Universidade do Recôncavo seleciona professores efetivos e visitantes; salários chegam a R$ 20 mil

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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está com três concursos abertos para seleção de professores efetivos e visitantes. Há oportunidades nas áreas de engenharia, saúde, ciências agrárias, ciência animal e comunicação. No total, são ofertadas 23 vagas. Os salários variam entre R$ 2.236,31 e R$ 20.443, 24. [Confira detalhes das vagas abaixo]

Professor Visitante

Oportunidade para professor brasileiro ou estrangeiro. São 3 vagas, uma para cada área, dos Programas de Pós-Graduação em Ciências Agrárias; em Ciência Animal; e em Comunicação. Confira edital. O regime de trabalho dos selecionados será de 40h semanais com dedicação exclusiva. O contrato inicial é de 12 meses. Para professor visitante nacional, poderá ser prorrogado até o limite de 24 meses; para professor visitante estrangeiro, poderá ser prorrogado até 48 meses. As inscrições prosseguem até o dia 21 de setembro, exclusivamente, via postal (remessas por SEDEX), para o endereço UFRB – Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação, Criação e Inovação (PPGCI), Rua Rui Barbosa, nº 710, Centro, Cruz das Almas (BA), CEP 44.380-000. A data de envio do requerimento de inscrição e dos documentos correspondentes será considerada a que constar no carimbo dos Correios não poderá exceder o prazo final das inscrições. O valor da inscrição é de R$ 250.

Requisitos

Os candidatos precisam ter título de doutor há, no mínimo, dez anos; ser professor ou pesquisador de reconhecida competência em sua área, condizente com o interesse do Programa de Pós-Graduação; ter produção científica relevante nos últimos cinco anos, atendendo aos requisitos equivalentes de bolsista em produtividade pelo Comitê de Assessoramento do CNPq. São exigidos dos candidatos experiência na formação de recursos humanos, expressa por orientações de iniciação científica, especialização, Mestrado e Doutorado concluídos; ter conhecimento e experiência relacionados com a criação e/ou implantação e/ou consolidação de Programas de Pós-Graduação Stricto sensu; e ter atuação em linha de pesquisa ou conhecimento científico de interesse do Programa de Pós-Graduação ao qual pretende se vincular.

Conselho Regional de Educação Física da Bahia seleciona para vagas de nível médio e superior

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O Conselho Regional de Educação Física da 13ª Região (CREF13-BA) está com concurso público aberto para contratação de profissionais de nível médio e superior. O órgão disponibiliza 7 vagas para profissionais efetivos e 190 para cadastro reserva. As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de outubro, por meio do site do Instituto Quadrix, instituição que organiza o certame. Para profissionais de nível médio, a taxa custa R$ 55. Já para nível superior, R$ 65. O local de prova será divulgado no dia 16 de outubro. Já o exame ocorrerá em 21 do mesmo mês, às 14h. Há vagas para assistente administrativo, motorista, agente de orientação e fiscalização, analista advogado, analista contador e secretária executiva. A carga horária é de 40h semanais. Confira edital.

Convocados no concurso público da Educação do Estado têm até segunda-feira para apresentar a documentação

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Os professores e coordenadores pedagógicos aprovados e convocados no concurso público da rede estadual de ensino têm até a próxima segunda-feira (17) para apresentar a documentação necessária. O edital com descritivo dos documentos está disponível no Portal da Educação. Os candidatos aprovados para o interior deverão comparecer nas sedes dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE) para os quais se inscreveram, munidos da documentação original e fotocópia, no horário das 8h30 às 11h30 e das 14h às 17h30. Já os candidatos aprovados no NTE de Salvador (NTE 26) deverão comparecer, também até segunda (17), nos mesmos horários, na Secretaria da Educação do Estado, situada na Avenida Luiz Viana Filho, nº 550, 5ª Avenida, Centro Administrativo da Bahia – CAB, Térreo, sala 04. A convocação de 2.414 novos professores e de 636 coordenadores pedagógicos aprovados no concurso público foi publicada pelo Estado da Bahia, no Diário Oficial do dia 28 de agosto. O concurso recebeu mais de 103 mil inscritos, divididos em 27 NTE, situados em Salvador e em outros 26 municípios do Estado. A classificação é separada por cargo, pelo tipo de disciplina e pelo local (NTE). Realizadas conjuntamente pelas secretarias da Educação (SEC) e da Administração (Saeb), as provas do certame ocorreram em fevereiro deste ano. Os candidatos passaram por três etapas, entre habilitatórias e classificatórias, como provas objetivas, discursivas e de títulos. A Fundação Carlos Chagas (FCC), organizadora do concurso, divulgou o resultado final e a homologação do certame no dia 19 de junho, no Diário Oficial do Estado. Após a nomeação, os novos servidores terão remuneração total de R$ 2.814,28, quando professores, ou de R$ 2.890,87, quando coordenadores pedagógicos. As vagas são para Magistério Público do Ensino Fundamental e do Ensino Médio do Estado da Bahia, nas áreas de Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Química e Sociologia. São exigidos formação específica e diploma concedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Para coordenador pedagógico é necessária formação em pedagogia, também com reconhecimento do MEC. Em todos os casos, a carga horária semanal é de 40 horas.

Educação: Olimpíada de Matemática terá a participação de mais de 900 mil estudantes

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Mais de 900 mil estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio participam amanhã (15) da segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A prova terá início às 14h30, no horário de Brasília. A Obmep é considerada a maior competição científica do país e tem por objetivo estimular o estudo da matemática e o interesse dos estudantes pela área. Ao todo, participam mais de 50 mil escolas públicas e privadas do país. Foram classificados para esta segunda fase os 5% dos competidores mais bem colocados de cada colégio. O Ministério da Educação (MEC) recomenda que os estudantes classificados cheguem ao local da prova com pelo menos 30 minutos de antecedência. É necessário apresentar documento original de identificação, como carteira de identidade, certidão de nascimento ou carteira escolar, e o cartão informativo da Obmep. Tanto o cartão para impressão, quanto informações sobre os locais de prova estão disponíveis na página da competição na internet. A pasta diz ainda que é imprescindível levar lápis, borracha e caneta. A prova da segunda fase é discursiva e composta por seis questões valendo até 20 pontos cada. Ela é dividida de maneira diferenciada por níveis – o nível 1, para os 6º e 7º anos do ensino fundamental; o nível 2, para o 8º e 9º anos; e o nível 3, para o ensino médio.

 

Instituto Federal da Bahia em Jequié promove realização da V Secitec de 16 a 20 de outubro

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O IFBA Jequié promove a Semana de Educação, Ciência e Tecnologia que está em sua quinta edição em 2018 (V SECITEC). O evento científico é gratuito e vinculado a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), sob coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). A V SECITEC, de caráter interdisciplinar, oportunizará aos participantes em contato com profissionais de renome em diversas áreas do conhecimento, como os já confirmados: Dr. Fábio Félix Ferreira, ex-Reiror da UESB, Prof. Carlos Cristian de Paulo Silva, do Instituto Tertúlias Libras de Belo Horizonte/ MG, jovem, surdo e Youtuber e a Profª. Mestre Therezinha Gauri Leitão, atuante nas causas de comunidades tradicionais. Além de oferecer em sua programação, minicursos, oficinas, apresentações de trabalhos, de atividades culturais e exposição de experimentos científicos, a SECITEC constitui-se, ainda, numa excelente oportunidade de publicação científica, visto que os trabalhos  selecionados pela comissão organizadora do evento irão compor o caderno de resumos com ISSN 2358-5013. O evento acontecerá entre os dias 16 e 18 de outubro no campus Jequié e dia 19, a SECITEC itinerante visitará o município de Manoel Vitorino, na Escola Estadual Edivaldo Boaventura. Para participar basta fazer a inscrição pelo site www.secitec.com.br As vagas são limitadas e o prazo de limite de submissão dos trabalhos é 24 de setembro. Não perca esta valiosa oportunidade!

Ministério da Educação adia para esta sexta-feira fim de prazo para lista de espera do Fies

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O Ministério da Educação (MEC) adiou para sexta-feira (14) o fim do prazo para os estudantes pré-selecionados na lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fornecerem os dados necessários para contratar o financiamento. O prazo terminaria no último dia 9. A lista de espera vale para os estudantes que se inscreveram no Fies do segundo semestre e não foram selecionados no processo regular. Segundo a pasta, o objetivo do adiamento é ”ampliar as oportunidades de financiamento para os alunos”. Pelas regras do Fies, quem está na lista dos pré-selecionados deve acessar o Sistema Informatizado do Fies – FiesSeleção e complementar a inscrição no prazo de cinco dias úteis, a contar da divulgação do resultado no sistema. Os nomes dos pré-selecionados foram divulgados aos poucos, desde o dia 6 de agosto. Nesta sexta-feira, terminam os últimos prazos para os estudantes complementarem as inscrições. Após concluir o procedimento no sistema, o candidato deverá validar as informações prestadas no ato de inscrição na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de educação superior em até cinco dias. O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação. Pode concorrer quem tenha feito uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de 0 na redação. O novo Fies tem modalidades de acordo com a renda familiar. A modalidade Fies tem juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é R$ 42 mil. A lista de espera vale para esta modalidade. A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de desenvolvimento. O P-Fies não tem lista de espera.

Educação: Estados e municípios pedem Fundeb permanente e mais recursos da União

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O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) esperam que a próxima legislatura do Congresso Nacional, a ser eleita em 7 de outubro, torne permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), previsto para acabar em 2020. De acordo com o vice-presidente do Consed, Fred Amancio, ”existe consenso” sobre a importância do fundo e ‘o fim do Fundeb não é mais uma preocupação”. Segundo ele, “o fundo é uma garantia de recursos permanentes para a educação”. Para o presidente da Undime, Alessio Costa Lima, o Fundeb é a ”forma mais descentralizada” de uso de recursos da educação e assegura autonomia a estados e municípios. Além de tornar o fundo perene, estados e municípios querem que a União aumente a complementação estabelecida em lei, como preveem duas propostas de emenda à Constituição (PECs) em discussão no Congresso Nacional, uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado Federal. A expectativa de estados e municípios, tratada nas discussões das duas emendas, é que a União aumente gradativamente os seus repasses e, em dez anos, a complementação suba dos atuais 10% e alcance entre 30% e 40%. O fundo cobre toda a educação básica, da creche ao ensino médio, é a principal fonte para o pagamento dos professores da rede pública em todo o país e ainda pode ser usado para a manutenção de escolas, aquisição de material didático e capacitação dos docentes, entre outras despesas. Em 2017, o Fundeb movimentou R$ 145,3 bilhões (dado do Tesouro Nacional). O Fundeb é formado por dinheiro proveniente dos impostos e das transferências obrigatórias aos estados, Distrito Federal e municípios (fundos de participação constitucionais). Além desses recursos, a União faz aporte complementar em alguns estados o que, no ano passado, representou R$ 13 bilhões. O recurso da União é repassado quando o valor por aluno no estado não alcança o mínimo definido nacionalmente (atualmente, R$ 3.016,17 ao ano). Em cada estado, os recursos apurados são redistribuídos conforme o número de alunos das redes de ensino estaduais e municipais. O Fundeb foi instituído pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1996.

Fora da campanha

Apesar do alto volume de recursos mobilizados, da importância do Fundeb para a educação básica e do impacto nas contas da União com eventual aumento de repasse, chama a atenção dos representantes das secretarias de educação e de especialistas a ausência de debate sobre o futuro do fundo na campanha eleitoral. ”Eu ainda não vi os candidatos falarem especificamente do Fundeb”, observa Fred Amancio, do Consed.

”Os mecanismos de financiamento da educação básica deveriam ser uma das prioridades do governo federal. Por causa do vencimento em 2020, a discussão terá que ser feita em 2019. Infelizmente vem sendo pouco debatido nesse período eleitoral”, avalia Gabriel Corrêa, gerente de Políticas Educacionais do movimento Todos pela Educação. Para Corrêa, ”há oportunidades” para o próximo presidente da República perpetuar o Fundeb e ”propor avanços na redistribuição de recursos”. Ele defende que a complementação da União e a redistribuição nos estados contemplem a situação do gasto por aluno por município. Segundo ele, a mudança tem potencial de aumentar em 30% o gasto do Fundeb nos municípios mais pobres. Corrêa defende que a União aumente o repasse de recursos ao Fundeb, mas assinala que é preciso fazer “estudo de viabilidade” respeitando o desafio fiscal. De acordo com projeção do governo federal, em 2021, as despesas obrigatórias atingirão 98% do orçamento da União.

Controle social

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez estudo sugerindo que estados e municípios invistam, integralmente no Fundeb, o mínimo constitucional (25% de toda a arrecadação) destinado a educação. Atualmente, estados e municípios já investem esse percentual em educação, mas não são obrigados a fazê-lo via Fundeb. Segundo Camillo de Moraes Bassi, especialista do Ipea, o Fundeb precisa ganhar mais importância e o aumento de gastos investidos pelos estados e municípios teria a vantagem de fazer todo investimento local em educação básica ”ganhar controle social e visibilidade”. Alessio Costa Lima, da Undime, critica a ideia. ”Essa alternativa é boa apenas para a União”, destacando que, sem mais recursos federais, não haverá como aumentar as matrículas em creches, lema de campanha de diferentes candidatos. Da Agência Brasil

IF Baiano tem 2.895 vagas para processo seletivo de cursos técnicos gratuitos em 14 cidades da Bahia

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) abriu 2.895 vagas para o ingresso de estudantes em cursos técnicos integrados com o ensino médio ou apenas o técnico subsequente, ambos gratuitos, para 2019, voltados para estudantes de 14 cidades da Bahia. As inscrições também são gratuitas, começaram no dia 3 de setembro e terminam no dia 3 de outubro. Conforme o IF Baiano, a inscrição no processo seletivo acontecerá em duas etapas: a primeira via internet, por meio do endereço eletrônico da instituição ou presencialmente nos postos da instituição nas 14 cidades [Veja lista abaixo]. No segundo momento, o candidato deverá entregar a documentação solicitada pelo instituto nos postos presenciais. Os candidatos devem apresentar documentos de identificação e o histórico escolar. Os candidatos que saíram de escolas públicas ou pessoa com deficiência devem apresentar a documentação comprobatória.

As vagas estão distribuídas entre as cidades:

  • Alagoinhas
  • Bom Jesus da Lapa
  • Catu
  • Guanambi
  • Governador Mangabeira
  • Itaberaba
  • Itapetinga
  • Santa Inês
  • Senhor do Bonfim
  • Serrinha
  • Teixeira de Freitas
  • Valença
  • Uruçuca
  • Xique-Xique

De acordo com o IF Baiano, 70% das vagas oferecidas são reservadas para os estudantes que cursaram o ensino fundamental integralmente na rede pública de ensino. O restante das vagas estão divididas da seguinte forma: 25% é destinado à ampla concorrência e 5% para pessoas com deficiência.

As vagas são para os cursos de:

  • Agroindústria
  • Agroecologia
  • Agricultura
  • Técnico em Agropecuária
  • Técnico em Informática
  • Técnico em Alimentos
  • Técnico em Química
  • Técnico em Agrimensura
  • Técnico em Petróleo e Gás
  • Técnico em Manutenção e Suporte em Informática
  • Técnico em Informática para Internet
  • Técnico em Zootecnia
  • Técnico em Floresta
  • Técnico em Hospedagem
  • Técnico em Guia de Turismo
  • Técnico em Meio Ambiente

Serviço

Ensino Médio + Curso Técnico (Integrados) ou apenas o Curso Técnico (subsequente)
São 2.895 vagas no IF Baiano
Inscrições: 3 de setembro a 3 de outubro
Vagas e processo seletivo gratuitos

Educação: Site de inclusão de alunos oferece descontos de 80% em faculdades da Bahia

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O site Quero Bolsas, principal site de inclusão de alunos no ensino superior do Brasil, concede bolsas de estudos para interessados em ingressar em curso de graduação ainda este semestre. O portal oferece 8.900 vagas remanescestes para as 85 instituições de ensino superior da Bahia que disponibilizam o benefício. As bolsas, de até 80%, são para cursos de graduação presencial e a distância (EAD). Os interessados deverão efetuar a inscrição por meio do site, realizar o pagamento da pré-matricula para garantir o desconto, em seguida basta comparecer a instituição de ensino desejada e finalizar a matrícula. A bolsa é valida até o final do curso.

Educação: Novo do Brasil presidente terá de garantir mais vagas no ensino superior

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Ampliar o acesso e o financiamento ao ensino superior está entre os desafios a serem enfrentados pelo próximo presidente da República. Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei em vigor desde 2014, a taxa bruta de matrículas no ensino superior, ou seja, o número total de estudantes matriculados, independentemente da idade, dividido pela população de 18 a 24 anos, deve chegar a 50% até 2024 – atualmente é 34,6%. Nas universidades públicas, o problema está na falta de recursos. De acordo com os reitores das instituições federais, o orçamento não acompanhou o aumento no número de matrículas e a expansão dos campi ocorridos nos últimos anos. Para 2018, por exemplo, os recursos previstos para investimentos nas universidades federais diminuíram para quase um quarto do valor destinado para a mesma finalidade em 2013 – de R$ 3,3 bilhões para R$ 786 milhões. O montante total, entretanto, aumentou, com destaque para pagamento de pessoal. ”O processo de crescimento das universidades federais ainda não está consolidado. Temos cursos novos, novos alunos, novos programas de pós-graduação. A universidade está em processo de crescimento ainda e com orçamento decrescente”, disse o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Reinaldo Centoducatte, reitor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O Brasil conta hoje com 63 universidades federais e 38 institutos federais, de responsabilidade do Ministério da Educação (MEC). No total, as matrículas no ensino superior público – incluindo também universidades estaduais e municipais – passaram de 1,2 milhão em 2006 para quase 2 milhões em 2016, de acordo com os últimos dados do Censo da Educação Superior. Toda a expansão demanda mais recursos, afirma Centoducatte. Segundo ele, cerca de 60% dos estudantes das universidades federais têm renda de até 1,5 salário mínimo, ou seja, R$ 1.431 mensais. “Eles precisam de assistência estudantil, auxílio alimentação, moradia”, diz o reitor. Na Ufes, a saída foi congelar o número de auxílios ofertados. ”Educação tem que ser política de Estado, não de governo. Tem que pensar a educação de forma global, ampla, como sistema educacional brasileiro. Tem que considerar desde o ensino fundamental, ensino médio, ensino superior e pós-graduação. Reconhecer a educação como principal fator de mobilidade social”, defendeu. O reitor disse que é preciso considerar ainda que as instituições federais de ensino oferecem serviços a toda a população por meio de cursos de extensão, hospitais universitários, teatros, museus e bibliotecas.

Ensino privado

A falta de recursos também impacta a rede particular. Faculdades têm ”perdido” alunos que não conseguem bancar os custos de uma graduação. Nos últimos anos, o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foram usados como ferramentas para ampliar o ingresso de estudantes no ensino superior privado. Com a crise econômica, entretanto, esses programas foram perdendo força e têm dificuldade de preencher as vagas ofertadas. As instituições privadas detêm 75% das matrículas do ensino superior do país. Esses programas, que chegaram a bancar cerca de 50% das matrículas da graduação particular, hoje garantem aproximadamente um quarto, ou 26%, do total de matrículas, de acordo com estimativa da Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), entidade que representa grande grupos educacionais privados do país. A queda, principalmente no Fies, fez com que caíssem também as novas matrículas do ensino presencial particular. Elas passaram de cerca de 1,5 milhão em 2015 para 1,4 milhão em 2016, de acordo com os últimos dados do Censo da Educação Superior, uma redução de 6,2%.

ProUni

O preenchimento das bolsas do ProUni tem registrado queda ano a ano. No primeiro semestre de 2016, 85,3% das bolsas foram preenchidas. Em 2018, essa porcentagem caiu para 72,5%. O ProUni oferece bolsas de estudo parciais (50%) e integrais (100%) em instituições privadas de ensino superior. As vagas são voltadas a estudantes com renda de até três salários mínimos, ou seja, R$ 2.862. Para participar é necessário um desempenho mínimo no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com a falta de ocupação das vagas, o Ministério da Educação decidiu abrir um processo seletivo para as chamadas bolsas remanescentes, as que não foram ocupadas na seleção regular. No segundo semestre de 2014, cerca de 43% das bolsas não haviam sido preenchidas no processo regular. Estudantes que já estavam matriculados nas instituições de ensino superior puderam concorrer ao benefício com a liberação das remanescentes e, com isso, o preenchimento das vagas aumentou. Mas, há alguns anos, tem apresentado queda. Em 2016, no primeiro semestre, pouco mais de um terço das bolsas ofertadas como remanescentes foi preenchida (34,8%). Esse percentual caiu para um quinto (25,5%) em 2018. ”A gente não consegue entender o motivo do não preenchimento. O ProUni oferece bolsas de estudo, não são financiamentos que o estudante precisa pagar depois. O programa tem mais de 1 milhão de inscritos”, diz o diretor-executivo da Abmes, Sólon Caldas. Segundo Caldas, é necessária a flexibilização das regras do ProUni para que mais alunos de baixa renda possam concorrer. ”O principal problema é a exigência de que o aluno tenha cursado todo o ensino médio em escola pública ou tenha sido bolsista na escola privada. Se em algum momento a pessoa estudou na escola privada, mesmo que seja de baixa renda, pelo motivo que for, não pode participar do ProUni”. Outra questão apontada por Caldas é a dificuldade em obter financiamento, uma vez que muitos dos estudantes que conseguem bolsas de 50% do ProUni ainda precisam recorrer a auxílio financeiro para bancar o restante da mensalidade. Muitos contavam com o Fies. ”Agora não existe mais isso como existia em 2014, é mais um dificultador de preenchimento”.

Fies

Desde 2015, as regras de acesso ao Fies têm passado por diversas mudanças. O programa oferece financiamento no ensino superior a condições mais vantajosas que as de mercado. Até 2014, praticamente qualquer estudante poderia solicitar o financiamento. Entretanto, a taxa de inadimplência – de estudantes com pagamento atrasado – chegou a 61%. A situação gerou, segundo o MEC, um ônus de R$ 32 bilhões em 2016, valor 15 vezes superior ao custo apresentado em 2011. Com as novas regras, o estudante é obrigado a tirar uma nota mínima no Enem para obter o recurso. Os alunos também precisam comprovar renda mínima para acesso ao crédito. Tudo isso, fez com que a quantidade de financiamentos saísse dos mais de 2 milhões de contratos vigentes em 2014 para menos de 1 milhão em 2018, segundo a Abmes. A previsão para este ano é a oferta de 100 mil vagas voltadas para estudantes de baixa renda, bancadas pelo governo, além de 210 mil vagas contratadas junto a bancos privados, o chamado P-Fies. As novas regras, entretanto, têm afastado alunos e sido um entrave para o preenchimento das vagas. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo programa, no primeiro semestre deste ano, 56.971 contratos foram aprovados pelo Fies. Já o P-Fies teve apenas 256 contratos assinados, 0,12% do previsto para o ano. ”O aluno que mais precisa do financiamento estudantil não consegue preencher os requisitos do banco, que trata o financiamento como qualquer outro produto que ele tem. Ele coloca as exigências muito altas para o aluno adquirir o financiamento”, diz Caldas.

Ministério da Educação

Em audiência pública, o coordenador-geral de Planejamento e Orçamento das Instituições Federais de Ensino do MEC, Weber Gomes de Souza, afirmou que a pasta preservou, na medida do possível, o orçamento destinado às instituições. Entre os recursos para os quais pode escolher a destinação, mais de um quarto foi para as universidades federais – dos 22,6 bilhões disponíveis em 2018, R$ 6,4 bilhões foram encaminhados para as instituições. Sobre o ProUni, o MEC informou, em nota, que as várias etapas do processo ”têm como objetivo oportunizar o acesso dos estudantes ao Programa e, consequentemente, ocupar as bolsas disponibilizadas no processo de adesão voluntária por parte das instituições privadas de ensino superior”. De acordo com a pasta, a diferença na relação entre bolsas ofertadas e ocupadas pode envolver múltiplas situações, entre elas: a capacidade do estudante de comprovar a condição socioeconômica exigida; a formação de turma pela instituição de ensino; a mobilidade do estudante em relação aos diferentes programas de acesso ao ensino superior (Sisu, Prouni e Fies) e o tipo de bolsa oferecida (parcial ou integral). Em relação ao Fies, o FNDE diz que como qualquer novo programa, ”é necessário aguardar um período de adaptação e maturidade tanto da política quanto de quem se beneficia, principalmente nas modalidades pertencentes ao P-Fies, que possui característica própria de cada agente financeiro”, diz. Na nota, o Fundo acrescenta que o MEC tem atuado junto aos agentes financeiros no sentido de ”aperfeiçoar e agilizar o processo de seleção, análise e concessão do crédito, e também para agregar novos bancos operadores no P-Fies, de forma a aumentar a concorrência e as opções de escolha por parte do estudante”. Da Agência Brasil

Supremo Tribunal Federal pode decidir hoje sobre legalidade de ensino domiciliar

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O Supremo Tribunal Federal (STF) remarcou para a sessão desta quinta-feira (6) o julgamento sobre a possibilidade de pais darem aula a seus filhos em casa, sem matriculá-los numa escola, o que é conhecido também como homeschooling. O processo sobre o assunto chegou a entrar na pauta de 30 de agosto, mas teve seu julgamento adiado pela presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, pois naquela data a sessão plenária acabou tomada pela discussão de outras ações. Relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso, o processo em discussão no Supremo deve estabelecer uma diretriz válida para todos os casos do tipo que tramitam na Justiça brasileira – a chamada repercussão geral. A controvérsia opõe pais que desejam dar aulas aos próprios filhos e órgãos públicos que alegam que a prática é inconstitucional. Desde 2015, o tema aguarda uma determinação do STF. A disputa coloca em lados opostos pais que desejam educar seus filhos em casa e o Poder Público, que defende a obrigatoriedade da matrícula e a frequência escolar de crianças e adolescentes. De acordo com Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned), o número de famílias que optam pela educação em casa tem crescido no Brasil. Em 2018, chegou a 7,5 mil famílias, mais que o dobro das 3,2 mil famílias identificadas em 2016. A estimativa é de que 15 mil crianças recebam educação domiciliar no país atualmente.

Educação: Alunos do ensino municipal de Itatim alcançaram o maior índice de proficiência

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Os dados do índice que avalia a qualidade da educação praticada no país foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As informações coletadas através do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em 2017 apontam que a Bahia agregou pontos de proficiência acima da média nacional no 5º ano do ensino fundamental. O Saeb indicou ainda que no 9º o estado não teve destaque positivo e nem negativo. Os alunos do ensino municipal de Itatim, na região central do estado, alcançaram o maior índice de proficiência no 5º ano do ensino fundamental nas disciplinas de Português e Matemática, obtendo notas 240,03 e 263,74 respectivamente. A cidade superou a média nacional nesta modalidade, que é de 215.

A secretária de Educação da cidade Jumara Bonfim, no cargo há oito meses, afirma que a pasta tem se esforçado e adotado procedimentos para que a qualidade do ensino municipal seja melhorada. Entre as estratégias, ela cita o incentivo na formação continuada dos professores, a quem atribui grande parte do mérito. ”Se os professores não se empenhassem, se a nossa diretora de ensino não tivesse constantemente cobrando deles e tivesse lado a lado com os professores na sala de aula reforçando o conteúdo a gente não teria conseguido essa meta”, afirmou. Licínio de Almeida ocupa o segundo lugar no ranking do estado nas duas disciplinas, consideradas básicas. Com nota 232,65 em Português e 243,03 em Matemática. A cidade do sudoeste baiano também foi a melhor colocada no índice do 9º ano, em escala de educação municipal em proficiência em Matemática. A secretária de Educação da cidade, Michele Teles, à frente da pasta há seis anos, afirma que o sentimento frente ao resultado é de dever cumprido e o coloca como produto do trabalho e esforço feito pelos agentes da educação. “A gente trabalha com matrizes de competência e habilidade, temos um trabalho muito focado nos escritores da prova Brasil e as escolas são muito organizadas”, avaliou. As cidades Jacaraci (229,5), Piripá (225,45) e Novo Horizonte (220,79) seguem Licínio Almeida e são os cinco municípios com os melhores índices de proficiência na disciplina de Língua Portuguesa no 5º ano do ensino fundamental, todos acima da média nacional. Conforme o Inep, os alunos devem identificar o efeito de humor em piadas, assuntos comuns a duas reportagens, informações explícitas em sinopses e receitas culinárias, assuntos principais e personagens em contos e letras de música e além de formas de representação de medida de tempo em reportagens.

Na contramão e encabeçando o grupo das cinco cidades que apresentaram o pior desempenho no levantamento do Inep está Caldeirão Grande, no Norte do estado, que ocupou esta posição no índice do 5º ano tanto em Língua Portuguesa quanto em Matemática, com nota 151,44 e 159,87 respectivamente. O secretário de Educação da cidade, João Matos, no cargo desde 2017, atribui a performance negativa do município à deficiência da leitura, que ele avalia ainda como um problema nacional. ”Toda a problemática da educação vem da deficiência de leitura e escrita. Esse é um problema cultural no município, as pessoas não tem o hábito da leitura e escrita, mas esse é um problema nacional e não só local. É nacional e reflete no município”, declarou. A Secretaria de Educação de Caldeirão Grande informou ainda que está se mobilizando no sentido de melhorar os índices educacionais da cidade. ”O município tem buscado políticas para combater isso. Criamos uma lei que incentiva a leitura e a escrita nas escolas, adquirimos 32 bibliotecas móveis”, afirmou o secretário.

O segundo pior desempenho em Língua Portuguesa no 5º ano na Bahia é da cidade de Cansanção com nota 160,74, seguida por Santanópolis (161,28), Cachoeira (162,72) e Arataca (162,8). Todas fazem parte do grupo de 403 municípios baianos que não atingiram a média nacional. No ranking da disciplina de Matemática, ainda nesta série, a média nacional é de 224, superada pelas cinco cidades baianas melhor colocadas no ranking. Seguem Itatim e Licínio de Almeida, Caculé com índice 238,53, Feira da Mata com 236,5 e Jacaraci que obteve 233,68. No final do ranking nesta modalidade, com os piores índices do 5º ano em Matemática estão além de Caldeirão Grande, Almadina (171,94), Cansanção (172,45), Santanópolis (172,48) e Cachoeira (174,25). Na Bahia, 396 cidades ficaram abaixo da média.

Nesta modalidade o Inep espera que os alunos determinem o total de uma quantia a partir da quantidade de moedas de 25 e 50 centavos; a duração de um evento cujos horários inicial e final acontecem em minutos diferentes de uma mesma hora dada; resultado da multiplicação de números naturais por valores do sistema monetário nacional expressos em números de até duas ordens e posterior adição; os termos desconhecidos em uma sequência numérica de múltiplos de cinco; a adição, com reserva, de até três números naturais com até quatro ordens; a subtração de números naturais usando a noção de completar; a multiplicação de um número natural de até três ordens por cinco, com reserva; e a divisão exata por números de um algarismo. No 9º ano, o último do ensino fundamental, na disciplina de Língua Portuguesa, as melhores colocadas foram Luís Eduardo Magalhães com nota 272,36; Piripá com 270,66; Jacaraci que obteve 270,29; Amargosa com 268,7; e Guajeru com 268,28 no total. Todas superaram a média nacional de 258.

No grupo das 387 cidades baianas que não atingiram a média nacional estão os municípios baianos de Ipecaetá (198,95), Pilão Arcado (199,42), Santa Bárbara (203,53), Boninal (204,3) e Cachoeira (204,6). As cidades da Bahia com o melhor desempenho na disciplina de Matemática no 9º ano foram Piripá, em segundo lugar com índice 278,88, seguida por Jacaraci que obteve 275,88, Elísio Medrado 273,83 e fechando o grupo das cinco melhores colocadas Guajeru com 272,87. Os municípios que se saíram pior neste quesito foram Sítio do Mato (196,95), Caldeirão Grande (199,59), Ipecaetá (200,09), Almadina (202,18) e Boninal (202,62). Estas cidades compõem o grupo das 381 que não atingiram a nota média nacional de 258. Nesta modalidade o Inep exige que os estudantes determinem uma fração irredutível equivalente a uma fração dada a partir da simplificação por sete além da soma, da diferença, do produto ou o quociente de números inteiros em situações-problema. E resolvam problemas envolvendo grandezas diretamente proporcionais, representadas por números inteiros. De acordo com o Inep, o Saeb reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes avaliados e os índices são indicados através de testes e questionários. A reportagem tentou entrar em contato com as prefeituras e secretarias de Educação das cidades de Luís Eduardo Magalhães, Ipecaetá e Sítio do Mato e não obteve êxito até o fechamento desta matéria. Com informações do Bahia Notícias

Maioria dos estudantes do ensino médio não aprende o básico de português e matemática

/ Educação

Cerca de 70% dos estudantes que concluíram o ensino médio no país apresentaram resultados considerados insuficientes em matemática. A mesma porcentagem não aprendeu nem mesmo o considerado básico em português. Os dados são do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apresentados hoje (30) pelo Ministério da Educação (MEC). Em português, os estudantes alcançaram, em média, 268 pontos, o que coloca o país no nível 2, em uma escala que vai de 0 a 8. Até o nível 3, o aprendizado é considerado insuficiente pelo MEC. A partir do nível 4, o aprendizado é considerado básico e, do nível 7, adequado. Na prática, isso significa que os brasileiros deixam a escola provavelmente sem conseguir reconhecer o tema de uma crônica ou identificar a informação principal em uma reportagem. Em matemática, os estudantes alcançaram, em média, 270 pontos, o que coloca o país no nível 2, de uma escala que vai de 0 a 10, e segue a mesma classificação em língua portuguesa. A maior parte dos estudantes do país não é capaz, por exemplo, de resolver problemas utilizando soma, subtração, multiplicação e divisão.

Desigualdades

Na média, 43 pontos separam os estudantes que pertencem ao grupo dos 20% com o mais alto nível socioeconômico dos 20% do nível mais baixo, em português, no país. A diferença, coloca os mais ricos no nível 3 de aprendizagem, enquanto os mais pobres ficam no nível 2. Embora mais alto, o nível 3 ainda é considerado insuficiente pelo MEC. Em matemática, a diferença entre os dois grupos é ainda maior, de 52 pontos. Enquanto os mais pobres estão no nível 2, os mais ricos estão no nível 4, considerado básico. Entre os entes federados, o Distrito Federal registra a maior diferença entre os dois grupos, tanto em português quanto em matemática. Os alunos com mais alto nível socioeconômico obtiveram, em média, 329 pontos em português, ficando no nível 5 de aprendizagem, considerado básico. Já os de nível socioeconômico mais baixo ficaram com 255 pontos, no nível 2, uma diferença de 74 pontos Em matemática, a diferença foi maior, de 101 pontos. Os mais pobres estão no nível 2 e os mais ricos, no nível 6. Os resultados também mostram desigualdades regionais. A maioria dos estados das regiões Norte e Nordeste, além do Mato Grosso, tiveram, em média, pontuações inferiores à média nacional em matemática e português. A exceção é Pernambuco, que, ficou acima da média, juntando-se aos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste que ficaram ou na média ou acima da média de desempenho nacional. Rondônia ficou acima da média nacional apenas em matemática. Seis estados pioraram os resultados de 2015 para 2017 tanto em português quanto em matemática: Amazonas; Amapá; Bahia; Mato Grosso do Sul; Pará; e Roraima. Além desses estados, o Rio Grande do Norte piorou o resultado apenas em matemática e Distrito Federal, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo pioraram apenas em língua portuguesa.

Ministério da Educação

Na avaliação do MEC e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela avaliação, os resultados de aprendizagem dos estudantes brasileiros ”são absolutamente preocupantes”. No ensino médio, o país encontra-se praticamente estagnado desde 2009. ”A baixa qualidade, em média, do Ensino Médio brasileiro prejudica a formação dos estudantes para o mundo do trabalho e, consequentemente, atrasa o desenvolvimento social e econômico do Brasil”, diz a pasta. Os resultados são do Saeb, aplicado em 2017 aos estudantes do último ano do ensino médio. Pela primeira vez a avaliação foi oferecida a todos os estudantes das escolas públicas e não apenas a um grupo de escolas, como era feito até então. Cerca de 70% dos estudantes participaram das provas. Nas escolas particulares, a avaliação seguiu sendo feita de forma amostral. Aquelas que desejassem também podiam se voluntariar, mas os resultados não foram incluídos nas divulgações. Da Agência Brasil

Lista de convocados para vagas remanescentes do Vestibular da Uefs está disponível; confira

/ Educação

Já está disponível a lista de convocados para o preenchimento de vagas do vestibular 2018.2 da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Os candidatos aprovados deverão efetuar a matrícula na próxima quinta-feira (23), das 9h às 11h, no Auditório 3 do Módulo 4 da Uefs. Confira a Lista de Aprovados e o Escalonamento para Entrega de Documentação.