Denúncias de violência contra a mulher somam 105,6 mil em 2020, revela o Ministério da Mulher

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O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou neste domingo (7) o balanço de dados sobre a violência contra a mulher recebidos pelos canais de denúncia do governo federal. Ao todo, em 2020, foram registradas 105.671 denúncias de violência contra a mulher, tanto do Ligue 180 (central de atendimento à mulher) quanto do Disque 100 (direitos humanos).

Do total de registros, 72% (75.753 denúncias) são referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher, informou a pasta. De acordo com a Lei Maria da Penha, esse tipo de violência é caracterizado pela ação ou omissão que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico da mulher. Ainda estão na lista danos morais ou patrimoniais a mulheres.

O restante das denúncias, que somam 29.919 (28%), refere-se à violação de direitos civis e políticos, que incluem, por exemplo, condição análoga à escravidão, tráfico de pessoas e cárcere privado. Também estão relacionadas à liberdade de religião e crença e o acesso a direitos sociais como saúde, educação, cultura e segurança.

As informações estão disponíveis no painel de dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que foi detalhado durante a coletiva de imprensa para anunciar os dados de 2020. A plataforma interativa permite cruzar diversos dados sobre o tipo de violência denunciada, o perfil socioeconômico da vítima, informações sobre o perfil dos agressores, incluindo filtros por estados, municípios, ano e mês de registro, por exemplo.

“Quem não conhece o problema não pode propor solução. É para isso que esse painel veio, para propor solução conhecendo o problema”, disse a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves.

”Esse banco de dados é uma fonte poderosa de informação para subsidiar políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, por exemplo”, disse Rodrigo Capez, juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

As denúncias de violências contra a mulher em 2020 representam cerca de 30,2% do total de 349.850 denúncias realizadas no Disque 100 e no Ligue 180.

Canais

Os canais, coordenados pela Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do MMFDH, recebem denúncias de violações a diversos grupos vulneráveis, como crianças e adolescentes, pessoas idosas e com deficiência.

A maioria das denúncias tem como vítimas mulheres declaradas como de cor parda de 35 a 39 anos. O perfil médio das mulheres que sofrem violência de acordo com os registros dos canais de denúncias ainda aponta que elas têm principalmente ensino médio completo e renda de até um salário mínimo. Já em relação aos suspeitos, o perfil mais comum é o de homens brancos com idade entre 35 e 39 anos.

Como o preenchimento desses dados não é obrigatório durante a realização da denúncia, o perfil médio das vítimas considera apenas aqueles itens em que as denúncias tiveram essas informações prestadas.

Na avaliação da ministra Damares Alves, os dados do ano passado mostram uma queda no volume de ligações, que ela atribui ao fato de crianças e adolescentes estarem fora das escolas e creches, no contexto da pandemia.

”Os nossos telefones tocaram, em 2020, 3,5 milhões de vezes. Em 2019, passou de quatro milhões. Por que a gente diminui esse número? Porque as crianças não estão na escola, não estão na creche, e um dos maiores denunciantes que temos em nossos canais de direitos humanos é a escola, o professor, o educador, a creche. Isso nos leva a acreditar que é possível que quando as crianças voltarem à escola, esses números vão aumentar muito”, disse.

Como denunciar

Gratuitos, o Disque 100 e o Ligue 180 são serviços para denúncias de violações de direitos humanos e de violência contra a mulher, respectivamente. Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia pelos serviços, que funcionam 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. Além de cadastrar e encaminhar os casos aos órgãos competentes, a Ouvidoria recebe reclamações, sugestões ou elogios sobre o funcionamento dos serviços de atendimento. De acordo com o ouvidor Nacional de Direitos Humanos, Fernando Ferreira, 98% das ligações são atendidas em cerca de 50 segundos. Da Agência Brasil

”Bolsocaro’: vídeo sobre o aumento de preços no Brasil com imagem do presidente viraliza nas redes sociais

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”Todo dia é dia de preço alto no Brasil do Bolsonaro”. É com essa frase que um grupo anônimo fez viralizar nas redes sociais o vídeo da campanha #Bolsocaro. A peça critica a inflação de itens comuns no dia a dia do brasileiro, como carne, batata, gasolina e gás de cozinha, após a eleição do presidente Jair Bolsonaro.

O vídeo já foi compartilhado por artistas e políticos, como Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL).

A campanha se popularizou nas redes sociais menos de 24hs após a viralização de outro vídeo com críticas ao presidente: o ”Custo Bolsonaro”, que citava o “prejuízo incalculável” de Bolsonaro ao Brasil. “O custo Bolsonaro é a fuga dos investidores internacionais. E não dá para culpá-los. Pense bem: você confiaria seu dinheiro a essa equipe? Custo Bolsonaro é ter a Damares falando na ONU e Guedes fora da OCDE”, diz trecho do primeiro vídeo.

Houve aumento de fato?

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou no mês passado a previsão para a inflação dos alimentos em 2021. O instituto corrigiu a projeção de 3% para 4,4% a alta nos preços da categoria, segundo carta de conjuntura divulgada em 23 de fevereiro.

Brasil registra 1.786 mortes por Covid em 24 h; média móvel de óbitos bate recorde pelo 6º dia

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O Brasil registrou 1.786 mortes pela Covid-19, nesta quinta-feira (4). Pelo 6º dia consecutivo, o Brasil bateu o recorde de média móvel de óbitos, 1.361.

Nesta quinta, o país completa 43 dias com média móvel de mortes acima de 1.000. O recorde anterior da média é de 1.332. O número de mortes registrado nesta quinta é o segundo mais elevado, atrás somente dos óbitos da última quarta (3), 1.840.

O alto número de mortes é acompanhado por alta contaminação. Foram registrados 74.285, terceiro maior número de toda a pandemia, atrás apenas das 74.376 infecções registradas na última quarta e ao recorde do dia 8 de janeiro, com 84.977 infecções, no qual ocorreu uma revisão de dados do Paraná que elevou artificialmente o dado geral de casos do país.

Dessa forma, o total de mortes chegou a 261.188 e o de casos a 10.796.506, desde o início da pandemia. O Brasil enfrenta o pior momento da pandemia, com situações críticas em todas as regiões do país e até mesmo colapsos em algumas áreas. Os níveis de ocupação de UTIs estão acima de 90% em diversas capitais.

Em nota técnica nesta semana, a Fiocruz alertou sobre o grave e inédito momento do país na pandemia. “Pela primeira vez desde o início da pandemia, verifica-se em todo o país o agravamento simultâneo de diversos indicadores, como o crescimento do número de casos e de óbitos, a manutenção de níveis altos de incidência de Srag [Síndrome Respiratória Aguda Grave], a alta positividade de testes e a sobrecarga dos hospitais”.

Segundo o boletim, ”os dados são muito preocupantes, mas cabe sublinhar que são somente a ‘ponta do iceberg”.

O consórcio de imprensa também atualizou informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 26 estados e o Distrito Federal. O processo de imunização no país avança lentamente ao mesmo tempo em que a pandemia piora.

Foram aplicadas no total 10.135.419 doses de vacina (7.671.525 da primeira dose e 2.463.894 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

As vacinas disponíveis no Brasil são a Coronavac, do Butantan e da farmacêutica Sinovac, e a Covishield, imunizante da Fiocruz desenvolvido pela parceria entre a Universidade de Oxford e a AstraZeneca. A vacina da Pfizer tem o registro definitivo, mas ainda não está disponível no país.

O consórcio de veículos de imprensa foi criado em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes.

*Folhapress

Governo Federal inclui trabalhadores da educação no grupo prioritário de vacinação contra a covid

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O governo Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter incluído trabalhadores da área de educação na lista dos serviços essenciais e que vão fazer parte do grupo prioritário de vacinação contra Covid-19 no país. O documento foi encaminhado à Corte na noite de terça (2).

Em Nota Informativa, a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, disse entender que o ambiente de escolas e universidades são potenciais na exposição à infecção por Covid.

”É importante promover a proteção dos trabalhadores da educação, principalmente em um contexto de retomada das atividades. No entanto, sua priorização não deve se dar em detrimento dos grupos de maior risco de agravar e morrer pela doença. Impende destacar ainda que os trabalhadores da educação que estiverem dentro de algumas das condições de risco agravantes da covid-19 serão priorizados nos respectivos grupos característicos”, destacou.

Governo federal decide comprar vacinas Pfizer e Johnson; quantidade de doses será definida

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O governo federal, através do Ministério da Saúde, decidiu na tarde de hoje (3), assinar contratos para compra das vacinas produzidas pelos laboratórios Pfizer e Johnson. A elaboração dos contratos estão em curso e as assinaturas devem acontecer até o ínicio da próxima semana. A quantidade de doses a ser comprada de cada laboratório ainda será definida.

Segundo fontes ligadas à pasta da saúde, com a Pfizer estão sendo negociadas 100 milhões de doses a serem entregues em lotes até o final do ano. Não há informações das quantidades negociadas com a Johnson.

A vacina da Pfizer é a única que tem registro definitivo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já a da Janssen recebeu aprovação apenas de autoridades sanitárias de outros países. O governo vinha resistindo à compra de vacinas da Pfizer em razão de cláusulas contratuais impostas pelo labortatório em que a Pfizer não se responsabiliza por eventuais efeitos colaterais da vacina.

Pesquisa: 39% dos brasileiros avaliam governo de Jair Bolsonaro como ”ruim” ou ”péssimo”

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Pesquisa de avaliação foi feita pelo Ipec. Foto: Clauber Cleber Caetano

O número de brasileiros que avalia o governo de Jair Bolsonaro de maneira negativa é maior do que os que o vêem de um modo positivo, segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

Segundo uma pesquisa feita pelo Ipec – o recém-criado instituto que sucede o extinto Ibope Inteligência – apenas 9% dos brasileiros avaliam como ‘ótimo’ o governo, enquanto 19% o consideram ”bom”.

No outro campo, 30% acham o govenro ”péssimo” e 9% o entendem como ”ruim”. Um total de 31% consideram o govenro Bolsonaro ”regular” — ou seja, é esse grupo que governo e oposição vai tentar varregar para si nas eleições de 2022.

A pesquisa inédita foi feita entre os dias 19 e 23 de fevereiro com 2.002 pessoas de todos os estados do país.

Frente Nacional de Prefeitos cobra cronograma para vacinação e critica decreto de Bolsonaro sobre armas

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Entidade tem como presidente Jonas Donizette. Foto: FNP

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) cobrou, nesta terça-feira (16/2), um cronograma com prazos e metas estabelecidos por grupos para a vacinação contra a Covid-19 e criticou o decreto editado pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (12/2), que flexibiliza a aquisição de armas e munições.

”É urgente que o país tenha um cronograma com prazos e metas estipulados para a vacinação de cada grupo: por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais etc. Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população”, diz a nota da FNP.

Os prefeitos destacaram que este não é o momento de debate da pauta de costumes ou regramento sobre aquisição de armas e munições.

A entidade diz que solicitou, no dia (14) de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de 130 governantes das médias e grandes cidades do país, encontros para o acompanhamento das imunizações no país.

Segundo a FNP, na ocasião, ficou acordado reuniões a cada 10 dias entre o ministro e a comissão de prefeitos, mas, ”passados mais de 30 dias, nenhum agendamento foi feito”.

”Os sucessivos equívocos do governo federal na coordenação do enfrentamento à Covid-19, e também na condução do Plano Nacional de Imunizações, estão diretamente ligados à escassez e à falta de doses de vacinas em cidades de todo o país. Que o Brasil não soube lidar com a pandemia, não restam dúvidas, mas, prefeitas e prefeitos, que sempre solicitaram e incentivaram a organização nacional, agora exigem respostas”, diz.

Brasil já vacinou 5,28 milhões de pessoas contra Covid, diz consórcio de veículos de imprensa

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O balanço da vacinação contra o coronavírus divulgado na noite de ontem (15) pelo consórcio de veículos de imprensa mostra que 5.285.981 pessoas já receberam a primeira dose do imunizante no Brasil. Isso significa que 2,5% da população do país foi vacinada contra a Covid-19.

Além disso, a segunda dose já foi aplicada em em 256.813 pessoas (0,12% da população). No total, 5.542.794 de doses foram aplicadas na nação brasileira.

Brasil registra a maior média móvel de mortes provocadas pela Covid desde o início da pandemia

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O Brasil registrou neste domingo (14) a maior média móvel de mortes por Covid-19 de toda a pandemia do novo coronavírus: 1.105.

Até então, a maior média era de 1.097 mortes, registrada em 25 de julho de 2020, no auge da primeira onda da doença no país. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução do vírus, pois atenua números isolados que fujam do padrão.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos ao coronavírus. As informações sobre números de casos e mortes são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Nas últimas 24h, o país registrou 647 óbitos pela doença e 22.440 novas infecções por Sars-CoV-2. Com isso, totaliza 239.294 mortes e a 9.833.695 pessoas infectadas desde março do ano passado.

Nos últimos dias os registros têm sido ainda mais altos. Na quinta (11), por exemplo, foram 1.452 novas mortes em um único dia. Nos finais de semana e nas segundas-feiras, porém, é comum que os números sejam mais baixos devido aos plantões nas pastas estaduais.

Governo Bolsonaro gastou apenas 9% da verba emergencial destinada à vacinação contra Covid

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Da verba emergencial liberada para compra e desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19, apenas 9% foi utilizada pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) até o momento, o que aponta para um atraso na vacinação no país. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Bolsonaro assinou três medidas provisórias em agosto, setembro e dezembro para liberar créditos extraordinários que somam R$ 24,5 bilhões. No entanto, até a metade de fevereiro, o país gastou só R$ 2,2 bilhões de fato, segundo dados de execução orçamentária da Câmara dos Deputados (atualizados no último dia 10) e do Ministério da Saúde.

Segundo a reportagem, o cálculo não inclui os pagamentos feitos nesta semana pelas doses de Coronavac, do Instituto Butantan, porque o Ministério da Saúde não informou de onde saiu o dinheiro e ainda não há registros do gasto nos sistemas de execução orçamentária consultados pela reportagem.

O Secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, utilizou as redes sociais, na manhã de hoje (13), para alertar que a vacinação no país caminha a passos ”muito lentos”. Segundo ele, a população ”está sendo enganada pela falsa sensação de uma vacinação arrastada”.

Jair Bolsonaro altera decretos para desburocratizar e ampliar acesso a armas e munições

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O presidente Jair Bolsonaro alterou quatro decretos federais com o objetivo de desburocratizar e ampliar o acesso a armas de fogo e munições no país. As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União na noite desta sexta-feira (12). Todas elas regulamentam o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.823/2003).

Uma das mudanças, no Decreto 9.845/2019, permite que profissionais com direito a porte de armas, como Forças Armadas, polícias e membros da magistratura e do Ministério Público, possam adquirir até seis armas de uso restrito. Antes, esse limite era de quatro armas.

O Decreto 9.846/2019 foi atualizado para permitir que atiradores possam adquirir até 60 armas e caçadores, até 30, sendo exigida autorização do Exército somente quando essas quantidades forem superadas. A medida também eleva a quantidade de munições que podem ser adquiridas por essas categorias, que passam a ser 2.000 para armas de uso restrito e 5.000 para armas de uso permitido.

”A justificativa para este aumento é que os calibres restritos ainda são muito utilizados pelos atiradores e caçadores, nas competições com armas longas raiadas, assim como nas atividades de caça. Um competidor facilmente realiza 500 tiros por mês, somente em treinamentos, de modo que as 1.000 unidades de munição e insumos para recarga atualmente previstas não são suficientes nem para participar do Campeonato Brasileiro, que são 10 etapas ao longo do ano”, disse o Palácio do Planalto, em nota para divulgar as mudanças.

O decreto garante aos chamados CACs, que são caçadores, atiradores e colecionadores, o direito de transportar as armas utilizadas, por exemplo, em treinamentos, exposições e competições, por qualquer itinerário entre o local da guarda e o local da realização destes eventos.

O presidente também modificou o Decreto 9.847/2019, que regulamenta o porte de arma de fogo, para permitir, por exemplo, que profissionais com armas registradas no Exército possam usá-las na aplicação dos testes necessários à emissão de laudos de capacidade técnica. A medida também estabelece, entre outras mudanças, novos parâmetros para a análise do pedido de concessão de porte de armas, ”cabendo à autoridade pública levar em consideração as circunstâncias fáticas do caso, as atividades exercidas e os critérios pessoais descritos pelo requerente, sobretudo aqueles que demonstrem risco à sua vida ou integridade física, e justificar eventual indeferimento”.

Por fim, Bolsonaro atualizou o Decreto 10.030/2019 para desclassificar alguns armamentos como Produtos Controlados pelo Exército (PCEs), dispensar da necessidade de registro no Exército para comerciantes de armas de pressão (como armas de chumbinho), a regulamentação da  atividade dos praticantes de tiro recreativo e a possibilidade da Receita Federal e dos CACs solicitarem autorização para importação de armas de fogo e munição.

O decreto ainda estabelece atribuição clara da competência do Exército para regulamentar a atividade das escolas de tiro e do instrutor de tiro desportivo, e autoriza ainda o colecionamento de armas semiautomáticas de uso restrito e automáticas com mais de 40 anos de fabricação.

”Percebe-se, assim, que o pacote de alterações dos decretos de armas compreende um conjunto de medidas que, em última análise, visam materializar o direito que as pessoas autorizadas pela lei têm à aquisição e ao porte de armas de fogo e ao exercício da atividade de colecionador, atirador e caçador, nos espaços e limites permitidos pela lei”, enfatizou o Palácio do Planalto, em nota.

Na manhã deste sábado (13), o presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para divulgar os decretos publicados no Diário Oficial da União e voltou a defender o direito de armamento das pessoas. ”Em 2005, via referendo, o povo decidiu pelo direito às armas e pela legítima defesa”, escreveu.

Fiocruz identifica variante P.1 do ”coronavírus” em mais cinco estados do Brasil

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Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) já encontraram a variante P.1 do novo coronavírus (covid-19), descrita pela primeira vez no Amazonas, em mais cinco estados: Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo, segundo nota divulgada hoje pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Casos provocados pela nova variante P.1 também já foram confirmados pelas secretarias estaduais de Saúde da Bahia, do Ceará e de Pernambuco.

Até o momento, não há dados que relacionem essa variante a quadros mais graves da covid-19, porém as mutações identificadas nela são semelhantes às das variantes encontradas no Reino Unido e na África do Sul, e têm potencial de facilitar a transmissão.

No texto divulgado hoje (12) pelo instituto, a pesquisadora Paola Cristina Resende ressalta que ”é importante lembrar que as linhagens P.1 e P.2 já foram associadas a casos de reinfecção no país. Por isso, é fundamental a continuidade das medidas de prevenção, como a utilização de máscara de proteção, a higienização frequente das mãos e evitar aglomerações”.

Em todo o país, especialistas da Rede Genômica Fiocruz integram um esforço que já sequenciou quase 3,6 mil amostras coletadas no Brasil, sendo 1.035 em São Paulo, 726 no Rio de Janeiro, 340 no Amazonas, 306 Rio Grande do Sul, 167 na Paraíba, 150 em Pernambuco e as demais em outros estados.

Um balanço desse trabalho aponta que mais de 60 linhagens do vírus já foram encontradas no país, porém predominam a B.1.1.33 e a B.1.1.28, que circulam no Brasil desde março. O surgimento de linhagens diversas é um processo comum nos vírus, e, na maior parte dos casos, as mudanças implicam pequenas diferenças no material genético.

Foi a B.1.1.28 que, após mutações, deu origem à variante P.1, encontrada no Amazonas, e à P.2, descrita pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ambas são consideradas ”variantes de preocupação” e apresentam modificações na proteína spike, estrutura do vírus que se conecta às células humanas. No caso da P.1, há três mutações relacionadas à proteína (K417N, E484K e N501Y), e, na P.2, uma mutação (E484K).

No Amazonas, a variante P.1 foi apontada como a causadora de 91% dos casos da covid-19 que tiveram seu material genético sequenciado em janeiro. A variante se tornou a dominante no estado, tomando o lugar da B.1.1.28.

De forma semelhante, a variante P.2 também tem ampliado sua presença no Rio de Janeiro, que antes tinha predomínio da B.1.1.33. A nova variante também já foi identificada em outros estados, como em Rondônia, segundo pesquisa divulgada na quarta-feira (10) por pesquisadores da Fiocruz no estado.

Entre os objetivos dos pesquisadores estão entender a dispersão das linhagens do coronavírus no território nacional e identificar se as mutações recém descritas podem afetar a resposta induzida pelas vacinas.

Em nota publicada na quarta-feira pela Fiocruz Rondônia, o infectologista Juan Miguel Villalobos-Salcedo destacou a necessidade de conter a circulação do vírus. ”Quanto mais casos ativos tivermos em uma população, mais chances nós temos de propagar a doença e, consequentemente, mais possibilidades teremos de provocar novas mutações do vírus”.

Média de mortes diárias provocadas pelo novo coronavírus é maior que 1 mil no Brasil

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A média de mortes diárias por Covid-19 no Brasil já ultrapassa os 1 mil casos há 17 dias. No total são  231.069 óbitos e 9.492.725 casos por Covid-19 desde o início da pandemia. Os dados são levantados por consórcio de veículos de imprensa.

Nas últimas 24 horas, o país registrou  942 mortes. Em oito estados os números de óbitos apresentam crescimento, são eles: PR, AC, PA, RR, BA, CE, MA e PI. Os dados são coletados junto às secretarias de saúde dos estados por consórcio formado pelos veículos G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL

Brasil contabiliza 225.159 mortes e 9.230.865 contaminações por Covid-19, diz consórcio

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O Brasil contabiliza 225.159 óbitos e 9.230.865 contaminações em decorrência da Covid-19, de acordo com boletim das 13h divulgado hoje (2) pelo consórcio de veículos de imprensa – formado por O Globo, Extra, G1, Folha de S.Paulo, Uol e O Estado de S. Paulo.

Ontem (1º), às 20h, o balanço indicou 225.143 mortes confirmadas, sendo 609 em 24 horas. Desde então, só Mato Grosso do Sul atualizou seus dados. A variação da média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de +10% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando estabilidade nos óbitos por coronavírus.

Dos estados do país, dez e o DF estão com alta nas mortes: PR, DF, GO, MT, AC, AM, PA, RO, RR, CE e MA. Já os registros na Bahia e outros 10 estados alcançaram estabilidade. E cinco (RS, SC, TO, RN e SE) apresentam queda no número de óbitos.