Haddad critica ”silêncio absoluto” do TSE sobre suposta compra de mensagens de WhatsApp

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Fernando Haddad faz críticas ao TSE. Foto: Ricardo Stuckert

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, criticou na manhã desta sexta-feira, 19, o “silêncio absoluto” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a denúncia publicada na quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo de que empresas supostamente teriam comprado pacotes de disparos de milhões de mensagens via WhatsApp, de apoio ao candidato ao PSL, Jair Bolsonaro, e contra o PT. “Estamos a 10 dias do segundo turno. Se a Justiça tomar providências, podemos ter menos desequilíbrio no segundo turno do que teve no primeiro”, afirmou. “O que aconteceu já é muito grave. Muitos parlamentares, uma parte do novo Congresso, foram eleitos com base nessa emissão de mensagens. Santinhos foram distribuídos em massa. É uma Justiça analógica para um crime digital”. Ele lamentou ataques feitos por eleitores de Bolsonaro à jornalista autora da reportagem. “Meu adversário não convive bem com jornalismo livre. Nós nem temos jornalismo livre”, declarou, criticando a concentração dos veículos de comunicação. Haddad também fez críticas à elite brasileira (que em parte apoia Bolsonaro). “Trata-se de um momento difícil porque a elite, que durante dois anos procurava o seu (Emmanuel) Macron (presidente da França), nos entregou Jair Bolsonaro, tamanha desproporção que existe entre um estadista, do qual você pode divergir, e uma pessoa que figura entre os piores parlamentares da história republicana”. Sobre a afirmação de Bolsonaro de que ele já está “com a mão na faixa presidencial”, Haddad classificou de “arrogância de quem é inexperiente”.

Pesquisa ”CUT/Vox Populi” traz Jair Bolsonaro com 53% e Fernando Haddad com 47%

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Jair Bolsonaro e Haddad polarizam eleição. Foto: Reprodução

A diferença entre o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e o candidato do PT, Fernando Haddad, está em 6 pontos percentuais. De acordo com pesquisa feita pelo instituto Vox Populi, Bolsonaro está com 53% dos votos válidos e Haddad com 47%. O levantamento foi feito na terça-feira e quarta-feira, antes, portanto, da publicação das denúncias envolvendo a prática de crime eleitoral da campanha de Bolsonaro, por meio do financiamento empresarial da distribuição em massa de fake news via listas de WhatsApp. No voto estimulado, Haddad lidera na região Nordeste, vencendo Bolsonaro por 57% a 27%. Nas demais regiões, o presidenciável do PSL lidera, alcançando 21 pontos percentuais de vantagem sobre o adversário nas regiões Sudeste e Sul. Em termos absolutos, Bolsonaro aparece com 44% e Haddad com 39%. Brancos e nulos somam 12% e outros 5% disseram não saber. A pesquisa foi contratada pela CUT e contou com 2 mil entrevistas aplicadas em 120 municípios. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%. A sondagem foi registrada no TSE com o número BR-08732/2018.

Eleito deputado federal mais votado da Bahia, Sargento Isidório apoia Fernando Haddad

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Sargento Isidório declara apoio a Fernando Haddad. Foto: AL-BA

Deputado federal eleito com a votação mais expressiva da Bahia, o pastor sargento Isidório (Avante) foi mais uma vítima de notícias falsas nas eleições deste ano. Convencido por meio de imagens com informações falsas e correntes de Whatsapp que Fernando Haddad (PT), candidato do PT à Presidência da República, era homossexual e tinha criado o “kit gay”, o aliado de Rui Costa (PT) votou em Cabo Daciolo (PATRI) no primeiro turno das eleições deste ano e enfrentava com resistência a ideia de apoiar o ex-prefeito de São Paulo no segundo. A percepção de Isidório mudou após o governador reeleito reunir aliados no Palácio de Ondina, nesta semana, para pedir empenho em favor de Haddad no estado. Na ocasião, Rui explicou pontos do programa de Haddad que não tinham ficado claros por meio das peças falsas distribuídas no aplicativo de mensagens do pastor.  “Eu falei para Rui que não iria votar em viado, mas o governador me explicou que Haddad era casado e tinha filhos”, narrou Isidório, aliviado. “Era tudo fake news, não existiu kit gay nas escolas e não existe no programa do PT pontos como liberação de drogas e do aborto”, concluiu. Por meio de imagens falsas, o deputado também foi levado a crer que a candidata a vice-presidente na chapa petista, Manuela D’Ávila (PCdoB), tinha tatuagens do militante Che Guevara. Uma pesquisa recente realizada pela Agência Lupa revelou que apenas 8% de imagens em grupos de WhatsApp trazem informações verdadeiras sobre as as eleições deste ano. As imagens falsas analisadas pelo estudo iam de fotos em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmaram que planejavam assaltar bancos juntos até um registro que mostrava Dilma Rousseff como aluna de Fidel Castro, dirigente cubano.  “Eu estava contaminado, mas soube pedir desculpas pela minha precipitação [baseada em notícias falsas]”, contou Isidório. “Mentira tem perna curta e espero que o povo consiga se levantar e pare de ser enganado até as eleições”, completou o pastor.  Nesta quinta-feira (18), a campanha de Jair Bolsonaro foi acusada de receber doações empresariais ilegais  para contratar serviços de distribuição de informações contra o PT no aplicativo de mensagens. Convencido do caráter familiar e religioso de Haddad, Isidório começou a mobilizar sua base, que lhe rendeu a maior votação para deputado federal, em prol da campanha petista. “Fiz uma reunião com 400 pessoas para pedir votos para o candidato”, falou. O filho do pastor, João Isidório (Avante), também foi consagrado deputado estadual com a maior votação do estado. Com informações do Bahia Notícias

Datafolha: Rejeição a Haddad supera a de Bolsonaro e petista vence só no Nordeste

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Datafolha diz que Haddad é o mais rejeitado. Foto: Divulgação

A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército. Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No Sul, a diferença chega a 61% contra 27%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018.

PF encontra indícios de envolvimento do PCC com esfaqueador de Jair Bolsonaro, diz jornal

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Jair Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora. Foto: Reprodução

Um mês após a facada contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) em Juiz de Fora, Minas Gerais, a principal linha de investigação da Polícia Federal (PF) é que o PCC, maior facção criminosa do país, pode estar envolvido com Adélio Bispo de Oliveira, agressor do presidenciável. Segundo o jornal O Tempo, Adélio tem sido atendido por uma defesa exemplar que já atuou, anteriormente, na defesa de membros da facção. De acordo com pessoas próximas do inquérito 503/2018 ouvidas pela reportagem, há indícios de que a organização criminosa esteja dando auxílio ao acusado. Entre os apontamentos estão vínculos de amizades de Adélio, as atividades dos advogados que atendem o réu, o histórico de personagens envolvidos e até mesmo o discurso adotado por Bolsonaro. “Veim”, como é chamado o membro do PCC, é amigo de Adélio. Os dois se conheceram em Montes Claros, onde ambos nasceram e cresceram. Até este ano, ainda mantinham contato por meio de redes sociais. “Veim” tem passagens por homicídio e já cumpriu pena no Presídio Regional de Montes Claros. Outro fato que levanta suspeita é o comportamento de Pedro Augusto de Lima Felipe, advogado que, segundo o jornal, já se encontrava na delegacia em que Adélio foi registrado. Inicialmente, o acusado recusou ser atendido pelo jurista. Lima chegou a tentar convencer Adélio de que havia sido enviado pela mãe do autor da facada, mas Adélio riu: a parente faleceu em 2012. Depois, segundo testemunhas, os dois se reuniram em separado e, então, Lima passou a atuar como defensor no caso. Além de Lima, participam da defesa do agressor Zanone Manuel de Oliveira Júnior, Marcelo Manoel da Costa e Fernando Costa Oliveira Magalhães. Magalhães já teria defendido, nos últimos anos, pelo menos três membros do PCC que foram condenados em Minas: Anderson Francisco Ferreira Pereira, André Luiz Pereira, conhecido como “Dezinho”, e José Geraldo Soares dos Santos Júnior, o “Vá”. Os defensores negam as ligações com o grupo criminoso. O inquérito oficial sobre o caso, divulgado pela PF até aqui, chegou à conclusão de que Adélio agiu sozinho no momento do atentado, em Juiz de Fora.

WhatsApp informa através de nota que investigará disparo de mensagens contra Haddad

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O WhatsApp informou nesta quinta-feira (18), em nota, que investigará o suposto disparo em massa de mensagens contra o Partido dos Trabalhadores no aplicativo de mensagens. De acordo com denúncia feita pelo jornal Folha de S.Paulo, empresários que apoiam o candidato Jair Bolsonaro (PSL) contrataram o serviço de forma ilegal. O aplicativo confirmou a abertura da investigação em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo. O Whatsapp afirma que “tem praticamente banido centenas de contas durante o período das eleições brasileiras”. Os disparos de milhões de mensagens foram compradas, supostamente, por empresas que apoiam o candidato por até R$ 12 milhões. Sobre o envio em massas de mensagens via o aplicativo, o WhatsApp afirmou que está comprometido em reforçar suas políticas para proteger a experiência do consumidor. “No mundo, o limite de membros para grupos é 256 pessoas. Para encaminhamento de mensagens, há um limite global de 20 mensagens (exceto na Índia, onde o limite são cinco mensagens)”, diz a nota.

PT pede inelegibilidade do candidato Jair Bolsonaro por suposta irregularidade eleitoral

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O PT protocolou nesta quinta-feira uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a inelegibilidade do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, entre outras medidas, em função do suposto esquema de propagação de notícias falsas contra o partido pago por empresários. O PDT também prepara uma ação que pede cancelamento ou nulidade das eleições presidenciais de 2018. Os advogados do PT alegam que houve abuso do poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação digital (WhatsApp) por parte da campanha de Bolsonaro. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, empresários pagaram pelo impulsionamento em massa de mensagens contra o PT e preparavam uma grande operação para a reta final do segundo turno. Bolsonaro, por meio das redes sociais, negou. Na Aije protocolada nesta quinta-feira, 18, o PT pede ainda que sejam feitas buscas na sede da empresa Havan, citada na reportagem, e na residência de seu proprietário, o empresário Luciano Hang, apoiador de Bolsonaro. Caso Hang se recuse a apresentar documentação contábil que possuam relação com empresas de comunicação digital. Caso contrário, o PT solicita a prisão do empresário. O documento lembra que Hang já foi condenado pela Justiça Eleitoral por impulsionar de forma ilegal conteúdos de apoio a Bolsonaro e é investigado pela Justiça do Trabalho sob suspeita de coação de funcionários. “O representado Luciano Hang, que já foi alvo de ação judicial na Justiça do Trabalho justamente por estar coagindo os seus funcionários por razões eleitorais, contando com decisão liminar de grave impacto, volta a ter seu nome envolvido em apoios indevidos a Jair Bolsonaro”, diz a Aije. A ação requer a quebra dos sigilos bancário, telefônico e telemático de Hang e outras quatro empresas citadas na reportagem como autoras dos serviços pagos contra o PT. Por meio de redes sociais, Hang negou as acusações. De acordo com o documento, o suposto pagamento de ações contra o PT por empresas (proibidas de fazer doações eleitorais) teve influência no resultado do primeiro turno beneficiando diretamente a candidatura de Bolsonaro. “Há flagrante prova da tendenciosa intenção de beneficiar o candidato Jair Bolsonaro. Pretende-se, assim, coibir abuso de poder econômico capaz de causar desequilíbrio das eleições, decorrente da prática supracitada”, diz o texto.

Como assim? Dayane Pimentel diz que decisão judicial que suspende registro do PSL na Bahia

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Registro do PSL é suspenso na Bahia pelo TRE. Foto: Divulgação
A deputada federal eleita Dayane Pimentel (PSL) foi às redes sociais chamar de ”ake news” o despacho do desembargador Jatahy Júnior, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que suspendeu o registro do PSL no estado por falta de prestação de contas relativas a 2017. O partido do presidenciável Jair Bolsonaro é presidido por ela na Bahia. ”Mais uma nota Fake News na tentativa de me descredenciar que será resolvida na justiça. Estou na Presidência do PSL desde quando Bolsonaro me colocou: 15 de março de 2018. Portanto, não tenho ABSOLUTAMENTE NADA A VER com a administração de 2017 (como traz a nota). Os politiqueiros da Bahia junto a mídia marrom sabem que sou totalmente fora de qualquer improbidade administrativa, de tramóias políticas e de corrupção. Eles estão no desespero”, escreveu no Facebook. O despacho de Jatahy Júnior foi publicado no dia 14 de outubro (veja a reprodução abaixo). ”[…] julgo NÃO PRESTADAS as contas do PSL relativas ao exercício financeiro de 2017, com fundamento no artigo 46, IV, ”a” da supracitada Resolução do TSE, com a aplicação da sanção da perda do direito ao recebimento de recursos oriundos do Fundo Partidário, enquanto não for regularizada a situação do partido político, bem como a sanção de suspensão do registro ou anotação do órgão partidário, nos termos prescritos no artigo 48 do mesmo diploma legal”, escreveu o magistrado.
Procurada insistentemente pela redação do site Bocão News, Dayane não atendeu as ligações da reportagem. No último domingo, durante as manifestações pró-Bolsonaro na Barra, de forma bastante exaltada, disse que não precisa de mídia, porque tem ”imprensa e mídia próprias”. Fontes ouvidas pela coluna Na Sombra do Poder garantem que nem o nome completo e telefone da futura legisladora o favorito ao Planalto sabe.
Revés nacional
Na última terça-feira (16), a campanha de Bolsonaro também sofreu um revés no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro Carlos Horbach, o Facebook e o YouTube determinou a retirada do ar seis vídeos em que se afirma que o livro ”Aparelho Sexual e Cia” foi adotado em programas governamentais enquanto o candidato Fernando Haddad (PT) ocupou o cargo de ministro da Educação (2005-2012). Conforme a decisão, ”a notícia é sabidamente inverídica, uma vez que o livro jamais chegou a ser adotado pelo Ministério da Educação (MEC)”. ”Tanto o MEC quanto a editora responsável pelo livro negam que a obra tenha sido utilizada em programa escolar. Segundo ambos, o livro sequer foi indicado nas listas oficiais de material didático. A representação, com pedido liminar e de direito de resposta, foi formalizada pela Coligação O Povo Feliz de Novo e por Fernando Haddad contra a Coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, e seu candidato ao cargo de presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, entre outros’, informou o TSE, em nota.

Caixa 2: Bolsonaro pode ser cassado se compra de disparos no WhatsApp for comprovada

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Jair Bolsonaro é denunciado pela Folha de SP. Foto: TV/Globo
O escândalo envolvendo a compra de disparos por WhatsApp por parte da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) está dando o que falar. Segundo juristas, o caso denunciado pelo jornal Folha de São Paulo pode resultar na cassação do postulante se ficar comprovado. As encomendas de mensagens poderão ser consideradas como doações não contabilizadas, o que se assemelha ao caixa 2 de campanha. Além disso, essas doações são feitas por empresas – o que é proibido. ”A lei eleitoral diz que o beneficiado responde. Ele pode sofrer as consequências da lei”, avaliou o advogado especialista em direito eleitoral Ademir Ismerim, em entrevista ao programa ”Se Liga Bocão”, da Itapoan FM, de Salvador, na noite desta quinta-feira (18). Segundo a reportagem do jornal, cada empresa pagava até R$ 12 milhões por contrato com as agências de disparo de mensagens. Por lei, os candidatos à Presidência só podem gastar R$ 70 milhões na campanha. O presidenciável Fernando Haddad (PT) decidiu ir à Justiça pedir a impugnação da candidatura do rival – juntamente com o ex-candidato Ciro Gomes (PDT). Bolsonaro, por sua vez, nega as acusações. ”Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência”, afirmou o candidato do PSL. As informações são do Bocão News

Advogados pró-Haddad se unem para processar Jair Bolsonaro por propaganda ilegal

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Um grupo de advogados e juristas anunciaram na manhã desta quinta-feira (18) que devem entrar ainda hoje com um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A medida se deve à denúncia da existência de um esquema ilegal de propaganda contra o PT no Whatsapp. De acordo com o UOL, o escopo da medida será debatido nas próximas horas. O pedido deverá cobrar do TSE medidas contra os responsáveis pela articulação, operação e pagamento do sistema de disparo de mensagens. O pedido será elaborado pelos advogados Antônio Mariz de Oliveira e Antônio Carlos de Almeida Castro.

”Suficiente para mandar prender”, diz Haddad sobre denúncia contra Bolsonaro publicada pela Folha

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Petista foi questionado sobre denúncia contra Jair. Foto: Estadão

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (18) que a denúncia de uso ilegal do WhatsApp pela campanha do seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), publicada pela Folha, é suficiente ”para mandar prender”. ”É o suficiente para mandar prender quem comprovadamente contratou serviços ilegalmente para difamar uma candidatura”, declarou o petista, ao ser questionado se a denúncia seria suficiente para eventualmente invalidar o resultado do pleito. O ex-prefeito de São Paulo também atribuiu à revista Piauí uma declaração feita mais cedo, quando acusou o capitão reformado do Exército de pedir ”de viva voz” doações ilegais para a campanha feita via aplicativo. ”Ele estava no jantar pedindo recurso para o WhatsApp, todo mundo sabe disso, saiu publicado pela imprensa. Vocês podem desmentir a Piauí. Estou me baseando em uma informação de uma revista que suponho ser séria, assim como suponho que a Folha seja séria”, acrescentou Haddad.

Jair Bolsonaro quer reformar Bolsa Família e adiar corte de beneficiário que arrumar emprego

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Jair quer acenar a eleitores de baixa renda. Foto: Divulgação

A equipe do candidato a presidente pelo PSL, Jair Bolsonaro, vai fazer novo aceno aos eleitores de baixa renda que usa o Bolsa Família. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a equipe vai disseminar que ele deve implementar logo no primeiro ano de gestão a reforma no programa. Além disso, ele, se eleito, vai criar o sistema de ”escadinha” para cortar o recurso do beneficiário que conseguir emprego. Integrantes da campanha dizem que o fato de a pessoa perder a assistência se conseguir um trabalho desencoraja beneficiários a buscar outra fonte de renda. Eles sugerem que, ao ingressar no mercado, a pessoa mantenha 75% do valor da bolsa no primeiro ano. Com isso, a perda seria escalonada.

Haddad diz que o juiz Sérgio Moro fez ”bom trabalho” e critica desonerações de Dilma

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Haddad concede entrevista ao BST. Foto: Ricardo Stuckert

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, fez nesta quarta-feira acenos ao eleitorado de centro que não manifestou apoio a ele. Em entrevista ao SBT, o petista fez elogios ao juiz federal Sérgio Moro e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao mesmo tempo que não deixou de criticar a presidente cassada Dilma Rousseff. Questionado sobre a opinião que tinha em relação ao juiz Moro, responsável pela Lava Jato e pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril em Curitiba, Haddad afirmou que o magistrado ‘fez um bom trabalho’. ”Acho que, em geral, ele (Moro) ajudou. Em relação à sentença do Lula eu acho que tem um erro que vai ser corrigido pelos tribunais superiores porque ele não apresentou provas contra o presidente. Mas, em geral, eu acho que o Sérgio Moro fez um bom trabalho, embora eu acho que ele tenha soltado muito precocemente os empresários e liberado dinheiro roubado para estes empresários usufruírem a vida. Então, no geral, o saldo é positivo, mas há reparos a fazer”, afirmou Haddad. O candidato disse também que citados na Lava Jato devem pagar por erros se forem condenados em última instância. O petista também fez críticas à gestão econômica de Dilma Rousseff. De acordo com ele, nos últimos dois anos do governo dela houve um ”erro grave” com desonerações. ”Nós vamos eliminá-las”, afirmou. ”Tem dois períodos. O período que eu vivi no governo federal foi o que nós criamos 20 milhões de empregos em 12 anos. Eu acho que nos últimos dois anos do governo Dilma houve um erro grave. Nós desoneramos as empresas pensando que elas iriam gerar postos de trabalho. E isso não aconteceu. Nós vamos eliminar as desonerações para equilibrar as contas públicas”, comentou o candidato. Sobre as alianças neste segundo turno, Haddad minimizou as críticas do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) na segunda-feira e ressaltou que ele gravou um vídeo apoiando-o hoje. O petista disse ainda que quer reunir em torno de si ”as pessoas que representa, a esperança”. O candidato buscou mais uma vez construir pontes com FHC, minimizando a falta de apoio público do ex-presidente a ele. ”O presidente Fernando Henrique está numa saia-justa porque alguns dos candidatos ao governo do Estado não me apoiam. Ele é meu… Não diria amigo, mas é uma pessoa com quem eu mantenho relação antiga, muito cordial e respeitosa. E é recíproco”, disse. Haddad disse ainda reunir o apoio de pessoas que lutaram contra a ditadura militar e a tortura. ”Muitos ministros do FHC estão me apoiando. José Carlos Dias, por exemplo, um nome consagrado na advocacia nacional assinou um manifesto em favor da minha candidatura e contra o retrocesso”, disse.

Derrotado para governador, Zé Ronaldo convoca para ato pró-Bolsonaro em Feira de Santana

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Zé Ronaldo convoca população de Feira. Foto: Democratas

O candidato derrotado ao governo estadual, Zé Ronaldo (DEM), convocou a população de Feira de Santana, em um vídeo publicado nas redes sociais pela presidente do PSL na Bahia, a deputada federal eleita Dayane Pimentel, para participar de uma carreata a favor de Jair Bolsonaro na sexta-feira (19), às 15h, na Avenida Noide Cerqueira. Ronaldo anunciou apoio a Bolsonaro na semana anterior ao pleito em que o governador Rui Costa (PT) se reelegeu, abandonando a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), então aliado do Democratas nacionalmente. A notícia chegou a ”surpreender” o principal aliado, o prefeito ACM Neto (DEM), que logo depois do resultado do primeiro turno também resolveu apoiar Bolsonaro, em uma investida contra o PT.