Euclides Fernandes defende que plataforma multimodal da Ferrovia fique em Jequié

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Euclides participa de encontro da UPB. Foto: Blog Marcos Frahm

Ao participar do encontro de gestores que representam a União dos Municípios da Bahia – UPB, com a presença do vice-governador João Leão, cujo evento realizado no Hotel Gran Terrara, em Jequié teve o objetivo de planejar ações nos municípios que serão beneficiados pelo traçado da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da BR-030, o deputado estadual Euclides Fernandes destacou a importância da retomada das obras para a região. ”Temas importantes foram tratados aqui, como obras da BR-030, Ponte Salvador – Itaparica e, principalmente, as obras da Fiol, que travaram, há anos, trazendo transtornos e a nossa luta é essa, de reinício das obras”, disse o parlamentar.

Euclides reforçou o pedido da classe política local para que a plataforma multimodal da ferrovia e a logística de operação fiquem em Jequié. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) dinamizará o escoamento da produção da Bahia e servirá de ligação dessa região com outros pólos do país, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul.

ACM Neto nega ter participado de conversa sobre fusão entre DEM, PP e PSL: ”Especulação”

/ Política

”Eu não participei”, disse sobre conversa de fusão. Foto: Rede social

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, negou que o seu partido esteja negociando uma fusão com o PSL e o PP.Houve conversas de gente com esse interesse, mas eu não participei. Neste momento, esse assunto é especulação”, declarou ele, segundo o site O Antagonista.

Conforme noticiou o Poder360, se a suposta união se confirmar, a nova sigla contaria com 121 deputados e 15 senadores do chamado centrão e se tornaria a maior do Congresso.

As tratativas estariam em seus últimos estágios, e a fusão deve ser anunciada em breve.

Ao site, integrantes do PSL dizem que a movimentação é totalmente encabeçada por Luciano Bivar, presidente da legenda. No DEM, ACM Neto ainda tem resistência ao suposto arranjo.

Bolsonaro vai tentar um golpe em 2022, ganhe ou perca, diz autora de livro sobre extrema-direita

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A Pesquisadora baiana Michele Prado é de direita. Foto: Divulgação

A pesquisadora baiana de direita Michele Prado lançou recentemente o livro ”Tempestade Ideológica – Bolsonarismo: A Alt-Right e o Populismo I-Liberal No Brasil”, no qual descreve o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como um político de extrema direita, mas com um diferencial em relação a outras análises – Michele explica a origem do pensamento que dá sustentação ao bolsonarismo.

Nesta entrevista ao site Política Livre, ela traça um paralelo entre expressões passadas e a atual da direita brasileira e confirma que bolsonarismo e petismo se retroalimentam. Salienta, no entanto, que, embora o petismo tenha sido populista e também tenha realizado práticas de assédio online, patrulha ideológica e corrupção, os representantes do partido, derrotado nas eleições de 2018, ainda têm traços de respeito às instituições democráticas.

Para a pesquisadora, que se auto-define como de direita, o bolsonarismo é a destruição e o radicalismo; ela também aponta o filósofo Olavo de Carvalho como principal agente de radicalização do movimento que levou Bolsonaro à Presidência da República e que, no limite, serviria para provocar uma ruptura democrática. Para Michele, Bolsonaro deve tentar um golpe em 2022, ganhe ou não as eleições.

Confira os principais trechos da entrevista abaixo:

Michele, você é baiana. Em que medida a história da Bahia influiu na sua decisão de estudar a extrema direita? Em em que a sua experiência aqui te influenciou a estudar esse movimento?

Pergunta fantástica. Muito foi justamente por ser baiana, por ter vivido todo esse tempo em Salvador, e ter vivido no dia a dia algo que a gente não tem em outros locais, a diversidade cultural, étnica, religiosa que a gente encontra em Salvador. Fui criada no Rio de Janeiro, mas sou baiana de nascimento, nasci em Conquista, mas eu fui criada no Rio de Janeiro até os 10, 11 anos mais ou menos. Morei em São Paulo também e me encontrei em Salvador. E com a vivência em Salvador – vinte e três anos – eu observava que a gente tem uma facilidade maior de conviver pacificamente com o diferente e até festejar com os diferentes também. Toda a parte religiosa também, né? Que a gente tem um candomblé e tem a Igreja Católica também conversando com muito respeito um com o outro; nós não vemos ações beligerantes de um lado ou do outro. Isso, conforme fui estudando a extrema direita e analisando melhor os conceitos, isso me chamou bastante atenção, pois nós vivemos num Estado que aceita melhor o heterogêneo. De repente ficar de cara com certos conceitos nos quais a homogeneidade é procurada e o diferente é não somente excluído, mas também aniquilado… Eu comecei as pesquisas não exatamente por que morei em Salvador, mas foi mais por ver o radicalismo na bolha da direita, na qual a gente se conheceu, inclusive.

Sim, verdade. Quando se falava em direita na Bahia, esse conceito era muito associado à figura do ex-senador ACM, ao carlismo. Quais as diferenças e aproximações que você vê entre carlismo e bolsonarismo, essa referência de direita ou de extrema direita que se tem hoje?

Até um determinado tempo a referência que o baiano tinha de direita era relacionada ao carlismo, com críticas, inclusive, dentro da própria direita baiana, pois o carlismo nunca foi uma unanimidade. Mas em relação ao bolsonarismo, há muitas diferenças, pois os conceitos que alimentam o bolsonarismo hoje são diferentes daqueles que animaram o carlismo. O que vivemos hoje é uma quarta onda da extrema-direita que chegou ao Brasil através muito do olavismo [movimento baseado na filosofia de Olavo de Carvalho] – que é o que está explicado no livro -, trazendo também elementos de uma corrente norte-americana denominada alt-rigth [direita alternativa]. O carlismo e o bolsonarismo se encontram, mas é muito pouco. O carlismo era vivido em um contexto [mundial] de guerra-fria, havia a ditadura militar; o ACM conseguiu construir um império de poder como outros “coronéis”, notadamente do Nordeste -, mas hoje temos um mundo globalizado e livre, vivemos em uma democracia liberal. Hoje há uma extrema-direita mais jovem, transnacional e que se conecta no mundo inteiro. Os conceitos passam de forma muito rápida e radicalizam mais rápido as pessoas, e insiste na radicalização como forma de conseguir um colapso e provocar uma ruptura democrática e institucional. A grosso modo, é bem diferente do carlismo. Mas o ex-prefeito ACM Neto, no DEM, tem se radicalizado, já está muito mais parecido com o bolsonarismo, inclusive com muitos quadros radicais e de extrema-direita dentro do DEM, o que é uma pena.

O que se observa é que no bolsonarismo há uma dificuldade para aceitar divergências mínimas de pensamento. Ainda comparando com ACM, ele permitia divergências de pensamento, mas desde que permanecessem perto dele.

O bolsonarismo é extrema direita. E não é algo surgido espontaneamente, sem muito nexo, como um bando de aloprados. Existem conceitos que regem o imaginário desse pessoal, existem os influenciadores, existem os agentes que trabalham com os conceitos da alt-right, que trabalham pra divulgar esses conceitos e radicalizar as pessoas, e o bolsonarismo, é essencialmente de extrema direita, os métodos utilizados foram da Direita Alternativa: memes, trolls, assédio online. Tudo isso que reúne as diversas correntes radicais extremistas da direita mundial hoje. Por procurarem a ruptura institucional, seus conceitos são calcados em rejeição ao liberalismo, aos princípios liberais. Eles obviamente não aceitam nenhuma opinião divergente. Primeiro porque eles não acreditam em princípios liberais como dignidade humana, divisão de poderes. Como no cerne deles há essa tendência anti-liberal, a tendência é que eles não respeitam nenhum tipo de de pensamento que divirja. Tem também um aspecto de seita que foi muito fomentado pelo Olavo de Carvalho.

Você vê o olavismo como principal influência ou também identifica outras correntes?

A principal influência é do olavismo, sem dúvida, e é isso que está no meu livro. Mas o Olavo de Carvalho não criou esses pensamentos, todas essas ideias vieram da extrema direita internacional. Obviamente que há diferenças em um ou outro momento, por exemplo, entre ele e o Alexander Dugin – ele sempre disse [isso], mas na verdade quando você estuda um e outro, vê que o antagonismo é fictício. Porque Dugin representa Rússia, mas as ideias são basicamente as mesmas coisas e vieram dos mesmos pensadores, das mesmas correntes da extrema direita. Parte considerável da “Nouvelle Droite” (Nova Direita) francesa, de 1968, que é a direita gramcista, do paleo-conservadorismo que depois deu origem à alt-right, dos Estados Unidos. Tem muita coisa do perenialismo, apesar de ele ficar insistindo que não gostava de René Guenon ou Giulis Evola. Ele sempre fez esse jogo: diz que não gosta, mas fica introduzindo o trabalho dessas pessoas. Ele trouxe muito dos conspiracionistas, principalmente dos Estados Unidos. Sem dúvida nenhuma, ele é um dos principais responsáveis pela radicalização do Brasil, da direita, e desse estado lamentável em que a gente se encontra.

Como vencer então esse extremismo?

Essa resposta vale um milhão de dólares. Antes de acabar com isso, a primeira coisa [necessária] é informação. As pessoas precisam saber, por exemplo, que determinadas teorias que elas estão compartilhando, além de não serem verdadeiras, além de serem teorias conspiratórias, são ideias oriundas dessa extrema direita que despreza outros indivíduos, que acredita em superioridade racial. Depois disso, a gente precisa inocular princípios liberais de separação de Poderes, estado democrático de direito, sobre como se forma uma democracia onde as pessoas são respeitadas, onde as minorias são protegidas, onde a imprensa precisa ser livre e isso a gente precisa inocular diariamente, pois falta alfabetização democrática. Se as pessoas no processo de multidão, de radicalização e elas não têm os conceitos corretos do que é uma democracia, a tendência é elas acharem que um autocrata ou um presidente de mão forte é o ideal.

Você enxerga que a experiência dos EUA, com a eleição de Joe Biden depois de Donald Trump, contraria a lógica de que, uma vez lançado ao extremo, é difícil a um país retornar ao centro político?

O Trump saiu, mas o trumpismo não acabou. O trumpismo é alimentado por essa extrema direita nos Estados Unidos e, infelizmente, no Brasil, os influenciadores inclusive da direita moderada têm Trump como um bom exemplo. Graças a Deus, ele perdeu para um democrata. Apesar de ser esquerda – e você sabe que eu não sou de esquerda -, o Joe Biden é um democrata, ele respeita as instituições. Ficou a questão do terrorismo doméstico e o presidente Joe Biden tem trabalhado sobre o tema, em conjunto com parlamentares, pois sabe do perigo da radicalização. Tem o trabalho da doutora Cynthia Miller-Idriss, da American University, que ajuda o Congresso a estruturar formas de prevenção desta radicalização. E no Brasil todo mundo acha que é uma brincadeira [o perigo da radicalização].

Um livro que está sendo lançado nos EUA por dois jornalistas do The Washington Post revela como os militares norte-americanos elaboraram um plano para conter o ex-presidente Donald Trump no caso de que ele tentasse dar um golpe. Você acha que isso ocorreria no Brasil, que as Forças Armadas agiriam da mesma maneira?

Há três pontos sobre essa questão das Forças Armadas. A primeira leva de generais que assumiu cargos no governo, o que acho um erro, não tem pontos convergentes com o bolsonarismo. Nem do [vice-presidente, general Hamilton] Mourão há convergência. Outro ponto é que a extrema-direita, ela vem cooptando as forças armadas – isso acontece com muita frequência, como na Bélgica, na Alemanha, só que lá eles são muito mais rápidos para identificar e cortar o mal pela raiz. Geralmente expulsam essas pessoas que estão ligadas à extrema direita. No Brasil, tem ocorrido a cooptação dos militares, o Olavo [de Carvalho] fornece cursos gratuitos para as forças militares no Brasil desde 2019, que é um curso que radicaliza as pessoas com conceitos da extrema-direita. Já temos até caso do militar [Wesley Soares Góes, em março], em Salvador, que foi para o Farol da Barra, em um caso de terrorismo doméstico. O bolsonarismo fez a parte dele legitimando a ação. E tem os militares que ajudaram o Bolsonaro a transformar nossa democracia em um democracia militarizada. Chamei a atenção, já em 2019, que o Brasil estava se tornando a democracia mais militarizada do mundo, ganhando até para as Filipinas. Hoje são mais de quatro mil cargos para militares. Isso é um absurdo, portanto ele tem uma força muito grande dentro das Forças Armadas, não no alto generalato, mas do general para baixo, ele tem não só força, como simpatia. Então é muito possível que, numa tentativa de golpe, que eu acho que ele vai tentar, independente do resultado das eleições, ele terá apoio considerável das Forças Armadas. Mas nos Estados Unidos, eles levam isso muito mais a sério, e o Trump era um agente radicalizador.

Você acha que, apesar de não ter sido o único incentivo, a experiência petista no governo nacional está no cerne da gestação de Bolsonaro?

Com certeza são forças que se retroalimentam. Extremos geralmente se retroalimentam – o primeiro capítulo do meu livro é justamente sobre isso. O bolsonarismo não surgiu de forma espontânea. Primeiro as pessoas precisaram entrar dentro de uma bolha e essa bolha foi criada a partir do PT, porque no PT a gente tinha a patrulha – eu não vou nem entrar no caso de corrupção, porque já é caso consumado – mas nós tínhamos a patrulha, os militantes de ambientes virtuais, os MAVs, o assédio online, e isso levou as pessoas a uma bolha, que depois se tornou a bolha da direita. Nessa bolha da direita, as pessoas receberam esses conteúdos da extrema direita e se radicalizaram. Sem dúvida nenhuma, o PT tem muita culpa no cartório. Como nessa semana, tem a questão de Cuba e Lula falando que Cuba é uma democracia, de chegar ao cúmulo de dizer que os policiais não colocaram o joelho no pescoço de ninguém, mas há imagens de policiais batendo, notícia de centenas de pessoas desaparecidas. O mundo inteiro sabe que é uma ditadura, mas o PT continua dizendo que não é uma ditadura. Mas é bom lembrar que a esquerda não é somente o PT, tem partidos democráticos, como a Rede, o Podemos, e até o próprio PDT que em Salvador fez aliança com ACM Neto. Eles tentam achar uma saída e não têm mais um discurso sectário, extremista.

Como você avalia, se as pesquisas estiverem corretas, um cenário de polarização entre Lula e Bolsonaro? Vai ser necessário correr para as montanhas, tentar sumir, mudar de país? O que você acha?

Seria, mais uma vez, como já foi em 2018. Em 2018, eu errei e votei em Bolsonaro. Era pra eu ter ido pra praia comer uma passarinha, mas no segundo turno eu votei no Bolsonaro; no primeiro, votei em João Amoedo. Mas, se nesse ano, nós tivermos Lula e Bolsonaro, eu falo pra você: vai ser a primeira vez que eu vou votar em Lula. Lula é populista, é um péssimo modelo de governo, populista. Seria péssimo. Mas hoje, por exemplo, com o Haddad na Presidência da República, durante a pandemia, não estaríamos vivendo esse inferno. O PT tem ainda um certo respeito às instituições. Já o Bolsonaroismo é destruição. Eu gostaria que surgisse um candidato não populista que conseguisse unir os democratas.

*por Davi Lemos

Alipinho se reúne com Neto em Ipiaú e diz que pré-candidatura a deputado federal está decidida

/ Política

Alipinho e ACM Neto no tête-à-tête. Foto: Divulgação

O empresário e Alipinho Alves reuniu-se nesta sexta-feira (16) com o presidente do Democratas, ACM Neto, durante visita do ex-prefeito de Salvador ao Médio Rio de Contas e, ao final do encontro, afirmou que aguardará até o limite do prazo de filiação partidária para decidir por qual legenda irá disputar a candidatura de deputado federal em 2022. ”Tivemos uma conversa com ACM e decidimos pela pré-candidatura a federal, isso é coisa certa, mas sobre partido, a tendência é que seja o DEM. Porém, em março do ano que vem nós iremos confirmar e pode ser outro partido que vá compor o grupo da oposição na Bahia”, disse.

Alpinho também assegurou que, apesar da distância para o período eleitoral, já intensifica conversas com lideranças para viabilizar sua candidatura e que o projeto político não estará restrito ao Médio Rio de Contas: ”Iremos percorrer os 417 municípios da Bahia, se Deus quiser. Já estamos conversando com conhecidos, pessoas próximas e lideranças que estarão conosco na caminhada”, completou.

Novo perfil indica que candidatura de João Roma ao governo começa a se profissionalizar

/ Política

João Roma é amparado pelo bolsonarismo. Foto: Ronaldo Caldas

Amparada pelo bolsonarismo na Bahia, a possível candidatura ao governo do Estado do ministro da Cidadania, João Roma (PRB), começa a se profissionalizar nas redes sociais. Embora evite falar sobre o assunto, o ministro é considerado o nome do presidente Jair Bolsonaro para a disputa pelo Palácio de Ondina e conta com o respaldo inclusive da família do capitão.

No Instagram, o recém-criado perfil ”João Roma – Governador BA” já conta com quase 10 mil seguidores. A página segue apenas 50 outros perfis, o que sugere que os seguidores são orgânicos. O perfil publica ações relacionadas ao trabalho de Roma no Ministério da Cidadania e também às andanças dele no Estado para ganhar musculatura e viabilizar a candidatura.

No WhatsApp, correntes estão sendo divulgadas em diversos grupos bolsonaristas e entre algumas categorias, como a de policiais, buscando popularizar o nome do ministro da Cidadania como opção ao governo da Bahia. Em um dos mais recentes, um vídeo circula com um compilado de diversas imagens de Roma no interior com a música Anunciação ao fundo.

*Mateus Soares

PP deseja que Rui se candidate ao Senado para Leão assumir governo, diz Cacá Leão

/ Política

Deputado quer o pai no cargo de governador. Foto: Divulgação

O deputado federal Cacá Leão (PP) revelou que o seu partido deseja que o governador Rui Costa (PT) renuncie ao cargo e concorra ao Senado, para que o seu pai, o vice João Leão (PP), assuma a chefia do estado por nove meses em 2022.

”O movimento do governador talvez seja o mais importante do cenário político para 2022. Claro que a gente deseja. Não escondo de ninguém. É o nosso desejo, até pela importância do nome do governador. Acho que ele traz um peso importante para a nossa chapa”, disse o parlamentar em entrevista para a TV Câmara.

No cenário que querem os progressistas, o senador Otto Alencar (PSD) seria o vice na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner (PT). Porém Otto já declarou que pretende concorrer a reeleição.

”Isso vai ser discutido, colocado e nada vai ser feito na ‘tora’. O vice-governador e nem eu podemos ocupar a posição de vice. Isso é arrumação de jogo que vai ser feita, o mais importante é chegar em 2022 com nosso grupo unido e com a chapa mais forte possível montada”, avalia Cacá.

ACM reconhece força de Lula, mas acredita que ex-presidente não muda eleição na Bahia

/ Política

Neto minimiza influência de Lula na Bahia. Foto: Rede social

O ex-prefeito de Salvador e presidente do Democratas, ACM Neto, classifica o ex-presidente Lula (PT) como ”uma das lideranças políticas de maior peso do Brasil”. No entanto, para Neto, o petista não é capaz de definir o rumo das eleições de 2022 na Bahia. Ele foi o entrevistado desta segunda-feira (12) no programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Salvador FM.

”Ninguém pode deixar de considerar o peso político da figura de Lula. […] Presidente duas vezes, tem uma história caminhando pelo país, existe um segmento da sociedade que é ‘Lulista’. Agora, Lula no jogo muda a eleição da Bahia? Na minha opinião não. O eleitor baiano é maduro o suficiente para saber distinguir o que é a eleição para presidente e o que é para governador. O Lula é forte e tem voto, agora, vai decidir a eleição na Bahia? É outra história, eu acho que não”, afirmou Neto.

ACM Neto comentou, ainda, a confiabilidade do sistema eleitoral do Brasil, defendeu o voto auditável e disse que voto impresso traz risco à democracia.

”Eu acho que o nosso sistema eleitoral é seguro, eu já perdi e já ganhei eleição com esse sistema. O Brasil tem um dos sistemas mais modernos do mundo e o voto tem que ser auditável, é preciso ter um sistema que garanta a confiabilidade e segurança de que o voto do cidadão é o que vai estar contabilizado na urna. Hoje o sistema já pode ser auditável. Acho que o voto impresso traria muito mais incerteza, insegurança e risco à democracia”, disse.

O modelo de voto impresso é o principal ponto defendido pelo presidente Bolsonaro nos últimos tempos. Uma comissão especial foi criada pela Câmara dos Deputados para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19 que torna obrigatório o voto impresso. Para entrar em vigor já no ano que vem, a proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado até outubro. Com informações do site Bahia Notícias

Cacá Leão diz que João Roma ”pode ser a terceira via mais forte que a Bahia já teve ao longo dos últimos anos”

/ Política

Cacá Leão faz elogios a João Roma. Foto: Reprodução

Filho do vice-governador João Leão, o deputado federal Cacá Leão (PP) declarou, em entrevista à rádio Metrópole na manhã desta segunda-feira (12), que João Roma (PRB) é o melhor ministro do Governo Bolsonaro.

Segundo o pepista, o republicano, responsável pela pasta da Cidadania no país, ”está ajudando na construção do novo Bolsa Família e está angariando o poder político do presidente Bolsonaro na Bahia”.

Para ele, Roma ”pode ser a terceira via mais forte que a Bahia já teve ao longo dos últimos anos”. As informações são do site Política Livre

ACM Neto diz que avaliação negativa de Bolsonaro pode piorar; ”Não sabemos qual é o piso”

/ Política

Porém, ACM não acredita em impeachment de Jair. Foto: Reprodução

O presidente nacional do Democratas, ACM Neto, se disse impressionado com a alta rejeição de Jair Bolsonaro (sem partido) mostrada por pesquisa feita pela Datafolha e divulgada nesta quinta-feira (8).

”Não sabemos qual é o piso da avaliação negativa do governo”, diz Neto para a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo. Porém, apesar do grande índice negativo, o ex-prefeito de Salvador acredita que ainda não há chances para um impeachment de Bolsonaro.

O índice de rejeição do presidente chegou a 51%, o maior patamar desde 2019, quando ele começou seu mandato.

Médico ortopedista, ex-deputado Roberto Brito diz que voltará à cena política e será candidato a federal

/ Política

O médico ortopedista Roberto Pereira de Britto (PP), atual diretor-presidente da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA), em Salvador, confirmou em entrevista ao radialista Márcio Lima, Rádio 93 FM/Blog Jequié News, que deverá voltar a disputar uma vaga na Câmara Federal, nas eleições de 2022. ”Esse é o nosso desejo no momento e a orientação do nosso partido”, revelou.

Após iniciar sua trajetória político-eleitoral em 1º de janeiro de 1997, quando assumiu pela primeira vez o cargo de prefeito de Jequié, foi reeleito e permaneceu na chefia do executivo até 2005, ficando dois anos do mandato municipal também na presidência da União dos Municípios da Bahia-UPB.

A atuação na entidade municipalista abriu caminhos para que ele concorresse a cadeira na Câmara Federal, onde permaneceu por três mandatos sucessivos encerrados em fevereiro de 2019. A trajetória política de RB em 22 anos, sofreu seu primeiro revés nas eleições de 2018, quando decidiu disputar uma vaga de deputado estadual.

Roma diz que teve vida dedicada a ACM Neto e garante alinhamento com Bolsonaro

/ Política

João Roma deve disputar o Governo. Foto: Clauber Cleber Caetano

Após romper com o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, o ministro João Roma (PRB) declarou, em entrevista à rádio Brado na manhã desta quarta-feira (7), que teve ”uma vida dedicada” ao ex-prefeito de Salvador.

O republicano contou que não conversa com Neto desde fevereiro, quando foi nomeado para comandar a pasta da Cidadania no Governo Federal. Questionado sobre uma eventual ”encenação” entre eles, Roma assegurou: ”Estarei dedicado ao projeto de Bolsonaro”.

”Foi um momento muito traumático. Eu tive uma vida dedicada a ACM Neto. Eu confesso que foi um momento muito desgastante. Mas, na política, temos que tomar posições, e eu tomei posição junto com o meu partido Republicanos”, disse.

”Isso foi um ponto de divergência. Política se exerce com posições. O que posso assegurar é que estarei dedicado ao projeto de Bolsonaro junto com o Republicanos. Não há nenhuma combinação”, garantiu Roma.

”Apesar da minha indicação como ministro ser do Republicanos, ele [ACM Neto] não queria. O caminho que ele adotou foi fazer ataques ao presidente Bolsonaro e isso a população tem percebido. Ele tem buscado outros caminhos, como Ciro Gomes e Mandetta”, acrescentou.

Tribunal de Contas pune ex-prefeito de cidade de Bahia por empregar mulher, filha e nora na gestão

/ Política

Marcos Airton Alves foi prefeito de Lençóis. Foto: Facebook

Denúncia de nepotismo contra o ex-prefeito de Lençóis, Marcos Airton Alves de Araújo, foi acatada pelo Tribunal de Contas dos Municípios. As irregularidades teriam ocorrido entre 2018 e 2020. Segundo a denúncia, Marcão, como o ex-prefeito é conhecido, nomeou a filha Giovana Aguiar Alves de Araújo (secretária de Administração), a nora Ana Carolina Cavalcante (secretária de Ação Social) e a mulher Andiara Pereira Aguiar de Araújo (secretária de Saúde) sem comprovação de qualificação técnica das mesmas.

Ana Carolina Cavalcante e Andiara Pereira Aguiar de Araújo ainda atuavam como gestoras dos fundos municipais de Assistência Social e de Saúde, respectivamente. A sessão que acolheu a acusação ocorreu nesta terça-feira (6). Relator do caso, o conselheiro Mário Negromonte multou o ex-gestor em R$3 mil.

Segundo Negromonte, o ex-prefeito encaminhou apenas currículos simples, sem qualquer prova documental das descrições de qualificação apontadas nos documentos. ”A interpretação mais recente da Súmula Vinculante nº 13, do Supremo Tribunal Federal, expõe que, apesar desta súmula não se aplicar aos cargos de natureza política, resta, ainda, a necessidade de se comprovar a qualificação técnica e a idoneidade moral dos agentes políticos nomeados, o que não foi atendido pelo gestor”, disse.

O procurador do Ministério Público de Contas, Guilherme Costa Macedo, também se manifestou pela procedência da denúncia, com aplicação de multa ao gestor. Recomendou, ainda, a formulação de representação ao Ministério Público Estadual. Marcos Airton Araújo ainda pode recorrer das decisões.

Lula revela ter tido medo de Wagner não se eleger em 2006: Pedi que ele não fosse candidato

/ Política

Lula comenta cenário político em entrevista. Foto: Reprodução

Em entrevista à rádio Salvador FM nesta terça-feira, o ex-presidente Lula (PT) afirmou que o senador Jaques Wagner (PT) é o nome mais capacitado para ser o próximo governador da Bahia. A entrevista foi retransmitida por mais de 100 rádios de diversos municípios baianos e exibida também pelo Youtube e Facebook das rádios e das páginas do PT Brasil e PT Bahia.

”Wagner pode e deve ser eleito na Bahia”, afirmou o presidente, atribuindo a grande possibilidade de vitória do senador ao trabalho realizado nos 15 anos de gestão do PT no estado. ”Há muita chance de ganhar, há muita força. Eles construíram uma base de sustentação muito sólida, o que permitiu fazer um governo primoroso”, destacou, citando os investimentos na saúde, na educação, na infraestrutura, na energia eólica, dentre outros. ”É um governo que faz as coisas pensando no povo”, disse.

Na entrevista, Lula ressaltou ainda as qualidades do senador e sua grande capacidade de articulação. ”Jaques Wagner é um dos mais importantes analistas políticos que já conheci na vida, ele era meu ministro e foi se meter a candidato a governador da Bahia, e pedi que ele não fosse candidato porque tinha receio da eleição com Paulo Souto, por causa do Carlismo na Bahia, e não é que o Galego ganhou no primeiro turno, se reelegeu no primeiro turno, elegeu Rui no primeiro turno e Rui se reelegeu no primeiro turno”, afirmou Lula, ao dizer que as eleições bem-sucedidas do PT nas últimas quatro eleições na Bahia se deve ao trabalho realizado pelo PT e pela base aliada.

O presidente elogiou ainda a aliança do Partido dos Trabalhadores na Bahia com o PSD, PSB, PP, PCdoB e outras legendas da base aliada. ”A Bahia é um exemplo para nós de uma aliança política”, afirmou, ao enfatizar que foi esta aliança que permitiu que PT na Bahia governasse para todos. ”Vamos conversar com toda a sociedade para governar o Brasil para todo o povo brasileiro”.

Perfil anônimo que satiriza ACM é desativado das redes sociais após romper com ex-prefeito

/ Política

Perfil anônimo que satiriza Neto saiu do ar. Foto: Correio

Perfil no Instagram que faz sátira do presidente nacional do Democratas, ACM Neto, a página Governador Soberano foi desativada nesta terça-feira (6) após ”romper” com o ex-prefeito de Salvador no último fim de semana.

Em uma publicação feita na tarde de domingo (4) na rede social, o perfil revelou ”arrependimento” por não ter ficado ao lado do ministro da Cidadania, João Roma (PRB), após a ”pseudo briga” com Neto.

”Arrependimento é não ter ficado ao lado das pessoas que me tratam bem. Eu critiquei o ministro por causa do meu personagem, mas João Roma sempre foi amigo do Governador Soberano, assim como Roberta Roma”, escreveu.

Não se sabe, porém, quem é o administrador da página. As informações são do site Política Livre