Estado de Alagoas tem 50 municípios em estado de emergência por causa das chuvas

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O estado de Alagoas reconheceu a situação emergencial em mais 15 municípios devido às chuvas que caem na região. Com a medida, segundo a Agência Brasil, o estado está com cerca de 50 municípios em situação anormal desde maio, quando houve o aumento dos estragos causados pelas enchentes e o número de desabrigados.

O decreto publicado neste sábado (2) declara a emergência pelo período de 180 dias nos municípios alagoanos de Atalaia, Branquinha, Cacimbinhas, Cajueiro, Capela, Limoeiro de Anadia, Murici, Pão de Açúcar, Paulo Jacinto, Santana do Mundaú, São José da Laje, Satuba, Taquarana, União dos Palmares e Viçosa.

Antes da medida, a situação emergencial foi decretada em pelo menos 35 municípios. De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil, há 40 mil pessoas desalojadas e desabrigadas, que estão sendo levadas para escolas, ginásios e prédios públicos.

Os rios Paraíba e Mundaú transbordaram e subiram dois metros de altura. As BRs 104 e 101, que seguem em direção a Sergipe e Pernambuco, foram interditadas. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o mês de julho terá chuvas acima da média no leste do Nordeste e no norte da região Nordeste. Os volumes previstos devem ficar acima dos 140 mm.

Uma equipe da Defesa Civil Nacional foi deslocada neste sábado (2) para prestar apoio aos municípios atingidos pelas chuvas.

Tour de Bolsonaro em São João no Nordeste tem discurso de 23 segundos sob vaias e ”mito”

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Bolsonaro em festa em Caruacu. Foto: Isac Nóbrega/Arquivo/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) arriscou pouco na noite desta quinta-feira (23) em evento aberto ao público no Nordeste. Ao comparecer à festa de São João de Caruaru, em Pernambuco, ele se limitou a um discurso de 23 segundos, enquanto, ao fundo, vaias e alguns gritos de ”mito” concorriam.

Diferentemente dos eventos para apoiadores, em que circula em meio ao público por corredores de gradis, Bolsonaro surgiu no lado oposto à imprensa, passou rapidamente em frente ao palco, subiu e ficou em um dos cantos, sem chamar a atenção, ao lado do pré-candidato a governador Anderson Ferreira (PL).

Sua presença foi anunciada por Gilson Machado (PL), ex-ministro do Turismo e pré-candidato a senador pelo PL. Quando Machado, que também é sanfoneiro da banda Forró da Brucelose, anunciou Bolsonaro, as vaias se avolumaram vindas da maior parte do público, que estava mais distante do palco. Também existiram gritos de apoio ao ex-presidente Lula.

”Caruaru, Pernambuco, boa noite. Capital do forró. Uma satisfação muito grande estar no Nordeste acompanhado de um ex-ministro de Pernambuco, o Gilson Machado. A todos vocês: que Deus ilumine cada um. E que Deus abençoe todo o Brasil. Muito obrigado a todos vocês”, disse.

Naquele ponto, os apoiadores do presidente, mais próximos do palco, concorriam com as vaias aos gritos de ”mito”. Em seguida, Machado e banda começaram a tocar Asa Branca, de Luiz Gonzaga. Durante os primeiros minutos de execução da música, Bolsonaro segurou as bandeiras do Brasil e de Pernambuco e em seguida se retirou.

Na noite em que recebeu o presidente, a festa de São João de Caruaru teve um público significativamente menor do que as mais de 100 mil pessoas que costuma receber por noite.

A segurança também foi reforçada sobretudo próximo ao palco, onde a estrutura com os gradis para que Bolsonaro pudesse circular foi montada e onde seus apoiadores se reuniram. Críticos preferiram evitar dissabores ficando mais ao fundo.

A visita ao Nordeste, reduto eleitoral do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), encerra uma semana difícil para Bolsonaro.

Na quarta (24), o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso em uma operação da Polícia Federal que investiga a existência de um gabinete paralelo sob influência de pastores na pasta.

Nesta quinta-feira, a pesquisa Datafolha apontou Lula com 19 pontos à frente de Bolsonaro no primeiro turno. Em sua live semanal, pouco antes do show de forró, Bolsonaro disse que exagerou ao afirmar que colocava ”a cara no fogo” por Milton Ribeiro, mas disse que continua confiando no ministro.

Nesta sexta-feira (24), Bolsonaro segue no Nordeste. Passa por João Pessoa e Campina Grande, na Paraíba, também para uma festa junina. No sábado (25), vai a Blumenau, em Santa Catarina.

Diogenes Barbosa/Folhapress

Pernambuco: Chega a 71 mil o número de desabrigados ou desalojados após chuvas

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Novo boletim da Coordenadoria de Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe), divulgado neste domingo (5/6), mostra que a situação dos pernambucanos continua vulnerável depois das chuvas que vitimaram 128 pessoas.

Mais de 71 mil pessoas continuam fora de suas casas: 9.631 estão desabrigadas e 61.596, desalojados. Os municípios com decretos em situação de emergência são 37, de acordo com a Defesa Civil do estado.

Define-se como desabrigado o cidadão que está em abrigos públicos fornecidos pelo governo local. Já os desalojados, após terem as casas afetadas, passam a ficar na casa de parentes ou conhecidos.

Número de mortos por chuvas fortes em Pernambuco sobe para 120, informa o Governo do Estado

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O número de mortos pelas chuvas em Pernambuco aumentou para 120, divulgou ontem (1º) à noite o governo de Pernambuco. O total subiu após os bombeiros resgatarem cinco corpos e nove pessoas que estavam em unidades de saúde morrerem.

Em relação aos corpos encontrados, dois foram resgatados na Comunidade Vila dos Milagres, na zona oeste da capital pernambucana. Uma das vítimas era uma criança, encontrada a três metros de profundidade.

Outros dois corpos foram retirados em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. Uma das pessoas era uma mulher. O quinto corpo, de uma vítima carregada pela enxurrada, foi localizado em Limoeiro, no agreste do estado.

O total de desabrigados saltou para 7.312 pessoas. De acordo com o governo pernambucano, eles estão alojados em 66 abrigos em 27 municípios.

Os bombeiros continuam as buscas por quatro desaparecidos na Vila dos Milagres; na Comunidade Bola de Ouro, em Jaboatão dos Guararapes, e na Comunidade do Areeiro, no município de Camaragibe. Mergulhadores dos bombeiros e da Marinha buscam o corpo de uma pessoa levada pela enxurrada no bairro de Paratibe, em Paulista, na Região Metropolitana da capital.

Segundo o governo estadual, estão envolvidos nos trabalhos de busca 403 profissionais dos bombeiros, tanto de Pernambuco como de outros estados, que enviaram reforço de pessoal e de cães farejadores. Também há profissionais das Forças Armadas, da Defesa Civil, da Secretaria de Defesa Social do estado e por órgãos municipais.

Chega a 100 o número de mortos por fortes chuvas em Pernambuco; 6,2 mil estão desabrigados

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Pelo menos 16 estão desaparecidos. Foto: Severino Soares/JC Imagem

Chegou a cem o número de vítimas fatais das chuvas no Recife e região metropolitana da capital, de acordo com dados divulgados pela Defesa Civil de Pernambuco. Ainda há 16 pessoas desaparecidas e 6.198 desabrigados. O número de óbitos contabiliza as vítimas desde a última quarta-feira, 25, até as 11h30 desta terça-feira, 31.

As buscas pelas pessoas que ainda estão soterradas acontecem em quatro locais de deslizamento: Vila dos Milagres (zona oeste do Recife), Jardim Monte Verde e Curado VI (Jaboatão dos Guararapes) e Areeiro (Camaragibe). Das 16 vítimas que estão sendo procuradas pelos bombeiros, 14 foram soterradas por deslizamento de barreiras e outras duas foram levadas por enxurradas.

As informações foram confirmadas por meio do cruzamento de dados da Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS-PE) e das ocorrências geradas pelo Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods). Também foram levados em consideração os resgates realizados nas áreas afetadas, perícias realizadas no Instituto de Medicina Legal (IML) e relatos de familiares aos serviços de Defesa Civil e Assistência Social.

”Maior tragédia dos últimos 50 anos”, declara o prefeito do Recife após chuvas em Pernambuco

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O prefeito do Recife, João Campos, em áreas atingidas. Foto: Uol

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), declarou, no último sábado (28) que a região metropolitana da cidade vem passando pela maior tragédia dos últimos 50 anos. A situação de emergência é devido às fortes chuvas que atingem o local desde o início da semana.

Em entrevista à CNN, o prefeito declarou que este é um ”momento extremamente desafiador” e que o fenômeno é algo ”completamente fora do normal”. ”Cabe à gente poder trabalhar para reduzir os impactos das pessoas e poder cuidar da cidade”.

”Estamos passando por um momento extremamente adverso, é um fenômeno meteorológico conhecido como Onda de Leste, que chegou à região Metropolitana do Recife. Desde segunda-feira até hoje, temos um acumulado de aproximadamente 450 milímetros”, afirmou.

De acordo com Campos, apenas nas últimas 24 horas foram registrados 234 milímetros na região mais atingida, em Ibura.

”Nosso foco tem sido permanente e integral para salvar vidas. São 3 mil profissionais da prefeitura, sendo 400 da Defesa Civil e 2.600 das demais áreas que estão totalmente mobilizados e atuando”, disse.

Sobe para 84 número de mortes em Pernambuco; 14 municípios em situação de emergência

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Moradores acompanham buscas por desaparecidos Foto: TV Globo

O número de pessoas que morreram em meio às fortes chuvas que atingem Pernambuco subiu para 84. A informação foi dada pelo governador, Paulo Câmara (PSB), em entrevista coletiva concedida no início da noite deste domingo (29).

De acordo com ele, foram 79 vítimas fatais registradas das 18h de sexta-feira (27) até este domingo. Somadas às cinco mortes registradas também por causa das chuvas, desde quarta-feira (25), o número chega 84.

Catorze municípios a decretaram situação de emergência: Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, São José da Coroa Grande, Moreno, Nazaré, Macaparana, Cabo de Santo Agostinho, São Vicente Ferrer, Paudalho, Paulista, Goiana, Timbauba e Camaragibe.

O governador anunciou a liberação de R$ 100 milhões para os municípios afetados pela chuva. O recurso deve ser utilizado para trabalho de busca e salvamento, obras urgentes e de infraestrutura e estará disponível esta semana.

”Sabemos que essas primeiras horas são muito difíceis, os primeiros socorros. [Agora] É atuar efetivamente nas ações. Conversei com todos os prefeitos justamente para elaborarem um plano de trabalho para saber quais as ações que vão precisar do apoio do estado nesse momento”, afirmou.

O decreto de emergência é o primeiro passo também para que municípios possam ter acesso a recursos do governo federal. Mais cedo, o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, já havia adiantado que equipes federais ficariam no estado para auxiliar nesse trâmite e agilizar o reconhecimento por parte da pasta da situação de emergência ou calamidade pública.

O governador disse ainda que as buscas estão concentradas em 12 pontos, entre a Região Metropolitana do Recife e a Zona da Mata do estado.

”Estamos concentrados agora em 12 pontos mais críticos, pontos que ainda têm notícia de desaparecimento de pessoas e estamos com muita gente trabalhando justamente para efetivar essa localização. Estamos em estado de alerta”, afirmou.

Prefeitos do Nordeste defendem financiamento da Assistência Social e Zé Cocá pede aprovação da PEC

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Encontro Nordeste Unido pelo Desenvolvimento. Foto: Divulgação/UPB

A área da assistência social, uma das mais demandadas durante a pandemia, no país que conta com mais de 4,5 milhões de desalentados, foi debatida por prefeitos do Nordeste, que estiveram em Salvador, na última sexta-feira (13), para o Encontro Nordeste Unido pelo Desenvolvimento, que reuniu os presidentes de associações municipalistas de seis estados da região. Os gestores defendem a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/2017, que garante recursos mínimos para o financiamento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A matéria está parada no Congresso Nacional e se aprovada obrigará a União a aplicar no mínimo 1% da receita corrente líquida em ações que serão executadas pelos municípios.

O presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e prefeito de Jequié, Zé Cocá, reclama que sem a PEC, tem havido uma descontinuidade do repasse, comprometendo o auxílio à população. ”Nos últimos anos, a pauta do desenvolvimento social só tem se enfraquecido. É uma luta nossa para que a PEC 383 seja aprovada com urgência. Com o passar do tempo, a maioria dos programas do SUAS ficaram com o custo alto e o cofinanciamento não cobre. Tem município que recebe menos de 5% do que gasta. É importante que o governo federal ajude, principalmente os municípios de pequeno porte que não têm receitas próprias para aumentar essas despesas e estão passando seríssimas dificuldades, inclusive, diminuindo a prestação de serviços”, afirmou o presidente da UPB.

”O Nordeste tem 41% da população beneficiária de programas sociais, já no Sul são apenas 11%, o que demonstra a nossa necessidade de mobilizar os parlamentares pela PEC 383”, avaliou a prefeita de Surubim e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), Ana Célia Cabral. Ela também chamou a atenção para a importância da vinculação constitucional para garantir recursos mínimos para o financiamento do SUAS. ”A gente não pode ter uma pauta de desenvolvimento econômico se ela não estiver atrelada ao social. A política pública é definida em Brasília, mas quem executa é a gente [municípios], e o maior problema para nós, prefeitos, é o subfinanciamento”, reforçou.

O Encontro de Associações Estaduais: Nordeste Unido pelo Desenvolvimento, contou ainda com a presença do vice-governador da Bahia, João Leão. O evento foi organizado pela UPB em parceria com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), e chegou a Salvador após ser realizado em outras quatro capitais (Recife, Fortaleza, Maceió e Aracaju). Ao final foi lida a Carta do Nordeste, com o apontamento de demandas e encaminhamentos.

Covid-19: Carnaval no Nordeste deve ser cancelado, recomenda comitê científico da região

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O Comitê Científico do Consórcio Nordeste produziu um documento em que analisa a situação da pandemia para recomendar a não realização do Carnaval e das festas de fim de ano nos estados da região.

Os integrantes do grupo citam no documento as incertezas futuras em todo o mundo causadas pela desigualdade na distribuição de vacina, pelo negacionismo contra a imunização em países ricos e o surgimento de novas cepas como a ômicron.

Para o grupo, embora a vacinação avance no Brasil e tenha impacto na diminuição de casos severos, estudos mostram que os efeitos se reduzem com relativa rapidez e, por isso, há necessidade de dose de reforço para idoso.

Além do cancelamento das festas, o comitê também sugere a intensificação da vacinação, com aplicação nas escolas e uso de “carros de vacinas” para alcançar uma maior quantidade de pessoas.

A manutenção do uso de máscara e exigência do passaporte da vacina em eventos com aglomeração são indicados pelo grupo.

O comitê analisou a situação dos estados da região. Maranhão, cuja secretaria de saúde também é contra o Carnaval, e Sergipe estão com as melhores condições.

No Ceará, onde o risco pandêmico é considerado ainda alto, a conclusão é que não há segurança para organizar eventos sem rígido controle de distanciamento.

Sobre Alagoas, embora tenha risco pandêmico moderado a baixo, os técnicos afirmam que ainda não existe segurança sanitária para atividades sem protocolo de distanciamento e testagem.

Em relação ao estado da Bahia existe ”grande preocupação” para o impacto das festas de fim de ano e Carnaval.

Camila Mattoso/Folhapress

Nordeste tem menor taxa de óbitos por Covid no país graças a ações restritivas, diz consórcio da região

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Coordenador do comitê científico do combate ao coronavírus do Consórcio Nordeste, que reúne nove governadores, o professor de medicina Sergio Rezende aponta que os estados da região têm a menor taxa de óbitos do Brasil e atribui a marca de 600 mil mortos ao negacionismo do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo Rezende, a média de óbitos pela Covid-19 no Brasil é de 282 por 100 mil habitantes. Enquanto isso, os nove estados do Nordeste têm índice inferior ao geral.

A menor taxa do país, de acordo com o consórcio, está no Maranhão, com 143 mortes a cada 100 mil habitantes, seguida pela Bahia (taxa de 181 por 100 mil habitantes), Alagoas (186 mil mortes por 100 mil habitantes) e Pernambuco (206 mortes por 100 mil habitantes).

“Há duas razões para este cenário. Uma é que em todos estados do Nordeste, o presidente da república foi derrotado nas eleições de 2018. Portanto, no Nordeste ele tem menos seguidores para suas macabras recomendações”, diz Rezende.

O professor ressalta que a primeira recomendação feita pelo comitê científico do consório foi a necessidade de imposição de medidas restritivas e de distanciamento social.

”A outra, sem dúvida, é que os governadores e prefeitos da região rejeitaram o comportamento negacionista do presidente e seu governo e decidiram ouvir a ciência para tomar as decisões no enfrentamento da maior crise sanitária já vivida pelo Brasil”, continuou.

*por Camila Mattoso/Folhapress

Especialistas consideram remota a possibilidade de ”tsunami” atingir o litoral nordestino

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Após a notícia de que um tsunami causaria uma destruição catastrófica no nordeste brasileiro viralizar nas redes sociais, na tarde desta quinta-feira (16), especialistas acalmaram a população. De acordo com o oceanógrafo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), professor José Maria Landim, não há base científica para a suposição do litoral ser atingido por um fenômeno de grande escala.

Situada no noroeste da África, o arquipélago da Ilhas Canárias, pertencente à Espanha, está distante aproximadamente 6 mil km do Brasil. Ele vem registrando um aumento da atividade sísmica no entorno do vulcão Teneguia, o que indica possibilidade de erupção nos próximos dias.

Procurado pela Defesa Civil de Salvador (Codesal), o professor Landim afirmou que ”para que ocorresse um tsunami de grande magnitude, isso no pior dos cenários, seria necessário que, em função da atividade vulcânica, parte do arquipélago escorregasse para o mar, o que geraria uma onda de grandes proporções que se propagaria para o oceano”.

Segundo o titular do departamento de Oceanografia do Instituto de Geociências UFBA, ”trata-se de especulação supor que um tsunami ocorreria, pois não é a atividade vulcânica que gera o fenômeno, mas o deslocamento do solo”. Para o pesquisador, a divulgação de notícias deste teor só serve para gerar pânico, argumentando que a costa de Salvador já registrou ondas de três metros, sem o registro de catástrofes, e o Porto da Barra fica em uma região abrigada pela Baia de Todos os Santos.

Governadores do Nordeste pagarão auxílio a crianças que perderam pais durante pandemia

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Projeto deve envolver Rui Costa, da Bahia. Foto: Divulgação

Os governadores do Nordeste vão lançar na quarta-feira (25) um programa para assistir crianças e adolescentes que se tornaram órfãos por causa da Covid-19. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo a publicação, além de ações nas áreas de educação, saúde e trabalho, o Programa Nordeste Acolhe criará um auxílio financeiro a esses órfãos até a maioridade civil. Os governadores vão encaminhar os projetos às assembleias dos estados. O valor será de R$ 500 mensais.

A estimativa é que há cerca de 26,5 mil órfãos em função da Covid no Nordeste. Criado pela câmara temática de assistência social do Consórcio Nordeste, o programa é inspirado em um projeto semelhante criado no Maranhão.

Durante encontro em Recife, Zé Cocá propõe unir o Nordeste pela redução da alíquota do INSS

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Zé Cocá participa de encontro de entidades. Foto: Divulgação

Durante o Encontro das Entidades Municipalistas Estaduais do Nordeste, realizado em Recife, nesta sexta-feira (16), o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zé Cocá, chamou a atenção dos gestores para o cenário de colapso financeiro que se desenha nos pequenos municípios com a obrigação de implantação do sistema de envio de dados trabalhistas e previdenciários da União, o E-Social. De acordo com Zé Cocá, a dificuldade financeira dos municípios em cumprir com o recolhimento da atual alíquota patronal prejudicará a alimentação do sistema e levará os prefeitos a responder por improbidade, mesmo não tendo tido a intenção de causar prejuízo aos cofres públicos.

”Precisamos unir o Nordeste pela redução da alíquota do INSS. Os municípios pagam hoje 22,5% de patronal, quando um time de futebol paga 5%. Ou a gente discute isso urgente com o governo federal ou, com o E-Social agora, iremos quebrar os municípios de pequeno porte daqui a 2, 3 anos. Infelizmente os municípios, hoje, fingem que pagam na sua maioria e a União finge que recebe, mas com o E-Social ninguém vai poder fingir, ou paga ou vai responder por improbidade e ter vários problemas seríssimos. E nós ainda não acordamos para isso”, apontou o presidente da UPB.

Em maio deste ano, Zé Cocá se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília, para apresentar uma proposta de redução da alíquota patronal do INSS paga pelos municípios brasileiros. Atualmente, a contribuição previdenciária das prefeituras é uma das mais altas aplicadas a empregadores. O ministro acolheu a solicitação e montou uma equipe de trabalho para estudar a apresentação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), com a redução da alíquota. A UPB espera contar com as associações municipalistas do Nordeste e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) para pressionar o Congresso Nacional a aprovar uma medida urgente que não penalize os gestores.

Em Fórum no Nordeste, vice-presidente Mourão fala em fim ao ”assistencialismo” na região

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”Hora de deixar de viver de assistencialismo”, disse. Foto: Estadão 

”Chegou a hora de o Semiárido deixar de viver de assistencialismo”, provocou o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, durante solenidade de abertura do Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, que inicia nesta quinta-feira, dia (3), e segue até sábado, dia 5, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O evento revisa o Plano de Desenvolvimento do Semiárido, com vistas às possibilidades econômicas da região para alcançar metas socioeconômicas, hídricas e ambientais após pandemia da covid-19. A iniciativa é capitaneada pela Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, que junta 170 parlamentares.

Questionado sobre as medidas emergências do governo federal para a região, Mourão disse apenas que é preciso avaliar. ”A grande tarefa de Bolsonaro será criar as oportunidades e condições para implementar tudo que aqui for discutido”, concluiu no discurso.

Além do vice-presidente, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, também marca presença na abertura do Fórum. Ainda devem passar pela programação o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e os embaixadores dos Estados Unidos e de Israel, Todd C. Chapman e Yossi Shelley, respectivamente. Com informações do Estadão