Bolsonaro ataca repórter após pergunta sobre Queiroz: ”você tem uma cara de homossexual terrível”

/ Entrevista

Bolsonaro reage contra repórter. Foto: Carolina Antunes

O presidente Jair Bolsonaro reagiu com agressividade nesta sexta-feira (20) ao ser questionado pela imprensa sobre as suspeitas em torno do gabinete de seu filho Flávio Bolsonaro quando esse era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio.

O pivô da investigação é Fabrício Queiroz, policial militar aposentado que era assessor de Flávio. A origem da relação de Queiroz com a família Bolsonaro é o presidente da República. Os dois se conhecem desde 1984 e pescavam juntos em Angra dos Reis.

Queiroz depositou R$ 24 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro em 2016. O presidente afirma se tratar de parte da quitação de um empréstimo de R$ 40 mil.

Na manhã desta sexta-feira, ao ser questionado se teria comprovante do empréstimo que diz ter feito a Queiroz, o presidente respondeu a um repórter do jornal O Globo: ”Oh rapaz, pergunta para a tua mãe o comprovante que ela deu para o teu pai, tá certo?”

A entrevista de Bolsonaro em frente ao Palácio da Alvorada foi marcada por hostilidades e provocações aos jornalistas presentes, tanto por parte do mandatário quanto por parte de um grupo de apoiadores que o saudava no local.

O mesmo repórter perguntou em seguida sobre os desdobramentos da investigação do Ministério Público do Rio sobre Flávio. Bolsonaro respondeu mais uma vez de forma agressiva: ”Você tem uma cara de homossexual terrível, nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, retrucou o presidente.

Neste ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu julgamento que enquadrou a homofobia e a transfobia na lei dos crimes de racismo até que o Congresso Nacional aprove uma legislação sobre o tema.

Hoje Bolsonaro nega que seja homofóbico e contra os gays. Em 2011, ainda como deputado, disse o seguinte: ”Seria incapaz de amar um filho homossexual. Não vou dar uma de hipócrita aqui. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí.”

O Ministério Público do Rio afirma que Flávio lavou até R$ 2,3 milhões com transações imobiliárias e com sua loja de chocolates em um shopping da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. As operações tiveram como semelhança o uso de grande quantidade de dinheiro vivo.

Para a Promotoria, a origem desses recursos em espécie é o esquema de “rachadinha” no antigo gabinete do senador na Assembleia, operado por Queiroz.

Sobre uma das suspeitas, Bolsonaro repetiu o filho, disse que ”ninguém lava dinheiro em franquia” e atacou o MP estadual, o juiz do caso e o governador do Rio, Wilson Witzel. ”As franquias são controladas, não é o cara abre a franquia e a matriz abandona. Ninguém lava dinheiro em franquia”, declarou o presidente.

A Kopenhagen afirmou, em nota, que não realiza ”nenhum tipo de auditoria fiscal com seus franqueados, que são pessoas jurídicas totalmente independentes da franqueadora”.

”A marca afirma que possui um amplo manual de normas e procedimentos operacionais, já que preza a padronização de toda a rede de franquias e a garantia de qualidade. Esses aspectos operacionais são auditados pelo grupo a fim de preservar os atributos do ponto de venda, mantendo a excelência dos processos”, diz a nota da empresa.

Ainda nesta sexta-feira, ao se referir aos altos valores apontados pelo MP-RJ, Bolsonaro comparou seu filho ao jogador de futebol Neymar.

”Acusaram ele também de estar ganhando mais na casa de chocolate. Quem leva mais cliente —e ele leva um montão de gente importante pra lá— ganha mais. É a mesma coisa de chegar para o Neymar [e perguntar]: ‘Por que ele está ganhando mais do que os outros jogadores?’ Porque ele é mais importante. Não é comunismo.”

A exemplo de Flávio, o presidente atacou o juiz do caso, Flávio Itabaiana, pelo fato de o magistrado ter uma filha trabalhando na Secretaria Estadual da Casa Civil.

”Você já viu o Ministério do Público do Rio de Janeiro investigar qualquer pessoa ou ato de corrupção, qualquer deslize de agente público do estado? É o estado mais corrupto do Brasil. Vocês perguntaram para o governador Witzel por que a filha do juiz Itabaiana está empregada com ele? E pelo o que parece, não vou atestar aqui, é funcionária fantasma. Já foram em cima do Ministério Pública para ver se vai investigar o Witzel?”

Folha de S.Paulo

Maracás: Prefeito antecipa o décimo e anuncia incentivo e tablets para agentes de saúde

/ Entrevista

Prefeito Soya fala em equilíbrio financeiro. Foto: Gean Galvão/BMF

Na contramão da crise alegada por prefeituras, que revelam enfrentar dificuldades para fechar as contas, algumas sem conseguir pagar salário em dia, em Maracás, no Vale do Jiquiriçá, a palavra atraso, bastante comum no vocabulário de quem depende do poder público no atual momento de crise econômico-financeira no país parece não ser usada pelo prefeito da cidade, Uilson Novais – Soya (PDT).

O prefeito anunciou, nesta quinta-feira, o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário do funcionalismo. ”Já pagamos a segunda parcela do décimo dos servidores. Até essa quinta-feira, dia 19, estamos pagando 1/3 da Educação e até o dia 30 o salário do mês de dezembro de todos os trabalhadores”, garantiu o gestor.

Soya diz que o município consegue se adaptar a nova realidade econômica do Brasil com organização. ”Maracás também enfrenta os problemas de recursos como os demais municípios enfrentam, só que o nosso diferencial é o equilíbrio nos gastos, pois adotamos uma política de educação financeira. Não tem sido fácil para nenhum prefeito da região fechar as contas do mês e pagar salário, mas o que nós podemos assegurar é que, aqui, o nosso esforço é diário para evitar atraso e isso se faz com sabedoria. Mudamos o horário do expediente na prefeitura e em outras nas repartições, com o regime de turnão, sem comprometer os serviços essenciais, mas gerando redução de gastos. Temos muito cuidado na despesa com pessoal, contratando sempre sem extrapolar. Para se ter idéia, ainda não demitidos os contratados. Vamos demitir, mas isso ainda não ocorreu e nem mesmo os contratados reclamam de atraso, porque não há falta de pagamento”, afirmou.

O chefe do Executivo ainda revelou que criou uma Lei Municipal, para conceder aos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias incentivo ao adicional, parcela única que chega ao município em dezembro pelo Governo Federal e deste recurso 70% será destinado aos agentes. ”Foi uma promessa nossa e nós estaremos cumprindo isso aí, além da compra de tablets que nós estaremos efetuando em janeiro e que serão aparelhos de trabalho que facilitarão o acesso às informações dos pacientes. Já foi feita a licitação e após a compra uma empresa irá treinar o pessoal para poder trabalhar com os tablets, um avanço importante”, concluiu.

Prefeito de Maracás faz balanço do terceiro ano de gestão, destaca obras e anuncia Réveillon

/ Entrevista

Prefeito Soya destaca ações da gestão. Foto: Gean Galvão/BMFrahm

O prefeito de Maracás, Uilson Novais – Soya (PDT), diz que irá findar o terceiro ano de sua gestão com motivos para comemorar. Soya faz balanço da sua atuação no cargo de gestor público e destaca obras e outras ações que ele diz ser importante para o desenvolvimento do município.

Entre as realizações, o mandatário cita, em entrevista ao Blog Marcos Frahm,  a pavimentação de 17 ruas, obras em andamento em outras 06 e assegura que já foi firmado convênio para pavimentar mais 05 vias públicas. Além de pavimentações, Soya enfatizou a reforma completa do Hospital Municipal Álvaro Bezerra. ”Fizemos uma revolução na saúde, dando uma cara nova ao hospital, que se encontrava em situação complicada, com a sua estrutura comprometida, o que dificultava o trabalho dos profissionais e não representava um bom acolhimento aos pacientes. Hoje, o hospital conta com novos leitos, alojamento pra médicos, banheiros, novo necrotério, sala de semi-UTI, instalamos novos equipamentos e agora podemos dizer que Maracás tem um hospital digno”, afirmou.

Reformas  de creches, da sede do SAMU 192, de 06 postos de saúde na área rural, de 02 UBS, aquisição de ambulância semi-UTI, odontomóvel, ambulância tipo van, ambulância pequena, veículos S10/Chevrolet e Ford KA para a Saúde também constam do balanço feito pelo prefeito.

Soya diz focar na Educação com valorização dos professores e atenção especial as creches. ”Nós temos seis creches funcionando, depois da reconstrução da Madre Tereza e já estamos concluindo a creche Proifância Tipo B, fruto de uma luta que nós travamos para a conclusão e isso com o apoio da prefeitura. Saímos da promessa para realização, colocando para funcionar muita coisa que estava parada em nossa cidade. E por falar em segurança, que caminha junto com a educação, lutamos e conseguimos com o apoio do deputado Euclides Fernandes a implantação de um Colégio Militar, já em pleno funcionamento”, pontuou.

O gestor anunciou que Maracás irá entrar no rol da tecnologia ao afirmar que irá lançar, a partir de janeiro, um edital de licitação para o município adquirir câmeras de vídeo monitoramento. ”O investimento que vamos fazer será destinado a ampliar e melhorar a segurança na cidade”.

Na lista dos municípios baianos com decreto de situação de emergência reconhecido pelo Governo, Maracás sofre com a escassez de chuvas e a Prefeitura informa ter investido no abastecimento de água via carros-pipa em diversas localidades rurais.  ”As dificuldades são muitas diante dessa seca. Nós estamos captando, ou seja, comprando água em Jequié, uma distância de 93 quilômetros para levar ao povo da zona rural, onde não temos água. E para esse trabalho de abastecimento nos povoados, estamos nos empenhando para manter as estradas vicinais em bom estado e facilitar não apenas a circulação dos carros-pipa como também dos produtores rurais. É uma gestão que pode não ter propaganda, mas trabalho tem”, ressaltou.

Soya anuncia o Réveillon 2020 com show de Cacau com Leite e bandas locais. ”Buscando carimbar mais um ano de sucesso, a prefeitura atende ao pedido da população e fará uma grande festa no dia 31, para alegrar o nosso povo”, concluiu.

Governador Rui Costa anuncia mudanças no Planserv e servidores devem ganhar hospital

/ Entrevista

Rui Costa comenta sobre o Planserv. Foto: Fernando Vivas

O governador Rui Costa (PT) anunciou, nesta segunda-feira (16), possíveis mudanças no Planserv, que hoje é administrada pela Qualirede e é alvo constante de críticas da bancada de Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo o petista, a ideia é criar um hospital próprio da rede de saúde exclusivo para atendimentos de servidores estaduais.

”Vamos chamar os sindicatos para conversar sobre o Planserv e devemos anunciar mudanças. Entre elas está a possibilidade de ter um hospital próprio do Planserv. Alguns estados optaram por isso e estamos chegando à conclusão que talvez seja a melhor solução ter um hospital ‘novinho em folha’, de alto padrão para atender aos servidores, mas vamos fazer dialogando com todas as entidades”, disse Rui após o lançamento da 5ª edição da revista Terra Mãe que apresenta um balanço das ações e investimentos do governo estadual neste ano. *Por Raiane Veríssimo/Política Livre

 

Governo pagou emendas a todos os deputados da oposição, diz secretária de Rui Costa

/ Entrevista

Secretária de Relações Institucionais, Cibele. Foto: Reprodução

A secretária estadual de Relações Institucionais, Cibele Carvalho, negou que o governo não pague as emendas impositivas a deputados da oposição. De acordo com a titular da Serin, o cronograma para pagamento tem sido cumprido.

”Tive duas reuniões com a bancada de oposição, com o líder da bancada, Targino Machado. Fizemos programações de pagamento de emendas, um cronograma”, disse Cibele, em almoço com a imprensa, nesta segunda-feira (16).

”Todos foram pagos. A gente faz um cronograma, como a gente faz com a base”, completou. Sobre a relação entre Executivo e Legislativo, a secretária afirmou considerar que houve um ”grande avanço”, relatou, segundo o site bahia.ba

”Claro que ainda tem coisas que precisamos melhorar, mas já começamos um processo que está evoluindo satisfatoriamente, no meu ponto de vista”, declarou.

”Lula precisa pregar a pacificação do país, e PT deve ajustar discurso”, diz Rui Costa à Folha de SP

/ Entrevista

Rui Costa prega a pacificação no Brasil. Foto: Paula Fróes

No confronto com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido), o PT precisa deixar a polarização e buscar pregar a pacificação do país, além de fazer um ”ajuste fino” no seu discurso econômico. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter papel preponderante nesse processo, retomando o papel de conciliador de setores da sociedade que viveu quando governou, de 2003 a 2010.

A opinião é de Rui Costa, governador petista da Bahia e principal nome da sigla com cargo eletivo hoje. Seu estado, governado pela quarta vez seguida pelo partido, é o quarto maior colégio eleitoral do Brasil e termômetro comportamental do populoso Nordeste —principal ilha regional de rejeição a Bolsonaro.

Costa, 56, reelegeu-se no primeiro turno de 2018 com 75,5% dos votos válidos, um recorde percentual e nominal. Afilhado político do ex-governador Jaques Wagner (PT), ele tem seu nome ventilado para compor chapa presidencial em 2022 —e não nega.

“Estou à disposição”, disse ele após participar do leilão no qual um grupo chinês disputou sozinho a concessão, por 35 anos, da ponte (ainda não construída) que ligará Salvador a Itaparica, nesta sexta (13), na Bolsa de São Paulo.

Costa é um crítico da posição econômica do PT em relação à ”realidade brasileira”.

Disse que é preciso refinar o discurso, ao ser confrontado com a dicotomia de sua busca por recursos privados e a rejeição da bancada federal do partido ao marco legal do saneamento que facilita isso no setor, aprovado na Câmara.

Como o sr. avalia esse primeiro ano do governo Bolsonaro, com a popularidade do presidente estabilizada e sinalizações de melhoria na economia que, se não chegaram na ponta, estão no ar? Ele está ganhando o primeiro round? Eu acho que tivemos um ano muito difícil, porque se arranhou muito a imagem do Brasil internacionalmente, fruto de declarações desastrosas de vários componentes do governo federal. Isso dificulta a atração de investimentos não só pela União, mas pelos estados.

O país, seja o setor empresarial ou os governadores, teve de trabalhar para tentar reverter imagens negativas que se formavam sobre essas declarações, por exemplo, de desprezo pelo meio ambiente.
Muitos fundos e agências de fomento condicionam aportes à preservação ambiental. Poderíamos estar melhor. É evidente que estamos vindo de cinco anos de recessão, e os sinais de retomada não são claros porque em todo final de ano há um aquecimento.

Antes da soltura do Lula, o sr. havia dito que ele não deveria ser foco na discussão em alianças. Mas o discurso dele agora solto segue centrado na própria figura. Isso não pode cansar o eleitor? Acho natural que quem ficou preso um ano injustamente faça declarações duras. Mas o Lula governou o país durante oito anos como um conciliador. Essa concertação, com empresários, trabalhadores, sociedade, fez com que o governo dele fosse de maior desenvolvimento nos últimos séculos.

Esse modelo que eu defendo. Acho que ele, independentemente de qualquer questão eleitoral, vai voltar ao leito de ser um conciliador nacional.

Na mais recente pesquisa do Datafolha, a ministra Damares Alves (Família) foi a segunda mais bem avaliada. Ela representa muito o que é criticado à esquerda no governo, em termos de agenda. Está faltando ao PT, à esquerda, entender melhor o que aconteceu em 2018? Não só a esquerda, todos nós precisamos ter um diagnóstico mais preciso. Porque hoje há teses que sempre foram amplamente rejeitadas, sem adesão no Brasil, de preconceito contra minorias ou opção sexual, de racismo, violência, armamentismo. Por que essas teses têm aderência, mesmo que de 25% da população? Precisamos refletir, partidos, universidades, imprensa.

As pessoas não querem conversar mais. As pessoas estranham quando dois políticos adversários conversam. Torcida única em estádio virou lugar-comum, é um retrocesso gigantesco. Isso é um mal.

O sr. não acha que quando Lula aposta na radicalização do discurso contra Bolsonaro [o ex-presidente tem dado declarações pedindo o confronto com o governo federal desde que deixou a cadeia, em novembro] ele alimenta esse ciclo? Temos de ser diferentes deles. Temos de pregar a pacificação do país, cortar a discriminação e o ódio. Antes, as pessoas tinham vergonha de manifestar preconceito. Agora parece que têm orgulho.
Certamente essas pessoas existiam, mas ficavam no armário. Precisamos que elas voltem para seus armários.

Como o sr. vê a influência desse debate nacional no pleito municipal de 2020? Em 70% das cidades, esse componente é irrisório. Nas grandes cidades, vai ser um termômetro maior do bom ou do mau humor do eleitorado.

O sr., que já defendeu alianças e mesmo o apoio a Ciro Gomes (PDT) em 2018, acha que são essenciais em 2020? E para 2022, já que o sr. é visto como presidenciável? Não pode ser só pela aliança, para ganhar a eleição. Uma vez pactuadas as prioridades, eu defendo que o PT dialogue para receber apoio onde seus candidatos estiverem bem posicionados e eventualmente dê seu apoio onde não estiverem.

É essa construção cotidiana que poderá levar à construção de uma aliança maior para 2022. É difícil ter a posição de não se aliar agora e esperar aliança em 2022.

O sr. continua considerando ser candidato a presidente em 2022? Quero contribuir para o Brasil. Tenho quatro filhos, o que quero para eles quero para os dos outros. Eles não merecem crescer num país com essa intolerância, essa pobreza. Não quero esse país.

Sou filiado a um partido e estou à disposição para qualquer papel que me for designado. Posso ser candidato a qualquer coisa em 2022, como posso ser candidato a nada. Eleição não é uma obsessão. Vamos discutir, mas acho que o cenário ainda está longe. Estou desapegado. O nome mais forte do PT é Lula.

Hoje ele é inelegível. Verdade. Mas é inegável a força. Por tudo que ele fez, Lula desperta paixões. Toda vez que você desperta paixões positivas, também desperta paixões negativas [risos].

Essa é uma lição de 2018, não? A força do antipetismo. Lula sempre foi maior que o PT. Isso não é único dele. Várias lideranças do PT são maiores eleitoralmente do que o partido. Se o eleitor confia, pode fazer ressalva ao partido, mas vota. Se encaixarmos um discurso de desenvolvimento, inclusão social, união do Brasil e diálogo temos boas chances de um excelente desempenho.

O PT pode não ser cabeça de chapa em 2022? É prematuro para falar. Mas acho pouco provável não ter candidato. Candidatura você não impõe em nenhum nível, você constrói, lidera.

O sr. ainda vê um certo “paulicentrismo” no partido? O ex-prefeito paulistano Fernando Haddad foi sacado candidato em 2018 e está em bolsas de apostas. Não sei se passa por isso. Pela força e carisma do Lula, se ele tiver condição de ser candidato, será. Em outro caso, o partido terá de fazer um projeto de discussão. Há várias pessoas que podem liderar esse processo.

E a dicotomia econômica do discurso? Há dez anos, o sr. seria chamado de entreguista [por conceder a um grupo chinês a ponte que ligará Salvador a Itaparica]. Ontem mesmo [quinta, 12] a bancada de seu partido estava votando contra o marco legal do saneamento. Vocês no Executivo não conseguem influenciar no discurso do partido? Eu acho que de fato é preciso aproximar as posições gerais do partido de desafios concretos da economia e da sociedade, da realidade brasileira. É preciso um ajuste fino, um refinamento das nossas posições.

Quem é governador se pergunta: onde vamos buscar recursos para tirar o pobre de viver sem esgoto, em lugares alagados ou ficar sem água? O governo e os estados não têm como ofertar.

É evidente que precisamos usar o instrumento da parceria público-privada, do capital privado, para levar água e esgoto à população. Isso não significa que os interesses públicos estarão subordinados aos privados. Podemos ter agências reguladoras fortes. Não abrirei mão do controle da minha empresa de saneamento, mas vou abrir seu capital.

O sr. teria votado pelo projeto? Evidentemente. Participei da negociação para equilibrar a redação do texto, para criar uma fase de transição.

Do mesmo jeito na saúde. Eu tenho um hospital público de subúrbio, gerido por empresa privada, com 90% de aprovação. Eles fazem a gestão melhor do que nós. O que conta para a população ao fim? Ter um serviço de qualidade, boas instalações, volume de atendimento. O que diz que você está conectado com o povo mais pobre: é garantir esse serviço ou ficar com posições ideológicas fixas?

Não é preciso colocar isso de forma mais objetiva em campanhas eleitorais? A gente sempre colocou na Bahia, nas nossas campanhas. Hoje, o grande desafio é renda e emprego. Quando há renda alta, mesmo com o desemprego, há mais solidariedade intrafamiliar, as pessoas se ajudam. Agora, o nível de renda rebaixado, a situação é crítica.

Infraestrutura é uma saída? Sim. A remuneração dos projetos coloca eles de pé. É a forma mais rápida de gerar emprego. É um pontapé inicial. Qualquer país do mundo investiu nisso, em educação e ciência. Temos uma grande oportunidade. Ao mesmo tempo, temos um problema grave que é o desprezo do governo federal pela educação e pela ciência, pelas declarações de seus integrantes.

Quem está na ponta no mundo é quem investe nisso, é a bola da vez. Se o Brasil não tiver isso claramente colocado, vai ficar para trás. Da Folha de S. Paulo

Lajedo do Tabocal: Prefeita comemora aprovação de contas e diz que até março decidirá sobre reeleição

/ Entrevista

Mariane Fagundes exerce primeiro mandato. Foto: Gean Galvão

A prefeita de Lajedo do Tabocal, Mariane Fagundes (PSD), encerrará o terceiro ano do seu mandado com motivos para comemorar.

A aprovação das contas da sua gestão, relativas ao exercício de 2028, mesmo com ressalvas é comemorada pela gestora, que diz viver a ”sensação do dever cumprido” ao passar pelo crivo do Tribunal de Contas dos Municípios – TCM.

Mariane, assim como outros gestores que tiveram conta aprovadas sofreu multas por pequenas falhas que foram constatadas durante a análise dos relatórios apresentados. Mas a prefeita não se esquiva do assunto, tendo afirmado que encara com naturalidade a punição que é imposta pela corte: ”Já são duas contas da minha gestão aprovadas e isso é o reflexo de um trabalho sério que a gente faz. Sempre tem essa multa, por algumas falhas técnicas, mas o importante é que a gente cumpriu todos os índices e com esse resultado eu agradeço a nossa equipe, pelo empenho e pela capacidade, nos ajudando a transformar a realidade de Lajedo”, disse ela, durante entrevista ao Blog Marcos Frahm.

Gestora de primeiro mandato, Mariane foi indagada sobre candidatura à reeleição, mas preferiu não se aprofundar no assunto político-eleitoral com afirmação de que, até o mês de março de 2020, decidirá sofre seu futuro político: ”Até março, nós vamos sentar com Euclides Fernandes, Antônio Brito, que são os deputados que realmente tem trabalhado pelo município, vamos também ouvir a equipe e os vereadores e decidir isso aí”, concluiu.

Da iniciativa privada para a vida pública

Mariane Isabel Moreira Fagundes é filha do ex-prefeito de Lajedo, Álvaro Fagundes [In memoriam], que foi considerado o maior líder político da história do município, com administrações que marcaram época e ela diz seguir, no exercício do cargo, o legado político do pai.

Empresária do ramo de cafeicultura, foi eleita em 2016 em seu primeiro teste eleitoral, obtendo 43,73 % da preferência dos eleitores, vencendo na ocasião dois adversários: o então prefeito Adalício Almeida (PP) e o presidente da Câmara, Antônio Marcos (PRB), que também disputou à prefeitura e figurou em terceiro lugar.

Raimundo afirma que é candidatíssimo a prefeito de Jaguaquara; ”Não tenho motivos para recuar”

/ Entrevista

Raimundo diz que não recuará de decisão. Foto: Blog Marcos Frahm

O presidente da Câmara de Vereadores de Jaguaquara, Raimundo Louzado, filiado ao PR, mas que deve ingressar no PSD disse que é candidatíssimo a prefeito em 2020.

A declaração foi feita durante entrevista a Rádio 93 FM de Jequié, na segunda-feira (02/12), rebatendo boatos lançados por adversários de que havia desistido da disputa. ”Não tenho motivos para recuar”, afirmou.

No meio político, principalmente, o nome de Louzado aparece como importante alternativa à sucessão de Giuliano Martinelli  (PP) e isto, segundo Raimundo, vem incomodando. ”A minha pré-candidatura é de conhecimento de todos e a mesma já não mais me pertence. Trata-se da vontade do eleitorado que deseja uma nova maneira de governar, com o prefeito presente, dialogando com a população, buscando, junto com essa população, as soluções para os problemas da cidade que sofre com a ausência de políticas públicas em todos os setores”, declarou.

O presidente da Câmara afirmou ainda que seu nome representa a esperança de um futuro melhor para Jaguaquara, que não ver a hora de se livrar das amarras de uma administração ”vingativa”.

Presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Júnior insiste que pode ser o candidato de ACM em 2020

/ Entrevista

Geraldo diz que se comunica com ACM pelo olhar. Foto: Roberto Viana

O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (SD), insistiu que pode ser o candidato do prefeito ACM Neto (DEM) na eleição de 2020. O edil copiou uma frase do gestor, no último fim de semana, e disse que também se comunica com ele ”pelo olhar”.

”A gente vai continuar lutando nesse sentido. Reunimos todas as condições para ser o candidato do prefeito ACM Neto. Somos da base, o partido é da base, o prefeito é da base, sou amigo do prefeito e tenho confiança do prefeito. Nos comunicamos pelo olhar. Somos amigos de longas datas. Estamos em uma fase de conversação”, declarou ao site BNews, na noite desta terça-feira (03/12).

Geraldo tem feito um movimento em separado para se viabilizar como candidato. Nas últimas duas semanas, ele viajou à Brasília para se reunir com lideranças do PTB, SD, MDB e PSC – além do Republicanos, que atualmente permanece na base de Neto.

O prefeito, por sua vez, está empenhado em lançar o vice, Bruno Reis, para o pleito.

Rui elogia desempenho do Bahia em alusão a Bellintani, mas não fala em partidos políticos

/ Entrevista

Rui comemora vitória do Bahia. Foto: Raiane Veríssimo/Política Livre

O governador Rui Costa (PT) disse hoje que não vai falar em nome dos dirigentes partidários, ao se referir à sucessão municipal de Salvador, em 2020. Ele também negou que haja cansaço em relação à demora de Guilherme Bellintani, presidente do Esporte Clube Bahia, em anunciar se será ou não candidato a prefeito no ano que vem e se manifestou feliz com os resultados do time. ”Eu estou até feliz com uma vitória do Bahia, o Bahia ganhou uma partida. Assisti esta semana o jogo”, declarou, conforme informações do site Política Livre.

O governador concluiu afirmando que o momento é de muita conversa. ”Tem muita gente conversando”, declarou, em coletiva à imprensa logo após ter discursado no ato em que assinou contrato para a construção da nova Rodoviária de Salvador, na BR 324.

Wagner comenta prisão de desembargadora: ”sem crença no judiciário não há democracia”

/ Entrevista

Wagner comenta prisão de Maria do Socorro. Foto: Alessandro Dantas

O senador Jaques Wagner (PT) disse que vê com tristeza a prisão da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, que foi presa preventivamente na manhã desta sexta-feira (29), na nova fase da Operação Faroeste, batizada de Joia da Coroa.

”Eu vejo com tristeza porque o Tribunal de Justiça representa a Casa que deveria, ou deve, defender as leis. Não tem como fazer juízo de valor, porque o processo não terminou, mas fico triste de saber que pessoas que tiveram postos importantes estão sendo presas. A população perde a crença no poder judiciário e aí não se tem mais democracia”, disse o senador, em depoimento ao site BNews, durante a posse do vereador Edvaldo Brito (PSD) na Academia de Letras da Bahia, em Salvador.

Wagner se esquivou de comentar sobre o bilhete encontrado pela Polícia Federal na residência da desembargadora, que seria endereçado ao governador Rui Costa (PT).

”Sobre o bilhete, o governador já respondeu. Não foi nem entregue e não tem nada a comentar”, pontuou.

 

Antônio Brito reafirma que o PSD terá candidatos em Jaguaquara e Jequié; ”podem ter certeza”

/ Entrevista

”Nós vamos administrar isso com paciência”. Foto: Blog Marcos Frahm

O deputado federal Antônio Brito defendeu as pré-candidaturas do seu partido, o PSD, nas duas maiores cidades das regiões do Médio Rio de Contas, Jequié, e do Vale do Jiquiriçá, Jaguaquara.

Durante contato com o Blog Marcos Frahm, Brito reafirmou o que já havia declarado em oportunidade anterior: ”o PSD terá candidato em Jequié, com os nomes de Alexandre e Dr. Fernando e em Jaguaquara também, onde nós apresentaremos os nomes de [Raimundo Louzado presidente da Câmara] e [Ademir Moreira ex-prefeito]”.

Ele enfatiza o projeto político em Jaguaquara e diz que o cabeça de chapa será o que melhor despontar nas pesquisas e da mesma forma em Jequié. ”Nós vamos administrar isso com paciência, mas podem ter certeza de que as pré-candidaturas estão mantidas nas duas cidades”, afirmou.

Para Brito, a tendência é que o partido cresça em Jaguaquara, não só pela disputa do Poder Executivo, mas pelo número de filiados que ele garante ter na legenda disputando vaga na Câmara de Vereadores nas eleições de 2020. ”O PSD é o partido com o maior número de prefeitos da Bahia e nós acreditamos que ele cresça cada vez mais. Em Jaguaquara, será importante disputar a prefeitura, mas teremos também bons nomes na corrida por vagas no Legislativo”.

Embora diga em público que o seu grupo em Jaguaquara tem dois nomes, Raimundo e Ademir, há quem vê “simpatia” de Brito à pré-candidatura de Raimundo.

Deputado Sandro Régis minimiza ”laranjal” do DEM, isenta ACM e diz que partido corrigirá erro

/ Entrevista

Deputado estadual Sandro Régis. Foto: Reprodução/Metro1

O deputado estadual baiano Sandro Régis isentou o presidente nacional do DEM, ACM Neto, do escândalo apelidado de ”laranjal” do partido. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a PF afirma haver fortes indícios de que verba eleitoral pública do DEM nacional foi desviada por meio da candidatura da policial militar Sonia de Fátima Silva Alves, no Acre. O líder do DEM na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ressalta que são os diretórios estaduais que definem o destino do montante do fundo eleitoral.

”O que acontece: quem decide o fundo eleitoral é o presidente estadual do partido. O partido manda o dinheiro para o presidente estadual. Se houve ou não houve, quem tem que dar explicação é o presidente do DEM no Acre”, declarou, em entrevista ao “Jornal da Cidade II”, com José Eduardo, na Metrópole FM, exibido na noite desta segunda-feira (25). “Pelo que eu conheço do prefeito ACM Neto, da sua seriedade com a questão pública, o nosso presidente nacional fará uma intervenção necessária para corrigir esse erro”, completou.

De acordo com o inquérito da PF, ao qual o jornal teve acesso, Sonia foi usada como candidata laranja para desvio dessas verbas em benefício da campanha do deputado federal Alan Rick (AC), presidente do Diretório Estadual do DEM e membro de Executiva Nacional do partido. A maior parte da receita declarada pela candidata foi repassada por meio de uma transferência eletrônica assinada em 13 de setembro de 2018 por Romero Azevedo, tesoureiro nacional, e ”A Magalhães NT” —Antonio Carlos Magalhães Neto.

Em entrevista ao site BNews, Neto afirmou que só tomará uma medida efetiva sobre a suspeita de candidatura laranja no Acre após comprovação da culpabilidade dos envolvidos.”Caso haja um desfecho no processo judicial que confirme a culpabilidade, então, aí, sim, teremos processo disciplinar que pode levar até a expulsão do parlamentar, mas, evidente que só podemos tomar qualquer posição definitiva depois que houver a conclusão das investigações e do processo na Justiça Eleitoral do Acre”, disse.

Bolsonaro
Régis ainda falou sobre o presidente Jair Bolsonaro, ao qual apoiou na eleição de 2018. ”Bolsonaro tem tido acertos, como tem tido erros também”, avaliou, destacando ainda que a economia começa a ganhar um efeito de proa. “Acho cedo para fazer qualquer diagnóstico sobre o governo dar certo ou não”.

O deputado disse que não se arrepende de ter votado no presidente. ”Se fosse PT e Bolsonaro, votaria em Bolsonaro 10 vezes”, enfatizou Sandro, que é membro do grupo carlista na Bahia.

ACM Neto é a ”expressão do bolsonarismo na Bahia”, diz deputado estadual durante entrevista

/ Entrevista

Deputado estadual Alex Lima critica Neto. Foto: Reprodução 

O deputado estadual Alex Lima (PSB) aproveitou sua entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, na manhã desta quarta-feira (06/11), para criticar a gestão de ACM Neto (DEM). Alex afirmou que o prefeito de Salvador é a ”expressão do bolsonarismo na Bahia”.

”Ele tira foto abraçado e sorrindo com o presidente Bolsonaro toda semana e publicamente se manifesta de maneira contrária. Isso não é real. Eu acho que alianças são feitas para ter os bônus e ônus. Você não pode ter os bônus de ser liderado do presidente Bolsonaro e não querer os ônus disso aí. Não é real. Ele precisa dizer a população de Salvador que ele é o maior aliado do presidente Jair Bolsonaro na Bahia”, criticou.