”Era um trabalho muito exaustivo”, diz major baiano que trabalhou no resgate em Brumadinho

/ Entrevista

Trinta e um bombeiros chegaram a Bahia. Foto: Mateus Pereira

Os 31 bombeiros baianos que atuaram no trabalho de resgate na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, chegaram a Salvador na tarde da quinta-feira (14). A força-tarefa baiana em Minas Gerais foi comandada pelo major Ramon Gabriel. Ele contou que o trabalho do grupo foi orientado para a realização de busca e resgate em estruturas colapsadas. ”Era um trabalho muito exaustivo e precisamos ter um controle mental muito grande para encarar aquele cenário de desastre. Em alguns momentos, para percorrer um trecho de dez metros, poderia levar de minutos a horas. Saímos de lá com o aprendizado fundamental sobre trabalhar integrado com outras forças de segurança. A característica deste evento coloca a Bahia num cenário de atuação de um time especializado e capacitado para atuar em uma tragédia dessa proporção”, revelou o major Ramon.

Mutuípe: Prefeito nega ”intriga” com o Legislativo e disse que os poderes precisam caminhar juntos

/ Entrevista

Rodrigo fala da relação com o Legislativo. Foto: Blog Marcos Frahm

Presente na sessão de reabertura da Câmara Municipal de Mutuípe, o prefeito Rodrigo Maicon (MDB) rechaçou as informações de intriga entre o Executivo e o Legislativo do município e negou que irá agir como conspirador – torcendo pelo insucesso da nova Mesa-Diretora, composta por vereadores que venceram o processo de escolha se o seu apoio. Em entrevista ao Blog Marcos Frahm, o gestor afirmou que nunca houve a intriga propagada nos meios políticos. ”Na verdade, nunca houve essa intriga e a gente precisa dos poderes andando juntos, pelo povo e para o povo. Nós temos que pensar é na melhoria da qualidade de vida das pessoas de Mutuípe”, disse. O prefeito ao ser indagado sobre as prioridades da gestão neste ano de 2019, falou em resgatar a Cultura, com investimentos nas tradicionais festas culturais do município, reforço na saúde, educação e segurança pública. ”Mutuípe vem de um descaso da antiga gestão, que acabou com o esporte e, na saúde em algumas localidades, médicos atendiam uma vez por semana e hoje a gente prioriza o funcionamento do que não funcionou na antiga gestão. Vamos priorizar a saúde, educação e segurança”, assegurou. O gestor enfatizou ainda atenção da sua administração na área da infraestrutura, tendo destacado a ordem de serviço recém assinada por ele para obras de pavimentação no povoado de Riachão do Vinhático e disse que mais 11 localidades serão beneficiadas.

Mutuípe: Novo presidente da Câmara nega que usará a Casa para perseguição política ao prefeito

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Josapht foi eleito sem o apoio do prefeito. Foto: Blog Marcos Frahm

O agente da Polícia Civil da Bahia e agora novo presidente da Câmara de Vereadores de Mutuípe, Josapht Lemos (PDT), afirmou em entrevista ao Blog Marcos Frahm que não existe a menor chance de uso da Casa ou do cargo de presidente para perseguição política ao prefeito Rodrigo Maicon (MDB). Ele firmou ainda que sua decisão de ter disputado à presidência ”não tem nada a ver com perseguição”. ”O nosso objetivo é colaborar com a gestão, aprovando projetos que beneficiem a população, e não criar embaraços para o governo municipal. Porém, deixamos claro que o nosso papel de fiscalizador e as cobranças pela correta aplicação dos recursos públicos vai ser exercido de forma intensificada. Vamos realizar as sessões itinerantes, ir ao encontro das pessoas nas comunidades, ouvir o povo e cobrar do Executivo a resolução dos problemas existentes em Mutuípe. Será esse o nosso objetivo, o do desenvolvimento que a cidade precisa, e não um álibi falso de perseguição política”. Índio foi eleito presidente com o apoio do chamado G7, criado entre os parlamentares, a contragosto do prefeito.

Bacias de rejeito da Vanádio Maracás não representam nenhum risco de rompimento, diz Largo Resources

/ Entrevista

Jornalista Ari Moura vai a sede da Vanádio. Foto: Agência AM

As bacias de rejeito da Mineradora Vanádio Maracás não representam nenhum risco de rompimento. A afirmação é do presidente da empresa canadense Largo Resources, responsável pela gestão do grupo no Brasil, Paulo Gonçalves Misk. Ele concedeu entrevista ao radialista Del SANTOS, da Rádio Jequié FM 89,7 e ao jornal imprenso A Folha, do jornalista Ari Moura, nesta quarta-feira (31), durante a recepção aos comunicadores na Fazenda São Conrado, localizada no Km 18 da BA 026, estrada de acesso ao povoado de Porto Alegre, município de Maracás, sede da Vanádio. Os profissionais de imprensa foram ao local em busca de novas informações sobre o funcionamento da empresa depois do rompimento da barragem da Mineradora Vale, em Brumadinho/MG. Embora não esteja na lista das mineradoras divulgadas pelos órgãos governamentais que representam perigo de um possível rompimento, a população regional vem demonstrando grande apreensão, ainda mais porque a empresa está instalada a aproximadamente 22 Km do lago da Barragem de Pedras, responsável pela geração de energia elétrica e pelo abastecimento humano, animal e produção de alimentos de milhares de habitantes. Sobre o item segurança, Misk esclarece na entrevista que, no caso especifico da Vanádio Maracás, existe um grande diferencial em relação as barragens da Samarco e da Vale em Minas, pois os rejeitos não são acumulados em barragens e sim em bacias, o que oferece mais segurança. ”A população pode ficar tranquila, sem nenhuma preocupação, pois estamos trabalhando dentro dos padrões de segurança, no que existe de mais moderno”, revelou, conforme publicação do site Jequié e Região, acrescentando Misk que a inspeção é quinzenal. Ari Moura e Del Santos foram até as bacias de rejeitos e não constataram irregularidades aparentes. Para tirar dúvidas e responder questionamentos, a empresa elaborou um calendário de visitas das comunidades vizinhas, como os moradores de Porto Alegre, para irem ao local acompanhar todo o procedimento que é realizado nas bacias existentes.

Após reunião com ministro, Vale anuncia que vai fechar barragens semelhantes à de Brumadinho

/ Entrevista

Reunião discute tragédia. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Após reunião com os ministros de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Meio Ambiente, Ricardos Salles, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, anunciou hoje (29) que a empresa vai acabar com dez barragens, como a que se rompeu em Brumadinho, nos arredores de Belo Horizonte (MG). Segundo ele, essas barragens serão descomissionadas. ”É a resposta cabal e à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho. Este plano foi produzido três a quatro dias após o acidente”, ressaltou o executivo. Schvartsman afirmou que descomissionar significa preparar a barragem para que ela seja integrada à natureza. ”A decisão da companhia é que não podemos mais conviver com esse tipo de barragem. Tomamos a decisão de acabar com todas as barragens a montante”, disse o executivo em Brasília. O presidente da Vale disse que o projeto para descomissionar as barragens está pronto e será levado para os órgãos federais e estaduais em 45 dias. Segundo ele, o prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos. Os trabalhos devem ter início dois meses após a expedição das licenças. A Vale estima que serão aplicados cerca de R$ 5 bilhões para efetivar o plano. Schvartsman disse que ”não teve qualquer tipo de pressão” por parte do governo federal para intervir na direção da Vale. De acordo com ele, a reunião de hoje com os ministros Costa e Lima e Salles foi ”absulatamente técnica”. ”Esse plano foi hoje apresentado aos ministros de Minas e Energia e Meio Ambiente, assim como foi apresentado à data de ontem ao governador Romeu Zema [de Minas Gerais].” De acordo com o executivo, a decisão será publicada por meio de comunicado para informar o mercado financeiro.

Barragens na Bahia: Nós temos uma fiscalização insipiente, diz promotora de Justiça

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Promotora Cristina Seixas Graça. Foto: Paulo M. Azevedo / BNews

Em entrevista ao site BNews, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (CEAMA) do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Cristina Seixas Graça, detalhou como o órgão estadual tem atuado para garantir a segurança da população e de trabalhadores de barragens no Estado. ”Tem buscado garantir a segurança desses empreendimentos e atividades minerárias e outras atividades que utilizam barragens diante do que aconteceu em Mariana. De lá para cá, todos nós estamos instaurando procedimentos para apurar e investigar as condições dessas barragens. O Ministério Público já tem diversas ações e procedimentos instaurados, buscando garantir que o órgão ambiental faça essa fiscalização porque é a sua obrigação”, disse a promotora de Justiça que participou de um workshop que discutiu a segurança das barragens na Bahia, em Salvador. Em conversa com a reportagem, a promotora ressaltou que a questão mais discutida pelo órgão é a flexibilização do licenciamento ambiental. ”Nossa luta é para que a gente tenha um sistema de licenciamento ambiental efetivo, que garanta as atividades econômicas de grande impacto e risco, que possam efetivamente acontecer com segurança e tranquilidade, garantindo o que a gente chama de desenvolvimento sustentável. Tudo isso está acontecendo, exatamente, porque está havendo uma desestruturação do pouco que já existia no controle e fiscalização ambiental dos Estados”.

Para a coordenadora do CEAMA, a legislação brasileira é bastante avançada, mas o maior desafio reside na fiscalização. ”A legislação é muito boa. O que nós temos é uma fiscalização insipiente. Imagine que o Brasil tem 24 mil barragens, e, somente um percentual muito pequeno foi fiscalizado, e fiscalizado adequadamente. O que tem ocorrido é que as empresas buscam fazer com o que o Estado garanta cada vez mais uma ineficiência em sua fiscalização e monitoramento”. Na Bahia, o Relatório de Segurança de Barragens de 2017 (RSB) avaliou a situação das barragens em todo o estado e detectou que pelo menos 10 estão com comprometimento que impactam na segurança. Para a promotora, o estudo mostra que há uma ”série de falhas no momento da fiscalização”. ”A fiscalização deve ser cada vez mais rígida pelo Estado que tem a competência para fazê-la.  Diversas dessas barragens, muitas são de atividades de água e outras de mineração, tanto o Ministério Público Estadual e Federal estão atuando para garantir que não haja essa situação que aconteceu em Brumadinho”. Sobre as barragens de rejeitos que têm mais alto potencial de dano, localizadas em Jacobina (duas), Santa Luz (uma) e Itagibá (uma), a promotora afirmou que as atividades têm sido cuidadosamente acompanhadas pelas promotorias locais.

”Todos esses procedimentos estão correndo com os promotores locais. Especificamente o caso de Jacobina, que talvez seja um dos casos mais complexos, idêntico ao que aconteceu em Mariana e Brumadinho. Nós já adotamos quatro ações civis públicas. Já requisitamos a paralisação da atividade. E, até hoje não conseguimos que tivesse sido julgado esse pedido. O promotor de Justiça Pablo Almeida tem atuado fortemente no local. É uma questão muito técnica, precisamos ter pessoas capacitadas para atestarem a segurança do equipamento, planos de segurança, um trabalho imenso que deveria ter sido feito no licenciamento ambiental dessas atividades”, aponta a promotora de Justiça.

ACM Neto diz lamentar decisão de Jean Wyllys de deixar o Brasil: ”É uma pessoa séria”

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ACM Neto diz que não deixaria o Brasil. Foto: Guilherme Reis

Presidente nacional do Democratas, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse lamentar a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o Brasil devido a ameaças de morte. ”É uma decisão estritamente pessoal. Lamento. Mesmo discordando do deputado e tendo diferenças ideológicas inequívocas, ele é uma pessoa séria. Mas é uma decisão de foro pessoal e não me cabe comentar isso”, declarou nesta sexta-feira (25), em entrevista coletiva após o lançamento do concurso público da Prefeitura, no Hub Tecnológico, no Comércio. Questionado se também agiria da mesma forma em situação semelhante, o democrata negou: ”Eu não trocaria o Brasil por nenhum outro lugar. Vocês sabem que no passado fui vítima de uma ação violenta, uma facada, e isso não me mudou em nada. Não me impediu de estar perto do povo”, disse, referindo-se a uma facada que recebeu em Salvador, em 2006, quando ainda era deputado federal. Com informações do BNews

”Ele optou pela própria vida”, diz Alice Portugal sobre decisão do colega Jean Wyllys

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”É uma baixa muito grande”, diz Alice. Foto: Blog Marcos Frahm

A deputada federal reeleita Alice Portugal (PCdoB) lamentou a decisão do colega Jean Wyllys (Psol) de abrir mão do mandato de deputado e viver no exterior. Ele decidiu deixar a vida pública com a intensificação das ameaças de morte que vem sofrendo. ”Estamos perdendo um grande parlamentar, um parceiro meu de grandes lutas pela educação, pelos direitos humanos, e as ameaças fizeram com que Jean optasse pela própria vida e abrisse mão do mandato. É um sinal de alerta para os tempos que viveremos a partir do dia 1º de fevereiro” disse ao bahia.ba, na tarde desta quinta-feira (24). ”É uma baixa muito grande, mas tenho certeza que de onde ele estiver, ele estará nas redes, escrevendo, falando, em defesa da democracia. Se nós temos vários ameaçados, ele é um dos mais. Ele e Manuela D’Ávila. Ela não consegue andar 10 metros sem ser agredida, ela tem apanhado dos correligionários do Capitão Bolsonaro”, ressaltou.

A pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir, diz Bolsonaro sobre filho Flávio

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Bolsonaro saiu na defesa do filho Flávio. Foto: Alan Santos

Em entrevista ao Jornal da Record na noite desta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as investigações que têm como base relatório do Coaf que cita seu filho, o senador eleito Flávio Bolsonaro, têm como objetivo atingir o governo federal. “A pressão enorme em cima dele é para tentar me atingir. Ele esteve com o seu sigilo quebrado, fizeram uma arbitrariedade em cima dele”. A entrevista foi realizada durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, após Bolsonaro ter cancelado coletiva de imprensa com os ministros também presentes no evento. “Ele tem explicado tudo o que acontece com ele nessas acusações infundadas. Não é justo atingir um garoto para tentar me atingir. Nós não estamos acima da lei, agora que cumpram a lei, não façam de maneira diferente para conosco”. Também nesta quarta, Jair Bolsonaro chegou a afirmar em entrevista à Agência Bloomberg, que “Se Flávio errou, ele terá de pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”, além da frase “eu lamento como pai”. O discurso proferido de noite teve tom oposto à entrevista realizada durante a manhã. A entrevista na Record também abordou posições tomadas no âmbito econômico, além da justificativa por parte de Bolsonaro do motivo de não ter comparecido à coletiva de imprensa agendada durante o Fórum Econômico.

Antônio Brito não será candidato, mas confirma candidatura do PSD a Prefeitura de Jequié

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Brito diz que o PSD tem vários nomes em Jequié. Foto: Vagner Souza

Eleitor no município de Jequié, o deputado federal Antônio Brito (PSD) tem acompanhado mais de perto as articulações políticas para a eleição municipal da cidade em 2020. De acordo com ele, o Partido Social Democrata tem ”diversos nomes” para disputar a Prefeitura local. ”De fato, eu tenho declarado, declarei recentemente que o PSD terá candidatura em Jequié por uma força até de impulsionamento do partido no estado e, evidente, que os nomes lá estão sendo colocados”, afirmou em entrevista à imprensa, durante o cortejo da Lavagem do Senhor do Bonfim, nesta quinta-feira (17). Um desses nomes, inclusive, é o dele, mas o deputado não confirma que irá disputar o cargo. Ele também é um dos nomes citados como possível candidato do PSD à Prefeitura de Salvador. O parlamentar, no entanto, ressalta que agora está focado no Legislativo. Ele atua para garantir a renegociação das dívidas das Santas Casas de Saúde, que passam por uma crise financeira atualmente.

Cacá Leão espera conversar com o governador Rui sobre secretariado até esta sexta-feira

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Cacá diz que base do governo tem vários nomes. Foto: bahia.ba

Deputado federal eleito, Cacá Leão (PP), disse que deve conversar sobre secretariado com Rui Costa ainda nesta quinta-feira (17). ”Acredito que o governador deva chamar as pessoas para conversar hoje ou, no máximo, até amanhã. Estamos aguardando esse diálogo com Rui”, afirmou ele ao bahia.ba. Sobre sua possível candidatura à Prefeitura de Salvador, ele falou que a base de Rui tem vários nomes. ”É bom ter vários nomes, mas cada um vai construir seu caminho”, declarou o parlamentar.

Decreto do presidente Bolsonaro: ”Sou contra a flexibilização das armas”, opina Neto ACM

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ACM Neto diz ser do ”desarmamento”. Foto: Adenilson Nunes

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou ser contra o decreto assinado esta semana pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que facilita a posse de armas no Brasil. ”Tenho opinião pessoal e sou contra. Sou contra a flexibilização de armas no Brasil. Não é uma questão partidária. A grande maioria do meu partido é a favor. Não estou falando como presidente do partido. Não faria para as áreas urbanas. Limitaria apenas para área rural. Mas, respeito a opinião do presidente,. Ele se elegeu prometendo isso. Está sendo coerente com o que prometeu. E é o pensamento majoritário do meu partido, mas não é o meu pensamento. Sou do desarmamento”, afirmou, em entrevista ao Bocão News. O direito à posse é a autorização para manter uma arma de fogo em casa ou no local de trabalho (desde que o dono da arma seja o responsável legal pelo estabelecimento). Para andar com a arma na rua, é preciso ter direito ao porte, cujas regras são mais rigorosas e não foram tratadas no decreto. O texto do decreto permite aos cidadãos residentes em área urbana ou rural manter arma de fogo em casa, desde que cumpridos os requisitos de “efetiva necessidade”, a serem examinados pela Polícia Federal. Cumpridos os requisitos, o cidadão poderá ter até quatro armas, limite que pode ser ultrapassado em casos específicos. O decreto também prevê que o prazo de validade do registro da arma, hoje de cinco anos, passará para dez anos.

”Se eu pudesse, teria meu filho na minha equipe”, diz Mourão sobre promoção no Banco do Brasil

/ Entrevista

Filho deMourão é promovido a assessor do BB. Foto: Estadão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira, em entrevista ao Estado, que, se pudesse, levaria o seu filho Antonio Hamilton Rossell Mourão para trabalhar ao seu lado no Palácio do Planalto. A promoção do filho do general para assessor especial da presidência do Banco do Brasil, com um salário de R$ 36,3 mil – o triplo do valor atual –, causou polêmica no governo. “Eu não tive nada a ver com isso, o presidente do banco (Rubem Novaes) o conheceu em uma apresentação e o convidou para ser assessor. Aí é óbvio que lá dentro o sindicalismo bancário se revolta. São coisas da vida”, afirmou o vice-presidente, ao lembrar que, em fevereiro, o filho completará 19 anos trabalhando no Banco do Brasil. Questionado se a situação causava algum tipo de constrangimento para ele, o general respondeu de pronto: “Para mim, não. Não é por ser meu filho, mas ele é um profissional extremamente qualificado. Se eu pudesse, eu o teria aqui na minha equipe”. Rossell Mourão é funcionário de carreira do banco e estava há 11 anos na Diretoria de Agronegócios. Com a posse da nova gestão, na segunda-feira, 7, foi promovido e trabalhará em contato direto com o novo presidente da instituição, Rubem Novaes. Apesar do tempo de casa, o salto na carreira foi visto com estranheza por pessoas de dentro do banco. Segundo funcionários, o cargo exige um nível alto de conhecimento e vivência dentro da instituição financeira. Outros dois servidores que exerceram a mesma função na gestão anterior, de Paulo Caffarelli, ocuparam postos de destaque antes de chegarem ao cargo de assessor especial da presidência. Marília Prado de Lima, por exemplo, foi superintendente de Negócios, Varejo e Governo no Distrito Federal. Já Sidney Passeri, antes de assumir a função, foi gerente executivo. O filho do vice-presidente é formado em Administração de Empresas e possui pós-graduações em Agronegócios e em Desenvolvimento Sustentável. Na entrevista ao Estado, Mourão admitiu problemas na comunicação do governo, mas disse que as divergências entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil) estão superadas. “O Paulo e o Onyx foram almoçar juntos na segunda-feira, já trocaram uns beijinhos e está tudo certo. Esse episódio está superado. Em qualquer equipe volta e meia existem dissensões ali, opiniões diferentes, volta e meia vai acontecer. Compete ao líder maior dizer: ‘Meninos — ou meninas, vamos nos acertar aqui’”.

”Seria bom dar uma chance para Bolsonaro”, diz cantor Ferrugem sobre apoio ao novo governo

/ Entrevista

Ferrugem na Virada Salvador. Foto : Vini Simoni/Metropress

Em meio à polarização das eleições deste ano, o cantor Ferrugem foi um dos artistas que se posicionaram a favor do então candidato à presidência, atual presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em entrevista coleta hoje (31) durante o terceiro dia do Festival Virada Salvador 2019, o cantor explicou que o apoio foi motivado por uma busca por um Brasil melhor para a população. ”Minha votação eu faço pensando no outro, no próximo porque eu não sou sozinho. Eu quero que todo mundo fique bem e na minha concepção, seria bom dar uma chance para Bolsonaro. Eu acho que a gente não é inimigo por conta disso. Eu acho que na política e em facção criminosa a gente só sabe de um lado, eu preciso descobrir agora o PSL também”, disse Ferrugem. Entretanto, ele aponta que as divergência políticas não devem motivar brigas e que todas as pessoas devem se unir para fiscalizar o novo governo, que toma posse amanhã (1º). ”Cada um é dono de si próprio, cada um tem suas escolhas, eu escolhi sim Bolsonaro como presidente. A partir do dia 1º de janeiro, quem estiver contra reclame e cobre, e quem votou e esta a favor cobre também”, afirmou.