Dólar sobe para R$ 5,37 e juros futuros têm alta com receio de rompimento do teto de gastos

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Os juros futuros e o dólar tiveram forte alta nesta sexta-feira (18) com o receio de investidores quanto ao rompimento do teto de gastos e aumento de casos de coronavírus na Europa. A moeda americana terminou o pregão cotada a R$ 5,3750, alta de 2,73% em relação à véspera, e maior valor desde 1º de setembro, quando estava a R$ 5,39. O turismo está a R$ 5,67.

O Ibovespa cedeu 1,81%, a 98.289 pontos, menor patamar desde 7 de julho. O juro de dois anos foi de 3,83% na véspera para 4,12% nesta sexta. O de cinco anos foi de 6,52% para 6,85%.

O movimento é um reflexo da expectativa por taxas de juros maiores –juros futuros são taxas de juros esperadas pelo mercado nos próximos meses e anos com base na evolução dos indicadores econômicos atuais e são a principal referência para os juros de empréstimos que são liberados atualmente, mas cuja quitação ocorrerá no futuro.

Analistas apontam que o mercado vê mais risco de o governo furar o teto de gastos para financiar programas sociais. Na última quarta (16), Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou o relator do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC), a incluir na proposta orçamentária de 2021 a criação de um programa social com a mesma função do Renda Brasil, renegado pelo presidente.

”Todo o mundo está com medo que o presidente, lá na frente, acabe rompendo o teto de gastos e gaste para manter a popularidade. O risco fiscal aumentou”, diz Roberto Dumas, professor do Insper.

Com o Estado mais endividado e com atraso na agenda de reformas, o investidor cobra mais para financiá-lo pelo Tesouro Nacional, o que eleva os juros futuros. Na semana passada, o Tesouro fez o maior leilão de títulos prefixados da história, em termos de risco, uma megaoperação de 44,5 milhões de títulos públicos, sem colocação integral. Na véspera, o Tesouro vendeu apenas 18% das 500 mil LFT (Letra Financeira do Tesouro) ofertadas, cuja rentabilidade é atrelada à taxa básica de juros.

Segundo analistas, a baixa procura é decorrente da Selic na mínima histórica de 2% ao ano, o que reduz o retorno do papel. ”Mercado aumenta a aversão a risco nesta dificuldade do Estado de se financiar. O investidor quer um maior retorno para financiar o governo, o que aumenta os juros futuros e encarece a dívida”, diz Bruno Musa, sócio da Acqua Investimentos.

Na última quarta, o Banco Central avaliou que a inflação brasileira deve se elevar no curto prazo e sinalizou o fim de um ciclo de cortes na Selic. A taxa básica de juros é a maneira do BC controlar a inflação, que tem subido nos últimos meses.

Nesta sexta, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou prévias do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), espécies de termômetros para a inflação, que sinalizam altas nos preços.

O IGP-M subiu 4,57% no segundo decêndio de setembro, ante 2,34% no mesmo período do mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%.

Já o IPA subiu 6,36% no segundo decêndio de setembro, ante 3,15% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,96% em agosto para 2,89% em setembro. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,41% para 6,21%.

O real também é impactado pela expectativa negativa para as contas públicas. No pregão desta sexta, foi a moeda que mais perdeu valor no mundo. Além disso, no exterior, Bolsas fecharam em queda, com alta nos novos casos de Covid-19, puxadas por ações de tecnologia, em dia de grande volatilidade com vencimento de opções e contratos futuros de índices e ações.

Na quinta, a França registrou um recorde de 10.593 novos casos confirmados de Covid-19, maior número diário desde que a pandemia começou, enquanto discussões sobre um segundo lockdown circulavam no Reino Unido.

Na Espanha, o governo regional da capital Madri determinou um isolamento em algumas áreas mais pobres da cidade e seus arredores que abrigam cerca de 850 mil pessoas depois de uma disparada de infecções de coronavírus. O país tem 620 mil casos de coronavírus, o maior número da Europa Ocidental.

”Há risco de uma nova ordem de distanciamento social, revertendo a retomada da economia”, diz George Sales, professor do Ibmec. O índice Stoxx 600, que reúne as ações das maiores empresas da Europa, fechou em queda de 0,5%.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 caiu 1,12%. Dow Jones cedeu 0,88% e Nasdaq, 1,07%. No Brasil, as ações da Cielo caíram 6,58%, a R$ 4,26, na maior queda do Ibovespa. A empresa se desvalorizou após o JP Morgan reduzir a expectativa para o papel de neutra para negativa.

Com alta no preço de alimentos, Copom interrompe ciclo de cortes e mantém Selic em 2% ao ano

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 2% ao ano. É a primeira vez, após nove cortes consecutivos, que a Selic não sofre alteração. Ainda assim, a taxa está no piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

A decisão era largamente aguardada pelo mercado financeiro. De um total de 48 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, todas esperavam pela manutenção da Selic em 2,00% ao ano no encontro do Copom desta quarta-feira, 16. Para 43 das 48 casas que enviaram estimativas, o mais provável é que o ciclo de reduções da taxa tenha se encerrado em agosto, quando a taxa foi reduzida de 2,25% para 2%.

O Copom voltou a se reunir em meio à alta no preço dos alimentos, de 8,83% em 12 meses até agosto. Esse reajuste não tem apenas um alimento como responsável – a maioria está com preços recordes no campo. Porém, dois chamaram a atenção nos últimos dias: o arroz, com valorização de 19,2% no ano, e o óleo de soja, que subiu 18,6% no período.

O próprio BC, porém, já vinha indicando que a taxa Selic deveria ser mantida estável nesta quarta-feira antes mesmo da recente disparada dos preços dos alimentos.

Em agosto, informou que o País já estaria próximo do nível a partir do qual reduções adicionais na taxa de juros poderiam gerar instabilidade nos preços de ativos (alta do dólar, por exemplo). Assim, sinalizou cautela sobre a possibilidade de novos cortes.

O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. Para 2021, ano no qual o BC já está mirando-as decisões sobre juros demoram de seis a nove meses para ter impacto pleno na economia -, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Juro real

Com a Selic a 2% ao ano, o Brasil segue com juro real (descontada a inflação) negativo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está em -0,81% ao ano. O País tem o 16.º juro real mais alto do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes. No topo do ranking está a Turquia, com taxa real de 3%.

Gasolina sobe 2,53% na primeira quinzena de setembro e retoma patamar de março

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O preço médio da gasolina comum no Brasil subiu 2,53% na primeira quinzena de setembro em comparação com o mês de agosto, segundo levantamento realizado pela ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas.

Nas duas primeiras semanas do mês, o preço médio do combustível no país foi de R$ 4,581 por litro. Em agosto, o valor médio cobrado nos postos do País foi de R$ 4,468.

Com a elevação, o preço da gasolina retoma o mesmo patamar de março, no primeiro mês da pandemia, quando o valor médio no País era de R$ 4,598. O aumento reflete a retomada das atividades econômicas no território nacional.

A maior alta de preços na quinzena ocorreu no Distrito Federal (5,27%). Os únicos estados a registrarem redução no valor do combustível no período foram Amapá (-1,56%), Bahia (-0,57%) e Piauí (-1,39%).

Obtidos por meio do registro das transações realizadas de 1º a 14 de setembro com o cartão de abastecimento da ValeCard em cerca de 20 mil estabelecimentos credenciados, os dados mostram que, entre as capitais, Curitiba (R$ 4,107) e Salvador (R$ 4,186) registraram os valores mais baixos na quinzena.

Governo vai manter o Bolsa Família, diz Bolsonaro; ”já disse que jamais vou tirar dinheiro dos pobres”

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O presidente Jair Bolsonaro declarou hoje (15) que o governo não vai suspender reajustes das aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) – auxílio pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. O presidente descartou também a criação do programa Renda Brasil até 2022 – iniciativa que estava em estudo para expandir o alcance e suceder o Bolsa Família, que é pago a famílias que estão em situação de pobreza extrema e miséria.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro citou notícias que dizem que a intenção do governo é congelar as aposentadorias para garantir recursos para o Renda Brasil. ”Eu já disse que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem por ventura vier a propor para mim uma medida como essa, eu só posso dar um cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem um mínimo de coração, não tem o mínimo de entendimento como vivem os aposentados do Brasil”, disse.

De acordo com o Bolsonaro, ”pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre este assunto”, mas que seu governo ”jamais” vai congelar salários de aposentados ou reduzir o BPC ”para qualquer coisa que seja”. ”Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil, vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, destacou.

Em junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a intenção do governo em criar o Renda Brasil após a pandemia do novo coronavírus, com a unificação de vários programas sociais. Desde então, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social.

Na semana passada, Bolsonaro descartou o fim do seguro-defeso como forma de garantir o programa de renda permanente. Em agosto, ele também já havia anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos.

Caixa Econômica Federal lança campanha de renegociação de dívidas com descontos de até 90%

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Nesta quinta-feira (10), a Caixa Econômica Federal lançou uma campanha de renegociação de dívidas para pessoas físicas e jurídicas. Os descontos para pagamentos à vista podem chegar a 90% do valor da conta em atraso.

Batizado de “Você no Azul”, o programa vai até 31 de dezembro deste ano. De acordo com projeções do banco, deve atender mais de 3 milhões de clientes e mais de 350 mil empresas. A janela de valores é ampla, de R$ 50 a R$ 5 milhões, e o desconto concedido varia de acordo com a modalidade de crédito contratada e duração do atraso de quitação das parcelas.

Os pedidos podem ser realizados pelos canais digitais da Caixa, sem necessidade de ir a uma agência. O banco indica renegociar seu contrato pelo WhatsApp no número 0800 726 0104, opção 3; pelo telefone no número 0800 726 8068, opção 8, ou pelo site http://www.caixa.gov.br/negociar.

Governo zera imposto de importação do arroz até o final do ano; isenção vai até dezembro

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A Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Economia, decidiu nesta quarta-feira (9) zerar a alíquota do imposto de importação para o arroz em casca e beneficiado. A isenção tarifária valerá até 31 de dezembro deste ano. 

De acordo com a pasta, a redução temporária está restrita à cota de 400 mil toneladas, incidente arroz com casca não parboilizado e arroz semibranqueado ou branqueado, não parboilizado, de acordo com a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM). Até então, a Tarifa Externa Comum (TEC) incidente sobre o produto era de 12%, para o arroz beneficiado, e 10% para o arroz em casca.

A decisão foi tomada durante reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Camex, a partir de um pedido formulado pelo Ministério da Agricultura. O colegiado é integrado pela Presidência da República e pelos ministérios da Economia, das Relações Exteriores e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Alta nos preços

O objetivo da isenção tarifária temporária é conter o aumento expressivo no preço do arroz ao longo dos últimos meses. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o preço do arroz variou mais de 107% nos últimos 12 meses, com o valor da saca de 50 kg próximo de R$ 100. Os motivos para a alta são uma combinação da valorização do dólar frente ao real, o aumento da exportação e a queda na safra. Em alguns supermercados, o produto, que custava cerca de R$ 15, no pacote de 5 kg, está sendo vendido por até R$ 40. Da Agência Brasil

Caixa Econômica Federal paga nesta quarta o auxílio emergencial para nascidos em abril

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A Caixa Econômica Federal segue hoje (9) com o segundo ciclo de pagamentos das parcelas do auxílio emergencial. Os créditos começaram pelos beneficiários nascidos em janeiro, no dia 28 de agosto, e o pagamento será liberado para cerca de 3,9 milhões nascidos em abril. Essa etapa de pagamentos vai até 27 de outubro.

Neste ciclo, mais três grupos foram incluídos: trabalhadores que fizeram o cadastro nas agências dos Correios entre 2 de junho e 8 de julho; trabalhadores que fizeram a contestação pelo site da Caixa ou App Caixa Auxílio Emergencial de 3 de julho a 16 de agosto e foram considerados elegíveis; beneficiários que tenham recebido a primeira parcela em meses anteriores, mas que tiveram o benefício reavaliado em agosto. No caso das reavaliações, o benefício foi liberado novamente para 148 mil pessoas.

Os recursos podem ser movimentados por meio do aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível pagar boletos e fazer compras na internet e nas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais.

O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período de acordo com o mês de nascimento. Para os beneficiários nascidos em abril, os saques e transferências serão liberados no dia 1º de outubro.

Aqueles que tiveram os pagamentos retidos vão receber todas as parcelas a que têm direito de uma só vez, dentro do ciclo 2. Já os trabalhadores que optaram por realizar o cadastro nos Correios e aqueles que contestaram vão receber a primeira parcela dentro do segundo ciclo. As parcelas P2 e P3 serão pagas no ciclo 3 e as parcelas P4 e P5, no ciclo 4.

Caixa Econômica Federal credita saque emergencial do FGTS para nascidos em outubro

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Nesta terça-feira (8), a Caixa Econômica Federal libera o crédito dos novos saques do FGTS para os trabalhadores nascidos em outubro. Os pagamentos serão feitos em poupança social digital da Caixa e, em um primeiro momento, os recursos estarão disponíveis apenas para pagamentos e compras por meio de cartão de débito virtual.

O saque em espécie ou transferências, também dos aniversariantes de outubro, estarão liberados a partir de 31 de outubro.

Essa nova liberação do saque do FGTS se deu por meio de uma medida provisória, em razão da pandemia do novo coronavírus, que afetou as atividades econômicas e a renda dos trabalhadores.

Indicadores do mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas apresentam melhora em agosto

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Os dois indicadores do mercado de trabalho da Fundação Getulio Vargas (FGV) apresentaram melhora na passagem de julho para agosto deste ano. O Indicador Antecedente de Emprego, que busca antecipar tendências do mercado de trabalho para o futuro com base nas expectativas dos consumidores e dos empresários da indústria e dos serviços de todo o país, cresceu 8,8 pontos no período.

Com isso, o indicador atingiu 74,7 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde março deste ano (82,6 pontos), quando começaram as medidas de isolamento devido à pandemia da covid-19.

”O resultado de agosto mantém a trajetória positiva do indicador sugerindo que o pior momento do mercado de trabalho parece ter sido no início da pandemia. Apesar da alta, o indicador recupera apenas 2/3 do que foi perdido na crise. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade no cenário de recuperação que pode ser mais lenta diante o alto nível de incerteza e da proximidade do término dos programas do governo”, disse o economista da FGV Rodolpho Tobler. diz

O outro índice, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que mede a opinião dos consumidores sobre a situação atual do desemprego, caiu 0,8 ponto, para 96,4 pontos. Como esse indicador é medido em uma escala invertida, de 200 pontos a zero ponto, quedas são resultados favoráveis.

”O resultado de agosto mostra uma ligeira recuperação do ICD, mas ainda é preciso ponderar o elevado patamar e a distância para o período anterior à pandemia, que já não se encontrava no melhor nível”, afirma Tobler.

”Estaremos dispostos a ser a porta de entrada dos investimentos”, diz Leão sobre China

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Leão atua na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Foto: Divulgação

O vice-governador João Leão, também titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, colocou a Bahia como porta de entrada de investimentos da China no país. Durante abertura da Feira Internacional Online para Comércio de Serviços China-Brasil (CFIFTIS China-Brasil), nesta quinta-feira (3), Leão também celebrou os investimentos chineses no estado – como na Salvador-Ilha de Itaparica e no VLT do Subúrbio.

”Aqui na Bahia estaremos sempre dispostos a ser a porta de entrada dos investimentos da China no Brasil. Essa cooperação e relação comercial internacional é fundamental para o desenvolvimento, sobretudo para o pós-pandemia. Temos grandes peculiaridades, Brasil e China, e devemos juntos promover a transformação para desenvolver o mundo”, destacou.

No evento, que contou com a presença do embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, Leão também mencionou a nova matriz bioenergética do estado, fomentada na região do Médio São Francisco com a implantação do Polo Agroindustrial. O vice-governador representou o governador Rui Costa.

Nascidos em março recebem 5ª parcela do auxílio emergencial nesta sexta-feira (04)

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Nesta sexta-feira (04), os beneficiários nascidos em março receberão a 5ª parcela do auxílio emergencial. O depósito de R$ 600 ficará disponível na conta digital da Caixa para ser utilizado no pagamento de contas e compras pelo cartão virtual.

Com o calendário denominado Ciclo 2, os beneficiários nascidos em março que ainda não receberam a primeira prestação também terão o valor depositado na conta digital. Aqueles que aguardam o pagamento da segunda ou da terceira parcela e nasceram no mês em questão também vão receber.

Programa emergencial concede R$ 20 bi em créditos para pequenas empresas brasileiras

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O Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) alcançou R$ 20 bilhões em créditos concedidos a 26,1 mil pequenas e médias empresas (PMEs), responsáveis pela geração de mais de 1,27 milhão de empregos no país, desde que começou a funcionar, em junho do ano passado.

Operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o programa foi criado em parceria com a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, e recebeu ontem (27) mais R$ 5 bilhões do Tesouro Nacional. Os recursos, usados como garantia aos financiamentos, poderão ampliar o valor dos créditos em até 5 vezes, ou o equivalente a R$ 25 bilhões. O programa tem vigência prevista até o final deste ano.

Novos aportes

Segundo o BNDES, do aporte inicial de R$ 5 bilhões do programa, R$ 4,3 bilhões já foram utilizados, o que corresponde a 86% do orçamento inicial .

O Tesouro poderá aportar ao todo até R$ 20 bilhões no programa, de acordo com a evolução da demanda. Isso pode significar até R$ 100 bilhões em financiamentos para pequenos e médios tomadores.

O diretor de Crédito e Garantia da instituição, Petrônio Cançado, avaliou que o programa vem cumprindo com grande êxito seu papel. “Nossa expectativa é que, com o novo aporte de recursos, o acesso ao crédito alcance os que mais precisam neste momento”, externou.

O Programa Emergencial de Acesso a Crédito tem como objetivo destravar o crédito para pequenas e médias empresas, associações, fundações privadas e cooperativas que faturaram entre R$ 360 mil e R$ 300 milhões em 2019. São concedidas garantias aos agentes financeiros, mitigando os impactos econômicos da pandemia da Covid-19.

A cobertura é de 80% do valor de cada operação, limitada a até 30% do total da carteira de cada instituição financeira para operações de créditos concedidos a empresas de pequeno porte, e até 20% para operações com empresas de médio porte, informou o BNDES. Os recursos podem ser utilizados pelas empresas inclusive para reforçar seu capital de giro.

Trinta e oito agentes financeiros estão habilitados a oferecer os empréstimos, que variam de R$ 5 mil até R$ 10 milhões. Essas instituições são as responsáveis pela decisão final de utilizar a garantia do programa e avaliar o pedido de crédito, no momento em que estruturam cada uma de suas operações. O valor médio dos empréstimos praticados até o momento foi de R$ 714 mil.

Economia Tesouro eleva para R$ 4,9 tri teto da Dívida Pública Federal para 2020

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O aumento dos gastos públicos decorrente da pandemia do novo coronavírus fez o Tesouro Nacional aumentar os limites de endividamento para este ano. Segundo a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgada hoje (28), a Dívida Pública Federal (DPF) poderá fechar 2020 entre R$ 4,6 trilhões e R$ 4,9 trilhões.

O PAF original, divulgado no fim de janeiro, previa que a DPF deveria encerrar o ano entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões. Segundo o Tesouro, a elevação foi necessária porque o governo tem emitido títulos públicos para financiar os gastos extras com as medidas de alívio à crise econômica e as ações de saúde na pandemia.

“O inevitável aumento da necessidade de financiamento do governo federal representa o principal impacto para a dívida pública federal, em um ano marcado pela pandemia da covid-19 e seus efeitos na economia brasileira. A estratégia de financiamento do PAF, assim, se ajusta para comportar espaço para maior volume de emissões totais, levando ao deslocamento para cima dos limites indicativos para o estoque da dívida”, destacou o Tesouro em nota.

Prazo
A versão revisada do PAF apresentou piora em relação a outros indicadores da dívida pública. O prazo médio, que estava numa faixa entre 3,9 e 4,1 anos, caiu para uma banda de 3,5 a 3,8 anos. Esse indicador representa o tempo médio que o governo leva para rolar (renovar) 100% dos títulos em circulação. Quanto maior o prazo médio, maior a confiança dos investidores na capacidade de o país honrar os compromissos.

O Tesouro apenas divulga o prazo médio em anos. Desde o início da pandemia, os investidores estão pedindo juros mais altos para os títulos de prazo longo. Como o Tesouro não aceita essas taxas, as emissões de papéis de prazo curto têm disparado nos últimos meses.

O PAF também alterou o estoque da dívida pública com vencimento nos próximos 12 meses. A proporção, que deveria encerrar 2020 entre 20% e 23%, passou para 24% a 28% na nova versão. O ideal para o Tesouro é que a fatia de vencimentos de curto prazo seja a menor possível.

Composição
Em relação à composição da dívida pública, o Tesouro alterou os limites para dois tipos de títulos. A fatia de papéis prefixados (com vencimento escolhido no momento da emissão) subiu de uma faixa de 27% a 31% para uma banda de 30% a 34% do total da DPF. A participação dos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), no entanto, caiu. De uma faixa de 40% a 44%, passou para uma banda entre 36% e 40%.

Tradicionalmente, o Tesouro preferia elevar a participação de papéis prefixados por darem mais previsibilidade na administração da dívida pública. No entanto, com a Selic em 2% ao ano, no menor nível da história, seria mais vantajoso para o governo ter menor fatia dos juros básicos na dívida total. Nos últimos meses, a demanda por papéis prefixados aumentou porque esses títulos tornam-se mais vantajosos para os investidores em momentos de queda da Selic.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência.

Auxílio emergencial pode ser prorrogado até o início de 2021 se Renda Brasil não for aprovado antes

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Assessores do presidente Jair Bolsonaro passaram a defender a prorrogação do auxílio emergencial até os primeiros meses de 2021, caso o programa Renda Brasil não seja aprovado e entre em vigor até o início do ano que vem. A informação é do blog de Valdo Cruz, do G1.

A última versão para prorrogação do auxílio emergencial previa a manutenção do benefício até dezembro, no valor de R$ 300.

”Agora, porém, caso não seja possível aprovar o Renda Brasil até o final do ano com fontes seguras de financiamento, a proposta deve ser prorrogar o auxílio emergencial durante alguns meses do ano que vem”, disse um assessor presidencial.