Prefeita e ex-gestor se dividem entre ajuda de Rui e apoio a ACM e município amarga problemas

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Giuliano e Edione na rampa de acesso à Prefeitura. Foto:Reprodução

Um fato político curioso acontece no Município de Jaguaquara, o mais populoso do Vale de Jiquiriçá. A prefeita Edione Agostinone (PP) é afilhada política do ex-prefeito Giuliano Martinelli (PP), que rompeu politicamente com o grupo liderado pelo presidente da UPB e prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), e assumiu ser apoiador da pré-candidatura de ACM Neto (DEM) ao Palácio de Ondina, o que o torna, portanto, distante tanto de Cocá quanto do governador Rui Costa (PT) e das benesses do Estado. Só que, a prefeita, mesmo com um pássaro pousado nas costas, tem ido com a cuia nas mãos até Cocá e ao governador em busca de suporte, principalmente depois das fortes chuvas que pioraram o estado já considerado crítico das vias públicas da cidade, algumas interditadas. O temporal registrado na manhã de sexta-feira (3), por exemplo, deixou até famílias desabrigadas.

Giuliano, rompido com Zé, já declarou em programa de rádio que não sairá candidato a deputado estadual, como pretendia, ao mesmo tempo em que afirmou seguir firme no comando da pré-candidatura de Neto na região, fazendo pontuações e comentários que atingem o equilíbrio entre Edione, Zé, Rui e até João Leão, que era chamado por Martinelli de meu governador. Na quinta-feira (2), enquanto Edione e o vice-prefeito Nei Cabeludo (PDT) marcavam presença na visita de Rui em Apuarema, no Médio Rio de Contas, Giuliano aparecia com vereadores da base governista na Câmara, Julival do Breguesso (PCdoB), Tia Nalva (PP) e Nei (PP), filho do vice, num evento de ACM em Salvador.

A crise política que estremeceu o governo de Edione, com exoneração de três secretários: Educação, Infraestrutura e Cultura em apenas onze meses de gestão atingiu seriamente a população, que vem sofrendo gravemente com problemas estruturais e administrativos, deixando a Saúde, a Infraestrutura, a Educação e própria economia do Município no leito de morte, com atrasos nos salários dos servidores que haviam sido contratados pela máquina pública, afogada em dívidas previdenciárias herdadas de gestões anteriores, conforme as declarações da própria gestão atual.

E o imbróglio provocado pelo ex-prefeito acaba tornando-se a cereja de um bolo amargo que a prefeita se vê obrigada a degustar, sem poder dizer nada. Martinelli é irmão do seu genro, foi o precursor da sua candidatura que terminou vitoriosa, em 2020, com apenas 58 votos de diferença para o segundo colocado nas urnas, Raimundo do Caldo (PSD) e, apesar da aparente relação azeda com a prefeita, explicitada em uma recente entrevista a rádio comunitária Jaguar FM, Giuliano goza de influência na administração, com a manutenção de cargos importantes no alto escalão, inclusive o da sua esposa, a ex-primeira-dama Geisa Martinelli, que responde pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Defesa Civil da Bahia monitora pontos críticos após forte chuva em Jaguaquara e garante apoio

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Prefeita recepcionada equipe da SUDEC. Foto: Prefeitura/Rede social

A Defesa Civil do Estado enviou equipe ao Município de Jaguaquara, neste sábado (4), para serviço de monitoramento em pontos críticos da cidade, atingida por fores chuvas, que provocaram destruição e sérios prejuízos a população local.

A equipe de Superintendência de Proteção e Defesa Civil foi recepcionada pela prefeita Edione Agostinone (PP), em sua residência, tendo percorrido, posteriormente, pontos da cidade, com o acompanhamento da gestora e do secretário municipal de Infraestrutura, Mateus Oliveira.

O Coronel Miguel de Almeida Filho, da SUDEC, mapeou com a Prefeitura as chamadas áreas de risco. ”Nós viemos aqui para fortalecer o sistema da Defesa Civil do município, que precisava de apoio e essa é a ordem do nosso governador, apoiar todas as cidades atingidas pelas chuvas. Vamos, de imediato, atender com ações de ajuda humanitária, com cestas básicas, kits, todo o apoio necessário para o decreto de emergência”, garantiu o Coronel, informando a destinação de recursos após reconhecimento do decreto.

Ex-candidato a prefeito nas eleições de 2020, Flavinho comenta situação de Jaguaquara; ”votar errado dá nisto”

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Flavinho foi o terceiro colocado nas eleições 2020. Foto: Rede social

O ex-candidato a prefeito, terceiro colocado nas urnas nas eleições municipais de 2020 em Jaguaquara, o promotor de eventos e atual presidente do Conselho Municipal do Carnaval de Salvador, Flavinho Souza (Podemos), que andou silencioso sobre a política da sua terra natal desde que perdeu o pleito, foi as rede sociais nesta sexta-feira (3) para comentar o caos que vive o Município diante das fortes chuvas e não poupou críticas.

Flávio disse em uma mensagem escrita em sua página no Facebook que teria feito alerta sobre a importância de serviços de macrodrenagem, tendo publicado fotos e vídeos de ruas alagadas com pavimentações arrancadas: ”Falei durante um ano que a solução é um serviço de macrodrenagem. Mas, obra debaixo da terra o povo vê. De que adiante asfalto para o povo vê?”, questionou, e concluiu afirmando que ”votar errado dá nisto”.

Prefeita de Jaguaquara recorre a Zé Cocá para apoio após chuva e pede tranquilidade à população

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Edione diz que buscou apoio de Zé Cocá em Jequié. Foto: Rede social

A prefeita de Jaguaquara comentou os estragos das fortes chuvas que atingem os mais de 60 milímetros no Município, nesta sexta-feira (3).

Em mensagem de áudio exibida pela Rádio Povo FM, Edione Agostinone (PP) revelou que estava em Jequié, com o presidente da União dos Municípios da Bahia e prefeito da Cidade Sol, Zé Cocá (PP), discutindo a situação e buscando apoio para reparar os dados provocados pelo temporal.

Agostinone pediu tranquilidade à população: ”Queria passar para a população que se tranquilize , eu já estou em Jequié, com meu amigo Zé Cocá, que disponibilizou maquinário necessário para que a gente possa consertar as ruas. Mas que seja bem vinda a chuva, vamos sempre passando pela prova e dando glória a Deus”, comentou a chefa do Executivo, que visitou pontos da cidade com a equipe da Prefeitura.

Chuva não deu trégua em Jaguaquara, atinge mais de 60 milímetros e moradores ficam aflitos

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Volume de água é grande na cidade. Fotos: Leitor/BMFrahm

A chuva que ainda não deu trégua em Jaguaquara deixou várias ruas e bairros da maior cidade do Vale do Jiquiriçá debaixo d’água.

O temporal que atinge o Município fez o Rio Casca transbordar, colocando em risco os moradores, sobretudo os mais carentes, que clamam por socorro, a exemplo de uma moradora da Rua Prefeito João Andrade, que viraliza em um vídeo na rede social lamentando não obter apoio da Defesa Civil local e sua casa aparece tomada pela água.

Pela força da correnteza, parece ter sido o maior volume de água registrado nos últimos tempos. A situação se complicou na cidade, avolumando os problemas na área de infraestrutura, que já eram apontados pela população mesmo antes da tempestade desta sexta-feira (3).

No bairro Casca, a ladeira da Bela Vista, uma das principais vias do bairro ficou destruída depois de a enxurrada levar a pavimentação que passava por reparos em decorrência de obras de esgotamento sanitário realizadas pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa através de uma empresa contratada. A via está interditada, prejudicando centenas de populares.

No bairro Lagoa, a água invadiu casas e alagou a área onde está localizada a Secretaria Municipal de Educação. Até em bairros nobres, os estragos são perceptíveis. A Prefeitura terá pela frente muito trabalho para recuperar a cidade e convencer a população com uma gestão que já sofria críticas por não ter deslanchado em 2021.

Chuva forte volta a atingir Jaguaquara, provoca estragos e coloca população em alerta

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Chuva alagou a parte central da cidade nesta sexta. Foto: BMFrahm

Moradores de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, passaram à tarde desta sexta-feira (3) reparando casas, lojas e empresas invadidas por águas após o registro de um forte temporal ocorrido pela manhã.

A forte chuva alagou a cidade, arrancou pavimentações, danificou casas, lojas, mas segundo as últimas informações, não houve feridos. Contudo, a força do temporal surpreendeu os moradores e autoridades, muitos ainda apreensivos diante das imagens de alagamentos, enxurradas e pedido de socorro de famílias que residem em áreas de risco, em localidades como bairros Lagoa e Casca.

Imagens que circulam na internet mostram carros sendo arrastados pela força da correnteza na Rua Gomes Pita, Centro da cidade. Em rede social, a Prefeitura divulgou a informação de que equipes da Defesa Civil e Infraestrutura estão iniciando os trabalhos de recuperação, mas não há informações sobre desalojados.

Chuva foi a mais forte dos últimos tempos de Jaguaquara

No final da tarde, a chuva voltou a cair na cidade, porém, não tão intensa como a registrada pela manhã. Algumas ruas, que já apresentavam dificuldades para o tráfego diante da tempestade do dia (4) de novembro, estão praticamente intransitáveis.*Blog Marcos Frahm

Aos gritos de ”atitude”, moradores fazem manifestação em ladeira interditada há um mês em Jaguaquara

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Ex-prefeito Ademir visita o bairro Casca. Fotos: BMFrahm

Aos gritos de ”atitude” moradores do bairro Casca em Jaguaquara fizeram um ato de protesto na ladeira da Bela Vista, na manhã desta quinta-feira (2).

A manifestação, que transcorreu de forma pacífica, apesar de alguns momento de tensão por discussão, contou inclusive com a presença do ex-prefeito Ademir Moreira e dos vereadores Rodrigo e Júnior da Kombi, que se juntaram os manifestantes, entre eles mototaxistas para protestar contra o serviço realizado pela empresa KME, contratada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa para executar obras na cidade, cuja intervenção no local teria gerado infiltrações que provocaram erosão em valas abertas pela empresa e, consequência disso, ocorreu o bloqueio parcial da via após uma forte chuva do dia (4) de novembro destruir o pavimento.

”Um mês com essa vergonha, a ladeira fechada e nós que precisamos transitar por aqui tendo que enfrentar lama e buracos circulando por alternativa distante três quilômetros daqui, porque quando não teve o acompanhamento da prefeitura como deveria, pois não fiscalizou a obra e permitiu que tudo isso estivesse acontecendo, uma tapa na cara da população”, lamentou o mototaxista Sidnei Alves.

Os moradores criticam a morosidade da empresa e cobram celeridade na obra, exigindo que seja recolocado na ladeira a pavimentação asfáltica destruída depois da intervenção.

Políticos e moradores cobram celeridade da empreiteira

Famílias que residem no bairro não escondem a insatisfação com as autoridades locais, que não demonstram sensibilidade com a situação. ”O povo não pode ficar à mercê dos problemas. Trata-se uma obra da Embasa, a responsabilidade de fiscalizar e cobrar eficiência no serviço é da prefeitura, que tem o poder de interferir nessa bagunça, mas infelizmente a nossa cidade vive um caos administrativo. Isso é o resultado de obra mal planejada pela gestão passada, que antes de colocar o asfalto deveria avaliar tecnicamente, mas preferiram fazer uma ação eleitoreira”, disparou o ex-prefeito Ademir.

Representantes da empreiteira dialogaram com os manifestantes e políticos, pedindo compreensão, tendo alegado que as fortes chuvas dificultam a conclusão e garantiram que a KME irá repor o asfalto e que aguarda trégua da chuva para a conclusão do serviço. ”O problema agora não é apenas a conclusão e sim a qualidade da obra, para que não seja finalizada sem uma garantia de que as pessoas poderão transitar com segurança no local. Lamentamos a situação e nos solidarizamos com os moradores, que infelizmente terão que esperar por mais um tempo para que a empresa conclua os trabalhos, enquanto a prefeitura não coloca sequer uma placa sinalizando o trecho em obras”, disse o vereador Rodrigo.

Atacado por ex-prefeito, vereador diz que Martinelli deixou herança maldita para prefeita de Jaguaquara

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Rodrigo e Martinelli protagonizam embate. Fotomontagem/BMF

Um no cargo e outro fora, o vereador Rodrigo Dias (PSD) e o ex-prefeito Giuliano Martinelli (PP) continuam protagonizando um embate em Jaguaquara. A troca de farpas entre os dois evidencia a manutenção do clima tenso entre oposição e situação no maior colégio eleitoral do Vale do Jiquiriçá.

O jovem parlamentar, de 21 anos, é filho do ex-vereador e candidato a prefeito derrotado por uma diferença de 58 votos pela prefeita eleita em 2020, Edione Agostinone (PP), que era secretária da gestão do então prefeito Martinelli e foi lançada por ele na disputa sucessória.

Voto vencido no julgamento das contas de 2019 da Prefeitura, que teriam sido reprovadas pelo Tribunal e aprovadas por 14 votos a 1 na Câmara Municipal, em sessão da semana passada, Rodrigo foi atacado por Giuliano durante entrevista na última sexta-feira (26) em uma rádio comunitária da cidade, a Jaguar FM: ”Ouvir críticas de um come e dorme com o dinheiro público fica difícil. Para criticar, ele tem que ter moral de saber quanto custa um litro de gasolina, quanto um mototáxi desses sofre. Esses que trabalham têm direito de me criticar, agora, ouvir críticas de um papagaio de pirata, que nunca deu em prego numa barra de sabão e apenas reproduz aquilo que é passado pra ele?”, disparou.

Na mesma rádio comunitária, Rodrigo ”retrucou”, depois de solicitar ao presidente da associação responsável o direito de resposta que lhe é garantido.

Para o vereador, Martinelli estaria frustrado por não conseguir emplacar uma candidatura a deputado estadual e seria o ex-gestor o maior culpado pelo insucesso da gestão de Edione Agostinone (PP), que amarga críticas da população por atraso salarial de servidores e ainda não conseguiu sanar problemas estruturais enfrentados pelo Município em seu primeiro ano de gestão, inclusive em período de chuva. ”Enquanto vem à rádio proferir ataques pessoais, ele deveria vir falar do desastre administrativo, da herança maldita que ele deixou para a prefeita. Nós sabemos que ele deixou mais de R$ 100 milhões de dívidas do INSS e a prefeitura está aí, devendo a funcionários e fornecedores, a pior gestão do vale do Jiquiriçá em 2021, uma cidade que arrecada quase R 8 milhões / mês. Ele está desequilibrado e o povo quer voltar a sorrir. Falou da minha família, que não teve aumento de patrimônio, não tem apartamento em Salvador. Meus tios não estão construindo prédio no centro da cidade”, rebateu.

Ladeira interditada há um mês em Jaguaquara gera desconforto a moradores; ”humilhação”

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Ladeira da Bela vista segue interditada. Foto: BMFrahm

O clima é de insatisfação crescente entre os moradores do bairro Casca, em Jaguaquara, que sofrem, desde o último dia (4) de novembro com a interdição da ladeira / Rua Bela Vista após forte chuva registrada à época e que teria provocado erosão em obras de esgotamento sanitário que eram realizadas por uma empresa de engenharia, KME, contratada pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento – Embasa para executar obras na cidade.

A chuva teria gerado infiltrações que provocaram erosão em valas abertas pela empresa e, consequência disso, ocorreu o bloqueio parcial da via, que atinge milhares de pessoas, prejudicando até o tráfego de pedestres no local. A revolta é maior porque, de lá pra cá, a chuva deu trégua, e no entendimento dos moradores, houve tempo suficiente para que os serviços fossem concluídos, caso a empreiteira acelerasse as obras, que tiveram que ser reiniciadas depois de fortes chuvas nesta semana.

Já a empresa, que não emitiu nenhum comunicado, toca os serviços lentamente, agora, em período chuvoso, o que dificulta a conclusão. Em rede social, a Prefeitura pediu a compreensão da população no início da semana, informando o bloqueio total da ladeira, que antes estava parcialmente interditada, atraindo o tráfego de veículos que acabam danificando a pavimentação que era realizada. ”Trata-se de uma tragédia anunciada”, lamentam os moradores, irritados com o posicionamento da Prefeitura e da Embasa local que, embora tenham conhecimento que os transtornos são imensos, não adotaram nenhuma providência eficaz para evitar o colapso total do trecho enquanto a chuva teria dado trégua: ”veio prefeita, um vereador fazer vídeo, representante da Embasa, mas não há sequer uma placa da Prefeitura indicando a interdição e o bairro se encontra num verdadeiro cenário de abandono. Uma humilhação ter que enfrentar buracos e lama circulando mais três quilômetros para chegar ao Jatobá pela Rua Lindolfo Porto, além do risco de assaltos a noite”, reclamou o proprietário de um mercado instalado no bairro, dizendo ser prejudicado com o desleixo.

A situação tem deixado os moradores apreensivos diante da chuva que cai, prorrogando o prazo de conclusão das obras no local. Os entregadores de delivery e mototaxistas estão evitando, em sua grande maioria, irem ao bairro no período noturno.

Polícia Técnica identifica homem morto a tiro dentro de casa no Entroncamento de Jaguaquara

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Corpo da vítima foi necropsiado no IML. Foto: BMFrahm

Um homem de 36 anos foi morto a tiro no distrito Stela Dubois – Entroncamento de Jaguaquara, na noite de terça-feira (30), conforme informações da Polícia Técnica de Jequié, que concluiu nesta quarta-feira o processo de necropsia do cadáver.

De acordo com a Polícia Militar, o crime teria ocorrido em uma casa na Rua Venâncio de Jesus e efetuou um disparo contra Luiz Carlos Araújo Conceição, atingido no crânio. O autor do disparo fugiu e as investigações sobre o caso estão em curso, segundo a polícia,

Jaguaquara e região voltam a registrar forte chuva e previsão aponta mais chuva na semana

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Problemas se avolumam após chuva. Foto: Blog Marcos Frahm

A chuva caiu com força em Jaguaquara e também atingiu outros municípios da região do Vale do Jiquiriçá, na madrugada deste domingo (28).

A chuva acompanhada de raios, relâmpagos e trovões chegou a provocar falta de energia elétrica por curtos períodos durante em Jaguaquara.

Com a tempestade, os graves problemas estruturais do município, somados ao grande volume de água aumentaram os problemas na infraestrutura da cidade, que já enfrentava dificuldades, reflexo da chuva do dia (4) de novembro.

Em várias ruas e bairros, inclusive na área central, lama, buracos, são perceptíveis e dificultam a trafegabilidade. A previsão aponta mais chuva para os próximos dias.

Maternidade de Jaguaquara recebe emenda de R$ 200 mil de Bacelar para aquisição de equipamentos

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Camas hospitalares são substituídas na unidade. Foto: Divulgação

A Santa Casa de Saúde e Maternidade Maria José de Souza Santos – SBOTE de Jaguaquara recebeu recursos da ordem de R$ 200 mil oriundos de emenda parlamentar destinada a unidade pelo deputado federal João Carlos Bacelar, presidente do PODEMOS/BA, para aquisição de equipamentos, como camas hospitalares e novos computadores, que reforçarão o atendimento dos profissionais de Saúde ao pacientes.

A emenda, que chega através do Governo Federal via Prefeitura é uma demanda solicitada pelo médico Dr. Jackson Cerqueira ao empresário Flávio Souza, do Podemos de Jaguaquara, que apresentou ao deputado a necessidade de apoio a SBOTE, que integra a rede de Santas Casas e Hospitais Filantrópicos.

Segundo o Diretor e médico Argemiro Pereira, essa emenda articulada por Flávio é de suma importância para o município, uma vez que a unidade também oferece atendimento pelo SUS e a renovação de equipamentos de uso diário vem para auxiliar no tratamento de pacientes que buscam os serviços da Santa Casa e parte do desejo e da necessidade de se investir no cuidado básico da população, ”o que faz a diferença na qualidade de vida das pessoas”.

Ainda de acordo com Dr. Argemiro, a ação irá gerar um impacto social com retornos positivos aos mais necessitados: ”As camas que foram substituídas serão destinadas a um projeto da Igreja Batista Nova Esperança, que é liderada pelo Pastor Alércio Lima, para que pacientes acamados que necessitam dos equipamentos  possam fazer uso durante o período de tratamento. Outra parte, iremos destinar a algumas unidades do município”, explicou.

Mesmo com bênção da Câmara, ex-prefeito de Jaguaquara desiste de candidatura a deputado

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Giuliano retorna aos microfones da Jaguar FM. Foto: Facebook

O ex-prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli (PP), que andou silencioso nos últimos meses, utilizou os microfones da rádio comunitária Jaguar FM, nesta sexta-feira (26), para comemorar a aprovação de suas contas rejeitadas pelo TCM, mas aprovadas pelos vereadores aliados na Câmara Municipal, por 14 votos a 1, em sessão da última quarta-feira (24).

Durante a entrevista, o ex-gestor, de forma muito clara, demonstrou recuo diante da possibilidade de se candidatar a Assembleia Legislativa, como ele mesmo chegou a sinalizar, após uma visita ao escritório do pré-candidato a governador ACM Neto (DEM), no dia 7 de junho passado. ”Na realidade, sentei com minha família. Primeiramente Deus e depois a família para saber o que é melhor para a minha vida. Meu pai voltou com o sorriso no rosto a partir do momento que ele viu o filho retornar as atividades de origem [agricultura] e eu optei por não sair candidato a deputado estadual”, esclareceu.

O recuo de Martinelli já era esperado pelo seu grupo político, em função do desgaste causado na relação de amizade com o prefeito de Jequié e presidente da UPB, Zé Cocá (PP), o único, considerado nos meios políticos com musculatura suficiente para abraçá-lo na região e transferir votos numa possível candidatura do agora ex-aliado.

Ex-prefeito de Jaguaquara por dois mandatos consecutivos, Martinelli, que tem um perfil pouco conciliatório, característica que pode ter ajudado no seu afastamento da pré-candidatura, é considerado o padrinho político da atual prefeita, Edione Agostinone (PP), que também passa por um sério desgaste de imagem e com seu governo sofrendo críticas da população por parte da gestão que ainda não deslanchou nesses onze meses de mandato, inclusive com atraso de salários.

Giuliano afirmou que, em 2022, seu compromisso será com o deputado federal Cacá Leão (PP), ACM Neto (DEM) ao Governo do Estado e, em tom irônico, chegou a dizer que, para estadual, apoiaria até o ex-prefeito Ademir Moreira, que lhe acusa de ser traidor – político desde que ambos romperam politicamente depois da eleição de 2012, quando prefeito Moreira teria apoiado Martinelli – que à época venceu o empresário Ricardo Leal (PT) por uma diferença de 603 votos como candidato da máquina pública.

Câmara de Jaguaquara derruba parecer e aprova contas de 2019 do ex-prefeito, reprovadas pelo TCM

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Por 14 votos a 1, Câmara contrariou o Tribunal. Foto: Divulgação

Em sessão da Câmara Municipal de Jaguaquara na noite desta quarta-feira (24), 14 vereadores rejeitaram o parecer do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e aprovaram as contas do exercício 2019, referentes ao último mandato do ex-prefeito Giuliano Martinelli (PP).

Apenas um edil seguiu a recomendação do órgão técnico. Foi o parlamentar integrante da bancada da minoria, Rodrigo Dias (PSD), sob alegação de que não iria contraria os relatores que aprontaram falhas nas contas da máquina pública.

Confira a lista da aprovação

Os outros parlamentares: Nildo Pirôpo (PP), Élio Boa Sorte (PP), Bode da Saúde (PP), Julival do Breguesso (PCdoB), Nei Filho (PP), Gilmar Fonseca (PCdoB), Dermeval Gama (Republicano), Alex Moraes (PL), Tia Nalva (PP), Cristiane Pinheiro (PP), Júnior da Kombi (PSD), Caneço (PP), Uelson (PP), Antonio Barbosa (PP).

Tribunal teria apontado falhas

As contas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios em 07/04/2021 e, à época, a corte considerou que o gestor extrapolou o limite para gastos com pessoal e não comprovou o pagamento de multas imputadas pelo TCM em processos anteriores.

No exercício, a Prefeitura de Jaguaquara arrecadou recursos na ordem de R$103.713.015,07 e promoveu despesas no total de R$107.494.292,69, resultando em déficit orçamentário de R$3.781.277,62. Além disso, os recursos deixados em caixa – no montante de R$8.080.531,65 – não foram suficientes para o pagamento das obrigações exigíveis no curto prazo, resultando em um saldo a descoberto – despesas sem previsão de receitas para arcá-las – de R$4.861.843,85.

O relator, conselheiro Paolo Marconi, multou Martinelli em R$10 mil pelas irregularidades apontadas no relatório técnico.Também foi imputada ao prefeito uma segunda multa, no valor de R$70.200,00, que corresponde a 30% dos seus subsídios anuais, pela não recondução do índice de gastos com pessoal ao limite previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.