Economista Daniella Marques assume oficialmente o comando da Caixa Econômica Federal

/ Economia

Marques substitui o ex-presidente Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

A economista Daniella Marques ocupou oficialmente, nesta terça-feira (5), a presidência da Caixa Econômica Federal, em cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

A ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia substitui o ex-presidente do banco Pedro Guimarães, que pediu demissão na última quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual.

Na última quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro nomeou Marques como candidata a assumir o comando do banco e na sexta-feira (1º) foi aprovado pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal e assinou o termo de posse.

Inflação do Brasil está entre as mais altas do mundo, diz relatório divulgado pelo OCDE

/ Economia

Novo relatório divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a inflação do Brasil segue entre as maiores do mundo e bem acima da média das grandes economias do mundo.

No G20 – grupo dos países mais ricos –, o Brasil está atrás só da Turquia, Argentina e Rússia. Na média dos países do G20, a inflação em 12 meses atingiu 8,8% em maio, contra 8,5% em abril. No grupo dos países do G7, a taxa avançou para 7,5%, ante 7,1% no mês anterior.

Pelo menos 20 estados brasileiros anunciaram a redução do ”ICMS sobre combustíveis”

/ Economia

Pelo menos 20 estados já anunciaram a redução do ICMS sobre combustíveis. Os governadores do Ceará e do Amazonas fizeram os anúncios nesta segunda-feira (04).

O Distrito Federal publicou no dia primeiro deste mês um decreto limitando em 18% a cobrança do ICMS. As alíquotas da gasolina e do etanol eram de 27%. Segundo o governo distrital, a perda é estimada em R$ 1,7 bilhão por ano.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que terá que rever as contas do Distrito Federal. O Sindicato dos Comércio Varejista de Combustíveis do DF estima uma redução de R$0,43  na gasolina e R$ 0,40 no etanol com a redução do ICMS. Os consumidores devem sentir aos poucos a diferença na bomba, com a renovação dos estoques, diz o presidente da entidade Paulo Tavares.

São Paulo foi o primeiro a fazer a redução do ICMS. No estado, a alíquota caiu de 25% para 18%. Minas Gerais, Goiás, Paraná e Amapá também já anunciaram o corte.

As ações procuram atender a lei que limitou o ICMS sobre combustíveis ou a definição do Conselho Nacional de Política Fazendária de que o imposto deve ser calculado sobre a média de preços dos últimos 60 meses.

Mas, a discussão ainda não terminou. No Congresso, os parlamentares ainda precisam avaliar os vetos do presidente Jair Bolsonaro à lei do teto do ICMS. No Supremo Tribunal Federal, governadores questionam a lei do teto e a lei que determinou alíquota uniforme em todo o país.

Bahia volta a reduzir ICMS sobre combustíveis. Prejuízo chega a R$ 2,4 bilhões, diz o Governo

/ Economia

Decreto publicado pelo Governo do Estado na sexta-feira (1°) reduziu, mais uma vez, as bases de cálculo do ICMS ((imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) sobre combustíveis na Bahia, ao tomar como parâmetro os preços médios de referência dos últimos 60 meses. As bases de cálculo sobre as quais incide o imposto estadual, que estavam congeladas desde novembro de 2021, passam a vigorar já a partir de julho com valores ainda mais baixos.

O preço de referência para o litro de gasolina, que era R$ 6,5000 até a quinta-feira (30), agora está fixado em R$ 4,9137, o que representa uma redução de 24,4%. Para o litro de diesel S10, o valor reduziu-se de R$ 5,4100 para R$ 3,9963 (queda de 26,24%). Já o valor por quilo do gás de cozinha (GLP) saiu de R$ 5,8900 para R$ 5,3451 (queda de 9,33%).

Com as reduções, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), os preços ao consumidor final devem ser reduzidos pelo mercado em R$ 0,46 na Gasolina, R$ 0,25 no Óleo Diesel e R$ 0,78 no botijão de gás de cozinha.

A redução está sendo promovida pelo governo baiano após a publicação dos convênios ICMS 81/22, 82/22 e 83/22 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), definindo as bases de cálculos do imposto para fins de substituição tributária a partir dos critérios estabelecidos pela Lei Complementar 192/22. As bases de cálculo do  etanol hidratado e do GNV seguem com os valores congelados em 1° de novembro.

Perda de arrecadação

Apenas a nova redução dos preços de referência para cobrança do ICMS nos combustíveis representa uma perda de arrecadação de R$ 400 milhões mensais para o Estado da Bahia, ou R$ 2,4 bilhões até o final de 2022. Esta perda, de acordo com o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, soma-se às que já vinham sendo contabilizadas pelo Estado desde o início do congelamento.

A Petrobras segue promovendo sucessivos reajustes nos preços das refinarias, impedindo na prática que os preços caiam de forma sustentável nos postos de combustíveis.

Presidenciável Ciro apoia ACM Neto na Bahia e diz: ”É unilateral, palanque é coisa do século XIX”

/ Economia

Ciro Gomes durante coletiva. Foto: Bruno Leite / Bahia Notícias

De passagem em Salvador para a realização do 2 de Julho – data que marca a Independência da Bahia – neste sábado, o pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) apontou que o melhor nome para governar a Bahia a partir de janeiro de 2023 é ACM Neto (União Brasil). Em sua avaliação, o ex-governador do Ceará disse que fica “absolutamente feliz” com a iniciativa de seu partido em apoiar o ex-prefeito da capital baiana. Em entrevista coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (1º), Ciro também disse aos jornalistas que apesar de apoiar o que ”acha melhor para a Bahia”, essa sinalização é unilateral.

”Como aqui claramente, aqui o PT com candidato a governador com apoio do Lula e acertado com Geddel [Vieira Lima], e o Geddel é que devia explicar porque o partido dele indicando uma candidata [Tebet] e ele está aqui com candidato do PT, eu não tenho nada a ver com isso. […] O outro lado é o União Brasil. Como é que o ACM Neto pode deixar de respeitar o candidato do partido dele que é o Bivar. E eu faço o que? Fico fora da Bahia? Não, vou apoiar aquele que eu acho melhor para a Bahia e é unilateral. Palanque é coisa do século XIX, XX”, disse o pré-candidato.

A coletiva de imprensa também contou com a participação do deputado federal e presidente do PDT na Bahia, Félix Mendonça Júnior, da vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos e do deputado estadual Leo Prates. Ciro Gomes cumpre agenda pelo interior baiano na tarde desta sexta (1º). Amanhã o presidenciável participa do tradicional cortejo cívico em comemoração ao 2 de Julho. As informações são do site Bahia Notícias

Gasolina mantém alta de preço e coloca Bahia como um dos estados mais caros do país

/ Economia

A marca dos R$ 8 já foi superada e a Bahia segue amargando o título de uma das gasolinas mais cara do Brasil. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável pelo monitoramento dos valores de combustíveis, o estado tem 9 cidades entre as vinte do país na qual o consumidor paga mais caro na hora de abastecer.

Teixeira de Freitas, no extremo-sul, tem a gasolina com o maior preço na Bahia e segunda maior do Brasil, chegando a registar o valor de R$ 8,59.  ”As pessoas acabam tendo que mudar completamente sua rotina. O aumento dos combustíveis acabam refletindo em diversos outros campos. A pessoa acaba tendo que avaliar onde gastar o dinheiro. Muitas vezes tem o carro e precisa deixar em casa, porque vai gastar o dinheiro pra pagar contas de água, luz, comprar comida”, analisa o consultor financeiro Raphael Carneiro.

Carneiro também explica que o combustível faz parte da cadeia de transporte, impactando muitos outros produtos. “Se o custo aumenta para o caminhoneiro ele repassa, o mercado repassa. E atinge o consumidor. Quando a gente fala disso a gente só pensa em empresas, mas reflete inclusive no mercadinho do bairro. Ele também precisa mudar seu preço pra poder vender. E quando atinge o consumidor, a única maneira que tem de amenizar esse impacto é mudar os hábitos de consumo”, pondera.

OUTRO LADO

Na Bahia, desde que a refinaria de Mataripe foi privatizada, o preço dos combustíveis é determinado pela Acelen, empresa que adquiriu e gere o processo de refino. O aumento mais recente imposto pela empresa foi no final de março, e fez subir o preço da gasolina em R$ 0,15.  A política praticada em território baiano é alvo de investigação pelo Conselho Administrativo de Defesa da Economia (Cade).

Quem é Daniella Marques, escolhida por Bolsonaro para presidir a Caixa Econômica Federal

/ Economia

Daniella Marques substitui Pedro Guimarães. Foto: Reprodução

Escolhida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para substituir Pedro Guimarães no comando da Caixa, Daniella Marques é a pessoa de maior confiança do ministro Paulo Guedes (Economia), com quem já trabalhava no mercado financeiro antes de integrar o atual governo. Os dois embarcaram juntos no projeto de Bolsonaro ainda durante a campanha, em 2018, e assumiram cargos já no primeiro dia da atual administração.

Como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Marques teve uma atuação intensa nos bastidores das negociações políticas, função que continuou exercendo, ainda que de maneira informal, após assumir em fevereiro deste ano a Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade —posto que ocupa até hoje.

Braço direito de Guedes, a secretária passou a representar o ministro da Economia em conversas com as cúpulas da Câmara e do Senado, desde quando as Casas eram presididas por Rodrigo Maia (PSDB-RJ) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), respectivamente.

A proximidade com o círculo político se manteve na gestão de Arthur Lira (PP-AL) na Câmara e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no Senado. Ela atuou na negociação de propostas cruciais para a Economia, como a reforma da Previdência e a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios, que adiou o pagamento de dívidas judiciais e abriu espaço no Orçamento para ampliação de políticas sociais em ano eleitoral.

Por outro lado, a pasta não conseguiu emplacar outras pautas prioritárias, como as reformas tributária e administrativa. O envolvimento de Marques nas articulações era direto e ativo. Muitas vezes ela era vista no centro do plenário da Câmara ou do Senado, ambiente geralmente restrito a parlamentares e seus assessores, dialogando sobre pontos polêmicos ou tentando desarmar alguma bomba em meio às votações de propostas econômicas.

Um integrante do governo afirma que a secretária ”sempre foi a pessoa do ministro Paulo Guedes”. Colegas a descrevem como uma profissional dedicada, esforçada e que trabalha por horas a fio para assegurar o cumprimento das “missões” dadas pelo ministro e pelo presidente Bolsonaro, de quem também se tornou uma interlocutora direta, frequentando o Palácio do Planalto.

O desempenho no papel de articuladora política foi tão bem avaliado por Guedes que o chefe da equipe econômica chegou a trabalhar pela nomeação de sua auxiliar como ministra-chefe da Secretaria de Governo, segundo três fontes relataram à reportagem.

A costura, porém, não foi bem-sucedida e enfrentou resistências das alas política e militar do governo, que tiveram suas rusgas com a ala econômica em diferentes momentos. À época, a pasta era comandada por Luiz Eduardo Ramos, general da reserva do Exército.

No Ministério da Economia, o estilo direto e dinâmico de Marques por vezes causa nos técnicos certa contrariedade pelo que eles descrevem como atropelo nas tratativas. Nem sempre os pontos estavam integralmente alinhados internamente quando a secretária fechava ”como um trator” as negociações em curso. Restava ao corpo técnico depois aparar as arestas.

Parlamentares, por sua vez, viam com reservas a atitude da aliada de Guedes de muitas vezes delegar ao Congresso certas orientações que eram esperadas do governo.

Seu estilo aguerrido lhe rendeu um episódio polêmico em 2019, quando foi conduzida à sede da Polícia Legislativa após ser acusada de agressão pela deputada Maria do Rosário (PT-RS). A reforma da Previdência havia acabado de começar a tramitar no Congresso.

A então assessora foi defender Guedes após o bate-boca do ministro com o deputado Zeca Dirceu (PT-PR), que disse que o chefe da Economia era ”tigrão” com aposentados e ”tchutchuca” com banqueiros. Guedes reagiu dizendo ”tchutchuca é a mãe, é a vó”, e a confusão se disseminou. O episódio foi encerrado sem que houvesse registro de ocorrência.

Por outro lado, mesmo os críticos de Marques ressaltam como qualidade o comprometimento da secretária com as pautas prioritárias do ministro Paulo Guedes.

Uma das fontes ouvidas pela reportagem diz que o estilo de gestão de Marques poderia ser comparado ao de Margaret Thatcher —política britânica que exerceu o cargo de primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990 e que é tida como um ícone para defensores da ideologia liberal, como é o caso da secretária.

A capacidade de formar bons times, com técnicos competentes, também é elencada como uma de suas qualidades. Apesar do status de articuladora dentro do governo e do bom trânsito com ministros e lideranças no Congresso, a presidência da Caixa deve ser, formalmente, o primeiro cargo de Marques no primeiro escalão do governo.

Esse reconhecimento vinha sendo inclusive almejado pela secretária, segundo relatos de diferentes pessoas ouvidas pela reportagem. Além de ter sido defendida por Guedes como pessoa credenciada a assumir a Secretaria de Governo, Marques se colocou à disposição para assumir o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no lugar de Joaquim Levy, que pediu demissão em junho de 2019 após ser alvejado por críticas de Bolsonaro. A nomeação, porém, acabou indo para Gustavo Montezano.

Nos últimos meses, o nome da secretária também vinha sendo cotado para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, caso o presidente decidisse ir adiante na decisão de recriá-lo. Em março, Marques passou a capitanear o programa ”Brasil Pra Elas”, iniciativa voltada ao empreendedorismo feminino. A ação foi lançada no Dia da Mulher, no momento em que aliados de Bolsonaro identificam a rejeição feminina como um obstáculo à sua reeleição.

Formada em Administração pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro e com MBA em Finanças pelo IBMEC/RJ, ela atuou por 20 anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos. Foi também sócia-fundadora e diretora de fundos de investimento antes de ingressar no governo.

Idiana Tomazelli/Folhapress

Após saída de Guimarães, Caixa Econômica diz que corregedoria apura caso de assédio

/ Economia

Pedro Guimarães deixou a Caixa Econômica Federal. Foto: Reprodução

Sem qualquer menção ao caso Pedro Guimarães, a Caixa Econômica Federal informou nesta quarta-feira (29) que uma investigação interna sobre assédio foi instaurada em maio e está em andamento.

De acordo com o comunicado, a apuração corre em sigilo, no âmbito da corregedoria, e que por tal motivo não era de conhecimento de outras áreas do banco. A nota disse que relatos de caso dessa natureza foram recebidos por meio de seu canal de denúncias.

Nesta quarta, sob a acusação de assédio sexual, Guimarães deixou o comando da instituição financeira. O executivo era um dos aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Caixa afirmou que ”repudia qualquer tipo de assédio”.

Acusação revelada pelo portal Metrópoles nesta terça (28) afirma que ao menos cinco funcionárias da dizem ter sido vítimas de assédio sexual por parte de Guimarães.

Em um dos relatos, uma delas diz que uma pessoa ligada ao presidente do banco perguntou o que fariam ”se o presidente” quisesse ”transar com você?”.

​Uma funcionária da Caixa disse em depoimento à Folha que foi assediada por Guimarães. Ela afirma ter sido puxada pelo pescoço e ter ficado em choque após o episódio.

No âmbito da investigação interna, ainda segundo a nota da Caixa, foram “realizados contatos com o/a denunciante, que permanece anônimo/a. Foram ainda realizadas diligências internas que redundaram em material preliminar, que está em avaliação”.

”A Corregedoria admitiu a denúncia e deu notícia ao/à denunciante, se colocando à inteira disposição para colher o seu depoimento, mantendo seu anonimato”, afirmou o banco.

Marcelo Rocha/Folhapress

Sancionada pelo presidente Bolsonaro lei que devolve PIS/Cofins cobrado na conta de luz

/ Economia

Os consumidores de energia elétrica terão aumentos menores nas contas de luz. O presidente Jair Bolsonaro sancionou, sem vetos, a Lei 14.385, publicada hoje (28) no Diário Oficial da União.

Aprovado pela Câmara dos Deputados no início do mês, o texto estabelece a devolução do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), imposto estadual, incluído na base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributos federais.

A lei alterou as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para agilizar a devolução dos valores cobrados a mais no PIS/Cofins. A devolução será feita por meio de aumentos menores nas tarifas de energia.

Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a exclusão do ICMS do preço que serve como base de cálculo do PIS/Cofins. A corte entendeu que havia dupla tributação (cobrança de um mesmo imposto duas vezes). Em 2021, o STF definiu o alcance da medida, que reveria ser retroativa a 15 de março de 2017.

Segundo a Câmara dos Deputados e o Senado, a União deveria devolver R$ 60,3 bilhões em créditos de PIS/Cofins às distribuidoras. Desse total, R$ 12,7 bilhões já foram devolvidos pela Aneel em revisões tarifárias desde 2020, que teriam impedido as contas de luz de aumentarem, em média, 5% desde então. Ainda há R$ 47,6 bilhões a serem ressarcidos aos consumidores.

Revisão extraordinária

Em nota, a Aneel informou que, desde 2020, tem devolvido os valores relativos à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins. O órgão informou que fará uma revisão extraordinária das tarifas para as companhias que tiveram o reajuste aprovado sem a restituição do imposto. As demais distribuidoras serão atendidas conforme o calendário de revisões tarifárias de 2022.

”Ressaltamos que a Aneel já vem realizando esse procedimento desde 2020. Para as distribuidoras que já passaram por processo tarifário em 2022, a Aneel aprovará uma revisão tarifária extraordinária, nos termos da referida lei. Já para as distribuidoras que ainda terão seus processos nos próximos meses, o ajuste será realizado nos processos tarifários ordinários conforme calendário divulgado no site da agência”, destacou o comunicado.

Segundo a Aneel, o reajuste médio de 12,04% para os clientes da Enel, que atende 7,6 milhões de unidades consumidoras no estado de São Paulo, já inclui a devolução dos créditos de PIS/Cofins. O órgão informou que 8,7% da composição do índice médio de reajuste, aprovado hoje pela agência reguladora, está relacionado à devolução dos tributos. Da Agência Brasil

Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto diz que o pior da inflação já passou

/ Economia

O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse hoje (27) que ”o pior momento da inflação já passou”, e que, graças ao histórico de convívio que o Brasil teve com altos índices inflacionários, a autoridade monetária brasileira conseguiu ”sair na frente”, adotando ferramentas capazes de frear o processo inflacionário.

As afirmações foram feitas durante o painel Erosão da Ordem Pública Internacional e o Futuro, no Décimo Fórum Jurídico de Lisboa, na capital portuguesa. Durante o discurso, Neto lembrou que o Brasil ”é um dos poucos países que no meio desse processo está tendo revisões para cima” do Produto Interno Bruto (PIB).

”Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de crescimento do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, disse Campos Neto.

A experiência que o Brasil tem com o combate à inflação tem ajudado na definição estratégica para amenizar este problema. ”Como nós no Brasil entendemos que era problema mais de demanda, na minha opinião, até um pouco antes dos demais países, o BC do Brasil saiu na frente porque temos memória de inflação muito maior, e mecanismos de indexação muito mais vivos””, disse.

Campos Neto ressalta que todos os países estão subindo juros e que, enquanto alguns países estão no meio do caminho, o Brasil já está muito perto de ter feito o trabalho todo. “Vamos ver ainda alguns países subindo bastante os juros”, acrescentou.

Ainda segundo Campos Neto, o Brasil ainda apresenta um ”componente de aceleração de inflação”. Ele, no entanto, disse acreditar que o pior momento da inflação já passou. ”Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que ainda precisamos entender os efeitos delas no processo inflacionário, o que ainda não está claro, mas o Brasil fez o processo antecipado e acreditamos que nossa ferramenta é capaz e vai frear o processo inflacionário”.

Preços e investimentos

Na avaliação do presidente do BC brasileiro, os índices inflacionários que estão sendo registrados em diversos países têm como origem uma “desconexão entre preços e investimentos” que vai além do petróleo, abrangendo também os alimentos.

”Os governos estão enfrentando o dilema de garantir segurança energética e alimentar para a população”, disse. Nesse sentido, ”muitos países, em função da guerra, estão adotando medidas protecionistas que estão contaminando o resto da cadeia de inflação”. ”E o anseio de gerar segurança alimentar e energética dos governos está sendo feito de maneira descoordenada e gerando queda de investimento”, acrescentou.

Segundo Campos Neto, a falta de coordenação está gerando queda em investimentos tanto em energia quanto em alimentos. ”Precisamos entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, mas o setor privado e que o governo tem de endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas não pode se desviar das práticas de mercado, porque, no final das contas, são os mercados que produzem alimentos e energia”, completou.

Governo federal deve desistir de compensação a estados para elevar Auxílio Brasil a R$ 600

/ Economia

O governo federal deve desistir de pagar uma compensação aos estados em troca de eles zerarem a alíquota do ICMS sobre diesel e gás. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a gestão Bolsonaro pretende aumentar o valor mínimo do Auxílio Brasil para R$ 600.

A proposta de repasse chegou a ser anunciada no dia 6 de junho pelo próprio presidente. No entanto, parlamentares consideram que, como a medida dependeria da adesão dos estados, o impacto poderia demorar ou nem chegar aos consumidores.

A substituição das medidas deve ser levada à discussão na reunião de líderes no Senado nesta quinta-feira (23).

A nova proposta é pagar um adicional de R$ 200 até o fim deste ano aos beneficiários do Auxílio Brasil – cerca de 18,2 milhões de famílias.

Bahia tem o litro da gasolina mais caro entre os estados, aponta levantamento feito pela ANP

/ Economia

Um levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre os dias 12 e 18 de junho, apontou que a Bahia é o estado com o litro mais caro da gasolina comum, considerando o preço médio de R$ 8,037.

O maior preço cobrado para o litro da gasolina nos postos, no entanto, está na capital do Rio de Janeiro, onde cariocas chegavam a pagar R$ 8,990 no período em que foi realizado o levantamento.

O Amapá, por sua vez, é o estado onde o litro da gasolina está mais barato, com um preço médio de R$ 6,443.

De acordo com o Estadão, o valor mínimo pago no Brasil no período foi de R$ 6,170, na cidade de Assis, no interior de São Paulo.

Confira os preços médios do litro de gasolina de acordo com o levantamento:

– Acre: R$ 7,602
– Alagoas: R$ 7,278
– Amapá: R$ 6,443
– Amazonas: R$ 7,307
– Bahia: R$ 8,037
– Ceará: R$ 7,404
– DF: R$ 7,523
– Espírito Santo: R$ 7,297
– Goiás: R$ 7,409
– Maranhão: R$ 7,052
– Mato Grosso: R$ 6,99
– Mato Grosso do Sul: R$ 7,009
– Minas Gerais: R$ 7,46
– Pará: R$ 7,257
– Paraíba: R$ 7,038
– Paraná: R$ 7,247
– Pernambuco: R$ 7,453
– Piauí: R$ 7,89
– Rio de Janeiro: R$ 7,77
– Rio Grande do Norte: R$ 7,368
– Rio Grande do Sul: R$ 6,88
– Rondônia: R$ 7,214
– Roraima: R$ 7,034
– Santa Catarina: R$ 7,055
– São Paulo: R$ 6,829
– Sergipe: R$ 7,27
– Tocantins: R$ 7,469

 

Receita libera nesta quinta consulta sobre restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física

/ Economia

A partir das 10h desta quinta-feira (24), o contribuinte que entregou a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física acertará as contas com o Leão. Neste horário, a Receita Federal liberará a consulta ao segundo dos cinco lotes de restituição de 2022. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 4.250.448 contribuintes receberão R$ 6,3 bilhões.  Desse total, R$ 2.697.759.582,31 serão pagos aos contribuintes com prioridade legal, sendo 87.401 idosos acima de 80 anos; 675.495 entre 60 e 79 anos; 48.913 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou doença grave e 661.831 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

O restante do lote será destinado a 2.776.808 contribuintes não prioritários que entregaram declarações de exercícios anteriores até 19 de março deste ano.

O dinheiro será pago em 30 de junho. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar no campo Meu Imposto de Renda e, em seguida, Consultar Restituição. A consulta também pode ser feita no aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para os smartphones dos sistemas Android e iOS.

A consulta no site permite a verificação de eventuais pendências que impeçam o pagamento da restituição – como inclusão na malha fina. Caso uma ou mais inconsistências sejam encontradas na declaração, basta enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Calendário

Inicialmente prevista para terminar em 29 de abril, o prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física foi adiado para 31 de maio  para diminuir os efeitos da pandemia de covid-19 que pudessem prejudicar o envio, como atraso na obtenção de comprovantes. Apesar do adiamento, o calendário original de restituição foi mantido, com cinco lotes a serem pagos entre maio e setembro, sempre no último dia útil de cada mês.

A restituição será depositada na conta bancária informada na Declaração de Imposto de Renda. Se, por algum motivo, o crédito não for realizado, como no caso de conta informada desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Neste caso, o cidadão pode reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Da Agência Brasil

Agência Nacional de Energia reajusta em até 64% cobrança extra na conta de luz para 2022-2023

/ Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça (21) o reajuste nos valores das bandeiras tarifárias (cobrança extra aplicada às contas de luz quando aumenta o custo de produção de energia no país).

Pela proposta aprovada pela agência, a maior alta será no valor da bandeira vermelha patamar 1 (alta de 63,7%). A bandeira amarela vai subir 59,5%, e a vermelha patamar 2 aumentará 3,2%. A bandeira verde seguirá sem cobrança.

Os novos valores entram em vigor em 1º de julho e serão válidos até meados de 2023.

– Bandeira verde: continua sem cobrança adicional;
– Bandeira amarela: de R$ 1,874 para R$ 2,989 a cada 100 kWh consumidos (+ 59,5%);
– Bandeira vermelha patamar 1: de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh consumidos (+ 63,7%);
– Bandeira vermelha patamar 2: de R$ 9,492 para R$ 9,795 a cada 100 kWh consumidos (+3,2%).