Otto Filho não descarta candidatura do pai ao Governo da Bahia e aposta na união do grupo

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”Vamos estar juntos”, afirma Otto Filho. Foto: BMFrahm

Filho do senador Otto Alencar e presidente do PSD/BA, o deputado federal Otto Filho não confirma candidatura do seu pai ao Governo do Estado, mas não descarta o nome de Alencar na disputa sucessória estadual.

Questionado em Cravolândia pelo Blog Marcos Frahm, nesta sexta-feira (25), Otto demonstrou confiança na manutenção do arco de alianças que envolve PT, PP e PSD na Bahia e disse que o desfecho das negociações políticas será anunciado pelos caíques governistas após nova reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ”Possibilidade sempre existe, mas se está certo isso ainda não está confirmado. O senador Otto Alencar, Jaques Wagner, o governador Rui, o vice Leão e o presidente Lula devem conversar para decidir qual vai ser a chapa. O mais importante é que nós vamos estar juntos, seguir unidos, independente de qual seja o candidato”

ACM pede a aliados que mantenham o ”pé no chão” se Otto for candidato; senador veio da escola do seu avô

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ACM considera chapa com Otto mais fraca. Foto: Reprodução

Pré-candidato ao governo da Bahia, o ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (União Brasil) tem dito a aliados que manterá o ”pé no chão total”, mesmo se o senador Otto Alencar (PSD) for o candidato do grupo governista ao Palácio de Ondina.

Aliados do ex-prefeito disseram ao site bahia.ba que Neto considera a chapa encabeçada por Otto como a ”mais fraca” que a base liderada pelo governador Rui Costa (PT) pode produzir. No entanto, o pré-candidato do União Brasil tem afirmado para as pessoas próximas que a eleição não será vencida por ”w.o” e que é preciso manter o ”pé no chão total”.

Segundo correligionários, Neto tem dito ainda que só vai comemorar qualquer resultado no dia 2 de outubro, data das eleições, e que promete se ”matar de trabalhar” para ser eleito o novo governador da Bahia. O ex-prefeito tem afirmado também aos aliados que não vai comentar a possibilidade de Otto Alencar ser o candidato governista. Uma declaração de ACM Neto só deve ocorrer quando houver a oficialização da pré-candidatura do senador do PSD, entre os dias 6 e 7 de março.

Apesar de Neto querer manter o ”pé no chão total”, aliados têm avaliado que será um ”passeio” a eleição se Otto for candidato. Um deputado estadual disse, reservadamente, que pode ocorrer com Otto Alencar o que aconteceu com o então candidato do DEM ao governo da Bahia, José Ronaldo (hoje União Brasil), em 2018. Na avaliação deste parlamentar aliado de Neto, Zé Ronaldo era visto como um ”político respeitado, era bem avaliado”, mas ”não empolgou” e ”não teve tempo para fazer campanha”.

Outro correligionário de ACM Neto avaliou que o ex-prefeito pode derrotar Otto Alencar em Salvador com mais de 800 mil votos de diferença. Para efeito de comparação, Rui Costa foi reeleito em 2018 com 600 mil votos a mais do que Zé Ronaldo na capital baiana.

Ronaldo Carletto cogitado como candidato a vice-governador, caso seja Otto o candidato do grupo

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Carletto pode ser o indicado do PP para vice. Foto: Rede social

Na reunião que realizam para discutir a configuração da chapa governista que disputará o Governo da Bahia nas eleições 2022, com o nome de Otto Alencar (PSD) ao governo, encontro que teria reunido Rui, os senadores Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel e o vice João Leão (PP) os caciques teriam debatido, entre outros assuntos, a definição do vice.

Os nomes em discussão são os do deputado federal Ronaldo Carletto, do ex-presidente da Assembleia, Nelson Leal, do ex-ministro Roberto Muniz e do deputado estadual Eduardo Salles. Mas o grupo está inclinado pela candidatura de Carletto que, em sua avaliação, daria um reforço importante à chapa na região do Extremo Sul do Estado. As informações foram publicadas no site Política Livre

Eventual candidatura de Rui ao Senado mexeria nas posições do tabuleiro político em Jequié

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Rui Costa tem nome cogitado para candidatura. Foto: Rede social

A dúvida que paira sobre os escolhidos pelos partidos da base do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que poderão ou não pleitear vagas nas eleições deste ano, provocam comentários nos bastidores políticos da região. Jornais e blogs da capital dão contas que Rui pode decidir disputar uma cadeira ao Senado Federal. Se isso se confirmar, o senador Otto Alencar (PSD) assumiria a cabeça da chapa majoritária, e Jaques Wagner (PT) cumpriria o seu mandato de senador.

Se essa mudança ocorrer deverá impactar os nichos eleitorais comandados pelo PT, PP, PSD e DEM, contando, também, com a participação da primeira-dama, Aline Peixoto, que, com o marido fora do Palácio de Ondina, ficaria livre para pleitear uma cadeira na Câmara dos Deputados e a jequieense tem vocação política e trabalho prestado para tentar a sorte nas urnas.

Se esta possibilidade vier a se efetivar, a presença de Aline no cenário político da Bahia poderá impactar nas eleições em Jequié, uma vez que a primeira-dama detém influência direta no setor da Saúde, o mesmo público que é atendido pelo deputado Antônio Brito (PSD). Portanto, uma suposta disputa eleitoral entre Aline e Antônio Brito poderia causar perdas para o deputado, como também para Leur Lomanto Jr. (DEM), que é o principal correligionário do prefeito Zé Cocà (PP) na Câmara Federal e enfrentaria mais uma concorrência por votos na sua terra natal.

Já a nível local, uma eventual ida de Rui para a disputa ao Senado, abriria espaço para o vice-governador, João Leão, comandar por nove meses os destinos do Estado, o que seria uma lufada de ar para os projetos políticos de Zé Cocá em Jequié, que tenta apagar incêndio entre o seu secretário de Governo, Hassan Iossef e prefeito de Jitaúna, Patrick Lopes (PP), ambos virtuais candidatos ao cargo de deputado estadual.

Há quem diga que, com Leão no posto de governador, Cocá teria mais poder de decisão e poderia usufruir das benesses do governo para emplacar um candidato.

Enquanto isso, o deputado Euclides Fernandes vem se articulando nos territórios onde já possui bases, contando, inclusive, com as bençãos da primeira-dama Aline, que não deve medir esforços para uma dobradinha com Fernandes na Cidade Sol.

Cacá Leão nega diálogo com oposição e afirma que PP segue no grupo político de Rui Costa

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Cacá Leão nega diálogo com ACM Neto. Foto: Rede social

O deputado federal Cacá Leão (PP) negou, na tarde desta quarta-feira (23), a existência de qualquer tipo de pressão para a base aliada do governador Rui Costa (PT) definir logo qual espaço o Progressistas terá na chapa majoritária.

”Nosso grupo político, PP, PT, PSD e demais partidos da base, segue unido e qualquer nome que venha disputar a sucessão estadual tem potencial de ganhar. Quero deixar claro que ganha eleição quem tem grupo e o nosso está firme e forte”, destacou Cacá.

Em resposta às informações de que ele estaria conversando com o grupo de ACM Neto (UB) na Bahia (veja aqui), Cacá Leão afirmou que não existe diálogo com a oposição e que o PP segue ao lado do grupo governista. Com informações do site Bahia Notícias

Encontro de Roma e Raíssa com presidente pode ter firmado chapa bolsonarista na Bahia

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Encontro de Roma e Raíssa com presidente. Foto: Reprodução

O ministro João Roma (Cidadania) e a ex-secretária de Saúde de Porto Seguro, Raíssa Soares (PL), tiveram um encontro na manhã desta quarta-feira (23) com o presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e podem ter firmado a chapa bolsonarista para concorrer ao governo estadual, com o deputado federal licenciado pelo Republicanos, e ao Senado, com a médica. O deputado estadual Capitão Alden (PSL), pré-candidato a deputado federal, também participou do encontro em Brasília.

Os bolsonaristas na Bahia consideram que a ”bênção” da chapa pelo presidente da República representa uma ”ofensiva contra a esquerda” – eles entendem que podem causar dores de cabeça à chapa que seria encabeçada pelo senador Jaques Wagner (PT) para substituir Rui Costa no governo –movimentações que indicam, porém, a desistência de Wagner que daria lugar a Otto Alencar (PSD) na cabeça da chapa; isto permitiria que Rui concorresse ao Senado.

Na pesquisa divulgada hoje pela Real Time Big Data, Roma oscila, nos cenários propostos, entre 9% e 10%. Já Raíssa Soares, na pesquisa sobre Senado, fica com 1% das intenções de voto.

Davi Lemos

Defesa de Flávio Bolsonaro se diz surpresa com investigação da Receita sobre ”rachadinha”

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Flávio volta a ser destaque pela ”rachadinha”. Foto: Estadão

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nota nesta terça-feira (22) afirmando ter recebido com surpresa a notícia de que a Receita Federal realizou uma apuração interna em decorrência da acusação do filho do presidente de que teria sido vítima de devassa ilegal de seus dados fiscais.

Nesta terça, a Folha revelou processo que mostra que o Fisco deslocou cinco servidores, por quatro meses, para apurar as suspeitas levantadas pelo senador.

Na nota, as advogadas Luciana Pires e Juliana Bierrenbach afirmam que a Receita tinha informado que não faria a apuração.

”A defesa do senador Flávio Bolsonaro recebeu, com surpresa, a notícia de que essa investigação foi realizada mesmo depois de a Receita Federal ter informado que não a faria. Até o momento, a instituição não apenas negou o pedido dos advogados como omitiu a realização de tal procedimento”, dizem as advogadas.

Elas afirmam ainda que o Ministério Público Federal abriu inquérito civil ”para apurar o motivo da inércia da Receita Federal frente aos indícios apresentados pelos advogados”.

Em agosto do ano passado, a Polícia Federal também instaurou um inquérito para apurar supostos acessos irregulares a dados fiscais de autoridades

A apuração foi aberta a partir de um relatório elaborado pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que apontou que a Receita identificou ao menos oito casos de acessos indevidos a dados fiscais de contribuintes entre 2018 e 2020, sendo seis deles pessoas politicamente expostas. O documento menciona, entre os alvos, o senador Flávio Bolsonaro.

Na nota desta terça, as advogadas dizem ainda ser importante ressaltar que ”não há nada de ilegal ou imoral na solicitação da defesa” à Receita, afirmando que “estranho seria se a instituição ignorasse suspeitas de falhas e irregularidades internas e permitisse que essas irregularidades prosperassem”.

”A defesa lembra ainda que o TCU identificou acesso indevido aos dados do senador Flávio Bolsonaro e de seus familiares, confirmando as suspeitas de que a máquina pública foi usada indevidamente para atacar a reputação do parlamentar.”

Desde o ano passado a defesa do senador argumenta que seus dados fiscais foram acessados ilegalmente para fornecer informações ao Coaf, órgão de inteligência financeira que apontou as movimentações suspeitas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

O documento do Coaf é o pivô da apuração do caso das ”rachadinhas”.

Por Ranier Bragon, Folhapress

Operação da PF mira suspeita de superfaturamento na compra de respiradores no governo Doria

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Contratos firmados por Doria são investigados. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (22) uma operação que investiga suspeita de superfaturamento de 63,3 milhões de reais na compra de respiradores pulmonares feitas pelo governo de João Doria (foto) em São Paulo, em abril de 2020, no início da pandemia.

As informações são da revista Crusoé. Conforme a publicação, os policiais cumprem sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 10ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Além do superfaturamento, a PF investiga a suspeita de direcionamento, corrupção e lavagem de dinheiro na compra de 1.280 aparelhos feitas pelo governo paulista sem licitação.

Os respiradores foram importados da China por meio de uma empresa americana com sócios brasileiros. O governo Doria pagou antecipadamente 44 milhões de dólares aos intermediários, o equivalente a 242,2 milhões de reais. Crusoé já havia apontado suspeitas sobre a contratação em junho de 2020.

O contrato previa 3 mil aparelhos por 550 milhões de reais, mas após o atraso na entrega do primeiro lote, o governo cancelou o restante da compra e ficou apenas com os equipamentos que já havia pago antecipadamente.

Segundo a PF, peritos criminais identificaram a suspeita de superfaturamento ao analisar o processo de compra e comparar a aquisição feita pelo governo Doria com outras contratações semelhantes realizadas no país. Técnicos do Tribunal de Contas do Estado também apontaram que os preços estavam acima do valor de mercado.

Reafirmando desejo de ser deputado, Patrick coloca o bloco na rua e Cocá terá pepino para descascar

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Patrick Lopes levou caravana para Lafaiete Coutinho. Foto: Rede social

Eufórico após recente reunião no Palácio de Ondina com direito a café da manhã com o governador Rui Costa (PT), o prefeito Patrick Lopes (PP), de Jitaúna, no Médio Rio de Contas,  que não esconde o desejo de ocupar o protagonismo regional do grupo liderado pelo ex-deputado, atual presidente da União dos Municípios da Bahia e prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), colocou o bloco na rua, neste domingo (20), ao participar do evento alusivo ao aniversário de 60 anos de emancipação do Município de Lafaiete Coutinho, no Vale do Jiquiriçá.

Recepcionado pelo prefeito João Freitas (PP), outro afilhado político de Cocá, Patrick desembarcou na cidade acompanhado do vice-prefeito Marcelo Pecorelli (PP) e com eles uma verdadeira caravana de Jitaúna, composta por correligionários vestindo verde e gritando ”Ele vem aí”.

Patrick era convidado esperado no evento, que contava com a presença de Cocá e do secretário de Governo da Prefeitura de Jequié, Hassan Iosseff (PODE), outro virtual candidato a estadual do grupo. Contudo, não imaginava-se que Lopes chegasse metendo o pé na jaca.

Nos bastidores, a especulação antiga é de que Zé teria maior simpatia pelo nome de Hassan, reiterada no entrosamento de ambos, desde quando Hassan assumiu interinamente o cargo de prefeito de Jequié, em setembro de 2020, quando o então prefeito Sérgio da Gameleira (PSB), de quem Iosseff era vice, foi afastado pela Justiça e o gestor interino chegou a acatar indicações de Zé para montar o novo secretariado num período de pré-campanha.

A relação de Patrick com Zé também é antiga. Inclusive, foi Patrick quem peitou o prefeito de Itagi, Olival Andrade (DEM), que teria se manifestado contrário a candidatura de Zé à presidência do Consórcio Intermunicipal do Médio Rio das Contas, em janeiro de 2021, e Cocá saiu vitorioso do processo. É sabido que esse imbróglio entre Hassan e Patrick se deve ao silêncio do próprio Cocá, que não quer o esfacelamento de um grupo que já perdeu o ex-prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli (PP) – outro que também almejava ser o candidato – e ainda não declarou publicamente quem será o representante.

Cocá não terá missão fácil com a disputa entre o prefeito de Jitaúna e o seu secretário. O pepino para Zé descascar será grande e se tiver caminho livre, terá que decidir o quanto antes, isso se o governador não resolver mexer de vez no tabuleiro e o convocar para um café, que não deve ser doce.

*por Marcos Frahm

Rui afirma que seu nome está à disposição para ser candidato ou concluir o mandato

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Rui diz que seu nome estará à disposição. Foto: Blog Marcos Frahm

O governador Rui Costa defendeu, nesta segunda-feira (21), uma ampla coalização em torno do ex-presidente Lula visando a vitória nas eleições de outubro.

Ele acha ”natural” que Lula e o PT conversem com outras correntes na economia com o objetivo de construir propostas para governar o Brasil nos próximos anos. Rui foi entrevistado pela jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, que exibe o conteúdo na íntegra hoje, às 23h30, com retransmissão nas redes sociais do governador.

Sobre a sucessão no Estado, Rui Costa voltou a afirmar o desejo de ajudar o seu grupo político da melhor maneira possível, inclusive concluindo seu mandato até o final de dezembro: ”Teria o maior orgulho de ficar”. Também garantiu que se o mesmo grupo entender que ele cumprirá um papel importante sendo candidato ao Senado, “o meu nome estará à disposição”. Com informações do Bahia Notícias

”Ele quer fazer tudo certinho, mas ao que parece é que é tudo de plástico”, diz Roma sobre ACM

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João Roma volta a atacar ACM Neto. Foto: Isac Nóbrega

O ministro João Roma (PRB) voltou a garantir que não irá se aliar a ACM Neto (UB) em uma chapa na disputa pelo governo do Estado nas eleições deste ano. ”Está muito claro que eu estou indo para um caminho e ele por outro”, disse.

Em entrevista à rádio Brado na manhã desta segunda-feira (21), Roma disse que o ex-aliado ”está se transformando em um João Dória da Bahia”. ”Ele quer fazer tudo certinho, mas ao que parece é que é tudo de plástico”, contou o ministro.

”Ele precisa falar a verdade ao invés de transmitir informações que não são verdadeiras. Existem valores que são inegociáveis. O presidente Jair Bolsonaro tem uma proposta clara para a Bahia, não adiantar abrir mão de alguns preceitos”, acrescentou.

Alckmin se blinda de conflito na federação do PT e mantém plano de filiação ao PSB

/ Política

Geraldo Alckmin e Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Reprodução

O ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido), que acertou com o ex-presidente Lula (PT) a composição como candidato a vice-presidente em sua chapa, busca blindar seu acordo do imbróglio na relação entre PT e PSB, seu provável partido. Como mostrou a Folha, o acerto entre os partidos desandou, e a federação se tornou uma dúvida –embora o apoio do PSB à eleição de Lula esteja garantido até agora.

Considerando que a aliança nacional está preservada em qualquer cenário, petistas e aliados de Alckmin ainda mantêm a aposta de que o ex-governador se filiará ao PSB. Alckmin tem dito que escolherá seu partido em março, mês em que ele e Lula pretendem anunciar publicamente a chapa. O ex-governador também tem como opções o PV, o Solidariedade e o PSD.

No centro da contenda entre PT e PSB está a eleição em São Paulo, em que o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-governador Márcio França (PSB) pretendem concorrer. De acordo com aliados de Alckmin ouvidos pela Folha, a chapa com Lula está mais do que acertada. O petista já deu entrevistas confirmando sua escolha, e o ex-governador o elogiou em reunião com sindicalistas na quinta-feira (17).

A única pendência é a filiação de Alckmin. Interlocutores do ex-governador afirmam que ele tende ao PSB, partido que abriga aliados dele e que tem estrutura e porte para gestar um eventual vice-presidente da República. Petistas e pessebistas o veem desvinculado do dilema da federação. De acordo com esses políticos, a aliança do ex-governador e de Lula independe da aliança formal de quatro anos e pode se dar com Alckmin em qualquer partido.

”A gente concorda com a indicação de Alckmin [para a vice] esteja ele onde estiver. Em relação à federação, vamos tentar até o fim encontrar uma solução”, afirma França à Folha.

Outros nomes próximos do ex-governador afirmam que, a seu tempo, a federação deve, sim, sair do papel. O ex-governador estaria inclusive recomendando que aliados se filiem ao PSB. Críticos de seu posicionamento pró-Lula, tucanos do time de Alckmin afirmam que a grande maioria do seu grupo político não deve segui-lo e que sua imagem pública foi maculada pela mudança abrupta de lado.

Na eventualidade de um desentendimento total entre PT e PSB, algo que hoje soa improvável para os políticos envolvidos nas negociações, Alckmin traçou sua rota de fuga via PV ou Solidariedade, partidos menores, mas que já deram a certeza do apoio ao PT. Na semana passada, em encontro com o presidente do PV, José Luiz Penna, Alckmin voltou a externar sua simpatia pela sigla. Segundo Penna, o ex-governador é um amigo do partido, mas não deu sinais de qual vai ser sua escolha.

”É um absurdo as pessoas não compreenderem a grandeza do gesto de Alckmin. É uma pessoa que tinha uma condição confortável para voltar ao Governo de São Paulo, mas abre mão porque tem a visão da necessidade de uma união nacional para corrigir o roteiro macabro de Bolsonaro”, diz o dirigente. A hipótese de filiação ao PSD, incentivada por petistas que querem amarrar o apoio do partido logo no primeiro turno, não é descartada, mas é considerada bastante improvável. Justamente porque o presidente da sigla, Gilberto Kassab, resiste a embarcar na candidatura de Lula no próximo mês e planeja fazê-lo somente no segundo turno.

Kassab, que chegou a admitir uma aliança com Lula no primeiro turno, segue demonstrando que prefere um candidato próprio ao Planalto –busca filiar o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), já que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), deve recusar a candidatura. A estratégia de Kassab é manter-se neutro na polarização entre Lula e o presidente Jair Bolsonaro (PL) para tentar garantir a eleição de uma bancada expressiva no Congresso Nacional. Já o PT, como mostrou a coluna Mônica Bergamo, ampliou a oferta ao partido e insiste no apoio, o que poderia ter a filiação de Alckmin como peça-chave.

Contra essa configuração pesa o ruído na relação entre Alckmin e Kassab depois que o ex-governador declinou o convite da sigla para concorrer novamente ao Governo de São Paulo e preferiu se lançar na disputa nacional como vice. Aliados de Alckmin afirmam que ele espera a tormenta entre PSB e PT se dissipar para anunciar sua filiação. O ex-governador demonstrou preocupação com a discórdia diante da escolha entre Haddad e França.

Na reunião com Penna, na segunda-feira (14), Alckmin pediu ajuda para tentar resolver a situação. ”Ele acha que a grande missão da gente, o que ele deixou explícito, é que devemos trabalhar para aproximar o Márcio [França] do [Fernando] Haddad. É como se fosse a missão dele. Pediu a nossa ajuda”, disse Penna ao Painel, acrescentando que Alckmin não demonstrou preferência por um ou outro.

Alckmin esteve com Lula em um jantar na casa de Haddad no último dia 11 –França não participou. O ex-governador encontrou o líder do PSB dois dias depois, no domingo (13). O ex-tucano já se comprometeu a ajudar Haddad na campanha em São Paulo. Se a federação não vingar, Haddad e França podem se tornar adversários nas urnas, cenário já cogitado por ambas as campanhas. Nesse caso, Lula e Alckmin apoiariam o ex-prefeito, enquanto Alckmin também apoiaria França, que foi seu vice.

De toda forma, interlocutores de Alckmin e de França afirmam que, para evitar a situação delicada de um palanque duplo, os pré-candidatos ainda mantêm a esperança de uma unidade –cada vez mais complicada diante da irritação de petistas com as condições impostas pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira. O que França propõe é que as pesquisas indiquem quem deve ser candidato, mas falta definir qual sondagem e em que momento. Até agora, Haddad está à frente nos levantamentos.

*Carolina Linhares, Folhapress

Com ou sem Eduardo Leite, Otto diz que PSD é Lula na Bahia; ”Aqui fica como está. Eu apoio Lula”

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Otto comenta possível filiação de Eduardo. Foto: Agência Senado

O Senador Otto Alencar (PSD-BA) confirmou ao grupo A Tarde, nesta sexta-feira (18), a possessividade de filiação do governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) ao PSD, para concorrer à Presidência da República nas eleições de 2022. Segundo Otto, nada muda na Bahia.

”Essa possibilidade ainda não é concreta, mas está em negociação. O Eduardo [Leite] esteve reunido com Kassab na segunda-feira, em Brasília, e conversaram muito, inclusive com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Paes”, disse.

De acordo com o senador, os empecilhos para a transferência de partido são os apoiadores de Leite no PSDB. ”Ele precisa resolver a questão dele com alguns companheiros que o acompanharam pelo PSDB contra o Dória naquela votação do partido para escolher o nome presidenciável, onde ele perdeu por pouco”. Para Otto, a filiação ao PSD só deve acontecer quando todos concordarem com a mudança.

Ao grupo A Tarde, Otto disse que nada muda na Bahia com relação às negociações políticas já adiantadas pelo partido. ”Aqui na Bahia fica como está. Eu apoio Lula. Até porque, quando Kassab lançou Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em outubro do ano passado, eu já estava com Lula e isso é imutável, não vai mudar de maneira nenhuma”, afirmou.

O senador ainda usou como exemplo outras regiões que já estão adiantadas em seus compromissos políticos. ”Tanto aqui na Bahia, como no Amazonas [Omar Aziz), o PSD está com Lula. Também tem outros senadores que estão apoiando Lula, e como a candidatura do PSD veio depois, quem tem compromisso, Kassab garantiu que vai preservar o compromisso. Isso já está definido”, finalizou.

Salvador não terá ponto facultativo no Carnaval, informa o prefeito; ”não é momento de aglomerar”

/ Política

Bruno corta ponto facultativo na capital. Foto: Jamile Amine/bahia.ba

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) confirmou que Salvador, pelo segundo ano consecutivo,  não terá ponto facultativo no Carnaval. Com a decisão, os órgãos e serviços públicos funcionarão normalmente na cidade na segunda, 28, terça, 1, e quarta-feira, 2. O anúncio foi realizado nesta sexta-feira (18), durante a inauguração do novo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Boca do Rio.

De acordo com o prefeito, a medida foi tomada para preservar a vida dos cidadãos neste momento de enfrentamento aos casos de Covid-19. ”A Prefeitura vai funcionar normalmente, incluindo as aulas nas escolas municipais”, declarou Bruno Reis.

Nesses dias, o Município realizará operações especiais de fiscalização nos trechos da Barra/Ondina e Campo Grande/Praça da Sé, com equipes permanentes nesses locais no sentido de orientar aos cidadãos e evitar aglomerações, assim como ocorreu nos demais festejos populares, como a Lavagem do Bonfim, Iemanjá e Lavagem de Itapuã.

O prefeito lembrou, inclusive, que há um decreto estadual que proíbe a realização de eventos públicos nas ruas, no período em que ocorreria a folia de Momo. Outros locais também serão observados e deverão ter atuação da Prefeitura, caso haja descumprimento do decreto.

”Dependemos muito da consciência e compreensão das pessoas de que este ainda não é o momento de aglomerar. Tenho muita fé e convicção de que estamos próximos de passar definitivamente por essa fase que estamos enfrentando há mais de dois anos. Mas ainda estamos no final dessa batalha e precisamos de mais esse esforço de todos”, declarou o prefeito, agradecendo à população por ter contribuído com as medidas ontem (17), no dia em que ocorreria a tradicional Lavagem de Itapuã.

Auxílio – O prefeito relembrou que o projeto SOS Cultura II, encaminhado ontem (17) à Câmara de Vereadores, vai atender principalmente aos trabalhadores que dependem exclusivamente das atividades no setor cultural e de eventos, impactados pela não realização do Carnaval, com concessão de auxílio único no valor de dois salários mínimos.

O investimento municipal para esta iniciativa é de R$18 milhões. ”Não há uma prefeitura no Brasil que esteja fazendo esforço próprio, com recursos desta ordem”, destacou Bruno Reis. Informações do A Tarde