Rosemberg rechaça informação sobre conversas com o PP para ingresso na base de Jerônimo Rodrigues

/ Entrevista

Rosemberg Pinto durante evento em Santa Inês. Foto: Marcos Frahm

O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Rosemberg Pinto (PT), rechaçou, em entrevista ao Blog do Marcos Frahm as informações que circulam na imprensa revelando que ele estaria dialogando com deputados do PP sobre apoio ao Gooverno Jerônimo em votações no Legislativo Baiano. ”Eu não falei que os deputados do PP estavam articulando nada comigo. É uma informação que também me surpreendeu. Na realidade, eu converso individualmente com todos os deputados, inclusive do PP, que são meus amigos. Mas nunca me reunir com os deputados do PP para fazer qualquer debate coletivo da política”, rebateu o petista.

A declaração foi dada neste domingo (15), quando Rosemberg participava do retorno do Festival de Cultura, prestigiando a tradicional Lavagem da Escadaria da Igreja Católica, na cidade de Santa Inês, no Vale do Jiquiriçá, onde tem o prefeito Émerson Elói (PT) como aliado.

Em nota, deputados do partido ainda liderado pelo ex-vice-governador e deputado federal diplomado João Leão, apoiador do candidato derrotado ao Governo, ACM Neto (UB), também teriam negado conversas com Rosemberg ou qualquer outro porta-voz sobre a bancada compor a base de apoio a Jerônimo Rodrigues (PT).

Quero dialogar com quem pensa que cotas e genocídio negro são mimimi, diz Anielle Franco

/ Entrevista

A nova ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. Foto: Reprodução

A nova ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, quer dialogar durante a sua gestão com quem discorda da Lei de Cotas e minimiza a violência sofrida pela população negra no Brasil. ”É muito fácil dialogar com pessoas que pensam como a gente. Mas eu tenho que tentar furar essa bolha e conversar com as pessoas que pensam diferente de mim”, afirma a ministra.

Anielle Franco é irmã da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em 2018, no centro do Rio de Janeiro, em um crime que permanece sem solução. Após o episódio, ela ajudou a fundar o Instituto Marielle Franco.

Ela deixa o cargo de diretora-executiva da entidade para assumir a pasta no governo Lula. Na última quarta-feira (11), a ministra tomou posse em uma cerimônia no Palácio do Planalto, prédio que ainda apresenta sinais da destruição promovida pelos ataques golpistas do domingo.

Em conversa com a Folha, ela fala sobre as pautas que pretende trabalhar na gestão, o projeto de lei que tipifica a injúria racial como crime de racismo, seu livro recém-lançado “Minha Irmã e Eu” e a possibilidade de federalizar o caso de Marielle.

Questionada sobre o elo político da titular do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil), com acusados de chefiar milícias no Rio de Janeiro, a ministra afirmou que “a nomeação de ministros é uma atribuição do presidente Lula, que já deixou explícito que qualquer um dos ministros que aja de maneira duvidosa e contra a lei, será retirado do governo por ele mesmo”.

Como a sra. vê o ataque golpista em Brasília? Eu vi como um ato de vandalismo muito grave. Um ataque à nossa democracia e à Constituição. Algo que tem me preocupado muito é as pessoas não aceitarem o resultado das urnas e continuarem dizendo que é golpe. Mas eu entendo e também respeito, porque é uma parcela da população com quem vamos precisar dialogar.

Uma cena que vai me marcar para o resto da vida foi ver mulheres, na sua grande maioria negras e indígenas, limpando toda aquela atrocidade. Elas depois estavam na minha posse falando o quanto foi duro para elas entrarem ali depois do que aconteceu.

Eles tentaram calar a minha irmã. Tentaram também destruir os Poderes, mas não conseguiram. Acabou que a Mari [Marielle] virou semente e vamos reconstruir o Planalto e todos os outros lugares que foram atacados.

Houve queixas sobre as condições das pessoas que foram presas, inclusive relatos de crianças e adolescentes na triagem. Como defensora dos direitos humanos, a sra. vê isso com preocupação? Se teve algum caso de maus-tratos tem que ser reportado, mas, até onde eu estava acompanhando, não [houve]. O que não dá é pessoas que vão contra a lei não serem intimadas a prestar esclarecimentos sobre isso.

Qual a expectativa para assumir o Ministério da Igualdade Racial? Eu tenho muita expectativa. Queria ter superpoderes para começar a mudar o mundo desde agora pensando na população preta. Mas sei que não posso correr com muita coisa porque não vou fazer sozinha.

Mas o meu sentimento é de muita luta. Estou animada, porque acho que precisávamos dessa guinada, desse olhar para a população negra como um todo. De alguém também de muita fibra que pudesse bater na porta de cada ministério para conversar sobre o que precisa mudar.

A sua ideia é dialogar com todos os ministérios? Sim. É óbvio que teremos as nossas iniciativas, mas quando estávamos, por exemplo, na primeira reunião ministerial, a primeira coisa que eu falei foi pedir cuidado com a palavra transversalidade. Porque na minha opinião, essa palavra traz: responsabilidade e equidade racial e de gênero.

Se vamos falar de transversalidade precisamos entender o peso dela e não fragilizá-la. Eu comecei abrindo assim, porque todo mundo está falando isso desde o GT da transição. Se a gente é transversal precisamos ser intersetorial, interministerial e trabalhar em conjunto.

A minha ideia é dizer para os outros ministros que temos uma pasta da Igualdade Racial e estamos aqui para fazer o nosso, mas também para auxiliá-los. Eu preciso da ajuda deles, porque sozinha pode ser que eu consiga, mas será mais difícil e mais demorado.

O que se perdeu ao longo dos últimos anos com o desmonte da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) durante o governo Temer, em 2016? Desde o golpe da Dilma muita coisa se perdeu, mas a principal foi a questão orçamentária. Saímos de R$ 77 milhões para R$ 17 milhões e terminamos agora com R$ 4 milhões. Eu tenho R$ 4 milhões para começar o ano. Sabemos que com esse valor talvez não conseguiremos atender nem Salvador, onde tem a maior parte da população preta.

Nas próximas semanas vamos conversar com os servidores da antiga gestão da Seppir para entender o que se passou. A questão orçamentária para mim disse muita coisa. Primeiro porque no governo passado tinha esse debate de que falar de raça era “mimimi”, que os movimentos negros eram baderneiros e não eram sérios. Nós temos que desmistificar isso e, em paralelo, brigar por uma relação orçamentária decente.

Qual pauta pretende trabalhar de imediato? A primeira é a Lei de Cotas. Há muitas pautas para a população negra, mas essa é especial e eu quero sair daqui com ela fortalecida.

A Lei de Cotas mudou a minha vida. Foi com ela que eu conheci várias pessoas negras e professoras incríveis. Ela tem salvado a vida de muita gente da Maré e de outras favelas que eu conheço.

Quero fazer uma discussão lá da base, do acesso à educação das crianças negras. Por isso, eu trouxe a Márcia Lima [pesquisadora da USP], que é uma expert no assunto. Vai ser o ministério da escuta, mas também da ação.

Vamos ver o que podemos fazer de imediato para que a discussão política ganhe força através do ministério, com os movimentos e com os professores universitários. Para que possamos de fato ver o resultado.

É muito fácil dialogar com pessoas que pensam como a gente. Eu estou aqui para agradar a essas pessoas, óbvio, porque eu sei que elas vão me cobrar. Mas eu tenho que tentar furar essa bolha e conversar com as pessoas que pensam diferente de mim. Eu preciso dialogar com quem acham que Lei de Cotas e genocídio da população negra são ”mimimi”.

O que gostaria de deixar de legado ao final do mandato? Eu queria deixar para todas as mulheres, meninas adolescentes, jovens negras, principalmente de favela, periferia e quebrada, que elas possam olhar e falar que é possível sonhar, é possível estarmos vivas e é possível chegar a lugares que nos foram e vêm sendo negados historicamente.

Quero fazer um pouco de cada ação, inspirar mulheres do Brasil e do mundo afora e mostrar que o meu currículo vai muito além de ser irmã da Marielle —eu tenho muito orgulho disso.

Eu tenho colocado em prática, e a Marielle também era muito assim, chegar de peito aberto para fazer uma política de afeto.

Foi o que aconteceu com a Simone Tebet. Ela falou uma coisa que para mim e para o movimento negro não era OK [a ministra do Planejamento declarou ser “muito difícil” levar mulheres negras para trabalhar com ela em Brasília, por serem “arrimo de família”]. Eu entendi o ponto dela, acolhi, mas eu mostrei para ela que existe, mostrei que é importante discutirmos em conjunto. Com isso, eu não quero sobrepor e dizer que eu sou melhor. Não é isso, mas eu quero falar para ela que estou aqui e se ela quiser me dar a mão eu dou a mão para nós construímos juntas. Essa é a política que eu quero deixar de legado.

Na sua posse, o presidente Lula sancionou lei que equipara injúria racial a racismo. Qual a importância dessa ação? É muito importante. Primeiro de tudo, porque foram oito anos de espera. Segundo, porque as pessoas achavam que era OK chamar as outras de macaca.

É uma vitória. O presidente Lula ter feito aquilo na minha posse ganha um outro peso. É dizer que estamos falando sério. Agora, são de dois a cinco anos de prisão para quem responder por injúria racial. É reparação e não vamos retroceder.

O livro recém-lançado “Minha Irmã e Eu” é uma obra de memórias que começou a ser escrita desde a morte da vereadora, em 2018. O que dessas memórias da sua irmã a sra. leva para a atuação no ministério? Qual legado ela lhe deixa? Eu demorei muito tempo para escrever, foi muito duro. Mas eu acho que ele tem que ter continuação, quando eu conseguir. É um legado que eu quero deixar para as meninas e gerações.

Quando paro para pensar no que vou trazer da Marielle para o ministério, não tem como não trazer tudo. Desde de entender que o fenômeno Anielle Franco acontece como aconteceu com a minha irmã. Então, preciso me precaver, estar atenta e cuidar da minha família.

O novo ministro da Justiça, Flávio Dino, mencionou a possibilidade de federalizar o caso de Marielle. O que acha dessa decisão? Antes a família era contra. Sim, fomos contra a federalização naquele momento. Não tinha como federalizar no governo que era. Não dava para dar de mão beijada algo que nem sabíamos de onde veio.

Agora vamos ter uma reunião com o Comitê Justiça por Marielle e Anderson, composto por Justiça Global, Terra de Direitos, Anistia Internacional, Mônica Benício e Agatha Arnaus [viúvas de Marielle e do motorista Anderson Gomes, respectivamente] e a família para pensar sobre esse próximo passo.

Não é assim tão simples. Não estamos negando que possa vir a federalizar, mas temos que ter uma reunião com todo mundo para pensarmos.

Isso também foi um tema que falei na primeira reunião ministerial. Disse que precisamos unir forças para tentar descobrir quem mandou matar a Mari, porque podemos fazer história e tentar acelerar isso mesmo sabendo que é um crime complexo.

ANIELLE FRANCO, 37
Formada em jornalismo e inglês pela Universidade de Carolina do Norte e em inglês/literaturas pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). É mestre em jornalismo e inglês pela Universidade de Flórida A&M e mestre em Relações Étnico‑Raciais pelo Cefet/RJ. É professora e doutoranda em Linguística Aplicada na UFRJ (federal do Rio de Janeiro).

Prefeita de Itiruçu diz que disputa entre Jerônimo Rodrigues e ACM Neto é de difícil reversão

/ Entrevista

Lorena diz que Jerônimo será eleito governador. Foto: BMFrahm

Nem todos os políticos se arriscam a afirmar com tanta certeza que Jerônimo Rodrigues (PT) será eleito governador como a prefeita de Itiruçu, Lorena Di Gregório (PSD), uma das articuladoras da campanha no Vale do Jiquiriçá.

Lorena não acredita em virada e diz ser de difícil reversão o cenário entre Jerônimo e ACM Neto (UB) depois do resultado das urnas no último dia (02), quando o candidato governista venceu o 1º turno com 49,45% dos votos válidos contra 40,80% do adversário. ”Muito difícil reversão. A campanha de Jerônimo pegou um gás fora do normal e hoje aqui em Jequié é a prova de que quando o povo quer, não tem jeito. Jerônimo será um governador que vai representar o povo”, cravou.

Aliado de Zé Cocá, prefeito de Lajedo segue apoiando Jerônimo; ”será o nosso governador”

/ Entrevista

Marquinhos diz manter boa relação com Zé Cocá. Foto: BMFrahm

Aliado do prefeito de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia, Zé Cocá (PP), apoiador de ACM Neto (UB), o prefeito de Lajedo do Tabocal, Marquinhos Sena, do mesmo partido, compareceu ao comício de Jerônimo Rodrigues (PT), em Jequié, na noite desta quinta-feira (27), mas disse manter boa relação com o mandatário da Cidade Sol. ”Zé é um amigo”.

Defensor da candidatura de Jerônimo desde o período de pré-campanha, Marquinhos cumpriu compromissos políticos com Cocá ao votar com Leur Lomanto (UB) para deputado federal e Hassan Iosseff (PP) para estadual, ambos indicados por Zé.

Entretanto, na majoritária, marchou com Jerônimo, Otto Alencar e Lula, sob a justificativa de que não poderia ser ingrato com o governador Rui Costa, que autorizou intervenções, obras do Estado na cidade. Questionado nesta quinta pelo BMFrahm sobre o cenário da disputa pelo Palácio de Ondina, Sena foi taxativo ao dizer que Jerônimo será eleito no próximo domingo; ”Agora é só se concentrar para a vitória. Ele será o nosso governador e Lula presidente”.

Fábio Vilas-Boas faz apelo contra abstenção no 2º turno; ”vão votar, isso ameaça a vitória de Lula”

/ Entrevista

Ex-secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas. Foto: BMFrahm

O ex-secretário de Saúde da Bahia, o médico cardiologista Fábio Vilas-Boas, esteve em Jequié nesta quinta-feira (27), participando de caminhada e comício do candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) e decidiu por encorajar os eleitores para que voltem às urnas no próximo domingo (30), no segundo turno das eleições.

Entrevistado pelo Blog do Marcos Frahm, Vilas-Boas disse que Jerônimo tem grande chance de ser eleito, mas teme que abstenção impeça a vitória de Lula (PP) à presidência da República. ”Nós temos grande chance de vencer, mas é muito importante que as pessoas vão votar, não deixem de ir votar. Se nós tivermos um número menor de pessoas votando em comparação há um mês, isso ameaça a vitória de Lula. É importante que todo mundo faça um esforço”, apelou Fábio.

Rui Costa defende que Jerônimo não tem obrigação de ir a debate na quinta e categoriza ACM como príncipe

/ Entrevista

”A decisão caberá a Jerônimo”, diz Rui Costa. Foto: Rede social

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu que seu correligionário e candidato ao governo do Estado, Jerônimo Rodrigues (PT), não tem “obrigação” de ir ao último debate entre os postulantes ao Palácio de Ondina na próxima quinta-feira (27). O atual chefe do executivo da Bahia deu a declaração nesta segunda-feira (24), durante cerimônia de inauguração de um colégio de tempo integral no bairro de Paripe, em Salvador (veja mais aqui).

”Eu só acho que a decisão não pode passar e não deve passar pela vontade daquele que se acha príncipe, herdeiro, e dono da Bahia. Acho incrível como no 1º turno ele mandou algumas TVs, inclusive da propriedade da vice dele, não fazer debate”, declarou Rui Costa.

De acordo com o governador, a Aratu, de Ana Coelho (Republicanos), só optou por realizar o debate após uma suposta ordem de ACM Neto (União). Rui também chamou o ex-prefeito de Salvador de ‘príncipe’, o categorizando como uma pessoa ”mimada”.

Rui defendeu que a campanha de Jerônimo deveria focar ”nas ruas”, em contato com o eleitorado e reforçou que ”o estado não tem dono”.

”A decisão caberá a Jerônimo, mas eu acho que ele não tem obrigação nenhuma de ir. Ele tem que estar nas ruas, debatendo e conversando com o povo, até porque esse estado não tem dono”, declarou o governador.

Na última sexta-feira (21), o senador Jaques Wagner (PT) defendeu a ida de Jerônimo ao debate na TV Bahia na próxima quinta, mas também lembrou que a ida ao encontro ”custaria dias de campanha” (relembre aqui).

”Para ir ao debate você sai de cena dois dias, um dia para se preparar e no dia do debate. Não dá para ir para a rua, caminhar, falar, suar, para ir ao debate. O debate custa dois dias de embate político”, explicou Wagner.

O DEBATE
Agendado para quinta-feira, a emissora responsável anunciou algumas mudanças para o último encontro entre os candidatos ao governo do estado (veja mais aqui). Até então, a presença de Jerônimo e Neto está confirmada para o embate. Com informações do site Bahia Notícias

ACM Neto vota no Vale do Canela, em Salvador e diz que acredita na sua vitória no primeiro turno

/ Entrevista

Candidato a governador, ACM Neto. Foto: Jorge Oliveira/bahia.ba

O candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União) chegou à Faculdade de Administração da UFBA, no Vale do Canela, em Salvador, para votar, no final da manhã deste domingo (2), acompanhado pelo seu pai, pelas suas filhas, pelo candidato ao Senado, Cacá Leão (PP), pela candidata a vice, Ana Coelho (Republicanos), e pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis (União). O ex-prefeito da capital baiana disse que acredita na sua vitória no primeiro turno, mas que está preparado para qualquer resultado, pois nasceu na política e deu o melhor de si durante as visitas pelo interior do Estado.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, disse que é notório que os baianos desejam uma mudança no comando da Bahia e que acreditam no projeto de Neto. ”O sentimento de mudança  foi crescendo ao longo da campanha e começou aqui na capital baiana e tomou o interior. Hoje, nitidamente, a gente vê nas pessoas o desejo de mudar, de tirar essa turma que já está aí há 16 anos, que perdeu a capacidade de resolver os problemas que a Bahia enfrenta na segurança, educação, geração de emprego e renda e saúde. A gente percebe isso quando as pessoas falam que o nosso candidato é muito mais preparado. Nós estamos confiantes na vitória já no primeiro turno. A gente percebe que todo mundo quer tirar eles que estão aí. Chegou a hora de dar oportunidade para outro projeto e a Bahia seguir um outro caminho. Aí hoje todo mundo está votando em ACM Neto para promover uma mudança de verdade, confiando que a Bahia pode muito mais”, pontuou.

Depois de votar, o postulante ao Palácio de Ondina vai acompanhar a votação dos candidatos a vice, Ana Coelho (Colégio Estadual Evaristo da Veiga, na avenida Anita Garibaldi), Cacá Leão (Senado, Colégio Vilas, rua do Rouxinol, 71, Imbuí) e do prefeito Bruno Reis (Colégio Sartre, Itaigara). Com informações do site Bahia Notícias

Coordenador de ACM no Vale, prefeito de Mutuípe diz que vai lutar pela preservação do Rio Jiquiriçá

/ Entrevista

Prefeito Rodrigo Maicon, Digão. Foto: Blog do Marcos Frahm

Considerado um dos principais cabos eleitores e classificado como coordenador da campanha de ACM Neto (UB) no Vale do Jiquiriçá, o prefeito de Mutuípe, Rodrigo Maicon (MDB), disse em entrevista ao Blog do Marcos Frahm que, caso o seu candidato seja eleito a governador, irá tentar sensibilizá-lo sobre a importância da preservação do Rio Jiquiriçá, para que o Estado firme parceria com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Vale do Jiquiriçá e a partir daí a entidade desenvolva de ações, inclusive educativas e ambientais.

”A gente tem ouvido demandas dos colegas prefeitos e uma das prioridades é a preservação do Rio Jiquiriçá, uma das maiores riquezas, que a cada ano que se passa vai se destruindo. Além disso, temos o turismo que pode ser explorado para gerar emprego e renda na região”, disse o mandatário.

ACM Neto reforça autodeclaração como pardo e reclama: ”É porque não sou de esquerda?”

/ Entrevista

Fernando entrevista ACM. Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

O tema ”ACM Neto, o pardo” tem movimentado as redes sociais. Após a divulgação da autodeclaração racial do candidato do União Brasil ao governo do estado, ele tem sido constantemente contestado por jornalistas, eleitores e opositores. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma nesta segunda-feira (19), ele se disse ”moreno”, disse que não fez bronzeamento artificial e questionou adversários políticos que também se declararam como pardos ou pretos à Justiça Eleitoral.

”E Rui Costa, que foi candidato se autodeclarando pardo? E o atual candidato a vice-governador, que se autodeclara pardo? E a deputada Alice Portugal, por quem até tenho respeito, que era branca e mudou para parda? E o deputado Rosemberg, que é líder do governo na Assembleia, que se autodeclarou negro? Essa polêmica não existe com Rui Costa, com Geraldo Jr., com Alice Portugal e com Rosemberg. Existe com ACM Neto. É porque eu não sou de esquerda? Eu não aceito isso”, questionou o candidato.

O governador Rui Costa (PT) chegou a dizer que a autodeclaração de ACM Neto como pardo é ”fraude”, pois visaria obter mais recursos do fundo eleitoral através das cotas de distribuição de verbas para pessoas negras (relembre aqui).

ACM Neto lembrou que se posiciona como pardo desde 2016, quando a Justiça Eleitoral passou a exigir a autodeclaração racial e ainda não existiam as cotas de distribuição dos recursos do fundo eleitoral. O candidato ainda garantiu que não irá mudar a forma como se declara.

”Se tem algum problema, vamos mudar então o conceito do IBGE ou a regra da Justiça Eleitoral. Agora, você querer que eu me identifique como branco não sendo branco? Eu não me colocaria como negro. Jamais! Mas eu me considero pardo”, declarou.

Questionado sobre se teria feito bronzeamento artificial para parecer possuir uma pele mais escura, ACM Neto rechaçou a possibilidade, disse que sempre foi “moreno” e afirmou estar tomando muito Sol.

”Eu sou moreno, pelo amor de Deus. Nesse período de campanha, a gente está tomando um Sol de lascar”, contou ACM Neto. ”Uma certa pessoa, que não vou falar o nome aqui, ainda fez uma brincadeira de altíssimo mau gosto com essa história de bronzeamento artificial, que eu jamais faria”, continuou. Com informações do site Bahia Notícias

Prefeito de Lafaiete diz que vai recorrer à justiça para voltar a descartar lixo em Jequié; ”questão de saúde”

/ Entrevista

João nega descumprimento de acordo. Foto: Guilherme Pacheco

O prefeito de Lafaiete Coutuinho, João Freitas (PP), disse que recebeu com surpresa a decisão da Prefeitura de Jequié proibindo o seu Município de descartar no território jequieense os resíduos sólidos produzidos por Lafaiete. A em nota, a Prefeitura de Jequié teria informado que as cidades vizinhas celebraram um termo de cooperação para que o Aterro Sanitário recebesse e tratasse o lixo. ”Em contrapartida, Lafaiete seria responsável pelas obras de manutenção das estradas do distrito do Baixão e das estradas que fizessem limites entre os dois municípios. Mas, que infelizmente, o termo de cooperação não foi cumprido pela Prefeitura de Lafaiete, que só fez 10% das obras e abandonou os serviços. A Procuradoria Municipal de Jequié notificou, oficialmente, o prefeito de Lafaiete, José Freitas de Santana, o João Véi, por duas vezes, e de forma extra oficial, mais de dez vezes, portanto não é verdade que o prefeito foi pego de surpresa”, diz um trecho da nota, que é veementemente contestada por João.

Em contato com o Blog do Marcos Frahm, o mandatário disse não ter descumprido acordo e classifica o fato como perseguição política em face da ruptura de aliança com o seu ex-padrinho político, Zé Cocá, do mesmo partido, o PP. ”Nós estávamos cumprindo com o que foi acordado entre as partes, recuperando vários trechos de estradas vicinais de Jequié e jamais deixaríamos a situação política superar os interesses da população. Isso é questão de saúde pública e nós vamos ter que tomar uma providência, levando o caso ao conhecimento da Justiça, para que os moradores não sofram as consequências dessa decisão. O lixo está sem poder ser coletado porque não temos onde fazer o descarte e isso é muito chato para todos que amamos Lafaiete”, afirmou o prefeito.

João e Zé tinham uma relação próxima de amizade e mantiveram laços políticos até o primeiro semestre deste ano, quando Cocá rompeu a aliança com o governador Rui Costa (PT) para apoiar o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB) e Freitas decidiu permanecer na base governista. Além disso, o mandatário de Lafaiete se posiciona contrário ao candidato a deputado estadual, Hassan Iosseff (PP), apoiado por Cocá e defende a candidatura de Patrick Lopes (Avante), ex-prefeito de Jitaúna, outro que cortou vínculo político com Zé.

Zé Cocá acredita que não haverá 2º turno para governador e volta a falar em aeroporto regional

/ Entrevista

Zé Cocá aposta na vitória de ACM Neto. Foto: Blog do Marcos Frahm

Na avaliação do prefeito de Jequié e presidente da União dos Municípios da Bahia, Zé Cocá (PP), a disputa pelo Governo do Estado não terá 2º turno e será definida no próximo dia (02) de outubro.

Apoiador de ACM Neto (UB) após ruptura com o governador Rui Costa (PT) Cocá não costuma errar suas previsões e aposta na vitória do ex-prefeito de Salvador: ”A gente ver que, na maioria das pesquisas, ACM Neto aparece acima de 39% na espontânea e chega a ter mais de 60% dos votos válidos. A essa altura do campeonato o candidato do governo não chega a 20% eu acho muito difícil ter uma reviravolta nessa eleição”, cravou, em entrevista ao Blog do Marcos Frahm, na noite desta terça-feira (6).

Um anseio antigo de moradores da região do Vale do Jiquiriçá, que é a instalação de um aeroporto regional, para atender também aos municípios do território e do Médio Rio de Contas, foi uma das bandeiras levantadas por Cocá quando assumiu a UPB.

Entretanto, a proposta, debatida por vezes entre UPB, consórcios do Vale do Jiquiriçá e do Médio Rio de Contas com o Governo do Estado ainda não foi concretizada. Questionado sobre o assunto e se o debate esfriou, Zé revelou que a construção de um aeroporto que atenda os dois territórios esteve na pauta de seu primeiro encontro com ACM Neto quando declarou apoio ao candidato: ”Foi uma das minhas cobranças a ACM quando eu resolvi apoiá-lo. Essa é uma das reivindicações que eu fiz para a região e ele se comprometeu em atender esse pedido quando se tornar governador”, respondeu.

Rui Costa pede reajuste da tabela do SUS para que hospitais sustentem piso da enfermagem

/ Entrevista

Governador Rui sobre piso da Enfermagem. Foto: Dinaldo Silva/BNews

O governador Rui Costa (PT) se manifestou, na manhã desta segunda-feira (5), pedindo o reajuste dos valores da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), com os quais o governo federal remunera os hospitais que prestam serviços gratuitos ao público. O petista se declarou favorável ao piso nacional da enfermagem, mas condicionou os ganhos salariais de enfermeiros à atualização dos repasses às unidades de saúde.

”O Congresso aprovou o piso da enfermagem, ótimo, só não disseram de onde vem o dinheiro. O estado [da Bahia] pode pagar. Mas [as Obras Sociais de] Irmã Dulce pode pagar? Irmã Dulce estava desesperada, que ia fechar o hospital. A tabela por uma cirurgia é de mais de 10 anos atrás. Parece que tem 12 ou 14 anos que não tem reajuste da tabela do SUS. Aí você diz que vai aumentar em R$ 100 milhões o custo do hospital e diz que a remuneração do serviço é a mesma. De onde vem o dinheiro, gente? Este país virou o país da piada pronta, da brincadeira de enganar as enfermeiras”, afirmou o governador.

Rui criticou o Congresso Nacional, que aprovou o piso nacional para os profissionais de enfermagem sem, segundo ele, determinar de onde viriam os recursos para custear o aumento salarial dos enfermeiros.

”Eu aprovo e concordo que as enfermeiras precisam ganhar melhor. Agora, os mesmos que aprovaram o piso deveriam ter aprovado no mesmo dia a mudança da tabela do SUS. Quanto custa isso para um hospital como o de Irmã Dulce? R$ 70 ou 80 milhões? Para uma cirurgia de hérnia ou de coração, quanto eu tenho que aumentar que aumentar a cirurgia para remunerar isso? Simples assim. Bastava aprovar as duas coisas no mesmo dia”, argumentou Rui. Com informações do site Bahia Notícias

Bahia Notícias entrevista candidato ao Governo Kleber Rosa, do PSOL, no Projeto Prisma

/ Entrevista

Dando início à série de entrevistas com os candidatos ao governo da Bahia, o Projeto Prisma recebe, nesta segunda-feira (29), Kleber Rosa, do PSOL. Professor e policial civil, o nome do PSOL é fundador do Movimento dos Policiais Antifacismo e ativista do movimento negro. Cientista social, Rosa é especialista em ”Educação Inclusiva e Diversidade” e ”Educação de Jovens e Adultos” (EJA). Pela primeira vez participando de uma eleição, ele é o primeiro entrevistado do Bahia Notícias, em parceria com os integrantes do Rota Bahia, a partir das 16h, no canal do YouTube do site (veja aqui).

Aos 48 anos, Kleber Rosa é diretor da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab), Secretário de Comunicação do PSOL na Bahia e dirigente nacional do partido. Acompanhe a entrevista na íntegra:

Lula no JN sobre corrupção: ”Só aparece quando você permite que ela seja investigada”

/ Entrevista

Lula durante entrevista ao JN. Foto: reprodução TV Globo

Ao falar sobre os escândalos de corrupção na Petrobras na época do seu governo, o candidato à Presidência da República Luis Inácio Lula da Silva disse, durante sabatina no Jornal Nacional na noite desta quinta-feira (25), que ”a corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada”. O petista atribuiu ainda que sua condenação se ocorreu porque Sérgio Moro estava condenado a condena-lo.

”Durante cinco anos eu fui massacrado e estou tendo a primeira oportunidade em um jornal desde então. A corrupção só aparece quando você permite que ela seja investigada. Fui condenado por Sérgio Moro por uma estratégia política, tanto que eu disse para ele: ”Moro, você está condenado a me condenar. Você já permitiu que mentira foi longe demais”, disse.

Ao falar sobre as medidas que tomaria para evitar que um novo escândalo de corrupção acontecesse, caso fosse eleito, Lula disse que dará liberdade total para investigações.

”Vamos continuar criando mecanismo que possa evitar delito na maquina pública brasileira. Não vai haver decreto de sigilo como estamos vendo acontecer. A corrupção só aparece quando você governa de forma republicana, e é o que eu vou fazer”.