Aliados de Rui afirmam que não pedirão mais espaços, mas não se furtarão se houver oferta

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Rui Costa teve 75% dos votos. Foto: Blog Marcos Frahm

Reeleito com 75% dos votos, o governador Rui Costa já começa a desenhar sua nova gestão que se inicia no dia 1º de janeiro e já antecipou, inclusive, que enviará à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um projeto que alterará a estrutura no governo, de forma a manter o equilíbrio fiscal. A reformulação, consequentemente, reduzirá os espaços a serem ofertados aos seus aliados, embora o arco de apoio tenha aumentado nessa eleição. Rui coligou com 14 partidos nessa eleição. Presidentes das principais legendas, entretanto, asseguram que não reivindicarão mais espaço e que essa decisão ficará a cargo do governador, porém não negam que se houver oferta não se furtarão em recebê-las. Tamanho dos partidos também não deixaram de ser frisados. Fizeram parte da coligação: o PDT, Podemos, Avante, PMB, PTC, PMN e Pros, além de PT, PSD, PP, PC do B, PSB, PR e PRP.  Em conversa com o BNews, o presidente do PCdoB, Davidson Magalhães, por exemplo, afirmou que a sigla não tomou nenhuma decisão neste sentido ainda. Porém, deixa claro que é preciso levar em consideração o crescimento que obtiveram. ”Nós não temos nenhuma decisão do partido ainda. A condução será feita por mim. O que tem é que depois da última eleição nós crescemos: fizemos cinco deputados estaduais, três federais, crescemos muito a nossa votação e é preciso levar isso em consideração. Mas essa discussão precisa ser feita com unidade. Vamos ouvir primeiro o governador que é o condutor do processo e discutir dentro de um consenso”, minimizou, sem deixar de mandar o recado.  Atualmente os comunistas detém o comando da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres e a Bahiagás.

“Um óasis” – Da mesma forma, o presidente do PDT Félix Mendonça Júnior, cujo partido tende a criar um bloco independente no Congresso Nacional excluindo o PT, disse que essa questão era uma escolha do governador.  ”Claro que sempre o partido quer mais, elegeu um deputado federal a mais, manteve o número de estaduais, aumentou o número de votos, mas volto a dizer a questão é do governador”, minimizou. O PDT indicou nomes para a Secretaria de Agricultura, CBPM e Ibamentro.  Sobre a aliança em âmbito estadual classificou com um ”óasis”. ”Não temos nenhum problema. Está tudo tranquilo. É um oásis”, assegurou. O líder do Podemos na Bahia, deputado federal reeleito Bacelar, declarou que o seu grupo está satisfeito com o espaço que possui: apenas o Detran. ”Nós estamos satisfeitos com o espaço que nós temos. Ampliar e remanejar são decisão do governador que acataremos com entusiasmo”, disse, não deixando de admitir que ”se ele [Rui] precisar de quadros para outras ou novas funções nós temos também”.

”Não enjeitarei”, disse Isidório – Já o líder do Avante na Bahia, deputado estadual Sargento Isidório, eleito deputado federal, cuja votação dele e de filho, João Isidório, eleito deputado estadual, bateram recordes, afirmou não poder cobrar nada do governador pela gratidão ao apoio que o governo dá ao seu projeto social: a Fundação Dr. Jesus. Mas afirmou que se for escolhido pelo petista ”não enjeitará” a proposta. ”Eu não posso cobrar nada do governador porque fui bem votado, porque meu filho foi bem votado. Tenho consciência que a votação que tivemos foi mão de Deus, dedo do povo, de todo povo da Bahia, mas também reconheço todo o apoio que recebo do executivo estadual, pois nunca tive apoio da prefeitura de Salvador e nem do Governo Federal”, contou, questionando ”como posso exigir isso do governador”. Ao final, não hesitou em afirmar que “Se me Rui mechamar para ser secretário eu quero.  Não recuso, enjeito, mas não tenho o direito de exigir barganha, mas se entender que eu cresci, que crescemos, que devo ficar com ele na Bahia contra o presidente eleito [Jair Bolsonaro] eu vou”, admitiu. Por fim, o presidente do PR na Bahia, João Carlos Araújo elencou que Rui “é o senhor da razão” e o debate será feito com ele.  ”Logicamente, vamos ouvir o governador. Ele é o senhor da razão. Temos uma aliança e temos que discutir com ele, saber o que ele quer para o PR e nós vamos ouvi-lo”, disse. Conforme ele, o partido possui apenas a Secretaria de Turismo e uma diretoria na Conder como cota. ”Mas o arco de aliança de Rui é muito grande e ele tem que dividir o Governo com todo mundo. Isso já vem de algum tempo para cá, alguns aliados já estavam grandes e o PR vem crescendo aos poucos. Tivemos uma conversa antes das eleições e ficamos de conversar após. Temos que aguardar. A política é arte de conversar”, reforçou, descartando a possibilidade de ruptura com o governo. ”Não se cogita isso”.

PT na briga pela AL-BA – O PT, partido de Rui, detentor de maior espaço no governo, por sua vez, terá uma reunião para tratar do assunto somente na segunda quinzena de novembro. Na pauta o presidente estadual, Everaldo Anunciação não esconde, que brigarão pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). O nome do deputado estadual, Rosemberg Pinto, conforme ele, já foi disponibilizado como representante do partido na disputa. Quanto ao PP e PSD também se colocarem no páreo, afirma que vai  prevalecer o consenso. ”Nós vamos ter reunião da executiva na segunda quinzena de novembro e partir daí vamos começar a desenhar esse período. Vamos ouvir Rui, vamos iniciar uma conversa.  Quando construímos consenso o resultado é bom para todo mundo. Isso precisa ser preservado. Não se pode ter hegemonia sempre”, disse, referindo-se ao embate na AL-BA. O PT  possui o comando das pastas da Cultura, Desenvolvimento Econômico, Sepromi, Desenvolvimento rural, Meio Ambiente,  SJDHDS, Promoção da Igualdade Racial, Serin e das autarquias: CAR, Inema e Agersa.

Em recado a Moro, deputado defende quarentena para juízes assumirem cargo público

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Moro em ministério gera divergências de opiniões. Foto: Estadão

Inspirado no caso de Sérgio Moro, juiz federal que atuava em processos contra Lula quando começaram as negociações para integrar o governo de Jair Bolsonaro, como Ministro da Justiça, um deputado quer propor uma lei de quarentena para magistrados aceitarem cargos públicos. De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Paulo Teixeira (PT-SP) sugere que seja estabelecido um prazo de três anos entre o momento em que o juiz deixe a magistratura e o que assumem os cargos públicos. Ainda segundo a publicação, a troca imediata da toga pela política foi criticada por nomes como Carlos Ayres Britto, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, para quem a ”mudança de camisa, tão rapidamente” de Sérgio Moro compromete a imagem do Judiciário. Segundo o ex-ministro, o ideal em casos como este seria que o juiz tivesse cautela e bom senso, para que a imagem e a independência da Justiça não fossem maculadas. Enquanto uns criticam a jogada rápida de Moro, o deputado federal Altineu Côrtes (PR-RJ) não só concorda, como apresentou uma proposta de emenda à Constituição liberando juízes, procuradores e promotores para ocuparem cargos políticos sem sequer terem que deixar a carreira.

Pelo Twitter, presidente eleito Bolsonaro tenta limitar declarações de equipe à imprensa

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Jair desautoriza as informações de sua equipe. Foto: Estadão

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) escreveu nesta sexta-feira, em seu Twitter, que desautoriza as informações de sua equipe para a imprensa. “Desautorizo informações prestadas junto a mídia por qualquer grupo intitulado ‘equipe de Bolsonaro’ especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF, previdência, etc”, afirmou. Ele citou diretamente os temas que já foram objeto de divergência entre membros da equipe econômica e seus assessores mais próximos da área política. Nesta sexta-feira, 2, Bolsonaro também se recusou a responder as perguntas da reportagem do Estado ao embarcar para um passeio de barco com a família pela Restinga da Marambaia, uma área de reserva da Marinha, em Mangaratiba, município do litoral sul do Rio. Ele estava acompanhado da mulher, Michele, da filha mais nova e do filho Carlos Bolsonaro, entre outros familiares, amigos e seguranças da Polícia Federal. Foi recebido por oficiais da Marinha, que possui um restaurante de acesso restrito na Reserva. O presidente posou para fotos com eleitores e autorizou o embarque de um cinegrafista de TV em um barco de apoio. Desde a manhã desta sexta, Bolsonaro e sua equipe dão sinais de que vão restringir os contatos com a imprensa. Ao embarcar, o presidente, que ficou cerca de 5 minutos interagindo com dezenas de pessoas que correram para o deck, ignorou todas as perguntas. Mais cedo, ao sair de uma reunião na casa de Bolsonaro, o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se recusou a responder a maior parte das perguntas. Ele informou apenas que havia aprovado os nomes da equipe de transição e confirmou a agenda do novo presidente em Brasília essa semana. Segundo ele, Bolsonaro só voltará a falar na quarta-feira, em Brasília, após encontro com o presidente Michel Temer. Perguntado se havia sido baixada uma lei do silêncio, Onyx negou, mas avisou que os contatos com jornalistas serão mais restritos. O Estadão/Broadcast perguntou para a futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se eles pretendem retornar nesta sexta da restinga. Ela não respondeu, mas policiais do Batalhão de Choque que fazem a escolta do presidente eleito informaram que foram orientados a permanecer em Itacuruça. Além disso, em 31 de outubro, o presidente eleito informou que anunciará oficialmente os nomes de todos ministros pelas suas redes sociais. “Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, escreveu. Na quinta, os jornais impressos foram barrados da primeira coletiva do presidente. Em uma lista regulada por uma policial federal na porta do condomínio, Bolsonaro só permitiu que emissoras de TV (menos a TV Brasil), algumas rádios e dois sites entrassem. O Estado, a Folha de S. Paulo, O Globo e as agências internacionais não puderam passar da guarita do condomínio. Quando jornalistas que participaram da coletiva lhe perguntaram por que alguns veículos tinham sido barrados, Bolsonaro respondeu que “não sei quem marcou isso (coletiva)” e que não mandou restringir ninguém. Desde o episódio da facada, Bolsonaro não tem concedido entrevistas a jornais impressos e privilegiado meios eletrônicos, como emissoras de televisão e rádio.

Da Lava Jato à política: Moro aceita convite para ser ministro da Justiça no governo Bolsonaro

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Moro e o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: EFE

O juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, aceitou nesta quinta-feira (1º) o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro e será o ministro da Justiça. O anúncio foi feito por Moro, em nota. ”Após reunião pessoal, na qual foram discutidas políticas para a pasta, aceitei o honrado convite”,afirmou. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, confirmou o nome de Moro no ministério. ”Sua agenda anticorrupção, anticrime organizado, bem como o respeito à Constituição e às leis será o nosso norte”, escreveu o presidente eleito. Em suas redes sociais, Bolsonaro anunciou a fusão das pastas da Justiça e da Segurança Pública. Sergio Moro ficou cerca de uma hora e meia com o presidente eleito. Ao sair da reunião, acenou para as pessoas que se aglomeravam em frente à casa, mas não deu entrevista. O juiz lamentou abandonar 22 anos de magistratura. ”No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Para ele, na prática o cargo significa ”consolidar os avanços contra o crime e a corrupção e afastar riscos de retrocessos por um bem maior”. Segundo Moro, a Operação Lava Jato continuará em Curitiba. ”Para evitar controvérsias desnecessárias, devo, desde logo, afastar-me de novas audiências”, acrescentou. Natural de Maringá (PR), Sergio Fernando Moro, além de magistrado é escritor e professor universitário. Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Maringá, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Paraná. É juiz federal desde 1996, com especialização em crimes financeiros. No julgamento do mensalão, Moro auxiliou a ministra Rosa Weber, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja a íntegra da nota divulgada por Sérgio Moro:

”Fui convidado pelo Sr. presidente eleito para ser nomeado ministro da Justiça e da Segurança Pública na próxima gestão. Após reunião pessoal, na qual foram discutidas politicas para a pasta, aceitei o honrado convite. Fiz com certo pesar, pois terei que abandonar 22 anos de magistratura. No entanto, a perspectiva de implementar uma forte agenda anticorrupção e anticrime organizado, com respeito à Constituição, à lei e aos direitos, levaram-me a tomar esta decisão. Na prática, significa consolidar os avanços contra o crime e a corrupção dos últimos anos e afastar riscos de retrocessos por um bem maior. A Operação Lava Jato seguirá em Curitiba, com os valorosos juízes locais. De todo modo, para evitar controvérsias desnecessárias, devo desde logo afastar-me de novas audiências. Na próxima semana, concederei entrevista coletiva com maiores detalhes”.

Mesmo com Haddad derrotado, Rui Costa sai vitorioso das urnas e emerge como força do PT

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Rui recebeu a maior votação nominal do PT. Foto: Diego Mascarenhas

Para muitos, o PT foi o grande derrotado das eleições de 2018, após Fernando Haddad (PT) perder para Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. Não há muito o que discordar dessa avaliação. No entanto, o partido ainda seguiu com o maior número de governadores e deve passar por um processo de reinvenção para se manter articulado para as próximas eleições. Isso inclui a revisão dos discursos e das ações que colocaram a legenda entre as principais forças políticas do país. Porém, em meio ao cenário de terra arrasada, um petista não tem do que reclamar da sorte: o governador reeleito da Bahia, Rui Costa.

Rui recebeu a maior votação nominal do PT em todo o país, perdendo apenas, obviamente, para o candidato à Presidência da República. Saiu vitorioso com mais de 74% dos votos no primeiro turno e catapultou aliados para o Senado, para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa da Bahia. E, entre um turno e outro, conseguiu ampliar a votação de Haddad na Bahia, dando mais um milhão de votos ao petista em território baiano. Mais votos do que o próprio Rui obteve na reeleição.

Em 1º de janeiro de 2019, o PT inicia o quarto mandato consecutivo no comando da Bahia e dá sinais de que pode deixar de ser protagonista no próximo pleito para o Palácio de Ondina. Ciclos de poder de 16 anos são suficientes para render frutos, mas também desgastes. Talvez por isso o senador Jaques Wagner tenha sinalizado essa hipótese já após o primeiro turno. No entanto, ainda é cedo para prever os próximos passos da correlação de forças entre as legendas baianas. O que se sabe é que Rui deve conduzir esse processo e estará cada vez mais fortalecido dentro da própria sigla.

Caso Haddad saísse vitorioso das urnas, possivelmente seria ele o grande nome do Partido dos Trabalhadores nos próximos anos. Inicialmente ele até será alçado à condição de principal porta-voz da oposição. No entanto, com o fogo-amigo de ex-aliados como Ciro Gomes (PDT), é provável que a derrota para Bolsonaro custe mais do que o ex-prefeito de São Paulo possa pagar. Por isso, a escolha dele para entrar na jaula do leão não foi completamente despropositada. Entre os petistas de grosso calibre, Haddad seria mais facilmente descartável do que outras lideranças que começam a surgir.

Nesse ponto, entra Rui. Com o resultado das urnas, o governador está legitimado para brigar por um lugar de destaque dentro do próprio partido. E deve fazê-lo. Mesmo com um antipetismo forte, o baiano conseguiu se manter bem avaliado e se descolou da imagem clássica da esquerda. É um gestor e suas ações falam mais do que a história política por trás do partido ao qual é filiado. Os números do Nordeste sugerem que é necessária a emergência de um nome da região para liderar essa transição. E Rui tem tudo para sê-lo.

O atual morador do Palácio de Ondina pode, então, ser alçado a um novo posto, como símbolo de renovação do PT nos próximos anos. E aí, quem sabe, permitir que a Bahia tenha um candidato à Presidência da República em 2022. Seria um sonho dele, conforme confidenciam amigos. Nunca se sabe. *Por Fernando Duarte/Bahia Notícias

Câmara de Salvador confirma expectativa e elege Geraldo Júnior como novo presidente

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Geraldo era secretário municipal de Trabalho. Foto: Gilberto Júnior

 

O vereador Geraldo Júnior (SD) foi eleito presidente da Câmara de Salvador para o biênio 2019-2020 em sessão realizada na tarde desta quarta-feira (31). O resultado confirma a expectativa das últimas semanas, quando o vereador do SD conseguiu reunir o apoio da maioria dos seus colegas de Casa. Geraldo Júnior era secretário municipal de Trabalho, Esporte e Lazer até o início deste mês. Ele deixou o posto no dia 15 e se articulou para que quase todos os demais vereadores declarassem apoio à sua candidatura ainda na mesma semana.  A manobra praticamente inviabilizou novas candidaturas e fez inclusive a eleição na Câmara ser antecipada. Através de um acordo entre os vereadores, a votação anteriormente prevista para acontecer em dezembro foi remarcada para esta quarta, permitindo que Geraldo tenha um período mais longo para discutir a transição do cargo com o atual presidente da Casa, Leo Prates. Na eleição desta terça, também ficou definida a nova formação da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores, conforme informações do site Bahia Notícias . Confira abaixo os eleitos:

Presidente: Geraldo Júnior
1º Vice-presidente: Kiki Bispo
2º Vice-presidente: Isnard Araújo
3º Vice-presidente: Joceval Rodrigues (PP)
1º Secretário: Carlos Muniz (Podemos)
2º Secretário: Orlando Palhinha (DEM)
3º Secretário: Téo Senna (PHS)
4º Secretário: Ana Rita (PMB)
Corregedor: Duda Sanches (DEM)
Ouvidor: Aladilce Souza (PCdoB)
Ouvidor Substituto: Daniel Rios (MDB)

Futuro ministro da Defesa é a favor de uso de ”atiradores de elite” contra criminosos

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General da reserva, Augusto será ministro. Foto: Divulgação

O general da reserva Augusto Heleno, futuro ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro (PSL), apoiou nesta quarta-feira (31) a polêmica proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de usar atiradores de elite para conter criminosos que portem armamentos de uso restrito. O general da reserva disse que já fez uso da mesma “regra de engajamento”, no linguajar militar, enquanto atuava no Haiti e que não se trata de uma autorização para matar de forma indiscriminada. As declarações foram feitas em entrevista exclusiva à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). “Minha regra de engajamento no Haiti era muito parecida com essa que o futuro governador colocou. É óbvio que muita gente faz uma distorção nisso e acaba dizendo que é uma autorização para matar. É uma reação necessária à exibição ostensiva que tem sido feita no Rio de Janeiro de armas de guerra nas mãos, muitas vezes, de jovens”, disse. O militar lembrou que esses fuzis, normalmente, são empregados em ações que resultam em mortes de inocentes e de policiais envolvidos em confrontos e defendeu a retomada do respeito pelas forças legais. “Nós não vamos readquirir esse respeito com as regras de engajamento benevolentes que temos hoje”, destacou. “Não é uma autorização para matar indiscriminadamente. Precisa ter um critério muito bem consolidado. Precisa haver um treinamento bem feito das tropas para que isso seja respeitado. Tivemos essa regra no Haiti durante mais de dez anos e não há casos de execuções indiscriminadas. É uma questão de treinamento e, de pouco a pouco, se readquirir o respeito.”

Endurecimento das regras – “Não podemos, em prol de eliminar gente que não pode viver num Estado civilizado, que a gente cause efeitos colaterais e acabe matando inocentes. Tem que ser uma regra de engajamento muito bem consolidada junto àqueles que vão fazer uso dela”, insistiu Augusto Heleno. “Acho que a situação que estamos vivendo nos leva a pensar num endurecimento dessas regras. Isso tem que ser muito bem aplicado para não parecer que é isso que estão colocando: uma autorização para matar. Isso não é o que se pretende com esse endurecimento. É exatamente dissuadir que isso continue a acontecer”, destacou. O futuro ministro da Defesa classificou a polícia do Rio de Janeiro como “talvez uma das mais valentes no mundo”. “Quem já subiu o morro tomando tiro, quem já enfrentou uma comunidade tomando tiro que você não sabe de onde vem, sabe o que é isso. As polícias no Rio de Janeiro são muito corajosas, mas precisam ter na sua retaguarda um outro tipo de apoio – principalmente esse apoio logístico que foi implantado pela intervenção e que pode servir de modelo para o resto do país.” Sobre a intervenção federal no Rio de Janeiro, o futuro ministro da Defesa avaliou que o general Braga Neto nomeou comandantes que classificou como “exemplares” e que ele segue norteando sua gestão na capital fluminense por uma nova mentalidade de logística, administração de bens, administração de pessoal e gestão de recursos humanos dentro das polícias. “Isso tem mostrado um resultado sensacional na intervenção, pelo pouco prazo em que ela está acontecendo. Não dá para resolver o problema do Rio de Janeiro, que foi pouco a pouco se agravando até por isso. Aqueles que eram responsáveis por se apresentar como os faróis, como a referência para a força policial estavam, em boa parte, na cadeia. É óbvio que isso tem reflexos inevitáveis no desempenho da tropa.”

“Despolitização” das polícias – O general Heleno considera que não se deve estimular o emprego das Forças Armadas em situações de intervenção federal, como a que se instalou no Rio de Janeiro desde fevereiro deste ano nem que se banalizem as operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). “As Forças Armadas extrapolam em muito as suas missões constitucionais”, avaliou. “Eu não acho que as Forças Armadas devam incentivar esse emprego [participação na garantia da lei e da ordem]. E não incentivam realmente. Elas são chamadas quando o governador do estado declara ao Ministério da Justiça que está numa situação difícil porque sua polícia esgotou as possibilidades de emprego ou entrou em greve, que é uma coisa inconstitucional, mas acontece.” Para o militar, esse tipo de situação pode ser solucionada por meio do que chamou de “despolitização” das polícias, sejam elas militar, civil e mesmo a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. De acordo com o general da reserva, não há espaço para politização em instituições que são de Estado e que, segundo ele, devem ser regidas por uma gestão baseada na meritocracia. “Uma coisa que pode mudar muito esse panorama é o exemplo. Os comandantes necessariamente têm que dar o exemplo. Não podemos assistir casos de corrupção na cúpula de algumas polícias. Isso se alastra com muita facilidade. Essa é uma correção de rumos indispensável. Essas polícias precisam ter um outro tipo de gestão.”

Mesmo barco
O general da reserva disse ainda que é preciso esquecer o que chamou de “confrontos de campanha” e trabalhar pela reconstrução do país. O militar se referiu ao momento como uma oportunidade para exortar brasileiros a um novo período “de tolerância, de conciliação e de busca do bem comum”. “Temos muito o que fazer. Temos que esquecer esses confrontos de campanha. Tudo isso tem que ser deixado de lado agora. Vamos trabalhar pela reconstrução desse país, que é um país fantástico e que merece chegar muito mais longe do que chegou até hoje.” E concluiu: “Estamos juntos. É preciso entender isso. Nós estamos todos no mesmo barco e precisamos todos remar. Ninguém pode colocar o remo n’água e não remar. Vamos colocar o remo na água para remar.”

Esposa de Jair Bolsonaro, Michelle comete gafe ao negar que marido seja ”misógino”

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Michelle confundiu a palavra com o conceito de xenofobia

A futura primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), cometeu uma gafe ao tentar justificar que seu marido não era ”misógino”, em entrevista à RecordTV no último domingo (28). ”Ele é taxado como misógino e ele é casado com quem? Com a filha de um cearense”, disse Michelle, ao confundir o conceito de misoginia com o de xenofobia, que é a aversão a pessoas estrangeiras ou de culturas, hábitos e localidades diferentes. O termo ”misógino” se refere a quem tem ódio às mulheres. O humorista e apresentador Gregório Duvivier, opositor da candidatura de Jair Bolsonaro durante as eleições, repostou o trecho da entrevista em que Michelle comete o equívoco.

Juiz Sérgio Moro vai aceitar o Ministério da Justiça ampliado no Governo Bolsonaro, diz coluna

/ Política

Sérgio Moro vai conversar com Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

No encontro que terá amanhã as 9h30, com Jair Bolsonaro e com seu vice, o general Hamilton Mourão, na casa do presidente eleito, no Rio, o juiz Sérgio Moro vai comunicar que aceita o convite que lhe será formalizado, para assumir o Ministério da Justiça. Ao que se apurou, a inclinação do juiz curitibano, diante da escolha de seu nome, foi claramente positiva. Como seria esse novo ministério? Ele traria um novo desenho do MJ, mais ampliado, que incluiria a área de Segurança Pública, mais a Secretaria da Transparência e Combate à Corrupção, juntando no pacote a CGU e o Coaf.

Jair Bolsonaro: ”Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção”

/ Política

Jair diz que condenados não integram governo. Foto: Record

Com quatro ministros já anunciados, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que condenados por corrupção não assumirão Pastas em seu governo. Além disso, ele disse que anunciará os nomes pelas redes sociais e que qualquer informação fora desse ambiente é “mera especulação maldosa”. “Nossos ministérios não serão compostos por condenados por corrupção, como foram nos últimos governos. Anunciarei os nomes oficialmente em minhas redes. Qualquer informação além é mera especulação maldosa e sem credibilidade”, escreveu Bolsonaro em mensagem publicada no Twitter e no Facebook. Nesta quarta-feira, 31, Bolsonaro já havia confirmado o astronauta Marcos Pontes como ministro da Ciência e Tecnologia por mensagens em suas redes sociais.

Vereador diz que suposto vídeo de Doria fazendo sexo foi vazado por menina que não recebeu cachê

/ Política

Suposto vídeo íntimo de Doria repercute. Foto: Reprodução

O vereador Camilo Cristófaro (PSB), aliado do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Márcio França (PSB), afirmou que o suposto vídeo íntimo do candidato tucano João Doria vazou por causa da falta de pagamento de programa. ”Isso aí está sendo posto na internet por um das meninas que não recebeu o cachê do João Doria no swing”, destacou o vereador, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. De acordo com a assessoria do tucano, a campanha ingressou com um pedido de investigação junto à Justiça Eleitoral para apuração da autoria do crime praticado contra ele. Doria afirmou que peritos criminais contratados por ele constataram que o vídeo é falso.

Depois de derrota do DEM, Neto investe em Bruno Reis para disputar prefeitura de Salvador

/ Política

Bruno Reis deve ser candidato a prefeito. Foto: Valter Pontes

Ao anunciar que o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) será responsável por todos os programas sociais da Prefeitura, o prefeito ACM Neto (DEM) já começou a trabalhar o nome do aliado para sucedê-lo em 2020. Para tanto, Reis começou a substituir Neto em uma série de inaugurações oficiais. A ideia é divulgar ao extremo a imagem do vice-prefeito e torná-lo ainda mais conhecido. Com um espaço bem maior que sua antecessora, Célia Sacramento, Bruno, que é considerado ”braço-direito” do presidente nacional do DEM,  também era responsável por toda articulação política da Prefeitura, o que o aproximou ainda mais dos correligionários. ”Ele (Bruno Reis) deixará de ter a função de articulação política e, a partir de agora, ficará inteiramente focado e concentrado em tocar esses programas, com sua experiência como administrador público e sua liderança”, afirmou Neto. A equipe do vice também já entrou em ação na internet e começou a disparar informações de pautas por meio de uma conta de email intitulada ”Imprensa Bruno Reis”. Com Bruno quase que definido como candidato governista, resta saber quem a oposição irá escolher para enfrentar a hegemonia Carlista na capital.

Quatro vereadores são afastados após uso de verba para empréstimo e compra de gado

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Quatro vereadores da cidade de Itapé, sul da Bahia, foram afastados de sus funções nesta terça-feira (16), durante operação do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).  O vereador Nilton Rosa, presidente da Câmara já está afastado desde julho. O esquema descoberto pelo MP-BA consistia na transferência de pelo menos dois cheques da conta da Câmara para a conta pessoal do presidente afastado, nos valores de R$ 11.300 e R$11.200. O montante teria sido usado para garantir empréstimos e a compra de um gado. Outros dois cheques, nos valores de R$ 16.000 e R$ 8.000 teriam sido usados para compra de material de construção que seriam utilizados em obras residenciais do presidente da casa e de outros dois vereadores. Foram afastados nesta terça Klebson de Jesus Santos, Cledson Gomes Alves, Agnaldo Santos Filho e Eduardo Coelho. Ainda foram cumpridos mandados de busca e apreensão de documentos. Entre os documentos apreendidos, estão contracheques dos vereadores, contratos de empréstimos consignados, processos de pagamento e processos licitatórios dos parlamentares. Após o afastamento, os suplentes dos vereadores devem assumir os cargos.

Derrotado nas urnas, Irmão Lázaro fala em espaço para o PSC na Prefeitura de Salvador

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Irmão Lázaro não conseguiu se eleger senador. Foto: Divulgação

Mesmo sem lograr êxito na tentativa de se eleger senador da República pelo principal grupo de oposição na Bahia, Irmão Lázaro (PSC) acredita que saiu da eleição estadual de 2018 mais forte do que entrou. Por essa razão, o deputado federal falou que espera do prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), condutor do grupo, uma alocação em algum lugar na próxima fase da gestão democrata. ”O meu desejo hoje, o que seria mais viável, o movimento mais comum, é que o PSC continue na base do prefeito ACM Neto (DEM). Mas isso vai depender do que o prefeito decidir na distribuição dos espaços ao indicar os novos secretários”, comentou Lázaro. O gestor da capital baiana deve anunciar uma reforma na prefeitura nas próximas semanas para equilibrar as forças políticas da sua base após as eleições. ”A única coisa que tenho certeza é que nós vamos participar da gestão. Não sei se será na política em Salvador ou em Feira de Santana, cidades onde tivemos votação expressiva”, defendeu Lázaro. ”Eu gostaria de continuar dentro do projeto de ACM Neto e que ACM Neto continuasse dentro do projeto Irmão Lázaro”, completou o candidato que chegou a aparecer eleito nas primeiras pesquisas de intenção de voto para o Senado, mas terminou em terceiro lugar com 15,37% dos votos válidos. Em contraposto a Lázaro, Heber Santana (PSC), presidente estadual da legenda na Bahia, disse que o partido está a disposição do prefeito ACM Neto, mas que não vai pleitear espaços. ”Não há imposições e o prefeito ainda não nos chamou para conversar. Estamos a disposição”, disse. Também sem conseguir se eleger deputado federal, Santana deve continuar na liderança do partido nos próximos meses. As informações são do Bahia Notícias