General eleito deputado pelo PSL defende impeachment e prisão de ministros do STF

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General Eliéser Girão Monteiro Filho. Foto: Wellington Rocha

Deputado federal eleito pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro, no Rio Grande do Norte, o general Eliéser Girão Monteiro defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que deram liberdade a políticos acusados de corrupção, como os ex-governadores do Paraná Beto Richa (PSDB) e de Goiás Marconi Perillo (PSDB) e o ex-ministro José Dirceu (PT). Segundo ele, o impeachment dos ministros se insere em um ”plano de moralização das instituições da República”. De acordo com o site Terra, Girão teve 86 mil votos no Rio Grande do Norte. O militar citou ainda os casos dos ex-governadores tucanos soltos recentemente por decisão do ministro Gilmar Mendes (STF). ”Aí o cara é solto pelo ministro do Supremo. E você sabe que não manda soltar por acaso”, disse. Ele defendeu ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja retirado de sua cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba e enviado para um presídio comum.

Pesquisa do Instituto Paraná mostra Jair Bolsonaro com 60,9% e Fernando Haddad 39,1%

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Pesquisa Crusoé sobre disputa presidencial. Foto: Reprodução

Pesquisa exclusiva da Revista Crusoé, realizada pelo Instituto Paraná, mostra Jair Bolsonaro com 60,9% dos votos válidos. Já Fernando Haddad tem apenas 39,1%. Já no levantamento estimulado, o capitão reformado aparece com 52,9% das intenções de voto, enquanto o petista tem 33,9%.

Apoio de ACM a Bolsonaro é moeda de troca para Rodrigo Maia na presidência da Câmara

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Maia quer continuar na presidência da Câmara. Foto: Democratas

O apoio do prefeito de Salvador e presidente do DEM, ACM Neto, ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), foi um acordo para favorecer o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ainda não desistiu do sonho de se reeleger presidente da Câmara em fevereiro próximo. As informações são do jornalista Ricardo Noblat, colunista da Veja. A adesão do DEM seria para que Bolsonaro se declarasse neutro no segundo turno da eleição do Rio, onde ele ainda imagina ser possível a vitória de Eduardo Paes (DEM). Bolsonaro fez a vontade de Maia. A bênção da candidatura de Maia para a presidência da Câmara é coisa que Bolsonaro pensará mais tarde. De acordo com Noblat, esse foi o motivo da reunião de Neto com membros graduados da tropa do capitão para garantir que seu partido o apoiará agora e depois.

General defende indicação do filho de Jair Bolsonaro para à presidência da Câmara Federal

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Eduardo foi reeleito com 1,8 milhão de votos. Foto: Divulgação

Coordenador das candidaturas de militares das Forças Armadas e deputado eleito por São Paulo, o general Roberto Sebastião Peternelli Júnior (PSL) afirmou que os partidos com as maiores bancadas na Câmara em janeiro – o PSL – e no Senado – o MDB – devem presidir as respectivas Casas. Ele defendeu a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a presidência da Câmara. Filho do presidenciável Jair Bolsonaro, Eduardo foi reeleito com 1,8 milhão de votos. O fato de ele ser filho do candidato à Presidência não seria um problema, segundo o general. “Família não pode ajudar, mas também não pode atrapalhar.” Peternelli saiu aspirante-a-oficial na turma de 1976, da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), onde foi contemporâneo de Bolsonaro (turma de 1977) e do general Hamilton Mourão (turma de 1975), candidato a vice-presidente na chapa. É amigo do general Eliéser Monteiro Girão, também eleito deputado federal pelo PSL, que ontem defendeu o impeachment e a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal. A decisão de indicar Eduardo Bolsonaro para presidir a Câmara foi fechada em reunião da bancada paulista do PSL – o partido elegeu dez deputados federais no Estado. “Teremos a maior bancada em janeiro e temos o deputado mais bem votado, Eduardo Bolsonaro. Mas quem vai decidir isso será o Jair”, disse o general. A disposição de fazê-lo presidente da Casa foi confirmada pelo senador eleito Major Olímpio (PSL-SP). “Por meritocracia, seria o Eduardo Bolsonaro, que teve a maior votação.” Olímpio admitiu, no entanto, que há a possibilidade de a sigla indicar o deputado eleito Luciano Bivar (PE), fundador do PSL para o cargo. O partido elegeu 52 deputados, mas tem a expectativa de que mais deputados resolvam aderir à legenda até o fim do ano, fazendo sua bancada ultrapassar a do PT, que obteve 56 cadeiras na Câmara.

Rui vai se reunir com lideranças de Jequié e do Vale para agradecer resultado da eleição

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Rui vai se reunir com lideranças na sexta-feira. Foto: Divulgação

Reeleito com a maior votação da história da Bahia, o governador Rui Costa vai a seis cidades do interior para reuniões com lideranças políticas de oito territórios de identidade do estado esta semana. Os encontros vão acontecer na quarta-feira (17), em Itapetinga e Itabuna; na quinta, em Teixeira de Freitas e Porto Seguro; e na sexta, em Vitória da Conquista e Jequié. A primeira reunião política, com lideranças do Médio Sudoeste da Bahia, será às 9h de quarta no Rotary Club de Itapetinga. Neste mesmo dia, Rui Costa vai a Itabuna para o encontro com representantes do território Litoral Sul, às 14h, no auditório da Faculdade Santo Agostinho. Na quinta, as reuniões serão em Teixeira de Freitas às 9h, no Espaço D Cerimonial, no bairro de Monte Castelo; e em Porto Seguro, às 14h, no Hotel Solar Imperador. Os territórios de identidade contemplados nos encontros serão, respectivamente, Extremo Sul e Costa do Descobrimento. As reuniões desta semana serão finalizadas na sexta. Às 9h, Rui Costa estará em Vitória da Conquista (territórios Sudoeste Baiano e Sertão Produtivo) e às 14h na cidade de Jequié (Médio Rio de Contas e Vale do Jiquiriça). Os espaços dos encontros ainda não foram definidos. O objetivo do governador é agradecer o resultado do primeiro turno e promover uma discussão acerca do segundo turno das eleições presidenciais. Rui Costa estará acompanhado da chapa majoritária da coligação Mais Trabalho por Toda a Bahia e de deputados federais e estaduais votados nas regiões visitadas.

Candidato Jair Bolsonaro coloca críticas de Cid Gomes ao PT em seu programa eleitoral

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Jair vai usar críticas de Cid Gomes contra o PT. Foto: Estadão

As críticas do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) ao PT vão ser usadas pela propaganda eleitoral de Jair Bolsonaro (PSL-RJ). Na abertura do programa eleitoral, um locutor diz “Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita”, e é seguido por imagens do pedetista falando sobre o partido de Lula. No filme, o irmão de Ciro Gomes aparece discursando em um evento em que supostamente apoiaria a candidatura de Fernando Haddad à Presidência. “Tem que pedir desculpas, tem que ter humildade, tem que ter humildade e reconhecer que fizeram muita besteira”, disse Cid. Com a reação negativa do público, Cid completa: “É assim? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição”. E emenda em resposta aos presentes: “O Lula está preso, babaca. O Lula está preso. E vai fazer o que? Isso é o PT, e o PT desse jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição”. Ao final da propaganda, o locutor diz: “Nessa eleição, é o Brasil contra o PT”.

Fernando Haddad diz que substituirá toda a equipe econômica caso vença as eleições

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Haddad fala com a imprensa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, disse hoje (16) que, caso vença as eleições, pretende mudar toda a atual equipe econômica. Ele enfatizou que essa é uma das diferenças que marcam, no segundo turno, as propostas dele e do adversário do PSL, Jair Bolsonaro. “Ao contrário do Bolsonaro, nós decidimos não manter ninguém da equipe econômica do Temer no nosso governo. A partir do dia 1º de janeiro, a equipe do Temer sai e entra uma nova equipe”, ressaltou em entrevista coletiva. Jair Bolsonaro e seu coordenador de programa econômico, Paulo Guedes, já fizeram elogios públicos ao presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e o consideraram “excelente nome” para seguir no cargo. Guedes também elogiou o atual secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Paulo Guedes já disse em entrevistas que terá total liberdade para montar sua equipe, caso Bolsonaro vença – e ele não excluiu aproveitar “extraordinários quadros” do setor público.

Fake news sobre “kit gay”

Haddad também comemorou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que ordenou a remoção de seis postagens de Bolsonaro no YouTube e no Facebook que criticam o livro “Aparelho Sexual e Cia.” e dizem que a obra foi distribuída a escolas públicas no período em que candidato do PT, Fernando Haddad, comandava o Ministério da Educação. “Apesar do atraso, ficamos felizes que o tribunal eleitoral tirou do ar o vídeo em que o Bolsonaro me acusa de distribuir material impróprio para crianças de seis anos. É uma luta de anos que foi vencida ontem”, destacou o candidato ao lembrar que a fake news foi amplamente difundida, especialmente entre grupos religiosos. Nos vídeos, Bolsonaro afirma que o livro integra o programa Escola sem Homofobia e estimula as crianças a se interessarem por sexo precocemente, sendo “uma porta aberta para a pedofilia” e “uma coletânea de absurdos”. Por mais de uma vez, no entanto, o Ministério da Educação negou a aquisição dos exemplares e a implementação de tal programa, chamado de “kit gay” por Bolsonaro. “A difusão da informação equivocada de que o livro em questão teria sido distribuído pelo MEC gera desinformação no período eleitoral, com prejuízo ao debate político, o que recomenda a remoção dos conteúdos com tal teor”, destaca o ministro do TSE Carlos Horbach na decisão que determinou a remoção do conteúdo. No pedido ao TSE, os advogados do PT chamaram os vídeos de “grave mentira” e afirmaram que o episódio ocorre desde 2016, a partir de uma publicação no Facebook.

Após criticar O PT, Cid Gomes muda tom e diz que Haddad é o melhor candidato

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Irmão de Ciro volta atrás após criticar Haddad. Foto: Estadão

Irmão do candidato do PDT no primeiro turno das eleições presidenciais, Ciro Gomes, o senador eleito Cid Gomes mudou o tom após a repercussão das declarações de críticas dele ao PT. Em postagem no Facebook, ele disse que o presidenciável do PT, Fernando Haddad, é “infinitamente melhor” que Jair Bolsonaro (PSL). “Eu não quero me vingar de ninguém. Para o Brasil, o menos ruim é o Haddad. Por isso penso que seria melhor que ele ganhasse. Qual o maior empecilho para que isso aconteça? A maioria do povo brasileiro quer virar duas páginas do nosso passado recente! Já virou uma, a do PSDB. E não vou aqui tripudiar sobre o Alckmin… Neste segundo turno, quer virar a outra: a página do PT! Creio que a única forma de ajudar a evitar que essa ânsia popular de negação coloque o País numa aventura obscurantista seria uma profunda autocrítica da companheirada seguida de um encarecido e sincero pedido de desculpas”, defendeu. Ele ainda pediu “uma palavra firme do Haddad de que governará suprapartidariamente”. Será pedir demais? Muita ingenuidade? Penso assim pelo Brasil! Ajo assim pelos brasileiros!” concluiu.

Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda, avalia Fernando Haddad

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O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira, 16, a proposta de ensino à distância para crianças no ensino fundamental feita por seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL). “Crianças precisam de ensino presencial, precisam de merenda. Se ficarem em casa, vão ficar sozinhas, porque a mãe não vai ter dinheiro para contratar cuidador”, disse Haddad, que foi ministro da Educação dos governos Lula. Para o petista, a proposta de Bolsonaro é “esdrúxula”. “O Bolsonaro falou que não conhece de economia, mas de educação ele mostra que conhece menos ainda”, disparou.

Fernando Haddad admite erros do PT e propõe combate a corrupção em estatais

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Haddad concede coletiva de imprensa. Foto: Ricardo Stuckert

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) admitiu, em conversa com jornalistas, neste sábado (13), que o partido errou na falta de controle de estatais e propôs fortalecer órgãos de controle nas empresas públicas para evitar corrupção. A informação é do G1. O presidenciável participou de encontro com coletivos culturais no conjunto habitacional popular Promar Raposo Tavares, em São Paulo. “Todo dia eu faço uma crítica a algo que foi feito de forma equivocada, mostrando um caminho para superar. O ministério que eu comandei por 6 anos [da Educação] tinha uma controladoria muito forte. Então não tivemos casos de corrupção no ministério que tinha R$100 milhões de orçamento, um dos maiores da República. Esse mesmo tipo de controle eu vou levar para as estatais. São formas de dizer como vamos evitar erros que foram cometidos no passado. Uma das formas é fortalecer os órgãos de controle das estatais”, disse. Questionado se fazia também uma crítica mais dura ao partido, assim como o senador Jorge Viana, que afirmou ao jornal “Folha de São Paulo” que o PT errou ao não assumir que cometeu corrupção, Haddad disse que sim. “Faltou controle interno nas estatais, isso é claro. Os diretores ficaram soltos para promover a corrupção e se enriquecer pessoalmente”, disse. Já sobre os dirigentes do partido, o petista declarou que eles devem ser punidos caso seja comprovada a culpa. “Ai é pior. Se algum dirigente [do partifo] cometeu erro, garantido o amplo direito de defesa, se concluir que enriqueceu, tem que ir pra cadeia. Com provas”, defendeu.

Jair Bolsonaro agradece apoio de João Doria e diz não ter problema em encontrá-lo

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Jair diz estar neutro nas disputas estaduais. Foto: Estadão

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou na manhã deste sábado que seguirá neutro nas disputas eleitorais em segundo turno para os governos estaduais nos Estados em que não há postulantes do partido, mas disse que encontraria com o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, “sem problemas”. Na sexta-feira, feriado de Nossa Senhora Aparecida, Bolsonaro evitou uma reunião com Doria, apesar da insistência do tucano, cuja assessoria divulgou o encontro, negado por assessores do candidato do PSL. Doria chegou a viajar à tarde para o Rio, mas não encontrou Bolsonaro. Na manhã de sexta, por meio de sua assessoria, Doria, confirmou que se encontraria com Bolsonaro às 17h30. O presidente do PSL, Gustavo Bebianno, porém, disse desconhecer a reunião, agradeceu publicamente a aliança proposta pelo ex-prefeito de São Paulo e declarou que Bolsonaro não apoiaria o tucano. Neste sábado, Bolsonaro comentou a saia-justa em rápida entrevista a jornalistas, ao chegar, pela manhã, na casa do empresário Paulo Marinho, onde tem gravado imagens para a campanha eleitoral na TV. “Estamos neutros, exceto em Estados onde temos candidatos. No tocante ao Dória, quero agradecer ao apoio dele. Não havia combinado (o encontro na sexta-feira), não sei quem foi que combinou isso aqui. Encontro com ele, bato papo com ele sem problema nenhum”, afirmou Bolsonaro, conforme vídeo publicado no portal G1. O presidenciável destacou que a oposição ao PT o une a Doria. “Sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT, e sei que, no outro lado, o França, tem apoio velado do PT. Então, no momento, desejo boa sorte ao Dória”, completou Bolsonaro. Questionado sobre sua posição na disputa em segundo turno para o Estado do Rio, entre Eduardo Paes (DEM) e Wilson Witzel (PSC), o presidenciável respondeu: “Aqui (no Rio) estou neutro”.

Doria vai ao Rio de Janeiro para encontrar Bolsonaro, mas não é recebido pelo candidato

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Doria tem tentativa de encontro frustrada. Foto: Divulgação

O candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), teve frustrada uma tentativa de encontro com o deputado presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ele deixou a agenda de campanha na capital paulista para viajar ao Rio de Janeiro, mas não foi recebido pelo deputado. A informação do encontro dos dois foi divulgada pela assessoria de Doria. Os dois se encontrariam às 17h30 na casa de Paulo Marinho, aliado e amigo de Bolsonaro, onde os programas do PSL estão sendo gravados. Doria chegou ao local por volta de 18h, mas não encontrou nem Bolsonaro e nem mesmo Marinho no local. Meia hora depois, Marinho chegou à sua casa acompanhado de Gustavo Bebianno, presidente em exercício do PSL, e de Julian Lemos, vice-presidente da legenda. ”Não tem nenhum encontro marcado entre os dois não. Existe uma conversa institucional no sentido de o PSL agradecer ao apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo a Jair Bolsonaro”, afirmou Bebianno. O episódio provocou um mal-estar na campanha. Enquanto o PSL negou a existência prévia de um acordo, Doria deixou o local dizendo que os planos mudaram devido ao fato de Bolsonaro ter se sentido indisposto. Doria evitou falar com a imprensa quando chegou, e foi embora do local duas horas depois, acompanhado do economista Paulo Guedes e da deputada eleita Joice Hasselman (PSL-SP). Doria demonstrou constrangimento e impaciência com perguntas sobre o motivo de não ter sido recebido por Bolsonaro. Por diversas vezes, indicava que os questionamentos deveriam ser feitos a Joice. ”Eu compreendi perfeitamente isso [a ausência de Bolsonaro]. Se ele tivesse vindo aqui para gravar, feito agenda, sem a nossa presença, poderia haver dúvidas que algo que não pudesse ser simpático”, afirmou, negando que tenha se sentido preterido pelo presidenciável. Ao mesmo tempo em que o ex-prefeito de São Paulo dava a declaração, o deputado fazia uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Joice, responsável por agendar o encontro, negou que o objetivo seria a gravação de um vídeo. Ela não possui cargos de direção no PSL. ”Ele não foi porque não foi esse o combinado. Falei com ele [Bolsonaro] ao telefone. Nós marcamos de passar aqui onde haveria uma gravação, eu, como candidata do PSL, agora eleita, e também como voz do partido”, respondeu a deputada eleita ao ser questionada porque Doria não foi ao encontro de Bolsonaro em sua casa, na Barra da Tijuca. Doria e Joice deixaram o local aparentando irritação e pressa sob a justificativa de que tinham retorno imediato a São Paulo. Segundo pessoas do partido, a divulgação da agenda irritou a cúpula do PSL.

O encontro foi cancelado após intervenção do presidente do PSL paulista, Major Olímipio, eleito senador pelo partido no domingo (7). Olímpio apoia o adversário de Doria, Márcio França (PSB), para o governo paulista. A estratégia do PSL é manter a neutralidade nas disputas estaduais, com exceção daqueles em que têm candidatos no segundo turno: Rondônia, Roraima e Santa Catarina. Pessoas ligadas à campanha relataram à Folha que a postura de Doria gerou desconforto. A visão é de que ele tentou forçar um apoio do candidato para ampliar votos em São Paulo. O tucano negou que quisesse apoio e disse que veio ao Rio manifestar novamente que fará campanha a Bolsonaro em São Paulo. Bebianno confirmou que havia previsão de Bolsonaro ir a casa de Marinho para gravar programa de TV, mas negou que houvesse qualquer planejamento de que isso fosse feito com Doria. De acordo com ele, a gravação não foi feita porque o presidenciável se sentiu indisposto. Ele se recupera da facada sofrida em 6 de setembro. Além de ter feito uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, Bolsonaro recebeu aliados nesta sexta-feira (12). Foram à sua casa o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Nabhan Garcia (presidente da UDR), e a atriz Regina Duarte. Pessoas ligadas à campanha relataram à Folha que a postura de Doria gerou desconforto. A visão é de que ele tentou forçar um apoio do candidato para ampliar votos em São Paulo.

Em propaganda, Fernando Haddad vai explorar críticas de Bolsonaro ao programa Bolsa Família

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Haddad disputa o 2º turno das eleições. Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A campanha de Fernando Haddad (PT) vai explorar contradições de propostas apresentadas por Jair Bolsonaro (PSL), ao destacar posições históricas dele em relação a temas como assistência social e salário mínimo. Segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a ideia da propaganda que Haddad levará ao ar no horário eleitoral deste sábado (13) é passar a mensagem de que Bolsonaro mente ao eleitor. Um aliado do petista diz que a publicidade vai indagar como Bolsonaro pode, hoje, defender ampliação do Bolsa Família se, por anos, foi um crítico severo do programa. Ainda de acordo com a publicação, será explorada a posição do deputado sobre a política de reajuste do salário mínimo, assim como votações em que ele teria se posicionado do ”lado contrário ao do trabalhador”.

Josué Gomes diz que assumir ministério em eventual governo de Haddad é ”especulação”

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Josué Gomes é especulado para Governo Haddad. Foto: Estadão

O empresário e filho do ex-vice-presidente José Alencar, Josué Gomes, disse que é uma ”especulação sem fundamento” o seu nome para assumir o Ministério da Fazenda em possível governo de Fernando Haddad (PT). A declaração foi dada ao jornal Folha de S. Paulo. Nesta sexta-feira (12), o presidenciável, que disputa o segundo turno das eleições com Jair Bolsonaro (PSL), fez acenos ao empresário para ocupar o Ministério da Fazenda. Em entrevista à rádio CBN, o Hadad afirmou que Josué ”tem todas as condições, perfil e sensibilidade social” para o posto. O petista disse que não quer um banqueiro para ocupar o cargo da Fazenda e sim alguém que gere emprego e renda.