Túlio Gadelha, namorado de Fátima Bernardes, perde a tia para o novo coronavírus

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Túlio Gadelha noticiou a morte pela rede social. Foto: Reprodução

O deputado federal por Pernambuco, Túlio Gadelha (PDT), namorado de Fátima Bernandes, lamentou nas redes sociais a morte de uma tia, vítima da Covid-19.

Em seu perfil no Instagram, advogado alertou os seguidores sobre a gravidade do coronavírus e falou sobre as qualidades da parente.

”Hoje faleceu nossa querida Tia Lenira, vítima da Covid-19. Uma das pessoas mais saudáveis, ativas e divertidas que eu conhecia. Gente, precisamos nos cuidar, não é uma gripezinha. Descanse em paz, tia”, escreveu.

Covid-19: Brasil tem 1,3 mil mortes e 23,4 mil casos confirmados, diz Ministério da Saúde

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O número de mortes decorrentes do novo coronavírus (covid-19) subiu para 1.328, um acréscimo de 105 óbitos nas últimas 24 horas. A nova totalização foi divulgada pelo Ministério da Saúde ontem (13). O resultado marca um aumento de 9% em relação a ontem.

São Paulo concentra o maior número de casos (8.895) e de mortes (608), com mais da metade do total contabilizado na atualização. Em seguida, os estados com os maiores números de mortes são Rio de Janeiro (188), Pernambuco (102), Ceará (91) e Amazonas (71).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (31), Maranhão (27), Santa Catarina (24), Minas Gerais (23), Bahia (22), Rio Grande do Norte (17), Rio Grande do Sul (16), Distrito Federal (15), Pará (15), Espírito Santo (14), Goiás (15), Paraíba (13), Piauí (8), Amapá (5),  Sergipe (4), Mato Grosso do Sul (4), Mato Grosso (4), Alagoas (3),  Acre (3), e Roraima (3) Rondônia (2). Tocantins é o único estado onde ainda não houve morte.

Já o número de casos no país somou 23.430. O número representa um crescimento de 6% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 22.169. A taxa de letalidade do país ficou em 5,7%.

Perfil

Sobre o perfil das vítimas, 58,9% eram homens e 41,1%, mulheres. Do total, 74% tinham acima de 60 anos e 75% apresentavam algum fator de risco, como cardiopatia, pneumopatia, diabetes e doenças neurológicas.

Já os casos confirmados nas últimas 24 horas totalizaram 1.261, menos do que ontem, quando foram 1.442. O resultado é também menor do que os registrados na última semana, quando chegaram a ser agregados às estatísticas 2.210 novos casos na quarta-feira (8).

No coeficiente de incidência (número de casos por 1 milhão de habitantes), Amazonas lidera (303), seguido por Amapá (281), Distrito Federal (209), Ceará (196), São Paulo (192) e Rio de Janeiro (186). Todas essas unidades da Federação estão mais de 50% acima da média nacional (111), na categoria de “emergência” de acordo com a escala do Ministério da Saúde.

As capitais com maior incidência são Fortaleza (573), São Paulo (518), Manaus e entorno (482), Macapá (391) e Florianópolis (345). Na consideração por área de saúde, ganha destaque também a área central, no Amapá, com índice de 348, além de Rio Negro e Solimões, no Amazonas, com 305.

As hospitalizações por covid-19 totalizaram 4.926. No entanto, ainda há 31.605 pessoas internadas com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em investigação, dependendo de testes para averiguar se são casos de infecção pelo novo coronavírus.

Isolamento

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, representantes do Ministério da Saúde abordaram o início da vigência das novas recomendações sobre isolamento, que preveem a possibilidade de migrar da modalidade ampliada para uma outra, denominada seletiva, se a cidade ou o estado não tiver alta incidência de casos e garantir pelo menos metade dos leitos e equipamentos de que dispõem desocupados.

O secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson de Oliveira, voltou a dizer que a decisão é dos prefeitos e governadores, com as orientações servindo como parâmetro. ”Nós não entramos na decisão das cidades. Cada dia o gestor vai modulando sua realidade. O importante é que a decisão tome em consideração o leito, o equipamento e os respiradores”, declarou Oliveira. Da Agência Brasil

Brasil registra mais 99 mortes por coronavírus e 1.442 novos casos em 24 horas

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O Brasil registrou neste domingo (12), 99 novas mortes provocadas pela covid-19 e 1.442 novos casos da doença (7% de incremento) nas últimas 24 horas, segundo informações do Ministério da Saúde.

Com isso, em todo o País, o número de mortes de pessoas infectadas pelo novo coronavírus chegou a 1.223 (5,5% de letalidade) com um total de 22.169 casos. No dia anterior, eram 20.727 casos confirmados.

O Estado de São Paulo continua sendo o mais afetado, com 8.755 casos e 588 mortes, seguido por Rio de Janeiro (2.855 e 170 óbitos), Ceará (1.676 e 74) e Amazonas (1.206 e 62).

Neste sábado, 11, a adesão da população de São Paulo ao isolamento social como forma de evitar a propagação do novo coronavírus ficou em 55%. Na quinta-feira, o índice de isolamento social atingiu apenas 47%. O governo de São Paulo afirma que o ideal é 70% de isolamento para conter o avanço da doença no Estado, o mais afetado no País, com o maior número de mortes e casos confirmados.

A taxa de isolamento vem sendo medida pelo governo paulista com o apoio das operadoras de telefonia e é referente a 40 cidades com população acima de 30 mil habitantes. Em nenhuma delas o índice chegou aos 70%. As cidades com o menor índice neste sábado foram Limeira e Presidente Prudente, interior do Estado, com apenas 47% de isolamento. Já São Vicente foi a cidade com o maior índice, 62%.

Na última quinta-feira, 9, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), prometeu tomar medidas mais rigorosas caso a adesão popular ao isolamento social não cresça espontaneamente nesta semana. Entre essas medidas estão a aplicação de multa e até a prisão de quem desrespeitar o distanciamento, visto como essencial para mitigar a propagação do novo coronavírus. ”Espero que não tenhamos que chegar nesse patamar, mas se for necessário faremos em defesa da vida”.

Prefeito de São Paulo anuncia adoção de cloroquina em hospitais do município

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Bruno Covas autoria uso de cloroquina. Foto: Governo de SP

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (9) a adoção da cloroquina no protocolo de tratamento ao coronavírus em hospitais do município. O medicamento, ainda em fase de testes, está no centro de uma polêmica, uma vez que virou a principal bandeira do presidente Jair Bolsonaro.

”Nossos hospitais municipais vão passar a administrar também a cloroquina. Temos hoje 6 mil cápsulas. Como cada paciente toma seis, já temos medicamento para tratar mil pessoas”, anunciou Bruno Covas. Ele frisou que o medicamento será usado desde que o médico prescreva e que o paciente aceite.

Brasil realizou 63 mil testes para diagnóstico de covid-19 e projeta chegar a 30 mil por dia

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O Brasil realizou cerca de 63 mil testes para diagnóstico de novo coronavírus até terça-feira, 7, segundo dados das redes pública e privada computados pelo Ministério da Saúde. Destes, cerca de 13,7 mil haviam confirmado a doença.

O governo trabalha para ampliar a capacidade de testes da covid-19. A ideia é saltar de até 6,7 mil testes diários para cerca de 30 mil exames. No cenário ideal, o ministério quer, em 180 dias, chegar a 3 milhões de exames feitos.

No período de enfrentamento ao novo coronavírus, o governo também fez cerca de 90 mil testes para tipos distintos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave. Estes testes ajudam a descartar casos da covid-19.

Há obstáculos importantes para ampliar a capacidade de teste para novo coronavírus. De 3 milhões de unidades encomendadas com a Fiocruz, todas do tipo “RT-PCR”, tido como extremamente preciso, só 104 mil chegaram ao ministério. Pelo menos 1 milhão já eram esperadas. Procurada, a Fiocruz não explicou o atraso, mas disse que está “ampliando significativamente” a produção.

O Ministério da Saúde também receberá 600 mil testes doados pela Petrobrás – 300 mil já chegaram, mas 100 mil serão usados apenas no Rio de Janeiro.

Técnicos da pasta reconhecem que poucos testes foram feitos até agora, mas apontam, além de atrasos da Fiocruz, a falta do produto no mercado global como problemas. No sábado, 4, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, disse que inclusive dados sobre letalidade pela doença no País serão alterados quando for ampliada a capacidade de exames.

O ministério também fez consulta no fim de março à indústria para compra de 20 milhões de testes RT-PCR. A ideia é receber a primeira parcela, de pelo menos 4 milhões de unidades, no meio de abril.

Testes rápidos. O governo federal quer ainda o apoio de milhões de testes rápidos. O produto não é usado para diagnóstico final da doença, mas auxilia na triagem e deve ser aplicado especialmente em profissionais de saúde.

O Estadão/Broadcast revelou que o ministério vê “limitações importantes” em testes doados pela mineradora Vale ao governo, que podem errar 75% dos resultados negativos para a covid-19. O produto passou por análises no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e foi liberado nesta semana para uso. A Saúde deve publicar um boletim epidemiológico com instruções de uso deste teste.

Segundo fontes que participam de negociações com o governo, uma dificuldade será a análise de qualidade de testes rápidos e do tipo RT-PCR que o governo pretende comprar. O governo pede que produtos não registrados pela Anvisa sejam testados no INCQS, que já avisou não ter conhecimento para dar aval a este tipo de produto.

João Doria anuncia que doará quatro meses de salário para compra de cestas básicas

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João Doria diz que vai doar o seu salário. Foto: Governo de SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta terça-feira (7) que irá doar quatro meses do seu salário para a compra de cestas básicas do Programa Alimento Solidário.

De acordo com o tucano, é costumeiro seu ato de doar seu salário para “instituições do terceiro setor”. Doria ressaltou que o momento atual pede solidariedade com as famílias que vivem em situação vulnerabilidade.

Em 2018, na disputa ao governo de São Paulo, Doria declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que seu patrimônio acumulado chegava próximo aos 190 milhões de reais.

Covid-19: Brasil tem 553 mortes e 12 mil casos confirmados, informa Ministério da Saúde

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O Brasil chegou a 553 mortes em razão da pandemia do novo coronavírus, segundo atualização divulgada hoje (6) pelo Ministério da Saúde. O número representa um aumento de 13% em relação a ontem (5), quando foram registrados 486 óbitos.

São Paulo segue como epicentro da pandemia com mais da metade das mortes de todo o país (304). O estado é seguido por Rio de Janeiro (71), Pernambuco (30), Ceará (29) e Amazonas (19).

Além disso, foram registradas mortes no Paraná (11), Distrito Federal (10), Santa Catarina (10), Minas Gerais (nove), Rio Grande do Norte (sete), Rio Grande do Sul (sete), Espírito Santo (seis), Goiás (cinco), Paraíba (quatro), Sergipe (quatro), Piauí (quatro), Pará (três), Maranhão (duas), Alagoas (duas), Rondônia (uma), Roraima (uma), Mato Grosso (uma) e Mato Grosso do Sul (uma).

Já o número de casos passou a casa dos 12 mil (12.056). O número marca um crescimento de 8% em relação a ontem, quando o balanço do Ministério da Saúde marcou 11.130. A taxa de letalidade do país ficou em 4,4%.

No balanço de hoje, foram 67 novas mortes, índice menor do que em dias anteriores. Contudo, o ritmo avança. Há uma semana (30/3), o número de mortes estava em 159. No período, a elevação do total foi de 350%. Já os casos confirmados somavam 4.579 há sete dias, o que representou um avanço de 263% até o resultado de hoje, que tem 12.056 casos.

Já o número de novos casos confirmados foi de 926, menor do que em outros dias da semana passada. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, destacou o ritmo de avanço da pandemia no país.

Na comparação entre estados, o ministério utiliza o indicador de incidência por 100.000 habitantes. A média nacional está em 5,7. Acima dela e que demandam uma atenção maior estão São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Ceará e Distrito Federal. Próximo da média, mas que implica atenção, estão Rio Grande do Norte e Roraima. O restante dos estados estão abaixo da média de incidência.

Já na comparação entre países, o secretário do Ministério da Saúde disse que o Brasil está em 15º lugar em número de casos confirmados, em 13º em número de óbitos e em oitavo em taxa de letalidade (a média global é de 5,1%).

No tocante ao perfil das mortes, 58% eram homens e 42% eram mulheres. No recorte por idade, 81% tinham acima de 60 anos. Na semana passada, esse percentual era de 90%. Já sobre as complicações associadas ao óbito, 237 tinham cardiopatia, 169 possuíam diabetes, 57 apresentavam alguma pneumopatia e 39 experimentavam alguma condição neurológica. As hospitalizações atingiram 2.424. Da Agência Brasil

País tem mais de 11,1 mil infectados e 489 mortes por coronavírus, diz Ministério da Saúde

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O número de pessoas infectadas no Brasil pelo novo coronavírus (Covid-19) subiu para 11.130 mil, com 486 mortes. O mais recente balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde (MS) na noite de domingo (5).

O balanço mostra que 852 pessoas foram diagnosticadas com a doença e outras 54 morreram em 24 horas. A taxa de letalidade do vírus no país está em 4,2%.

São Paulo segue como o epicentros, com 4,6 mil casos confirmados e 275 mortes. Em relação às mortes, apenas o Centro-Oeste não teve aumento, permanecendo com 12 óbitos registrados.

Na região Nordeste, o Ceará se destaca, com 823 casos e 26 mortes.

Dentre os óbitos em todo o país, cuja investigação foi concluída, 228 são de homens e 160 de mulheres. O grupo de pessoas com 60 anos ou mais concentra a maior parte, com 312 (86%).

As mortes de pessoas entre 40 e 59 anos somam 54. Além disso, 20 pacientes com idades entre 20 e 39 anos morreram.

Regulamentada às pressas por causa do coronavírus, consulta médica a distância explode no Brasil

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Regulamentada às pressas no País por causa do surto de coronavírus, a telemedicina teve nas duas últimas semanas uma explosão em número de atendimentos. O total de profissionais que passaram a oferecer o serviço também cresceu e consultas a distância entraram na rotina de hospitais, operadoras e clínicas. Em alguns casos, a demanda pela teleconsulta aumentou sete vezes em 15 dias, segundo levantamento feito pelo Estado com empresas que oferecem a modalidade.

Por resistência principalmente de conselhos regionais de Medicina, atendimentos online não eram permitidos no Brasil até março. No dia 19, com a escalada da covid-19 e a necessidade de reduzir a ida desnecessária a prontos-socorros, o Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou ofício ao Ministério da Saúde informando que liberava, em caráter temporário, atendimentos virtuais para triagem e monitoramento de pacientes em isolamento.

No dia seguinte, o ministério editou portaria em que regulamentava a prática em caráter extraordinário para o período da pandemia, abrindo possibilidade para que o atendimento a distância fosse feito não só em casos de suspeita de covid, mas para outros quadros clínicos em que o atendimento remoto se mostrasse como alternativa para reduzir o deslocamento de pessoas e, consequentemente, a propagação do vírus.

Centros médicos que já ofereciam a modalidade mesmo sem aval do CFM tiveram alta expressiva na demanda nas últimas semanas. No Hospital Albert Einstein, que desenvolve ações de telemedicina desde 2012, o número de teleconsultas diárias saltou de 80 para 600 após a regulamentação. “Cerca de 450 delas são por sintomas relacionados à covid-19 e as outras 150 são de outras doenças. Estávamos com 100 médicos nesse projeto, mas estamos contratando mais profissionais e devemos chegar a 500”, diz Sidney Klajner, presidente do Einstein.

Entre os pacientes que usam a plataforma de telemedicina do hospital estão beneficiários das operadoras Amil e Care Plus. Na primeira, os atendimentos aumentaram seis vezes. Na segunda, o número de teleconsultas passou de 100 por mês para 100 por dia. “Já preconizávamos esse tipo de atendimento justamente em situações como essas, em que o deslocamento não é recomendado. Além da parceria com o Einstein para casos que seriam de pronto-atendimento, decidimos autorizar todos os médicos credenciados a fazerem consultas a distância”, explica Ricardo Salem, diretor médico da Care Plus.

Empresas adaptaram plataformas para nova modalidade
Outras dezenas de empresas adaptaram suas plataformas para passar a oferecer o serviço. A Doctoralia, que tem como carro-chefe a marcação online de consultas presenciais, usou a tecnologia de telemedicina que já tem em outros países e começou a oferecer o atendimento virtual no Brasil no mesmo dia em que a portaria do governo foi editada.

Na primeira semana, agendou 5.170 consultas virtuais. Na semana seguinte, o número passou para 8.855, alta de 71%. “Já tivemos mais de 3 mil profissionais cadastrados para oferecer atendimento online. Para poder atender pela nossa plataforma, os médicos precisam ter o CRM e o RQE (registro de especialista) validados”, diz Cadu Lopes, CEO da Doctoralia. Ele conta que as especialidades mais buscadas são psiquiatria, dermatologia, urologia e ginecologia.

Na GSC Integradora de Saúde, mais de 3 mil médicos se cadastraram em apenas 48 horas para oferecer atendimento online. “O objetivo é aumentar a oferta de teleconsulta para tirar pacientes do front dos hospitais. Além de diminuir o risco de colapso do sistema, evita que um paciente se contamine ou seja vetor de transmissão para outras pessoas”, destaca Ana Elisa Siqueira, CEO da GSC.

A rede de clínicas populares Dr.Consulta foi outra que também passou a oferecer atendimento virtual após a regulamentação. Em duas semanas, já foram abertas agendas para profissionais de 20 especialidades e feitas mais de 2 mil consultas online, segundo Renato Pelissaro, diretor de marketing e atendimento ao cliente da companhia. “A quantidade de atendimentos tem dobrado a cada três ou quatro dias. Vemos que o público da consulta virtual é predominantemente jovem e das classes A e B”, relata.

Mas há idosos que, com a ajuda de filhos e netos, também têm usado o serviço para evitar a ida a um consultório, conta Fabrícia Cristina Marques Jung, médica do Dr.Consulta. “São pessoas com doenças crônicas que precisam ser monitoradas, mas que estão com medo de sair de casa por serem do grupo de risco. Às vezes só precisam de um ajuste de tratamento, uma troca de receita. Já atendi um paciente de 85 anos e outro de 95 por videoconferência”, conta a médica, que tem feito atendimentos da própria casa.“Expulsei meu marido do escritório para ficar sozinha por causa do sigilo médico”, brinca Fabrícia.

Há jovens que, mesmo sem estar no grupo de risco, procuram atendimento online para preservar parentes idosos. “Moro com minha mãe, que é idosa, e com meu irmão, que tem problema respiratório. Estava há três dias com sintomas de sinusite, mas não queria ir ao pronto-socorro para não correr risco de me contaminar e trazer o vírus para casa”, conta o gerente de recrutamento e seleção Renan de Carlos Sertorio, de 30 anos, que buscou o atendimento online da Care Plus.

“No começo fiquei meio receoso porque não sabia como o médico poderia me examinar a distância. Mas ele fez perguntas muito precisas, me passou alguns medicamentos e agora estou 100%”, relata.

As prescrições dos medicamentos feitas em consulta virtual são enviadas geralmente por e-mail, com assinatura do médico certificada digitalmente. Todas as informações devem ser registradas em um prontuário eletrônico.

Atraso na regulamentação traz insegurança a médicos e pacientes, diz especialista
A falta de uma regulamentação prévia para a telemedicina traz agora insegurança para a prática no Brasil, segundo Antonio Carlos Endrigo, diretor de tecnologia da informação da Associação Paulista de Medicina (APM). “A última resolução do CFM sobre telemedicina é de 2002. Desde então, a tecnologia deu um salto brutal, mas, por causa do conservadorismo dos conselhos, não avançamos. A portaria do ministério veio em boa hora, mas, como não tínhamos normas prévias, os médicos estão perdidos em como se adaptar”, diz.

“Eles estão usando o que têm à mão para fazer os atendimentos, como whatsapp ou skype, mas essa não é a melhor forma de garantir a privacidade dos dados. Se já tivéssemos regulamentação, os médicos estariam melhor preparados”, ressalta.

CFM não dá prazo para divulgar nova proposta de regulamentação
Procurado para comentar a demora em editar regulamentação para a prática, o CFM afirmou que concluiu em fevereiro a consulta pública para atualizar a resolução de 2002 e que uma comissão especial foi criada para analisar as sugestões e encaminhar a minuta da nova resolução para análise do plenário do conselho. O órgão não deu previsão de quando o documento será concluído e publicado.

Vale lembrar que o CFM chegou a publicar em fevereiro de 2019 uma resolução que atualizava as regras de atendimento a distância no Brasil, mas teve de revogar a norma semanas depois por críticas recebidas de parte dos conselhos regionais, que alegavam não ter sido incluídos no processo de discussão.

Além da portaria do Ministério da Saúde que regulamentou em caráter extraordinário a prática, o Congresso aprovou, na última semana, projeto de lei sobre o assunto, que aguarda sanção presidencial. O texto, porém, também limita a validade das regras ao período que durar a pandemia. Passado o surto, o tema volta a ser de regulação exclusiva do CFM.

Brasil pede a Índia apoio para que garanta fornecimento de insumos farmacêuticos

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O presidente Jair Bolsonaro pediu hoje (4), ao primeiro-ministro Índia, Narendra Modi, o apoio do governo indiano para que o Brasil continue recebendo os produtos farmacêuticos necessários à produção da hidroxicloroquina.

Indicada para o tratamento e prevenção da malária e de outras doenças, como o lúpus, a hidroxicloroquina vem sendo testada em pacientes com o novo coronavírus em vários países, inclusive no Brasil.

Importante produtora de insumos para remédios e principal fornecedora mundial de medicamentos genéricos, a Índia restringiu a exportação de ingredientes farmacêuticos em meio à crise que motivou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar pandemia.

”Neste sábado, em contato com o primeiro-ministro da Índia, solicitei apoio na continuidade do fornecimento de insumos farmacêuticos para a produção da hidroxicloroquina”, escreveu o presidente no seu perfil pessoal no twitter. ”Não mediremos esforços para salvar vidas”, acrescentou.

Também no Twitter, o primeiro-ministro indiano afirmou ter tido uma ”conversa produtiva” com Bolsonaro sobre “como Índia e Brasil podem unir forças contra a pandemia de covid-19″. Modi também revelou que, mais cedo, conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. ”Tivemos uma boa discussão e concordamos que Índia e Estados Unidos devem unir suas forças para combater à covid-19.”

Na semana passada, o governo federal zerou o imposto de importação cobrado de medicamentos como a cloroquina – e seu derivado, a hidroxicloroquina – e a azitromicina para uso exclusivo em hospitais, em casos de pacientes em estado crítico, com o objetivo de facilitar o combate da doença.

Até a tarde desta sexta-feira (3), o Brasil já registrava 9.056 casos confirmados da doença e 359 mortes, segundo o Ministério da Saúde. Em todo o mundo, até esta manhã, a doença já matou a 60.887 pessoas, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkin.

Repatriação

Durante a teleconferência, Bolsonaro estava acompanhado de assessores e do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também participou da conversa. Bolsonaro e Araújo também comentaram, entre si, das medidas de ajuda aos brasileiros retidos em outro países devido à crise do novo coronavírus. Da Agência Brasil

Mais cedo, o presidente já tinha compartilhado em sua conta pessoal no Twitter um vídeo divulgado há alguns dias, no qual brasileiros prestes a embarcar em voos disponibilizados pelo governo brasileiro agradecem o auxílio do Itamaraty para que pudessem regressar ao Brasil.

“O Itamaraty tem agido para trazer [de volta ao país] milhares de brasileiros que ficaram isolados em outros países”, escreveu o presidente.

Também no Twitter, o chanceler brasileiro agradeceu o reconhecimento presidencial ao trabalho dos servidores do Itamaraty. ”Prosseguimos com total empenho no esforço de repatriação e em todas as tarefas que o senhor nos confiar em benefício dos brasileiros.”

De acordo com a assessoria do ministério, até ontem (3), cerca de 10.500 pessoas já tinham sido repatriadas com a ajuda dos servidores de embaixadas e consulados brasileiros.

O Itamaraty vem pedindo aos brasileiros que residem em outros países ou foram surpreendidos durante viagem ao exterior que mantenham-se informados das ações de ajuda por meio dos sites e das páginas oficiais que as embaixadas e consulados mantém em redes sociais.

Brasileiros que precisem de ajuda no exterior devem preencher o formulário disponível neste link. Já os telefones de emergência das embaixadas e consulados podem ser consultados no portal consular.

Aprovação do Ministério da Saúde sobe e é mais que o dobro da de Bolsonaro, diz pesquisa

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Mandetta se destaca Foto: Isac Nóbrega

A aprovação da condução da crise do novo coronavírus pelo Ministério da Saúde disparou, e já é mais do que o dobro da registrada por Jair Bolsonaro. Governadores e prefeitos também têm avaliação superior à do presidente.

É o que revela pesquisa do Datafolha feita de quarta (1º) até esta sexta (3). O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos.

Na rodada anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Luiz Henrique Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde.

Já o presidente viu sua reprovação na emergência sanitária subir de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

Nessas duas semanas entre as pesquisas, Bolsonaro antagonizou-se com Mandetta em diversas ocasiões. Contrariando a recomendação internacional seguida pelo ministro, insistiu que o isolamento social não é medida salutar para conter o contágio do Sars-CoV-2.

Chegou a fazer pronunciamento em rede nacional na semana passada para fazer a defesa da abertura do comércio e foi pessoalmente visitar ambulantes no entorno de Brasília. Após uma tentativa de enquadramento por parte da ala militar do governo, modulou seu discurso e fez nova fala, na terça (31), mais ponderada.

Na quinta (2), contudo, voltou a criticar Mandetta em entrevista. Durante o período, panelaços contra o presidente se tornaram frequentes em grandes cidades, o que se espelha na sua reprovação mais alta em regiões metropolitanas: 46% de ruim ou péssimo.

Bolsonaro é mais mal avaliado por mulheres (43% de reprovação), pessoas com curso superior (50%) e mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 46%).

A erosão entre instruídos e mais abastados, antes bases bolsonaristas, manteve o padrão da pesquisa anterior. Jovens (16 a 24 anos, 45% de ruim/péssimo) e ouvidos de 25 a 34 anos (47%) são os que mais o rejeitam. A aprovação geral, ainda que não seja comparável metodologicamente a pesquisas presenciais anteriores, vai em linha com o suporte geral do presidente no eleitorado.

A sucessão de ordens e contraordens na gestão da crise cobra um preço. Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus. Pensam o contrário 40%.

O Datafolha voltou a aferir a aprovação de governadores e incluiu a de prefeitos nesta pesquisa. O presidente está em pé de guerra com os chefes estaduais desde que a crise eclodiu, e ameaça baixar um decreto para romper o fechamento do comércio em locais como São Paulo.

Aprovam a gestão de seus governadores 58% dos brasileiros, ante 54% da rodada anterior. Os reprovam os mesmos 16% e a avaliação regular caiu de 28% para 23%. Já os prefeitos recebem ótimo e bom e 50%, 25% de regular e 22% de ruim e péssimo.

A rejeição ao trabalho de Bolsonaro subiu mais entre moradores do Sudeste (de 34% para 41%) e no Norte/Centro-Oeste (24% para 34%) —neste caso, é notável a dissidência de um expoente da região, o governador goiano Ronaldo Caiado (DEM), que rompeu com Bolsonaro na semana passada.

Ainda assim, essa região é a que melhor avalia (41% de ótimo/bom) o presidente, juntamente com o Sul (39%), onde um governante aliado, Comandante Moisés (PSL-SC), também deixou as hostes bolsonaristas.

O Nordeste se cristaliza como um centro de rejeição ao presidente nesta crise, com a maior taxa de ruim e péssimo, 42%. Também por lá acham que Bolsonaro mais atrapalha a gestão 57%.

Já as avaliações do desempenho dos governadores se mantiveram alinhadas à tendência apontada há duas semanas, com o Nordeste (64%) e o Norte/Centro-Oeste (61%) liderando o índice de satisfação.

Entre prefeitos, os da região Sul recebem ótimo ou bom de 58% de seus moradores, ante 48% do Sudeste, 53% do Nordeste e 44%, do Norte/Centro-Oeste. A maior insatisfação é nesta última região, 24%, empatada com os 23% do Sudeste.

O embate entre governadores e o Planalto teve na altercação entre João Doria (PSDB-SP) e Bolsonaro, na semana passada, um ponto alto. O tucano, que é presidenciável para 2022, tem buscado estabelecer diferenças de condução da crise em relação ao mandatário máximo.

Ele chegou a recomendar que os brasileiros não seguissem as orientações do presidente sobre o isolamento social, e lançou uma campanha pedindo para os moradores ficarem em casa. Segundo o Datafolha, 57% dos entrevistados concordam com Doria, ante 32% que acham que ele está errado e 11%, que não sabem.

A maior aprovação à frase do tucano vem do Nordeste (65%), dos jovens de 16 a 24 anos (66%) e dos mais ricos e instruídos (64%). Já ficam mais do lado de Bolsonaro, ainda que minoritários, homens (38%) e quem ganha de 5 a 10 salários mínimos (39%).

Por fim, outra novidade da pesquisa foi a inclusão da avalição do Ministério da Economia, cujas medidas são fundamentais para atacar o flanco da crise econômica que se antevê com o coronavírus.

A maioria dos ouvidos considera o trabalho da equipe de Paulo Guedes ou bom e ótimo (37%) ou regular (38%). Para 20%, ele é ruim ou péssimo. A maior aprovação vem de empresários (43%), e a pior, de funcionários públicos (27%).

Acham a condução, que tem redundado em diversos conflitos entre a pasta e o Congresso sobre a velocidade da implementação das medidas, mais regular estudantes (55%) e trabalhadores assalariados sem registro (49%).

PESQUISA FOI FEITA POR TELEFONE PARA EVITAR CONTATO

A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia das pesquisas presenciais feitas nas ruas ou nos domicílios.

Por isso, apesar de aproximadamente 90% dos brasileiros possuírem acesso pelo menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais, por exemplo.

O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos. Além disso, torna mais difícil o contato com os que não podem atender ligações durante determinados períodos do dia, especialmente os de estratos de baixa classificação econômica.

Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela.

Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, feita dessa forma para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar.

Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários de suas casas através de central telefônica remota.

Os limites impostos pela técnica telefônica não prejudicam as conclusões pela amplitude dos resultados apurados e pelos cuidados adotados.

Foram entrevistados 1.511 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de três pontos percentuais. A coleta de dados aconteceu do dia 1º ao dia 3 de abril de 2020.

Datafolha: Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus

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Mais da metade dos brasileiros (51%) julga que o presidente Jair Bolsonaro mais tem atrapalhado do que ajudado durante a crise do coronavírus. É o que revela a pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira, 3, que entrevistou 1.511 pessoas, por telefone, entre 1º de abril e hoje. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais.

A pesquisa também avaliou a gestão dos governadores brasileiros. Os que aprovam as gestões dos chefes dos Executivos estaduais são 58% ante 55% na pesquisa anterior, feita entre 18 e 20 de março. Os que reprovam as gestões dos governadores são os mesmos 16% da pesquisa anterior e os que avaliam o trabalho de seus governadores como regular são 23% agora ante 28% na última rodada. As gestões estaduais mais bem avaliadas são as do Nordeste (64% de aprovação), do Norte e do Centro-Oeste (61% de aprovação nas duas regiões).

De acordo com o Datafolha, 57% dos entrevistados consideram que a campanha do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) para que as pessoas fiquem em casa é correta, enquanto 32% entendem as orientações do governador como erradas. 11% não sabem.

A campanha do tucano é mais aprovada entre os moradores do Nordeste (65%), entre jovens dos 16 aos 24 anos de idade (66%) e entre os mais ricos e instruídos (64%). As gestões municipais foram avaliadas como ótimas ou boas por 50%, enquanto 25% consideraram regulares e 22% ruins ou péssimas.

Em presídio, detentas confeccionando máscaras para proteção contra coronavírus

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A meta é ampliar para 20 detentas no trabalho. Foto: Reprodução

O ateliê de costura da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, no Rio de Janeiro, está confeccionando máscaras para proteção contra o novo coronavírus (covid-19). Atualmente, 16 detentas trabalham no setor, em troca de redução da pena e, normalmente, elas fazem uniformes escolares e médicos.

O trabalho com as máscaras começou no sábado (28), resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda e a de Administração Penitenciária, com a Fundação Santa Cabrini, que faz a gestão da mão de obra prisional. A meta é ampliar para 20 detentas no trabalho e confeccionar 30 mil máscaras.

Segundo o governo do estado, a princípio as máscaras serão destinadas aos agentes da área de segurança, mas a produção pode ser ampliada para atender outros setores, como o da Saúde.

A diretora da penitenciária, Silvana Silvino, disse que ainda não é possível calcular o tempo necessário para a confecção das 30 mil unidades porque o material utilizado – tecido não tecido (TNT) – não faz parte da rotina do ateliê.

A coordenadora de mão de obra prisional, Márcia Castro, explicou que as máscaras da Talavera Bruce estão sendo confeccionadas com TNT dobrado e são higienizadas antes de serem embaladas.

”Hoje nós temos 16 internas trabalhando conosco e pretendemos colocar mais algumas. O processo se inicia na mesa de corte e depois vem para as máquinas retas, onde são feitas com TNT dobrado, para que haja mais proteção. Aí, elas recebem costura da máquina reta e depois o clipe e o elástico. A gente finaliza com a limpeza das mesmas e embalagem”, disse.

As máscaras cirúrgicas não filtrantes descartáveis disponíveis no mercado médico são feitas com TNT duplo ou triplo 100% polipropileno.

Brasil tem 201 mortes por coronavírus, segundo boletim divulgado pelo Ministério da saúde

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O Brasil registrou nesta terça-feira (31), em plataforma do Ministério da Saúde, 5.717 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número mostra 1.138 novas confirmações em relação à última atualização, feita na segunda, dos dados da pandemia no País. As mortes pela doença chegam a 201, com aumento de 42 óbitos em relação à última contagem. A taxa de mortalidade da doença continua em 3,5%.

Para conter o avanço da pandemia, o Ministério da Saúde orienta que a população siga em isolamento social, diminuindo assim o ritmo de contágio do vírus e evitando que o sistema de saúde se sobrecarregue. A medida vai na mesma direção que o recomendado por especialistas e pela Organização Mundial da Saúde.

As autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também afirmaram hoje que as medidas de isolamento social são as mais adequadas para reduzir o avanço da pandemia do novo coronavírus, que já atinge 823 mil pessoas em 177 países, com 39 mil mortes.

Na contramão dessas recomendações e contrariando governadores, o presidente Jair Bolsonaro defende que a população volte ao trabalho mesmo durante medidas de isolamento social. Questionado na manhã de hoje sobre declarações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defensor das medidas de isolamento social, Bolsonaro estimulou apoiadores a hostilizarem a imprensa e mandou repórteres ficarem quietos. Jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio da Alvorada se retiraram de entrevista concedida pelo presidente.