Bombeiros confirmam sétima morte da queda do prédio residencial em Fortaleza

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Vítima foi retirada de escombros do edifício. Foto: Governo do Ceará

O Corpo de Bombeiros do Ceará confirmou hoje (18) a sétima morte da queda do prédio residencial que desabou em Fortaleza. Trata-se de Vicente de Paulo Menezes, de 86 anos. Seu corpo foi retirado nesta sexta-feira e, só após identificado, a imprensa foi informada. A confirmação foi trazida pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Ceará, coronel Luís Eduardo Soares de Holanda.

O Edifício Andrea desabou na manhã de terça-feira (15), por volta das 10h30. Localizado no cruzamento da Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli, no Bairro Dionísio Torres, as informações são de que o imóvel vinha passando por obras. De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, duas pessoas ainda estão sendo procuradas nos escombros.

”São duas as vítimas que a gente procura. Desde o início da operação, a gente trabalha por vítimas reclamadas. Continua o mesmo poder operacional, o mesmo número de bombeiros, todos os equipamentos, todo o apoio da comunidade, do governo do estado e da prefeitura”, disse Holanda em entrevista coletiva no local do acidente.

Segundo o comandante, os cães farejadores são utilizados e percorrem o que ele chamou de ”pontos quentes”, locais onde há maior probabilidade de haver vítimas. Os bombeiros trabalham com dois ”pontos quentes” e esperam resgatar as vítimas restantes ainda com vida, apesar da grande quantidade de dias já passados. ”O tempo não é mais favorável, quanto mais o tempo passa é óbvio que a chance de encontrar sobreviventes vai diminuindo, mas isso não tira a nossa esperança de ter sobreviventes”.

Além de Vicente de Paulo, também morreram na tragédia Rosane Marques de Menezes, de 56 anos; Frederick Santana dos Santos, de 30 anos; Izaura Marques Menezes, de 81 anos; Antônio Gildásio Holanda Silveira, de 60 anos; Nayara Pinho Silveira, 31 anos, e Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos. Da Agência Brasil

Vistoria detectou 135 pontos crítico’ em prédio um mês antes de desabamento em Fortaleza

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Um orçamento para recuperação estrutural do Edifício Andrea foi solicitado pela síndica Maria das Graças Rodrigues um mês antes do desabamento do imóvel, em Fortaleza (CE). O prédio desmoronou na terça-feira (15), deixando ao menos seis mortos – outras quatro seguem desaparecidas, incluindo Rodrigues, e sete foram resgatadas vivas.

No dia de 19 de setembro, a vistoria técnica da empresa CAC Engenharia detectou pelo menos 135 pontos com falhas estruturais na área do pilotis do edifício. A informação foi repassada ao G1 por Alberto Cunha, engenheiro e presidente da empresa.

O orçamento pedido pela síndica foi entregue em 30 de setembro, mas a proposta foi recusada, porque uma empresa concorrente ofereceu o serviço com menor custo.

”Quando o meu funcionário ligou, ela disse que a nossa proposta não foi aceita em assembleia, porque nosso preço tinha sido muito caro e o outro tinha sido 30% abaixo da nossa proposta”, disse Cunha ao G1.

Durante a visita técnica, encontrou-se rachaduras nos pilares, concreto soltando da armação e ferros soltos. Cunha revelou, também, que a casa de bomba, onde é feito o transporte da água da cisterna para a caixa, concentrava a maior parte das falhas.

”Tem uma área da casa de bomba que já estava muito crítica. As ferragens estavam todas expostas se deteriorando, combogós e pilares comprometidos”, disse.

Para o engenheiro, a síndica tinha ciência dos riscos. ”Ela estava se mostrando preocupada e queria resolver isso logo e que nós mandássemos orçamento o quanto antes”, concluiu.

Ibama e Marinha dizem que ineditismo afeta contenção de óleo em praias do Nordeste

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Identificar e recolher o mais rápido possível as manchas de óleo que já se espalharam por 132 pontos da costa brasileira nos nove estados do Nordeste são as prioridades das ações tomadas por todos órgãos federais, estaduais e municipais.

A informação foi dada hoje (17) pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, em audiência pública na Comissão de Meio Ambiente do Senado. Ressaltou que a medida tem como meta fazer com que o óleo não retorne ao oceano.

Diante da cobrança de senadores por uma ação mais efetiva do governo federal para reverter os danos ambientais causados pelo óleo e por respostas sobre as causas do acidente, Eduardo Bim disse que o desastre é inédito no mundo e que conter os resíduos ainda é um desafio.

Destacou que as ações do Plano Nacional de Contingência – previstas em um decreto de 2013 – que prevê, por exemplo, instalação de barreiras para contenção de óleo, não se aplicam à atual situação, mas sim aos vazamentos ordinários de óleo, em que mancha fica na superfície das águas. No caso desse desastre ambiental, o óleo é mais pesado e fica submerso quando está em alto mar.

Suspeita

Na mesma audiência, ao falar sobre as investigações, o almirante Alexandre Rabello de Faria, chefe do Estado Maior do Comando de Operações Navais, lembrou que, até agora, a única certeza nas investigações é que o DNA do óleo bruto é venezuelano.

Apesar disso, não é possível afirmar como e nem por quem ele foi derramado. O militar acredita que o desastre foi um ato criminoso e comparou a situação a uma bala perdida que atingiu a costa brasileira. Para ele, resta saber de quem disparou a arma.

O almirante também ressaltou que pelo menos quatro hipóteses são estudadas e nenhuma está descartada, a começar por acidente na transferência de óleo de um navio para o outro. A operação chamada de sheep to sheep [ovelha para ovelha] não é a principal delas porque dificilmente ocorreria em alto mar.

Outra possibilidade, considerada remota, é o naufrágio de um navio petroleiro. Também não estão descartadas a hipótese de derramamento acidental de navio por rompimento de casco e derramamento intencional.

Ainda segundo o chefe do Estado Maior do Comando de Operações Navais, 1,5 mil militares estão trabalhando nessa operação, além de sete navios que  navegam na costa brasileira procurando manchas. Há ainda um helicóptero com um sonar, mas não foram encontradas manchas na superfície do mar. O militar explicou que não é o caso de usar submarinos porque a mancha é silenciosa e não pode ser detectada por sensores acústicos. Da Agência Brasil

Diferença de rendimentos entre pobres e ricos é recorde, diz pesquisa de amostra de domicílio

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O rendimento médio mensal do 1% mais rico da população brasileira atingiu, em 2018, o equivalente a 33,8 vezes o ganho obtido pelos 50% mais pobres. No topo, o rendimento médio foi de R$ 27.744; na metade mais pobre, de R$ 820. A diferença entre os rendimentos obtidos pelo 1% mais rico e dos 50% mais pobres no ano passado é recorde na série histórica da PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua) do IBGE, iniciada em 2012. A desigualdade aumentou porque o rendimento real da metade mais pobre caiu ou subiu bem menos do que o dos mais ricos, sobretudo nos últimos anos.

Para a gerente da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, o aumento da desigualdade reflete a recessão do mercado de trabalho nos últimos anos, que impacta principalmente aqueles que vivem de ocupações menos formais. “Os mais pobres acabam sofrendo mais do que aqueles carteira de trabalho ou os funcionários públicos, por exemplo”, disse ela, em entrevista nesta quarta (16) para comentar a pesquisa.

De 2017 para 2018, por exemplo, o ganho dos 10% mais pobres caiu 3,2% (para R$ 153 em média) enquanto o do 1% mais rico aumento 8,4% (para R$ 27.774). Desde o início da pesquisa, e coincidindo com o aumento na desigualdade, houve ainda uma diminuição no total de domicílios atendidos pelo Bolsa Família, de 15,9% no total do país em 2012 para 13,7% em 2018.

Vista de outro ângulo, a extrema concentração de renda no Brasil revela que os 10% da população com os maiores ganhos detinham, no ano passado, 43,1% da massa de rendimentos (R$ 119,6 bilhões). Na outra ponta, os 10% mais pobres ficavam com apenas 0,8% da massa (R$ 2,2 bilhões).

A disparidade de renda no Brasil tem ainda forte aspecto regional, com o Sudeste –com pouco mais de 40% da população– concentrando uma massa de rendimentos (R$ 143,7 bilhões) superior à de todas as outras regiões somadas. Já o Sul, com cerca da metade da população do Nordeste, tem massa de rendimentos maior do que a dos nove estados nordestinos (R$ 47,7 bilhões ante R$ 46,1 bilhões).

Os dados de 2018 mostram ainda que o índice Gini, que mede a desigualdade numa escala de 0 (perfeita igualdade) a 1 (máxima concentração) aumentou em todas as regiões do Brasil e atingiu o maior patamar da série, chegando a 0,509. A exceção foi o Nordeste, onde a desigualdade de rendimentos caiu porque as pessoas no topo perderam renda –e não porque os mais pobres ganharam mais. Segundo a gerente da pesquisa, o movimento reflete a maior informalidade da economia na região, que distribui os impactos da crise de forma mais homogênea entre as diversas classes de renda.

Mais de 5.100 pessoas vão ter que devolver dinheiro que receberam do Bolsa Família

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O Ministério da Cidadania informou que 5.100 pessoas que receberam indevidamente os recursos do Bolsa Família vão ter que devolver o dinheiro aos cofres públicos.

A pasta estima arrecadar R$ 5,8 milhões com a devolução. As suspeitas de fraude foram identificadas a partir de uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) e de um cruzamento de dados com o TCU (Tribunal de Contas da União).

Em 2018 também houve uma operação parecida com esta, quando R$ 1 milhão foram recuperados para os cofres da União.

Os ex-beneficiários têm até 30 dias para apresentar sua defesa. Caso não seja apresentada, eles terão o mesmo período para pagar a guia.

Lamentável: Mulher de 35 anos morre após levar choque elétrico em máquina de lavar

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Fabiana Lucas chegou morta ao Hospital. Foto: Reprodução 

Uma mulher de 35 anos morreu após levar um choque elétrico em uma máquina de lavar no Recreio Rafael Arruda, zona rural de Sobral, interior do Ceará, na tarde de domingo (13).

A vítima, identificada como Fabiana Lucas, chegou morta ao Hospital Municipal Senador Carlos Jereissati, no município de Mucambo, segundo a instituição.

Uma funcionária do hospital disse que a mulher tinha marcas de queimaduras nas mãos e nos braços. A equipe médica tentou fazer procedimentos de reanimação, mas ela não respondeu aos estímulos.

Fabiana estava na casa dos pais quando foi até o quintal colocar roupas na máquina de lavar e não voltou para dentro do imóvel.

Uma parente da vítima, que não quis se identificar, contou que a mãe de Fabiana foi procurá-la no quintal e a encontrou caída, perto da máquina. Fabiana trabalhava em um colégio em Sobral, que divulgou nota de pesar pelo falecimento.

Homicídios e outros oito crimes violentos no Brasil caem no 1º semestre, diz Ministério da Justiça

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O número de homicídios caiu 22% em todo o país durante o primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018. A informação foi divulgada hoje (14), em Brasília, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com base em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp).

O resultado já havia sido parcialmente antecipado pelo presidente Jair Bolsonaro, que, ontem (13), usou sua conta no Twitter para comemorar o que classificou como um dos pontos positivos de seu governo. Segundo o presidente, no primeiro semestre deste ano foram registrados 5.423 assassinatos a menos que no mesmo período de 2018.

Segundo o ministério, a redução no total de ocorrências também foi verificada nos outros oito tipos de crimes registrados na plataforma que reúne informações fornecidas pelos estados e pelo Distrito Federal, a partir de boletins de ocorrência das polícias civis.

Os casos de estupro caíram 12%. Tentativas de homicídio foram reduzidas em 9,4%. Também houve queda no total de latrocínios (-23,8%); lesão corporal seguida de morte (-3,2%); roubos contra instituições financeiras (-40,9%); roubo de carga (-25,7); roubo de veículo (-27%) e furto de veículo (-9,9%). Da Agência Brasil

Governo Federal investiga navios que podem ser origem do óleo que polui praias do Nordeste

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O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, disse hoje (11), no Rio de Janeiro, que, caso o óleo que atinge praias do Nordeste tenha partido de um navio, houve crime ambiental porque nenhuma embarcação informou a ocorrência de um possível vazamento perto da costa brasileira. Ele participou da despedida dos atletas que vão representar o Brasil nos Jogos Mundiais Militares, em Wuhan, na China, entre os dias 14 e 28 deste mês.

”Uma das possibilidades é que um navio, passando no Atlântico Norte, teve algum incidente ou acidente, e as correntes chegam ao litoral do Nordeste. E ali, em Sergipe e Pernambuco, uma parte das correntes vai para o Norte e outra vai para o Sul. É exatamente o que está ocorrendo. Então, estamos investigando esses navios e essas bandeiras”, disse. ”Se aconteceu isso, e há grande possibilidade, se torna um crime ambiental, porque esses navios não informaram um possível vazamento”, afirmou.

Hipótese

O ministro reforçou que o governo brasileiro está investigando navios que trafegaram pelo Atlântico e podem ser a origem do óleo encontrado em praias do Nordeste desde setembro. Ele acredita ser pequena a possibilidade de o vazamento ter como origem um navio já naufragado, como chegou a ser cogitado por pesquisadores.

Uma conclusão que as investigações já apontam, segundo disse, é que o petróleo não é brasileiro. “Ele tem um DNA do tipo do petróleo que tem a Venezuela. O que não significa que eles sejam culpados em relação a isso”, argumentou.

A chegada do óleo ao litoral do Brasil começou a ser detectada no início de setembro, mas em quantidades mais esparsas. ”No início de outubro, se intensificaram muito esses óleos”, acrescentou o ministro da Defesa. Da Agência Brasil

Inscrições para o processo seletivo do IBGE terminam no próximo dia 15 de outubro

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As inscrições para o concurso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), devem ser feitas pela internet, até o próximo dia 15 de outubro. As provas serão realizadas em 1.031 municípios no dia 8 de dezembro.

As vagas para Coordenador Censitário Subárea (CCS) exigem nível superior completo em qualquer área do conhecimento, e não apenas nível médio, como constava anteriormente. O instituto abrirá 1.343 postos de trabalho como Coordenador Censitário Subárea (CCS) e outros 1.315 para Agente Censitário Operacional (ACO), distribuídos pelas 27 unidades da federação.

A função de agente censitário exige que os candidatos tenham concluído o ensino médio. Já as vagas para coordenador censitário exigem, além da conclusão do ensino superior em qualquer área do conhecimento, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva ou provisória, dentro do prazo de validade, no mínimo para a categoria B.

WhatsApp admite envio maciço ilegal de mensagens nas eleições presidenciais de 2018

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O WhatsApp admitiu pela primeira vez que a eleição brasileira de 2018 teve uso de envios maciços de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas. ”Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo. Em uma série de reportagens desde outubro do ano passado, a Folha revelou a contratação durante a campanha eleitoral de empresas de marketing que faziam envios maciços de mensagens políticas, usando de forma fraudulenta CPFs de idosos e até contratando agências estrangeiras.

Uma das reportagens noticiou que empresários apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro (PSL) bancaram o disparo de mensagens em massa contra o petista Fernando Haddad, que foi derrotado e também acabou multado pelo TSE pelo impulsionamento irregular de conteúdo desfavorável ao seu então adversário. O TSE veda o uso de ferramentas de automatização, como os softwares de disparo em massa. Além disso, conforme mostrou a Folha, empresários contrataram disparos a favor e contra candidatos, sem declarar esses gastos à Justiça Eleitoral, o que configura o crime de caixa dois.

No mesmo evento, o executivo do WhatsApp condenou os grupos públicos da plataforma acessados por meio de links que distribuem conteúdo político, na maior parte das vezes relacionados ao governo Bolsonaro. ”Vemos esses grupos como tabloides sensacionalistas, onde as pessoas querem espalhar uma mensagem para uma plateia e normalmente divulgam conteúdo mais polêmico e problemático”, disse. ”Nossa visão é: não entre nesses grupos grandes, com gente que você não conhece: saia desses grupos e os denuncie.”

O executivo do WhatsApp afirmou que a plataforma desencoraja “o uso dos grupos como listas de transmissão” de conteúdos, como ocorre com muitos grupos de apoiadores de políticos. ”O WhatsApp foi criado para abrigar conversas orgânicas, entre famílias e amigos.” Indagado se o uso do WhatsApp por campanhas políticas violava as regras, ele afirmou: ”Não viola desde que se respeitem todos os termos de uso [que vedam automação e envio massivo]. Todos estão sujeitos aos mesmos critérios, não importa se quem usa é um candidato à Presidência ou um camponês do interior da Índia.”

Supple reconheceu a influência do aplicativo em processos eleitorais. ”Sabemos que eleições podem ser vencidas ou perdidas no WhatsApp”, disse. E afirmou que o WhatsApp despachou equipes para acompanhar as eleições de Índia, Indonésia e Parlamento Europeu no primeiro semestre.

Segundo o executivo, a plataforma já esperava que as eleições brasileiras de 2018 fossem palco de campanhas de desinformação. ”Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, disse.

”No Brasil, muita gente usa o WhatsApp como fonte primária de informação e não tem meios para verificar a veracidade do conteúdo.” No entanto, apenas uma minoria comete irregularidades, afirma.

O executivo disse que a empresa vem adotando uma série de medidas para bloquear contas que violam as normas ao fazer envio automatizado ou maciço. E relatou que desde janeiro, quando o número de reencaminhamentos de uma mensagem foi limitado a cinco, o número total de reencaminhamentos caiu 25%. Supple afirmou que o WhatsApp tem banido 2 milhões de contas por mês.

Resistência a antibióticos já atinge níveis altos em animais como galinhas, porcos e vacas no Brasil

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A presença de micróbios resistentes a antibióticos em animais como galinhas, porcos e vacas já alcança níveis altos em diversos países em desenvolvimento, incluindo as regiões Sul e Sudeste do Brasil, revela o primeiro levantamento de grande escala feito sobre o tema. Trata-se de uma ameaça silenciosa —e crescente— tanto para os rebanhos quanto para a saúde de quem consome carne, leite e derivados, já que há cada vez menos antibióticos com ação altamente eficaz à disposição de médicos e veterinários hoje.

O problema está diretamente ligado ao uso excessivo desses medicamentos na criação de animais em larga escala. Os criadores muitas vezes ministram antibióticos a seus bichos não apenas para tratar infecções detectadas, mas também de modo preventivo ou para evitar gastos com medidas higiênicas. Tal como acontece no caso de humanos, o uso constante e frequentemente inadequado de antibióticos acaba levando à multiplicação de bactérias resistentes a eles. É um caso clássico de seleção natural: morrem todos os micróbios vulneráveis ao medicamento, mas uns poucos, dotados de alguma vantagem genética natural, sobrevivem e se multiplicam em seguida.

Como as bactérias trocam genes entre si com grande facilidade, essa resistência tende a se espalhar pela população microbiana. Com o passar do tempo, surgem cepas (variedades) multirresistentes, ou seja, que resistem ao ataque de diversos tipos de antibióticos. ”Existem algumas alternativas [ao emprego excessivo dos remédios], como o uso de vacinas ou de ração com probióticos, que promove a saúde dos animais e ajuda a prevenir o aparecimento de infecções”, explica o farmacêutico português João Pires, pesquisador do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça. Pires é um dos autores do levantamento, publicado recentemente na revista especializada americana Science.

Pires e seus colegas, liderados por Ramanan Laxminarayan (que também é ligado à Universidade de Princeton, nos EUA), recolheram dados de quase mil estudos pontuais sobre o problema, publicados ao longo das duas últimas décadas. Não é o ideal, já que cada país deveria fazer levantamentos sistemáticos, mas pelo menos ajuda a tirar várias “fotografias” do problema, as quais, juntas, dão certa ideia do todo. ”Os dados são recolhidos em várias fases do processo. Temos dados relativos a animais vivos nas quintas [propriedades rurais], na altura do abate e também temos dados que provêm das amostras de comida, como carne, leite e derivados vendidos em mercados e supermercados”, explica o pesquisador luso.

As análises se concentraram num quarteto de bactérias especialmente perigosas para a saúde humana, entre as quais estão a Escherichia coli (capaz de causar intoxicação alimentar severa, dependendo de sua cepa) e o Staphylococcus aureus, vilão de muitas infecções hospitalares. Os dados revelam que os locais do mundo em desenvolvimento nos quais o problema é mais sério são a China e a Índia, enquanto o Brasil e o Quênia são considerados ”hotspots” (áreas de alerta) emergentes, onde a resistência também tem aumentado de modo preocupante. A situação é pior no caso da carne de frango. Os pesquisadores usaram o índice P50, que corresponde a casos em que 50% dos micróbios são resistentes a antibióticos. Por essa medida, em nível global, os frangos com bactérias P50, que correspondiam a 15% dos animais analisados no ano 2000, passaram a ser mais de 40% do total em 2018. Com informações da Folha de S.Paulo

42% das crianças e adolescentes que sofrem abuso sexual são vítimas recorrentes, diz jornal

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A família de Anne até hoje não sabe o que lhe aconteceu na infância. Ela só contou para amigas próximas, anos depois, e agora à Folha. “Preferia que fosse por mensagem mesmo, se não se importar. Ainda não fico muito confortável em falar disso em voz alta”, escreveu ela à reportagem. Tinha 8 anos e vivia no Rio de Janeiro quando um tio inventou uma “brincadeira”. “Não podia contar nada para ninguém, se não perdia o jogo”, diz. Foi
abusada sexualmente. Aos 12, aconteceu de novo. “Um amigo da família me fazia sentar no colo dele e abusava de mim. Nessa época, já tinha um senso básico sobre esse assunto e saía correndo dele.” “Eu nunca delatei os dois homens que abusaram de mim, praticamente ninguém sabe disso”, diz.

Criança, menina, abusada em casa por algum parente ou conhecido. Anne compõe o perfil da maior parte das vítimas de violência sexual no país. E também faz parte de um outro grupo numeroso: os que sofreram a agressão mais de uma vez. Dados inéditos do Ministério da Saúde obtidos via Lei de Acesso à Informação e tabulados pela Folha mostram que, a cada dez crianças e adolescentes que são atendidos no serviço de saúde após sofrerem algum tipo de violência sexual, quatro já tinham sofrido esse tipo de agressão antes. Os dados são de 2018. Essa proporção pouco se altera quando comparada a anos anteriores, o que, segundo estudiosos, revela o caráter permanente do abuso infantil.

As informações levantadas pela reportagem são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação). Toda vez que uma criança ou adolescente (até 19 anos) recebe atendimento em um serviço de saúde por ter sofrido algum tipo de agressão (física, sexual ou psicológica, entre outras), o estabelecimento é obrigado a notificar o caso às secretarias de saúde. O mesmo ocorre com qualquer vítima de violência sexual, independentemente da idade. Essas informações compõem o Sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA/SVS/MS), do Ministério da Saúde, e são usadas pelo governo federal para identificar epidemias. A pasta divide a violência sexual em cinco subcategorias: estupro, assédio sexual, pornografia infantil, exploração sexual e outros. O estupro consta na maior parte dos registros.

A base de dados mostra que uma a cada três pessoas vítimas de violência sexual é uma menina de 12 a 17 anos. Considerando meninos e meninas, a maior parte dos registros de violência sexual (72%), recorrentes ou não, aconteceu contra pessoas que tinham até 17 anos. Dentro desse universo, chama a atenção a violência sexual contra crianças de até 5 anos (18% das notificações) e de 6 a 11 anos (22% do total). Essas agressões ocorrem mais em casa (68%), e têm o pai (12%), o padrasto (12%) ou outra pessoa conhecida (26%) da criança como abusador. “O número de casos de estupro feito por aquela coisa do desconhecido malvado é muito baixo”, diz Itamar Gonçalves, da ONG Childhood Brasil.

Para Jeniffer Luiz, da Fundação Abrinq, esses casos são em “locais de difícil percepção, no ambiente mais íntimo. Por isso, é importante que as famílias saibam quais sinais podem despertar em crianças vítimas de violência sexual”. As crianças que sofreram abuso podem manifestar mudanças bruscas de comportamento, depressão e atitudes sexuais inadequadas, entre outros comportamentos. “É preciso trabalhar isso na escola. A criança tem que saber que seu corpo é um santuário. Que se alguém tocar, pode ter algo errado”, afirma.

Uso da maconha para produção de remédio é apoiado por 75% da população brasileira

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O índice da população brasileira que é a favor da liberação da indústria para produzir medicamentos à base da Cannabis é de 75%, segundo pesquisa do DataSenado e publicada pelo Estadão. Os dados indicam que 20% dos entrevistados se posicionaram contrários e 5% não souberam ou preferiram não responder.

O DataSenado faz pesquisas de opinião pública sobre temas em discussão na Casa. Quanto ao fornecimento de medicamentos à base de Cannabis medicinal pelo SUS, a pesquisa indicou que 79% dos entrevistados são favoráveis, enquanto 16% são desfavoráveis e 5% que não souberam ou não quiseram responder. O levantamento foi realizado por telefone com 2.400 pessoas de todas as unidades da federação, de 14 a 27 de julho, a pedido do gabinete da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP).

O número de brasileiros que tem conhecimento de que substâncias retiradas da maconha podem ser usadas para tratar doenças foi de 87%, mas apenas 9% conhecem alguém que já usou produtos deste tipo por recomendação médica.

A reportagem do Estadão com base nos dados da pesquisa ainda indica que 64% dos entrevistados não defendem que uma pessoa, mesmo com prescrição médica, plante a maconha em casa. Aqueles que apoiam a medida correspondem a 31%. Nos casos que acham possível o plantio em casa, para tratamentos médicos, 90% dizem que autoridades devem fazer a fiscalização.

Prefeito do interior do Amazonas investigado por esquema de corrupção se entrega

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Prefeito de Caori, Adail Filho, se entrega ao MP. Foto: Reprodução

O prefeito de Coari, no interior do Amazonas, Adail Filho (PP), se entregou no fim da manhã desta quinta-feira (26) ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM). Ele e a irmã, a deputada estadual Mayara Pinheiro (PP), são alvos da Operação Patrinus, que investiga um esquema de corrupção no município que envolveria políticos e empresários. De acordo com o MP, cerca de R$ 100 milhões teriam sido movimentados pela ação criminosa.

Os mandados começaram a ser cumpridos por volta das 6h. Adail chegou a ser considerado foragido pelo MP-AM por algumas horas. Segundo o site G1, a assessoria de comunicação do prefeito disse que ”as acusações são graves”, mas que prestará todos os esclarecimentos desejados pela Justiça.

Outros dois homens foram presos até o fim da manhã desta quinta-feira (25): o sócio de uma rede de supermercados de Manaus e um sargento da Polícia Militar. Uma terceira prisão deve ser cumprida até o fim do dia, segundo o MP-AM. Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em domicílios, órgãos públicos e em sedes de empresas.

Operação Patrinus

A ação contou com quatro Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas. Segundo o MP-AM, as investigações levaram mais de 18 meses. O órgão apura situações que aconteceram durante os anos de 2017 e 2018. Os valores envolvem fraudes a licitações, dispensas indevidas de licitações e contratos superfaturados, dos quais serão aferidos os valores efetivamente desviados. A Operação Patrinus contou com a atuação de quatro Promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

Família investigada

Adail Filho e Mayara Pinheiro são filhos de Adail Pinheiro – acusado de chefiar uma rede de pedofilia em Coari. Pinheiro foi preso pela primeira vez em 2008 durante a Operação Vorax, da Polícia Federal, por suspeita de desviar mais de R$ 40 milhões. À época, os policiais também colheram indícios de que Adail chefiava uma rede de exploração sexual que contava com servidores públicos para identificar e aliciar as vítimas. Em 2014, o ex-prefeito ele foi denunciado por pedofilia e condenado por comandar um esquema milionário de fraudes em licitações e desvios de recursos públicos na Prefeitura de Coari.