Acusado de participar de chacina por disputa de tráfico em Feira de Santana é condenado a 60 anos de prisão

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Júri ocorreu esta quinta, em Feira de Santana. Foto: TV Subaé

Um dos acusados de participar do assassinato de 4 pessoas, há 8 anos, na cidade de Feira de Santana, foi condenado a 60 anos de prisão nesta quinta-feira (13) por júri popular. Joilson Souza Cintra, de 28 anos, e outros três homem teriam matado as vítimas por uma briga por disputa de tráfico de drogas, em 2010. Durante a chacina, uma criança também foi baleada, mas sobreviveu. O acusado estava preso desde a época e aguardava julgamento. A audiência que condenou Joilson foi realizada no Fórum Filinto Bastos, em Feira de Santana. O júri começou por volta das 9h e terminou às 16h30. Com a decisão, o homem segue no sistema prisional. De acordo com a polícia, quatro homens armados com pistolas chegaram na Rua 25 de setembro, por volta das 20h, e executaram a tiros Adelson Costa Santos, de 28 anos, Moisés Santana Gomes, de 25, Edvaldo Silva Santos, de 27, e Iranildes Oliveira Lima, de 47 anos. Além deles, uma criança de 11 anos também foi atingida, mas sobreviveu. Depois do crime, a polícia informou que a chacina aconteceu por disputa de pontos de drogas entre Ronilson Oliveira de Jesus, conhecido como Rafael, e Michael Pereira de Jesus, que comandava o tráfico na localidade da Vila Verde. Ainda segundo a polícia, o objetivo dos quatro homens era assasinar Michael, mas como ele conseguiu fugir, em represália, os supostos assassinos invadiram uma casa e mataram quatro pessoas que não tinham nada a ver com o crime. À época, os quatro homens acusados de participar da chacina foram presos, mas Ronilson Oliveira de Jesus e Raimundo Nonato de Assis foram mortos. A polícia não informou como eles foram assassinados. Já o terceiro suspeito, Jadiel Souza Silva entrou com recurso na Justiça e está aguardando para saber se vai a júri popular. G1

”Não estamos em crise, estamos em transformação”, diz Toffoli ao assumir presidência do Supremo

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Toffoli assume a corte no lugar de Cármen Lúcia. Foto: Cesar Itiberê

Mais jovem ministro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) desde o Império, o ministro Dias Toffoli disse nesta quinta-feira (13) que o País não está em crise – e sim em transformação -, pregou a harmonia entre os Poderes da República e frisou que o Judiciário não é nem mais nem menos que o Executivo e o Legislativo. O ministro também defendeu o diálogo entre diferentes setores da sociedade e destacou que os juízes precisam ter ”prudência” e saber se comunicar melhor com a população. Toffoli comandará o tribunal até setembro de 2020, sucedendo à ministra Cármen Lúcia, cuja gestão foi marcada por uma série de episódios turbulentos. O ministro assumiu uma cadeira no STF em 2009, nomeado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). ”Não somos mais nem menos que os outros Poderes. Com eles e ao lado deles, harmoniosamente, servimos à Nação brasileira. Por isso, nós, juízes, precisamos ter prudência”, pregou o ministro, afirmando que ”é dever do Judiciário pacificar os conflitos em tempo socialmente tolerável”. ”Antes de tudo somos todos brasileiros. Vamos ao diálogo. Vamos ao debate plural e democrático”, destacou. ”Não estamos em crise, estamos em transformação”, disse o ministro, segundo quem a busca pela segurança jurídica em um mundo marcado pela transformação é o ”desafio do Poder Judiciário” do século 21. O ministro considerou que ”o jogo democrático traz incertezas”, mas que a coragem de se submeter a essas incertezas ”faz a grandeza de uma nação”. Ao falar por cerca de uma hora, Toffoli também exaltou a pluralidade e o respeito ao outro como a “essência da democracia”, conforme antecipado no último sábado pela Coluna do Estadão. ”Viralizar a ideia do mais profundo respeito ao outro, da pluralidade e da convivência harmoniosa de diferentes opiniões, identidades, formas de viver e conviver uns com os outros”, destacou Toffoli, que terá o ministro Luiz Fux como vice-presidente em sua gestão. O novo chefe do Poder Judiciário também frisou que ”o Poder que não é plural é violência”, disse, enfatizando a expressão durante o discurso. A fala de Toffoli é embalada na expectativa de uma gestão que buscará resgatar a colegialidade do STF, amenizando as divisões internas da Corte e a crise entre os Poderes. ”É a hora e a vez da cultura da pacificação e da harmonização social, do estímulo às soluções consensuais, à mediação e à conciliação”, disse o novo presidente do STF. ”Não é à toa que não só no Brasil, mas nos Estados Unidos e em outras Supremas Cortes, as principais decisões são proferidas por maioria, e não por unanimidade. Em um colegiado, não existem vencedores e vencidos, nem vitórias ou derrotas”, argumentou Toffoli, que toma a presidência de um tribunal cujas votações vêm sendo marcadas por placares acirrados e também por decisões monocráticas de ministros em ações de grande impacto constitucional. O perfil conciliador do ministro reflete a carreira profissional do ministro, que acumula experiência nos três poderes. Antes de se assumir uma cadeira no Supremo, Toffoli atuou no Executivo como advogado-geral da União no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (de 2007 a 2009) e no Legislativo como assessor Jurídico da Liderança do PT na Câmara dos Deputados (1995 a 2000). Toffoli também frisou a necessidade de as decisões judiciais ”verdadeiramente chegarem à sociedade” e não apenas aos que participam do processo judicial. Para isso, o ministro pregou ”Intercâmbio preciso, eficaz e ágil de informações”. ”Precisamos nos comunicar mais e melhor com a mídia e a sociedade. Democratização da linguagem jurídica”, acentuou. ”Adaptemo-nos às novas tecnologias e às novas mídias. O virtual agora é real. É certo que as novas mídias e as redes sociais ampliaram o espaço da praça pública, e isso coloca em foco a transparência, a comunicação e as formas de participação da sociedade”, observou Toffoli. Em um dos momentos mais emocionantes da solenidade, Toffoli interrompeu a fala para cumprimentar o seu irmão caçula, José Eduardo, que tem Síndrome de Down. José Eduardo levantou-se da plateia, caminhou até o plenário do STF e cumprimentou o irmão, sendo aplaudido de pé pelo público. Ao final do discurso, Toffoli também agradeceu aos ministros colegas do STF. ”Agradeço de coração a esse Supremo Tribunal Federal que a todos nós transforma”, disse.

Eleitores que perderam título têm até 27 de setembro para solicitar segunda via do documento

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Segue até 27 deste mês o período para os eleitores que perderam o título solicitarem a segunda via do documento, que pode ser feito em qualquer cartório eleitoral. Após o dia 27, não será mais possível requerer a segunda via para as eleições de 2018. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), a medida é válida para quem se encontra dentro do domicílio eleitoral, já que o prazo para quem está fora foi 8 de agosto. Para tirar a segunda via do título, é necessário levar um documento de identificação original como RG, certidão de nascimento (se solteiro) ou de casamento, Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional (OAB, CRM, CREA etc),  ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Não será aceito o passaporte, por não conter dados de filiação. Além disso, os documentos devem estar em bom estado e dentro do prazo de validade. Para solicitar o documento, o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral, ou seja, não poderá ter débitos por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais; ou ter multas aplicadas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral, Lei n.º 9504/97 e leis conexas.

Desembargador manda soltar dono da rede de farmácias Pague Menos, após condenação

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Deusmar Queirós é liberado da prisão no Ceará. Foto: Reprodução

O empresário Deusmar Queirós, dono da rede de farmácias Pague Menos, foi solto por decisão do desembargador Francisco Roberto Machado, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5). O magistrado, segundo o jornal Valor Econômico, acatou o pedido de liminar apresentado pela defesa do empresário e determinou a sua soltura imediata. Deusmar está preso desde sábado, com três empresários, condenados em segunda instância por crimes contra o sistema financeiro, relacionados à atuação em uma corretora de valores entre 2000 e 2006. Segundo as investigações, entre 2001 e 2006, por meio das empresas Renda Corretora de Mercadorias e Pax Corretora de Valores e Câmbio, os quatro sócios atuaram no mercado de valores mobiliários sem registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e lucraram em torno de R$ 2,8 milhões, na época, com a chamada “garimpagem” de ações.

Correntina: Ex-presidente da Câmara recebe alvará de soltura após pagar fiança de R$ 30 mil

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Wesley Campos recebeu alvará de soltura. Foto: Reprodução 

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Correntina, extremo oeste baiano, Wesley Campos Aguiar, recebeu alvará de soltura e terá de pagar R$ 30 mil de fiança para ficar em liberdade. Nesta terça-feira (11), por meio do Diário da Justiça Eletrônico, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) determinou a medida em acordo com uma ordem dada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde a defesa do vereador tinha entrado com recurso. Aguiar, que é conhecido por Maradona, se entregou à polícia em 21 de agosto, após ficar foragido desde o final de maio. Ele é acusado de peculato [apropriação ou desvio de bem público] pela Operação Último Tango, do Ministério Público do Estado. A ação foi deflagrada no final de outubro do ano passado e culminou na prisão de Maradona e de mais quatro vereadores. Os suspeitos são acusados de formar uma organização criminosa responsável por fraudar licitações e contratos. Segundo o MP, eles ainda desviavam verbas mediante pagamento de gratificações indevidas a servidores e exigiam o pagamento de propina de cerca de R$ 50 mil para aprovar projetos do prefeito Maguila (PCdoB). Pelo que apurou o Bahia Notícias, apenas Wesley Aguiar estava fora da Câmara. Ainda sobre a soltura, o ex-presidente da Câmara tem dez dias para pagar a fiança.

Advogado que defende o autor de ataque contra Bolsonaro atuou no caso do goleiro Bruno

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Criminalista Zanone Manuel de Oliveira Junior. Foto: Reprodução

Um dos quatro responsáveis pela defesa de Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o advogado criminalista Zanone Manuel de Oliveira Junior já atuou em casos de grande repercussão, como o do goleiro Bruno e da missionária americana Dorothy Stang, segundo O Globo. O profissional informou que foi contratado por um religioso de Montes Claros (MG) para defender Adélio. ”Uma pessoa ligada à igreja dos testemunhas de Jeová de Montes Claros me telefonou na quinta pedindo para eu pegar o caso”, declarou Zanone. O advogado disse que o colaborador pediu anonimato e já pagou os trabalhos da defesa realizados até agora em Juiz de Fora. Os valores não foram informados. ”[Essa pessoa] Conhecia o Adélio. Acho que fez por filantropia, acredite se quiser”, afirmou. Zanone ainda atua no caso do goleiro Bruno, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, sua ex-amante. O criminalista defende o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, condenado pelo assassinato. O advogado também trabalhou na defesa de Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, apontado como um dos mandantes da morte da missionária Dorothy Stang.

Em sessão que julga registro de Lula, TSE aprova candidatura de Fernando Haddad a vice

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TSE defere candidatura de Haddad. Foto: Ricardo Stuckert

Em meio a sessão que também julgará o registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou a candidatura de Fernando Haddad (PT). O ex-prefeito de São Paulo foi registrado para o cargo de vice-presidente na chapa junto a Lula para as eleições de outubro. Lula está preso desde 7 de abril na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão, na ação penal do caso do tríplex em Guarujá (SP). Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE até 17 de setembro.

Sem foro privilegiado, prefeito de Muniz Ferreira responderá por desacatar e dirigir embriagado

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Prefeito Wellington teria desacatado PRFs. Foto: Blog do Valente

O Prefeito de Muniz Ferreira, no Recôncavo, Wellington Sena Vieira, responderá na Justiça local um processo que o acusa de desacatar policiais rodoviários quando era servidor público em 2014. O fato ocorreu em 6 de setembro de 2014. Segundo a acusação, Wellington dirigia pela BR-116 na altura de Serrinha, na região sisaleira, quando foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF-BA) sob a suspeita de dirigir embriagado. O então servidor da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia teria se recusado a fazer o teste do bafômetro, além de fugir do local xingando os policiais. A remessa do caso ocorre devido ao fim do chamado “foro privilegiado”, determinado em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao crime citado ter ocorrido antes do mandato do prefeito, iniciado em 2017. Com informações do site Bahia Notícias

Suspeita de matar e esquartejar filho volta a ser presa três dias após ganhar liberdade em Itabuna

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Mãe aparece desenterrado restos mortais. Foto: Reprodução

A mulher suspeita de matar e enterrar o próprio filho, um bebê de um mês, voltou a ser presa três dias após receber liberdade provisória, que tinha sido concedida durante audiência de custódia. Conforme informou a direção da Vara do Júri de Itabuna, Rosemare de Oliveira foi solta na segunda-feira (27), e presa, novamente, na quinta (30). Segundo o G1, a Justiça detalhou que Rosemare voltou para a prisão após o promotor titular da Vara do Júri de Itabuna recorrer da decisão da audiência de custódia. Após o pedido do promotor, a juíza titular decretou a prisão preventiva de Rosemare e ela foi encaminhada para o Conjunto Penal de Itabuna. Rosemare passou por exame de sanidade mental na quarta-feira (29) e a previsão é de que o resultado saia em 10 dias. De acordo com a Justiça, essa avaliação é que deve definir se Rosemare será presa ou encaminhada para o Hospital de Custódia, em Salvador, para tratamento. Ela é ré primária. Rosemare de Oliveira, de 39 anos, é suspeita de matar o filho de um mês e depois enterrar o corpo da criança embaixo de uma árvore, em Itabuna. À polícia, a mulher contou que enterrou o filho depois que ele passou mal e morreu. No entanto, após desenterrar a criança, policiais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) descobriram que o menino havia sido esquartejado.De acordo com a Polícia Civil, o crime foi descoberto depois que familiares da mulher denunciaram o desaparecimento do bebê. O menino tinha sido levado de casa por Rosemare e não retornou com ela. Segundo apontam as investigações, a mulher sofre de depressão. Após revelar à polícia onde escondeu o cadáver do bebê, Rosemare levou os investigadores até o local. Ela aparece em um vídeo desenterrando os restos mortais da criança e diz que queimou o bebê depois de perceber que ele estava morte. A mulher, no entanto, nega ter usado um canivete para cortar o corpo do filho.

Prefeita de Maraú e vice têm mandatos cassados por juiz eleitoral por compra de votos

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Maria das Graças tem mandato cassado. Foto: Reprodução

A prefeita de Maraú, no sul baiano, Maria das Graças de Deus Viana (PP) teve o mandato cassado por decisão do juiz eleitoral José Ayres de Souza Nascimento Júnior. O magistrado condenou a gestora sob acusação de captação ilícita de votos nas eleições de 2016. A ação foi julgada nesta quarta-feira (29), no fórum de Camamu, onde funciona a 78ª Zona Eleitoral, e o resultado do julgamento deve ser publicado ainda nesta quinta-feira (30). Conforme a sentença, o juiz julgou procedente a acusação de adversários de Maria das Graças. Segundo a coligação ”Um Novo Caminho para Maraú”, a gestora, que concorria à reeleição, teria oferecido cestas básicas a moradores no intuito de obter votos na campanha eleitoral passada. A decisão do juiz também afeta o vice-prefeito, Emanoel Araújo Damasceno. Além de cassação de mandato, o juiz também tornou os gestores inelegíveis por oitos anos. Mesmo com a condenação, a prefeita e o vice não devem ser afastados imediatamente. A saída dos gestores só deve ocorrer após condenação colegiada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ainda cabe recurso da decisão. As informações são do Bahia Notícias

Ministro do TSE nega pedido para proibir divulgação de pesquisas com nome de Lula

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Nome de Lula figura em pesquisas de intenção. Foto: Divulgação

O ministro Tarcísio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido do Instituto Democracia e Liberdade (IDL) para proibir a divulgação de pesquisas que incluam o nome do ex-presidente Lula (PT) entre os candidatos. No entendimento do ministro, o instituto não tinha legitimidade para fazer esse pedido. A entidade alegou que a presença de Lula nos questionários ”viola a segurança jurídica das eleições”. O IDL também solicitou que ficasse proibida a divulgação de pesquisas que ”incluam o nome de candidatos que se encontrem em situação idêntica ou análoga” à do petista. ”A liberdade de informação e de opinião não autoriza divulgação de situações anômalas e teratológicas que impliquem impacto na opinião pública”, afirma trecho da petição enviada ao tribunal.

Presidente Temer avalia cortar R$ 1 bi de investimento para dar aumento de 16,38% para juízes

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Temer deve conceder reajuste a juízes. Foto: Cesar Itiberê

Para conceder o reajuste salarial de 16,38% e agradar os juízes brasileiros, o presidente Michel Temer (MDB) cogita cortar mais R$ 1,1 bilhão de investimentos, deixando para o próximo governo o mais baixo patamar de recursos para essa rubrica dos últimos dez anos. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, estimativas de técnicos da Câmara dos Deputados indicam que o orçamento para o próximo ano, que será enviado ao Congresso nesta sexta-feira (31), deverá cortar investimentos para acomodar o pleito de juízes e procuradores. No início de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu nas contas de 2019 um aumento salarial que elevaria o teto do Judiciário de R$ 33,7 mil para mais de R$ 39 mil. O reajuste, porém, será válido apenas se Temer fizer uma emenda na lei orçamentária determinando de onde sairão recursos. No momento, técnicos do Ministério do Planejamento, do Tesouro Nacional e assessores do presidente discutem os ajustes.

SEM-TETO

Para compensar o estouro do teto pelo Judiciário federal, o Executivo terá que destinar mais recursos de seu próprio Orçamento. O gasto do governo estava estimado em R$ 1,8 bilhão, sem o reajuste, mas, somando com o descumprimento do teto pelos demais Poderes, o valor já chegaria a R$ 2,2 bilhões. O reajuste do Judiciário acarretará mais R$ 930 milhões de gastos apenas com salário, segundo cálculo da Câmara, e chegaria a R$ 1,1 bilhão com salários de outros Poderes atrelados ao teto do STF. Dessa forma, o estouro do teto na esfera federal pode atingir R$ 3,3 bilhões, limite de compensação orçamentária do Executivo para outros Poderes estabelecido pela lei. Para emplacar o reajuste no Judiciário federal, a proposta discutida pelos ministros do STF é acabar com o auxílio-moradia, que consome cerca de R$ 530 milhões por ano. Os cálculos dos técnicos da Câmara indicam que o governo só tem folga para comportar R$ 700 milhões em aumento de gastos com o Judiciário sem comprometer a compensação já prevista no Orçamento dos demais Poderes. Nos planos do Planalto, a negociação com juízes pode ocasionar em uma ação que irá propor o fim do auxílio-moradia para a magistratura estadual com o objetivo de minimizar o impacto no caixa dos estados e não afetar as contas de governadores que assumiram em janeiro.

Juiz liberou a ex-primeira-dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, da prisão domiciliar

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A ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo. Foto: Estadão

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal do Rio, liberou a ex-primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo da prisão domiciliar. Ela poderá sair durante o dia, mediante uso de tornozeleira eletrônica, e terá que se recolher em casa durante as noites e aos finais de semana. Adriana foi condenada a 18 anos e três meses de prisão por Bretas em setembro do ano passado, pelos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Desse período será descontado o tempo que ela já passou na cadeia e na prisão domiciliar. Adriana foi presa em novembro de 2016, pouco depois de seu marido, o ex-governador Sergio Cabral (MDB), por sua vez, já condenado a 100 anos de prisão, por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas. A ele é atribuído um grande esquema de corrupção que vigorou durante seus dois mandatos no Estado (2007-2014), com movimentação de mais de R$ 1 bilhão e cobrança de propina e superfaturamentos em áreas como transporte, obras e saúde. As investigações são desdobramentos da Lava Jato no Rio. Adriana passou à prisão domiciliar, no Leblon, zona sul da capital, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu pedido que alegava que ela tem dois filhos menores, que já estavam sem o pai em casa. Investigações do Ministério Público do Estado revelaram que a mulher do ex-governador teve diversas regalias enquanto esteve presa no Complexo Penitenciário de Gericinó, entre os meses de dezembro de 2016 e março de 2017. Entre os privilégios, estão o recebimento de ceias de Natal e de Ano Novo. O MP divulgou que após a chegada de Adriana a rotina da unidade foi alterada. As regras de disciplina teriam sido adaptadas para a ex-primeira-dama, que não era obrigada a levantar da cama durante inspeções de rotina, por exemplo, e nem chamada de “presa” pelos funcionários, como as demais detentas. *Estadão

Perícia aponta caminho de R$ 500 mil da Odebrecht ao ex-presidente Fernando Collor “Roxinho”

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Fernando Collor está na mira do MPF. Foto: Agência Senado

Uma perícia do Ministério Público Federal sobre o sistema de contabilidade paralela da Odebrecht concluiu que a empreiteira pagou R$ 500 mil em caixa dois para a campanha do senador Fernando Collor (PTC), em 2010. O documento, datado de abril, foi anexado aos autos de investigação contra o parlamentar no Supremo Tribunal Federal. De acordo com a perícia, o dinheiro teria sido entregue em espécie ao ex-presidente da República. De acordo com o perito criminal da Procuradoria-Geral da República Gilberto Mendes, foram ‘levantados os registros identificados nos discos rígidos fornecidos pela Odebrecht e por autoridades suíças ao Ministério Público Federal contendo relatórios extraídos do “MyWebDay”‘ – sistema de contabilidade paralela da empreiteira mantido na Suíça fornecido à Lava Jato por meio de cooperação jurídica internacional. Delatores da empreiteira afirmaram ter feito repasses de R$ 500 mil em 2010 e de R$ 300 mil em 2014, no entanto, os relatórios identificados constam apenas pagamentos da empreiteira até o mês de junho de 2012. De acordo com o perito, ‘foram encontradas evidências de que a Odebrecht efetuou pagamentos de, pelo menos, R$ 500 mil reais, em setembro/2010, destinados ao codinome Roxinho, que segundo executivos da Odebrecht identifica o Senador Fernando Collor de Mello. Segundo a perícia, um dos documentos revela ‘extrato da conta de controle da Odebrecht denominada Paulistinha Real, operacionalizada pelo doleiro Álvaro José Novis para viabilizar os pagamentos em espécie (reais) na cidade de São Paulo/SP. “Os registros existentes nesses extratos revelam quais as contas de onde saíram os recursos para viabilizar os pagamentos da empreiteira ao codinome Roxinho”. “O dinheiro para o primeiro pagamento de R$ 300 mil foi viabilizado a partir da conta de controle da Odebrecht denominada Paulistinha-Real, operacionalizada pelo doleiro Álvaro José Novis para realizar pagamentos em espécie na cidade de São Paulo/SP, enquanto os recursos para o segundo pagamento no valor de R$ 200 mil foram obtidos por meio de outra conta de controle da Odebrecht, denominada Bambi Real”, escreveu. O ex-presidente Fernando Collor de Mello – ‘roxinho’ na lista da Odebrecht, em razão da célebre frase ‘eu tenho aquilo roxo’, proferida nos anos 1990 – teria sido beneficiário de caixa dois da Odebrecht Ambiental em razão do lobby pela privatização do saneamento de Alagoas, segundo o ex-presidente da empresa de saneamento do Grupo. Os valores teriam sido operacionalizados entre os executivos e o primo do senador Euclydes Mello, de acordo com a delação da empreiteira.