Novos casos de coronavírus por 100 mil brasileiros se multiplicam por 13 em 12 semanas

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O número de novos casos de coronavírus por 100 mil brasileiros se multiplicou por 13 entre a quinzena que terminou em 28 de abril e a que terminou no último domingo (12). Foi de cerca de 19/100 mil para quase 250/100 mil, segundo balanço da ECDC (agência europeia de controle de doenças).

Essa é a consequência, em termos humanos, de o país completar 12 semanas seguidas com uma taxa de contágio acima de 1, ou seja, com a epidemia fora de controle há quase quatro meses.

A taxa de contágio indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o coronavírus. A brasileira é de 1,03, segundo cálculos do centro de acompanhamento de pandemia do Imperial College (um dos principais do mundo) para a semana que começou no dia 12.

O número significa que cada 100 contaminados no Brasil transmitem para 103 outras pessoas, que passam o vírus para outras 106,09, que por sua vez contagiam mais 109,27, espalhando a doença de forma cada vez mais rápida.

Quando a taxa de contágio (também chamada de Rt) está abaixo de 1, o número de novos casos se contrai e a epidemia é controlada. No caso do Chile, por exemplo, a Rt é 0,79: cada 100 contaminados passam o vírus para outros 79, que o transmitem para mais 62,4, que por sua vez contaminam 49,3 e assim por diante, reduzindo o alcance da doença.

Para calcular a Rt, o Imperial College se baseia no número de mortes registradas, que costuma ser mais preciso que o de casos. Como há um intervalo entre o momento do contágio e o das mortes, o cálculo mostra como estava a transmissão na quinzena anterior, e o impacto de medidas de controle aparece apenas duas semanas depois.

O centro de estudos britânicos também faz uma estimativa do número de mortes por Covid-19: na semana que começou no dia 12, a previsão é que 7.860 doentes acabem morrendo por causa do coronavírus.

É o maior número de óbitos entre os 58 países acompanhados pelo Imperial College. O centro analisa os que tiveram ao menos cem mortes desde o início da pandemia e ao menos dez mortes em cada uma das duas semanas anteriores.

De acordo com o levantamento da instituição, os casos de infecção por coronavírus registrados no Brasil representam 49,6% dos efetivamente contaminados. A taxa de registro de casos do país vem melhorando nas últimas semanas. No final de junho, ela estava em torno de 34%.

Covid-19: Brasil chega a 72,8 mil óbitos e 1,88 milhão de casos, diz boletim do Ministério da Saúde

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Com 733 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas, o Brasil chegou ao total de 72.833 óbitos em função do novo coronavírus. A atualização diária foi divulgada pelo Ministério da Saúde no início da noite desta segunda-feira (13). O número de casos confirmados desde o início da pandemia chegou a 1.884.967. O sistema do Ministério da Saúde contabilizou 20.286 novos casos desde o balanço de domingo (12).

De acordo com o boletim do ministério, 657.297 pessoas estão em acompanhamento e 1.154.837 se recuperaram da doença. Há ainda 4.011 mortes em investigação.

O aumento foi de 1%, tanto do número de mortes quanto do número de casos confirmados da doença se comparado com os dados de ontem (12). Mas na última semana, o número de mortes cresceu 11,2%  e o número de casos confirmados, 16,1%.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos caso acumulados aos fins de semana.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,9%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 34,7. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 897. Da Agência Brasil

Está suspenso até 30 de setembro, o recadastramento de aposentados e pensionistas

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Está suspenso até o dia 30 de setembro, o recadastramento anual de aposentados, pensionistas e anistiados políticos. O prazo, que acabaria no próximo dia 16, foi prorrogado por causa da pandemia. A instrução normativa com o adiamento foi publicada na quarta-feira (8) no Diário Oficial da União.

Segundo a Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, cerca de 700 mil pessoas serão afetadas pelo adiamento. A instrução normativa esclarece que a suspensão não prejudica o pagamento dos benefícios aos aposentados, pensionistas e anistiados.

Realizada todos os anos no mês de aniversário do beneficiário, a comprovação de vida é exigida para a manutenção do pagamento do benefício. A prova de vida exige o comparecimento do segurado ou de algum representante legal ou voluntário à instituição bancária onde saca o benefício.

Desde agosto do ano passado, o procedimento pode ser feito por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site do órgão por beneficiários com mais de 80 anos ou com restrições de mobilidade. A comprovação da dificuldade de locomoção exige atestado ou declaração médica. Nesse caso, todos os documentos são anexados e enviados eletronicamente.

Covid-19: Brasil registra 69,1 mil mortes e 1,75 milhão de casos, diz boletim do Ministério da Saúde

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O Brasil registrou 69.184 mortes em função da pandemia do novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram acrescidas às estatísticas 1.220 pessoas que perderam a vida em decorrência da covid-19. Os dados estão na atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde hoje (9).

Conforme o balanço, há 632.552 pessoas em acompanhamento e 1.054.043 se recuperaram. Há 4.077 mortes em investigação.

O número acumulado de óbitos teve aumento de 1,7% em relação a ontem, quando constavam 67.964 falecimentos pela doença. O painel do órgão também trouxe 42.619 novos casos. Com isso, o total acumulado de pessoas infectadas no país atingiu 1.755.779.

O total representa um crescimento de 2,4% em relação a ontem, quando o painel do ministério trazia 1.713.160 pessoas nesta condição.

A letalidade (número de mortes por total de casos) foi de 3,9%. A mortalidade (quantitativo de óbitos por 100 mil habitantes) ficou em 32,9.  A incidência dos casos de covid-19por 100 mil habitantes é de 835,5. Da Agência Brasil

Covid-19: Brasil tem 67,9 mil mortes e 1 milhão de curados, diz boletim do Ministério da Saúde

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De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados hoje (8), o Brasil acumula 1.713.160 de casos confirmados e 67.964 mortes pelo novo coronavírus. O país atingiu hoje a marca de um milhão de casos recuperados de covid-19.

Nas últimas 24 horas, foram adicionadas 1.223 mortes aos registros oficiais. Há ainda 4.105 óbitos em investigação. O painel do órgão também trouxe 44.571 novos casos diagnosticados de ontem (7) para hoje. Estão em acompanhamento no país 624.695 pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No balanço de terça-feira, o país contabilizava 66.741 mortes e 1.668.589 casos acumulados de covid-19, desde o início dos registros.

Em entrevista coletiva realizada hoje em Brasília, a equipe do Ministério da Saúde apresentou a evolução da pandemia no país, destacando uma estabilidade na curva do número de mortes e um aumento na curva dos casos confirmados. Da Agência Brasil

Reabertura das agências do INSS com atendimento presencial é adiada para dia 3 de agosto

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Foi adiado para 3 de agosto, o atendimento presencial nas agências da Previdência Social. O adiamento está na Portaria Conjunta n° 27 da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), publicada hoje (8), no Diário Oficial da União.

O atendimento exclusivo por meio de canais remotos fica prorrogado até o dia 31 de julho e continuará sendo realizado mesmo após a reabertura das agências. Segundo o ministério, em um primeiro momento, o tempo de funcionamento das agências será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários com prévio agendamento pelos canais remotos (Meu INSS e Central 135). Também serão retomados os serviços que não possam ser realizados por meio dos canais de atendimento remotos como, por exemplo, realização de perícias médicas, avaliação social e reabilitação profissional.

De acordo com o ministério, as unidades que não reunirem as condições necessárias para atender o cidadão de forma segura, continuarão em regime de plantão reduzido. O INSS disponibilizará um painel eletrônico contendo informações sobre o funcionamento das Agências da Previdência Social, os serviços oferecidos e o horário de funcionamento.

Brasil tem 65,4 mil mortes causadas pelo novo coronavírus, informa o Ministério da Saúde

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O Brasil chegou a 65.487 mortes em decorrência da covid-19. Foram registradas mais 620 mortes nas últimas 24 horas, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira (6). Ontem (5), o balanço informava a ocorrência de 64.867 mortes em função da pandemia. 

Pelas estatísticas do Ministério da Saúde, foram identificados mais 20.229 casos da doença. Com isso, o número total de pessoas infectadas chegou a 1.623.284. Ontem, o painel do Ministério da Saúde mostrava 1.603.555 casos confirmados.Do total de infectados até o momento, 927.292 já se recuperaram e 630.505 pacientes ainda estão em acompanhamento.

Os números diários do balanço do Ministério da Saúde em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pelas restrições nas equipes que fazem contagem de dados nas secretarias municipais e estaduais, e maiores às terças-feiras, quando há aumento de registros em razão do acúmulo do que não foi encaminhado no fim de semana.

Regiões

A região com maior número de mortes por covid-19 é o Sudeste, com 29.900. O Nordeste registra 21.235 óbitos; o Norte, 10.039; o Centro-Oeste, 2.328; e o Sul, 1.985.

Os estados com mais mortes em função da pandemia são São Paulo (16.134), Rio de Janeiro (10.698), Ceará (6.481), Pará (5.105) e Pernambuco (5.163). As unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (122), Tocantins (224), Roraima (371), Acre (394) e Santa Catarina (406).

Brasil tem 1.603.055 casos de covid-19 diagnosticados, informa o Ministério da Saúde

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Boletim divulgado hoje (5) pelo Ministério da Saúde, registra que até o momento o Brasil tem 1.603.055 casos da covid-19. Desses, 64.867 casos resultaram em óbito, sendo 602 registrados nas últimas 24 horas. O número de pessoas recuperadas soma 906.286, o equivalente a 56,5% dos infectados.

São Paulo continua com o maior número de casos, 320.179; seguido pelo Ceará com 121.464, e pelo Rio de Janeiro, com 121.292. Em número de mortes, no entanto, o Rio de Janeiro, com 10.667, ultrapassa o Ceará, que teve 6.441 óbitos até o momento. Também nesse quesito, São Paulo registra o maior número, com 16.078 mortes.

Entre os estados com menos registros, o Mato Grosso do Sul é o de menor incidência, com 10.089 casos e 117 mortes. Tocantins, com 12.475 casos e 220 mortes, vem em seguida.

Apesar dos números nacionais, algumas cidades estudam a volta gradual da rotina. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas assinou os protocolos para reabertura dos setores de bares, restaurantes, estética e beleza na cidade.

No Rio de Janeiro, a reabertura de bares levou muita gente para a rua durante o primeiro dia de liberação. Na sexta-feira (3), após medidas punitivas, os estabelecimentos da cidade tomaram atitudes para diminuir as aglomerações.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha assinou decreto com o calendário de abertura de bares e escolas. O DF registra, até o momento, 57.854 casos diagnosticados e 699 mortes.

Prefeito de BH admite desespero com Covid-19: ”Não sei como segurar essa pandemia”

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Prefeito Alexandre Kalil diz que pandemia preocupa. Foto: Reprodução

O tom adotado pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), segue a linha de ACM Neto em Salvador. Há pouco menos de quatro meses do pleito municipal, adiado pela PEC aprovada esta semana no Congresso, e em um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19 no país, não há clima para comentar a disputa eleitoral.

Em entrevista ao Estado de Minas, Kalil se recusou a falar sobre a eleição municipal e disse que prefere concentrar os esforços para lutar contra a doença.

O prefeito afirmou que sabe ”brigar”, mas que no momento a sua preocupação é “segurar a pandemia”, o que ainda não descobriu como fazer. ”Isso me desespera”, lamenta.

”Não, meu espírito não dá. E na hora em que for para falar, vou falar, sei brigar, eu sei ir para o campo de batalha, isso não me preocupa. Porque sei fazer. O que não sei é como segurar essa pandemia. E ninguém sabe. E isso me desespera”, declarou.

Com saúde básica, cidades do Brasil conseguem frear a disseminação do novo coronavírus

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Com dores de cabeça e no corpo, perda do olfato e do paladar, vômito e febre, a secretária Ariana dos Santos, 27, de São Caetano do Sul, ligou para um 0800. Foi orientada sobre o que deveria fazer e recebeu em casa um kit de autocoleta de secreções da garganta e do nariz para o teste da Covid-19.

Em 48 horas, foi avisada que o resultado deu positivo e teve que se isolar por 14 dias. Durante o período, esteve monitorada a distância por profissionais da saúde.

“Como tinha um número de telefone para acionar caso tivesse qualquer problema, fiquei mais tranquila. Me recuperei em casa, tive sorte”, diz.

O teste domiciliar feito pela Prefeitura de São Caetano do Sul (SP), em parceria com a universidade municipal (USCS), é um dos exemplos de cuidados oferecidos na atenção primária à saúde (APS), a porta de entrada do SUS.

Entre as iniciativas adotadas durante a emergência sanitária, há também monitoramento de doentes crônicos, principal grupo de risco para complicações e morte pela infecção. O agravamento dessas condições se devem a uma sobrecarga do SUS após a pandemia, a chamada terceira onda.

Mais de mil experiências em atenção primária estão concorrendo a uma premiação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e do Ministério da Saúde. As inscrições se encerram no próximo dia 15.

Em São Caetano, há cinco programas de testagem, entre eles, o domiciliar que atendeu Ariana, um em sistema de drive-thru, em que pacientes fazem o teste no carro, e um outro em bloqueios de trânsito (barreiras sanitárias). Ao todo, foram testadas mais de 38 mil pessoas, o que representa 24% da população.

No caso de resultado positivo na testagem domiciliar, por exemplo, um médico da atenção primária vai até a casa do paciente, faz avaliação clínica e mede o nível de oxigênio no sangue (oximetria).

“Tivemos casos encaminhados direto para internação”, diz a secretária municipal da Saúde, Regina Zetone.

Nos bloqueios de trânsito, é aferida a temperatura de motoristas e passageiros. Quem tiver febre e alteração nos níveis de oxigênio é submetido ao teste rápido no local. Caso o resultado seja positivo, o morador é atendido em uma carreta ao lado do Hospital Municipal de Emergências.

São Caetano também é o primeiro município do Brasil a testar idosos, inclusive os que vivem em asilos. A cidade possui um dos maiores índices de longevidade do país (78 anos) e tem 21% da população de idosos (cerca de 34 mil).

Para Zetone, o cuidado ofertado pela atenção primária e os testes em massa são os responsáveis pelas baixas taxas de letalidade e de ocupação de UTIs pela Covid-19 (que chegou a 60% e hoje está em 28%).

Até o último dia 30, a cidade tinha 1.924 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 4,4% (86 mortos). “Pelo perfil mais envelhecido da nossa população, poderia se esperar um cenário muito pior”, diz a secretária.

As unidades básicas de saúde permaneceram abertas, mas com fluxos diferentes para quem tiver sintomas gripais. Para não terem que ir até as unidades de saúde, idosos receberam seus medicamentos em casa e tiveram a validade de suas receitas ampliadas.

Em Belo Horizonte (MG), também houve uma iniciativa de manter o cuidado com doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos.

Segundo a médica de família e comunidade Juliana Santos, da gerência da APS da Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia, em março, os usuários deixaram de procurar por atendimentos nas unidades de saúde. Por isso, foi elaborada uma lista com os dados dos que tinham condições crônicas mais complexas. Esse material foi distribuído a todas as equipes de saúde da família.

“Se o usuário estiver dentro de um período de controle adequado é oferecido para ele o teleatendimento. Se não estiver controlado ou se estiver há mais de três meses sem consulta, a equipe chama para consulta presencial”, explica.

Foram agregados à listagem os usuários acamados, os egressos de hospitais e os com uso de medicamentos controlados.

De acordo com Maria José Evangelista, assessora técnica do Conass, há uma preocupação com a terceira onda que virá pós-pandemia.

“Em muitos municípios, está havendo um descontrole de quem tem hipertensão, diabetes, dos idosos que frequentam as unidades”, disse ela em debate online do Portal da Inovação na Gestão do SUS.

O médico Renato Tasca, coordenador de sistemas e serviços de saúde da Opas no Brasil, lembra que experiências de países que fecharam a APS para colocar os profissionais de saúde nos hospitais de campanha, como a Itália e a Espanha, foram dramáticas.

Elas causaram a interrupção do cuidado às pessoas com sintomas leves de Covid-19 e também àquelas que dependem da atenção primária.

Quatro dias após confirmar o primeiro caso de Covid-19, a prefeitura de Florianópolis(SC) lançou um serviço de atendimento clínico por telefone. As equipes de saúde da família receberam celulares para atender os usuários e responder mensagens pela WhatsApp.

Em abril, primeiro mês do serviço, foram mais de 40 mil atendimentos. Desses, ao menos 7.000 eram pessoas com sintomas gripais e que deixaram de circular pela cidade em busca de consulta presencial.

No entanto, o atendimento por telefone não fechou as portas das unidades de saúde. Segundo João Silveira gerente de atenção primária da Secretaria da Saúde de Florianópolis, foram criados fluxos diferenciados, com salas específicas para pacientes com sintomas respiratórios.

Ao receber e triar os casos leves na atenção primária, a pressão sobre os hospitais é reduzida. O sucesso não aparece nos indicadores, diz Filipe Perini, gerente de integração assistencial da secretaria.

“Ninguém diz os leitos de UTI que a APS evitou, ninguém diz as mortes que ela evitou, justamente porque ela conseguiu detectar os casos de uma maneira rápida ou precoce”, afirma.

Em Teresina (PI), a prefeitura reservou 23 unidades básicas de saúde, de um total de 90, para atender aos pacientes suspeitos e confirmados de Covid-19. Nas unidades e nas visitas domiciliares são testadas cerca de mil pessoas por dia.

Cerca de 27% dos testes são positivos. Os dados são enviados para um sistema que importa a lista de casos confirmados das redes pública e privada.

A relação dos pacientes é enviada para um grupo de enfermeiros, que monitora os sintomáticos e identifica os contatos a serem testados.

A capital do Piauí trabalha com um número de Whatsapp em que é possível agendar o teste de Covid-19. “A gente conseguiu evitar a circulação de pessoas possivelmente infectadas e o agravamento do quadro da infecção”, diz Andréia Sena, da diretoria de atenção básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS)

Na clínica da família Ana Maria Conceição dos Santos Correia, na zona norte do Rio de Janeiro, um profissional da saúde fica na parte externa da unidade e direciona para uma sala de isolamento os usuários com sintomas respiratórios.

Segundo o médico de família e comunidade Marcio Silva, os suspeitos de Covid-19 são cadastrados em uma planilha de telemonitoramento e localizados no mapa do bairro. “Se a pessoa piora, a gente a inclui na rota de visita domiciliar ou a encaminha para uma UPA”, conta.

Com a ferramenta de georreferenciamento, os profissionais elaboraram estratégias diferentes de acordo com o perfil de usuários, de vídeos sobre contraceptivos para as redes sociais à arrecadação de alimentos para as famílias mais vulneráveis.

*por Claudia Collucci | Folhapress

Brasil tem 3º maior pico de mortes em único dia e ultrapassa 1,4 milhão de infectados pelo vírus

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Nesta terça-feira (30), o Brasil teve o terceiro maior pico de registros de mortes em 24 horas desde o início da pandemia. Foram 1.280 novos óbitos. Antes disso, as maiores marcas ocorreram no dia 23 de junho com 1.374 óbitos e no dia 4 de junho com 1.473 mortes. Ao todo, a pandemia do novo coronavírus já vitimou 59.594 mil brasileiros.

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 33.846 novos casos de Covid-19 e o número total de infectados pelo coronavírus chegou a 1.402.041. Os dados foram atualizados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Saúde.

A marca de hoje representou um aumento de 2,1% em relação ao balanço de ontem(29), quando foram contabilizados 58.314 óbitos em função da Covid-19. Ainda há 3.950 mortes em investigação.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 790.040 pessoas que contraíram a doença já se recuperaram. Outras 552.407 estão em acompanhamento.

O Brasil permanece como o segundo país do mundo com maior incidência de mortes e de casos de Covid-19. Atrás apenas dos Estados Unidos, que conta com 2,7 milhões de infectados e 129,9 mil mortes.

Bolsonaro sanciona lei com R$ 3 bi para cultura e auxílio de R$ 600 para artista informal, diz Planalto

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Presidente sancionou projeto do setor cultural. Foto: Marcos Corrêa

A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta segunda-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado que prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. O texto não havia sido publicado no “Diário Oficial da União” até a última atualização desta reportagem.

Segundo o projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o objetivo é ajudar profissionais da área e os espaços que organizam manifestações artísticas que, em razão da pandemia do novo coronavírus, foram obrigados a suspender os trabalhos.

O texto aprovado pelo Congresso define ainda que caberá à União repassar, em parcela única, os R$ 3 bilhões a estados e municípios.

Também prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais, a exemplo do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais. O setor emprega mais de 5 milhões de pessoas.

De acordo com a Secretaria-Geral, os artistas vão poder usar o dinheiro ”como subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias”. Também vão poder usar o dinheiro para: editais; chamadas públicas; prêmios; aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural; instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

As informações são do site G1.

Covid-19: Brasil registra 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença, diz Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde divulgou hoje (28) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 1.344.143 casos confirmados de covid-19 acumulados e o total de 57.622 mortes. Os casos de pacientes recuperados somam 733.848. 

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença.

A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 914.004 casos e 52.882 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 902.152 casos 36.648 óbitos. Em seguida estão as regiões Norte (502.928 casos e 18.622 mortes), Centro-Oeste (170.996 casos e 3.122 mortes) e Sul (137.254 casos e 2.866 óbitos).

54% do total de infectados pelo Covid-19 no Brasil estão recuperados, diz Ministério

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O Ministério da Saúde divulgou novo balanço com os números da Covid-19 no Brasil, na noite desta sexta-feira (26). Em território nacional, o total de infectados é de 1.274.974. Nas últimas 24 horas, foram quase 47 mil novos casos. Os óbitos, segundo a pasta da Saúde, são 55.961.

Os números do boletim epidemiológico trazem também informações sobre as pessoas que tiveram a Covid-19 e estão recuperadas. Ao todo, 697 mil, o que representa 54% do total de infectados. Outros 521 mil casos estão em acompanhamento e 3.800 mortes ainda são investigadas.