Mais de 400 prefeitos baianos participam de mobilização nacional contra crise

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Gestores baianos participam de mobilização. Foto: Divulgação/UPB

”Não fomos nós, prefeitos e prefeitas, quem criamos essa crise política e financeira. Então não somos nós quem temos que pagar por ela, como estamos pagando”. Foi com essas palavras que o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Bom Jesus da Lapa, Eures Ribeiro, iniciou seu discurso. Ele participou da Sessão Solene, que ocorreu nesta terça-feira (21), na Câmara dos Deputados Federais, em Brasília, e marcou a mobilização nacional dos prefeitos, para chamar a atenção da situação financeira alarmante dos municípios. O Estado da Bahia está representado por 401 participantes na luta em defesa dos municípios. O presidente afirmou que mais de 200 prefeitos baianos não sabem o que vão fazer para pagar o décimo terceiro salário. ”Na Bahia 70% dos prefeitos já ultrapassaram o limite de gasto com pessoal. Isso porque, no início do ano, o governo federal cometeu a irresponsabilidade de dar 7% de aumento no salário base do professor e não corrigiu o valor do repasse por aluno/ano, fazendo com que as contas públicas municipais se desequilibrassem de forma total”, destacou. ”Não toleramos mais essa relação de vulnerabilidade total diante do governo federal. Quem criou a crise é que pague a conta por ela”, completa. Para Eures é necessário um suporte financeiro urgente. ”Os governos federal e estadual são os primos ricos. Na Bahia, fizemos o nosso dever de casa. Colocamos mais de 2,5 mil pessoas na porta do Governo e mostramos como o governador pode nos ajudar, principalmente pagando os royalties do petróleo”, lembrou. A Bahia é o único estado que não faz esse repasse de 25% para os municípios.

Wagner ataca reajuste de tarifa de ônibus em Salvador: ”Sanha arrecadatória de ACM Neto”

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Wagner critica tarifa proposta por ACM Neto. Foto: João Ramos

O ex-governador Jaques Wagner usou as redes sociais para atacar a prefeitura de Salvador nesta terça-feira (21) ao criticar as tarifas de ônibus urbano da capital baiana, que anualmente sofrem reajuste no mês de janeiro. ”Aconteça o que acontecer, esteja o serviço ruim como estiver, a população de Salvador tem a certeza de que em janeiro a passagem de ônibus vai subir, sempre com base em cálculos e estudos que nunca vêm a público”, reclamou o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico. De acordo com Wagner, a escolha da outorga onerosa como modelo para licitação do serviço se mostrou equivocada e ”fruto da sanha arrecadatória de ACM Neto”. ”Aconteça o que acontecer, esteja o serviço ruim como estiver, a população de Salvador tem a certeza de que em janeiro a passagem de ônibus vai subir, sempre com base em cálculos e estudos que nunca vêm a público. E assim ACM Neto vai dando continuidade ao lema de sua gestão: Prefeitura rica, cidade pobre”, criticou o ex-governador. ”Ao contrário do que prometeu a Prefeitura de Salvador, a licitação do sistema de ônibus realizada em 2014 não trouxe as melhorias há tanto tempo esperadas pela população”, completou. As informações são do Bahia Notícias

 

Procuradoria atribui a Geddel ”sucessividade” de práticas delituosas, todas muito atuais

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PGR pede que Geddel Vieira permaneça preso. Foto: Estadão

Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal pela manutenção da prisão de Geddel Vieira Lima, a Procuradoria-Geral da República atribuiu ao ex-ministro dos Governos Lula e Temer ”sucessividade” de práticas delituosas, todas muito atuais e contrárias ao êxito da persecução criminal’. Na manifestação contra recurso de Geddel, subscrita pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, o Ministério Público Federal rebate os argumentos da defesa do ex-ministro, sustentando a legalidade das duas decisões que determinaram sua prisão preventiva, em um intervalo de dois meses. Geddel está preso desde 5 de setembro, após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento cedido a ele e a seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), em Salvador. Nas contrarrazões ao agravo de Geddel, o Ministério Público Federal argumenta que a manutenção da prisão ‘é necessária para preservar a ordem pública e assegurar o cumprimento da lei penal’. O vice-procurador Mariz Maia assinala, no parecer, ”a existência de provas segundo as quais, o ex-ministro manteve práticas delitivas até o dia 27 de outubro. A manifestação aponta suposto constrangimento à mulher do doleiro Lúcio Funaro, ‘para impedí-lo de delatar, a ocultação de milionária de dinheiro, reiteração de peculato no uso de secretários parlamentares para serviços pessoais e apropriação da maior parte dos salários deles, e determinação de destruição de papeis e documentos”. O caso Geddel foi inicialmente investigado na primeira instância, mas acabou deslocado para o Supremo após surgirem indícios de envolvimento de seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima, que detém foro especial na Corte máxima.

Para Lídice, novas informações sobre caso Geddel atingem negativamente aliados da oposição

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Lídice da Mata comenta situação de Geddel. Foto: Divulgação

A senadora Lídice da Mata (PSB) comentou em entrevista ao Bocão News na manhã desse domingo (19) que a denuncia  do ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, Job Brandão, de que teria sido orientado por Geddel Vieira Lima a destruir provas enquanto ele estava em prisão domiciliar,  respinga negativamente no grupo da oposição. “Geddel era um dos principais articuladores políticos da aliança que se organiza em torno do prefeito ACM Neto. Isso é impossível negar. É impossível dizer que as pessoas que estão nesse grupo político não tem nada a ver com Geddel”, afirmou. Brandão contou a Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) que “auxiliou na destruição de anotações, agendas e documentos” a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos dois. Os documentos foram colocados em sacos de lixo e descartados e uma parte foi picotada e jogada na descarga do vaso sanitário. A secretária Milene Pena e a mulher de Lúcio, Patrícia, também teriam participado da operação.

Citada por ex-assessor do deputado Lúcio, Cosbat financiou grupo dos irmãos Vieira Lima

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Campanha de ACM recebeu recursos. Foto: Site Bahia no Ar

Citada pelo ex-assessor de Lúcio Vieira Lima (PMDB), Job Brandão, a construtora Cosbat já ajudou a financiar políticos ligados ao grupo dos irmãos Vieira Lima. Os repasses foram feitos em 2016, 2014 e 2002. Segundo Brandão, o deputado e seu irmão, Geddel Vieira Lima, “colocavam dinheiro” em diversos empreendimentos imobiliários, por meio da construtora Cosbat, onde “tinham uma participação”. Não se sabe a origem e nem mesmo a licitude dos recursos. Este ano, para a reeleição de ACM Neto, Luiz Fernando Machado Costa Filho, dono da Cosbat, deu R$ 25 mil para a campanha à reeleição, segundo dados da Justiça Eleitoral. Além de Neto, receberam aportes de Costa Filho Larissa Moraes e Pedro Godinho (ambos do PMDB). Larissa, ligada a Lúcio Vieira Lima, recebeu R$ 2,5 mil. Mesmo valor destinado a Godinho. Em 2014, a Cosbat doou R$ 50 mil para a campanha de Paulo Souto (DEM) ao governo. Luiz Fernando Machado Costa Filho, como pessoa física, cedeu mais R$ 5 mil ao democrata para a disputa estadual. Em 2002, o empresário ajudou financeiramente Alfredo Magueira e Pedro Godinho. Respectivamente, os políticos receberam R$ 10 e R$ 5 mil. No mesmo ano, foram repassados R$ 50 mil a Nelson Pelegrino (PT), então candidato a prefeito da capital baiana e R$ 5 mil a Henrique Carballal, à época no PT.

”Não vai ser difícil ganhar as eleições presidenciais de 2018”, afirma o ex-presidente Lula

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Lula confiante em sua possível candidatura. Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo, 19, que ”não vai ser difícil” ganhar as eleições presidenciais de 2018, mas defendeu uma mudança de estratégia dos partidos de esquerda para barrar as propostas do governo Michel Temer no Congresso. Ele avaliou que a oposição está fragilizada e lamentou que não tenha conseguido barrar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e propostas que, na sua avaliação, representam um retrocesso com relação aos avanços das gestões petistas, como a reforma trabalhista. “Éramos contra reforma trabalhista, e ela aconteceu, éramos contra a Previdência, e se não tomarmos cuidado, vai acontecer”, disse o petista, ao discursar no Congresso do PCdoB. Lula afirmou que o governo Michel Temer é “fraco” e, por isso, se submete “aos interesses do mercado”. “Nenhum presidente fraco é respeitado.” “Os congressistas que estão votando pelo desmonte não têm compromisso conosco. Nunca vi tanto deputado reacionário tanto troglodita, e se não tomarmos cuidado vai piorar na próxima eleição”, disse. Ele declarou que é preciso evitar a aprovação da reforma da Previdência, que “está acontecendo concomitantemente com o desmonte da Petrobras”. “Não tenho mais idade de ficar criando movimento ‘fora Temer’ e ele estar dentro, de ficar gritando não vai ter golpe e ter golpe. Vamos ter que parar de gritar e evitar que isso aconteça mesmo. Isso não pode continuar acontecendo debaixo da nossa barba.” Segundo ele, estão querendo desmontar a Petrobras porque “eles não são políticos, são usurpadores.” E continuou: “Eles não têm compromisso com o povo brasileiro, querem fazer o desmonte, destruir o BNDES, a Eletrobras, a Caixa, desmontar a cidadania. “No discurso, Lula disse que, se não fosse pela sua teimosia e a do PT, não teria chegado à Presidência da República. E que provou que era possível a esquerda transformar este País, citando melhorias em salário, educação e na própria inserção do Brasil no exterior. “Deixamos de falar ‘fino’ com os Estados Unidos.” “Tiramos o País do mapa da fome.” E lamentou que o sonho que a gestão petista sonhou “infelizmente está sendo aos poucos desmontado”. “Estava tudo preparado para o Brasil se tornar a 5ª economia do mundo.”

Lula garante que, se for eleito presidente, consultará população sobre reformas

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Lula diz que fará consultas a população. Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula declarou que se eleito fará consultas a população sobre as reformas. A afirmação foi feita ao jornal francês ”Le Monde”, na edição deste sábado (18). ”Se eu vencer as eleições, farei um referendo para perguntar a população sobre sua opinião. E o assunto será debatido no Congresso”, afirmou o ex-presidente. Questionado sobre a política de Temer, Lula diz que ”isso não é política”. ”Ele não constrói nada. Esse governo reprisa ‘O Exterminador do Futuro 1 e 2’. Ele destrói. Ele reduz o investimento em educação, aquilo que há de mais sagrado, em ciência e tecnologia, e se desfaz do patrimônio público”, acrescentou Lula. Na publicação, porém, Lula não afirmou que sairá candidato nas eleições de 2018.

Procuradoria da República pede bloqueio de R$ 24 milhões de Lula e do filho Luiz Cláudio

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Juiz mandou intimar Lula e Luiz Cláudio. Foto: Ricardo Stuckert

A Procuradoria da República, na Brasília, requereu à Justiça Federal o bloqueio de R$ 23,9 milhões do ex-presidente Lula e de um de seus filhos, Luiz Cláudio Lula na Operação Zelotes – processo contra o ex-presidente por suposto tráfico na compra dos caças Gripen. Os procuradores querem confiscar R$ 21,4 milhões do petista e mais R$ 2,5 milhões de Luiz Cláudio. O juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal, de Brasília, mandou intimar Lula e Luiz Cláudio para se manifestarem sobre o pedido de bloqueio promovido pelo Ministério Público Federal. Lula, o filho e o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni foram denunciados pelo Ministério Público Federal em dezembro do ano passado. Todos são acusado por ‘negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen pelo governo brasileiro e à prorrogação de incentivos fiscais destinados a montadoras de veículos por meio da Medida Provisória 627’. O Estado revelou em 2015 o esquema de tráfico de influência e compra de Medidas Provisórias atribuído ao ex-presidente na Zelotes. Os procuradores pedem ainda confisco de valores do casal de lobistas. O juiz Vallisney Oliveira também mandou Mauro Marcondes e Cristina Mautoni se manifestarem sobre o pedido da Procuradoria. Leia mais no Estadão.

Prefeito de Camaçari, Elinaldo, consegue ”nomear” família na Câmara Municipal de Salvador

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Prefeito de Camaçari Antônio Elinaldo (DEM). Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Vereadores de Salvador aloja pelo menos cinco pessoas ligadas ao prefeito de Camaçari Antônio Elinaldo (DEM). Com salários acima dos R$ 6 mil, três irmãos do prefeito – Cristiano Araújo da Silva (R$ 6.596,04), Estiene Ostenis de Araújo da Silva (R$ 6.596,04) e Linaldo Araújo da Silva (R$ 6.435,16) da cidade que abriga o Polo Petroquímico, uma das mais ricas da Bahia, além do cunhado Ivan Pedro Moreira de Souza (R$ 8.994,54) estão a serviço do Legislativo da capital baiana. A informação circulou nas redes sociais nesta segunda-feira (13). No Facebook, Maurício Bacelar (Podemos), adversário político de Elinaldo, afirmou estar “estarrecido com a relação promíscua entra a prefeitura de Camaçari e a Câmara de Vereadores de Salvador”. De acordo com ele, o ministério público deveria apurar “esta farra com dinheiro público. Enquanto milhares de camaçarienses estão desempregados, Elinaldo “protege” sua família. Cada vez, fica mais claro porque Elinaldo me traiu”, escreveu no Facebook o irmão mais novo do clã Bacelar. Nesta terça-feira (14) a equipe do BNews traz a reportagem completa sobre as nomeações e as consequências destes atos para rotina política das cidades de Camaçari e Salvador. Informações do Bocão News

Procuradoria acusa deputada Ângela Souza e mais nove por desvio de R$ 800 mil

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Deputada Ângela Souza é acusada de desvio. Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal em Ilhéus (BA) denunciou dez investigados pelo desvio de R$ 801.788,20 por suposta fraude em processo licitatório com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no município de Ibirapitanga. A denúncia é resultado das investigações da Operação Águia de Haia – que teve até delação premiada -, e refere-se a um pregão realizado em 2011 para contratação de serviços educacionais voltados à implantação e utilização de tecnologias de informação. As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República na Bahia – número para consulta processual na Justiça Federal: 209-96.2017.4.01.3301 (Subseção Judiciária de Ilhéus). “As investigações revelaram tratar-se de um esquema bem montado de desvio de dinheiro público e corrupção de agentes políticos e servidores públicos, que envolvia diversos outros municípios na Bahia”, destacou o Ministério Público Federal. Águia de Haia teve suas investigações iniciadas pela Procuradoria em parceria com a Polícia Federal em 2013, com o objetivo de apurar desvios de recursos da Educação no município de Ruy Barbosa. Segundo a Procuradoria, a organização criminosa fraudou licitações e desviou recursos públicos, ‘por meio de pagamentos exorbitantes por serviços não prestados’. A organização agia em diversos municípios e negociava com as prefeituras um ‘pacote fechado’. “Esse pacote viabilizava as fraudes e incluía as minutas e modelos das peças dos procedimentos licitatórios, montados para permitir que as empresas da organização criminosa fossem as únicas interessadas e, ao final, somente elas fossem as vencedoras”, assinala a denúncia. Segundo as investigações, em Ibirapitanga, a organização, ‘com auxílio da deputada estadual Ângela Souza, cooptou o então prefeito Antônio Conceição Almeida, por meio de promessa de pagamento de propina’. Leia mais no Estadão.

Aliado de Temer, Cacá Leão é chamado de golpista durante evento com Rui em Itaberaba

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Cacá Leão passa vexame em comitiva de Rui. Foto: Camila Souza

Durante evento com o governador Rui Costa (PP) na cidade de Itaberaba, o deputado federal Cacá Leão (PP) enfrentou protesto dos funcionários dos Correios insatisfeitos com o Governo Temer, no qual o parlamentar é aliado. O deputado foi recebido na cidade da Chapada Diamantina com gritos de ”Cacá Leão golpista”. As informações são do site Política Livre. O vexame foi presenciado pelo seu pai, o vice-governador e secretário de Planejamento do Estado, João Leão, e pelo senador da República, Otto Alencar.

ACM Neto chama manifestantes contra Temer de baderneiros que sempre viveram das benesses

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ACM teceu críticas aos manifestantes. Foto: Valter Pontes

O prefeito ACM Neto (DEM) teceu críticas aos manifestantes que fecharam o acesso à Estação da Lapa, em Salvador, na manhã desta sexta-feira (10), em protesto contra as reformas propostas pelo governo Michel Temer. Os atos foram organizados por centrais sindicais. Para o prefeito democrata, ”é inconcebível que 80 pessoas que vivem no passado impeçam que pessoas do bem possam trabalhar e que pais e mães possam levar seus filhos à escola, ao médico ou simplesmente ao lazer”. De acordo com ACM Neto, os manifestantes que bloquearam parte do acesso à Estação da Lapa jogam contra Salvador. ”São pessoas que sempre viveram das benesses dos sindicatos e nunca trabalharam. Ainda bem que a maioria absoluta da população de Salvador sabe diferenciar muito bem os baderneiros e os que trabalham pelo crescimento da cidade”. As informações são do Bocão News

Policiais baianos lançam manifesto e rejeitam candidatura de Bolsonaro à presidência

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Policiais baianos bradam contra Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

Um grupo de policiais da Bahia divulgou um manifesto nesta quarta-feira (8) em repúdio ao deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República em 2018. Na publicação, o coletivo Policiais Baianos Progressistas e Pela Democracia, ressalta a importância dos direitos humanos e a valorização da vida. ”Escolhemos essa profissão para proteger as pessoas — nossas famílias, nossos vizinhos, os cidadãos e as cidadãs do nosso estado —, para cuidar dos outros, para acabar com o medo e não para provocá-lo, para garantir a paz social e não para fazer a guerra. Entendemos que não é abolindo ou desrespeitando os direitos humanos, como pedem alguns demagogos, que vamos reduzir a violência na sociedade; muito pelo contrário”, diz o texto.

Confira a publicação na íntegra:

O coletivo de Policiais Baianos Progressistas e Pela Democracia é um grupo informal de Policiais que se inspira e se associa às ideias do Movimento Policiais Antifascismo e no Agentes da Lei Contra a Proibição, e acredita numa política de segurança pública que tenha os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana como fundamento. Escolhemos essa profissão para proteger as pessoas — nossas famílias, nossos vizinhos, os cidadãos e as cidadãs do nosso estado —, para cuidar dos outros, para acabar com o medo e não para provocá-lo, para garantir a paz social e não para fazer a guerra. Entendemos que não é abolindo ou desrespeitando os direitos humanos, como pedem alguns demagogos, que vamos reduzir a violência na sociedade; muito pelo contrário.

Num contexto de profunda crise social, econômica, política, moral e educacional, o aumento da violência, em suas diversas formas, é perfeitamente compreensível que as pessoas queiram um governante forte e capaz de mudar isso. E esses anseios populares têm servido como desculpa para discursos que clamam por mais violência para enfrentar a violência, mais armas para enfrentar os tiros, menos direitos para proteger os direitos ameaçados pela criminalidade, penas mais duras que chegam tarde e não mudam nada, mais guerra para reduzir os danos de uma guerra que não deu certo. Respostas contraditórias, sem dúvida ineficazes, comprovadamente ruins em todos os países que as adotaram, porém, sedutoras, porque recorrem ao medo e ao desespero das maiorias para vender uma receita mágica, simplista, mas que não deu certo em lugar nenhum.

Diante desse quadro, não poderia haver alguém pior que Bolsonaro para resolvê-lo. Ele demonstra total despreparo teórico e prático pra enfrentar essa crise e governar um país tão grande, diverso e complexo como Brasil. Não tem formação e nem experiência de gestão pública. Não entende nada de Economia. É totalmente ignorante sobre Relações Internacionais e Política Internacional. Desconhece os problemas do país e, assim, também desconhece as soluções. Consequentemente não tem qualquer projeto de governo e de políticas públicas para saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, geração de emprego e renda, e assistência social.

Nem mesmo para área de segurança pública tem propostas sérias, consistentes e que possam trazer algo de bom para o país. Embora, quando fala desse tema, pareça saber o que diz, é um completo incompetente, um político incapaz. Suas propostas para área se resumem a dar carta branca (sic) para policiais matarem e a liberação geral da posse e porte de armas de fogo. Como se já não ostentássemos as assustadoras estatísticas de mortes violentas intencionais – 61,5 mil assassinatos registrados em 2016 e mais de 3 mil mortes decorrentes de ações policiais.

O pior é que é mais que isso. Bolsonaro surgiu no cenário político nacional bradando contra a corrupção e em defesa da ordem. Contudo, ironicamente sua carreira política se iniciou a partir de atos de desordem, indisciplina e deslealdade perante o Exército Brasileiro. Após dar uma entrevista e escrever um artigo para a revista Veja, reclamando dos salários dos militares, foi punido administrativamente, e, por isso, planejou colocar bombas numa adutora da Companhia de Águas do Rio de Janeiro e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, a fim de provocar uma desestabilidade política e a queda do Ministro do Exército.

Quanto à corrupção, apesar do discurso moralista e da autodeclaração de homem honesto, não explicou o aumento do patrimônio incompatível com os vencimentos. Além de ter recebido dinheiro da Friboi em sua campanha eleitoral e de fazer parte da “Lista de Furnas”. Seu silêncio em relação às acusações contra Temer, Aécio e outras figuras do PMDB, PSDB e DEMO chama bastante atenção sobre sua hipocrisia no que tange ao assunto.

Após a conspiração terrorista de 1987 denunciada pela revista Veja, acima citada, deixou o Exército e no ano seguinte elegeu-se vereador pelo município do Rio de Janeiro, onde se especializou em defender mamatas. De lá para cá, elegeu-se e reelegeu-se diversas vezes deputado federal, empanturrando-se nas benevolentes tetas do Estado, ganhando como legislador, mas sem quase nunca legislar. Ao longo desses quase 30 anos como parlamentar, só apenas duas vezes ele conseguiu convencer seus colegas de que o que estava propondo merecia se tornar lei. Sua atuação parlamentar se resumiu a ser um advogado de causa própria. Os projetos de lei que apresentou diziam respeito a questões corporativas, que visavam aumentar os benefícios de sua própria classe profissional, a dos membros das Força Armadas. A exemplo de um projeto de lei que, caso fosse aprovado, obrigaria o Estado a pagar parte das mensalidades escolares de filhos dos militares federais (incluindo os filhos dos militares da reserva, como ele).

Se por um lado, sempre se mostrou desinteressado, incompetente e ineficaz em apresentar propostas que viessem a impactar positivamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, por outro, se mostrou bastante alinhado ao governo corrupto e golpista de Michel Temer. Tendo votado a favor da extinção de direitos trabalhistas. Inclusive, declarou em uma palestra (?) nos EUA que o brasileiro tem que decidir entre ter trabalho (precarizado, claro) ou ter direitos trabalhistas. Pois, como se percebe, não passa pela cabeça dele a possibilidade de o empresário diminuir um pouco os altos lucros e o trabalhador ter direitos e emprego. Tendo ainda votado na Lei que amplia a terceirização e precarização do trabalho. Além de ter também votado a favor da chamada “PEC do Fim do Mundo”, a Emenda Constitucional nº 95 que congela gastos em saúde, educação, segurança, assistência social e os investimentos públicos por 20 anos.

Também se mostrou bastante eficiente em ser um político boquirroto. Especializou-se no discurso de ódio. Sempre proferindo coisas que ninguém julgava possíveis de serem proferidas em público. Atacando mulheres, gays, negros, refugiados, sobretudo quando pobres. Chegou a dizer que Quilombolas “não deveriam procriar”, que os refugiados sírios e haitianos eram escórias, que mulheres deveriam receber salários menores, que preferia ver um filho morto a se declarar gay e que a ditadura militar matou pouco. Enfim, passou três décadas agredindo militantes de esquerda, ativistas de direitos humanos, gays, mulheres, negros. Além de fazer apologia à tortura, ao estupro e ao assassinato. Desta forma, ganhou notoriedade não pelo que produziu como parlamentar – praticamente nada –, mas pelo discurso de ódio contra as minorias.

Como vemos, tudo o que ele tem a oferecer é mais violência, medo e ódio. É mais rancor, mais frustração, mais retaliação, mais tiro, mais sangue. Mais morte, mais homicídios. Tudo isso para compensar o desemprego, a precarização do trabalho, a precariedade dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social, a falta de moradia, a desigualdade socioeconômica. Isso que ele está prometendo e tem a oferecer para o povo brasileiro é o inferno para nós policiais honestos e bons servidores, que acabamos sendo vítimas de assassinatos, muitos desses gerados por essa lógica belicista e de culto ao ódio (o Brasil é também campeão mundial em mortes de policiais). Tudo isso é o contrário do que precisamos.

Enfim, por todo o exposto e por defendermos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; que possa garantir o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e regionais, e que promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação sexual e quaisquer outras formas de discriminação, é que rejeitamos a candidatura do deputado Jair Bolsonaro à presidência da República.

Cap PM George de Matos Santos- Corregedoria

Cap PM Rogério de Oliveira Barbosa- 6ª CIPM

Cap PM Ricardo Penalva da Silva- 62ª CIPM

Cap PM André Francisco Campos- CPRC/ Atlântico

Cap PM Claudemir Cardoso Mota- Corregedoria

SubTen PM Misael de Souza Santos- CBMBA

Sub Ten Nelia de Souza Amorim Gomes – Corregedoria

1° Sgt PM Paulo César de Oliveira- RR

Cb PM Alexsandro dos Santos Moreira- 27ª CIPM

Cb PM Laércio Neres Brito- 56ª CIPM

Cb PM Angelo Márcio Santos da Silva-

6ªCIPM

Cb PM Gustavo Souza- CBMBA

Cb PM Carla Maia- 56ª CIPM

Sd PM Ricardo de Matos Santos- 97ª CIPM

Sd PM Gilmar Carvalho Figueiredo- 4° BPM

Sd PM Ewerton Santana Monteiro- EsqpMont/Fsa

Sd PM Diego Roberto de Almeida Adorno- 6ª CIPM

Sd PM Jean Carlos Ferreira Dourado- 38ª CIPM

Sd PM Luís de Oliveira Ferreira Júnior- 51ª CIPM

Sd PM Gabriel Matos- Departamento de Comunicação Social

Três prefeitos da Bahia são suspeitos de envolvimento em fraudes de R$ 200 mi, no ExtremoSul

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Gestores de Porto Seguro, Eunápolis e Cabrália. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira (7) uma operação para afastar os prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália e cumprir mandados de prisão, busca e apreensão e condução coercitiva – que é quando alguém é levado para depor. As investigações apontam que, com o auxílio de familiares, Claudia Oliveira (PSD), de Porto Seguro, José Robério Batista de Oliveira (PSD), de Eunápolis, e Agnelo Santos (PSD), de Santa Cruz Cabrália, teriam fraudado contratos que somam R$ 200 milhões. Claudia Oliveira e José Robério são casados.Segundo informações publicadas pelo G1 Bahia, os três prefeitos da região sul do estado – que além de terem sido afastados dos cargos por ordem da Justiça Federal ainda são alvos de mandados de condução coercitiva – utilizavam, desde 2009, empresas de parentes para simular licitações e desviar dinheiro de contratos públicos.A PF chegou a pedir a prisão dos três prefeitos, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou. Os policiais afirmaram que foi organizada uma “ciranda da propina” nos três municípios baianos, em razão do rodízio que era feito entre as empresas envolvidas no esquema de corrupção para vencer as licitações e tentar “camuflar” as irregularidades.Por conta do uso de familiares para cometer as irregularidades, a operação da PF foi batizada de Fraternos. Os investigados, conforme a Polícia Federal, irão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.Ao todo, a Justiça Federal expediu 21 mandados de prisão temporário (de até cinco dias), 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão.As ordens judiciais estão sendo cumpridas na manhã desta terça-feira na Bahia, em São Paulo e em Minas Gerais. Cerca de 250 policiais federais atuam na Operação Fraternos com o auxílio de 25 auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) de integrantes do Ministério Público Federal.