Caixa Econômica Federal paga auxílio emergencial para beneficiários nascidos em abril

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Cerca de 3,4 milhões de beneficiários do ciclo 5 nascidos em abril receberão R$ 1,2 bilhão em suas contas poupança social digital. Desse total, 163,5 mil receberão R$ 107,7 milhões referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 3,2 milhões, receberão as parcelas do Auxílio Emergencial Extensão, em um montante de R$ 1,1 bilhão.

A partir desta sexta-feira, os valores podem ser movimentados pelo Caixa Tem para pagamento de boletos pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas, compras na internet e pelas maquininhas em mais de 1 milhão de estabelecimentos comerciais.

O benefício criado em abril pelo Governo Federal foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000. O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

Saques e transferências para quem recebe o crédito hoje serão liberados a partir do dia 6 de janeiro de 2021.

INSS pagará diferença das antecipações por incapacidade temporária concedidas

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai passar a fazer o pagamento das diferenças em relação às antecipações do benefício por incapacidade temporária – antigo auxílio doença – concedidos até 31 de outubro deste ano. Os segurados devem começar a receber o dinheiro em dezembro.

No total, cerca de 600 mil segurados vão passar por análise nos processos e poderão ter acesso aos valores referentes à revisão. Vale lembrar que nem todos têm direito à diferença, pois é possível que não haja alteração no valor do benefício após ser feita a revisão.

A pessoa que tiver direito à diferença deve receber uma carta do INSS com as informações do recálculo, assim como do valor a receber. Além disso, o beneficiário pode consultar se tem direito à diferença pelo canal Meu INSS, tanto no site como no aplicativo, ou ainda pelo telefone 135.

O pagamento será feito em conta corrente, para os beneficiários que recebem nesta modalidade, direto no caixa do banco ou por meio de saque com cartão magnético.

Receita Federal concede R$ 399 milhões em crédito bancário a contribuintes do IRPF

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No próximo dia 30 de novembro, R$ 399 milhões em crédito bancário serão concedidos a 198.967 contribuintes do Imposto de Renda de Pessoa Física (IPRF). A consulta ao lote residual do mês de novembro de 2020 já está disponível no site da Receita Federal.

Desse total, cerca de R$143 milhões referem-se ao quantitativo de contribuintes que têm prioridade legal, como idosos, contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, além de contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Pelo aplicativo da Receita também é possível fazer a consulta. A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

Caso aconteça qualquer problema e o valor não seja creditado, o contribuinte poderá solicitar a reavaliação pessoalmente em qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 nas capitais, ou 0800-729-0001 nas demais localidades.

Caixa Econômica Federal paga novas parcelas do auxilio emergencial para novo grupo

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Nesta quarta-feira (25), a Caixa deposita uma nova parcela do auxílio emergencial, que pode ser de R$ 600 ou de R$ 300, dependendo de quando o beneficiário teve seu cadastro aprovado.

O pagamento de hoje é para aniversariantes de março que não estão inscritos no Bolsa Família. O banco também autoriza hoje o saque da terceira parcela do auxílio extensão, de R$ 300, para quem é do Bolsa Família e tem o NIS (Número de Identificação Social) terminado em 7.

Alimentação pesando no bolso: Preço da batata dispara e cesta básica já encosta em R$ 1.000

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Os gastos com alimentação estão pesando ainda mais no bolso dos paulistanos. Segundo o Procon-SP, a cesta básica paulistana passou de R$ 930,19, em setembro, para R$ 949,98, em outubro.

A alta, puxada por itens de hortifrúti, fez com que o preço da cesta chegasse a 91% do salário mínimo (R$ 1.045).

De acordo com levantamento feito com o Dieese, a principal alta foi a da batata: 20%. A elevação do tubérculo está sendo sentida também nos supermercados. O aumento do preço do item entre setembro e outubro foi de 22,5%, diz a Apas (Associação Paulista de Supermercados).

A alta, inclusive, foi maior do que a do arroz, o ‘vilão’ do prato do brasileiro nos últimos meses. Mesmo o grão tendo o sétimo aumento consecutivo do ano, segundo o Cepea-USP, a elevação foi menor, neste mês, nas prateleiras: 10,5%.

João Paulo Bernardes Deleo, pesquisador na área de hortifrútis do Cepea, explica que o aumento da batata não é um fenômeno comum para essa época do ano, e é explicado, sobretudo, por fatores climáticos.

“Os preços no segundo semestre sempre são mais baixos do que no primeiro, porque normalmente o clima é mais favorável à produção”, diz. “No entanto, em setembro houve uma onda de calor no país, o que forçou os produtores a colherem mais rápido, fazendo com que, no mês, aumentasse a oferta do produto e, logo, o preço diminuísse.”

Por isso, diz Deleo, outubro e novembro estão sendo marcados por menor quantidade de batata disponível e, logo, por preço maior.

Segundo o Cepea, as cotações subiram pela terceira semana seguida. A tendência é que, agora, com leve aumento da oferta de batata, o valor comece a cair.

Auxílio emergencial é creditado para 3,6 milhões de beneficiários nascidos em outubro

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O crédito do auxílio emergencial será liberado hoje (16) para 3,6 milhões de brasileiros nascidos em outubro. Os beneficiários do ciclo 4 de pagamentos receberão R$ 1,4 bilhão distribuído em suas contas da poupança social digital, informou a Caixa Econômica Federal.

Desse total, 660,1 mil receberão R$ 432,6 milhões referentes às parcelas do auxílio emergencial. Os demais, 2,9 milhões, serão contemplados com a segunda parcela do Auxílio Emergencial Extensão, somando 957,6 milhões.

A partir de hoje, os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas em mais de um milhão de estabelecimentos comerciais.

O benefício, criado em abril pelo governo federal, foi estendido até 31 de dezembro por meio da Medida Provisória (MP) nº 1000.

O Auxílio Emergencial Extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta segunda-feira serão liberados a partir do dia 1º de dezembro.

Home office: 60% das empresas não deram suporte ao trabalhador, diz levantamento

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Relatório global que trata sobre o teletrabalho na pandemia mostra uma contradição. Ao mesmo tempo em que as empresas dizem acreditar que os funcionários precisarão estar no centro do design dos espaços de trabalho do futuro, a maioria delas reconhece que não mudou as políticas para os escritórios de modo a dar maior suporte aos empregados em trabalho remoto.

O relatório “Local de trabalho inteligente – Moldando experiências de empregados para um mundo transformado”, ouviu 1.350 executivos de empresas em 19 países. No Brasil, foram 50 entrevistas.

Na avaliação da empresa de tecnologia NTT Ltd, responsável pelo levantamento, um dos indicativos de que o apoio a esse novo modelo de atuação está aquém das necessidades é no baixo índice de empresas que mudaram políticas de TI (Tecnologia da Informação).

No Brasil, 40% das companhias disseram ter feito alterações. A média global ficou em 30,7%. Em muitos casos, empregados colocados em home office devido à pandemia tiveram de usar seus próprios equipamentos, como telefones, celulares e computadores, rede de internet, além de ferramentas e aplicativos de conectividade, para continuar suas rotinas de trabalho.

Para o vice-presidente sênior da NTT Ltd para América Latina, Jefferson Anselmo, o percentual aponta para um descolamento entre a intenção das companhias em reorganizar seus espaços de trabalho e as ações assumidas por elas até agora.

Segundo o relatório, 86,6% das empresas dizem acreditar que os funcionários precisarão ser o coração do desenho dos locais de trabalho do futuro. No Brasil, esse percentual está em 92%.

”Indica que as empresas ainda estão se preparando para as mudanças”, diz Anselmo. Na avaliação do executivo, em agosto, quando a pesquisa foi feita, as empresas estavam em um esforço para tornar o trabalho remoto possível. Agora, começam as preocupações em melhorar as condições.

Uma dessas melhorias estaria no desenvolvimento de novas ferramentas para produtividade e comunicação —caso de 36% das empresas no Brasil e 43,3%, no mundo— e no aumento de recursos de segurança de informação para manter funcionários e organizações seguras, opção adotada por 48% das companhias que atuam no Brasil (a média global é de 46,4%).

Anselmo diz que o percentual “pode parecer baixo”, mas que é necessário ver o número em perspectiva. ”Se a gente pensar que a outra metade está se preparando, não é tão surpreendente”, afirma.

”Tornar o trabalho remoto possível era mais importante [nos primeiros meses de pandemia] do que tornar o trabalho seguro. Agora, no momento seguinte, a gente vê uma tendência cada vez maior de as empresas se preocuparem com a segurança desses acessos remotos.”

O relatório da NTT aponta ainda para uma maior flexibilidade do modelo de trabalho, com 84% das companhias brasileiras —acima dos 75% da média global e de 81% no continente americano— concordam que os empregados deverão ter a escolha de trabalhar nos escritórios. *Folha de S.Paulo

Caixa libera uma nova parcela do Auxílio Emergencial para 3,8 milhões de trabalhadores

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Neste domingo (8), a Caixa Econômica Federal (CEF) libera uma nova parcela do Auxílio Emergencial para 3,8 milhões de trabalhadores que não fazem parte do Bolsa Família. O pagamento é para os trabalhadores nascidos em maio: 3 milhões vão receber parcela de R$ 300, enquanto 800 mil trabalhadores ainda terão direito a parcela de R$ 600.

Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa, o pagamento da segunda parcela de R$ 300 foi no final de outubro, e os créditos da próxima parcela terão início em 17 de novembro

Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, a ajuda paga neste domingo será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito neste domingo serão liberados no dia 21 de novembro

Empresas do Simples Nacional já podem parcelar débitos tributários, informa a Receita Federal

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As empresas do Simples Nacional já podem parcelar débitos tributários, informou hoje (4) a Receita Federal. Podem ser parcelados débitos apurados pelo Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Simples Nacional).

De acordo com a Receita, a Instrução Normativa RFB nº 1.981, de 9 de outubro de 2020, excluiu o limite de um pedido de parcelamento por ano. “Desta forma, o contribuinte poderá reparcelar sua dívida quantas vezes quiser. A possibilidade visa estimular a regularização tributária dos contribuintes e, consequentemente, evitar ações de cobrança da Receita Federal que podem ocasionar a exclusão do Simples Nacional”, diz o órgão.

As condições para o reparcelamento é o pagamento da primeira parcela de acordo com os seguintes percentuais: I – 10% do total dos débitos consolidados; ou II – 20% (vinte por cento) do total dos débitos consolidados, caso haja débito com histórico de reparcelamento anterior.

O pedido de reparcelamento deverá ser feito exclusivamente por meio do site da Receita Federal na internet, acessando o Portal e-CAC ou Portal do Simples Nacional.

Para outras informações sobre o reparcelamento, acesse o Manual de Parcelamento do Simples Nacional, disponível no Portal do Simples Nacional.

Balança comercial registrou o segundo maior superávit em outubro, de US$ 6,16 bi

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A queda nas importações acompanhada da estabilidade nas exportações fez a balança comercial registrar o segundo maior superávit para meses de outubro. No mês passado, o país exportou US$ 5,473 bilhões a mais do que importou, divulgou há pouco o Ministério da Economia.

O resultado só perde para outubro de 2018, quando a balança comercial tinha registrado superávit de US$ 5,792 bilhões. No mês passado, o país vendeu US$ 17,855 bilhões para o exterior, com leve alta de 0,3% pelo critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações, no entanto, caíram, somando US$ 12,383 bilhões, redução de 20% também pela média diária.

Com o resultado do mês passado, a balança comercial acumula superávit de US$ 47,662 bilhões de janeiro a outubro. Esse é o segundo melhor resultado da série histórica para o período, perdendo para janeiro a outubro de 2017 (superávit de US$ 58,451 bilhões).

No acumulado de 2020, as exportações somam US$ 174,379 bilhões, retração de 6,5% na comparação com o mesmo período de 2019 pela média diária. As importações totalizam US$ 126,717 bilhões, recuo de 14,7% pelo mesmo critério.

A maior parte da alta do saldo em outubro é explicada pela queda da importação da indústria de transformação, que recuou US$ 140,67 milhões pela média diária em relação ao mesmo mês do ano passado, e da indústria extrativa, cujas compras do exterior encolheram US$ 15,16 milhões.

Do lado das exportações, o fim da safra de grãos fez as exportações da agropecuária caírem US$ 36,93 milhões pela média diária em relação a outubro do ano passado. Em contrapartida, as vendas da indústria extrativa subiram US$ 14,89 milhões, e as exportações da indústria de transformação, que acumulavam uma longa sequência de quedas, subiram US$ 23,38 milhões na mesma comparação.

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Entre os produtos que puxaram a queda das exportações agropecuárias em outubro, os destaques foram a soja, cujo valor vendido recuou US$ 37,31 milhões no critério da média diária em relação ao mesmo mês do ano passado, e o algodão bruto, com retração de US$ 2,91 milhões na mesma comparação. As vendas de café não torrado, porém, saltaram US$ 5,14 milhões pela média diária no último mês.

Na indústria extrativa, subiram as exportações de minério de ferro, com alta de US$ 43,52 milhões em relação a outubro do ano passado pela média diária, motivadas tanto pelo aumento de mais de 40% da demanda como pela alta no preço internacional.

As exportações de óleos brutos de petróleo, no entanto, continuam a cair e encerraram o mês passado com queda de US$ 29,6 milhões. Nesse caso, a queda deve-se tanto à queda do preço internacional como do volume de demanda por causa da pandemia da covid-19.

Na indústria de transformação, a alta decorreu de produtos considerados semimanufaturados até o fim do ano passado, mas que passaram a ser classificados como industrializados em respeito às normas internacionais. O aumento nas exportações foi puxado pelo açúcar e pelos melaços, com alta de US$ 35,36 milhões pela média diária, pelo ouro (+US$ 8,31 milhões).

O principal produto manufaturado que influenciou a alta foram as aeronaves e seus componentes, com aumento de US$ 4,93 milhões em relação a outubro do ano passado pela média diária. Depois de meses em queda por causa da crise econômica na Argentina, as exportações de veículos de passageiros subiram US$ 3,21 milhões na mesma comparação.

Meta anual

Depois de o saldo da balança comercial ter encerrado 2019 em US$ 48,035 bilhões, o segundo maior resultado positivo da história, o mercado estima menor volume de comércio em 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus. No entanto, a retração das importações em ritmo maior que a das exportações elevou as projeções de saldo.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado preveem superávit de US$ 58,7 bilhões para este ano. O Ministério da Economia atualizou a estimativa de saldo positivo para US$ 55 bilhões, com leve queda em relação à estimativa de US$ 55,4 bilhões divulgada em julho. Da Agência Brasil

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia pagamento de diferenças do auxílio-doença

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Foi iniciado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o pagamento de diferenças nas antecipações do benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, que foram pagos até 2 de julho de 2020. O pagamento será feito porque alguns segurados têm direito a um benefício maior. 

Segundo o INSS, quem tiver direito ao pagamento da diferença receberá uma carta do órgão com todas as informações do recálculo. Quem tiver interesse também poderá checar se tem direito à diferença pelo site e aplicativo Meu INSS, além do telefone 135. Segundo o órgão, 497 mil segurados estão aptos a receber os valores. Em geral, devem ser contemplados pessoas que tiveram duração média do beneficio de 32 dias e renda média de R$ 1.481,99.

De acordo com o órgão, a diferença será calculada em relação ao valor da antecipação (R$ 1.045), com correção proporcional ao tempo de afastamento.  A antecipação do benefício foi uma das medidas adotadas pelo governo durante a pandemia da covid-19.

Caixa Econômica Federal libera saque do FGTS para nascidos em setembro e outubro

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A partir deste sábado (31), cerca de 10,2 milhões de trabalhadores nascidos em setembro e outubro podem retirar, R$ 1.045 do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O dinheiro poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, que liberará a transferência para outra conta bancária, ou retirado em caixas eletrônicos, unidades lotéricas e correspondentes bancários.

Diferentemente dos últimos sábados, a Caixa Econômica Federal não abrirá as agências para o saque por causa do feriado prolongado de Dia de Finados (2 de novembro). Somente a partir de terça-feira (3), será possível retirar o dinheiro nas agências.

Quem não quiser retirar o dinheiro em espécie pode usar o aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite a transferência da conta poupança digital para outra conta, seja da Caixa ou de outras instituições financeiras de forma gratuita.

Ciclo 3: Caixa Econômica Federal paga auxílio emergencial para nascidos em outubro

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A Caixa Econômica Federal paga hoje (28) o auxílio emergencial para 3,6 milhões de brasileiros nascidos em outubro. Serão liberados R$ 1,6 bilhão para beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família, no ciclo 3 de pagamentos do programa.

Do total, 1,3 milhão receberão R$ 800 milhões referentes a parcela do auxílio emergencial regular, no valor de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães chefes de família). É o caso de trabalhadores que fizeram o cadastro nas agências dos Correios entre 2 de junho e 8 de julho e trabalhadores que fizeram a contestação pelo site da Caixa ou aplicativo do Auxílio Emergencial de 3 de julho a 16 de agosto e foram considerados elegíveis para receber os recursos.

Os demais, 2,3 milhões beneficiários serão contemplados hoje com a primeira parcela do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães chefes de família), num total de R$ 800 milhões.

Os recursos estarão disponíveis na poupança social digital e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.

O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período, de acordo com o mês de nascimento.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta quarta-feira serão liberados em 1º de dezembro. A partir dessa data, o beneficiário poderá retirar o auxílio emergencial no caixa eletrônico, nas agências da Caixa ou lotéricas ou usar o aplicativo Caixa Tem para transferir o dinheiro da poupança digital para contas em outros bancos, sem o pagamento de tarifas.

Beneficiários do Bolsa Família

Já os beneficiários do Bolsa Família recebem o auxílio de acordo com o calendário e critérios de pagamento do programa.

Dessa forma, a Caixa faz hoje, o pagamento de R$ 419,8 milhões referentes à segunda parcela do auxílio emergencial extensão para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de NIS número 8. Ao todo, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa foram consideradas elegíveis para a segunda parcela do auxílio extensão e receberão, no total, R$ 4,2 bilhões durante o mês de outubro.

O auxílio emergencial criado em abril pelo governo federal, pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães solteiras, foi estendido até 31 de dezembro, por meio da Medida Provisória (MP) 1000. O auxílio emergencial extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

De acordo com a Caixa, não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício.

No caso dos beneficiários do Bolsa Família, eles recebem o valor do programa complementado pela extensão do auxílio emergencial em até R$ 300 ou R$ 600 para mães solteiras. Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600 o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, sempre privilegiando o benefício de maior valor. Da Agência Brasil

Auxílio emergencial e oferta de produtos vão definir tamanho da inflação, dizem economistas

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O Brasil vive hoje um movimento generalizado de alta de preços de alimentos e insumos para diversos setores que poderá ser contido caso sejam resolvidas três questões que pressionam a inflação: a falta de alguns produtos, as medidas de estímulo adotadas durante a pandemia e a taxa de câmbio.

Na avaliação de economistas ouvidos pela Folha, a inflação deve ficar em torno de 3% neste e no próximo ano, abaixo do centro da meta fixada pelo governo de, respectivamente, 4% e 3,75%.

Para que isso ocorra, contam com o fim do desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos que afeta empresas em vários países. Também esperam que governo federal e Congresso mantenham o compromisso de preservar o teto de gastos e retomar o ajuste fiscal em 2021, o que ajudaria a derrubar a taxa de câmbio que também tem encarecido produtos importados e exportados pelo Brasil.

A alta da inflação é uma das questões que serão analisadas na reunião desta quarta-feira (28) do Copom (Comitê de Política Monetária), colegiado do Banco Central que deve manter a taxa básica de juros nos atuais 2% ao ano.

Na semana passada, o IBGE divulgou o IPCA-15, indicador que funciona como uma espécie de prévia do índice oficial de inflação, e que registrou em setembro sua maior alta desde 2012, de 0,45%, acima das estimativas do mercado.

Enquanto o índice, que é uma média e representa uma cesta de consumo, sobe 2,65% em 12 meses, o preço de alguns alimentos acumula alta superior a 30%. O IGP-M, índice de preços no qual pesam mais os preços ao produtor, acumula alta de 18%. O grupo matérias-primas brutas subiu 57% no período.

O economista André Braz, coordenador de índices de preços do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que há setores muito pressionados pelo aumento das matérias-primas, como automobilístico, alimentação e construção civil.

Segundo Braz, parte disso são efeitos cambiais. O real desvalorizado favorece a exportação, o que é ruim para a inflação porque desabastece o mercado brasileiro. Também deixa mais caros produtos importados, como grãos e outras commodities que já estão subindo também em dólar no exterior.

“Há um espalhamento da inflação ao produtor. Toda a cadeia de derivados dessas matérias-primas também sobe. Há facilidade para repassar esse aumento de custos para os derivados, sejam agrícolas ou industriais. Isso está diminuindo a margem de vários segmentos industriais, que não veem condição de repassar essa pressão para o preço final. A indústria está com margens mais apertadas”, afirma o economista.

“Os únicos segmentos que ainda admitem repasses mais fortes são alimentação e, agora, a construção civil. A inflação ao consumidor está muito concentrada em alimentos. Ele tem pouco fôlego para direcionar recursos para outras despesas.”

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, afirma que outro fator que pressiona a alta das matérias-primas é a interrupção de algumas cadeias produtivas por causa das paralisações durante a pandemia, mas avalia que demanda e oferta devem se equilibrar em pouco tempo.

A economista afirma que não prevê uma contaminação da inflação de insumo para os serviços e produtos de forma generalizada e que a economia ainda fraca impede repasses desse aumento de custos.

“A gente não vê muito espaço para repasses. A gente está saindo de uma crise forte, com nível de renda ainda muito deprimido. Houve esse impulso do auxílio emergencial, que vem beneficiando alguns setores específicos, mas aqueles em que a demanda está se recuperando de maneira mais lenta não vão ter poder de repasse”, afirma Vitória.

Para ela, a política fiscal é o fator mais importante para o controle da inflação.

“Uma política fiscal contracionista, com o governo gastando menos, leva a um bom controle da inflação. Isso ajuda no câmbio, que pode ter uma valorização. Quando o auxílio for retirado, a partir de janeiro, por mais que ele venha a ser substituído pelo Renda Cidadã, vai ter uma dimensão muito menor e é esperado um enfraquecimento da demanda nesse primeiro momento, que pode contribuir também para uma desaceleração do IPCA.”

O economista-chefe do BNP Parribas Brasil, Gustavo Arruda, também afirma que a retomada do ajuste fiscal e o fim do auxílio são importantes para o controle da inflação em 2021. “A resposta vai depender do fiscal. Se o governo optar por seguir com teto de gastos e não seguir com o auxílio no ano que vem, a gente pode esperar o câmbio mudando de direção”, afirma.

Para ele, o auxílio emergencial também contribuiu para o descompasso momentâneo entre oferta e demanda de produtos que resultou em aumentos de preços restritos a alguns segmentos.

“Por um lado, as empresas estão voltando a produzir. Do lado da demanda, o governo já diminuiu a transferência de renda pela metade. Se a gente não tivesse já em um processo de redução do ‘coronavoucher’ e tivesse um risco de continuação das políticas implementadas durante a pandemia no ano que vem, de fato a gente teria uma aceleração de inflação.”

Daniel Xavier, economista-sênior do banco ABC Brasil, também afirma que o choque inflacionário é temporário, tanto nos alimentos como em produtos que sofrem restrições de oferta, como vestuário.

Ele afirma que os núcleos de inflação, indicadores que o Banco Central olha com mais atenção, tiveram ligeira aceleração recentemente, mas ainda estão em torno de 2% e 2,5%. Por isso, as expectativas de inflação continuam abaixo da meta.

“O choque não é duradouro. A gente não trabalha com hipótese de rompimento do regime fiscal e espera que o Renda Cidadã siga um regime de disciplina fiscal. Com isso, o câmbio tende a ceder e há uma descompressão da inflação no atacado”, afirma Xavier.

“Também é natural que várias cadeias produtivas estejam desalinhadas, mas a tendência é que isso também volte à normalização.”

Nas últimas quatro semanas, a projeção de IPCA para 2020 passou de 2,05% para 2,99%, acima do piso da meta de inflação (2,5%), mas ainda abaixo do objetivo central (4%), segundo o boletim Focus do BC. Para 2021, subiu de 3,01% para 3,10% em 2021, para uma meta de 3,75% (piso de 2,25%).

Apesar da inflação abaixo da meta, a estimativa para a taxa básica de juros passou de 2,5% para 2,75% no período. Para 2022, a meta é de 3,5%, mesmo valor da projeção dos analistas consultados, com uma Selic de 4,5%.

Folha de S.Paulo