Eleitor vereador, Kannario se recusa a falar sobre ausência e falta de trabalho na Câmara

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Foto: Rodrigo Daniel Silva/ bahia.ba
Kannario se ausenta da Câmara. Foto: Rodrigo Daniel/bahia.ba

Eleito com 11.432 votos, até esta terça-feira (7), o pagodeiro só tinha comparecido ao plenário para a própria posse, no segundo dia do ano. De lá para cá, ao contrário dos demais colegas novatos não apresentou sequer uma proposta nem participou das discussões sobre as formações de comissões ou lideranças de bancadas. Apesar de integrante da base aliada do prefeito ACM Neto (DEM) ele é uma das atrações com contratação confirmada pelo Executivo soteropolitano para duas apresentações no carnaval. Na segunda (6), uma assessora do edil foi à Presidência do Legislativo justificar que o político-cantor tinha sofrido uma ”crise renal”, sem apresentar atestado médico. No entanto, 48h antes, na madrugada de sábado (6) ele estava no palco, convidado de uma badalada festa de verão na capital baiana. Ainda com comportamento de artista, embora ocupe cargo público, ao ser abordado pelo site bahia.ba, uma integrante da equipe do edil interveio e disse que ele só falaria ao final da sessão, o que não foi cumprido. Conforme o regimento da Câmara, caso não apresente o comprovante de que necessitou de afastamento no período de ausência, Kannario terá 1/30 (um 30 avos) do seu salário, de R$ 18.732, cortado.

Pai do deputado Sandro Régis ganha cargo de subsecretário na prefeitura de Salvador

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ACM Neto emprega pai de Sandro Régis. Foto: Divulgação
ACM Neto emprega pai de Sandro Régis. Foto: Divulgação

Aliado de ACM Neto (DEM), o deputado estadual Sandro Régis (DEM) conseguiu emplacar na Prefeitura de Salvador o seu próprio pai, Élio Luiz Régis de Sousa, que de acordo com o site Bocão News exercerá o cargo em comissão de subsecretário de Mobilidade. A Semob é comandada pelo secretário Fábio Mota (PMDB). Élio assume o posto antes ocupado por Ivanildo Barbosa Dias, que chegou a ser subscretário de Ordem Pública, na era Rosemma Maluf. Além do pai de Sandro Régis, também foram publicadas as nomeações de Luís Gaban, filho do ex-deputado Carlos Gaban, para a diretoria geral da Secretaria de Gestão (Semge), e Claudio Abdala, suplente de vereador pelo PPS, para o cargo de ouvidor setorial da Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo.

MPF diz que PTB baiano recebeu dinheiro público como doação de campanha em 2014

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Benito Gama preside o PTB na Bahia. Foto: Divulgação
Deputado Benito Gama preside o PTB na Bahia. Foto: Divulgação

O Ministério Público Federal identificou doações de R$ 2 milhões para o PTB baiano nas eleições 2014 e atribui os recursos como sendo oriundos dos fundos de pensão Funcef (da Caixa Econômica Federal) e Petros (Petrobras). A doação foi repassada pela Eldorada Celulose, empresa que já é investigada por pagar R$ 37,4 milhões a empresas de Lúcio Funaro. Também foi pago ao senador Fernando Bezerra Coelho a quantia de R$ 1 milhão. De acordo com o site O Antagonista, uma auditoria feita na empresa tentou dar ares de legitimidade às doações, mas o procurador Anselmo Henrique interpretou o caso como flagrante uso de dinheiro público para financiar campanhas políticas. O procurador ainda foi mais longe. Afirmou que o PTB da Bahia, hoje presidido pelo deputado federal Benito Gama e anteriormente pelo prefeito de Sapeaçu, Jonival Lucas, é ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, investigado na operação Cui Bono. Vieira Lima foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013 é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura a participação do peemedebista baiano no esquema envolvendo a liberação de créditos do banco mediante recebimento de vantagens. ”Não poderia a auditoria independente contratada pela Eldorado tratar esse fato com naturalidade. As doações podem estar relacionadas a pressões ou cooptação de grupos políticos e/ou econômicos”, diz o procurador Anselmo Henrique. ”Estamos diante de uma situação grave, tendo em vista que, em última análise, estamos falando em dinheiro público (representado pelas cotas de participação acionária indireta pertencentes a Funcef e Petros na Eldorado) financiando campanhas partidárias no Brasil em 2014”, observa a promotoria.

Prefeita de Itagimirim demite marido de secretarias a pedido do Ministério Público

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Devanir Brilhantino demite o marido. Foto: Reprodução
Devanir Brilhantino demite o marido. Foto: Reprodução

A prefeita de Itagimirim, no sul da Bahia, Devanir Brilhantino, acatou a recomendação do Ministério Público Estadual e demitiu o próprio marido dos cargos de secretário municipal de Educação e de Governo. O motivo é que Giovanni Brilhantino foi prefeito da cidade por dois mandatos seguidos e estava com os direitos políticos suspensos. Segundo o MP, o ex-gestor responde a um processo por improbidade administrativa. Ele foi prefeito de Itagimirim entre 2001 e 2008. A prefeita Devanir Brilhantino confirmou a exoneração do marido e disse que ainda vai indicar novos nomes para as pastas. Informações do G1

Procuradoria investiga 52 grandes empresas e fundos; ex-ministro Geddel Vieira Lima é alvo

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Geddel Vieira Lima é alvo de investigação.
Geddel Vieira Lima é alvo de investigação. Foto: Beto Barata

A Procuradoria da República no Distrito Federal montou uma força-tarefa para apurar suspeita de corrupção em aportes financeiros feitos por entidades e ex-agentes públicos em 52 grandes empresas e fundos de investimentos privados. O objetivo é descobrir se a liberação dos recursos foi feita em troca de pagamentos de propinas a um mesmo grupo criminoso, cuja atuação foi descoberta em três frentes de investigações – as operações Sépsis, Cui Bono? e Greenfield. Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seria o elo entre os agentes públicos e os empresários que figuram nos inquéritos das operações. A suspeita é de que o grupo político ligado a Funaro atuava em vários setores da administração publica e próximo das fontes de liberação de dinheiro público. São investigados os crimes de corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência. Coordenada por Anselmo Cordeiro Lopes, a força-tarefa conta com outros seis procuradores para mapear se investimentos provenientes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – cujos recursos são geridos pela Caixa -, da Vice-Presidência de Pessoa Jurídica do banco, de fundos de pensão e de instituições previdenciárias municipais e estaduais foram liberados mediante pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos. São alvo da investigação Cunha, Funaro, e os ex-vice-presidentes da Caixa Fábio Cleto, delator da Lava Jato, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Mesmo com a união das investigações no MPF, os inquéritos continuam separados na Polícia Federal. O compartilhamento de informações foi possível após os principais investigados perderem o foro privilegiado. Cunha foi cassado e Geddel Vieira Lima, ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa e alvo da Cui Bono?, perdeu o foro ao deixar a Secretaria de Governo. Por sua vez, Funaro teve seus processos enviados para 1.ª instância na esteira da remessa dos casos do deputado cassado. Ele é apontado como o operador financeiro e lobista do grupo político de Cunha e Geddel em vários setores da administração pública. Sobre Funaro, os investigadores contam com o material coletado na Sépsis, um desdobramento da Operação Lava Jato, com base nas delações de Nelson Mello, da Hypermarcas, e do seu apadrinhado político Fabio Cleto. Mello indicou Funaro como intermediador de cerca de R$ 3 milhões destinados a Cunha. O ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa apontou Cunha e Funaro como destinatários de propina para liberação de aportes do FGTS. O deputado cassado seria beneficiário de 80% do suborno pago pelas empresas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Prefeito de São Paulo, João Doria afirma que ”todos os pichadores são bandidos”

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Prefeito João Doria critica pichadores. Foto; Reprodução
Prefeito João Doria critica pichadores. Foto: Reprodução

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), disse neste sábado (4), que ”todos os pichadores são bandidos” e voltou a pedir que autores de pichação se tornem ”grafiteiros ou artistas”. No mesmo dia em que o tucano fez a declaração, em entrevista para a Rádio CBN, duas pessoas foram presas pichando o muro de uma escola na Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte. A ação foi flagrada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). Os detidos foram encaminhados ao 72.º Distrito Policial (Vila Penteado) para o registro da ocorrência. O local é a Escola Municipal do Ensino Fundamental (EMEF) Osvaldo Quirino Simões. Em nota, a administração municipal informou que ”vai continuar os esforços para o combate à pichação, um crime ambiental que danifica o patrimônio da cidade, inclusive edifícios e monumentos tombados e com valor histórico”. A Prefeitura anunciou no fim de janeiro que as pessoas flagradas cometendo esse tipo de delito serão processadas para ressarcimento. A gestão Doria tem endurecido o cerco contra pichadores. Entre as medidas mais duras de combate à pichação, começou a articular um projeto na Câmara para aumentar a pichação. O tucano chegou a defender multa de R$ 5 mil para quem for pego pichando muros públicos ou privados, R$ 10 mil no caso de reincidentes e R$ 50 mil para quem pichar monumentos. Nesta sexta-feira, 3, a Prefeitura recebeu novas adesões ao Projeto Guardiões da Cidade. A parceria permite que taxistas auxiliem na fiscalização a atos de vandalismo. Desde 1.º de janeiro, a Guarda Civil Metropolitana conduziu 50 pichadores a distritos policiais. ”É importante ressaltar que a fiscalização não será feita de forma indiscriminada. Grafite e pichação receberão tratamentos diferenciados. Os pontos de grafite serão ampliados. A intenção é valorizar essa modalidade de arte urbana com a criação de cursos e oficinas para estimular que pichadores adotem o grafite e passem a atuar em locais permitidos”, destacou a gestão em nota.

Mulher do juiz Sérgio Moro quebra o silêncio admite participar de manifestação anti-petista

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Mulher de Moro, Rosângela é advogada. Foto: Divulgação
Mulher de Moro, Rosângela é advogada. Foto: Divulgação

Mulher do juiz que cuida da Lava Jato em primeira instância – Sérgio Moro -, Rosangela Moro rompeu o silêncio e falou sobre sua relação com o magistrado. De acordo com Rosângela – que é advogada -, ela já foi a manifestações que pediam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. ”Eu via pela TV em lágrimas. De verdade. E pensei: ‘Nossa, tenho em casa uma das engrenagens que está mudando o país (…) Quando a multidão gritou: Mooooroo, postei #emocionada. Fui à rua de verde e amarelo. Completamente no anonimato. Tanto que não repercutiu em lugar algum”, disse Rosangela. À Revista Claudia, Rosangela é a advogada de defesa de Moro na ação por abuso de autoridade, movida pelo ex-presidente Lula. Na entrevista, afirmou que não advoga e nem pretende atuar na área criminal, e que assumiu o caso por se tratar de uma questão pessoal. Segundo ela, Moro não leva a Lava Jato para dentro de casa e ela não faz perguntas sobre quem será preso, nem quanto. Informação privilegiada, explicou, só recebe quando se refere à segurança da família. Rosangela contou ainda que dedica uma hora por dia à página ”Eu Moro com ele”, no Facebook, onde posta homenagens ao marido e agradece aos fãs do juiz, que mandam bonés, santinhos, caricaturas, desenhos e mensagens de fé. Com a ajuda de uma amiga, apaga as mensagens inconvenientes. ”Sempre o tive como referência e o admiro. Mas ele está apenas cumprindo seu trabalho. Essa situação incentivou outros magistrados a mostrar que o Judiciário pode ser forte.”

Em Ipiaú, Rui diz que médicos que ironizaram morte de Marisa ”deveriam ter diplomas cassados”

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Rui lamenta morte de Dona Marisa. Foto: Blog Marcos Frahm
Rui Costa lamenta morte de Dona Marisa. Foto: Blog Marcos Frahm

O governador Rui Costa (PT), ao discursar durante inauguração de obra e entrega de veículos na sexta-feira (3) em Ipiaú, no Médio Rio de Contas, disse ter participado antes do ato inaugural, na vizinha cidade de Jequié, do sepultamento da avó da sua esposa, a primeira-dama Aline Peixoto, e ao lamentar a morte da anciã, Rui se solidarizou em discurso com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela morte de Dona Marisa Letícia, 66, vitimada por um AVC. Ladeado por prefeitos, deputados e secretários estaduais, Rui Costa disse que a morte de Marisa despertou o que há de pior no ser humano, o ódio, com celebração do falecimento da ex-primeira-dama do país, referindo-se aos médicos que comemoram e ironizaram a morte com publicações. O governador afirmou que a atitude, vinda dos médicos, gera indignação entre os brasileiros e que os mesmos [médicos que ironizaram] devem ser banidos da medicina. ”Um desrespeito a uma mulher guerreira, que ajudou o presidente Lula a transformar esse país. Eles, esses médicos, deveriam ter seus diplomas cassados pelo conselho federal de medicina”. *Nota do Blog Marcos Frahm

Sem presidência da AL-BA, Marcelo Nilo aceita comandar Comissão de Finanças

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Nilo vai presidir Comissão. Foto: Sandra Travassos
Nilo vai presidir Comissão de Finanças. Foto: Sandra Travassos

Depois de perder a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) para Ângelo Coronel (PSD), o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) irá comandar a Comissão de Finanças, Orçamento, Fiscalização e Controle da Casa. ”Era uma comissão que estava vaga, já que o deputado Alex Lima foi eleito para Mesa Diretora. Chegarei com a mesma motivação de 27 anos atrás”,  afirmou, em entrevista ao site bahia.ba. A Comissão de Finanças é responsável por examinar e emitir parecer sobre Projetos de Lei relativos à matéria orçamentária e tributária, com destaque para o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias, o orçamento anual, os créditos adicionais, e as contas apresentadas anualmente pelo governo.

Otto rebate Bruno Reis e diz que o candidato em 2018 ”é o governador Rui Costa”

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Otto explica apoio para eleição de Coronel. Foto: Ag. Senado
Otto explica apoio para eleição de Coronel. Foto: Ag. Senado

O senador Otto Alencar negou, em entrevista ao site bahia.ba, que a candidatura do deputado Ângelo Coronel (PSD) à presidência da Assembleia Legislativa tenha ”nascido na oposição” ao governador Rui Costa (PT), como afirmou o vice-prefeito de Salvador Bruno Reis (PMDB). De acordo com o comandante estadual do PSD, o nome do novo chefe da AL-BA foi construído ”no gabinete do partido”, a partir da negativa de Adolfo Menezes em concorrer com Marcelo Nilo. ”Obviamente que o apoio da oposição foi decisivo, mas não é verdade que a candidatura tenha sido feita lá. Houve entendimentos com o PP, com o PCdoB e com os deputados que entenderam a necessidade de alternância do poder”, afirmou o parlamentar, ao citar pessoalmente a participação do vice-governador João Leão e do deputado federal Daniel Almeida, que retribuiu ”espontaneamente” o apoio a Alice Portugal na campanha municipal de 2016, no processo, ”sem desmerecer a liderança do prefeito ACM Neto sobre a sua bancada”. O senador ainda revelou que a candidatura de Coronel passou por um acordo nacional com os postulantes do DEM e do PMDB ao comando da Câmara Federal. ”Recebi tanto o deputado Rodrigo Maia quanto Lúcio Vieira Lima no meu gabinete e me comprometi com eles. Em troca do apoio do PMDB e do DEM aqui, o PSD vai apoiá-los em Brasília. Amanhã eles terão a retribuição”, assegurou, sobre a eleição na quinta-feira (2) no Congresso Nacional. ”Tanto é que eu pedi pessoalmente ao governador Rui Costa para liberar Fernando Torres da secretaria [de Desenvolvimento Urbano] para a votação. Os cinco deputados do PSD vão votar no Rodrigo Maia e em Lúcio. Não iria constranger a posição do deputado Robinson [Almeida] e pedir para ele votar conosco”, disse, sobre o fato de o suplente ser do PT. Apesar da aliança com os opositores ao governo petista baiano nas disputas nos Legislativos estadual e federal, Otto voltou a descartar qualquer aproximação ou combinação com uma candidatura contrária em 2018. ”Somos da base, vamos permanecer na base e, ao que me conste, só existe uma candidatura posta até o momento, que é a do governador Rui Costa”, considerou.

Em seu último discurso como presidente, Nilo diz que teve ”crise de choro” após renunciar

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Nilo faz último discurso de presidente. Foto: Sandra Travassos
Nilo faz último discurso de presidente. Foto: Sandra Travassos

Após conduzir os trabalhos do processo de eleição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), que resultou na vitória de Ângelo Coronel (PSD), candidato único, o deputado Marcelo Nilo (PSL), em seu último discurso como presidente do parlamento baiano, na noite desta quarta-feira (11) revelou ter sofrido uma crise de choro na noite de terça-feira (31), após saber que teria perdido o apoio do PCdoB, e de outros deputados que teriam lhe assegurado apoio, um dos motivos de ter renunciado a candidatura à reeleição para o sexto mandato de presidente. Nilo disse ainda que foi atacado por seus adversários na mídia, e que  foi massacrado na disputa. ”Fui massacrado, fui atacado e injuriado, mas desejo sucesso ao deputado Ângelo Coronel, pois não existe mágoa e nem ressentimento, a sociedade que o julgue. Agradeço a todos, aos deputados da oposição, pelo apoio e vou sair de cabeça erguida”, disse ao desafiar os deputados e a imprensa a apresentar uma crítica aos oponentes Ângelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP). ”Eu renuncio ao meu mandato de deputado”, provocou.  Marcelo afirmou que, até a véspera da eleição, tinha o apoio de 10 deputados da oposição para a sua sexta candidatura, mas ”jamais” iria revelar os nomes. O ex-chefe da AL-BA destacou ainda que, por diversas vezes, questionou aos parlamentares se de fato iriam apoiar a sua candidatura. ”Quantas vezes perguntei ao deputado, se não for votar em mim, avise. Ave-maria, se sentia ofendido. Teve deputado que bateu o telefone anteontem apenas porque perguntei se podia dar uma entrevista para confirmar que me apoiava”, falou, ao ressaltar que não se sentia ”traído”, mas surpreendido. Segundo o parlamentar, o principal motivo da sua desistência foi à declaração de apoio ao seu oponente de um aliado que havia garantido que apenas o sobrenatural o faria mudar de posição. ”Eu enfrentei o senador [Otto Alencar], eu enfrentei o vice [João Leão], o prefeito [ACM Neto], um grupo na mídia contra mim, mas quando vi esse deputado que dizia que só Deus mudaria o voto dele… Lutar contra Deus eu não aguento. Então, desisti”, revelou, sem citar nomes.

Euclides abriu mão de disputar 4ª vice-presidência, que ficou com Manassés, do seu partido

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Euclides abriu mão de disputa 4ª vice. Foto: Blog Marcos Frahm
Euclides abriu mão de disputa 4ª vice. Foto: Blog Marcos Frahm

O deputado estadual Euclides Fernandes (PSL) abriu mão de disputar a vaga da 4ª vice-presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), durante eleição desta quarta-feira (1). Euclides desistiu da candidatura depois da renúncia de Marcelo Nilo (PSL), que não concorreu à reeleição, desistindo na noite de terça-feira. Antes da votação, que resultou na vitória de Ângelo Coronel (PSD) para presidente da Casa, Fernandes pediu que a inscrição de sua candidatura à quarta vice-presidência fosse cancelada, alegando que seu adversário, Manassés, era do mesmo partido, o PSL, e não havia motivo para que disputassem os mesmos votos. ”Achei que era a medida certa, adequada, ética, não fazer essa disputa com um deputado do meu partido”, afirmou.

 

”Entre mortos e feridos, salvaram-se todos”, afirma João Leão sobre eleição da Assembleia

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Leão diz
Leão elogia atitude de Rui Costa. Foto: Blog Marcos Frahm

O vice-governador João Leão (PP) encara com otimismo o cenário político após a renúncia de Marcelo Nilo (PSL) nas eleições para a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). ”Rui teve uma atitude muito bonita. Todos os candidatos eram da base. Ficamos acompanhando esse processo. Entre mortos e feridos salvaram-se todos. Diziam que o governo tinha preferência, isso não é verdade. Marcelo Nilo em todas as eleições anteriores disputou com candidatos do PT, é uma disputa interna”, disse em entrevista à rádio Metrópole.  Questionado sobre o acordo entre PP e PSD para enfraquecer a candidatura de Nilo, Leão ressaltou que todas as articulações visavam a alternância de poder. ”Não derrotamos Marcelo Nilo, queríamos que tivesse um rodízio na Casa. Fizemos um acordo com o PSD e honramos esse acordo. Marcelo tinha muita certeza que ganharia, é coisa do dia a dia da Assembleia. Ele pode voltar depois e até com o nosso apoio”, avaliou. O pepista minimizou os impactos em 2018, sobretudo na possível candidatura de ACM Neto, do apoio da oposição a Ângelo Coronel (PSD). ”De jeito nenhum, ainda falta muito tempo para 2018. Temos na cabeça a antecipação de campanhas eleitorais. O Estado precisa trabalhar, e o prefeito ACM Neto precisa fazer a mesma coisa”, defendeu. As informações são do Bocão News.

Apoiando candidato do Governo, ACM Neto classifica renúncia de Nilo como derrota de Rui

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ACM diz que Rui comemora derrota. Foto: Jornal Grande Bahia
ACM diz que Rui comemora derrota. Foto: Jornal Grande Bahia

O prefeito ACM Neto (DEM) ironizou o fato de o governador Rui Costa (PT) ter comemorado o que chamou de unidade da sua base ao chegar à reta final da eleição da Assembleia Legislativa da Bahia com a candidatura única do deputado Ângelo Coronel (PSD). Marcelo Nilo (PSL), que tentava a reeleição para o sexto mandato. ”O governador Rui Costa vê a realidade de acordo com as conveniências do momento. Essa distorção faz com que ele agora ande a comemorar até derrotas políticas”, ironizou o prefeito ACM Neto diante da adesão do governador à candidatura de Coronel. Neto chamou de ”melancólica” a desistência de Marcelo Nilo (PSL). ”Perto da derrota acachapante, Rui Costa agiu como um torcedor, que vendo o seu time ser rebaixado, trocou de camisa para evitar o vexame. Ficou  feio”, analisou Neto. ”Rui Costa tentou salvar-se de uma derrota mais humilhante fazendo com o que o seu candidato desistisse do bate-chapa em plenário mas a manobra bizarra não resistiu a luz do sol”, enfatizou ACM Neto que colocou toda a bancada oposicionista, 19 votos, para apoiar Coronel. “Talvez fosse o caso de o governador ouvir uma maior número de conselheiros. Isso evitaria a longa caminhada entre o CAB e o Campo Grande aonde fica a histórica estátua do Caboclo”, finalizou. Deputados aliados de ACM, mesmo sem candidatura própria, decidiram, antes mesmo da desistência de Nilo declarar apoio a Coronel, apesar de Ângelo ser também um candidato da base do governador.