Diretor do Inpe será exonerado após críticas do governo Bolsonaro a dados de desmate

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Ricardo Galvão foi exonerado do cargo. Foto: Reprodução

O ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) decidiu exonerar nesta sexta (2) o diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após críticas do governo a dados ”sensacionalistas” do desmatamento na Amazônia. Pontes e Galvão se reuniram por cerca de duas horas na manhã desta sexta. A exoneração ocorre depois de ameaças do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de demitir quem quebrasse sua confiança.

”Se quebrar a confiança, vai ser demitido sumariamente. Perdeu a confiança, no meu entender, isso é uma pena capital”, disse. ”Eu lamento que alguns tenham mandato, não sei se no caso dele tem mandato ou não. A gente não pode tomar uma decisão mais drástica no tocante a isso, porque o estrago é muito grande”, afirmou na quinta (1º).

No dia 21 de julho, Galvão afirmou que poderia até ser demitido, mas que o Inpe não poderia ser atacado. ”A única coisa que o Inpe faz é colher dados, nada mais, mas havia insatisfação sobre isso. Isso estava concentrado no MMA [Ministério do Meio Ambiente] e eu não esperava que subisse à presidência da república, mas aparentemente subiu, não sei exatamente pelo esforço de quem”, disse ao jornal Folha de S.Paulo. Os ataques ao trabalho do Inpe começaram quando os dados do desmatamento do Deter (projeto Desmatamento em Tempo Real) -que visa auxiliar o trabalho do Ibama de fiscalização e combate ao desmate- mostraram acentuado crescimento, com aumento de 88% em junho, em relação ao mesmo mês de 2018. O Inpe vem rebatendo todas as acusações feitas por Bolsonaro e Salles. Nesta quinta, o instituto divulgou nota na qual afirma que seu trabalho ”sempre foi norteado pelos princípios da excelência, transparência e honestidade científica”.

Presidente Bolsonaro escolhe 3° da lista como novo reitor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano

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Desde terça-feira (30) sem reitor, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) indicou o professor Fábio Josué Souza dos Santos para assumir o comando da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). Ele é o último da lista tríplice enviada ao governo federal e sua nomeação, segundo o site G1, deve ser confirmada em uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (1°).

A UFRB estava sendo conduzida pela até então vice-reitora Georgina Gonçalves dos Santos, que acabou sendo a mais votada para comandar a instituição entre 2019 e 2023 pelos alunos e pelo Conselho Universitário para a lista tríplice. Apesar de a lei prever que o presidente pode nomear qualquer um dos três nomes apresentados, sem ter que apresentar justificativa para o escolhido, a indicação do terceiro nome é inédita desde o governo do ex-presidente Lula.

Mais cedo, o deputado estadual Robinson Almeida (PT) chegou a acusar Bolsonaro de cometer crime de responsabilidade pela falta da escolha de um nome da lista tríplice que foi encaminhada desde 14 de março ao Ministério da Educação (MEC). Fábio Santos vai assumir o lugar do reitor Silvio Luiz Soglia, que deixou o cargo no último dia 15 de julho.

Na votação coordenada pelo Conselho Universitário (Consuni) da UFRB, que aconteceu no fim de fevereiro, Georgina recebeu 17 dos 25 votos de diretores, professores, alunos e técnicos administrativos. A professora Tatiana Velloso ficou em segundo, com 5 votos. Já Fábio Josué, é professor da graduação em ”educação do campo”, recebeu apenas 3 votos.

Escolas com prédios precários e sem inclusão para deficientes tem as piores avaliações no Ideb

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Escolas com prédios precários, pouco acesso a serviços públicos e sem inclusão para pessoas com deficiência tiveram as piores avaliações no Ideb – o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, que sintetiza o desempenho médio dos alunos na Prova Brasil e a média de taxas de aprovação.

A relação entre resultados escolares e infraestrutura é um dos pontos levantados no estudo realizado pela Unesco e pela UFMG, que analisa a qualidade da infraestrutura das escolas públicas de ensino fundamental no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (31).

Com base no Censo Escolar e no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do Inep, a pesquisa utilizou dados de 143.170 escolas públicas e privadas de ensino fundamental do país, avaliando os anos de 2013, 2015 e 2017. As privadas e federais foram usadas para validação, mas retiradas da análise final.

A relação entre as notas do Ideb e índices de infraestrutura é apontada tanto em anos iniciais quanto finais do fundamental, segundo o estudo. ”Não é um modelo controlado, mas o que ele mostra é que é uma condição básica: sem você ter infraestrutura, dificilmente vai ter bons resultados”, explica Maria Teresa Gonzaga Alves, professora da UFMG e uma das coordenadoras da pesquisa.

Para avaliar a qualidade da infraestrutura escolar, a pesquisa focou cinco dimensões: área (zona urbana ou rural, estado e região do país onde está localizada); atendimento (etapas e modalidade de ensino); condições da escola (estado dos prédios, acesso a serviços públicos, ambiente); condições para ensino e aprendizado (situação dos espaços pedagógicos) e condições para equidade (acesso e ambiente para pessoas com deficiência).

Ainda que federais e particulares sigam com médias melhores do que estaduais e municipais, os indicadores evoluíram. Escolas urbanas seguem tendo indicadores melhores do que as da zona rural. O tamanho das escolas também faz diferença. Aquelas com até 50 alunos, categoria que inclui a maioria dos estudantes brasileiros, têm indicadores mais baixos que as com mais de 400 alunos. Em alguns indicadores a diferença chega perto de cinco pontos.

A pesquisa também dividiu a infraestrutura geral dos estabelecimentos em sete níveis, sendo as escolas de nível 1 as com situação mais precária, não tendo nem banheiros dentro dos prédios (geralmente encontradas em zona rurais e na região Norte) até o nível 7 (nível de grandes escolas urbanas do Sul e Sudeste).

O estudo indica que a infraestrutura das escolas reflete aspectos padrão do país. Quanto mais alto o índice de nível socioeconômico dos alunos, por exemplo, maiores também os indicadores de infraestrutura da escola.

”Mesmo na rede pública, a desigualdade é muito grande”, avalia Maria Teresa. Quanto à regiões, enquanto Centro-Oeste ocupa posição intermediária, Sul e Sudeste têm médias melhores de infraestrutura do que as do Norte e Nordeste. O Nordeste foi a região que mais avançou no período analisado –especialmente o Ceará.

Maria Teresa explica a melhora com algo que não entrou no estudo: dados recentes do Inep indicam investimento de cerca de 200% em educação básica nas regiões mais pobres entre 2000 e 2015. O indicador onde muitos estabelecimentos de ensino tiveram baixa é Atendimento Educacional Especializado (AEE), que mede inclusão. Enquanto os dados mostram diminuição de escolas entre nível 1 e 3, há dificuldade para se chegar a mais escolas nível 7, que têm como determinante condições de inclusão para pessoas com deficiência.

A melhoria da infraestrutura das escolas é uma das metas do Plano Nacional de Educação de 2014 e da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável, aprovadas em 2015 em reunião de líderes mundiais na Coreia do Sul.

Professores ficam ”indignados” após secretário criticar alto número de reprovações de alunos

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Fala de Jerônimo Rodrigues repercute mal. Foto: Claudionor Jr

A declaração do secretário estadual de Educação (SEC), Jerônimo Rodrigues, de que estudantes têm sido reprovados “sem um critério mais apreciado”, causou uma reação negativa entre os professores. Os docentes viram na fala do titular da SEC uma tentativa de responsabilizá-los pelo fraco desempenho dos alunos.

Ao site Bahia Notícias, um professor, que pediu para não ser identificado, disse que Jerônimo fez uma crítica sem ”embasamento” e reclamou da falta de estrutura das escolas na Bahia, ao citar como exemplo o Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia em Cajazeiras IV e o Colégio Estadual Lagoa do Dioniso, em Ibitiara, na Chapada Diamantina.

Outra professora afirmou que o secretário mostrou ‘desconhecimento acerca da realidade escolar e profundo desrespeito em relação à docência”. Coordenador-geral da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia, Rui Oliveira endossou as críticas dos professores.

Oliveira disse que há, pelo menos, dois motivos para alta reprovação. Os estudantes têm problemas de “ordem familiar” com os pais que não acompanham. Além disso, a falta de profissionais qualificados nas escolas para também verificar a situação dos discentes.

”Nenhum professor sente prazer em reprovar aluno. É uma coisa ruim. A gente passa o ano todo ensinado e no final não tem essa recompensa [de aluno ser aprovado]. Ninguém gosta de reprovar ninguém. Mas a reprovação não é um mal da Bahia. É um mal do Brasil. O Brasil é um dos países que mais reprovam alunos na América do Sul”, disse, ao defender que seja feito um debate mais amplo sobre o assunto.

Educação: Estado do Estado convoca 305 estudantes para o Programa Partiu Estágio

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Administração (Saeb), realiza novas convocações para o Programa Partiu Estágio na próxima sexta-feira (2). O anúncio foi realizado pelo governador Rui Costa durante o #PapoCorreria, na noite desta terça-feira (30). São 294 estudantes selecionados para o edital de número 001 (lançado em janeiro deste ano) e 11 para edital de número 002, publicado em março para reforço escolar na rede estadual de ensino.

Os 305 estudantes receberão a convocação por e-mail, o mesmo cadastrado no sistema de inscrição do programa. A lista com os nomes dos selecionados também estará disponível para visualização na sexta-feira, no site da Saeb.

Os selecionados do edital 001 terão 10 dias úteis para apresentar a documentação exigida, enquanto os selecionados do edital 002 terão 12 dias úteis. A vaga de estágio é garantida apenas com a entrega de toda documentação exigida, dentro do prazo regulamentar. Quem não entregar toda a documentação ou não se apresentar dentro do período estipulado, perderá a vaga.

O Partiu Estágio é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso a oportunidades de estágio a estudantes universitários de instituições estaduais, federais e privadas com sede na Bahia e que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho.

A seleção é prioritária para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada. Desde seu lançamento, em abril de 2017, já foram contratados 9.145 universitários para atuar no serviço público baiano.

Educação: Sesi oferecerá aulas de reforço para 800 mil jovens estudantes, de 18 a 29 anos

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O Ministério da Cidadania firmou, hoje (30), acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que prevê a oferta de aulas de reforço de língua portuguesa e matemática. As atividades visam facilitar a inserção no mercado de trabalho e contemplarão 800 mil jovens de 18 a 29 anos de idade. As vagas serão distribuídas ao longo dos próximos quatro anos.

Estima-se que a iniciativa beneficie 44.318 jovens da Região Norte; 99.342, do Nordeste; 147.551, do Sul, 461.072, do Sudeste, e 47.717, no Centro-Oeste. O atendimento será feito de forma progressiva. Ainda este ano, a expectativa é de que o projeto chegue a 100 mil jovens.

Como critério de participação, será exigida a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais. No preenchimento das vagas, terão prioridade os jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como ”nem-nem”.

O plano de aulas será composto por módulos de 100 horas. Além da carga horária da disciplina, serão ministrados conteúdos relacionados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que totalizarão 200 horas.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o projeto ”cria oportunidades para jovens que vivem nas famílias mais pobres do Brasil”.”Mesmo na situação difícil em que o país está, podemos dar uma oportunidade nova e robusta de emprego e renda”, complementou.

Segundo o ministro, o governo federal também tem estudado a possibilidade de viabilizar, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a abertura de cotas de vagas para jovens com o perfil do projeto. “Vamos dar um futuro para eles, abrir as portas de um novo futuro para eles, que eles não estão tendo”, disse.

”É um momento de transição, a economia brasileira vai deslanchando aos poucos e vai, realmente, acho, dar um grande salto, em pouco tempo. Mas essa transição é ainda muito dolorosa, em função da recessão e do desemprego, e é muito importante que essas pessoas não fiquem para trás. Que os mais pobres, os jovens mais pobres, não fiquem para trás.”

Ministério da Educação anuncia integração ao portal único do governo; ministro fala em simplificar

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, lançou hoje (29), em Brasília, o Plano de Transformação Digital de 99 serviços prestados à população. ”Envolve a unificação de todos os serviços que o MEC atende em todas as plataformas, visando simplificar a vida do usuário, de quem tá pagando imposto, de quem está lá na ponta recebendo os serviços, e também reduzir os custos.”

O plano envolve 48 serviços da educação superior, 47 serviços da educação básica e mais quatro da educação técnica e profissional. A migração completa se dará até 2020. Segundo o MEC, o objetivo é que o cidadão comum possa ganhar tempo para acessar informações e tramitar documentos.

O governo destaca que a agilidade e a desburocratização vão gerar economia. Conforme estimativa do Ministério da Economia para o MEC, a sociedade vai poupar R$ 25,9 milhões e a administração pública, R$ 6,5 milhões (total de cerca de R$ 32,5 milhões), com o ganho de tempo e a simplificação de operações e demandas via internet.

A transformação digital do MEC prevê a migração dos aplicativos do ministério para acesso via o portal Gov.br. A estimativa do ministério é que os serviços estejam disponíveis na plataforma na próxima quarta-feira (31). Todos os cidadãos poderão ter login e senha únicos para acessar qualquer serviço do governo federal por este portal, que será único para qualquer área da administração pública.

A iniciativa “se enquadra em um projeto maior que é um projeto do governo federal inteiro, do governo digital”, assinalou o secretário-executivo do MEC, Antônio Paulo Vogel.

”Em relação ao Enem, o próximo período de inscrição é no ano que vem. Nas inscrições do ano que vem já vamos implementar o login único”, assinalou o secretário. Outras plataformas que já são digitalizadas e disponíveis no site do Ministério da Educação, como Sisu e o Prouni, serão acessadas de forma única.

Vogel fez questão de assinalar que Transformação Digital lançada pelo MEC nada tem a ver com a intenção do ministério de aplicar o Enem por meio digital. “Importante não confundir esse plano que estamos divulgando hoje com o que divulgamos dias atrás sobre o Enem digital.

Conforme nota do Ministério da Educação, ”a iniciativa segue o disposto em cinco decretos. O decreto 8.936, de 2016, que trata da Plataforma Cidadania Digital; o 8.638, de 2016, sobre Estratégia de Governança Digital; o 9.723, de 2019, e o 9.094, de 2017, que tratam de simplificação de serviços e uso do CPF como chave única para identificação do cidadão; e, por fim, o decreto 9.756, de 2019, que dispõe sobre a unificação dos canais digitais do governo. Da Agência Brasil

Ministério Público pede que escolas da Bahia parceiras da PM respeitem liberdade dos estudantes

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O Ministério Público Federal (MPF) pediu que escolas públicas municipais da Bahia, que passaram a ter a gestão compartilhada com a Polícia Militar, respeitem a liberdade de expressão, intimidade ou vida privada de seus alunos.

Por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão na Bahia, o MPF encaminhou uma recomendação a prefeituras e a todas as escolas públicas do estado com a informação de que não se deve impor aos estudantes padrões estéticos quanto a cabelos, unhas, forma de vestir ou obrigatoriedade de uso de bonés ou boinas, dentre outros.

Atualmente, 63 escolas públicas municipais na Bahia, em 58 diferentes cidades, executam parceria com a Polícia Militar. A recomendação prevê ainda que as unidades não poderão fiscalizar ou proibir comportamentos neutros dos alunos que não venham a afetar diretos de terceiros ou interesses públicos – como consta no regimento disciplinar de algumas delas –, tais como frequentar local de jogos eletrônicos, usar óculos esportivos, namorar, ou qualquer outro tipo de proibição baseada unicamente em moralismo e incompatível com o Estado Democrático de Direito. Com informações do Bahia Notícia

Educação: Inep prorroga prazo de inscrição de servidores para trabalhar no Enem

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogou até o dia (29) de julho o prazo para que servidores públicos federais e professores da rede pública estadual ou municipal interessados em trabalhar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) façam a inscrição na internet. O prazo terminaria na segunda-feira (22).

A oportunidade é para atuação na Rede Nacional de Certificadores (RNC) do Enem, nos dois domingos de aplicação da prova, nos dias 3 e 10 de novembro. Os certificadores atuam como representantes do Inep em todos os locais de prova e são responsáveis por conferir vários procedimentos como a chegada e a abertura dos malotes, a distribuição das provas, o trabalho dos chefes de sala, aplicadores e fiscais, entre outros.

Todo o trabalho é feito por meio de um aplicativo, pelo qual os certificadores enviam alertas e relatórios ao Inep durante todo o processo. O valor pago é de R$ 342 por dia, o que equivale a R$ 28,50 por hora de trabalho.

Os interessados precisam cumprir alguns critérios antes de se inscreverem pela internet, no Sistema RNC ou pelo aplicativo da Rede. Além de serem servidores públicos do Executivo, em exercício, ou professores da rede pública, precisam ter formação mínima de nível médio; não estar inscritos nem terem parentes inscritos no Enem 2019 além de não terem vínculo com qualquer atividade do Enem ou do Inep.

Segundo o Inep, todos os inscritos que atenderem aos critérios serão convocados para uma capacitação a distância. Aqueles que obtiverem a nota mínima exigida estarão aptos a atuar como certificadores do Enem. As demandas de trabalho são emitidas na semana da prova, de acordo com a necessidade do Inep para cada local de prova. Em 2019, o Enem será aplicado em 1.728 municípios.

Educação: Prazo para novos convocados do Partiu Estágio termina nesta quarta-feira

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Termina nesta quarta-feira (24) o prazo para que os 461 universitários convocados pelo Programa Partiu Estágio realizem a entrega da documentação. Esse prazo é restrito aos 408 selecionados do primeiro edital (001/2019), com vagas para toda a administração pública.
Os 53 convocados do segundo edital (002/2019), destinado a alunos de cursos de Letras, Matemática e Educação Física, que vão atuar pela Secretaria da Educação do Estado para reforço escolar em todo a Bahia, devem se apresentar até sexta (26). A lista com os nomes dos selecionados está disponível para visualização no site da Secretaria da Administração (Saeb).
A vaga de estágio é garantida apenas com a entrega de toda documentação exigida, dentro do prazo regulamentar. A lista de todos os documentos requisitados pode ser conferida no e-mail de convocação ou nos dois editais do programa. Quem não entregar toda a documentação, ou não se apresentar dentro do período estipulado, perderá a vaga.
Sobre o programa 
O Partiu Estágio é uma iniciativa da administração estadual baiana que garante acesso a oportunidades de estágio a estudantes universitários de instituições estaduais, federais e privadas com sede na Bahia e que ainda não conseguiram se inserir no mercado de trabalho.
É prioritário para estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e para aqueles que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada. Desde o lançamento, em abril de 2017, já foram contratados 8,7 mil universitários para atuar no serviço público baiano.

Jequié, Vitória da Conquista e Barreiras receberam caravana técnica dos Jogos Universitários

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A caravana com a equipe técnica que compõe o Comitê Organizador Local (COL) da fase final dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que será sediado no estado, e dos Jogos Universitários da Bahia (Juba), visitou, nestes últimos dias, municípios baianos a fim de divulgar em diversas universidades e institutos de ensino superior, além da imprensa local, o calendário, modalidades e os prazos para inscrição – no caso do Juba, encerra na próxima sexta-feira, dia 26 de julho.

Formada por técnicos da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego e Esporte (Setre), e representantes da Federação Universitária Baiana de Esportes (Fube), a comitiva percorreu, em mais de uma semana, os municípios de Barreiras, Vitória da Conquista, Jequié e Feira de Santana.

Em todos os municípios visitados, a equipe técnica reuniu-se com alunos, professores e coordenadores esportivos e representantes de diversas instituições de ensino superior da região, quando foi realizado um amplo debate sobre a valorização do esporte e o fortalecimento dos Jogos Universitários na Bahia.

Educação: Último dia de inscrições para servidores que querem trabalhar no Enem

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Hoje (22) é o último dia para que servidores públicos federais e professores da rede pública estadual ou municipal interessados em trabalhar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se inscrevam junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A oportunidade é para atuação na Rede Nacional de Certificadores (RNC) do Enem, nos dois domingos de aplicação, nos dias 3 e 10 de novembro. Os certificadores atuam como representantes do Inep em todos os locais de prova e são responsáveis por conferir vários procedimentos.  O valor pago é de R$ 342 por dia, o que equivale a R$ 28,50 por hora de trabalho.

Os interessados precisam cumprir alguns critérios antes de se inscreverem pela internet, no Sistema RNC ou pelo aplicativo da Rede. Além de serem servidores públicos do Executivo, em exercício, ou professores da rede pública, precisam ter formação mínima de nível médio; não estar inscritos, nem terem parentes inscritos, no Enem 2019; e, não terem vínculo com qualquer atividade do Enem ou do Inep.

Segundo o Inep, todos os inscritos que atenderem aos critérios serão convocados para uma capacitação a distância.  Aqueles que obtiverem a nota mínima exigida estarão aptos a atuar como certificadores do Enem. As demandas de trabalho são emitidas na semana da prova, de acordo com a necessidade do Inep para cada local de prova.  Em 2019, o Enem será aplicado em 1.728 municípios.

Educação: Governo Bolsonaro encerrará o programa ”Idiomas sem Fronteiras”, diz jornal

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Governo Bolsonaro determinou ao MEC. Foto: Marcos Corrêa

Programa que permitiu a mais de 818 mil alunos e professores universitários aprender uma segunda língua, o Idiomas sem Fronteiras (IsF) será encerrado pelo Ministério da Educação (MEC), informa o jornal O Estado de S. Paulo.

Criado para ser um braço do Ciências sem Fronteiras (CsF), encerrado em 2014, o projeto se tornou nos últimos anos a principal ação do governo federal para promover a aproximação do ensino superior brasileiro ao de outros países.

A gestão do ministro Abraham Weintraub fez duras críticas ao programa. ”O Idiomas sem Fronteiras não funcionou, a gente vai substituir. O objetivo não pode ser pagar TOEFL [teste de proficiência em inglês] para as pessoas”, disse Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, secretário da Educação Superior do MEC.

Questionado se há uma nova proposta para ensino de idiomas no ensino superior e qual deve ser o novo formato, a pasta disse apenas que as ”necessidades serão avaliadas com a implementação do programa Future-se”.

Educação: Candidatos na lista de espera do ProUni devem comprovar informações

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A partir de hoje (19), todos os candidatos que estão na lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) deverão ir às instituições de ensino superior privadas onde concorrem a uma vaga apresentar a documentação de comprovação das informações prestadas na inscrição.

O prazo para que os candidatos que compareçam às faculdades vai até 22 de julho. A lista com a documentação necessária está disponível na página do ProUni. Desde ontem (18), a lista de espera está disponível para consulta pelas instituições. A lista contém a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018.

A lista de espera será usada pelas próprias instituições para preencher as bolsas de estudos que não foram ocupadas nas duas chamadas regulares do programa.

Bolsas de estudo

Ao todo, serão ofertadas para o segundo semestre deste ano 169.226 bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior, sendo 68.087 bolsas integrais, de 100% do valor da mensalidade, e 101.139 parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade.

As bolsas integrais são destinadas a estudantes com renda familiar bruta per capita de até 1,5 salário mínimo. As bolsas parciais contemplam os candidatos que têm renda familiar bruta per capita de até 3 salários mínimos. O ProUni é voltado para candidatos que não tenham diploma de curso superior e que participaram do Enem 2018.

Os estudantes devem ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsistas integrais. É preciso ainda ter obtido nota mínima de 450 pontos na média aritmética das notas nas provas do Enem. Também podem participar do programa estudantes com deficiência e professores da rede pública.