Na oposição, partido de Marina Silva libera filiados e recomenda não votar em Bolsonaro

/ Eleições 2018

A Rede Sustentabilidade recomendou aos filiados que se decidam sobre as eleições presidenciais ”de acordo com sua consciência” e pediu que eles não votem em Jair Bolsonaro (PSL). Em comunicado, divulgado nas primeiras horas de hoje (11), a Executiva Nacional da legenda afirma que não se alinha nem apoia Bolsonaro e Fernando Haddad (PT). De acordo com o comunicado, a Rede será oposição ao governo de qualquer um dos dois candidatos que vença a eleição porque ambos representam projetos ”de poder prejudiciais ao país, atrasados, autoritários e retrógrados”. A decisão foi anunciada após reuniões consecutivas desde domingo (7). Logo depois de anunciado o resultado do primeiro turno em que a candidata da Rede, Marina Silva, ficou em oitavo lugar com 1% dos votos, ela fez críticas aos dois candidatos, indicando como seria difícil apoiar qualquer um deles. ”A Rede declara que não tem ilusões quanto às práticas condenáveis do PT, dentro e fora do governo. No entanto, frente às ameaças imediatas e urgentes à democracia, aos grupos vulneráveis, aos direitos humanos e ao meio ambiente, recomenda que seus filiados e simpatizantes não destinem nenhum voto ao candidato Jair Bolsonaro e, isso posto, escolham de acordo com sua consciência votar da forma que considerem melhor para o país”, diz o comunicado do partido. Para a Rede, é impossível não associar as denúncias de corrupção de vários envolvidos com governos do PT, assim como ignorar que a candidatura do PSL pode levar a um ”retrocesso brutal e inadmissível”. O partido lista como prioridades a estrutura de proteção ambiental, a preservação dos direitos das comunidades indígenas e quilombolas e direitos humanos em geral, assim como a diversidade da sociedade brasileira. A Rede condenou a promoção e ”incitação sistemática ao ódio, à violência e à discriminação”.

Wagner critica apoio de ACM Neto a Bolsonaro e diz que é para tentar salvação após derrota

/ Eleições 2018

”Ele perdeu, destruiu um grupo”, disse. Foto: Vagner Souza

Ex-governador da Bahia e eleito para o Senado na eleição do último domingo (7), Jaques Wagner fez duras críticas ao prefeito de Salvador, ACM Neto, pelo anúncio de apoio a Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (10), ele afirmou que não se surpreendeu com o posicionamento. ”Teve a entrevista do prefeito aí que declarou apoio ao rapaz. Eu pessoalmente não me surpreendo, porque acho que eles têm uma grande identidade. Um fugiu da eleição para não perder e o outro foge do debate porque não tem o que dizer”, declarou Wagner, que passou a atuar na coordenação de campanha de Fernando Haddad (PT), concorrente de Bolsonaro no segundo turno eleitoral. Para o ex-governador da Bahia, o apoio também é uma forma de ACM Neto tentar uma ”salvação” após o resultado da eleição. ”O prefeito da capital quer fazer do outro candidato a presidente uma tábua de salvação pela derrota dele. Ele perdeu, destruiu um grupo, diminuiu uma bancada, aí se abraça com um absurdo pra ver se consegue ter voto”, criticou.

”Não concordo com as posições defendidas por Bolsonaro”, diz ACM Neto após declarar voto

/ Eleições 2018

ACM Neto declara apoio a Jair Bolsonaro. Foto: Vagner Souza

Apesar de declarar voto a Jair Bolsonaro (PSL) na disputa presidencial do segundo turno, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), falou que existem divergências ideológicas e de pensamento com o capitão de reserva. ”Não concordo com as bandeiras, as posições defendidas por Bolsonaro”, discursou o prefeito durante o anúncio do seu apoio individual na tarde desta terça-feira (10). ”Aquele que tinha plena concordância de minha parte ficou em primeiro turno [Geraldo Alckmin (PSDB)], mas discordo plenamente do retorno do PT ao Governo. Se vivemos uma grave crise política, social, moral e econômica deve-se ao PT, a Dilma Rousseff”, justificou Neto. Uma vez eleito, o presidente nacional do DEM também defendeu que espera que Bolsonaro trabalhe para unificar o país e tenha responsabilidade com a democracia. ”Espero que ele tenha esse compromisso, essa responsabilidade de deixar para trás a disputa eleitoral, que até descambou para a violência da qual ele foi a pior vítima”, criticou. Contra o PT, Neto anunciou apoio ao adversário de Fernando Haddad (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2018. As informações são do Bahia Notícias

Pesquisa Ideia Big Data/Veja: Bolsonaro tem 54% dos votos válidos; Haddad, 46%

/ Eleições 2018

Na primeira pesquisa eleitoral do segundo turno, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) lidera a corrida pelo Palácio do Planalto com 54% das intenções de votos válidos. O petista Fernando Haddad tem 46%. O levantamento foi feito pela consultoria de pesquisa Ideia Big Data em parceria com a revista Veja. A pesquisa ouviu presencialmente 2.036 eleitores das cinco regiões do país entre a última segunda e esta quarta-feira. A margem de erro é de 2,67% pontos percentuais para mais ou para menos. O número de registro no TSE é BR-09687/2018. Bolsonaro chegou ao segundo turno com a preferência de 46,03% do eleitorado (ou 49,2 milhões de votos). Haddad teve 29,28% dos votos válidos (31,3 milhões de votos). Ao considerar as respostas totais dos entrevistados, Bolsonaro tem 48% das intenções dos eleitores, enquanto Haddad, 41%. Votos brancos e nulos somam 7%, enquanto indecisos ou que não responderam atingiram 4%. “Esse segundo turno é pautado por duas candidaturas extremamente opostas. Será muito difícil conseguir votos dos adversários. Portanto, a busca será pelos poucos indecisos e a conversão do branco/nulo. O que torna mais difícil o caminho do candidato do PT”, avalia Mauricio Moura, sócio da Ideia Big Data.

Em jogo online, Jair Bolsonaro mata militantes gays, feministas e integrantes de movimentos sem-terra

/ Eleições 2018

Game é criado para gerar polêmica na Web. Foto: Reprodução

Uma desenvolvedora de jogos criou um novo “game” em que pretende gerar polêmica. No “Bolsomito 2k18” o player é o candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, e ganha pontos ao matar militantes gays, feministas e integrantes de movimentos sem-terra. Além disso, um dos inimigos do “Bolsomito” é “Dil Manta”, uma clara referência à ex-presidente Dilma Rousseff (PT). No jogo ela aparece como uma forma de “chefão”, com olhos vermelhos. “Derrote os males do comunismo nesse game politicamente incorreto, e seja o herói que vai livrar uma nação da miséria. Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país. Muita porrada e boas risadas”, diz a descrição do game, que custa R$ 8,91. O jogo teve 77 avaliações “muito positivas”. Na página da B2 Studios, responsável por desenvolver o game, conta uma história do que seria o propósito do entretenimento. “Em um país não muito distante, um povo perece. Um mar de corrupção e inversão de valores assola os cidadãos de bem. Quando todos pareciam ter desistido, eis que surge um homem que traz consigo a esperança. Sua luta contra o exército vermelho não será fácil, mas ele não lutará sozinho. Toda uma nação vai para uma batalha ao seu lado”.

Mais de 33% de eleitores que não optaram por Haddad e Bolsonaro estão em jogo no 2º turno

/ Eleições 2018

O total de eleitores cujo os candidatos escolhidos não foram para o segundo turno representam 33,48% dos votos válidos do dia 7 de outubro. Esses eleitores terão que escolher no dia 28 deste mês entre aqueles candidatos que não eram os seus preferidos. Quanto aos candidatos, eles terão que conquistar e convencer esses eleitores. Esses eleitores podem ainda contribuir para o índice de abstenções. Historicamente esse número aumenta em segundos turnos, segundo a Folha de S. Paulo. A eleição em dois turnos contribui, ainda, para que os mais votados também façam as suas composições com os não eleitos, em busca de um maior fortalecimento para a nova disputa e uma futura gestão. Aqueles eleitores com inscrição regular e que por alguma razão não votaram no primeiro turno poderão participar do segundo turno do pleito, pois são eleições independentes.

Saldo de campanha de José Ronaldo vira motivo de preocupação entre fornecedores

/ Eleições 2018

Há dúvida sobre quem vai arcar com o saldo? Foto: Divulgação

O fim da eleição na Bahia não encerrou a preocupação de quem forneceu à campanha de José Ronaldo (DEM), derrotado pelo governador Rui Costa (PT) no último domingo. Há dúvida sobre quem vai arcar com o saldo de campanha do candidato depois que ele, deliberadamente, antecipou apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro e se afastou do prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM. Informações do Política Livre

Em discussão durante reunião do PSDB, Geraldo Alckmin insinua que João Doria é traidor

/ Eleições 2018

Alckmin amargou 4º lugar nas eleições 2018. Foto: Divulgação

Dois dias após amargar o quarto lugar na eleição presidencial, o candidato e presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, criticou o candidato ao governo de São Paulo, João Doria, durante reunião da Executiva Nacional do partido, em Brasília. Alckmin chama Doria de “temerista” e insinua que o ex-prefeito o traiu: “Traidor eu não sou”. Durante a reunião, Doria cobrava do partido mais ajuda financeira às campanhas dos candidatos a governos estaduais que passaram para o segundo turno. Em trecho da reunião obtido pelo Estado, Alckmin interrompe Doria e diz:”Traidor eu não sou”. A fala de Alckmin se deu após ouvir Doria reivindicar mais recursos e afirmar que, passada a eleição, o PSDB deve fazer uma autoavaliação sobre erros, acertos e equívocos da legenda nesta eleição. No contexto dos equívocos citados por Doria, Alckmin ainda afirmou: “O ‘Temerista’ não era eu não”. E diz na sequência: “Você, você, você”, numa associação com o governo federal marcado pelo alto grau de impopularidade. Alckmin era contrário ao ingresso do PSDB no governo Michel Temer. Doria pede calma a Alckmin durante a reunião: “Compreendo a sua situação”, disse o ex-prefeito ao presidente de seu partido e padrinho político. ‘Temos de ter calma e discernimento.” Doria ainda afirmou que, ao seu ver, não há a menor condição de o PSDB não manifestar oposição ao PT neste segundo turno presidencial após fazer 16 anos de oposição ao partido.

PTB de Roberto Jefferson anuncia apoio a Bolsonaro; Novo, PP e DEM decidem por neutralidade

/ Eleições 2018

Jefferson, que já foi preso por corrupção, apoia Jair. Foto: Uol

O partido Novo e o PP informaram nesta terça-feira, que não devem apoiar nenhum candidato no segundo turno das eleições presidenciais, que serão decididas entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). “O Novo não apoiará nenhum candidato à Presidência, mas somos absolutamente contrários ao PT, que tem ideias e práticas opostas às nossas”, diz a nota enviada pela sigla à imprensa. O Solidariedade deve liberar seus integrantes, majoritariamente favoráveis a Haddad. Na mesma linha, o PP comunicou a postura “de absoluta isenção e neutralidade” nesta terça. “O eleitor quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha”, diz o documento. A sigla destaca ainda que deseja contribuir com o futuro governo – o partido elegeu 37 deputados federais e cinco senadores. O PTB anunciou nesta tarde apoio ao capitão reformado. “Acreditamos que Jair Bolsonaro trabalhará para que o nosso país volte aos trilhos do desenvolvimento social e econômico, e pela pacificação e união do povo brasileiro”, informou a sigla em nota. O partido elegeu 10 deputados federais nas eleições de domingo. Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do Novo, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos). Na segunda, em entrevista ao Estado, Amoêdo chegou a elogiar o economista Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do capitão reformado. “Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica e privatização de estatais”, afirmou. “O problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Bolsonaro, como deputado (o candidato está em seu sétimo mandato na Câmara), nunca foi um grande defensor dessas pautas”, disse. No entanto, um dia depois, a sigla tomou a decisão de manter a neutralidade. “O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita”, informa o documento. Nessas eleições, a sigla elegeu oito deputados federais, onze estaduais e um distrital. O PSDB, o PPS e o PSB ainda terão reuniões entre terça e quarta para decidir qual posicionamento adotar. O DEM deve liberar o apoio individual de seus quadros aos candidatos. O partido presidido pelo prefeito de Salvador (BA), ACM Neto, não fará um anúncio formal de adesão. Como o DEM historicamente faz oposição ao PT, a tendência é que a maior parte dos filiados com mandato e militantes do partido siga em campanha pelo capitão reformado. É o caso da líder da Frente da Agropecuária, Tereza Cristina (MS), de Onyx Lorenzoni (RS), coordenador da campanha de Bolsonaro à revelia do DEM, e do líder da bancada da bala, Alberto Fraga (DF), que perdeu a eleição para o governo do Distrito Federal. Os três são colegas de Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Outros integrantes da cúpula do DEM devem declarar voto em Bolsonaro, mas sem fazer campanha pública por ele. Na segunda, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido deve anunciar o que está chamando de “apoio crítico” à candidatura de Fernando Haddad (PT), no segundo turno. No mesmo dia, a executiva nacional do PSOL oficializou apoio ao petista. O PRB reúne na noite de hoje a bancada de 30 deputados eleitos para definir a posição do partido no segundo turno das eleições presidenciais. A preferência da cúpula da legenda é apoiar Bolsonaro. O partido é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, cujo líder religioso, o bispo Edir Macedo, declarou voto em Bolsonaro. Às vésperas da eleição, o candidato do PSL deu uma entrevista exclusiva à RecordTV, que pertence a Macedo, e faltou ao debate na TV Globo. O PRB foi uma das legendas conservadoras que mais cresceu, passando de 21 para 30 parlamentares, aumento de 42%. O partido estava aliado ao tucano Geraldo Alckmin, que ficou em quarto lugar na disputa do Palácio do Planalto. Com maioria favorável a entrar em campanha pelo candidato do PT, o Solidariedade tende a liberar a bancada de parlamentares e seus filiados no segundo turno. A executiva nacional do Solidariedade vai se reunir nesta quarta-feira às 10h para tomar a decisão num hotel em São Paulo. “Eu acho que tem gente de todo lado, uma maioria pró Haddad. Mas acho que o melhor caminho para o partido é liberar. A ideia que eu tenho é encaminhar a proposta de liberar. Quem quiser ajudar o Haddad vai ajudar, sem ter obrigação de apoiá-lo”, disse ao Estado o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), reeleito no domingo.

Resposta de Bolsonaro é do nível do candidato, diz Haddad sobre ser chamado de ”canalha”

/ Eleições 2018

Fernando Haddad rebate Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (9) que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), deu uma resposta “do nível do candidato” ao chamá-lo de “canalha” e refutar a proposta do petista de firmar um acordo de boas práticas nas redes sociais no segundo turno. O PT está preocupado com o avanço de notícias falsas contra Haddad, que avalia isso como um fator importante para o avanço da onda em apoio ao capitão reformado na reta final do primeiro turno. “As duas campanhas poderiam se ajudar e contribuir para que o eleitor recebesse informações reais”, afirmou Haddad antes de uma reunião de dirigentes e governadores petistas, em São Paulo. “Acenamos ontem [segunda, 8] numa entrevista e recebemos uma resposta do nível do candidato”, completou o petista. Nesta segunda, após a proposta pública de Haddad pelo protocolo de ética nas redes sociais, Bolsonaro publicou no Twitter que “o pau mandado de corrupto me propôs assinar ‘carta de compromisso contra mentiras na internet’.” E o chamou de “canalha”. “O mesmo que está inventando que vou aumentar imposto de renda para pobre. É um canalha! Desde o início propomos isenção a quem ganha até R$ 5.000. O PT quer roubar até essa proposta”, escreveu o capitão reformado. Haddad disse ainda que se solidariza com a jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, que tem sido atacada nas redes sociais por um comentário sobre a postura autoritária de Bolsonaro. “Sentimos que a democracia está sendo atacada por esse tipo de atitude, na minha opinião, covarde dos que não convivem com regras democráticas”, disse o petista.

”Estou procurando alguém para ser ministro da Educação que tenha autoridade”, diz Bolsonaro

/ Eleições 2018

Bolsonaro busca nome para a Educação. Foto: TV Globo

O candidato do PSL ao Palácio do Planalto nas eleições 2018, Jair Bolsonaro afirmou que busca um nome que tenha autoridade para comandar o Ministério da Educação, caso seja eleito na disputa do segundo turno com seu rival, Fernando Haddad (PT). “Estou procurando alguém para ser ministro da Educação que tenha autoridade. Que expulse a filosofia de Paulo Freire. Que mude os currículos escolares”, disse, e emendou: “para aprender química, matemática, português e não sexo”. As falas foram durante entrevista à Rádio Jovem Pan, na tarde desta terça-feira, 09. Na ocasião, Bolsonaro fez duras críticas ao PT que, segundo ele, tem interesse em manter uma desinformação na sociedade para prendê-las ao Bolsa Família. Mesmo com a crítica, Bolsonaro disse que pretende ampliar esse programa social, mas combater desvios. O candidato também afirmou que costuma ser chamado de extremista, mas que, na verdade, seus oponentes que são. “Os apaixonados pela Venezuela, por Cuba, são eles”, disse. Bolsonaro teve hoje o seu primeiro compromisso externo, após ser alçado ao segundo turno da disputa ao Palácio do Planalto. Ele está na mansão do empresário Paulo Marinho, suplente de senador eleito pelo Rio, no Jardim Botânico, zona sul do Rio. O candidato está acompanhado da cúpula da campanha, incluindo o economista Paulo Guedes. Um dos objetivos do encontro é gravar o seu programa eleitoral. Foi de lá que o candidato conversou com a reportagem da Jovem Pan.

Direção nacional do PP anuncia neutralidade no segundo turno da eleição presidencial

/ Eleições 2018

Na mesma linha do Partido Novo, o PP informou na manhã desta terça-feira, 09, que não deve apoiar nenhum candidato no segundo turno dessas eleições 2018, a serem decididas pelos presidenciáveis Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O PP disse que terá postura de “absoluta isenção e neutralidade”. “O eleitor quer tomar sua decisão sem que qualquer outro aspecto, que não os candidatos, sejam levados em consideração como critério de escolha”, diz o documento. A sigla destaca ainda que deseja contribuir com o futuro governo – o partido elegeu 37 deputados federais e cinco senadores. Na segunda, o presidente do PDT, Carlos Lupi, disse que o partido deve anunciar o que está chamando de “apoio crítico” à candidatura de Fernando Haddad (PT), no segundo turno. No mesmo dia, a executiva nacional do PSOL oficializou apoio ao petista. O PSDB, o PPS e o PSB ainda terão reuniões entre terça e quarta para decidir qual posicionamento adotar. Com pouco mais de 2,7 milhões de votos, o candidato João Amoêdo, líder do Novo, ficou em quinto lugar na disputa presidencial, à frente de nomes como Marina Silva (Rede), Henrique Meirelles (MDB) e o senador Alvaro Dias (Podemos). Na segunda, em entrevista ao Estado, Amoêdo chegou a elogiar o economista Paulo Guedes, coordenador econômico da campanha do capitão reformado. “Ele tem algumas ideias que se assemelham ao que defendemos, como mais liberdade econômica e privatização de estatais”, afirmou. “O problema é que essas propostas vêm do assessor econômico. Bolsonaro, como deputado (o candidato está em seu sétimo mandato na Câmara), nunca foi um grande defensor dessas pautas”, disse. No entanto, um dia depois, a sigla tomou a decisão de manter a neutralidade. “O cenário presidencial no segundo turno não é aquele que desejávamos. Manteremos nossa coerência e nossa contribuição se dará através da atuação de nossa bancada eleita”, informa o documento. Nessas eleições, a sigla elegeu oito deputados federais, onze estaduais e um distrital.

Líder nas urnas em 2014, Lúcio Vieira é derrotado e agradece apoio dos 55 mil eleitores

/ Eleições 2018

Lúcio Vieira Lima saiu derrotado das urnas. Foto: Divulgação

Líder das urnas em 2014 com 222.164 votos, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) não conseguiu repetir o feito nas eleições deste domingo (7). O irmão de Geddel Vieira Lima obteve apenas 55.743 mil votos e não se reelegeu. A queda na votação é atribuída a apreensão dos R$ 51 milhões em um apartamento ligado aos Vieira Lima no bairro da Graça, em Salvador. O parlamentar, que segue seu mandato até o final deste ano, divulgou um vídeo nas redes sociais agradecendo pelo apoio recebido nas urnas. ”Meus amigos, minhas amigas, não tive êxito na reeleição. Mas não é por isso que deixarei de continuar com o sentimento de gratidão pela Bahia e pelos baianos. Estarei sempre aqui com a mesma alegria, com a mesma simplicidade”, diz o deputado.

Haddad ganha em 411 de 417 cidades baianas; Luis Eduardo Magalhães deu mais voto a Bolsonaro

/ Eleições 2018

O candidato do PT Fernando Haddad venceu em 411 das 417 cidades baianas. Em apenas seis cidades, o candidato Jair Bolsonaro do PSL venceu a disputa. O município que mais deu voto ao ex-capitão do Exército foi Luiz Eduardo Magalhães, no extremo oeste, com 54,5% contra 33,36% de Haddad. Depois aparecem Itapetinga [47,26 contra 33,05], Teixeira de Freitas [46,9% ante 40,21%], Buerarema [46,46% contra 36,71%], Eunápolis [44,51% ante 39,21%] e Itabuna [40,62% ante 36,71%].