Preços dos combustíveis voltam a subir e IPCA-15 acelera alta a 0,53% em novembro

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Os preços de combustíveis voltaram a subir e somaram-se à pressão de alimentos para levar o IPCA-15 a acelerar a alta em novembro, marcando o maior ritmo de avanço em cinco meses.

O avanço do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) passou a 0,53% em novembro, depois de alta de 0,16% no mês anterior, de acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (24) A informação é da Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, essa é a taxa mensal mais elevada desde junho, quando o IPCA-15 avançou 0,69%. Apesar da aceleração, o índice considerado prévia da inflação oficial registrou nos 12 meses até novembro alta de 6,17%, de 6,85% em outubro.

O resultado indica assim que Luiz Inácio Lula da Silva iniciará seu terceiro mandato como presidente, em 2023, com a inflação acima do teto da meta oficial para este ano —3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA e já abandonada pelo Banco Central.

Preço da gasolina sobe pela sexta semana seguida, diz Agência Nacional do Petróleo

/ Economia

O preço da gasolina nos postos brasileiros subiu pela sexta semana consecutiva, segundo a pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Na semana passada, o produto foi vendido, em média, a R$ 5,05 por litro.

É uma alta de 0,6% sobre o valor verificado na semana anterior. Desde o início da sequência de altas, pouco antes do segundo turno das eleições, o preço médio da gasolina no país subiu 5,4%, ou R$ 0,26 por litro.

A subida de preços reflete aumento nas cotações do etanol anidro, que é misturado à gasolina vendida nos postos. Desde o início de setembro, a Petrobras não mexe nos preços de venda de suas refinarias, que vinha sendo constantemente reduzido durante a campanha eleitoral.

A estatal passou semanas operando com defasagens em relação às cotações internacionais, mas os sinais foram invertidos na abertura do mercado desta segunda-feira, diante da queda das cotações internacionais do petróleo nos últimos dias.

Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), o preço médio da gasolina nas refinarias brasileiras está 3% acima da paridade internacional, ou R$ 0,08 por litro.

Também impactado pelas cotações nas usinas, o preço médio do etanol hidratado vem ficando mais caro nas bombas: na semana passada, o preço médio do produto subiu 1,3%, para R$ 3,84 por litro. Foi a sétima semana consecutiva de alta.

Já o preço do diesel caiu 0,3%, de acordo com a pesquisa da ANP. Na semana passada, o litro do combustível foi vendido no país, em média, a R$ 6,57.

Sem mudanças nas refinarias desde meados de setembro, o preço médio do diesel nas refinarias brasileiras está 6%, ou R$ 0,28 por litro, abaixo da paridade de importação, segundo a Abicom.

O preço do gás de cozinha ainda não trouxe grande reflexo do corte de 5,3% promovido pela Petrobras em suas refinarias na semana passada. Segundo a ANP, o botijão de 13 quilos foi vendido no país, em média, a R$ 110,19 na semana passada, valor apenas 0,2% inferior ao verificado na semana anterior.

A queda menos intensa dos preços dos combustíveis levou o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) a voltar a subir em outubro, após três meses de queda. Puxado pelos alimentos, o indicador oficial de inflação do país teve alta de 0,59% no mês passado.

por Nicola Pamplona / Folha de São Paulo

Ibovespa opera em queda com mercado à espera das definições sobre PEC da Transição

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O principal índice da bolsa de valores (B3) abriu a sessão desta quarta-feira (16) com leve alta, mas reverteu os ganhos e recuou. Às 11h45, o Ibovespa operava com queda de 1,33%, aos 111.645 pontos. No mesmo horário, o dólar também caía 0,35%, aos R$ 5,3117.

Entre as maiores altas, as ações da Embraer, com ganhos de 5,18%, seguida da Estacio Part, em alta de 1,84% e da CSN Mineração, subindo 1,59%.

Do outro lado, os papéis das Americanas caem 5,98%, seguida da Hapvida, em queda de 5,78% e da Minerva, com perdas de 5,57%.

No pregão desta quarta, o mercado brasileiro segue atento ao cenário político, à espera das definições sobre PEC da Transição e custos fiscais.

No exterior, as bolsa em Wall Street operam no terreno negativo. O  Dow Jones tem leve queda de 0,10%, já o S&P 500 recua 0,57%, enquanto o Nasdaq cai 1,19%.

 

Preço da gasolina volta a subir nos postos; litro passa de R$ 5 pela quinta semana consecutiva

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O preço médio do litro da gasolina subiu pela quinta semana consecutiva, avançando de R$ 4,98 para R$ 5,02 na semana de 7 a 12 de novembro, alta de 0,8%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (11).

De acordo com a ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos na semana passada foi de R$ 7,54. O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,70 para R$ 3,79, um avanço de 2,43% na semana. Essa é a sexta alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,10

Prazo para atualização de dados do CadÚnico para famílias inscritas termina nesta sexta-feira

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As famílias inscritas no Cadastro Único têm até esta sexta-feira (11) para atualizar os dados do Cadastro Único (CadÚnico), data em que se encerra o prazo de revisão de dados. O prazo foi prorrogado devido às grandes filas que têm sido formadas em Centros de Referência em Assistência Socual (Cras) de todo o país.

Segundo o Ministério da Cidadania, neste ano, apenas as famílias com cadastros revisados pela última vez em 2016 ou 2017 foram convocadas para atualizar as informações junto aos municípios.

O processo de revisão cadastral foi escalonado devido dos impactos causados pela pandemia de covid-19. Com isso, as famílias que atualizaram dados pela última vez em 2018 ou 2019 serão convocadas nos próximos anos.

”As famílias inscritas no Cadastro Único devem atualizar os dados a cada dois anos ou sempre que houver alguma alteração. Quem for convocado para averiguação e revisão de dados deve comparecer a um Centro de Referência de Assistência Social  ou a um posto de atendimento do Cadastro Único do município”, informou o ministério em nota.

Segundo a pasta, a atualização cadastral é ”fundamental para assegurar a qualidade dos dados e garantir que as informações registradas na base do Cadastro Único estejam sempre de acordo com a realidade das famílias”.

A atualização do cadastro é obrigatória para a continuidade do recebimento de benefícios pagos via programas sociais como o Auxílio Brasil, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e a ID Jovem. Da Agência Brasil

Caixa Econômica Federal suspende empréstimo consignado no programa ”Auxílio Brasil”

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A concessão de empréstimos do crédito consignado do Auxílio Brasil está suspensa desde as 18h de hoje (21) até as 7h da próxima segunda-feira (24), informou a Caixa Econômica Federal. Segundo a instituição, uma manutenção tecnológica interrompeu a oferta.

”A Dataprev e a Caixa realizarão manutenção programada em seus ambientes tecnológicos. Com isso, a operação do Consignado Auxílio ficará indisponível em todos os canais de 18h desta sexta-feira até 7h da próxima segunda-feira”, informou o banco em comunicado.

A decisão ocorre no dia em que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve decidir sobre um pedido de cautelar do Ministério Público junto ao TCU para suspender a oferta do crédito consignado do Auxílio Brasil.

Desde o dia 11, a Caixa empresta o crédito consignado do Auxílio Brasil com juros de 3,45% ao ano. O empréstimo, descontado diretamente do benefício, pode ser dividido em 24 meses, com prestação mínima de R$ 15 e máxima de 40% do valor do benefício.

Só pode ter acesso à linha de crédito o responsável familiar que recebe o Auxílio Brasil há pelo menos 90 dias e que não tenha deixado de comparecer a qualquer convocação de recadastramento do Ministério da Cidadania.

Gasolina sobe pela segunda semana seguida nos postos, diz Agência Nacional do Petróleo

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O preço da gasolina nos postos registrou alta pela segunda semana seguida, de acordo com pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). O valor médio do litro passou de R$ 4,86, na semana passada, para R$ 4,88, nesta semana. A informação é do jornal O Globo.

O diesel também subiu nesta semana nos postos. O litro passou de R$ 6,51 para R$ 6,59, em média, segundo a ANP.

O avanço da gasolina ocorre em um momento de alta no preço do petróleo no mercado internacional e de forte pressão do mercado para que a Petrobras reajuste seus preços.Porém, a estatal, a pedido do governo de Jair Bolsonaro, segundo fontes, tem pressionando a companhia a segurar reajustes antes do fim do segundo turno, do 30 de outubro.

Na Bahia, a Acelen, que controla a refinaria de Mataripe, fez dois reajustes. No último dia 8 de outubro, o preço da gasolina e diesel para as distribuidoras teve alta entre 9,7% e 11,5%, em média. Depois, no último dia 15, outro aumento: a gasolina subiu 2%, assim como o diesel, com avanço de 8,9%. Sujeita aos preços definidos pela empresa privatizada, Salvador é a capital com o combustível mais caro do Brasil. As informações são do Metro1

Receita federal abre a partir de segunda-feira consulta a lote residual do Imposto de Renda

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Cerca de 471 mil contribuintes que haviam caído na malha fina e acertaram as contas com o Fisco receberão R$ 800 milhões. A Receita Federal abre nesta segunda-feira (24) consulta ao lote residual do Imposto de Renda Pessoa Física de outubro.

A consulta pode ser feita a partir das 10h desta segunda-feira, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão ”Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O pagamento será feito em 31 de outubro, na conta informada na declaração do Imposto de Renda. Ao todo, 471.447 contribuintes que declararam em anos anteriores foram contemplados. Desse total, 6.483 têm mais de 80 anos de idade, 54.365 têm entre 60 e 79 anos, 5.516 têm alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 23.070 têm o magistério como principal fonte de renda.

Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até 1 ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de 1 ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu ”Declarações e Demonstrativos”, clicar em ”Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. Da Agência Brasil

Guedes confirma plano de desvincular salário mínimo da inflação, mas nega querer reajuste menor

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O ministro da economia, Paulo Guedes, confirmou, nesta quinta-feira (20), que estuda desvincular o reajuste do salário mínimo e de aposentadorias do índice de inflação do ano anterior.

O auxíliar do presidente Jair Bolsonaro (PL) negou, entretanto, que o objetivo seja impedir o ganho real dos trabalhadores e pensionistas.

”É claro que vai ter o aumento do salário mínimo e aposentadorias pelo menos igual à inflação, mas pode ser até que seja mais. Quando se fala em desindexar, as pessoas geralmente pensam que vai ser menos que a inflação, mas pode ser o contrário”, afirmou o ministro, em entrevista coletiva após encontro com empresários na sede da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no Rio de Janeiro.

 

Caixa Econômica Federal e Sebrae lançam linha de crédito de R$ 1 bilhão para mulheres MEIs

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A Caixa Econômica Federal firmou uma parceria com o Sebrae nesta segunda-feira (17) voltada ao empreendedorismo feminino. Na ação divulgada nesta segunda, o banco informou que vai disponibilizar R$ 1 bilhão em linha de crédito para mulheres empreendedoras que estão em fase inicial no empreendedorismo, sem formalização.

O ticket médio de cada linha será de R$ 1.000, de acordo com a Caixa. Para receber o recurso, a mulher terá de se formalizar como microempreendedora individual (MEI), realizar um curso e então receber a linha de crédito. O recurso será disponibilizado às mulheres até o dia 19 de novembro.

Além das linhas de crédito, Caixa e Sebrae vão promover ações de atendimento ao empreendedorismo feminino em todo o país, com cursos de capacitação e orientações para o desenvolvimento de negócios.

 

”Prévia” do Produto Interno Bruto cai 1,13% em agosto; no ano, alta é de 2,76%, diz BC

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O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia informal do PIB (Produto Interno Bruto), caiu 1,13% em agosto na comparação com julho. É a maior queda mensal do nível de atividade desde março de 2021, quando foi registrada uma retração de 1,59%.

Na comparação com agosto de 2021, o IBC-Br registrou avanço de 4,86%, Em 12 meses, o indicador subiu 2,08% e, no acumulado do ano (de janeiro a agosto), cresceu 2,76%.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (17) pelo BC (Banco Central) e representam uma queda maior do que a prevista por especialistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de um recuo de 0,5% em agosto.

Em julho, o IBC-Br surpreendeu após alta de 1,17%. Alguns economistas, porém, alertaram para o risco de desaceleração da atividade à frente.

ENTENDA O IBC-BR

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

*por UOL/Folhapress

Comercialização de carne moída por frigoríficos terá novas regras a partir de novembro

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A comercialização de carne moída por frigoríficos a partir de 1º de novembro terá novas normas. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, a medida é direcionada para estabelecimentos e indústrias produtores de carne moída que sejam registrados junto ao Serviço de Inspeção Federal (SIF) e ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). As informações são da Agência Brasil.

De acordo com a pasta, a medida pretende modernizar os processos produtivos e procedimentos industriais, além de assegurar a segurança dos produtos e de dar mais transparência aos consumidores. Os estabelecimentos terão prazo de um ano para se adequar às condições previstas na portaria. A medida não se aplica aos supermercados e açougues que vendem direto ao consumidor.

Novas regras 

A carne moída deverá ser embalada imediatamente após a moagem, devendo cada pacote do produto ter peso máximo de 1 quilo. Não é permitida a obtenção de carne moída a partir de moagem de carnes oriundas da raspagem de ossos ou obtidas de quaisquer outros processos de separação mecânica dos ossos.

É ingrediente obrigatório na fabricação de carne moída, a carne obtida das massas musculares esqueléticas. Já a porcentagem máxima de gordura do produto deverá ser informada no painel principal, próximo à denominação de venda.

A portaria estabelece ainda que a matéria-prima para fabricação do produto deve ser exclusivamente carne, submetida a processamento prévio de resfriamento ou congelamento. É proibida a utilização de carne industrial para a fabricação de carne moída e a obtenção de carne moída a partir de moagem de miúdos.

A carne moída resfriada deverá ser mantida entre 0°C e 4°C e a carne moída congelada à temperatura máxima de -12°C. O produto não poderá sair do equipamento de moagem com temperatura superior a 7°C e deve ser submetido imediatamente ao resfriamento ou ao congelamento rápido.

Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta terça parcela de outubro do Auxílio Brasil

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A Caixa Econômica Federal começa a pagar nesta terça-feira (11) a parcela de outubro do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás. Recebem hoje os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) com final 1.

Originalmente, o pagamento começaria no dia 18 e se estenderia pelos últimos dez dias úteis de outubro. No entanto, a parcela deste mês foi antecipada em uma semana.

Esta é a terceira parcela com o valor mínimo de R$ 600, que vigorará até dezembro, conforme emenda constitucional promulgada em julho pelo Congresso Nacional. A emenda também liberou a inclusão de famílias no Auxílio Brasil. Com isso, o total de beneficiários atendidos pelo programa subiu para 20,65 milhões.

Petrobras anuncia redução de 5% no preço do gás natural; reajuste final ao consumidor é incerto

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A Petrobras anunciou ontem (10) que o preço praticado na comercialização do gás natural com as distribuidoras sofrerá uma redução média de 5%. Os novos valores serão atualizados em 1º de novembro e vigoram até janeiro de 2023. O reajuste final repassado ao consumidor é incerto, já que outros fatores exercem influência sobre o mercado como as margens de lucro das distribuidoras e dos postos de revenda e os tributos federais e estaduais.

Essa é a segunda atualização anunciada em 2022. Em maio, houve um aumento de 19%. Desde 2016, a Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado internacional tendo como referência o preço do barril de petróleo tipo brent, que é calculado em dólar.

De acordo com nota divulgada pela estatal, a redução respeita contratos acordados com as distribuidoras. A Petrobras informa que, no último trimestre, o petróleo teve queda 11,5% e o câmbio sofreu uma depreciação de 6,5%. A estatal disse ainda que pratica uma atualização trimestral no preço do gás natural para atenuar volatilidades momentâneas e aliviar o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando maior previsibilidade.

”Os contratos são públicos e divulgados no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, diz a nota da Petrobras.

Para os botijões a base de gás liquefeito de petróleo (GLP), o reajuste não gera impactos. A medida deverá beneficiar principalmente moradores que consomem gás natural canalizado e motoristas com carros que utilizam Gás Natural Veicular (GNV). Setores da indústria que usam o gás natural como fonte de energia também são favorecidos. Isso ocorre, por exemplo, na produção química, metalúrgica, farmacêutica e têxtil. Da Agência Brasil