Aprovação do Ministério da Saúde sobe e é mais que o dobro da de Bolsonaro, diz pesquisa

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Mandetta se destaca Foto: Isac Nóbrega

A aprovação da condução da crise do novo coronavírus pelo Ministério da Saúde disparou, e já é mais do que o dobro da registrada por Jair Bolsonaro. Governadores e prefeitos também têm avaliação superior à do presidente.

É o que revela pesquisa do Datafolha feita de quarta (1º) até esta sexta (3). O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos.

Na rodada anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Luiz Henrique Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde.

Já o presidente viu sua reprovação na emergência sanitária subir de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

Nessas duas semanas entre as pesquisas, Bolsonaro antagonizou-se com Mandetta em diversas ocasiões. Contrariando a recomendação internacional seguida pelo ministro, insistiu que o isolamento social não é medida salutar para conter o contágio do Sars-CoV-2.

Chegou a fazer pronunciamento em rede nacional na semana passada para fazer a defesa da abertura do comércio e foi pessoalmente visitar ambulantes no entorno de Brasília. Após uma tentativa de enquadramento por parte da ala militar do governo, modulou seu discurso e fez nova fala, na terça (31), mais ponderada.

Na quinta (2), contudo, voltou a criticar Mandetta em entrevista. Durante o período, panelaços contra o presidente se tornaram frequentes em grandes cidades, o que se espelha na sua reprovação mais alta em regiões metropolitanas: 46% de ruim ou péssimo.

Bolsonaro é mais mal avaliado por mulheres (43% de reprovação), pessoas com curso superior (50%) e mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 46%).

A erosão entre instruídos e mais abastados, antes bases bolsonaristas, manteve o padrão da pesquisa anterior. Jovens (16 a 24 anos, 45% de ruim/péssimo) e ouvidos de 25 a 34 anos (47%) são os que mais o rejeitam. A aprovação geral, ainda que não seja comparável metodologicamente a pesquisas presenciais anteriores, vai em linha com o suporte geral do presidente no eleitorado.

A sucessão de ordens e contraordens na gestão da crise cobra um preço. Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus. Pensam o contrário 40%.

O Datafolha voltou a aferir a aprovação de governadores e incluiu a de prefeitos nesta pesquisa. O presidente está em pé de guerra com os chefes estaduais desde que a crise eclodiu, e ameaça baixar um decreto para romper o fechamento do comércio em locais como São Paulo.

Aprovam a gestão de seus governadores 58% dos brasileiros, ante 54% da rodada anterior. Os reprovam os mesmos 16% e a avaliação regular caiu de 28% para 23%. Já os prefeitos recebem ótimo e bom e 50%, 25% de regular e 22% de ruim e péssimo.

A rejeição ao trabalho de Bolsonaro subiu mais entre moradores do Sudeste (de 34% para 41%) e no Norte/Centro-Oeste (24% para 34%) —neste caso, é notável a dissidência de um expoente da região, o governador goiano Ronaldo Caiado (DEM), que rompeu com Bolsonaro na semana passada.

Ainda assim, essa região é a que melhor avalia (41% de ótimo/bom) o presidente, juntamente com o Sul (39%), onde um governante aliado, Comandante Moisés (PSL-SC), também deixou as hostes bolsonaristas.

O Nordeste se cristaliza como um centro de rejeição ao presidente nesta crise, com a maior taxa de ruim e péssimo, 42%. Também por lá acham que Bolsonaro mais atrapalha a gestão 57%.

Já as avaliações do desempenho dos governadores se mantiveram alinhadas à tendência apontada há duas semanas, com o Nordeste (64%) e o Norte/Centro-Oeste (61%) liderando o índice de satisfação.

Entre prefeitos, os da região Sul recebem ótimo ou bom de 58% de seus moradores, ante 48% do Sudeste, 53% do Nordeste e 44%, do Norte/Centro-Oeste. A maior insatisfação é nesta última região, 24%, empatada com os 23% do Sudeste.

O embate entre governadores e o Planalto teve na altercação entre João Doria (PSDB-SP) e Bolsonaro, na semana passada, um ponto alto. O tucano, que é presidenciável para 2022, tem buscado estabelecer diferenças de condução da crise em relação ao mandatário máximo.

Ele chegou a recomendar que os brasileiros não seguissem as orientações do presidente sobre o isolamento social, e lançou uma campanha pedindo para os moradores ficarem em casa. Segundo o Datafolha, 57% dos entrevistados concordam com Doria, ante 32% que acham que ele está errado e 11%, que não sabem.

A maior aprovação à frase do tucano vem do Nordeste (65%), dos jovens de 16 a 24 anos (66%) e dos mais ricos e instruídos (64%). Já ficam mais do lado de Bolsonaro, ainda que minoritários, homens (38%) e quem ganha de 5 a 10 salários mínimos (39%).

Por fim, outra novidade da pesquisa foi a inclusão da avalição do Ministério da Economia, cujas medidas são fundamentais para atacar o flanco da crise econômica que se antevê com o coronavírus.

A maioria dos ouvidos considera o trabalho da equipe de Paulo Guedes ou bom e ótimo (37%) ou regular (38%). Para 20%, ele é ruim ou péssimo. A maior aprovação vem de empresários (43%), e a pior, de funcionários públicos (27%).

Acham a condução, que tem redundado em diversos conflitos entre a pasta e o Congresso sobre a velocidade da implementação das medidas, mais regular estudantes (55%) e trabalhadores assalariados sem registro (49%).

PESQUISA FOI FEITA POR TELEFONE PARA EVITAR CONTATO

A pesquisa telefônica, utilizada neste estudo, procura representar o total da população adulta do país, mas não se compara à eficácia das pesquisas presenciais feitas nas ruas ou nos domicílios.

Por isso, apesar de aproximadamente 90% dos brasileiros possuírem acesso pelo menos à telefonia celular, o Datafolha não adota o método em pesquisas eleitorais, por exemplo.

O método telefônico exige questionários rápidos, sem utilização de estímulos visuais, como cartão com nomes de candidatos. Além disso, torna mais difícil o contato com os que não podem atender ligações durante determinados períodos do dia, especialmente os de estratos de baixa classificação econômica.

Assim, mesmo com a distribuição da amostra seguindo cotas de sexo e idade dentro de cada macrorregião, e da posterior ponderação dos resultados segundo escolaridade, os dados devem ser analisados com alguma cautela.

Na pesquisa divulgada nesta sexta-feira, feita dessa forma para evitar o contato pessoal entre pesquisadores e respondentes, o Datafolha adotou as recomendações técnicas necessárias para que os resultados se aproximem ao máximo do universo que se pretende representar.

Todos os profissionais do Datafolha trabalharam em casa, incluídos os entrevistadores, que aplicaram os questionários de suas casas através de central telefônica remota.

Os limites impostos pela técnica telefônica não prejudicam as conclusões pela amplitude dos resultados apurados e pelos cuidados adotados.

Foram entrevistados 1.511 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de três pontos percentuais. A coleta de dados aconteceu do dia 1º ao dia 3 de abril de 2020.

Datafolha: Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus

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Mais da metade dos brasileiros (51%) julga que o presidente Jair Bolsonaro mais tem atrapalhado do que ajudado durante a crise do coronavírus. É o que revela a pesquisa Datafolha publicada nesta sexta-feira, 3, que entrevistou 1.511 pessoas, por telefone, entre 1º de abril e hoje. A pesquisa tem margem de erro de três pontos percentuais.

A pesquisa também avaliou a gestão dos governadores brasileiros. Os que aprovam as gestões dos chefes dos Executivos estaduais são 58% ante 55% na pesquisa anterior, feita entre 18 e 20 de março. Os que reprovam as gestões dos governadores são os mesmos 16% da pesquisa anterior e os que avaliam o trabalho de seus governadores como regular são 23% agora ante 28% na última rodada. As gestões estaduais mais bem avaliadas são as do Nordeste (64% de aprovação), do Norte e do Centro-Oeste (61% de aprovação nas duas regiões).

De acordo com o Datafolha, 57% dos entrevistados consideram que a campanha do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) para que as pessoas fiquem em casa é correta, enquanto 32% entendem as orientações do governador como erradas. 11% não sabem.

A campanha do tucano é mais aprovada entre os moradores do Nordeste (65%), entre jovens dos 16 aos 24 anos de idade (66%) e entre os mais ricos e instruídos (64%). As gestões municipais foram avaliadas como ótimas ou boas por 50%, enquanto 25% consideraram regulares e 22% ruins ou péssimas.

Em presídio, detentas confeccionando máscaras para proteção contra coronavírus

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A meta é ampliar para 20 detentas no trabalho. Foto: Reprodução

O ateliê de costura da Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, no Rio de Janeiro, está confeccionando máscaras para proteção contra o novo coronavírus (covid-19). Atualmente, 16 detentas trabalham no setor, em troca de redução da pena e, normalmente, elas fazem uniformes escolares e médicos.

O trabalho com as máscaras começou no sábado (28), resultado da parceria entre a Secretaria de Estado de Trabalho e Renda e a de Administração Penitenciária, com a Fundação Santa Cabrini, que faz a gestão da mão de obra prisional. A meta é ampliar para 20 detentas no trabalho e confeccionar 30 mil máscaras.

Segundo o governo do estado, a princípio as máscaras serão destinadas aos agentes da área de segurança, mas a produção pode ser ampliada para atender outros setores, como o da Saúde.

A diretora da penitenciária, Silvana Silvino, disse que ainda não é possível calcular o tempo necessário para a confecção das 30 mil unidades porque o material utilizado – tecido não tecido (TNT) – não faz parte da rotina do ateliê.

A coordenadora de mão de obra prisional, Márcia Castro, explicou que as máscaras da Talavera Bruce estão sendo confeccionadas com TNT dobrado e são higienizadas antes de serem embaladas.

”Hoje nós temos 16 internas trabalhando conosco e pretendemos colocar mais algumas. O processo se inicia na mesa de corte e depois vem para as máquinas retas, onde são feitas com TNT dobrado, para que haja mais proteção. Aí, elas recebem costura da máquina reta e depois o clipe e o elástico. A gente finaliza com a limpeza das mesmas e embalagem”, disse.

As máscaras cirúrgicas não filtrantes descartáveis disponíveis no mercado médico são feitas com TNT duplo ou triplo 100% polipropileno.

Brasil tem 201 mortes por coronavírus, segundo boletim divulgado pelo Ministério da saúde

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O Brasil registrou nesta terça-feira (31), em plataforma do Ministério da Saúde, 5.717 casos confirmados da covid-19, transmitida pelo novo coronavírus. O número mostra 1.138 novas confirmações em relação à última atualização, feita na segunda, dos dados da pandemia no País. As mortes pela doença chegam a 201, com aumento de 42 óbitos em relação à última contagem. A taxa de mortalidade da doença continua em 3,5%.

Para conter o avanço da pandemia, o Ministério da Saúde orienta que a população siga em isolamento social, diminuindo assim o ritmo de contágio do vírus e evitando que o sistema de saúde se sobrecarregue. A medida vai na mesma direção que o recomendado por especialistas e pela Organização Mundial da Saúde.

As autoridades da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) também afirmaram hoje que as medidas de isolamento social são as mais adequadas para reduzir o avanço da pandemia do novo coronavírus, que já atinge 823 mil pessoas em 177 países, com 39 mil mortes.

Na contramão dessas recomendações e contrariando governadores, o presidente Jair Bolsonaro defende que a população volte ao trabalho mesmo durante medidas de isolamento social. Questionado na manhã de hoje sobre declarações do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defensor das medidas de isolamento social, Bolsonaro estimulou apoiadores a hostilizarem a imprensa e mandou repórteres ficarem quietos. Jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio da Alvorada se retiraram de entrevista concedida pelo presidente.

”Não sigam a orientação de Boslonaro sobre coronavírus”, diz governador de São Paulo

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Doria está em conflito com Jair. Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recomendou à população paulista que não siga a orientação do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) à respeito da pandemia do novo coronavírus. Bolsonaro vem, em contrariedade às recomendações médicas e orientações do seu Ministério da Saúde, defendendo a retomada das atividades e a suspensão do isolamento social como uma forma de conter o alastramento do vírus.

”Escutem e atendam às recomendações médicas, de sanitaristas e profissionais da Medicina de epidemia e infectologia. Não escutem informações que são colocadas nas redes sociais”, disse Doria, que completou se referindo a Bolsonaro: ”Neste caso, por favor, não sigam as orientações do presidente, ele não orienta corretamente a população e, lamentavelmente, não lidera o Brasil no combate ao coronavírus e na preservação da vida”.

O governador paulista reafirmou, durante a coletiva, que as medidas preventivas contra a covid-19 tomadas pelo Estado de São Paulo estão em concordância com o Ministério da Saúde. Ele ainda disse que “é impossível existir normalidade econômica ao preço da vida de milhares de brasileiros. ‘Anormal é acreditar numa economia movida pela morte de muitas pessoas”, afirmou Doria.

Bancada no Congresso

A bancada paulista no Congresso Nacional, formada por 70 deputados e três senadores, decidiu unanimemente pelo encaminhamento de R$ 219 milhões em emendas para o combate ao coronavírus em São Paulo, informou o Doria. Segundo o tucano, serão R$ 83 milhões destinados à compra de respiradores e equipamentos de proteção individual (EPIs), R$ 115 milhões para entidades de saúde públicas e privadas e R$ 21 milhões para a Prefeitura de São Paulo.

Mortes por novo coronavírus no Brasil chegam a 159, com 4.579 casos confirmados

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O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 159 nesta segunda-feira (30), segundo dados do Ministério da Saúde. Em 24 horas, 23 pessoas morreram em decorrência da Covid19. No domingo, eram 136 mortes.

Esse foi o maior número de mortes em um dia, segundo dados do governo federal. O país registra 4.579 casos confirmados da doença, de acordo com dados da plataforma do Ministério da Saúde atualizada às 16h50 desta segunda. O número representa um salto de 7,6% com relação a domingo, quando eram contabilizados 4.256 infecções.

Com relação aos casos confirmados, a mortalidade da doença é de 3,5% no país. O estado de São Paulo tem o maior número de infectados, com 1.517 casos. Na sequência aparecer o Rio de Janeiro (657), Ceará (372), Distrito Federal (312) e Minas Gerais (261).

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico anuncia R$ 2 bilhões de crédito para área da saúde

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai disponibilizar R$ 2 bilhões para as empresas do setor de saúde como apoio ao combate à propagação do novo coronavírus (covid-19). O programa de financiamento visa à ampliação imediata da oferta de leitos emergenciais e de materiais e equipamentos médicos e hospitalares. Empresas de outros setores que buscam converter suas produções em equipamentos e insumos para saúde também serão contempladas.

O presidente do banco, Gustavo Montezano, em transmissão ao vivo pelo YouTube, disse hoje (29) que o objetivo da instituição nessa linha setorial é ser rápido no repasse de recursos para enfrentar a epidemia. ”A gente acredita que as 30 empresas que temos hoje mapeadas que vão utilizar parte dos R$ 2 bilhões serão capazes de suprir a necessidade de 15 mil ventiladores, o que corresponde a 50% da necessidade do SUS para 90 dias.”

O BNDES também estima que, com os recursos do programa, a quantidade de leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) seja ampliada em 3 mil, o equivalente a mais de 10% da disponibilidade atual de leitos do SUS no país. Os monitores poderão aumentar em 5 mil – 20% da demanda do SUS para os próximos quatro meses, além da aquisição de 80 milhões de máscaras cirúrgicas, o que corresponde a 33% da necessidade do SUS nos próximos quatro meses.

O limite de crédito é de até R$ 150 milhões por empresa a cada período de seis meses, e o valor mínimo de financiamento em operações será de R$ 10 milhões. Segundo o banco de fomento, a constituição de garantias reais poderá ser flexibilizada para operações com até R$ 50 milhões em financiamento. Da Agência Brasil

Plano do Ministério da Saúde prevê escolas e universidades fechadas no mês de abril

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Medidas podem ser estendidas para maio. Foto: Marcello Casal Jr

O Ministério da Saúde distribuiu aos estados neste sábado, plano de transição à quarentena para combater a pandemia do coronavírus. O documento prevê que as escolas e universidades permaneçam fechadas até o fim do mês de abril, havendo possibilidade de estender para maio. A proposta foi elaborada pela equipe técnica do mistério e enviada para secretários de saúde.

Neste planejamento também há a sugestão do afastamento de idosos e pessoas que estejam no grupo de risco de atividades sociais e trabalho por três meses, além de distanciamento para o restante da população, como vetos a cinemas, eventos, cultos e incentivo a práticas de trabalho em casa.

Morte de prefeito de 57 aos é a primeira confirmada por coronavírus no Piauí

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Prefeito de São José do Divino morreu de Covid. Foto: Cidade Verde

Foi confirmada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) neste sábado (28) a primeira morte pelo novo coronavírus no estado do Piauí. O paciente que morreu por causa da Covid-19, doença causada pelo vírus, foi o prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes.

Ele morreu na madrugada de sexta-feira (27) no Hospital Municipal Dr. José de Brito Magalhães, em Piracuruca.

Segundo a Sesapi, o Lacen liberou neste sábado (28) os exames do prefeito que testaram positivo para o novo coronavírus, Antônio tinha 57 anos e chegou a ser atendido no hospital, mas não resistiu. Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença

O secretário de comunicação do estado, Allisson Bacelar, reforçou mais uma vez a importância do isolamento social.

”O vírus já circula com pessoas que não manifestam os sintomas, por isso a necessidade do isolamento social. As medidas de isolamento social poderiam ter evitado que o vírus chegasse ao prefeito”, destacou.

O vice-prefeito de São José, Francisco de Assis, informou que o prefeito Antonio Felícia foi sepultado por volta das 9h30 em cemitério da cidade e na despedida fizeram um cortejo rápido.

Distrito Federal registra primeira morte pelo novo coronavírus; vítima é um homem de 46 anos

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O Governo do Distrito Federal (GDF) confirmou a primeira morte pelo novo coronavírus no DF. A vítima, um homem de 46 anos, morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sobradinho. Ele tinha hipertensão e diabetes.

Segundo o governo, 242 pessoas estão contaminadas com o covid-19 no Distrito Federal. Dessas, 31 estão enquadradas em risco médio de complicações, considerando a idade (51 a 59 anos), e outras 27, com 60 anos ou mais, são tratadas como risco alto. Ainda de acordo com o governo local, nove pacientes estão com infecções graves e outras 9 com infecções críticas.

As outras 183 pessoas são consideradas de risco baixo. Adultos entre 31 e 40 anos são os mais contaminados no DF; 79 pessoas até agora.

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Nacionalmente, o número de mortes chegou a 92, com 3,4 mil casos confirmados. A taxa de letalidade chegou ao máximo da semana, ficando em 2,7%. Os números diários do Ministério da Saúde, no entanto, tendem a desatualizar muito rápido, uma vez que a pasta recebe as informações das secretarias estaduais e só então divulga os dados nacionais para a imprensa. Enquanto isso, as próprias secretarias também divulgam seus dados cada uma a seu tempo. Da Agência Brasil

Doria recebe ameaça de morte e faz boletim de ocorrência; ”um movimento do gabinete do ódio”

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Doria diz ser ameaçado. Foto: Governo do Estado de São Paulo

O governador de São Paulo, João Doria, recebeu ameaças de morte nesta quinta-feira (26). Ele também recebeu mensagens nas redes sociais e em seu próprio celular dizendo que sua casa seria invadida.

A Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes decidiu cercar a casa do governador na noite desta quinta. Doria fez um boletim de ocorrência. A Polícia Civil vai abrir uma investigação.

A equipe do governador diz ter indícios de que as ameaças partem de um movimento bolsonarista e suspeita que os ataques são feitos por ”um movimento articulado pelo gabinete do ódio, liderado pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro” no momento em que Doria mostraria liderança no combate ao coronavírus.

Nesta quarta (25), no primeiro embate direto desde a chegada ao Brasil da pandemia do coronavírus, Bolsonaro e Doria trocaram acusações duras sobre a condução da crise sanitária.

Bolsonaro disse que o tucano não tem autoridade para criticá-lo após ter sido eleito em 2018 com sua ajuda e, depois, de ter lhe virado as costas. Já Doria cobrou ”serenidade, calma e equilíbrio”, e ameaçou ir à Justiça se o governo federal confiscar respiradores mecânicos para doentes graves com Covid-19.

O duelo ocorreu durante a tensa videoconferência na qual Doria e os outros governadores do Sudeste, Wilson Witzel (PSC-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Renato Casagrande (PSB-ES) discutiram a emergência nacional do vírus. ​

*Por Mônica Bergamo/Folha de S.Paulo

Naomi Munakata, uma das principais regentes do Brasil, morre vítima de coronavírus

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Naomi Munakata morreu as 64 anos. Foto: Greg Salibian/Folhapress

Uma das mais importantes regentes brasileiras, Naomi Munakata morreu nesta quinta-feira (26), aos 64 anos. Ela estava internada desde o dia 16 de março no hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. No último dia 19, seu teste para a Covid-19 deu positivo.

Mesmo tendo apresentado uma melhora no quadro clínico nos últimos dias, Munakata teve uma piora abrupta durante a noite, que evoluiu para um choque séptico. A maestrina morreu por volta do meio-dia.

Nascida em Hiroshima, no Japão, em 31 de maio de 1955, Naomi Munakata se mudou para o Brasil com a família aos dois anos de idade. Aos sete, passou a cantar no coral dirigido por seu pai, Motoi Munakata.

Formada em composição e regência na Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, ela continuou os estudos na Universidade de Tóquio.

Munakata foi diretora da Escola Municipal de Música de São Paulo e do Coral Jovem do Estado. Sua atuação mais notável, no entanto, foi como regente titular do Coro da Osesp, que dirigiu por duas décadas, de 1995 a 2015 –período que a lançou ao reconhecimento internacional.

Ela era atualmente regente titular do Coral Paulistano Mário de Andrade, do Theatro Municipal de São Paulo.

Rejeitado pelo público, Daniel Lenhardt é eliminado do Big Brother com 80,82% dos votos

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O gaúcho Daniel Lenhardt é eliminado do BBB. Foto: TV Globo

O gaúcho Daniel Lenhardt foi eliminado do ”Big Brother Brasil 20”, nesta terça-feira (24), com 80,82% dos votos. A saída do brother da casa mais vigiada do Brasil aconteceu logo em seu primeiro paredão. Parceiro amoroso de Marcela, o confinado foi alvo de críticas de telespectadores e internautas devido ao comportamento apresentado no programa.

Na rodada, que definiu o oitavo homem de nove participantes já eliminados no reality, Ivy foi a segunda mais votada pelo público com 9,64% dos votos. Já Flayslane, que chegou ao seu segundo paredão, foi a menos votada da rodada com 9,54% dos votos.

Vindo da casa de vidro, Daniel foi colocado no paredão por ter sido o primeiro a deixar a prova do líder, na última quinta-feira (19). Flayslane, por sua vez, foi indicada pela líder Thelma e Ivy foi indicada por Prior, que havia sido o mais votado pela casa, salvo do paredão após vencer a “Prova Bate e Volta”.

Do lado de fora da casa, o apresentador Tiago Leifert explicou a Daniel que um dos fatores para saída do brother teria sido, talvez, a quantidade de punições e a forma como a casa reagia a elas. ”Quando outra pessoa do outro grupo errava, vocês eram muito impiedosos. Quando vocês erravam do grupo, vocês eram muito mais tolerantes”, disse.

Ao ser questionado sobre o que passava em sua cabeça no momento pós-eliminação, Daniel admitiu tristeza, mas afirmou que colheu pontos positivos da experiência. ‘Estou triste, mas muito feliz de ter participado do programa. De ter conhecido a Marcela, não sei o que vai ser minha vida sem ela, da Ivy, da Gi… Vai ser muito difícil, mas não tem o que fazer é a vida, aconteceu e vamos seguir para frente”, declarou.

Brasil tem 34 mortos por coronavírus e 1.891 casos de infecção, segundo o Ministério da Saúde

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O Brasil registrou nesta segunda-feira (23) 34 mortos e 1891 casos confirmados do novo coronavírus, segundo o Ministério da Saúde.

Entre os mortos, 30 estão em São Paulo e quatro no Rio de Janeiro. A capital fluminense registrou sua primeira morte por Covid-19, de uma mulher de 58 anos que tinha doenças crônicas. Dos 233 casos no estado, 212 são na cidade do Rio e dez em Niterói.

Até o domingo (22) eram 25 mortos e 1.546 casos.

O estado de São Paulo tem o maior número de casos de Covid-19: 745 confirmações. Também há registros em Minas Gerais (128), Espírito Santo (29), Distrito Federal (133), Goiás (23), Mato Grosso do Sul (21), Mato Grosso (2), Rio Grande do Sul (86), Paraná (56), Santa Catarina (68), Pernambuco (42), Ceará (163), Sergipe (10), Bahia (63), Paraíba (2), Maranhão (2) Piauí (6), Rio Grande do Norte (13), Alagoas (7), Rondônia (3), Tocantins (5), Pará (5), Amazonas (32), Amapá (1), Roraima (2) e Acre (11).

O Ministério não informa mais o número de possíveis casos de Covid-19 por considerar que o país inteiro se encontra em transmissão comunitária —ou seja, quando não é possível identificar a origem do vírus— e, diz que, por isso, qualquer um com sintomas gripais é um caso suspeito.