”Se não for em setembro, vai ser em outubro”, diz secretário da Saúde sobre volta às aulas

/ Entrevista

Secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas. Foto: Divulgação

A retomada das aulas presenciais na Bahia pode ser uma realidade a partir do mês de setembro, segundo o secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Correio da bahia, realizada na quarta-feira (12). ”Inicialmente, se está pensando em retornar progressivamente a partir do mês de setembro, mas isso depende de como vai se comportar o número de óbitos. Se não for em setembro, vai ser em outubro”, afirmou.

Para o secretário, a volta às aulas pode acontecer ainda esse ano, mesmo em plena pandemia do novo coronavírus, se for feita de forma organizada. A definição dos protocolos de retomada e da data exata de retorno será feita por um grupo de estudo composto por outros agentes do governo estadual. ”Não sou eu quem define a previsão. Isso está sendo discutido dentro de um grupo que envolve também a Secretaria de Educação e o próprio governador”, explicou.

Um dos homens públicos à frente das decisões referentes ao combate ao coronavírus no estado, Vilas-Boas não tem tido muito tempo livre. Mesmo assim, encontrou um espaço na agenda para receber a reportagem enquanto se deslocava do Hospital Ernesto Simões Filho, na Caixa D’agua, em Salvador, para o seu gabinete, no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Ele tinha acabado de entregar as obras de requalificação do Complexo de Saúde César de Araújo, em Salvador, que abriga, dentre outros hospitais, o Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), que é uma das unidades de saúde baianas, referência no combate à covid-19. No total, são 80 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) exclusivos para o combate à doença no local.

Em nota enviada a imprensa, a Embaixada da Rússia no Brasil afirmou que está negociando um acordo sobre a vacina recém-registrada contra a covid-19 com o governo do Estado da Bahia. Sobre isso, Fábio Vilas-Boas disse que as negociações estão paradas, pois o estado aguarda o envio dos estudos científicos da vacina por parte do governo russo.’Só vamos avançar a negociação após eles enviarem os estudos”, garantiu.

Segundo o último relatório do comitê científico do Consórcio Nordeste, a situação atual da pandemia na Bahia ainda não está controlada. Para eles, a disponibilidade de leitos de hospitalização ainda permite ter algum aumento de casos. Como vocês veem essa avaliação?  

Não é a disponibilidade de leitos que permite ter um aumento de casos. A nossa quantidade de leitos e a baixa taxa de ocupação permite absorver um crescimento. Isso é verdade. Agora, o fato de você ter mais leitos disponíveis não torna a população menos aderente às medidas de proteção. Ninguém sai para a rua, pois sabe que vai ter leito de UTI, se precisar. As pessoas que estão deliberadamente se expondo ao risco de se contaminarem fazem isso de forma irresponsável ou inconsequente e não por se sentirem confortáveis a ter leitos hospitalares que possam acolhê-las, caso venham a ficar doentes. Estamos tendo atualmente cada vez menos pessoas internadas, tanto em leitos de enfermaria como de UTIs. A taxa de ocupação tem caído progressivamente.

Por que o Governo do Estado mudou a orientação para que as pessoas que apresentarem os primeiros sintomas da covid-19 procurem o hospital no início dos sintomas?  

Desde a semana passada, nós estamos pedindo o apoio de vocês da imprensa para estimular as pessoas a buscarem o atendimento mais precocemente e não ficarem em casa esperando a doença melhorar, pois ela pode piorar. E para os médicos, quando atenderem pessoas com suspeita da covid-19 e portadores de comorbidades que caracterizem um fator de risco, como pessoas acima de 60 anos, hipertensas, diabéticas, portadoras de doenças pulmonares e renais, que possam internar essas pessoas, mesmo sem haver uma indicação óbvia de internação. O objetivo é fazer uma avaliação de risco intra-hospitalar, observar se o paciente vai evoluir bem ou mal e garantir que essa pessoa não retorne ao hospital depois de ter tido uma alta precoce, com um quadro de insuficiência respiratória, em um estado de saúde mais grave. Já tem um mês que mudamos essa orientação. Agora que existe uma taxa de ocupação menor dos leitos, insistimos que essas pessoas sejam internadas precocemente. Está morrendo muita gente em casa, principalmente no interior. Todas as regiões tem hospital que podem receber esses pacientes.

Zé Cocá mantém indefinição sobre vice na sua chapa em Jequié e diz que nome tem que agregar

/ Entrevista

Cocá prega cautela para escolher vice. Foto: Blog Marcos Frahm

Pré-candidato à Prefeitura de Jequié, o deputado estadual Zé Cocá (PP) mantém a indefinição em torno do nome do seu futuro companheiro de chapa nas eleições 2020. O favoritismo de Cocá e o apoio espontâneo do eleitor nas ruas, que mesmo antes do processo eleitoral manifesta simpatia pela candidatura do ex-prefeito do pequeno e vizinho município de Lafaiete Coutinho tornaram extremamente cobiçada a vaga de vice e lhe trouxera novos apoiadores .

Nos meios políticos, rumores apontam para uma aliança entre o PP com o PT, que indicaria, com anuência da primeira-dama do Estado, Aline Fernanda Peixoto, o nome da enfermeira Polliana Leandro, que deixou o cargo de Diretora do Hospital Prado Valadares para ingressar na política, tendo sido filiada recentemente ao Partido dos Trabalhadores.

Outras possibilidades em pauta seriam os nomes de Emanuel Campos – Tinho, do PV, atual presidente da Câmara, que tem sido observado em aparições públicas com Cocá, do vice-prefeito Hassan Youssef, que filiou-se no Podemos depois de ruptura política com o prefeito Sérgio da Gameleira (PSB), ou eventual indicação do Democratas, por intermédio do líder do partido na cidade, o deputado federal Leur Lomanto Jr.

Zé no entanto garante que a prioridade é esperar águas que ainda irão passar por debaixo da ponte. Em entrevista exclusiva ao Blog Marcos Frahm, na noite desta terça-feira (11), ele admite as possibilidades cogitadas, mas prega cautela: ”Marcos, a gente tem debatido muito isso. Hassan, o vice atual, é um cara que eu tenho uma parceria e o considero não como político, mas como amigo. O presidente da Câmara, Tinho, é um excepcional nome, menino bom. Temos uma discussão com o DEM, discussão importantíssima com o PT, que tem interesse em debater a questão da vice e a primeira-dama Aline te feito um trabalho incondicional em Jequié e nós vamos ouvir ela, saber o que ela acha que pode colaborar com o nosso projeto para o município e conversar também com o presidente do partido, pois tem lá um debate interno. O vice tem que ser definido por consenso e eu penso que o importante não é ser apenas o melhor nome político, mas que possa agregar e que tenha musculatura para entrar na chapa”.

Apesar dos já citados, ele também reconhece que há outros nomes, que não foram mencionados: ”Nós temos cinco ou seis nomes bons aí, mas vamos discutir juntos para que isso seja resolvido até setembro”.

Questionado sobre sua peregrinação em municípios da microrregião, nas cidades onde foi votado como deputado, e se o envolvimento em pré-candidaturas de aliados não atrapalharia o foco do projeto em Jequié, Cocá alega que trata-se de gratidão e admite que, mesmo na campanha, tentará se desdobrar para participar da disputa na Cidade Sol e nas suas bases, mesmo sabendo que, se eleito for, será cobrado por atenção a Jequié: ”Eu não posso ser ingrato com as pessoas que me apoiaram. Eu aprendi a dividir o tempo e para Jequié crescer a região precisa crescer junto”, justificou.

Repórter da TV Aratu desmaia ao vivo entrevistando Rui Costa; ”Acabei tendo um choque térmico”

/ Entrevista

A repórter Tainá Reis desmaiou em entrevista. Fotomontagem BMF

A repórter Tainá Reis, da TV Aratu, afiliada da SBT em Salvador, passou por um imprevisto na última quarta-feira (15), ao entrevistar o governador Rui Costa e teve um mal súbito ao vivo.

A situação aconteceu durante a inauguração do Hospital Clériston Andrade 2, em Feira de Santana e foi notada pelo apresentador Pablo Reis e Casemiro Neto, após não receber resposta para o questionamento que havia feito.

A princípio a equipe alegou problema técnico, mas o governador e a repórter confirmaram o mal estar. ”Acabei tendo um choque térmico e desmaiei aqui, por conta da diferença de temperatura, mas já tá tudo bem”, contou.

Nas redes sociais, Tainá esclareceu a situação. ”Em meio a uma entrevista ao vivo com o governador do estado, meu corpo simplesmente desligou. Quando acordei, não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. O constrangimento é grande, assim como o turbilhão de pensamentos que invade a sua mente”.

Zé Cocá diz que Antonio Brito já foi citado na Lava Jato e que usa Santa Casa como cabide de empregos;

/ Entrevista

Zé Cocá rebate Brito em entrevista a 95 FM. Foto: Divulgação

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Jequié pelo PP, Zé Cocá, rebateu as declarações do deputado federal Antônio Brito (PSD), que lhe associou ao prefeito Sérgio da Gameleira (PSB), ao se referir à operação da Polícia Federal que envolveu o gestor.

Em entrevista a Rádio 95 FM, na última quinta-feira (9), Brito mirou sua artilharia e fez diversas comparações entre a Operação Old School (a que afastou Sérgio da Prefeitura por cinco dias) e a Operação Three Hills ou seja Três Morros, que acusa o deputado estadual Zé Cocá e foi desencadeada em 2019 [relembre].

Nesta segunda-feira (13), em entrevista a mesma emissora, Zé Cocá disse ter sido perseguido por Brito e por seu grupo político, que defende a pré-candidatura do cunhado Alexandre Iossef pelo PSD a Prefeitura de Jequié. O pré-candidato iniciou desejando bênçãos sobre Brito, citando Deus, mas sem subir o tom, engrossou o discurso e afirmou que o deputado federal já foi citado na Operação Lava-Jato e que foi chamado por um delator de candomblé. ”Que Deus abençoe ele, mas quero deixar claro que ele foi citado na Lava-Jato, inclusive chamado de candomblé por um delator que disse que deu dinheiro para ele. Eu estou dizendo isso porque o deputado tem me ofendido muito, não só ele como todo o grupo. Quem tem dúvida sobre Zé Cocá vai em Lafaiete Coutinho, investiguem a minha vida”, desabafou.

A afirmação ocorreu em reposta as declarações de Brito e Cocá disse ainda que o seu adversário faz uso da Santa Casa de Saúde de Jequié [entidade gerida pela Fundação José Silveira, da qual a esposa  do deputado federal é superintendente] como cabide de empregos. ”A santa Case de Jequié hoje é cabide de empregos. Não tem um vereador ligado ao grupo de Antônio Brito que não tenha uma pessoa trabalhando na Santa Casa, além de funcionários fantasmas e isso é um absurdo. O deputado tem sujado a imagem dela. Zé Cocá é um homem simples, que veio de baixo e incomoda meia dúzia porque o sinal da gente é de mudar a história da cidade”, bradou.

Jequié: Antônio Brito compara Sérgio da Gameleira a Zé Cocá ao se referir a operações policiais

/ Entrevista

Entrevista polêmica de Brito repercute em Jequié. Foto: Divulgação

Numa entrevista carregada de recados diretos, na manhã desta quinta-feira (9), à 95 FM, de Jequié, o deputado federal, Antônio Brito (PSD) não poupou críticas ao deputado estadual Zé Cocá (PP) e, de forma subliminar, ao jornalismo da própria emissora a quem prestou os esclarecimentos. Em determinado momento, quando questionado pelos apresentadores Elton Bispo e Marcos Oliver sobre o que o deputado achava da Operação da Polícia Federal que envolveu o atual prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira (PSB), Brito mirou sua artilharia e fez diversas comparações entre a Operação Old School (a que afastou Sérgio da Prefeitura por cinco dias) e a Operação Three Hills ou seja Três Morros, que acusa o deputado estadual Zé Cocá e foi desencadeada em 2019.

Antônio Brito, inclusive, lembrou ao apresentador Marcos Oliver que o mesmo foi quem fez, quando ainda estava na bancada de jornalismo da 93 FM, a entrevista com o delegado da Polícia Federal, Jorge Vinícius Gobira Nunes, responsável pelas investigações na operação que envolve o ex-prefeito de Lafaiete Coutinho e que é o mesmo delegado que cuida das investigações contra o prefeito Sérgio da Gameleira.O jornalista Oliver respondeu afirmando que ”o pau que dá em Chico dá em Francisco”.

A entrevista foi encerrada com o deputado Antônio Brito fazendo um comparativo entre os dois projetos políticos que estão disputando o comando da prefeitura da cidade e apontando a necessidade de a população votar numa proposta que esteja fora das páginas policiais. Muito provavelmente a entrevista deverá ter uma tréplica, do deputado estadual Zé Cocá, na mesma emissora. Vale salientar que, em 2018, Brito e Cocá fizeram dobradinha em Jequié, sendo os mais votados para federal e estadual. De lá pra cá, houve ruptura política entre ambos. Hoje, não é nenhuma novidade que Zé Cocá lidera as intenções de voto para prefeito da Cidade Sol e deve enfrentar como principal adversário o ex-aliado Antônio Brito, que tenta emplacar a candidatura do cunhado Alexandre Iossef (PSD).

Relato de uma sobrevivente: ”O medo da morte me rondava”, diz jornalista que venceu o coronavírus

/ Entrevista

Jornalista Mariana Machado, sobrevivente da covid-19. Foto: Divulgação

Ao ter o primeiro sintoma estranho, a jornalista Mariana Machado, 47 anos, percebeu que não devia ficar em casa. A falta de ar, tão representativa da covid-19, podia ser um indicativo de um temido diagnóstico. De fato, era. Poucos dias depois, recebeu o resultado de um teste positivo para coronavírus.

Dali em diante, vieram dias de isolamento enfrentados em casa, sozinha, sabendo que não poderia ficar perto da família. ‘Ter a certeza de se estar com a covid-19 em meados de maio, na Bahia, era quase como ter uma sentença de morte por um crime que você não cometeu”, diz. Em um relato enviado ao jornal Correio da Bahia, ela conta como sobreviveu ao coronavírus.

”Hoje, eu faço 47 anos. E, como a maioria dos 82 mil baianos infectados até sábado (4), sobrevivi à covid-19. Aquela que já é considerada a pior pandemia do século XXI marcará a vida da humanidade, sim, de diversas maneiras. Muitas dessas histórias são imensamente tristes. Essa é a minha história. Uma história de dor física, psicoló- gica mas também de solidariedade e, principalmente, de superação! Numa noite nos primeiros dias de maio, senti um leve desconforto para respirar. Puxava, mas o ar não vinha. No dia seguinte, percebi que estava, de fato, com falta de ar e era um sintoma muito sugestivo para ficar em casa. 

Procurei num dos serviços digitais de monitoramento do coronavírus do governo do Estado e fui aconselhada pelos médicos a procurar uma unidade de saúde mais próxima de casa. Estava sozinha e teria de enfrentar isso sozinha, afinal já era 1h30 da madrugada e eu morava só. 

Peguei um Uber na portaria do condomínio. Cheguei à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e fui imediatamente atendida. A médica no plantão, apesar de muito jovem, demonstrava uma segurança e firmeza impressionantes. Conversou sobre a saturação de minha respiração, sobre a grande quantidade de pacientes entubados e, para afastar qualquer possibilidade de ser uma crise de ansiedade, pediu um raio-x do tórax.

Tudo muito rápido, inclusive o resultado: infecção respiratória com suspeita para covid-19. No raio-X, a médica ainda pôde me mostrar as lesões que já havia em meu pulmão. Me receitou azitromicina, teste RT-PCR e 14 dias de isolamento social total e me mandou para casa. Incrédula e trêmula,  fiz tudo no automático.

Quando saí da UPA, quase 3h da manhã, sem transporte, é que me dei conta de que, na minha vida, nada mais era normal. Liguei para dois amigos, mas nenhum estava em Salvador. Quando deu 4h da manhã, lembrei que em Canterberry, na Inglaterra, já eram 8 horas. E era lá que estava minha irmã mais velha, Marivane, aquela que toda a minha vida, esteve ao meu lado. Ela pediu o endereço da UPA e mandou esperar um pouco. Em menos de uma hora, para um motorista, num carro branco, e pergunta: “você é Mariana? Eu vim te buscar”. Entrei no Uber já aos prantos. 

Era quarta-feira. Às 6h da manhã,  já estava em casa, com o medicamento comprado e entregue via delivery. Minha família toda se mobilizou para me dar apoio. Meus pais, distantes, apenas choravam e rezavam. Minhas irmãs e meus sobrinhos providenciaram tudo o que eu precisasse para não passar por dificuldade. A partir daí, começou a agonia pelo monitoramento diário de meus sintomas. Dor no peito, calafrios imensos,  dores abdominais de me fazerem gritar. E diarreia, muita diarreia. Cada dia, um sintoma novo. E um medo diferente. Noite e dia se fundiram nas minhas jornadas diárias que incluíam apenas uma refeição e poucas horas de sono. O apetite desapareceu. 

Quatro dias após ter ido à UPA, recebi o resultado do Lacen pelo telefone. Deu positivo para covid-19. Se o quadro piorasse, eu deveria procurar uma unidade de saúde. Ter a certeza de se estar com a covid-19 em meados de maio, na Bahia, era quase como ter uma sentença de morte por um crime que você não cometeu. Eu tinha de ficar longe de todos que amava, para protegê-los. Doía especialmente quando minhas irmãs me traziam comida e deixavam num banco, na porta do meu apartamento. Depois, elas se afastavam da porta e, de longe, pediam para me ver. Tentavam sorrir, mas nenhuma das duas, Marivete ou Adriana, conseguia disfarçar a tristeza ao me verem tão abatida. 

Minha cabeça deu um nó! Isolamento social não é um ato saudável para a mente de ninguém. Imagine o isolamento solo. Só eu e Deus. Por 21 dias orei, rezei, questionei e  chorei, chorei muito. O medo da morte me rondava, à espreita, 24 horas. Mas se, de um lado eu estava apavorada, de outro, fui surpreendida por uma infinidade de declarações de amor, amizade, solidariedade. 

Ao fim de duas semanas, os sintomas desapareceram. Mas eu ainda teria de refazer o teste RT-PCR para voltar a trabalhar, o que demorou mais 2 semanas. Antes disso, após 3 semanas de infecção, eu pude dar meu primeiro abraço: foi no meu namorado. Um abraço longo, profundo, silencioso, mas que dizia muita coisa. Cheio de lágrimas e paz. Enfim, eu venci a covid-19”.

Brasil pode ter prioridade no uso da vacina de Oxford contra covid-19, diz reitora de universidade

/ Entrevista

Soraya Smaili é reitora da Unifesp. Foto: Vanessa Fajardo / G1

O Brasil poderá ter prioridade no uso da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford contra a covid-19. A informação é da reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Soraya Smaili. A instituição irá participar, a partir das próximas semanas, da terceira fase de pesquisas da vacina inglesa, realizando testes em cerca de mil pessoas que vivem em São Paulo e atuam em atividades com exposição ao vírus.

O laboratório da universidade do Reino Unido é o que está mais adiantado na construção de uma vacina contra o novo coronavírus, que deverá estar pronta em até 12 meses. De acordo com Smaili, a participação do Brasil – o primeiro país fora do Reino Unido a fazer parte das pesquisas da vacina – coloca o país como “grande candidato” a usá-la, com prioridade, assim que a sua eficácia for comprovada.

”Existem algumas conversas nesse sentido [para o país poder ter prioridade no uso da vacina]. Nós estamos trabalhando para que sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos – semelhantes a esses não há nenhum outro no Brasil – torna o país um grande candidato”, disse, em entrevista a Agência Brasil.

De acordo com a reitora da Unifesp, com acesso à ”receita” da vacina, o Brasil terá capacidade de reproduzi-la em grande escala, a partir de laboratórios nacionais. ”Tendo acesso à vacina, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, e os laboratórios da Fiocruz, entre outros”.

Leia a seguir a entrevista com a reitora da Unifesp:

Agência Brasil: Qual será o papel da Unifesp no processo de desenvolvimento da vacina de Oxford?
Soraya Smaili: A vacina foi iniciada e desenvolvida até esse estágio em que ela está, lá na Universidade de Oxford. O papel da Unifesp é integrar agora a fase 3 de testes, que é um estágio em que você aplica a vacina em voluntários humanos. É uma fase já avançada do desenvolvimento, porque já passou por laboratório, pelas células, já passou pelos animais, já passou pelas outras fases clínicas. Agora está na fase pegar indivíduos voluntários que vão receber a vacina e que serão acompanhados por alguns meses para poder verificar se a vacina é eficaz, se ela consegue proteger contra o coronavírus.

Agência Brasil: Por que o país e a Unifesp foram escolhidos para participar dessa fase de testes?
Soraya Smaili: Inicialmente é por conta da liderança da doutora Lily Yin Weckx, que é a coordenadora do estudo no Brasil e é coordenadora do laboratório do Centro de Referência em Imunização da Unifesp. Esse centro tem conexões com diversos outros pesquisadores do Reino Unido e da Europa. E também por conta da doutora Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, e também pesquisadora do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Unifesp. Por causa da experiência que elas têm na área e dos estudos que já realizaram anteriormente, com reputação muito boa internacional, o nosso laboratório aqui da Unifesp foi indicado para executar essa fase do teste da vacina.

Agência Brasil: Como a participação brasileira pode agregar conhecimento ao desenvolvimento científico local?
Soraya Smaili: Nós vamos aprender muito com esse processo. Mas, além de tudo, vamos poder participar de um importante trabalho que vai, provavelmente, se tudo continuar correndo bem, em alguns meses ter uma vacina que poderá ser aplicada em toda a população contra a covid-19.

Agência Brasil: Ter participado dessa fase dará ao país alguma prioridade para que a população seja vacinada?
Soraya Smaili: Sim, existem algumas conversas nesse sentido. Nós estamos trabalhando para que [seja isso] sim. O fato de estarmos integrando e sermos o primeiro país fora do Reino Unido e também o primeiro laboratório no Brasil a realizar esses estudos, estudos semelhantes a esse não têm nenhum outro no Brasil, torna o país um grande candidato. Essa vacina foi aprovada pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que é uma agência que é ligada ao Ministério da Saúde, tudo isso, dependendo dos resultados, e com o andamento da pesquisa, dessa fase da pesquisa e dos testes, nós temos grande chance de termos, sim, acesso à vacina. Tendo acesso, nós temos capacidade de produção em larga escala, por meio dos nossos laboratórios nacionais de fato, como o Instituto Butantan, os laboratórios da Fiocruz, entre outros.

Agência Brasil: Quais os prazos para o início e final da pesquisa no Brasil?
Soraya Smaili: Os testes ainda não iniciaram. Isso deve acontecer por volta da terceira semana de junho. Essa fase será a fase de recrutamento. Em seguida, os testes desses voluntários selecionados. Depois, a aplicação da vacina, e o seguimento por alguns meses, até doze meses, para que os resultados possam ser conclusivos. Eu disse até 12 meses, porque a perspectiva é que este período pode ser de doze meses ou talvez um pouco menos.

Agência Brasil: O que a senhora destacaria desse processo que agora envolve o Brasil?
Soraya Smaili: A importância de a gente ter a ciência brasileira, a universidade federal trabalhando para o desenvolvimento de uma vacina, que está entre as primeiras vacinas, entre as mais promissoras das que estão sendo estudadas no mundo todo. Estamos – a nossa universidade está se somando a um esforço global, é uma universidade pública federal ligada ao Ministério da Educação – nos juntando a um esforço mundial para a obtenção de uma vacina que vai beneficiar milhões e milhões de pessoas. Estamos muito orgulhosos, contentes, de termos em nosso país uma universidade que são tão bem equipadas com profissionais tão capacitados, que é um patrimônio do povo brasileiro. Isso certamente temos de salientar. A ciência brasileira é uma ciência de alta qualidade e, por isso, foi escolhida a Unifesp, porque tem essa qualidade, dos nossos pesquisadores. Estamos em um esforço coletivo para superamos esse momento. A ciência brasileira também vai dar a sua contribuição e as suas respostas.

Prefeito de Itatim confirma primeiro caso do novo coronavírus no município; paciente é da Saúde

/ Entrevista

Prefeito diz que adota medidas em Itatim. Foto: Voz da Bahia

O prefeito de Itatim, Gilmar Nogueira (PSD), confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no município, localizado no Piemonte do Paraguaçu. Em entrevista à rádio Ponta Aguda FM, ele afirmou que trata-se de uma profissional de saúde local.

Segundo o portal Recôncavo no Ar, a Secretaria Municipal de Saúde informou que a paciente encontra-se em isolamento domiciliar e apresenta sintomas leves, como coriza, dor e sensação de mal-estar.

”Todas as medidas foram adotadas pela vigilância epidemiológica de saúde do município para que a paciente permaneça em isolamento e possa recuperar-se. E, daqui para frente, nós continuaremos monitorando todos os contactantes que tiveram acesso a essa paciente”, disse a secretária de Saúde, Maiane dos Anjos.

Secretário de Saúde diz que Bahia deve ter mais de 100 casos de coronavírus até o fim de semana

/ Entrevista

Fábio Vilals-boas em entrevista. Foto: Alberto Coutinho

O secretário de Saúde, Fábio Vilas Boas, afirmou na tarde desta quinta-feira (19), em live transmitida nas redes sociais da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), que a Bahia deve contabilizar mais de 100 casos do novo coronavírus ainda neste fim de semana.

Até o momento, são 30 pessoas diagnosticadas em todo o estado, mas este número deve aumentar ainda nesta quinta-feira, de acordo com o titular da Sesab.

Fábio Vilas Boas alertou para a rápida progressão do ”quadro epidêmico” na Bahia, que registrou um aumento de 50% dos casos em 24h, e reforçou que o isolamento social ainda é a melhor medida, já que uma vacina para a doença só deve estar pronta no mínimo em um ano.

”Estamos evoluindo em uma progressão rápida desse quadro epidêmico e precisamos fazer com que essa velocidade de crescimento seja reduzida. Temos varias estratégias. A mais eficiente delas é ficar longe de outras pessoas, quem contamina são as pessoas, não é o inseto como no caso da dengue, não se contamina respirando o ar na sala que a outra pessoa está respirando, como a tuberculose. Precisa que alguém contamine pela gotículas de saliva, pra isso tem q estar perto, ou se a pessoa eliminou alguma secreção e uma superfície como uma mesa e você passou a mão na boca, olho, vai lhe contaminar”, explica.

Apesar do aumento de casos, o secretário tranquilizou a população quanto à gravidade do COVID-19, que em 85% das pessoas, segundo ele, deve se apresentar com os sintomas de uma simples gripe. Apenas 15% das ocorrências apresentam sintomas mais graves como falta de ar.  Somente 3% dos infectados acabam morrendo, mas o taxa aumenta de acordo com a idade, sendo particularmente mais letal entre os idosos.

UTIs pediátricas terão abertura antecipada para atender adultos com Covid-19 em Conquista

/ Entrevista

Governador Rui Costa fala sobre o coronavírus. Foto: Mateus Pereira

Como parte dos esforços para conter a disseminação do coronavírus na Bahia, o governador Rui Costa anunciou, nesta terça-feira (17), que 10 leitos de UTI pediátrica que seriam inaugurados em breve, em Vitória da Conquista, terão sua abertura antecipada para o atendimento de pacientes adultos durante a crise.

”Nesse momento nós vamos abrir como adulto, para poder abrir mais vagas. Então, nós estamos já nos preparando para abrir vagas de suporte na rede hospitalar do estado, eventualmente contratar vagas no privado, e montar leitos extra”, explicou o governador. As informações são do Bahia Notícias

Prefeito de Salvador suspende realização do Festival da Cidade; evento pode acontecer em nova data

/ Entrevista

Por Coronavírus, ACM cancela festa. Foto: Vagner Souza/ BNews

O Festival da Cidade de 2020 – com os eventos musicais, culturais e esportivos -, tradicionalmente realizado em março na capital baiana, está suspenso. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (13) pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), durante coletiva à imprensa.

”Nós não vamos fazer o Festival da Cidade no mês de março. Quando eu digo suspenso quero dizer que o desejo da prefeitura é que possamos realizá-lo depois”, explicou. Ainda não há uma estimativa de qual seria a nova data do evento.

Neto acrescentou que a medida foi tomada por entender que este não é um momento de comemoração, com a Organização Mundial de Saúde (OMS) classificando o coronavírus como uma pandemia.

”Com todo o rebatimento que ela tem no Brasil, não cabe, não há qualquer sentido a gente fazer uma festa que obviamente está relacionada a alegria em um momento como esse”, continuou.

Por hora, a recomendação é que nenhum evento seja realizado na cidade. A sugestão, segundo o prefeito, pode virar uma proibição. Isso deve ser medido ao longo do tempo.

Três das principais atrações previstas – Wesley Safadão, Psirico e Alok – entraram na grade do evento em função de transtornos provocados pela chuva em um dos dias do Festival Virada Salvador, no último mês de dezembro – na madrugada de 30 para 31 de dezembro.

Desde 2014 o Festival da Ccidade é realizado tradicionalmente no dia 29 de março – dias antes, dias depois -, para celebrar o aniversário de Salvador. Normalmente, além do evento, a prefeitura costuma entregar uma série de obras, investimentos e realizações no período. Neto garante que essa agenda de ações da administração segue mantida.

”Todo o nosso trabalho, nosso foco, em relação às obras que contemplam novos editais de licitação, novas ordens de serviço e inaugurações. Tudo isso – que será o maior investimento anunciado na história de Salvador – será em 2020 pela oportunidade da comemoração dos 461 anos da cidade e está mantido”, disse durante coletiva.

Otto critica Bolsonaro e promete trabalhar para ”cessar política de retaliação” contra o Nordeste

/ Entrevista

Otto faz duras críticas a Jair. Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) após o Governo Federal priorizar o Sul e o Sudeste na concessão de novos benefícios do Bolsa Família em janeiro, em detrimento da região Nordeste, que concentra 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza na fila de espera do programa.

O parlamentar, em uma publicação feita nas redes sociais nesta quarta-feira (11), prometeu “lutar de forma intensa no Senado Federal para fazer cessar essa política de retaliação contra o povo nordestino”.

”A prioridade dada pelo governo federal às regiões Sul e Sudeste na concessão de novos benefícios do programa Bolsa Família, mostra claramente que o presidente Jair Bolsonaro passou um risco no Brasil: de Minas Gerais para cima é um país que deve ser isolado, perseguido de forma odiosa”, escreveu Otto.

”Reportagens veiculadas pela imprensa revelam que o governo priorizou, em janeiro, famílias das regiões Sul e Sudeste, que ficaram com 75% das novas concessões, em detrimento das famílias do Nordeste, que responderam por apenas 3% das inclusões. Vou lutar de forma intensa no Senado Federal para fazer cessar essa política de retaliação contra o povo nordestino”, acrescentou.

Afinal, cães e gatos podem transmitir o novo coronavírus?

/ Artigos, Entrevista

A notícia de que o novo coronavírus havia sido detectado em um cão na cidade de Hong Kong deixou alguns tutores de animais domésticos confusos sobre a possibilidade do seu pet transmitir a doença. Confirmada pelo Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação de Hong Kong, a informação primária é de que o animal não apresentou nenhum sintoma e que o teste será refeito para verificar se o cachorro foi realmente infectado pelo vírus ou se o resultado foi alterado por algum tipo de contaminação ambiental.

Apesar do susto, segundo a médica veterinária Nádia Rossi, não há motivo para pânico entre donos de cães ou gatos, ou criadores de animais no geral. De acordo com o Membro da Comissão de Ética, Bioética e Bem-estar Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) e coordenadora do Laboratório de viroses da Ufba, a falta de informações sobre o teste realizado no cão de Hong Kong invalida qualquer certeza de que os animais domésticos representem formas de infecção.

”Ainda existem muitos estudos para serem feitos, até agora foi um cachorro só, não é uma amostra representativa. O próprio governo fala que pode ter sido uma contaminação ambiental e sugerem um reteste que até agora não foi divulgado o resultado. Outra coisa, eles nem falam qual foi o teste feito”, afirmou em entrevista ao A Tarde.

”Gerou-se um pânico, uma coisa generalizada, em cima de uma notícia que a princípio não tem nenhum valor científico para gente. Pelo contrário, gera uma preocupação muito grande com relação a abandono e maus tratos”, continuou.

Em um primeiro momento, a suspeita era de que o pangolim, animal em risco de extinção, cuja carne é consumida na China, seria o responsável por transmitir o covid-19 ao ser humano. No entanto, segundo Nádia, alguns estudos apontam que a origem do problema possa estar no morcego.

”O que se sabe até hoje sobre esse covid-19 é que ele de fato é uma zoonose (doenças infecciosas capazes de ser transmitidas entre animais e seres humanos). Com o morcego pode ser mais fácil de acontecer, pois ele está em qualquer lugar, seja ambiente domiciliar ou urbano por conta do desmatamento. A gente acaba tendo um contato indireto”, disse.

Para a veterinária, vale um estudo aprofundado sobre a participação do morcego, mais conhecidos por transmitirem raiva, na disseminação de outros vírus. Porém, ela reforça a importância do animal para o meio ambiente e chama a atenção contra qualquer tipo de mau trato.

”Não podemos criminalizar ou matar os morcegos. Eles são muito importantes para a gente. São grandes polinizadores depois das abelhas. Só as pesquisas que precisam estar um pouquinho mais voltadas às viroses de morcego, porque a gente tem percebido que os coronavírus são zoonóticos”, defendeu.

Outros tipos de Coronavírus

Ainda não há provas ou evidências de que os pets possam contrair ou transmitir o covid-19, no entanto, gatos e cachorros estão passíveis de serem infectados por outros tipos de coronavírus. Mas conforme adianta Nádia, as doenças só atingem suas respectivas espécies e não são transmitidas para humanos.

O cachorro pode apresentar dois tipos de coronavírus. Um dos vírus causa diarreia no animal e o outro, que lembra os sintomas observados no covid-19, provoca problemas respiratórios.

”A diarreia é aguda, mas não chega a ser fatal. Já na doença respiratória, o outro tipo de coronavírus é observado na chamada ‘Tosse dos Canis’, que é como se fosse uma gripe nos cães”, explicou.

O gato também pode sofrer com a família viral por meio do Coronavírus Entérico Felino, mas sem maiores consequências. O perigo é se o vírus sofrer uma mutação e favorecer o surgimento de Peritonite Infecciosa Felina (FIPV), que é fatal para o animal.

No caso do cão, é possível prevenir doença por meio da vacina polivalente V8. Já para o gato ainda não existe vacina licenciada. Não há recomendações para os pets, que devem manter em dia as visitas ao veterinário e não usarem álcool em gel.

E quanto ao ser humano? Existe alguma forma de prevenção? Pensando no além da recomendação geral de lavar bem as mãos e usar o álcool em gel, Nádia acredita que o combate a desinformação em torno do coronavírus pode ajudar bastante no combate da doença e dos mitos em torno dela.

”Infelizmente estamos lidando com muita fake news. O Ministério da Saúde disponibiliza um canal bacana para isso. Tem um grupo de pesquisadores com um médico veterinário também. Então, nada de compartilhar desinformação para não causar morte de cão e gato, que a gente acha até que não tem relação nenhuma com o coronavírus”, recomendou.

Itiruçu: Lorena ratifica pré-candidatura à reeleição e diz que quer repetir chapa com Júnior

/ Entrevista

Lorena se diz decidida sobre reeleição. Foto: Blog Marcos Frahm

A prefeita Lorena Di Gregório (PRB) ratificou sua pré-candidatura à reeleição nas eleições de 2020 em Itiruçu, ao ser indagada pelo Blog Marcos Frahm. A gestora assegurou a permanência do vice-prefeito Júnior Petrúkio (PSD) na chapa que disputará o pleito em outubro. ”Estou indo para a reeleição e a avaliação dos quatro anos de gestão será feita pelo povo. Nunca se fez tanto em tão pouco tempo. A chapa será a mesma, porque na realidade, não foi uma união apenas para ganhar a eleição, e sim um projeto político para a cidade de Itiruçu e para mudar pensamento político arcaico”, afirmou.

Médica, Lorena foi indagada sobre avanços na saúde, tendo afirmado que a receita não cobre as despesas gastas com o Hospital Municipal e que a Prefeitura faz complementação para manter a unidade hospitalar em funcionamento. ”Hoje Itiruçu é uma cidade que trabalha com um FPM na faixa de 0.8 e nós temos uma demanda que, com o que entra, a gente não consegue realizar tudo aquilo que a gente tem vontade de fazer. A questão financeira é difícil. Nós temos uma contrapartida no hospital de cerca de R$ 180 mil que a prefeitura libera com recursos próprios, pois o com o que o município recebe do estado, infelizmente, só consegue pagar a folha de pagamento. Mas diante das dificuldades, nos esforçamos para não faltar profissionais e nem medicamentos e recebemos equipamentos, mas nem só de equipamentos sobrevive um hospital, o difícil é o custeio. Pegamos uma prefeitura que não tinha sequer uma ambulância, porque a única a serviço era locada e hoje nós temos quatro”, sentenciou.

Lorena respondeu ainda às críticas que são feitas pela morosidade das obras de construção do portal da cidade, com recursos do Ministério do Turismo – herança da gestão anterior. Segundo a prefeita, a gestão tem cobrado celeridade da empresa que executa os serviços, mas justifica a demora na construção em face a problemas ocasionados no local por uma rede de alta tensão de responsabilidade da Coelba, mas que o impasse já foi sanado e que aguarda a conclusão por parte da empreiteira.