Cacá Leão nega ter indicado diretora para ser subsecretária na gestão de ACM Neto

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Cacá Leão nega indicação de diretora na Semps. Foto: Divulgação

O deputado federal Cacá Leão (PP) nega que tenha indicado Juliana Portela para ser subsecretária Municipal de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza (Semps). De acordo com publicação do BNews ligadas ao Palácio Thomé de Souza, Juliana será a auxiliar do futuro secretário Leo Prates (DEM). O parlamentar, que é filho do vice-governador João Leão (PP), admite conhecer Juliana, mas frisa que não tem influência na gestão do prefeito ACM Neto (DEM). ”O marido dela foi meu assessor na AL-BA [Assembleia Legislativa da Bahia], hoje está com o deputado Antônio Henrique Júnior”, explicou o pepista. Leo Prates também refutou a informação. Disse à reportagem que Juliana Portela é diretora da Semps há quatro anos ligada ao vice-prefeito Bruno Reis (DEM).

Ex-PM estava preso por homicídio quando Flávio Bolsonaro o homenageou com medalha

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Flávio foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. Foto: Reprodução

O ex-policial militar Adriano Nóbrega, 42, hoje foragido e suspeito de chefiar uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro, estava preso quando foi homenageado pelo deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) com a Medalha Tiradentes, mais alta honraria da Assembleia Legislativa. Flávio é o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro. Em janeiro de 2004, Adriano foi preso preventivamente, acusado pelo homicídio do guardador de carro Leandro dos Santos Silva, 24. O então policial chegou a ser condenado no Tribunal do Júri em outubro de 2005, mas conseguiu recurso para ter um novo julgamento, foi solto em 2006 e absolvido no ano seguinte. Nesse meio-tempo, em junho de 2005, o filho do presidente considerou Adriano merecedor da homenagem. Entre outras razões, de acordo com Flávio, por esse PM ter êxito ao prender 12 ”marginais” no morro da Coroa, no centro, além de apreender diversos armamentos e 90 trouxinhas de maconha. Flávio Bolsonaro já havia homenageado o policial em outubro de 2003, quando apresentou moção de louvor em seu favor. Segundo o senador eleito, Adriano desenvolvia sua função com ”dedicação, brilhantismo e galhardia”. Três meses depois, Adriano foi preso junto a outros dez policiais militares pelo assassinato de Leandro. Morador de Parada de Lucas, na zona norte carioca, o jovem havia denunciado os agentes no dia anterior pela prática de extorsão e ameaça. Segundo a acusação, os policiais mataram o jovem e alteraram a cena do crime para tentar forjar um auto de resistência — quando o agente mata em confronto. Testemunhas, contudo, apontaram que o rapaz fora morto sem ameaçar os policiais. À época, esse caso provocou uma insubordinação do então comandante do 16º Batalhão da PM, tenente-coronel Lourenço Pacheco Martins, que foi com um fuzil na mão até a delegacia para defender os policiais de sua unidade. Ele foi exonerado e preso administrativamente por ordem de Anthony Garotinho, então secretário de Segurança do estado. Em outubro de 2005, Adriano foi condenado a 19 anos de prisão pelo homicídio de Leandro num júri popular. Na segunda instância, no entanto, no ano seguinte, os desembargadores do Tribunal de Justiça entenderam que o júri não analisou de forma correta as provas contra o então policial militar. Adriano foi solto e obteve o direito a um novo julgamento. Foi absolvido em janeiro de 2007. Oito meses depois da absolvição, em setembro de 2007, a mulher do ex-policial militar, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, foi nomeada assessora do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde ficou empregada até novembro passado. Ao longo desse período, Adriano seguiu acumulando uma série de acusações em sua ficha criminal. Um ano depois de absolvido, por exemplo, o ex-PM foi preso novamente, desta vez sob a acusação de tentativa de assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, ocorrida em maio do mesmo ano. Foi solto um mês depois, em outubro, após o fim do prazo da prisão temporária. O atentado ocorreu devido a uma disputa pelo espólio do bicheiro Waldomir Paes Garcia, o Maninho. Adriano foi preso novamente em dezembro de 2011, na Operação Tempestade do Deserto, resultado das investigações da mesma tentativa de assassinato que resultou numa denúncia contra os envolvidos. Em agosto de 2012, ao alegar ausência de provas, o juiz Márcio Gava negou o seguimento do processo contra Adriano e a maioria dos acusados. As testemunhas ouvidas pela polícia que serviram como base para a denúncia não confirmaram os depoimentos à Justiça. ”Encerrada a instrução criminal, em que testemunhas sistematicamente retrataram-se de seus depoimentos em sede policial, não foram encontradas, ou simplesmente, intimadas deixaram de comparecer, as condutas imputadas aos denunciados não restaram devidamente indiciadas. As razões pelas quais a instrução se deu de forma tão acidentada podem ser especuladas, mas até o momento não puderam ser provadas”, escreveu o magistrado.

EXPULSÃO DA PM

A relação com bicheiros, contudo, levou Adriano a ser exonerado da Polícia Militar em janeiro de 2014. Em processo administrativo disciplinar iniciado em 2009, foi considerado culpado da acusação de atuar como segurança de José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, contraventor da máfia dos caça-níqueis. Em outubro de 2015, Flávio Bolsonaro foi o único deputado estadual a votar contra a CPI dos autos de resistência na Assembleia. Ele alegou que a comissão seria mais uma “faca na garganta” do policial. ”Vejam como está a cabeça do policial hoje, preocupando-se mais com o Judiciário, com o juiz, por mais que ele esteja certo e amparado pela lei, preocupando-se em produzir provas para que ele não se sente no banco dos réus”, disse à época o hoje senador eleito pelo Rio de Janeiro. Em abril de 2016, mais de dois anos após a expulsão da PM, a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, foi nomeada assessora do gabinete de Flávio na Assembleia. Raimunda e a mulher do ex-policial militar foram exoneradas no mesmo dia, em 13 de novembro de 2018, a pedido. Nesta terça-feira (22), Adriano voltou ao noticiário. Ele foi um dos 13 alvos de uma operação deflagrada pelo Ministério Público para prender milicianos das comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. O ex-PM segue foragido.

OUTRO LADO

Sobre o caso, Flávio Bolsonaro afirmou que a primeira prisão do ex-policial militar era uma injustiça, o que ficou provada com a sua absolvição anos após receber a Medalha Tiradentes. ”Desde o meu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, sempre tive por prioridade a defesa das instituições policiais e de seus integrantes. Nesse sentido, por diversas ocasiões, homenageei servidores em face de ações que mereceram reconhecimento”, afirmou ele, através de sua assessoria. ”Foi assim com o então tenente Adriano, que na ocasião específica sofria uma injustiça, reconhecida com sua absolvição na esfera judicial. Isso se deu há mais de uma década, logo, sendo impossível fazer previsões sobre acusações somente agora reveladas”, diz a nota.

SUSPEITAS

Principal dor de cabeça do presidente Jair Bolsonaro desde a sua eleição, em outubro, as suspeitas contra o policial militar Fabrício Queiroz, amigo do presidente e ex-assessor de Flávio na Assembleia do Rio, ganharam dimensão ainda maior com a divulgação na semana passada de detalhes da movimentação financeira do senador eleito. Flávio, que foi ao Supremo Tribunal Federal para interromper investigação do Ministério Público do Rio a respeito, recebeu depósitos fracionados que totalizaram R$ 96 mil entre junho e julho de 2017, sem que houvesse a identificação da origem O senador eleito nega irregularidades, diz que ele mesmo fez os depósitos e afirma que cabe a Queiroz, que o assessorava até outubro, dar as explicações sobre as movimentações atípicas. Jair e Flávio Bolsonaro vem evitando manifestações públicas desde a eclosão do caso, no início de dezembro, e questões sobre o episódio ainda não foram esclarecidas. Entenda as suspeitas sobre Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabrício Queiroz

Ameaçado de ”morte”, Jean Wyllys desiste de assumir mandato na Câmara dos Deputados

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Ele foi o primeiro a assumir que é homossexual. Foto: Estadão

O deputado federal baiano Jean Wyllys (PSOL-RJ) anunciou, em entrevista à Folha, publicada nesta quinta-feira (24), que vai abrir mão do mandato. De férias no exterior, o parlamentar revelou que não pretende voltar ao País e que irá se dedicar à carreira acadêmica. Ele vive sob escolta policial desde o assassinato da vereadora Marielle Franco, no ano passado. Ele tomou a decisão de deixar a vida pública com a intensificação das ameaças de morte. ”O (ex-presidente do Uruguai) Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis. E é isso: eu não quero me sacrificar”, justifica. Jean também afirma que a resolução de permanecer fora do Brasil se definiu após a divulgação das informações que apontam ligação entre os suspeitos da morte de Marielle com o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). ”Me apavora saber que o filho do presidente contratou no seu gabinete a esposa e a mãe do sicário”, disse. “O presidente que sempre me difamou, que sempre me insultou de maneira aberta, que sempre utilizou de homofobia contra mim. Esse ambiente não é seguro para mim”, completou. Ele foi o primeiro parlamentar a assumir abertamente que é homossexual e atuou na defesa dos direitos dos grupos LGBT.

Isidório renuncia a mandato de deputado estadual e diz que foi perseguido por César Borges

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Isidório quer se aposentar como sargento. Foto: Reprodução

O Pastor Sargento Isidório (Avante) renunciou, na manhã desta quarta-feira (23),  ao mandato de deputado estadual para buscar promoção por antiguidade do cargo de sargento. Ele foi eleito deputado federal e vai assumir o posto no dia 1º de fevereiro. Em conversa com o sitebahia.ba, na tarde desta quarta-feira (23), o deputado confirmou a renúncia. ”Renunciei sim, é verdade. Eu tenho que ir me apresentar em até 24 horas como assim o fiz aqui no Comando Geral do PM. Sou sargento há mais de 30 anos, não quero me aposentar como deputado, eu estou deputado, quero me aposentar como policial, porque sou policial. Eu fiz cursos, quero receber minhas promoções, o ex-governador César Borges não me deu os direitos”, explicou. ”Eu fui perseguido na época da greve da polícia, todo mundo lembra. O comando geral finalizou a sindicância e disse que eu tinha direito de receber minhas promoções. Eu preciso, quero me aposentar, ter R$ 6, 8 mil para comprar meus remédios, sustentar minha família, deixar para minha viúva. Quero me aposentar como policial, repito, como militar”, completou. O suplente Anderson Muniz assumirá o mandato até dia 31 de janeiro, próxima quarta-feira.

Flávio Bolsonaro está convencido de que há ”fogo amigo” no caso Coaf, diz coluna

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O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) está convencido de que pessoas próximas ao presidente Jair Bolsonaro estariam empenhadas em colocar mais lenha na fogueira do caso Coaf. De acordo com a Coluna do Estadão, a aliados, Flávio se disse incomodado com as críticas de seu suplente Paulo Marinho (PSL-RJ) e do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno. Este último, que é advogado, teria considerado “erro jurídico” a estratégia da defesa de Flávio de recorrer ao Supremo para suspender as investigações em andamento contra seu ex-assessor Fabrício Queiroz. Flávio teria identificado as digitais de seu suplente na divulgação de informações contra ele. Desde a campanha, quando cedeu sua casa para o QG de Bolsonaro, Marinho estaria distante da família. Ele sequer participou da posse do presidente. Segundo interlocutores, Flávio Bolsonaro chegou a conversar com o presidente sobre Marinho e Bebianno. Porém, resolveram colocar panos quentes na situação. Foi Bebianno quem apresentou Paulo Marinho a Bolsonaro.

Deputado Mário Negromonte Jr. pode assumir uma secretaria no governo Rui Costa

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Negromonte teria sido convidado por Rui. Foto: Agência Câmara

O deputado federal Mário Negromonte Jr. pode assumir uma secretaria no governo de Rui Costa (PT), em articulação que pode aumentar o espaço do Partido Progressista (PP), do vice-governador João Leão. Negromonte Jr. ficou muito honrado com o convite, que teria partido de Rui Costa nesta sexta-feira (18). Conforme apurado pelo bahia.ba, o deputado quer consultar o diretório nacional do PP. Sua saída da Câmara provocaria alteração na composição do parlamento, pois na primeira linha de suplentes estão PSD e PT. Problema é que na Bahia o PP integra o governo Rui, mas no Congresso deve ser aliado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na instalação das bancadas da legislatura que iniciará dia 1 de fevereiro próximo. No caso de um petista assumir, o governo perderia um provável aliado na Câmara. Negromonte Jr. deve tomar sua decisão ainda neste final de semana, pois Rui pretende anunciar até segunda (21) como ficará o primeiro escalão do seu governo.

Há 26 anos com mandatos, Pinheiro se despede do Senado: ”Parlamento não é profissão”

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Walter Pinheiro deixa o Senado Federal. Foto: André Corrêa

Depois passar 26 anos com mandatos, o ex-secretário de Educação, Walter Pinheiro, criticou os políticos que passam muito tempo no parlamento, na manhã desta sexta-feira (17). ”Eu tenho 26 anos de mandato parlamentar. Transformar isso em algo quase que como profissão é o problema da ocupação do espaço no Brasil. Quando cheguei no parlamento, eu ainda critiquei os caras que estavam 30 anos. Então, estou saindo com antes com 26, que é antes dos 30”, brincou o ex-senador em entrevista ao bahia.ba. Pinheiro ainda disse que não pretende disputar cargos no parlamento. ”Acho que já dei minha contribuição […] Não estou cansado, mas tenho um sentimento de etapa cumprida”, declarou. Sobre o futuro político, ele afirma que ”espera um sinal para definir futuro”. ”Eu confio muito em Deus e sei que ele não vai me desamparar”, afirmou.

Lídice da Mata diz ter recusado convite de Rui Costa para secretaria por orientação do partido

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Lídice negou convite para ser secretária de Rui. Foto: Ag. Senado

A senadora e deputada federal eleita, Lídice da Mata (PSB) confirmou que teve o nome sondado pelo governador Rui Costa (PT) para assumir uma secretaria na nova gestão estadual. Em entrevista à Rádio Metrópole ontem (16), a socialista ressaltou, no entanto, que, por orientação do diretório nacional da legenda, foi orientada a recusar qualquer convite que a fizesse deixar a bancada da sigla no Congresso. ”Tivemos um esforço danado para chegar a 32 deputados e recebi apelo direto do presidente do partido que me solicitou por três vezes que permanecesse na bancada, inclusive pelo fato de termos eleito poucas mulheres”, afirmou. Lídice adiantou, no entanto, que uma nova conversa com o petista deve acontecer após a Lavagem do Bonfim.

Com rombo de R$ 6 bilhões este ano, governador Goiás pede socorro ao governo federal

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Ronaldo Caiado é o novo governador de Goiás. Foto: Divulgação

Com salários atrasados e a previsão de um rombo superior a R$ 6 bilhões neste ano, Goiás quer aderir ao plano de socorro do governo federal. Até agora, apenas o Rio de Janeiro ingressou formalmente na recuperação. Segundo o Estadão, uma missão do Tesouro Nacional está no Estado para avaliar se o governo cumpre os critérios para adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), programa que suspende por seis anos o pagamento da dívida com a União em troca de medidas de ajuste fiscal. ”Sem a ajuda federal, a dor é muito maior. (O ajuste) terá de ser feito de maneira mais rápida e intensa e quem sofre é a população”, disse Cristiane Alkmin, nova secretária de Fazenda de Goiás, à publicação. De acordo com ela, se o Estado não conseguir adesão ao plano de socorro, terá de parcelar em mais vezes os salários atrasados. Para socorrer os Estados, a União exige como contrapartida a criação de um teto de gastos para limitar o aumento das despesas, o aumento da contribuição previdenciária de servidores e a privatização de estatais.

”Vim matar a saudade”, afirma o governador Rui Costa em visita à Câmara de Vereadores de Salvador

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Rui é recebido pelo presidente Geraldo. Foto: Reginaldo Ipê/CMS

Em meio ao ”racha” na bancada de oposição da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o governador Rui Costa (PT) fez uma visita à Casa, acompanhando de uma comitiva de secretários e parlamentares, nesta quarta-feira (16). ”Vim matar a saudade, cumprimentar o presidente Geraldo Júnior e rever os amigos da Câmara, a Casa do Povo, e é sempre bom voltar à Câmara de Vereadores”, disse o governador, que iniciou a vida política eleito vereador na CMS, no ano de 2000. O presidente da Câmara, vereador Geraldo Júnior (SD), recepcionou Rui e a comitiva. ”É uma alegria muito grande, nos primeiros dias de minha gestão, receber com muita honra a visita de cortesia do governador Rui Costa, que veio aqui na Casa do povo abraçar os vereadores, mostrando uma mudança de paradigma, que é o que a população espera, sem posição partidária-ideológica, buscando o melhor para o cidadão, que é o que eu quero e o governador quer”, declarou Geraldo. O governador Rui Costa foi à Casa durante visita ao Centro Histórico, para inspecionar as obras de revitalização e requalificação da Rua Chile e das áreas adjacentes. Segundo Rui Costa, na região histórica visitada, serão aplicados R$ 43 milhões em recursos. ”São 91 ruas que estamos recuperando e na Rua Chile estamos colocando a fiação elétrica subterrânea para não ter mais poluição visual. Espero que a Avenida Sete de Setembro fique do mesmo jeito”, afirmou o governador.

Justiça aceita denúncia do ”Ministério Público” contra Zé Ronaldo por burlar regra de licitação

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Zé Ronaldo foi derrotado para governador. Foto: Reprodução

O juiz Antonio Henrique da Silva, da 2ª Vara Criminal de Feira de Santana, aceitou uma denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) contra o ex-prefeito da cidade e candidato derrotado ao governo do Estado, Zé Ronaldo (DEM). O despacho foi do último dia 9. O ex-prefeito e outros dois acusados devem responderem por escrito, no prazo de 10 dias. De acordo com a denúncia de novembro do ano passado do MP-BA, Zé Ronaldo teria burlado a exigência de licitação em contrato realizado em abril de 2013 no valor de aproximadamente R$ 6,4 milhões entre a prefeitura e a Cooperativa de Serviços Profissionais Especializados em Saúde (Coopersade). Também foram denunciados o advogado Cleudson Santos Almeida e a enfermeira Denise Lima Mascarenhas, que à época ocupavam os cargos de subprocurador e de secretária de Saúde. Segundo o promotor de Justiça Tiago Quadros, autor da denúncia, o contrato irregular foi realizado como continuidade a um contrato emergencial anterior, de prestação de serviços em saúde, cuja vigência havia terminado em 4 de abril de 2013. O promotor aponta que contratos decorrentes de casos de emergência ou de calamidade pública, para os quais a lei autoriza a dispensa de licitação, não podem ser prorrogados. Na denúncia, o MP-BA sustenta que os denunciados simularam a realização do processo de dispensa de licitação, inclusive com a obtenção de orçamentos de duas empresas completamente estranhas ao processo de dispensa. Conforme a denúncia, Cleudson Almeida, que à época era advogado trabalhista da própria Coopersade, emitiu parecer no qual teria distorcido uma norma estadual para driblar exigências da lei federal de licitações. O promotor ainda destaca que nunca foi dada publicidade ao processo ilegal de dispensa na imprensa oficial, a fim de “não despertar a atenção” de empresas que participavam de licitação com objeto semelhante ao contrato firmado com a cooperativa. A licitação acabou revogada dois dias antes de ser veiculado na imprensa oficial o resultado da dispensa ilegal de licitação.

Presidente Jair Bolsonaro defende que ataques no CE sejam considerados terrorismo

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O presidente Jair Bolsonaro defendeu hoje (12) que ações criminosas ocorridas no Ceará sejam consideradas terrorismo. A manifestação do presidente em favor do PLS 272/2016 foi feita por meio de sua conta pessoal no Twitter, às 7h deste sábado (12), ao comentar situação no Ceará. No início da noite, o presidente postou mensagem sobre o ataque mais recente no estado, que ocasionou na derrubada de uma torre de transmissão de energia, e voltou a defender a tipificação dos atos como terroristas. Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que a explosão da subestação que atende Fortaleza interrompeu parcialmente o tráfego na BR-020 e afetou outra linha da rede de distribuição para o bairro de Jaboti. ”O registro feito pelo ONS informa que a perda da linha de transmissão não causou interrupção no fornecimento de energia ou desligamento no abastecimento aos consumidores. O registro informa também que, para preservar as condições de segurança elétrica da operação do sistema interligado, foi acionado o despacho momentâneo de geração térmica adicional”, diz a nota, acrescentando que o ministério, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a distribuidora local e os órgãos de segurança trabalharam para adotar o restabelecimento da normalidade do sistema.  Na primeira postagem, pela manhã, Bolsonaro destacou que os criminosos que agem no Ceará podem passar a atuar em outros estados, se forem impedidos. ”Ao criminoso não interessa o partido desse ou daquele governador. Hoje ele age no Ceará, amanhã em São Paulo, Rio Grande do Sul ou Goiás. Suas ações, como incendiar, explodir, … bens públicos ou privados, devem ser tipificados como terrorismo”, disse o presidente. Bolsonaro também chamou de ”louvável” e defendeu o projeto de lei, de autoria do senador Lasier Martins (PSD-RS), que endurece a Lei nº 13.260 que tipifica o conceito de terrorismo e regulamenta atuação de combate do Poder Público. Conforme o projeto, em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, fica classificado como terrorismo ”incendiar, depredar, saquear, destruir ou explodir meios de transporte ou qualquer bem público ou privado, com o objetivo de forçar a autoridade pública a praticar ato, abster-se de o praticar ou a tolerar que se pratique, ou ainda intimidar certas pessoas, grupos de pessoas ou a população em geral.” O PLS 272/2016 também criminaliza ”interferir, sabotar ou danificar sistemas de informática ou bancos de dados, com motivação política ou ideológica, com o fim de desorientar, desembaraçar, dificultar ou obstar seu funcionamento.” Em outubro passado, o governo federal instituiu uma força-tarefa de Inteligência para o enfrentamento ao crime organizado no Brasil. O grupo, sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), tem como função ‘analisar e compartilhar dados e de produzir relatórios de inteligência com vistas a subsidiar a elaboração de políticas públicas e a ação governamental no enfrentamento a organizações criminosas que afrontam o Estado brasileiro e as suas instituições.” Da Agência Brasil

Guilherme Bellintani almoça com Rui Costa e aliados de ACM Neto minimizam aproximação

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Bellintani pode ser o candidato de Rui Costa. Foto: Reprodução

Aliados do prefeito ACM Neto (DEM) acreditam que a aproximação do governador Rui Costa (PT) com o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani, ex-secretário de Educação de Neto, dificilmente resultaria em uma candidatura do ex-secretário municipal como ”o candidato” do petista na capital em 2020. Mesmo com o assédio já iniciado para que Bellintani mude de lado, a aposta de interlocutores de Neto é de que este cenário se mostra pouco provável, pela existência de muitos nomes ”na fila” pela preferência do governador. Nesta quinta-feira (10), Rui confirmou um almoço com o presidente do Bahia. ”Bellintani só será candidato do governador se Rui estiver fraco. Ninguém sai de um lado para o outro para ser a primeira opção. Ele pode ser mais um nome para tentar tirar algo daqui [do eleitorado identificado com o prefeito]”, disse reservadamente um aliado de Neto, sobre a possibilidade (muito grande) de múltiplas candidaturas da base do governador, conforme informações do bahia.ba. Outro interlocutor do prefeito acredita que Bellintani pode tentar viabilizar sua candidatura como uma espécie de terceira via, tentando repetir o ”efeito Zema” em Minas Gerais, ou disputar com o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) a condição de ser o postulante apoiado por Neto. Há ainda os que apostam que os movimentos do grupo político liderado pelo governador em relação a Bellintani têm o objetivo principal de causar desgaste na base do democrata.

Secretários de ACM Neto ganham quase R$ 1 milhão de extras em 2018; Paulo Souto ganhou R$ 244,8 mil

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Paulo Souto recebeu R$ 244,8 mil em jetons. Foto: Valter Pontes

Dez secretários da prefeitura de Salvador ganharam, juntos, no ano passado, R$ 952.841,80 em jetons, que é a gratificação que os gestores recebem pela participação em conselhos de órgãos públicos. O campeão no recebimento das vantagens é o titular da Fazenda e ex-governador da Bahia, Paulo Souto (DEM). Segundo o portal da Transparência Salvador, o secretário da Fazenda ganhou R$ 244,8 mil em jetons por participação em reuniões da Companhia de Governança Eletrônica do Salvador (Cogel), da Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Desal). O segundo colocado na lista é o secretário da Casa Civil, Luiz Carrera. Por estar presente em encontros da Desal e Limpurb, embolsou R$ 163,2 mil no ano passado. Em seguida, o titular de Gestão, Tiago Martins, que recebeu R$ 153,2 mil. Bruno Barral (Educação), Almir Melo (Infraestrutura), Luiz Galvão (Saúde) ganharam R$ 81,6 mil, cada um. Também estão na lista dos secretários do prefeito ACM Neto (DEM) que ganharam jetons: Marcus Passos (Ordem Pública), com R$ 48 mil, Kaio Moraes (chefe de Gabinete), que recebeu R$ 40,8 mil, Fábio Mota (Mobilidade Urbana), com R$ 34 mil, e Ivete Sacramento (Reparação), que embolsou R$ 24 mil. Com informações do site Bahia Notícias