Política: Marqueteiro cobra na Justiça R$ 17 mi do PSDB por serviços em campanha

/ Política

PSDB de Aécio devendo. Foto: Agência Senado
PSDB de Aécio Neves devendo. Foto: Agência Senado

A empresa Campanhas Comunicação Ltda., do jornalista Luiz González, responsável pelas campanhas presidenciais do PSDB em 2006 e 2010, cobra do partido na Justiça uma dívida de R$ 17 milhões referente aos serviços prestados em favor do hoje senador José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em 2012. A ação foi iniciada em setembro, depois que o presidente estadual da legenda, o deputado Pedro Tobias, eleito para o cargo em julho, decidiu não cumprir um acordo verbal fechado com a gestão anterior, que pagaria a dívida em 25. O valor original das notas era de R$ 8 milhões e chegou a R$ 17 milhões devido a multas, atualização monetária, juros de mora e honorários advocatícios. O dirigente reconhece a dívida, mas alega que a sigla está enfrentando uma grave crise financeira e com dificuldade até para pagar funcionários e o aluguel de sua sede. “O problema é que não temos dinheiro para pagá-lo. Estou com o Fundo Partidário cortado até julho do ano que vem. O trocadinho que estamos gastando agora é o que sobrou da campanha do Geraldo (Alckmin) para governador”, disse Tobias. Procurado pela reportagem, o marqueteiro preferiu não se pronunciar. Já em 2012, quando presidia o partido pela primeira vez, o deputado tentou impedir que o diretório estadual assumisse a dívida da campanha. “Essa dívida não é do estadual, é de campanha municipal. O diretório não devia ter assumido”, afirmou. Em caráter reservado, ex-integrantes da direção tucana reconhecem que havia sido feito um acordo com o marqueteiro. A “penúria” do partido, segundo Tobias, se deve a erros contábeis em prestações de contas que levaram o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a proibir o diretório estadual de receber repasses do Fundo Partidário do PSDB nacional, no início da década de 2010. “Prevejo muito pouco dinheiro na campanha do ano que vem. Quem doava ou está preso ou está quebrado. Ninguém vai ajudar a gente. Quem vai pagar a campanha de TV na capital? Caixa 2 é perigoso”, declarou Tobias. O assunto da dívida foi tratado em um encontro entre Tobias e o secretário de Transporte e Logística de São Paulo, Duarte Nogueira, ex – presidente do PSDB paulista. Ao ser questionado sobre o tema, o atual dirigente afirmou que o partido teria de demitir funcionários e corria até o risco de ser obrigado a deixar sua sede, um casarão na Avenida Indianópolis. No final da conversa, Tobias acrescentou que esperava “a qualquer momento” a visita de um oficial de Justiça. O imbróglio acabou gerando um mal-estar entre o diretório nacional do PSDB, presidido pelo senador Aécio Neves (MG), e o braço paulista da legenda. “Tendo aumentado em três vezes o Fundo Partidário do diretório nacional, seria razoável que eles colaborassem com São Paulo à altura da importância do partido no Estado”, comentou Luís Sobral, tesoureiro da campanha de José Serra em 2012. “O serviço foi efetivamente prestado, por isso contamos com a ajuda do nacional para pagá-lo”, completou Felipe Sigollo, tesoureiro do PSDB paulista à época. Como estão impedidos de transferir recursos do Fundo Partidário, a “colaboração” poderia acontecer com pagamento de fornecedores ou até mesmo do aluguel da sede em São Paulo. O diretório nacional preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Essa é a terceira vez que González aciona a Justiça para receber dívidas de campanha. A cinco meses do início do período eleitoral gratuito no rádio e na televisão de 2014, o PSDB recebeu uma cobrança de R$ 8,7 milhões que opôs Aécio e Serra. O valor era a atualização de uma dívida que o marqueteiro cobrou na Justiça por trabalho prestado à campanha de Serra à Presidência em 2010. Esse déficit foi pago em 12 prestações, sendo que a última parcela estava prevista para ser paga este mês, cinco anos depois.

Política: ”Dilma é vítima da turma da esculhambação do PMDB”. dispara Ciro Gomes

/ Política

O cearense Ciro Gomes
O cearense Ciro Gomes detona o PMDB. Foto: Reprodução

Ministro nos governos dos ex-presidentes Lula e Itamar Franco, o cearense Ciro Gomes comparou a situação atual como sendo ‘igual aos 10 anos anteriores a 1964’ e ”quase igual a 1964”, período em que aconteceu golpe militar no Brasil; Ciro avalia que Dilma é vítima de uma conjuntura política que a colocou na condição de refém ‘da turma da esculhambação’ do PMDB, mas alerta que ela pode acabar pagando o preço por “erros que vêm sendo cometidos desde o governo Fernando Henrique, como no caso da corrupção na Petrobras”; ele também disse não poder afirmar que Lula é honesto, ”porque na vida pública, não basta não roubar. Eu acho que ele não rouba. Mas tem a outra parte da tarefa, que é não deixar roubar. E para isso ele não está nem aí”; sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Ciro disse que “vamos assistir ele ser preso”

Em Salvador, presidente Dilma pede tranquilidade: ”Não vivemos num regime parlamentar”

/ Política

Dilma Rousseff visita Salvador. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma Rousseff visita Salvador. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Durante a inauguração da estação do metrô em Pirajá, na manhã desta terça-feira (22/12), a presidente Dilma Rousseff (PT) falou sobre a atual situação política e econômica do país, além de comentar o pedido de impeachment contra ela. Diante de uma multidão dividida entre o apoio e a desaprovação, a presidente afirmou que é ”importante ter consciência do momento difícil”. ”Vamos fazer mudanças necessárias para o país voltar a crescer, e, ao mesmo tempo, investir todo o dinheiro que temos na garantia de melhores condições”, afirmou. Sobre o processo de impeachment, autorizado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Dilma disse acreditar na democracia e ressaltou que não existe nada errado com ela. “Impeachment não é golpe porque está previsto na constituição. Mas, o impeachment que querem fazer contra mim, não tem fundamento. Meu passado não me condena” disparou. ”Nós temos que garantir que o Brasil volte a crescer. Nós não vivemos num regime parlamentar. No presidencialismo uma pessoa ganha a eleição e eu tive 54 milhões de votos. Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo para ser o presidente, perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na constituição”, disse. De acordo com o site Metro1, Dilma pediu tranquilidade e finalizou o discurso afirmando que interesses pessoais e políticos não devem superar interesses da país.”Precisamos de tranquilidade. É preciso que todos nós olhemos acima dos nossos interesses partidários e eleitorais, e coloque os interesses do Brasil acima de todos os interesses pessoais e político. Temos que fazer um grande esforço, para que o que nós queremos individualmente não afete o que o Brasil precisa como nação e como país”, completou.

Eduardo Cunha garante que processo de impeachment será encerrado até março

/ Política

Presidente Eduardo Cunha. Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
 Eduardo Cunha. Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avaliou nesta segunda-feira (21) que o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá ser concluído até março de 2016. Em entrevista à TV Câmara, o parlamentar afirmou que o governo vive um “momento de contestação” e que hoje ela não tem mais de 200 votos de apoio na Casa. Para ele, o presidente da Câmara não pode ser ”empregado” do Executivo e “PT e PMDB já deram o que tinham que dar juntos numa aliança”. ”O ano de 2015 teve uma coisa atípica, que foi a aceitação do pedido de impeachment. E não vamos fechar os olhos, mas isso vai se resolver até março de 2016. Será um ano que terá muitas mudanças. O ano de 2015 não é um ano médio, da política. De tédio, nenhum de vocês morreu esse ano”, brincou. Também alvo de um pedido de afastamento, pelas acusações de que teria recebido US$ 5 milhões em propinas do petrolão, Cunha se mostrou tranquilo e culpou o PT pelo esquema de corrupção na Petrobras. ”A operação Lava-Jato teve o condão de mostrar como um partido se apropriou do poder. A culpa na corrupção da Petrobras é do PT. Um grupo que atua de forma quase criminosa. A corrupção custa caro. A Petrobras ficou praticamente insolvente”, acusou.

Folha de SP cita Roberto Brito em reportagem em que STF autoriza inquérito na Lava Jato

/ Política

Roberto volta a ser alvo
Roberto volta a ser alvo de inquérito. Foto: Agência Câmara

O ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou incluir o deputado federal Mário Sílvio Negromonte Jr. (PP-BA) em um dos 38 inquéritos em trâmite na Corte. O despacho foi publicado nesta sexta-feira (18/12), no Diário da Justiça Eletrônico. Zavascki acatou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No pedido, o procurador afirma que Negromonte Jr., recebeu uma doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. O deputado foi incluído no mesmo inquérito que já apura a participação do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) em esquema de corrupção. Zavascki também autorizou a inclusão do ex-deputado e ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) – pai de Negromonte Jr – Luiz Fernando de Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA) no mesmo inquérito. Todos teriam sido beneficiados pelo esquema. O pai de Negromonte Jr., Faria e Britto já são alvos de outros inquéritos no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro é investigado em um processo no STF e outro no Superior Tribunal de Justiça; Faria também tem duas investigações, ambas no Supremo, e Britto, uma. A Polícia Federal havia pedido a Janot o encaminhamento para incluir o deputado Nelon Meurer (PP-PR) no mesmo inquérito mas, segundo o procurador, ”sua conduta foi investigada com especificidade” em outro inquérito ”no qual inclusive já se ofereceu denúncia contra o parlamentar, de modo que se torna desnecessária sua investigação no caso, bem como sua indicação expressa e formal como investigado”. Clique no link a seguir para acesso a página do Estadão: Leia na íntegra

Mais de 60% dos deputados acreditam que Cunha deveria sair da presidência da Câmara

/ Política

Maioria dos deputados contra Cunha. Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Maioria dos deputados contra Cunha. Câmara dos Deputados

A maioria dos deputados acredita que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deveria sair por conta própria do cargo após a série de denúncias sobre recebimento de propina. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, 62% dos parlamentares avaliam que o peemedebista deveria tomar a iniciativa – quando, na última pesquisa, apenas 45% tinham essa postura. A pesquisa, realizada pelo Datafolha, também perguntou como votariam os deputados em uma eventual análise do pedido de cassação de Cunha. Agora, 60% afirmam que pretendem votar contra ele, enquanto apenas 8% defendem sua manutenção na casa – no levantamento anterior, 35% eram contrários à sua permanência, contra 13% favoráveis. A indecisão sobre o assunto também diminuiu: o número de deputados que não quiseram responder sobre a questão caiu de 52% para 32%. Cunha é acusado por delatores da Lava Jato de receber US$ 5 milhões de propina do petrolão e de usar requerimentos da Câmara para chantagear uma empresa.

 

Mesmo insatisfeitos, eleitores de Dilma rejeitam seu afastamento da presidência

/ Política

Eleitores de Dilma não querem impeachment. Foto: Valter Campanato/ABr
Eleitores contra impeachment. Foto: Valter Campanato/ABr
Taxas menores de apoio tanto ao impeachment quanto à renúncia da presidente Dilma Rousseff, somadas à queda de reprovação ao governo federal (seis pontos em quatro meses) podem configurar um pequeno alívio para quem coleciona, desde março, recordes negativos de impopularidade. Alguns fatores explicam esse saldo na opinião pública: a derrocada do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o baixo otimismo sobre um eventual governo do vice-presidente, Michel Temer, e a ideia crescente de que, apesar de a gestão petista figurar no imaginário dos brasileiros como a mais corrupta da história, é também a que mais investiga e pune crimes desse tipo. Mas, se pela primeira vez a administração Dilma é considerada pior do que a de Fernando Collor (1990-1992) nesse quesito, nem todas as comparações com o presidente deposto são negativas para a atual ocupante do cargo. Pouco menos de um mês antes de ser afastado pela Câmara dos Deputados, em setembro de 1992, Collor tinha taxa de rejeição equivalente à de Dilma, mas o apoio da opinião pública ao impeachment era maior ;chegava a 75%, segundo pesquisa Datafolha feita na época. Não só a grande maioria dos que tinham votado em Lula no segundo turno da eleição de 1989 pediam a saída do então presidente como também 62% de seus próprios eleitores. Quanto a Dilma, a situação é diferente. A maioria dos que votaram na petista em 2014 (54%) se coloca contrária a seu afastamento. Entre os eleitores de Aécio, 80% querem o impeachment e 17% não. Em 1992, 87% dos que tinham votado em Lula queriam o afastamento de Collor e apenas 9% eram contrários. Na composição dos que defendem o impeachment de Dilma, 64%,o equivalente a 38 pontos percentuais, vêm do segmento que mais rejeita a petista: o dos refratários. Eles têm renda e escolaridade acima da média, moram especialmente no Sudeste e são os que mais participam das manifestações contra o governo. Fonte: Folha

Empreiteiro cita repasse de R$ 5 milhões a Michel Temer em mensagem a Eduardo Cunha

/ Política

Temer em evidência. Foto: Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
Temer em evidência. Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

A Operação Catilinárias, deflagrada na última terça-feira (15/12), reuniu indícios de que o vice-presidente, Michel Temer, teria recebido R$ 5 milhões do dono da OAS, José Adelmário Pinheiro (Leo Pinheiro), um dos empreiteiros condenados após as investigações da Petrobras. A informação sobre o suposto pagamento em uma das manifestações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavazcki. De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a menção ao pagamento está em uma troca de mensagens entre Pinheiro e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em que o deputado reclama que o empreiteiro pagou a Temer e deixou “inadvertidamente adiado” o repasse a outros líderes peemedebistas. “Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de R$ 5 milhões, tendo adiado os compromissos com a ”turma”, afirmou. Na sequência da conversa, via WhatsApp, Pinheiro pediu a Cunha “cuidado com a análise para não mostrar a quantidade de pagamentos dos amigos”. A conversa foi encontrada no celular do dono da OAS, apreendido em 2014. De acordo com a Folha de São Paulo, o vice-presidente enviou, em resposta as acusações, extrato de cinco doações da OAS ao PMDB declaradas à Justiça Eleitoral entre maio e setembro de 2014, totalizando valor semelhante ao citado por Pinheiro, ou R$ 5,2 milhões, o que não condiz com o texto das mensagens, que afirmam o recebimento dos R$ 5 milhões de uma única vez. Cunha é descrito, no documento nos autos da Cantilinárias, como uma espécie de despachante dos interesses da OAS junto ao governo federal, a bancos estatais e a fundos de pensão, mantendo uma relação estreita com Pinheiro, à época o principal executivo da empreiteira. O pagamento a Temer não aparece no texto como propina, mas em um contexto geral de suborno a membros do partido.

Lava Jato: Supremo Tribunal autoriza inquérito contra Mário Negromonte Jr.

/ Política

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Negromonte Jr. Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou incluir o deputado federal Mário Sílvio Negromonte Jr. (PP-BA) em um dos 38 inquéritos em trâmite na Corte. O despacho foi publicado nesta sexta-feira (18/12) no Diário da Justiça Eletrônico. Teori Zavascki acatou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No pedido, o procurador afirma que Negromonte Jr. recebeu uma doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobras. O deputado foi incluído no mesmo inquérito que já apura a participação do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) em esquema de corrupção. Zavascki também autorizou a inclusão do ex-deputado e ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) – pai de Negromonte Jr. – Luiz Fernando de Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA) no mesmo inquérito. Todos teriam sido beneficiados pelo esquema. O pai de Negromonte Jr., Faria e Britto já são alvos de outros inquéritos no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro é investigado em um processo no STF e em outro no Superior Tribunal de Justiça; Faria também tem duas investigações, ambas no Supremo, e Britto, uma. A Polícia Federal havia pedido a Janot o encaminhamento para incluir o deputado Nelson Meurer (PP-PR) no mesmo inquérito. Mas, segundo o procurador, ”sua conduta foi investigada com especificidade” em outro inquérito “no qual inclusive já se ofereceu denúncia contra o parlamentar, de modo que se torna desnecessária sua investigação no caso, bem como sua indicação expressa e formal como investigado”. Nota do Bahia Notícias

Fechado o cerco: PF encontra documentos que aumentam suspeitas contra Eduardo Cunha

/ Política

Cerco é fechado pra Cunha. Foto: Câmara dos Deputados
Cerco é fechado pra Cunha. Foto: Câmara dos Deputados

A Operação Lava Jato, da Polícia Federal, achou documentos na casa de Altair Alves Pinto, considerado braço-direito do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). Os documentos revelam que duas empresas da família de Alves forneceram mármores para a concessionária Porto Novo, responsável pela execução do projeto de revitalização do porto do Rio de Janeiro. Com a descoberta dos documentos, as suspeitas que Cunha tenha ligação com o empreendimento, ficam mais evidentes. Na casa de Altair, na terça-feira, na fase Catilinárias, a equipe da Lava-Jato encontrou dois pedidos de fornecimento de mármore feitos pela Porto Novo. O primeiro, no valor de R$ 91 mil, é endereçado à Guarujá Mármores e Granitos. A empresa pertence a Marilene Porcari Alves e a Danielle Porcari Alves, respectivamente mulher e filha de Altair. O segundo pedido, em torno de R$ 500 mil, foi feito à APMP Exploração, Beneficiamento, Venda, Exportação e Importação de Rochas, nome de fantasia Indústria Aladim, cujos sócios são o próprio Altair e outra filha, Camille Porcari Alves. As duas empresas funcionam no mesmo endereço, na Fazenda Portal do Guaruja s/n, Muqui, município capixaba a 174 quilômetros de Vitória. Os responsáveis pela busca encontraram os papéis na Rua Conselheiro Olegário, no Maracanã. De acordo com o cadastro da Receita Federal, a Guarujá faz “aparelhamento de placas e execução de trabalhos em mármore, granito, ardósia e outras pedras”. Na Junta Comercial do Rio, também constam em nome de Altair as empresas APMP Assessoria, Promoções e Representações, APMP Construtora e APMP Promoções, Vendas e Representações. Na mesma fase Catilinárias, outra equipe encontrou dentro da casa de Cunha, na Barra da Tijuca, um táxi de Nilópolis placa LSM 1530. O carro, um Touareg modelo 2014, está registrado em nome de Altair.

Prefeita de Porto Seguro tem contas rejeitadas e terá que devolver R$ 602 mil aos cofres

/ Política

Cláudia terá que devolver R$ 602 mil aos cofres
Cláudia terá que devolver R$ 602 mil. Foto: Reprodução

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitou em sessão nesta quinta-feira (17) as contas do exercício de 2014 da prefeita de Porto Seguro, Cláudia Silva Oliveira e determinou também abertura de ação contra ela no Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo o órgão, a gestora ultrapassou o limite de 54% em gastos com pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Outra irregularidade cometida pela prefeita foi a não aplicação do mínimo de 15% das receitas na saúde, obrigação prevista na Constituição. A Corte de Contas obrigou Cláudia a devolver R$ 602,7 mil aos cofres municipais. A gestora também foi multada em R$ 30 mil por irregularidades no relatório enviado ao órgão, e em R$ 28,8 mil, por não levar os gastos com pessoal ao teto estabelecido pela LRF.

Renan Calheiros usa apelido ”criado por ACM” para se referir ao vice Michel Temer

/ Política

Renan critica Temer. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
Renan critica Temer. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Depois de culpar Michel Temer pela crise política no Brasil, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), cogitou ainda escrever outra crítica ao vice-presidente na noite desta quarta-feira (16/12), chamando-o de “mordomo de filme de terror”. Segundo a Folha de S. Paulo, o apelido foi criado por Antônio Carlos Magalhães ainda em 1999. Ontem, Renan avaliou a culpa do PMDB na atual crise política e destacou a responsabilidade do líder da sigla no país. “O presidente Michel Temer é o presidente do partido. Se alguém tem responsabilidade, é o Michel”, comentou. Mais tarde, o vice-presidente da República respondeu: “O PMDB não tem dono. Nem coronéis” (veja aqui). Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, a tréplica de Renan com a expressão cunhada por ACM foi barrada por senadores, que consideraram uma má ideia divulgar um texto com ataques pessoais. O embate entre os peemedebistas acontece em razão da tentativa de recolocar Leonardo Picciani (PMDB-RJ), deputado favorável ao governo, como líder do partido na Câmara. A Executiva Nacional do PMDB, presidida por Temer, decidiu barrar a filiação de novos deputados que poderiam ajudar o Palácio do Planalto a ter um aliado como líder do partido na Câmara.

Fundador do PSDB, Eduardo Azeredo é condenado a 20 anos de prisão pelo mensalão tucano

/ Política

Azeredo sempre negou as irregularidades. Foto: Agência Câmara
Azeredo sempre negou irregularidades. Foto: Agência Câmara

O ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB) foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por peculato e lavagem de dinheiro no caso conhecido como mensalão tucano. Ele pode recorrer em liberdade.  A sentença da juíza  Melissa Pinheiro Costa Lage, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, foi publicada nesta quarta-feira (16) pelo Tribunal de Justiça.  Na sentença, que soma 125 páginas, responsabiliza o tucano por desvios durante a campanha de 1998 ao governo de Minas. Naquele ano, Azeredo tentou sem sucesso a reeleição ao Palácio da Liberdade. Em fevereiro de 2014, o procurador geral da República Rodrigo Janot pediu a condenação do então deputado a 22 anos de prisão. Um mês depois, Azeredo renunciou ao mandato e o caso voltou para a primeira instância. Segundo a acusação, Azeredo se valeu de uma rede de captação ilegal de recursos para financiar sua campanha envolvendo empresas públicas e privadas. Um dos ”operadores” da rede era o publicitário Marcos Valério Fernandes, que, segundo o STF, cumpriu o mesmo papel no caso do mensalão que envolveu políticos do PT e foi condenado por sua participação neste esquema de corrupção a 40 anos de prisão. Azeredo é um dos fundadores do PSDB, em 1988, e ao longo de sua vida política foi deputado, senador, prefeito de Belo Horizonte e governador de Minas Gerais.

Em Salvador, manifestantes defendem prisão de Eduardo Cunha, no Campo Grande

/ Política

Cunha vira alvo de protestos. Foto: Vagner Souza/Bocão News
Cunha vira alvo de protestos. Foto: Vagner Souza/Bocão News

Com cartazes e palavras de ordem ”Cunha vai cair, vai cair” e ”fora Cunha”, os manifestantes que participaram do ato contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) nesta quarta-feira em Salvador defenderam a prisão do presidente da Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Um homem mascarado de Cunha e enjaulado em cima de um carro também reforça o pedido dos manifestantes de prisão do peemedebista. O presidente da Câmara é acusado de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras. Informações do Bocão News