Terceiro dia de ocupação na Favela da Rocinha tem moradores nas ruas e comércio aberto

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As Forças Armadas ocupam a Rocinha Foto: Agência Brasil

O terceiro dia de ocupação das tropas federais na Rocinha começou com aparente tranquilidade neste domingo (24). Sem tiroteios desde a tarde de sábado (23), a população ficou mais confiante e saiu para as ruas, principalmente para fazer compras no comércio local. Tanto na parte baixa da comunidade, junto à Autoestrada Lagoa-Barra, quanto na parte alta, ao longo da Estrada da Gávea, principal via que corta a comunidade, tropas militares fazem guarda em pontos estratégicos, em intervalos que variam de 100 metros a 500 metros de distância. A frequência das revistas aos moradores diminuiu, e os soldados se concentram mais em verificar carros e vans. Até caminhões de lixo são revistados, em busca de criminosos que possam estar tentando deixar a comunidade. Mais cedo, a polícia encontrou uma pequena quantidade de lança-perfume em um saco abandonado na rua. Moradores evitam falar com a imprensa e os que aceitam não se identificam. Um mototaxista demonstrava receio de que a operação só durasse até o fim do Rock in Rio, que termina na noite deste domingo. Outro grupo que conversava em outra área da comunidade, entre a Rua Dois e a sede da Unidade de Polícia Pacificadora  (UPP), no alto do morro, comentava a informação, divulgada desde sábado, de o traficante que Rogério 157, que controla a venda de drogas na Rocinha, teria trocado de facção e ido para o lado do principal grupo criminoso do estado. “Se isso acontecer, esta guerra não acaba tão cedo, pois o Nem [Antonio Bonfim Lopes, preso em penitenciária federal] não vai aceitar”, disse o mototaxista. A Rocinha é considerada pela polícia o principal ponto de venda de drogas do Rio de Janeiro.

Prefeita ”ostentação” é condenada a devolver quase R$ 1 milhão em cidade do Maranhão

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Lidiane Leite da Silva é condenada pela Justiça. Foto O Globo

A ex-prefeita da cidade de Bom Jardim, no Maranhão, Lidiane Leite da Silva, foi condenada pela Justiça a devolver R$ 998 mil em verbas públicas. Segundo informações da Folha de S. Paulo, a decisão judicial aponta que a gestão municipal deixou de executar um convênio para pavimentação de ruas da cidade e desviou todos os recursos ”para uso pessoal”. Ela já havia sido afastada do cargo em agosto do ano passada e foi expulsa do PRB ainda em 2015. Lidiane ganhou notoriedade em 2015 quando fugiu de Bom Jardim para não ser presa pela Polícia Federal por conta de desvios de recursos destinados para escolas municipais. Na época, ela publicava fotos nas redes sociais ostentando artigos de luxo, como carros, joias e champanhe.

Filhos e namorada do jornalista Marcelo Rezende brigam após morte do apresentador

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Filhos e namorada de Marcelo brigam. Foto: Reprodução

O clima entre Luciana Lacerda e os filhos de Marcelo Rezende parece estar indo de mal a pior. Desde a morte do apresentador, no último sábado, boatos sobre um possível mal estar entre os herdeiros e a namorada do jornalista vem ganhando força. De acordo com Sônia Abrão, no programa A Tarde É Sua, os filhos de Rezende teriam dois motivos para não gostar de Luciana, o primeiro por achar a loira muito jovem para o pai e o segundo por ela ter aparecido logo depois do apresentador do ‘Cidade Alerta’ anunciar publicamente a sua doença. A família do apresentador fez questão de apagar todos os registros de Marcelo ao lado de Luciana das redes sociais. Segundo o colunista Ricardo Feltrin do site Uol, os filhos de Rezende recuperaram as senhas do Facebook e Instagram do jornalista e excluíram as fotos ao lado da namorada. O colunista afirma que a carioca de 51 anos teria ficado sem casa após a morte do apresentador e estaria sendo acolhida por Geraldo Luís, um dos melhores amigos de Marcelo, que teria prometido ao apresentador cuidar da loira.

Forças Armadas montam estrutura para prender criminosos na Rocinha do Rio de Janeiro

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Favela da Rocinha é toada pelas Forças Armadas. Foto: AFP

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro, almirante Roberto Rossatto, disse nesta sexta-feira (22) que as Forças Armadas vão apoiar a retomada do controle da favela da Rocinha com ações na mata e nas principais vias de acesso à comunidade para que as forças de segurança estaduais atuem com mais facilidade. Segundo Rossatto, diferentemente das outras ações das Forças Armadas no Rio, desta vez as tropas estão atuando nos acessos à comunidade atingida e no seu entorno, na vegetação de mata fechada, com o uso de helicópteros para desembarcar homens do Exército treinados para fazer o reconhecimento e militares para auxiliar a comunicação da operação. O almirante disse que a Estrada da Gávea divide a comunidade em duas partes: de um lado a Rocinha e do outro o Vidigal e, por isso, foi feito um cerco modificado, dividindo o terreno, para que as tropas possam atuar com maior eficácia. As Forças Armadas vão permanecer na Rocinha por tempo indeterminado, segundo Rossato. O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, disse que os criminosos estão, em sua maioria, abrigados na mata, mas como a Rocinha é muito grande, eles podem estar escondidos também em casas na comunidade. Sobre a declaração do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que sugeriu ao Luiz Fernando Pezão a exoneração do secretário de Segurança, Sá disse que respeita a posição do parlamentar e que seu cargo pertence ao governador. Em nota, a assessoria do governo fluminense defendeu a gestão de Sá na secretaria. ”O estado tem trabalhado de forma integrada com as forças federais, sob a coordenação do secretário de Segurança, Roberto Sá, que tem sido incansável no cumprimento do dever.”

Cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no Brasil, segundo Ministério da Saúde

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Cerca de 11 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil. De acordo com o primeiro boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado hoje (21) pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2015, 62.804 pessoas tiraram suas próprias vidas no país, 79% delas são homens e 21% são mulheres. A divulgação faz parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio.  A taxa de mortalidade por suicídio entre os homens foi quatro vezes maior que a das mulheres, entre 2011 e 2015. São 8,7 suicídios de homens e 2,4 de mulheres por 100 mil habitantes. Para a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fátima Marinho, esse número é maior pois há uma perda de diagnóstico dos casos de suicídio. Segundo ela, nas classes sociais mais altas há um tabu sobre o tema, questões relacionadas a seguros de vida e diagnósticos feitos por médicos da família.”As pessoas mais pobres, em geral, captamos a morte porque ele vai pro IML [Instituto Médico Legal]”, explicou. Das 1,2 milhão de mortes, em 2015, 17% tiveram causa externa. Dessas 40% são registradas por causas não determinadas, segundo Fátima. ”Ainda tem 6% de mortes que ainda não conseguimos chegar na causa. São cerca de 10 mil mortes que foram por causa externa, violenta, mas não sabe porquê. Por isso temos esse subdiagnostico do suicídio”, disse. No Brasil, os idosos, de 70 anos ou mais, apresentaram as maiores taxas, com 8,9 suicídios para cada 100 mil habitantes, mas, segundo Fátima, em números absolutos, a população idosa vem aumentando. Além disso, eles sofrem mais com doenças crônicas, depressão e abandono familiar. Ela explica que esse índice alto de suicídio entre idosos é observado no mundo todo. Leia na íntegra

Indicada por Michel Temer, nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, será empossada hoje

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Raquel foi indicada para o cargo pelo presidente. Foto: Divulgação

A nomeada procuradora-geral da República, Raquel Dodge, toma posse nesta segunda-feira (18), às 8h. Ela substitui Rodrigo Janot, que deixa o cargo após quatro anos na chefia do Ministério Público Federal (MPF). Inicialmente, a posse estava prevista para às 10h30, mas o horário foi alterado para garantir a presença do presidente da República, Michel Temer, na cerimônia. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Temer presidirá a posse da nova procuradora. A cerimônia acontecerá na sede da PGR, em Brasília. Raquel Dodge foi indicada para o cargo pelo presidente Michel Temer a partir da eleição interna da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que deu origem à lista tríplice enviada ao presidente para subsidiar sua escolha. Em julho, ela foi aprovada pelo plenário do Senado por 74 votos a 1 e uma abstenção. Mestre em direito pela Universidade de Harvard e integrante do Ministério Público Federal há 30 anos, Raquel Dodge é subprocuradora-geral da República e atuou em matéria criminal no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Logo após a posse, o presidente embarca em viagem oficial aos Estados Unidos. Lá, ele se encontrará com o presidente norte-americano, Donald Trump, e participará na terça-feira (19) da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. O embarque do presidente está previsto para as 9h, logo após participar da posse da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Na noite da chegada, Michel Temer janta com o presidente norte-americano, Donald Trump. Também participarão do encontro os presidentes peruano, Pedro Pablo Kuczynski, e colombiano, Juan Manuel Santos. Na terça-feira (19), Temer participa da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Ele será o primeiro entre os líderes mundiais a discursar, seguindo tradição mantida desde 1947, quando o ministro das Relações Exteriores brasileiro Oswaldo Aranha foi o primeiro a presidir o encontro.

General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção e é criticado por comando das Forças

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Antonio Hamilton Martins Mourão Foto: Beto Barata/ Estadão

O general do Exército da ativa Antonio Hamilton Martins Mourão falou por três vezes na possibilidade de intervenção militar diante da crise enfrentada pelo País, caso a situação não seja resolvida pelas próprias instituições. A afirmação foi feita em palestra realizada na noite de sexta-feira, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, após o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciar pela segunda vez o presidente Michel Temer por participação em organização criminosa e obstrução de justiça. Janot deixou o cargo nesta segunda-feira. A atitude do general causou desconforto em Brasília. Oficiais-generais ouvidos pelo site Estado criticaram a afirmação de Mourão, considerada desnecessária neste momento de crise. ”Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”, disse Mourão em palestra gravada, justificando que ”desde o começo da crise o nosso comandante definiu um tripé para a atuação do Exército: legalidade, legitimidade e que o Exército não seja um fator de instabilidade”. O general Mourão seguiu afirmando que “os Poderes terão que buscar uma solução, se não conseguirem, chegará a hora em que teremos que impor uma solução… e essa imposição não será fácil, ela trará problemas”. Por fim, acrescentou lembrando o juramento que os militares fizeram de ”compromisso com a Pátria, independente de sermos aplaudidos ou não”. E encerrou: ”O que interessa é termos a consciência tranquila de que fizemos o melhor e que buscamos, de qualquer maneira, atingir esse objetivo. Então, se tiver que haver haverá”.  Mourão explicou, no entanto, que não estava ”insuflando nada” ou ”pregando intervenção militar” e que a interpretação das suas palavras ”é livre”. Ele afirmou que falava em seu nome, não no do Exército. Ao site Estado, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, foi enfático e disse que ”não há qualquer possibilidade” de intervenção militar. ”Desde 1985 não somos responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir. Além disso, o emprego nosso será sempre por iniciativa de um dos Poderes”, afirmou Villas Bôas, acrescentando que a Força defende ”a manutenção da democracia, a preservação da Constituição, além da proteção das instituições”. Depois de salientar que “internamente já foi conversado e o problema está superado”, o comandante do Exército insistiu que, qualquer emprego de Forças Armadas, será por iniciativa de um dos Poderes. No sábado, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, conversou com o comandante do Exército, que telefonou para o general Mourão para saber o que havia ocorrido. O general, então, explicou o contexto das declarações.

”Louro José” posta foto em hospital e tranquiliza fãs após ser submetido a um cateterismo

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Tom Veiga passa bem após cateterismo. Foto: Instagram

Tom Veiga, que faz o Louro José do programa ”Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga, na Rede Globo, postou uma foto em seu Instagram para mostrar aos fãs que estava bem. Tom foi submetido a um cateterismo e está no do hospital, ao lado da mulher, Alessandra Veiga. ”Oi queridos amigos, estou aqui pra agradecer todas as orações e demonstrações de carinho que recebi nesses últimos dias! Acho que ninguém melhor que eu pra dizer pra vocês a verdade. Passei mal e tive que me submeter a um cateterismo, graças a Deus nada demais, já estou bem e em plena forma, na segunda estarei de volta e o Louro também! kkk Sobre os boatos de eu estar em depressão pelo término do meu casamento, a foto fala por sí!”, justificou o ator.

Acusação de comprar votos não faz sentido, afirma filha de Garotinho após prisão do pai

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Deputada Clarissa Garotinho defende o pai. Foto: Folha de SP

A filha do ex-governador Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, diz que a prisão domiciliar de seu pai na última quarta (13) foi ilegal e fruto de vingança do promotor eleitoral Leandro Manhães Barreto, que fez a denúncia de compra de votos à Justiça Eleitoral de Campos. ”O juiz pede a condenação do Garotinho por uma suposição de crime eleitoral. Mas o Garotinho não era candidato a nada, a Rosinha não era candidata a nada. E o candidato que eles apoiaram perdeu a eleição no primeiro turno. Alguém que comete um crime tem que ter algum tipo de benefício. O juiz diz que foram distribuídos vários cheques cidadão [programa social da prefeitura que dá R$ 200 por mês] pela cidade com o objetivo de comprar voto. Como esse voto foi comprado se ele sequer foi para o segundo turno das eleições?”, disse à Folha. Segundo a filha do ex-governador, em 2015, Garotinho fez uma denúncia contra o promotor de Campos, Leandro Manhães, que fez a denúncia à Justiça, no Ministério Público estadual, sobre enriquecimento ilícito. ”O Ministério Público chegou a abrir um procedimento de investigação criminal contra esse promotor. Ou seja, ele sequer poderia estar atuando nesse processo contra o Garotinho. O promotor aproveitou e direcionou uma ação para a 100ª vara. Ele simplesmente tirou o processo de uma vara e jogou para outra vara. Somado a isso, eles conseguiram amparo na Justiça estadual pela briga do Garotinho com o [desembargador] Luiz Zveiter, que tem um comando muito grande sobre a Justiça estadual”, detalha. Garotinho foi preso na manhã de quarta (13), durante intervalo de um programa que comanda em uma rádio do Rio. Foi a segunda prisão em processo sobre compra de votos nas eleições de 2016 em Campos dos Goytacazes, que era administrada por sua mulher, Rosinha. O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta sexta-feira (15), o pedido de habeas corpus do ex-governador do Rio de Janeiro. No pedido, a defesa de Garotinho alegava que a decretação da prisão domiciliar contradizia com o que havia sido decidido anteriormente pelo TSE, quando revogou a prisão em novembro do ano passado e determinou o cumprimento de medidas alternativas. Entre as medidas alternativas estava, inclusive, a proibição de frequentar o município de Campos, local onde Garotinho cumpre agora prisão domiciliar.

Advogada que pediu impeachment de Dilma concorre em concurso da USP e fica em último lugar

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Famosa advogada Janaína Paschoal. Foto: Alessandro Dantas

A advogada Janaína Paschoal, que ficou famosa durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, foi a última colocada em um concurso da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a Coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, Paschoal concorreu no certame que escolheu os dois novos professores titulares de direito penal da Faculdade de Direito da USP. Uma das vagas que ela disputava era a de Miguel Reale Júnior, docente que se aposentou. Junto com Reale Júnior, Janaína assinou o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma. A outra vaga era a de Vicente Greco Filho, que também se aposentou. Ainda segundo a colunista, Janaína concorreu com Alamiro Velludo e Ana Elisa Liberatore Bechara, que ficaram com as vagas, e Mariângela Gama de Magalhães Gomes. Paschoal, que defendia a tese ”Direito Penal e Religião – As Várias Interfaces de Dois Temas que Aparentam ser Estanques”, teve notas entre 6.4 e 7.2. Alamiro, o primeiro colocado, teve notas entre 9.3 e 9.6. Mesmo com o resultado, a professora segue como docente da mesma universidade.

Ministério Público de SP investiga viagens do prefeito de São Paulo, João Doria, ao Nordeste

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MP quer o roteiro das viagens de João Doria. Foto: Estadão

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado. O motivo do pedido de esclarecimentos são as viagens que ele tem feito. Recentemente, Doria esteve em Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Nas cidades, ele foi premiado ou recebeu palestras. Além das capitais brasileiras, o prefeito realizou viagens internacionais. O promotor Marcelo Camargo Milani pediu que Doria detalhe o roteiro das viagens e as circunstâncias pelas quais aconteceram, quem integrou as comitivas e de que modo as viagens foram custeadas. A solicitação se deu em uma representação do PT. O partido acusa o prefeito de fazer campanha antecipada à Presidência da República. Doria terá 20 dias para prestar esclarecimentos.

Defesa pede liberdade para os irmãos Wesley e Joesley Batista, controladores do grupo J&F

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Joesley Batista foi preso pela Polícia Federal. Foto: Estadão

A defesa dos empresários Joesley e Wesley Batista, controladores do grupo J&F, apresentou ao Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo pedido de habeas corpus para os dois irmãos. O advogado Pierpaolo Bottini alega que a prisão de ambos é ilegal. Segundo Bottini, a prisão é irregular porque a liberdade dos dois não coloca em risco as apurações da Polícia Federal (PF) sobre a prática de crime contra o sistema financeiro. A PF investiga o uso de informação privilegiada pelo grupo para negociar dólares e ações dias antes da divulgação da delação premiada que envolvia o presidente Michel Temer. O grupo J&F teria comprado US$ 1 bilhão e vendido R$ 327 milhões em ações da JBS, enquanto a dupla negociava acordo com a Procuradoria-Geral da República. ”As investigações existem e são do conhecimento dos executivos há meses, sem que jamais houvesse ato de obstrução de qualquer um deles”, diz nota divulgada por Bottini. ”Ambos se apresentaram, prestaram depoimentos e entregaram os documentos requeridos. Não há indícios de que pretendam fugir”, conclui o texto. Atualmente, Wesley cumpre prisão preventiva na sede da Polícia Federal em São Paulo. Joesley está preso em Brasília, em prisão provisória, por suspeita de violação do acordo de delação premiada. As informações são da Agência Brasil

Motorista de Eliza Clívia causou acidente com carro que matou a cantora, diz polícia

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Eliza Clívia morreu em junho deste ano. Foto: Reprodução

A polícia concluiu o inquérito que investigou a morte da cantora Eliza Clívia, 37 anos, ex-vocalista da banda Cavaleiros do Forró, e do marido dela, o baterista Sérgio Ramos. Os dois morreram em um acidente no dia 16 de junho deste ano em Aracaju e o caso estava sob cuidados da Delegacia de Delitos de Trânsito. A delegada Daniela Lima concluiu que a responsabilidade do acidente foi de Clebton José dos Santos, motorista do carro da cantora, que não teria prestado atenção à sinalização da via. Foram usados na investigação depoimentos de sobreviventes e testemunhas, laudo pericial e análise de imagens e do veículo. ”Podemos concluir com toda a tranquilidade, após exaurir todas as possibilidades de produção d e provas através de depoimentos e provas técnicas, que a causa do acidente foi provocada pela entrada do veículo Pálio da via. E concluímos pelo indiciamento do senhor Clebton por homicídio culposo de trânsito e por lesão corporal culposa de trânsito”, disse a delegada ao G1 SE. O motorista está em Arapiraca, Alagoas, se recuperando de ferimentos causados pelo acidente. Ele foi ouvido na cidade. ”Ele não tem memória do choque. Mas tem um relato de momentos antes de que estava utilizando um GPS para se guiar, já que não conhecia a cidade”, explica. O laudo mostra que o ônibus trafegava entre 48 km/h e 62 km/h, enquanto o carro estava a 22 km/h quando invadiu a preferencial. A perícia mostrou que o motorista do ônibus teve pouco mais de um segundo para tempo de reação, o que não seria suficiente para impedir a batida mesmo se ele estivesse no limite de velocidade da via, que é de 30 km/h. Eliza, que tinha saído em carreira solo, estava em Aracaju para divulgar um show.

Crise econômica, desemprego e preconceito aumentam o risco de suicídio, diz Ipea

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A cada 40 segundos, um suicídio ocorre no mundo. Ao todo, são 800 mil registros anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora tenha forte componente individual, determinantes sociais – como questões econômicas – também têm influência em diversos casos investigados. Episódios de suicídio são registrados em todos os países, mas segundo dados da OMS, 75% dos episódios ocorreram em nações de baixa e média renda em 2012. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) sobre austeridade e saúde diagnosticou, a partir da análise de diferentes estudos, que as crises econômicas e o consequente aumento do desemprego aumentam o risco de suicídio e de mortes decorrentes do abuso de álcool. Falta de esperança, dificuldades de se enquadrar no ambiente social e econômico são problemas apontados pela autora da análise e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Fabiola Sulpino Vieira.

Crise e austeridade

Em momentos de crise, a demanda por atendimento de saúde cresce, tanto pela degradação das condições de saúde quanto pela dificuldade de ter acesso a um serviço privado. Por isso, a possibilidade de ocorrência de suicídios pode aumentar com a adoção de políticas de austeridade. ”A crise gera uma série de problemas, à medida que você provoca uma situação de instabilidade muito forte. Quando vem a austeridade, que geralmente vem por meio do corte de despesas da área social, você acaba tirando possibilidades de mitigação dos efeitos da crise na vida das pessoas”, explica Fabiola. Após analisar vários países que enfrentaram crises ao longo da história, a pesquisadora concluiu que aqueles que mantiveram políticas de reinserção das pessoas no mercado de trabalho e renda mínima, além de serviços públicos de saúde e educação, ”não só mitigaram os efeitos da crise sobre a situação de saúde das pessoas, como também tiveram resultado em conseguir retomar o crescimento econômico em um prazo mais curto do que os que adotaram a austeridade”. Enfatizando a necessidade de prevenção, o estudo alerta que ”programas de proteção social e voltados para o mercado de trabalho podem reduzir o risco de desfechos negativos sobre a saúde mental e problemas relacionados ao abuso de álcool, além disso, podem promover a saúde e o bem-estar”.

A situação do Brasil

O Brasil não está fora desse quadro. O país tem taxa proporcional de suicídio baixa. Segundo o Ministério da Saúde, em 2014, foram registrados 10.653 óbitos por suicídio no Sistema de Informação de Mortalidade, taxa média de 5,2 por 100 mil habitantes, praticamente metade da média mundial, que é de 11,4 casos para o mesmo grupo. No entanto, tem sido diagnosticado um crescimento constante do número de ocorrências, especialmente, em relação a determinados grupos sociais.

Jovens

”Fatores puramente econômicos como o desemprego e a renda causam maior impacto sobre a taxa de suicídio ao grupo de pessoas mais jovens”, destacou o Ipea, em pesquisa sobre determinantes sociais do suicídio, publicada em 2010. Pressão social por sucesso e desemprego estrutural entre os jovens são alguns dos fatores que explicam essa situação, segundo o Ipea. O suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos no mundo, segundo a OMS. A questão de gênero é outra questão destacada na análise. Verificando microdados do Ministério da Saúde relativos ao intervalo entre 2000 e 2010, o Ipea constatou que 79% das vítimas são do sexo masculino. Já estudo que trata da relação entre acesso às armas de fogo e suicídio destacou que, quando consideradas apenas as mortes cometidas com armas de fogo, esse percentual chega a 88%.

Brancos

A diferença racial não aparenta ser tão determinante na análise das ocorrências gerais. Há 5% a mais de vítimas brancas. Quando destacado o uso da arma de fogo, esse percentual aumenta em quase dois terços. ”Isto pro­vavelmente reflete que os indivíduos de cor branca são em média mais ricos que os não brancos e, portanto, possuem mais facilidade de adquirir armas de fogo”, avalia o Ipea. O estudo aponta ainda que a disponibilidade de armas desse tipo pode favorecer a ocorrência de suicídios, de forma geral. Leia na íntegra