Estudante tenta pular portão de colégio ao chegar atrasado para prova do ENEM no Rio

/ Educação

Todo ano o mesmo dilema se repete: será que é possível não se atrasar para prestar o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)? Bom, ao que parece, entrar nos colégios antes das 13h continua sendo um desafio para alguns.

As provas acontecem em todo Brasil a partir das 13h30, horário de Brasília. Na Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), um rapaz chegou a tentar pular o portão do colégio para conseguir realizar o exame.

Dispara número de educadores que pensaram em se afastar devido à saúde mental

/ Educação

O número de profissionais de educação que pensou em se afastar do trabalho por problemas de saúde mental disparou este ano. Essa alta coincide com o retorno das aulas presenciais, depois de quase dois anos de escolas fechadas devido à pandemia de Covid-19.

Os dados fazem parte de um novo levantamento realizado pelo Instituto Ame Sua Mente e pela Nova Escola, organização social que atua para apoiar professores da educação básica.

A pesquisa foi realizada de 15 a 30 de agosto de maneira online com 5.203 profissionais da educação pública e privada —entre professores, coordenadores pedagógicos e diretores de escola.

No total, 34,6% dos entrevistados afirmaram que pensaram em se afastar do trabalho por questões de saúde mental. No ano passado, quando as atividades ainda estavam sendo realizadas majoritariamente de maneira online, o número tinha sido de 14,2%.

Além disso, três de cada cinco profissionais disse que pensou em se afastar do trabalho este ano por algum motivo —como a pergunta não tinha sido feita na edição de 2021, não é possível compará-la.

Esse aumento de profissionais pensando em se afastar por questões mentais depois do pico da pandemia já era esperado, diz a pesquisadora do Ame Sua Mente Clarice Madruga.

”O impacto de fenômenos traumáticos na saúde mental ocorre em diferentes níveis, tanto imediatamente após a sua ocorrência mas também a longo prazo, quando os recursos para lidar com a crise atenuam, muitas vezes dando espaço para a manifestação de prejuízos psicológicos mais profundos”, explica.

Sete de cada dez profissionais que responderam a pesquisa afirmaram que não receberam qualquer tipo de apoio para saúde mental. Para a pedagoga Ana Ligia Scachetti, diretora da Nova Escola, os impactos da pandemia ainda estão presentes, e 2022 é o ano em que mais se sente o cansaço dos professores.

”O retorno para o presencial veio carregado de questões ligadas ao fato de que por dois anos houve pouca interação. Isso gera em todos quadros de ansiedade e depressão”, diz.

”É preciso garantir o apoio psicológico dos professores, coordenadores e diretores, olhar para as questões individuais, garantir que a comunidade escolar se prepare para lidar com elas, criar espaços voltados à reflexão e para que as pessoas possam falar o que sentem. Não é possível zelar pela educação do país, sem zelar pela saúde deles. Esses profissionais precisam de apoio e ferramentas para que as crianças tenham as melhores condições de aprendizagem”, completa Scachetti.

De 2020 para 2021, o percentual de educadores que avaliaram a própria saúde mental como ruim ou muito ruim tinha caído de 30,1% para 13,7%. Em 2022, o indicador subiu para 21,5%.

O índice dos que qualificaram sua saúde mental boa ou excelente teve variação semelhante. Em 2020, ele era de 26%; em 2021, subiu para 47,8%; e agora em 2022, caiu para 33,3%.

Para Vanessa Silva, coordenadora do curso de pedagogia da FMU, a baixa remuneração e a carga excessiva de trabalho também são fatores que influenciam na saúde mental dos profissionais da área.

”No caso do professor, quando o exercício da profissão não é somente no momento em que você está em sala de aula, mas há muitas atribuições extraclasse, ele trabalha com uma carga muito maior do que aquela que está contratado. O professor mal remunerado trabalha em várias escolas ou em uma única instituição numa carga horária muito alta. O profissional fica sem tempo para cuidar de si e isso traz o esgotamento”, diz Silva.

Do total de entrevistados, 17,6% afirmaram que não se sentem preparados para lidarem com a saúde mental dos estudantes e 52% nunca participaram de uma capacitação sobre o assunto. Outros 10,4% estão despreparados para lidarem com a própria saúde mental.

Jane de Souza Melo, 56, conta que nos últimos dois anos teve que conviver com a insegurança devido ao fechamento das escolas. Ela é professora do segundo ano do ensino fundamental na Escola Municipal do Ensino Básico Antonio Bernardino Corrêa, em Ferraz de Vasconcelos (na Grande São Paulo).

”Eu me sentia insegura em tudo o que fazia. Com o passar do tempo, não conseguia mais controlar a minha ansiedade, que apareceu durante as aulas online. Queria que meus alunos tivessem o mesmo crescimento e a aprendizagem como no presencial”, conta Melo.

O levantamento mostrou que 14% dos profissionais de educação consideram que a pandemia de Covid-19 piorou muito a sua saúde mental, enquanto 10,3% acharam que ela melhorou bastante.

No caso de Souza, ela foi buscar formas de tratamento. Entre outras coisas, abriu um canal na internet no qual ensinou crochê por cerca de um ano. Também buscou cursos de informática na área da educação, além de ajuda médica.

”Fui a um clínico geral que me atende há muitos anos. Estava no limite do estresse”, relata. Nos dias de hoje, permanece a ansiedade. Ela também apontou dores pelo corpo como consequência.

O levantamento também mostrou que praticar atividade física ou ao ar livre é a estratégia para 40,4% dos educadores cuidarem da saúde mental. Apoio familiar e dos amigos é a solução para 36,8%.

Cuidados com a alimentação (33%) e o sono (25,5%), participação em grupos religiosos (29,1%), psicoterapia ou tratamento psiquiátrico (20,5%), e prática de terapias alternativas (10%) também apareceram nas respostas.

*por Patricia Pasquini | Folhapress

Provas do concurso público para a rede estadual de ensino serão realizadas neste domingo (6)

/ Educação

Cerca de 81.248 mil educadores deverão fazer as provas do concurso público promovido pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Educação do Estado (SEC), neste domingo (6). São 2.113 vagas ofertadas, sendo 1.806 para professor de diferentes disciplinas e 307 para coordenador pedagógico, distribuídas em diferentes Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).

O secretário da Educação do Estado, Danilo de Melo Souza, disse que esta é mais uma iniciativa do Estado para fortalecer a aprendizagem dos estudantes. As provas serão realizadas nos seguintes municípios: Alagoinhas, Amargosa, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Eunápolis, Feira de Santana, Ipirá, Irecê, Itaberaba, Itabuna, Itapetinga, Jacobina, Juazeiro, Jequié, Macaúbas, Paulo Afonso, Ribeira do Pombal, Salvador, Santa Maria da Vitória, Seabra, Serrinha, Santo Antônio de Jesus, Senhor do Bonfim, Teixeira de Freitas, Valença e Vitória da Conquista. Os locais de aplicação das provas podem ser consultados através do endereço www.concursosfcc.com.br.

As provas objetivas terão 50 questões para o cargo de professor e 40 para o cargo de coordenador pedagógico, além da prova discursiva que abordará conhecimentos gerais, específicos e interdisciplinares, a depender do cargo. Já a prova de títulos, de caráter classificatório, será aplicada aos habilitados na segunda etapa do certame, de acordo com o previsto em edital.

O resultado final do concurso e de todas as suas etapas e as informações complementares serão divulgados no site da FCC e, também, no Portal do Servidor. Vale ressaltar que ainda há a reserva de 5% das vagas destinadas a candidatos deficientes e 30% para aqueles que se autodeclararem negros. O concurso terá validade de um ano, podendo ser prorrogado apenas uma vez, por igual período. Outras informações, como conteúdo programático e cronograma provisório, deverão ser consultadas no edital.

Educadora e vice pró-reitora de Extensão da UFRB, futura primeira-dama da Bahia tem perfil discreto

/ Educação

Tatiana Ribeiro Velloso é graduada em Agronomia. Foto: Rede social

Vice-pró-reitora de Extensão da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), a futura primeira-dama da Bahia tem um perfil discreto.

Tatiana Ribeiro Velloso é graduada em Agronomia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Foi na época da faculdade que Tatiana e Jerônimo Rodrigues começaram a namorar, há 25 anos.

O currículo de Tatiana Velloso é de causar inveja. Tem mestrado em Extensão Rural pela Universidade Federal de Viçosa (2000) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe (2013), além de uma infinidade de cursos de extensão. Fala espanhol e francês.

Antes de ser eleita vice-reitora de Extensão, Tatiana foi diretora do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), campus de Feira de Santana.

Pouco se viu a participação de Tatiana durante a extenuante campanha eleitoral deste ano. Em sua conta no Instagram, há um ou outro registro da campanha. Em um deles, ela gravou vídeo pela passagem do Dia do Estudante, 11 de agosto.

Nele, Tatiana cita Paulo Freire e diz que a educação deve ser libertária e crítica. Ela também transcreveu a famosa frase de Freire: ”Educação não transforma o mundo. Ela muda pessoas, e as pessoas transformam o mundo”.

Tatiana atua na área de Políticas de Desenvolvimento Rural, com destaque em educação do campo, extensão rural, reforma agrária, agricultura familiar, comunidades quilombolas, tecnologias sociais, movimentos sociais e sindicais do campo, economia solidária, cooperativismo popular e associativismo comunitário.

Com investimentos de mais de R$ 1 milhão, prefeito de Maracás autoriza ampliação de creche

/ Educação

Prefeito e secretárias assinam ordens de serviço. Foto: Jefferson Meira

A Prefeitura de Maracás, objetivando ampliar a oferta de vagas na Educação Infantil, de forma a contemplar um maior número de crianças segue investindo na construção e reforma de creches, cujo número de unidades em funcionamento no Município é de 07, uma na zona rural, em Porto Alegre, e seis na sede. Nessa sexta-feira (21), através da Secretaria da Educação, a gestão municipal autorizou a reforma e ampliação da Creche Elvira Sá, no Centro da cidade. Com investimentos de R$ 1.124.259.33 (um milhão, cento e vinte e quatro mil, duzentos e cinquenta e nove reais e trinta e três centavos), a obra será erguida pela empresa 73 LTDA, vencedora do processo licitatório realizado pela Prefeitura.

O espaço será totalmente requalificado e ampliado, contemplando inclusive a área externa da Creche, a brinquedoteca, o refeitório, ampliando salas e construindo uma sala de leitura. Presente para autorizar a ordem de serviço, o prefeito Soya Novaes, acompanhado da secretária da Educação, Adineide Noaves, falou da importância do investimento com recursos próprios da Prefeitura. ”Vamos fazer uma reforma muito grande e muito importante. É fundamental que nós possamos garantir que os pais tenham onde deixar seus filhos e dessa forma todos estarão contribuindo com a educação infantil. Desde que assumimos o cargo, estamos priorizando a educação, com reforma de escolas e já entregamos duas novas creches, a Proinfância, na cidade, e a de Porto Alegre, na zona rural, disse o prefeito.

Para a secretária Adineide, os investimentos na educação, além de melhorar a condição da infância de Maracás proporcionam conforto e segurança aos professores. ”A nossa base é a construção de uma educação firme, uma educação consolidada, e é com essas reformas e ampliações que a gente consegue reestruturar a rede, garantindo aos profissionais um ambiente seguro, para que possamos avançar ainda mais no processo de ensino-aprendizagem”.

 

Ufba entra na lista das melhores universidades do mundo em ranking de consultoria britânica

/ Educação

A Ufba (Universidade Federal da Bahia) está na lista das melhores universidades do mundo em ranking da  consultoria britânica Times Higher Education (THE) divulgada nesta semana. Ao todo, 62 instituições brasileiras estão na lista, referência global para estudantes, gestores e professores.

O ranking é feito  com base em indicadores de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e reputação internacional. A Universidade de São Paulo (USP) se manteve como a melhor colocada em toda a América Latina, na faixa entre a 201-250 melhores.

Confira a lista:

Posições 201 a 250:
Universidade de São Paulo (USP)

Posições 401 a 500:
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Posições 601 a 800:
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Posições 801 a 1000:
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Universidade Federal de Sergipe (UFS)
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

Posições 1001 a 1200:
Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade de Fortaleza (UNIFOR)

Posições 1201 a 1500:
Universidade de Brasília (UnB)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Universidade Federal do ABC (UFABC)
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)
Unisinos

Posições acima de 1501:
Universidade Católica de Brasília
Universidade de Caxias do Sul
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Universidade do Estado de Santa Catarina (UESC)
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Universidade Federal do Vale do São Francisco
Universidade Federal de Itajubá
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS)
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Universidade Federal do Pará (UFPA)
Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Universidade Federal do Piauí (UFPI)
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM)
Universidade Federal Fluminense (UFF)
Universidade Presbiteriana Mackenzie
Universidade Nove de Julho (Uninove)
Universidade de Passo Fundo (UPF)
Universidade de Pernambuco (UP)
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG)
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)

 

Professores e coordenadores pedagógicos são convocados para concurso do Governo da Bahia

/ Educação

O Governo da Bahia convocou os candidatos inscritos para o concurso da Secretaria da Educação do Estado (SEC), que oferta 2.113 vagas para professores e coordenadores pedagógicos. O edital de convocação foi publicado nesta terça (11), no Diário Oficial do Estado (DOE).

As provas objetivas e discursivas serão aplicadas no dia 6 de novembro, com a apresentação dos candidatos a partir das 8h30 e fechamento dos portões às 9h. A duração total para realização é de cinco horas, com permanência mínima de três horas.

A aplicação dos exames vai ser realizada em Salvador e outros 26 municípios do Estado. Para conferir o endereço do local de realização da sua prova, os candidatos devem consultar o Cartão Informativo, que estará disponível a partir desta terça, no site da organizadora do certame, a Fundação Carlos Chagas, além de enviado por e-mail a todos os inscritos.

 

Ministro da Educação nega corte e diz que limite de recursos para universidade é temporário

/ Educação

Godoy declarou nesta que não procede a informação. Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Victor Godoy, declarou nesta quinta-feira (6) que não procede a informação de que universidades e instituições de ensino federais teriam corte ou redução em seus orçamentos, como foi denunciado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O ministro esclareceu que o que foi estabelecido pelo MEC foi apenas um ”limite temporário para movimento e empenho” de recursos. Medida que, segundo o ministro, só valerá até novembro.As informações são da Agência Brasil.

”O que aconteceu foi uma limitação da movimentação financeira. A gente distribuiu isso ao longo de outubro, novembro e dezembro. A gente chama isso de limitação de movimentação. Portanto não é corte nem redução do orçamento das universidades [e institutos] federais”, disse o ministro à TV Brasil.

A declaração foi em resposta à denúncia do conselho pleno da Andifes, de que ”o novo corte de gastos na área de educação inviabilizaria o funcionamento das universidades”. A entidade, que representa os reitores das universidades federais, afirmou que o governo federal teria bloqueado R$ 763 milhões de recursos destinados às entidades.

”No âmbito do Ministério da Educação, o contingenciamento chega a R$ 2,399 bilhões (R$ 1,340 bilhão anunciado entre julho e agosto e R$ 1,059 bilhão agora, dia 30 de setembro)”, informou a Andifes.

Já o ministro disse que os recursos destinados às universidades tiveram aumento de 10%; e dos institutos, 20%. ”São R$ 930 milhões a mais para garantir todas as atividades de universidades e institutos”, garantiu Godoy.

Ele explicou que, até a semana passada, havia um bloqueio de R$ 2 bilhões no orçamento do ministério. Esse bloqueio, então, foi reduzido para R$ 1,3 bilhão, o que, segundo o ministro, possibilitou a liberação de R$ 700 milhões.

Governo bloqueia orçamento de universidades federais; Ufba analisa impacto da medida

/ Educação

Nesta quarta-feira (5), o Governo Federal formalizou um novo contingenciamento de recursos que seriam destinados às Universidades Federais. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) o bloqueio foi de 5,8%, que equivale a R$ 328,5 milhões. A entidade afirma que a ação colocará instituições em risco.

”Este valor, se somado ao montante que já havia sido bloqueado ao longo do ano, perfaz um total de R$ 763 milhões em valores que foram retirados das universidades federais do orçamento que havia sido aprovado para este ano”, afirmou a Andifes em nota.

Ao Portal Metro1, a assessoria da Universidade Federal da Bahia disse que acabou de receber a informação, está analisando o impacto do bloqueio e emitirá um posicionamento a respeito das consequências do contingenciamento às suas atividades até a quinta-feira (6). Com informações do Metro1

Em 2040, Brasil poderá ter carência de 235 mil professores, diz entidades de Ensino Superior

/ Educação

Uma pesquisa divulgada hoje (29) pelo Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) mostra que até 2040 o Brasil poderá ter uma carência de 235 mil professores de educação básica. 

O estudo aponta para um crescente desinteresse, especialmente dos jovens, em seguir a carreira docente. Segundo o estudo, o crescimento no número de ingressantes em cursos de licenciatura foi menor do que no restante do ensino superior. De 2010 a 2020, houve um crescimento de 53,8% no ingresso em graduações que tem como carreira o ensino, enquanto nos demais cursos o aumento ficou em 76% no período.

O estudo aponta ainda o problema da evasão. Nos dez anos analisados, o percentual de estudantes que concluiu os cursos de licenciatura aumentou apenas 4,3%.

O levantamento foi feito a partir de dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é vinculado ao Ministério da Educação. Ainda a partir dessa base de dados, a pesquisa mostra que o percentual de novos alunos em cursos de licenciatura com até 29 anos de idade caiu de 62,8%, em 2010, para 53%, em 2020.

Assim, a carreira vem registrando, segundo a pesquisa, um envelhecimento dos profissionais. Entre 2009 e 2021, o número de professores em início de carreira, com até 24 anos de idade, caiu de 116 mil para 67 mil, uma retração de 42,4%. Ao mesmo tempo, o percentual de docentes do ensino básico com 50 anos ou mais cresceu 109% no período.

A presidente do Semesp, Lúcia Teixeira, destaca que a formação de professores com mais de 29 anos não significa, necessariamente, a entrada de novos professores na carreira. Segundo ela, esses profissionais são, na maioria das vezes, pessoas que já trabalham na área. ”Isso acontece em razão da lei que obriga o professor em exercício a ter formação mínima na área de pedagogia ou em licenciaturas para o magistério na educação básica”, explica.

Cursos

Algumas carreiras estão em situação mais delicada do que outras. A pesquisa mostra que caiu em 21,3% o número de alunos que concluiu o curso de licenciatura em biologia entre 2016 e 2020. Em química, a redução ficou em 12,8% no período e, em letras, 10,1%.

De acordo com a pesquisa, o número total de docentes da educação básica está estabilizado em cerca de 2,2 milhões desde 2014, após ter tido um crescimento de 10,8% em comparação com 2009. Esses professores atendem uma população de aproximadamente 44,6 milhões de jovens com idade entre 3 e 17 anos.

A projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que, em 2040, o Brasil tenha cerca de 40 milhões de jovens nessa faixa etária. Para manter a proporção atual de professores e alunos, seria necessário ter 1,97 milhão de docentes. No entanto, o estudo projeta, a partir das taxas observadas até 2021, que o país chegue a esse momento com apenas 1,74 milhão de professores.

Desinteresse

Entre os fatores que levam ao afastamento dos jovens da carreira de professor, o estudo destaca a baixa remuneração. Em 2020, os professores do ensino médio recebiam, em média, R$ 5,4 mil por mês, o que representa 82% da renda média das pessoas empregadas com ensino superior (R$ 6,5 mil).

Além disso, o estudo aponta para ”o abandono da profissão devido às condições de trabalho precárias, como infraestrutura ruim de algumas escolas, falta de equipamentos e materiais de apoio, violência na sala de aula e problemas de saúde, agravados com a pandemia de covid-19”. Da Agência Brasil

Valor repassado a professores com o agamento de precatórios do Fundef chegará a R$ 1,4 bi

/ Educação

Com projeto aprovado na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e sancionado pelo governador Rui Costa (PT) nos últimos dias, o pagamento dos precatórios do antigo Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) aos professores da rede estadual deve repassar, ao todo, R$ 1,4 bilhão aos profissionais. A informação foi confirmada ao Bahia Notícias pelo secretário da Fazenda, Manoel Vitório.

”A lei que foi aprovada estabeleceu mais do que o mínimo, mais do que 60%, estabeleceu 80% para os professores, o que dá R$ 1,4 bilhão a ser distribuído aos professores”, disse o titular da Sefaz estadual. Ele, contudo, não informou o montante referente aos 20% que ficaram com o Estado.

Na última quarta-feira (21), a AL-BA aprovou o projeto que autoriza o pagamento dos precatórios do Fundef aos professores (relembre aqui). O projeto foi aprovado sem emendas e com o repasse de 80% do valor principal. Na sessão extraordinária, os professores da rede estadual estiveram presentes e reclamaram da forma de aprovação do PL. Eles reivindicavam os juros e correções sob o valor. Ao Bahia Notícias, lideranças da classe indicaram que a perda pode chegar a R$ 1 bilhão. No dia seguinte, na quinta-feira, o governador Rui Costa sancionou a lei para o pagamento (leia mais aqui).

O governo também prometeu pagar os precatórios até o dia 30 de setembro, em edição suplementar do Diário Oficial do Estado. De acordo com a gestão estadual, profissionais do magistério vão receber 90% do total a que têm direito até essa data. Os valores correspondentes aos 10% restantes devem ser pagos até o fim do ano. A lista com o nome dos professores aptos a receberam o pagamento do precatório judicial do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef) pode ser consultada aqui.

Têm direito de receber os precatórios professores, coordenadores pedagógicos, diretores, vice-diretores e secretários escolares que ocuparam cargo público ou estavam em emprego público, em efetivo exercício na educação básica da rede pública de ensino do Estado, no período de janeiro de 1998 a dezembro de 2006.

Também serão contemplados aqueles que ocupavam cargos comissionados do quadro do Magistério e professores contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), que atuavam na educação básica pública, no mesmo período. Estão incluídos servidores que estão na ativa, inativos, além de herdeiros daqueles profissionais da educação básica que se enquadram nos mesmos critérios.

Os servidores da lista que constarem na folha de pagamento do Estado vão receber, até o final deste mês, o pagamento de 90% do valor total do precatório a que fazem jus. Já os que não estiverem na folha de pagamento deverão realizar, no prazo de 30 dias a partir da publicação da lista no Diário, atendimento na Rede SAC, na capital ou no interior, para efetuar recadastramento, apresentando dados pessoais e bancários para viabilizar o recebimento do crédito.

Aqueles profissionais que têm direito aos valores do precatório e que, porventura, não possuam nome na lista publicada terão também o prazo de 30 dias, a partir da publicação no Diário Oficial, para ingressar com requerimento contendo solicitação de inclusão na relação de profissionais habilitados. Estes profissionais também podem encaminhar requerimentos no prazo de 30 dias, solicitando alteração da jornada de trabalho ou do período de efetivo exercício indicados na lista publicada.

Os precatórios são oriundos de julgamento judicial, no qual a União foi condenada a pagar a complementação das verbas do Fundef, que deixaram de ser repassadas pelo Governo Federal para estados e municípios, entre 1998 e 2006, devido a um erro de cálculo. Com informações do site Bahia Notícias

Governo anuncia pagamento do precatório do Fundeb para professores até fim de setembro

/ Educação

O governo da Bahia publicou, nesta sexta-feira (23), o decreto que regulamenta o pagamento do precatório do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundeb). Segundo o documento, os professores vão receber 90% do valor que eles têm direito até o fim do mês. O restante será completado dentro de um prazo de 90 dias.

A lista com a relação dos profissionais que têm direito aos valores do precatório será publicada nos próximos dias. Nela, estão indicados os servidores ativos e inativos que já integram a folha de pagamento do Estado, e a relação daqueles que podem receber os valores do precatório, mas não integram a folha de pagamento.

Após a publicação da lista, os profissionais que têm direito aos valores do precatório, mas que porventura não aparecerem, também o prazo de 30 dias para solicitar a inclusão na relação de profissionais habilitados.

 

Conquista tem maior Ideb entre os municípios baianos com mais de 100 mil habitantes

/ Educação

O município de Vitória da Conquista teve um avanço significativo no resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta sexta-feira (veja aqui). Depois de ter batido em 2019 as metas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a rede municipal repetiu o feito, desta vez registrando os maiores índices tanto nos anos iniciais (até 5º ano) como anos finais (até 9º ano) do ensino fundamental entre os 17 maiores municípios da Bahia com mais de 100 mil habitantes, incluindo Salvador.

Nos anos iniciais (1º ao 5º ano), Vitória da Conquista obteve nota de 5,6, Camaçari ficou com 5,5, Salvador 5,4 e Juazeiro 5,1, os outros 13 municípios do grupo com mais de 100 mil habitantes não conseguiram cumprir a meta do Ideb. Já nos anos finais o desempenho dos alunos da rede municipal de educação obtiveram desempenho ainda melhor: nota 5,1 para uma meta de 4,6. Camaçari ficou com nota 4,8 e Salvador com 4,7. Dos 17 maiores municípios apenas três alcançaram ou superaram a meta definida pelo Inep.

O secretário municipal de Educação, Edgard Larry, ressalta o fato de que o resultado positivo se deu mesmo com as provas de matemática e português terem sido respondidas pelos estudantes das escolas municipais em plena pandemia. ”Este resultado é um atestado incontestável do empenho e compromisso dos nossos profissionais, que mantiveram-se atentos e aplicados, e dos estudantes, que levaram muito a sério as provas. É uma vitória para ser comemorada de forma prolongada”, afirma Larry.

A prefeita Sheila Lemos parabenizou os estudantes e a equipe da Smed e reafirmou seu compromisso de continuar investindo para que Vitória da Conquista tenha uma educação municipal com maior qualidade. ”Fico muito feliz por ver o resultado do empenho da secretaria e dos profissionais da educação. O resultado do Ideb saiu no mesmo dia em que eu pude anunciar o atendimento de reivindicações importantes dos professores, como a recomposição do interstício salarial. O governo reafirma o compromisso de valorização dos profissionais e de continuar a investir para darmos uma educação com cada vez mais qualidade aos nossos estudantes”, afirmou Sheila. Com informações do site Bahia Notícias

Programa Futuras Cientistas abre inscrições; são ofertadas 470 vagas para alunas do 2º ano

/ Educação

A partir do ano que vem, o programa Futuras Cientistas chegará a todos os estados do país e ao Distrito Federal. Serão ofertadas 470 vagas para alunas do 2º ano do ensino médio e para professoras da rede pública. As inscrições podem ser feitas a partir de nesta segunda-feira (19) e vão até dia 10 de outubro, pela internet.

 De acordo com a Agência Brasil, objetivo do programa é inserir meninas e professoras nas ciências. O Futuras Cientistas tem quatro módulos, o primeiro deles, sempre no período de férias escolares. As participantes têm acesso a laboratórios de pesquisa e conhecem de perto o cotidiano de cientistas. Elas recebem um auxílio de R$ 483.

A imersão será promovida em 25 estados brasileiros dos dias 3 a 31 de janeiro. As exceções são os estados do Acre, com atividades programadas de 20 de janeiro a 17 de fevereiro, e do Pará, de 6 a 24 de fevereiro; considerando o calendário letivo das duas unidades federativas.

Das vagas disponíveis, 160 são destinadas a alunas matriculadas em escolas regulares, 160 a estudantes de tempo integral, semi-integral ou do ensino técnico. As docentes contarão com 150 vagas e, no escopo geral, 10% das vagas são destinadas preferencialmente a pessoas com deficiência.

O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Em 10 anos de existência, 205 alunas e professoras das redes públicas de ensino da Paraíba, de Pernambuco e de Sergipe passaram pelo programa.