a política em sintonia com o Século 21. Não a forma retrógrada e atrasada do toma lá dá cá, que só interessa aos poderosos em detrimento do povo”.

Segundo o pré-candidato a governador da Bahia, ”a estratégia de repetir a mentira na tentativa de enganar o povo baiano não funciona mais nem na propaganda do PT”.

”Como já disse e repito, o propósito de nossa pré-campanha é reinstituir a verdade dos fatos. Portanto, é vergonhoso que o pré-candidato petista abra a boca para insistir na política da mentira de seu partido. Que se informe sobre o assunto antes de fazer qualquer acusação!”, afirmou João Roma.

Lula e Bolsonaro vão se defrontar

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As pesquisas almejam em mostrar a carne viva do eleitor, emprestando veleidades e conclusões extravagantes, de comprovada cientificidade, e sempre na confiança do impacto sobre a memória da coletividade que caminhará até as urnas.

É inútil opor-lhe qualquer argumentação e nem mesmo os fiascos protagonizados pelos percentuais de eleições passadas têm força de dissuasão.

Todas as somas heteróclitas e mais as perspectivas do comportamento do eleitor são submetidas a escrutínio, com resultado próximo ou muito próximo das paixões irresistíveis, que tornam o voto um santuário de maldições, de incongruências, de racionalidade e da fé inquebrantável da escolha certa.

Para fazer a escolha certa, a comunidade terá de absorver o quase cotidiano das pesquisas e repassá-los na memória, acreditar, por em dúvida, comparar com as reminiscências, para que nada fique fora do lugar, sem uma ponta solta, com todas as cadeiras, sem faltar uma; contrariando o jogo infantil, em que os jovens brincam não para sentar nas cadeiras, mas para ver quem ficou de pé.

Esse logro -, da próxima vez preste atenção e sente rapidamente na cadeira-, ilustra uma condição de que sempre haverá um vencedor e uma perda, sendo que a vitória tem um gosto especial, uma expiação, um castigo à derrota. Quem ficou de pé foi um tolo, embora ele faça parte da comunidade, não goza do privilégio da comunhão.

Isso não pode ser esquecido, porque faz parte da memória, não é anamnesis, ou seja, não é o processo de recordar, reinscrever no corpo, na memória, aquilo que havia sido esquecido.

Mas acontece que a memória não é duradora, ou seja, uma vez o acontecimento ele não será para sempre a marca indelével que o fez surgir, daí a reminiscência, a anamnesis. Paara não ter de recorrer a anamnesis, a bíblia encontrou uma saída, numa espécie de terrorismo santificado, para os fies reterem na memória a fé e a confiança em deus, de tal modo que o esquecimento será punido, igualado ao pecado original, como bem disse Yosef Hayim Yerushalmi, em “Reflexões sobre o Esquecimento”, se referindo ao Deuteronômio VIII: “toma cuidado para não esquecer o Senhor teu Deus, nem deixar de observar os mandamentos, os decretos e as leis que hoje te prescrevo. Não aconteça que depois de teres comido à saciedade… e aumentado a prata, o ouro e todos os seus bens esqueça o Senhor. Se te esqueceres vós perecereis, por não haver escutado a voz de deus”. Mas é a bíblia e não as pesquisas.

No entanto, o esquecimento coletivo e a memória coletiva se dão por vias intrigantes e não respondem a religião, e nem colocam em causa acreditar ou não em deus. As pesquisas oferecem munições, interpretações e até mesmo se põem na condição de oráculo. Mas seja como for, tanto Lula como Bolsonaro, para além das pesquisas, vão se defrontar com a anamnesis dos eleitores, mas nem tão esquecidos assim?

*por Gerson Brasil, da Tribuna da Bahia

Nos Estados Unidos, Bolsonaro pediu ajuda a Biden contra Lula nas eleições, diz Bloomberg

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Bolsonaro cumprimenta o presidente Joe Biden. Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ajuda ao seu homônimo dos Estados Unidos, Joe Biden, para vencer o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano. O pedido foi feito durante uma reunião privada que os dois tiveram na última quinta-feira (9), segundo informações da agência Bloomberg.

O encontro se deu em meio à viagem do presidente brasileiro aos EUA para participar da Cúpula das Américas, em Los Angeles.

De acordo com fontes anônimas citadas pela agência, Bolsonaro retratou Lula como um perigo para os interesses dos EUA. Biden, porém, falou sobre a importância de preservar a integridade eleitoral do Brasil e, ao receber o pedido de ajuda de seu par brasileiro, mudou o assunto da conversa, segundo o relato da Bloomberg.

Procurados pela agência de notícias americana, nem o governo brasileiro e nem o americano comentaram a informação. Pesquisas de opinião apontam Lula em primeiro lugar na corrida ao Palácio do Planalto, com maior ou menor vantagem, dependendo do instituto que fez a sondagem. Em alguns casos, os levantamentos mostram que existe a possibilidade de o petista liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

Segundo a última pesquisa Datafolha para presidente, divulgada no mês passado, Lula tinha 21 pontos percentuais de vantagem sobre Bolsonaro, com 48% das intenções de voto. O atual presidente ficou com 27%.

Bolsonaro diz que “mudou” de opinião a respeito de Biden

Durante entrevista coletiva ontem, Bolsonaro disse que ”mudou” de opinião a respeito de Biden, ao ser questionado a respeito dessa reunião privada. Ele afirmou ainda que o encontro serviu como uma espécie de “reaproximação” com o atual presidente dos EUA.

No entanto, o presidente brasileiro afirmou também que irá se encontrar com o ex-mandatário norte-americano Donald Trump antes das eleições no Brasil. ”Conversei com ele essa semana e convidei como sempre. Ele quer, dois meses antes da eleição, encontrar comigo aqui ou lá”, disse.

UOL/Folhapress

Delator da Odebrecht diz que foi pressionado para comprometer Lula na Operação Lava Jato

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Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou em uma entrevista para o filme ”Amigo Secreto”, da cineasta Maria Augusta Ramos, a pressão que diz ter sofrido de procuradores da força-tarefa para envolver Lula (PT) em seu acordo de colaboração.

E mais: disse que, ao ouvirem de delatores o nome do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves como beneficiário de caixa dois, os interrogadores soltaram um dos investigados que citava o nome dele. ”Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, questiona.

É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, em entrevista —até agora, os relatos ficavam restritos a conversas reservadas entre clientes, advogados e mesmo entre magistrados de cortes superiores que recebiam relatos de supostos abusos.

O filme tem pré-estreia marcada para esta segunda (13), e entra em circuito nacional na quinta (16). Segundo Alexandrino, apontado pela Lava Jato como elo entre o PT e a empreiteira, o ex-presidente era ”o principal alvo” dos investigadores, que o pressionaram a chegar ”ao limite da verdade” para envolver Lula em sua delação.

“Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. ”E estava nítido que a questão era com o Lula”.

Os interrogadores, diz ele, insistiam em questões sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula [a empreiteira contratou o ex-presidente mais de uma vez para falar em eventos]”.

”Nós levávamos bola preta, ‘ah, você não falou o suficiente’. Vai e volta, vai e volta. ‘’Senão [diziam os interrogadores], não aceitamos o teu acordo”, segue o ex-empreiteiro em seu relato.

A narrativa de Alexandrino Alencar coincide com reportagens publicadas na época da Lava Jato, e que diziam que o Ministério Público Federal resistia em aceitar a delação do então executivo já que ele não citava Lula, nem outros políticos, em suas revelações.

Só depois de ceder, diz Alexandrino, os investigadores concordaram em assinar com ele um acordo de colaboração premiada.

Entre outras coisas, Alexandrino detalhou em seus depoimentos os gastos da empreiteira com a obra no sítio de Lula em Atibaia entre 2010 e 2011.

O ex-presidente acabou sendo condenado em 2019 a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro por causa das reformas feitas pela construtora na propriedade.

O depoimento de Alexandrino foi considerado fundamental na época para que o petista fosse condenado. Dois anos depois, a Justiça extinguiu a punição a Lula, como desdobramento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso do tríplex atribuído a Lula.

No filme ”Amigo Secreto”, o ex-executivo afirma que outros delatores, sob pressão, mentiram para os investigadores para poder assinar a colaboração e ver suas penas de prisão diminuídas.

”Se eu falasse mais, eu estaria inventando. Estaria contando uma mentira como aconteceu com alguns [delatores] que você sabe, notórios, que mentiram para tentar escapar”, diz ele.

”Eu contei a verdade. Eu cheguei no limite da minha verdade”. Ele diz também saber de casos de pessoas que foram dispensadas dos depoimentos quando citaram o tucano Aécio Neves em suas delações.

”Não vou dizer o nome do santo. Mas tem colega meu que foi preso em Curitiba, chegou lá, o pessoal [investigadores] começou a perguntar sobre caixa dois [recursos doados para políticos sem registro na contabilidade oficial]. Ele [colega de Alexandrino] falou: ‘Isso aqui é para o Aécio Neves’. Na hora em que ele falou, eles [interrogadores] se levantaram e soltaram ele. Isso é Lava Jato? Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”.

O ex-empreiteiro revela ainda que a sua colaboração detalhou ”vários casos de caixa dois. Infinitos. Não aconteceu nada com ninguém. Aconteceu comigo. Com eles [políticos] não aconteceu nada”.

Alexandrino Alencar diz estar convencido de que foi investigado porque o objetivo da Lava Jato era chegar a Lula. ”A maneira que fizeram… Como surge o Alexandrino nisso aí? Eles começam a me fiscalizar, grampeiam o meu telefone, o telefone do Lula”, afirma.

O ex-empreiteiro diz que quando foi preso, em 2015, todos os outros empresários e executivos detidos no mesmo estabelecimento prisional acreditavam que ele seria solto logo depois, pois estava sob o regime de prisão temporária, que dura no máximo cinco dias.

Ele afirma que os investigadores, então, ”chamaram o Paulo Roberto Roberto [Costa, engenheiro e ex-diretor da Petrobras], chamaram o [doleiro Alberto] Youssef, [e eles] fizeram uma delação na cadeia [ambos foram presos antes dos empresários]”.

Como citaram o executivo da Odebrecht nos depoimentos como operador de propinas da empreiteira, a prisão de Alexandrino foi transformada de temporária em preventiva, sem data para que ele fosse solto, tornando sua situação mais aflitiva.

”Tão simples assim”, diz o ex-executivo no filme. Ele afirma que a decisão de integrantes da Odebrecht de aderir a um acordo de colaboração foi ”traumático, muito duro”. Mas que foi incontornável, já que outras empreiteiras também passaram a delatar. ”Não adiantava. Tem que ir junto”, diz.

Em 2016, Alexandrino Alencar foi condenado por Moro a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Com o acordo e o pagamento de multas, o tempo foi reduzido para 6 anos e seis meses.

Ele já cumpriu um ano em regime fechado, dois anos e meio em semiaberto e agora cumpre o restante em regime aberto. Pode sair de casa normalmente nos dias da semana, sem tornozeleira. Mas está proibido de sair às ruas nos finais de semana.

Os procuradores da força-tarefa nunca reconheceram a veracidade das mensagens divulgadas pela Lava Jato e sempre negaram que tiveram conduta parcial na operação. Eles sempre sustentaram que o único objetivo da operação era combater a corrupção no Brasil.

Moro também afirma que todos os acusados da Lava Jato foram tratados por ele com respeito, imparcialidade e sem qualquer animosidade. Diz que suas sentenças foram fundamentadas e que o Brasil não pode retroceder no combate à corrupção.

O filme de Maria Augusta Ramos, coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes, relata a rotina dos jornalistas Leandro Demori, do The Intercept Brasil, e Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Marina Rossi, do El País Brasil, na cobertura do que ficou conhecido como o escândalo da Vaza Jato, em 2019.

Naquele ano, uma série de mensagens trocadas entre procuradores da Operação Lava Jato e deles com Sergio Moro mostrou a estreita colaboração entre o Ministério Público Federal e o ex-juiz.

O documentário mostra os meandros da operação por meio do trabalho dos repórteres, que acabou contribuindo para a anulação de sentenças contra Lula no âmbito da Lava Jato.

A cineasta já dirigiu cinco outros documentários, alguns deles premiados internacionalmente, como ”Justiça”, ”O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, e ”Juízo”, sobre o tratamento recebido por menores infratores em instituições prisionais e nos tribunais brasileiros.

Mônica Bergamo/Folhapress

Presidente Bolsonaro diz, durante evento evangélico, que Brasil enfrenta problema espiritual

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A praia de Copacabana está lotada, mas, no lugar de biquínis e sungas, o que se vê neste sábado (11) de céu fechado e temperatura baixa são cruzes no pescoço, bíblias debaixo do braço e uma multidão disposta a louvar o nome de Deus em um dos pontos turísticos mais famosos do Brasil.

No posto dois, em frente ao Copacabana Palace, milhares de fiéis se reuniram no evento evangélico Esperança Rio, que começou a partir das 16h e trazia na programação nomes célebres da música gospel, como a cantora Aline Barros e o rapper americano KB.

Por volta das 18h, o presidente Jair Bolsonaro apareceu em telões e fez um rápido pronunciamento a distância.

Após citar a questão econômica, disse: ”Temos um outro problema, este espiritual que o Brasil não está ausente, que é a luta do bem contra o mal”.

Também afirmou, sob forte aplauso do público: ”Nós bem sabemos o que queremos e o que defendemos. Somos contra o aborto, a ideologia de gênero e contra a liberação das drogas”.

E concluiu: ”Defendo a família e a liberdade como bem maior, a incluir a liberdade religiosa.”

Segundo o Datafolha, a parcela da população brasileira que quer proibir o aborto em qualquer circunstância caiu no período de quase quatro anos. De dezembro de 2018 até hoje, o índice daqueles que dizem concordar com a total restrição da interrupção da gravidez no país recuou de 41% para 32%.

Na plateia, muitos fiéis usavam faixas na cabeça com dizeres religiosos e camisas com imagens da cruz. Uma dessas pessoas era a dona de casa Rosângela de Oliveira, 47.

Moradora de Bangu, a 49 quilômetros de Copacabana, ela diz que a expectativa era grande para o evento. ”Jesus vai fazer uma grande obra, um grande mover aqui. O objetivo aqui é salvar vidas”.

Evangélica há quatro anos, a dona de casa diz que deve a própria vida à ação divina. Em 2018, ela sofreu uma depressão profunda. ”Cheguei e falei com Deus. Perguntei: ‘Se você é esse Deus mesmo que todo mundo fala, muda a minha vida”.

Para ela, eventos como esse são uma forma de unir pessoas que querem exaltar o nome de Deus, independentemente da religião. ”Deus não escolhe entre evangélico, católico ou espírita. Pode vir católico ou candomblecista. Deus só olha para o coração”.

A católica Elizabeth Nunes, 63, diz que decidiu comparecer ao evento por entender que a religião não é uma fronteira para quem quer celebrar Deus.

”Nós somos filhos de Deus. Isso independe de religião. Você é meu irmão, também é filho do criador. Deus é um só. Jesus é um só”, diz ela, que não escondia o entusiasmo.

No calçadão, ela pulava e cantava toda vez que uma câmera passava filmando o público. ”ssa iniciativa é maravilhosa por trazer a energia de Jesus Cristo. É ele que traz a direção aos jovens e esperança aos idosos.”

O evento que reuniu os fiéis foi organizado pela Associação Evangelística Billy Graham. A entidade foi fundada nos Estados Unidos pelo pastor Billy Graham, considerado uma das maiores lideranças evangélicas do mundo.

Tido como uma espécie de papa do movimento evangélico, ele pregou para mais de 200 milhões de pessoas em 185 países, inclusive no Brasil, e morreu em 2018, aos cem anos.

Para minimizar problemas no trânsito por causa do evento, a Prefeitura do Rio montou um esquema especial, com alterações em vias de Copacabana, Botafogo e do aterro do Flamengo. A operação conta com a participação de 250 pessoas, entre agentes da Guarda Municipal e da CET-Rio (Companhia de Engenharia de Tráfego).

Matheus Rocha//Folhapress