Tucanos propõem que Aécio Neves se ”licencie” do partido para evitar expulsão

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A cúpula do PSDB vai pressionar o senador Aécio Neves (MG) a se afastar do partido, mesmo que seja temporariamente. Uma das ideias em estudo para evitar a expulsão de Aécio, eleito deputado federal, é que ele peça uma licença partidária. Em conversas reservadas, dirigentes tucanos avaliam que, se ele não fizer isso, acabará sendo obrigado a deixar a sigla. A estratégia para evitar que a crise envolvendo Aécio aumente ainda mais o desgaste do PSDB foi discutida nesta terça-feira, quando a Polícia Federal e o Ministério Público cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio, no Rio e em Minas. Instalada pela PF, a Operação Ross investiga denúncia de que a JBS teria pago propina de R$ 128 milhões ao tucano e a seus aliados, de 2014 a 2017, tendo parte dessa cifra servido para alimentar a compra de apoio político na campanha eleitoral de quatro anos atrás. As delações do empresário Joesley Batista e de outros executivos do grupo J&F também indicam o pagamento de uma “mesada” de R$ 50 mil ao senador. Aécio nega e diz não poder aceitar que “delações de criminosos confessos e suas versões se sobreponham aos fatos”. Nos bastidores, deputados do PSDB asseguram que, se alguma representação contra Aécio der entrada no Conselho de Ética do partido, a tramitação será muito rápida e a expulsão, bastante provável porque os tucanos querem mostrar à sociedade que não compactuam com malfeitos. O colegiado foi criado há menos de duas semanas e é presidido pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), que foi secretário da Casa Civil do governo de Geraldo Alckmin em São Paulo. Diante desse cenário de revolta na bancada do PSDB, aliados de Aécio propõem como alternativa a licença partidária para que ele possa se explicar, evitando mais uma “contaminação” da legenda. A situação do senador é considerada “crítica” até mesmo por seus amigos. Desde as primeiras denúncias contra Aécio, que presidia o PSDB e foi obrigado a passar o bastão, no ano passado, o partido vem enfrentando um problema atrás do outro. Na esteira da crise, o ex-governador Alckmin, que comanda a legenda, perdeu a eleição para o Palácio do Planalto.

Em diplomação, Jair Bolsonaro diz que a soberania do voto popular é inquebrantável

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Jair Bolsonaro é diplomado presidente da República. Foto: TSE

O presidente eleito Jair Bolsonaro foi diplomando na tarde desta segunda-feira (10), em cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em um discurso sem improvisos, Bolsonaro, que chegou a chorar durante o evento, abriu a fala agradecendo a Deus por estar vivo, defendeu o resultado das eleições e falou que o voto popular é irreversível. “Senhoras e senhores, somos uma das maiores democracias do mundo, 120 milhões de brasileiros compareceram às urnas de forma pacífica e ordeira, respondemos ao dever cívico do voto. Nós, brasileiros, devemos nos orgulhar dessa conquista. Em um momento de profunda incertezas em várias partes do globo, somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é irreversível. Somos o exemplo do poder do voto. Nosso compromisso com a soberania do voto popular é inquebrantável”, afirmou o presidente eleito. Bolsonaro chegou em Brasília na tarde desta segunda-feira para participar à tarde da cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entrega do diploma oficializa o resultado eleição e dá direito ao eleito de assumir o mandato para o qual concorreu. Em uma parte do discurso, Bolsonaro afirmou que o País vive um “novo tempo” e que a vontade popular “não precisa de intermediação”. “Vivenciamos um novo tempo. As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes. Neste novo ambiente a crença da liberdade é a melhor garantia de respeito aos altos ideias que balizam nossa Constituição. Diferenças são inerentes a uma sociedade múltipla e complexa como a nossa, mas jamais devemos nos afastar dos ideias que nos unem: o amor a pátria e o compromisso com a construção de um presente de paz”. Desde a vitória na eleição, em 28 de outubro, o presidente mantém o hábito de passar parte da semana na capital federal para reuniões com políticos, autoridades, futuros ministros e integrantes da equipe de transição. Bolsonaro retomará nos próximos dias as negociações com as bancadas de partidos, iniciadas na semana passada. Segundo a assessoria do governo de transição, entre terça-feira, 11, e quarta-feira, 12, o presidente terá audiências com deputados do PSD, DEM, PSL, PP e PSB.

Prefeito de Jaguarari pede paz ao retornar pela 3ª vez ao cargo: quiseram destruir a cidade

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Prefeito de Everton Carvalho Rocha (PSDB). Foto: Reprodução

Ao que parece, a cidade de Jaguarari, enfim, terá uma gestão municipal contínua nos próximos dias. O prefeito eleito Everton Rocha (PSDB) foi reconduzido ao cargo pela terceira vez este ano. Em entrevista ao BNews, o tucano contou suas preocupações com a paralisação dos serviços públicos e principalmente com a população – a mais afetada com a instabilidade política que tomou conta do município durante todo o ano de 2018. Segundo Rocha, desde o início da gestão, vereadores foram contrários à sua vitória e em menos de um mês do início do mandato, os edis aprovaram na Câmara Municipal a primeira denúncia contra o prefeito. “Desde o primeiro momento que um grupo político quis me afastar por não me aceitarem dizendo que eu era forasteiro. Eles se juntaram e 10 vereadores disseram que iriam me cassar”, contou. Segundo ele, não há motivos para as denúncias. Ainda de acordo com Rocha, os vereadores, comandado pelo vice-prefeito Fabrício D’Agostinho, realizavam reuniões para orquestrarem a derrubada do prefeito. “Os vereadores e o vice realizavam reuniões semanais e nenhuma era para discutir os problemas da população. Elas eram somente para derrubar o prefeito. São cinco, seis pessoas que estão destruindo a cidade”, reforçou. O prefeito ainda lamentou a postura de seu vice, que o acompanhou durante toda a campanha que resultou na vitória nas urnas. “A intenção dele sempre foi ser prefeito. Mas, eu acreditava que era uma pessoa comprometida com o município. Infelizmente fez tudo isso. Nessa situação da troca de cadeiras quem perde é o município, é o povo”. O prefeito já recebeu o apoio do presidente do Legislativo municipal, Márcio Gomes, que já retirou a denúncia oferecida pela Casa, por acreditar que a situação no município “está insustentável”. “Eu tenho chamado a atenção dos vereadores de que a eleição acabou. É aceitar a decisão do povo. Daqui a quatro anos a população vai tomar a decisão novamente. Mas, a Câmara já chegou ao entendimento de que todas as ações tomadas por ela só atrasaram o município. O presidente já recuou e mais seis vereadores, pois perceberam que agora é preciso paz, para pensar no crescimento da nossa cidade”, argumentou.

Denúncias

O prefeito Everton Carvalho Rocha (PSDB) foi cassado três vezes somente este ano. Uma das cassações aconteceu em 21 de fevereiro, quando por 12 votos a 1 a Câmara de Vereadores confirmou uma denúncia de pagamento indevido de transporte. Depois, no dia 4 de junho, os vereadores da cidade aprovaram por 10 a 3 o afastamento do gestor. Dessa vez, em um processo que o acusa de atrasar a entrega da Lei Orçamentária Anual de 2017. Everton Rocha é acusado ainda de fraudes no São João de 2017 pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).Com Rocha afastado, o vice-prefeito Fabrício de Santana D’Agostino (DEM) assumiu o comando da gestão no dia 3 de abril, após segunda cassação do ex-aliado. Em outubro, o Tribunal de Justiça da Bahia, através de decisão do presidente, o desembargador Gesivaldo Britto, suspendeu a liminar que afastou o prefeito de Jaguarari, e com isso o político voltou ao cargo. Fabrício de Santana D’Agostinho também está sendo investigado por supostas irregularidades em seus seis meses de gestão neste ano.  O procurador-geral de Jaguarari, Alan Abbehusem, na ata da transição anterior, no dia 09/11, relatou diversas irregularidades constatadas: “foram analisados contratos administrativos, processos de licitação, processos de dispensa de licitação, aditivos contratuais, liquidações, processos de pagamentos, situação da estrutura operacional da Prefeitura Municipal e demais órgãos municipais, a situação é estarrecedora, preocupante e impõe medidas administrativas e judiciais urgentes. Foram encontradas situações que dão indícios de fragmentações de licitações, dispensas de licitações sem nenhum respaldo legal, fraudes em licitações, aumento de valores contratuais acima do permitido pela Lei Federal n° 8.666/1993, gastos excessivos que sinalizam desvio de dinheiro público e atos de corrupção, não comprovação de prestação de serviços ou fornecimento de materiais; ausência de processo administrativo no setor competente; documentos estes que causam perplexidade sobre a forma como eram conduzidos e operacionalizados na Prefeitura Municipal de Jaguarari, Estado da Bahia, entre os meses de abril a outubro de 2018”.

”Bolsonaro não tem um projeto para o País”, afirma o apresentador e empresário Luciano Huck

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Apresentador Luciano Huck critica Jair Bolsonaro. Estadão

O apresentador e empresário Luciano Huck diz não enxergar nas propostas do presidente eleito Jair Bolsonaro “um projeto de País”. Embora afirme que Bolsonaro “não enganou ninguém” durante a eleição e defenda um voto de confiança no futuro presidente, Huck cobra um plano de redução da desigualdade para o País “não ficar andando de lado para sempre”. O apresentador já admitiu que não tem mais como sair da “caixinha” da política, onde entrou quando passou a ser cotado como um potencial “outsider” na disputa presidencial deste ano. Após muitas especulações, ele não aceitou entrar na arena eleitoral. Nesta entrevista ao Estado, Huck admite que centro está convergindo para um novo partido e comenta as acusações contra o senador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Leia a entrevista completa no Estadão.

”Se começarmos desunidos, fica difícil”, afirma Jair Bolsonaro sobre ”racha” no PSL

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Integrantes do PSL estão em pé de guerra. Foto: Estadão

O presidente eleito Jair Bolsonaro lamentou, neste sábado (8), a briga entre os deputados eleitos do PSL pela liderança da legenda. A informação é da Folha. O conflito envolveu a deputada federal eleita Joice Hasselman e o senador eleito major Olímpio, em um grupo de WhatsApp. “O PSL é um partido bastante novo. Dos 52 deputados, 48 são novos. Estão brigando por espaço. Lamento isso daí. Vou tentar acalmá-los. Se começarmos desunidos, fica difícil a gente conseguir maioria no parlamento para aprovar aquilo que interessa ao Brasil”, afirmou Bolsonaro, após um evento na Escola Naval.

Flávio Bolsonaro diz que ex-assessor vai se explicar sobre movimentação de R$ 1,2 milhão

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Motorista de Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,2 milhão. Foto: Estadão

O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (7) que seu ex-motorista e ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz prestará esclarecimentos ao Ministério Público Federal sobre a movimentação atípica em suas contas bancárias de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Flávio informou já ter recebido explicações satisfatórias de Queiroz. ”A versão que ele me coloca é bastante plausível”, afirmou o deputado estadual, acrescentando que Queiroz apresentará provas e explicações ao Ministério Público. ”Até que se prove o contrário, eu confio nele”, disse Flávio Bolsonaro, lembrando que conhece o ex-assessor há mais de 10 anos. ”Tenho toda a tranquilidade. O que me foi relatado é que não há nenhuma irregularidade.” Flávio Bolsonaro concedeu entrevista coletiva em frente à casa do pai, em um condomínio, na Barra da Tijuca. Segundo ele, estava incomodado com a situação envolvendo seu ex-assessor. Para o deputado estadual, eleito para o Senado, a conversa com o ex-assessor foi positiva e as explicações dadas por Queiroz foram suficientes. Flávio afirmou, entretando, que ele e o pai ficaram ”surpresos” e ”chateados” com o caso. Ele afirmou ainda que não tornaria públicas as explicações de seu ex-motorista a pedido dos advogados dele. ”Não tenho nada para esconder de ninguém”, ressaltou. ”O acusado é ele; não sou eu”, destacou. ”Ele me relatou uma história bastante plausível e me garantiu que não haveria nenhuma irregularidade. [Mas] quem tem que ser convencido é o Ministério Público. Assim que for convocado, ele vai esclarecer.” Segundo informações publicadas pela imprensa esta semana, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) anexado à Operação Furna da Onça, que investigou a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), indicaria movimentação financeira atípica do ex-assessor. Nesta sexta-feira, o ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, levantou dúvidas sobre a isenção do Coaf e disse que há interesses em desestabilizar a gestão de Bolsonaro. ”Setores estão tentando destruir a reputação do sr. Jair Messias Bolsonaro. No Brasil, a gente tem que saber separar o joio do trigo. Nesse governo é trigo. (…) Onde é que estava o Coaf no mensalão, no petrolão?”, disse o ministro, que participou de um debate com empresários em São Paulo. O Ministério da Fazenda informou que o Coaf não irá se manifestar sobre a polêmica.

Reeleito para o quarto mandato, Euclides Fernandes vai ocupar espaço na Mesa Diretora da Assembleia

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Euclides é indicado de Rui para Mesa da AL-BA. Foto: Blog Marcos Frahm

Reeleito para o quarto mandato, com mais de 53 mil votos, o deputado estadual Euclides Fernandes consegue mais uma façanha. Euclides vai ocupar a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), indicado pelo seu partido, o PDT, com anuência do governador Rui Costa (PT), após acordo da legenda partidária para apoio a candidatura do deputado Nelson Leal (PP), que deve ser candidato único à presidência da Casa. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (7), pelo site Bahia Notícias [confirma]. Ainda segundo a publicação, além da cadeira de Fernandes, que ficará com a 3° vice-presidência, por indicação de Rui, Leal também já tem o seu 1° vice-presidente: Alex Lima (PSB) assumirá o posto a partir do próximo ano.

Após atritos, Marcelo Nilo almoça com Leão para selar a paz: ”não tem sentido brigarmos”

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Nilo e Leão sentam para fumar o cachimbo da paz. Foto: Instagram

Após atritos envolvendo a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado federal eleito Marcelo Nilo (PSB) almoçou nesta quinta-feira (06) com o vice-governador João Leão (PP) para ”fumar o cachimbo da paz”. ”Fui convidado por Leão e aceitei. Como estamos do mesmo lado, não tem sentido brigarmos. Ele lembrou o fato de termos sido do PSDB”, disse Nilo ao BNews. Participaram do encontro o secretário de Administração Penitenciária, Nestor Duarte, e o deputado estadual eleito Marcelinho Veiga (PSB). Na semana passada, Nilo jantou com o senador Otto Alencar (PSD), com quem também protagonizou trocas de farpas. Em contato com o BNews, Leão foi na mesma linha: ”Ontem eu estava com o coração de Cristo e perdoei ele. Ele também me perdoou e saiu daqui abençoado. E combinamos que antes de ele me rebater, vai me ligar. Prometi o mesmo”, disse. A última rusga ocorreu quando Leão acusou Nilo de ter vazado uma delação envolvendo o deputado Nelson Leal (PP), candidato à presidência da AL-BA. Em resposta, Nilo chamou-o de ”mentiroso”.

Aliados de Bolsonaro fazem ”barraco” em grupo de WhatsApp; discussão começou com deputada

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Joice Hasselmann bate boca com filho de Bolsonaro. Foto: Divulgação

Um bate-boca em um grupo de WhatsApp batizado de ”Bancada PSL 2019”, revelado pelo O Globo nesta sexta-feira (7), expõe disputas de poder entre os atuais congressistas do partido do presidente eleito, Jair Bolsonaro, com futuros parlamentares da legenda. A confusão começou com deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP), que acusa o partido de ter articulação política ”abaixo da linha da miséria”. Ela se coloca na posição de quem está fazendo o trabalho para melhorar o diálogo com os políticos no parlamento. A declaração provocou reação de outros integrantes, como o deputado federal e senador eleito, Major Olímpio (SP). Joice alfinetou Olímpio: ”Interessante saber que o senhor está articulando à revelia da bancada e do presidente do partido. Sugiro conversar com a bancada e com presidente da sigla. Boa noite”. Olímpio respondeu: ”De jeito nenhum. O presidente que chamou a mim e ao Waldir em agenda oficial. Nada escondido, em perfeita sintonia com o presidente Bivar, que hoje me designou para representá-lo e ao PSL no Congresso Nacional de Câmaras Municipais. Não estou me metendo nas articulações da Câmara e sim apoiando o LÍDER EDUARDO E VICE LÍDER WALDIR PORQUE ME ELEGI SENADOR E É LÁ QUE TENHO QUE ARTICULAR. Eu respeito hierarquia e respeito meus colegas parlamentares. Eu PERCO TEMPO COM QUEM NÃO É LÍDER. Boa noite”, escreveu Olímpio. Joice voltou-se contra aliados de Olímpio, ao dizer que ele só tem uma ”patota” e que ”é tarde” para fazer a articulação: ”Acho que a bancada não tem sido muito ouvida pelo senhor, major. Agora é meio tarde para pedir. Uma pequena patota não é a bancada. Ainda dá tempo de consertar. Boa noite”. Olímpio respondeu novamente: ”Não serei eu que terá que rever seus conceitos e consertar. Não estou pedindo nada. Não tenho patota. O tempo mostrará muito rápido quem é quem”.

Repercussão – Depois da publicação da matéria n’O Globo, um dos filhos do presidente eleito, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), também fez críticas a Joice no mesmo grupo. ”Joice, a sua fama já não é das melhores. A continuar assim, vai chegar com fama ainda maior de louca no Congresso”, escreveu. ”Eduardo, não admito nem te dou liberdade para falar assim comigo, ou escrever algo nesse tom. Não te dei liberdade pessoal nenhuma, portanto, ponha-se no seu lugar”, disse a deputada eleita.

Atuação dos filhos de Jair Bolsonaro tem preocupado integrantes da equipe do presidente eleito

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Família Bolsonaro protagoniza polêmicas. Foto: Reprodução

A atuação dos três filhos políticos do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tem preocupado integrantes da equipe do novo governo. Apontado pelo capitão como seu número dois e seu instrutor nas redes sociais, o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro (PSL), é o que causa mais apreensão. Segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o edil é visto como o mais tempestuoso entre os irmãos políticos e também o mais propenso a gerar crises. Ele já se desenteu com o futuro secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno (PSL) e também comprou briga com o deputado federal Juliano Lemos (PSL-PB), um dos mais próximos de seu pai. De acordo com a publicação, Carlos pediu que Lemos pare de ”aparecer atrás” do presidente eleito, ”por algum motivo como faz sempre”. Em resposta, o deputado disse que não iria comentar os ataques, mas falou sobre sua fidelidade a Bolsonaro pai. ”Fui forjado acompanhando, por quatro anos, a vida política de Bolsonaro, vendo seu exemplo e ouvindo seus conselhos. Sou soldado de primeira hora. Respeito a família, mas só sigo as orientações do presidente. Ele me lidera e só aceito o seu comando”, ressaltou.

Prefeito de Irecê pede segurança após ameaça de morador que teve filho caído em vala

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”Nunca tive medo de andar nas ruas” diz Elmo. Foto: Reprodução

O prefeito de Irecê, no centro norte, Elmo Vaz, pediu apoio da Polícia ao declarar que foi ameaçado por um morador. O fato teria ocorrido após uma criança de dois anos cair em uma vala aberta pela Prefeitura. Não foi informado o estado de saúde da criança. O gestor teria sido ameaçado pelo pai do menor, ainda não identificado. Em áudios que circulam pelo WhatsApp, Vaz disse que ”entende” a situação do morador e afirma que o caso tomou proporção porque teria sido aproveitado por opositores. ”Eu estou indo à delegacia, ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público estadual, pedir segurança. Eu não tenho nenhuma dificuldade com o pai, com a família. Peço perdão. Peço desculpas. Graças a Deus não aconteceu nada. Sei que ele falou na hora de dor porque foi provocado, porque foi incitado, mas estou indo a delegacia porque agora é uma questão de segurança, vou pedir ao delegado e que tome as providências. Nunca tive medo de andar nas ruas de Irecê. Mas diante do que estão fazendo, eu só obrigado a pedir segurança”, diz um áudio compartilhado pelas redes sociais. O caso ocorreu durante as chuvas que caíram na cidade nos últimos dias. As informações são do site Bahia Notícias

Futuro ministro, Marcos Pontes garante que ensino superior ficará com Ministério da Educação

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Marcos será ministro de Jair. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O futuro ministro da Ciência e Tecnologia, o engenheiro Marcos Pontes, avisou, nesta quinta-feira (6), que o ensino superior permanecerá no Ministério da Educação. A transferência para a pasta do ex-astronauta foi cogitada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). ”O Ensino Superior permanece com o Ministério da Educação e essa relação com a ciência e tecnologia é primordial” afirmou Pontes durante coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. Na avaliação dele, a colaboração com a educação é importante e ”tem andado muito bem”. Pontes ainda elencou quatro pilares para a cooperação entre os ministérios: o ensino de ciência e tecnologia no ensino fundamental; a importância da pesquisa básica; incentivo à inovação; e cooperações internacionais.

ACM Neto e Rodrigo Maia vão a casamento de filha de ex-ministro de Temer em Noronha

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Demistas vão prestigiar casamento. Foto: Orlando Brito/ DEM

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), viajará para a Fernando de Noronha (PE) na sexta-feira (7), para o casamento de Ilana Mendonça, filha do ex-ministro da Educação e Cultura de Michel Temer, José Mendonça Filho. A informação é do Correio. Ela se casará com Leo Pontual. Ronaldo Caiado (DEM) também estará presente, assim como Rodrigo Maia (DEM), que cancelou evento em Salvador no mesmo dia alegando “motivos pessoais”.

Aborto só em caso previsto em lei, diz futura ministra do Governo Bolsonaro, Damares Alves

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Damares vai chefiar o Ministério da Mulher. Foto: Reprodução

A pastora, advogada e futura chefe do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, declarou-se contra o aborto durante entrevista a jornalistas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), local onde se reúne a equipe de transição do governo. “Eu sou contra o aborto. Eu acho que nenhuma mulher quer abortar. Elas chegam até o aborto porque não têm outra opção. A mulher que aborta acreditando que está desengravidando, o aborto não desengravida nenhuma mulher. A mulher caminha o resto da vida com o aborto. Se a gravidez é um problema que dura só nove meses, eu digo para vocês que o aborto é um problema que caminha a vida inteira com a mulher”, afirmou. Damares disse que quer um País que priorize políticas públicas de planejamento familiar e ressaltou que o aborto não deve ser considerado método contraceptivo. “Aborto apenas nos casos necessários e que estão previstos em lei. Essa pasta não vai lidar com o tema aborto. Vai lidar com proteção de vidas e não com morte”. A futura ministra ainda afirmou que tem uma boa relação com os movimentos LGBT. “A pauta LGBT é uma pauta muito delicada, mas a minha relação com os movimentos LGBT é muito boa. Eu tenho entendido que dá pra gente ter um governo de paz entre o movimento conservador, o movimento LGBT e os demais movimentos”, declarou. A chefe da pasta afirmou que irá fazer o enfrentamento à violência contra a comunidade LGBT. “Se precisar estarei nas ruas com as travestis, se precisar estarei na porta da escola com as crianças que são discriminadas por sua orientação sexual”.