Covid-19: Brasil tem 67,9 mil mortes e 1 milhão de curados, diz boletim do Ministério da Saúde

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De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados hoje (8), o Brasil acumula 1.713.160 de casos confirmados e 67.964 mortes pelo novo coronavírus. O país atingiu hoje a marca de um milhão de casos recuperados de covid-19.

Nas últimas 24 horas, foram adicionadas 1.223 mortes aos registros oficiais. Há ainda 4.105 óbitos em investigação. O painel do órgão também trouxe 44.571 novos casos diagnosticados de ontem (7) para hoje. Estão em acompanhamento no país 624.695 pacientes infectados pelo novo coronavírus.

No balanço de terça-feira, o país contabilizava 66.741 mortes e 1.668.589 casos acumulados de covid-19, desde o início dos registros.

Em entrevista coletiva realizada hoje em Brasília, a equipe do Ministério da Saúde apresentou a evolução da pandemia no país, destacando uma estabilidade na curva do número de mortes e um aumento na curva dos casos confirmados. Da Agência Brasil

Reabertura das agências do INSS com atendimento presencial é adiada para dia 3 de agosto

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Foi adiado para 3 de agosto, o atendimento presencial nas agências da Previdência Social. O adiamento está na Portaria Conjunta n° 27 da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), publicada hoje (8), no Diário Oficial da União.

O atendimento exclusivo por meio de canais remotos fica prorrogado até o dia 31 de julho e continuará sendo realizado mesmo após a reabertura das agências. Segundo o ministério, em um primeiro momento, o tempo de funcionamento das agências será parcial, com seis horas contínuas, e o atendimento será exclusivo aos segurados e beneficiários com prévio agendamento pelos canais remotos (Meu INSS e Central 135). Também serão retomados os serviços que não possam ser realizados por meio dos canais de atendimento remotos como, por exemplo, realização de perícias médicas, avaliação social e reabilitação profissional.

De acordo com o ministério, as unidades que não reunirem as condições necessárias para atender o cidadão de forma segura, continuarão em regime de plantão reduzido. O INSS disponibilizará um painel eletrônico contendo informações sobre o funcionamento das Agências da Previdência Social, os serviços oferecidos e o horário de funcionamento.

Brasil tem 65,4 mil mortes causadas pelo novo coronavírus, informa o Ministério da Saúde

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O Brasil chegou a 65.487 mortes em decorrência da covid-19. Foram registradas mais 620 mortes nas últimas 24 horas, conforme atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta segunda-feira (6). Ontem (5), o balanço informava a ocorrência de 64.867 mortes em função da pandemia. 

Pelas estatísticas do Ministério da Saúde, foram identificados mais 20.229 casos da doença. Com isso, o número total de pessoas infectadas chegou a 1.623.284. Ontem, o painel do Ministério da Saúde mostrava 1.603.555 casos confirmados.Do total de infectados até o momento, 927.292 já se recuperaram e 630.505 pacientes ainda estão em acompanhamento.

Os números diários do balanço do Ministério da Saúde em geral são menores aos domingos e segundas-feiras pelas restrições nas equipes que fazem contagem de dados nas secretarias municipais e estaduais, e maiores às terças-feiras, quando há aumento de registros em razão do acúmulo do que não foi encaminhado no fim de semana.

Regiões

A região com maior número de mortes por covid-19 é o Sudeste, com 29.900. O Nordeste registra 21.235 óbitos; o Norte, 10.039; o Centro-Oeste, 2.328; e o Sul, 1.985.

Os estados com mais mortes em função da pandemia são São Paulo (16.134), Rio de Janeiro (10.698), Ceará (6.481), Pará (5.105) e Pernambuco (5.163). As unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (122), Tocantins (224), Roraima (371), Acre (394) e Santa Catarina (406).

Brasil tem 1.603.055 casos de covid-19 diagnosticados, informa o Ministério da Saúde

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Boletim divulgado hoje (5) pelo Ministério da Saúde, registra que até o momento o Brasil tem 1.603.055 casos da covid-19. Desses, 64.867 casos resultaram em óbito, sendo 602 registrados nas últimas 24 horas. O número de pessoas recuperadas soma 906.286, o equivalente a 56,5% dos infectados.

São Paulo continua com o maior número de casos, 320.179; seguido pelo Ceará com 121.464, e pelo Rio de Janeiro, com 121.292. Em número de mortes, no entanto, o Rio de Janeiro, com 10.667, ultrapassa o Ceará, que teve 6.441 óbitos até o momento. Também nesse quesito, São Paulo registra o maior número, com 16.078 mortes.

Entre os estados com menos registros, o Mato Grosso do Sul é o de menor incidência, com 10.089 casos e 117 mortes. Tocantins, com 12.475 casos e 220 mortes, vem em seguida.

Apesar dos números nacionais, algumas cidades estudam a volta gradual da rotina. Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas assinou os protocolos para reabertura dos setores de bares, restaurantes, estética e beleza na cidade.

No Rio de Janeiro, a reabertura de bares levou muita gente para a rua durante o primeiro dia de liberação. Na sexta-feira (3), após medidas punitivas, os estabelecimentos da cidade tomaram atitudes para diminuir as aglomerações.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha assinou decreto com o calendário de abertura de bares e escolas. O DF registra, até o momento, 57.854 casos diagnosticados e 699 mortes.

Prefeito de BH admite desespero com Covid-19: ”Não sei como segurar essa pandemia”

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Prefeito Alexandre Kalil diz que pandemia preocupa. Foto: Reprodução

O tom adotado pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), segue a linha de ACM Neto em Salvador. Há pouco menos de quatro meses do pleito municipal, adiado pela PEC aprovada esta semana no Congresso, e em um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19 no país, não há clima para comentar a disputa eleitoral.

Em entrevista ao Estado de Minas, Kalil se recusou a falar sobre a eleição municipal e disse que prefere concentrar os esforços para lutar contra a doença.

O prefeito afirmou que sabe ”brigar”, mas que no momento a sua preocupação é “segurar a pandemia”, o que ainda não descobriu como fazer. ”Isso me desespera”, lamenta.

”Não, meu espírito não dá. E na hora em que for para falar, vou falar, sei brigar, eu sei ir para o campo de batalha, isso não me preocupa. Porque sei fazer. O que não sei é como segurar essa pandemia. E ninguém sabe. E isso me desespera”, declarou.

Com saúde básica, cidades do Brasil conseguem frear a disseminação do novo coronavírus

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Com dores de cabeça e no corpo, perda do olfato e do paladar, vômito e febre, a secretária Ariana dos Santos, 27, de São Caetano do Sul, ligou para um 0800. Foi orientada sobre o que deveria fazer e recebeu em casa um kit de autocoleta de secreções da garganta e do nariz para o teste da Covid-19.

Em 48 horas, foi avisada que o resultado deu positivo e teve que se isolar por 14 dias. Durante o período, esteve monitorada a distância por profissionais da saúde.

“Como tinha um número de telefone para acionar caso tivesse qualquer problema, fiquei mais tranquila. Me recuperei em casa, tive sorte”, diz.

O teste domiciliar feito pela Prefeitura de São Caetano do Sul (SP), em parceria com a universidade municipal (USCS), é um dos exemplos de cuidados oferecidos na atenção primária à saúde (APS), a porta de entrada do SUS.

Entre as iniciativas adotadas durante a emergência sanitária, há também monitoramento de doentes crônicos, principal grupo de risco para complicações e morte pela infecção. O agravamento dessas condições se devem a uma sobrecarga do SUS após a pandemia, a chamada terceira onda.

Mais de mil experiências em atenção primária estão concorrendo a uma premiação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e do Ministério da Saúde. As inscrições se encerram no próximo dia 15.

Em São Caetano, há cinco programas de testagem, entre eles, o domiciliar que atendeu Ariana, um em sistema de drive-thru, em que pacientes fazem o teste no carro, e um outro em bloqueios de trânsito (barreiras sanitárias). Ao todo, foram testadas mais de 38 mil pessoas, o que representa 24% da população.

No caso de resultado positivo na testagem domiciliar, por exemplo, um médico da atenção primária vai até a casa do paciente, faz avaliação clínica e mede o nível de oxigênio no sangue (oximetria).

“Tivemos casos encaminhados direto para internação”, diz a secretária municipal da Saúde, Regina Zetone.

Nos bloqueios de trânsito, é aferida a temperatura de motoristas e passageiros. Quem tiver febre e alteração nos níveis de oxigênio é submetido ao teste rápido no local. Caso o resultado seja positivo, o morador é atendido em uma carreta ao lado do Hospital Municipal de Emergências.

São Caetano também é o primeiro município do Brasil a testar idosos, inclusive os que vivem em asilos. A cidade possui um dos maiores índices de longevidade do país (78 anos) e tem 21% da população de idosos (cerca de 34 mil).

Para Zetone, o cuidado ofertado pela atenção primária e os testes em massa são os responsáveis pelas baixas taxas de letalidade e de ocupação de UTIs pela Covid-19 (que chegou a 60% e hoje está em 28%).

Até o último dia 30, a cidade tinha 1.924 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 4,4% (86 mortos). “Pelo perfil mais envelhecido da nossa população, poderia se esperar um cenário muito pior”, diz a secretária.

As unidades básicas de saúde permaneceram abertas, mas com fluxos diferentes para quem tiver sintomas gripais. Para não terem que ir até as unidades de saúde, idosos receberam seus medicamentos em casa e tiveram a validade de suas receitas ampliadas.

Em Belo Horizonte (MG), também houve uma iniciativa de manter o cuidado com doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos.

Segundo a médica de família e comunidade Juliana Santos, da gerência da APS da Secretaria Municipal de Saúde, desde o início da pandemia, em março, os usuários deixaram de procurar por atendimentos nas unidades de saúde. Por isso, foi elaborada uma lista com os dados dos que tinham condições crônicas mais complexas. Esse material foi distribuído a todas as equipes de saúde da família.

“Se o usuário estiver dentro de um período de controle adequado é oferecido para ele o teleatendimento. Se não estiver controlado ou se estiver há mais de três meses sem consulta, a equipe chama para consulta presencial”, explica.

Foram agregados à listagem os usuários acamados, os egressos de hospitais e os com uso de medicamentos controlados.

De acordo com Maria José Evangelista, assessora técnica do Conass, há uma preocupação com a terceira onda que virá pós-pandemia.

“Em muitos municípios, está havendo um descontrole de quem tem hipertensão, diabetes, dos idosos que frequentam as unidades”, disse ela em debate online do Portal da Inovação na Gestão do SUS.

O médico Renato Tasca, coordenador de sistemas e serviços de saúde da Opas no Brasil, lembra que experiências de países que fecharam a APS para colocar os profissionais de saúde nos hospitais de campanha, como a Itália e a Espanha, foram dramáticas.

Elas causaram a interrupção do cuidado às pessoas com sintomas leves de Covid-19 e também àquelas que dependem da atenção primária.

Quatro dias após confirmar o primeiro caso de Covid-19, a prefeitura de Florianópolis(SC) lançou um serviço de atendimento clínico por telefone. As equipes de saúde da família receberam celulares para atender os usuários e responder mensagens pela WhatsApp.

Em abril, primeiro mês do serviço, foram mais de 40 mil atendimentos. Desses, ao menos 7.000 eram pessoas com sintomas gripais e que deixaram de circular pela cidade em busca de consulta presencial.

No entanto, o atendimento por telefone não fechou as portas das unidades de saúde. Segundo João Silveira gerente de atenção primária da Secretaria da Saúde de Florianópolis, foram criados fluxos diferenciados, com salas específicas para pacientes com sintomas respiratórios.

Ao receber e triar os casos leves na atenção primária, a pressão sobre os hospitais é reduzida. O sucesso não aparece nos indicadores, diz Filipe Perini, gerente de integração assistencial da secretaria.

“Ninguém diz os leitos de UTI que a APS evitou, ninguém diz as mortes que ela evitou, justamente porque ela conseguiu detectar os casos de uma maneira rápida ou precoce”, afirma.

Em Teresina (PI), a prefeitura reservou 23 unidades básicas de saúde, de um total de 90, para atender aos pacientes suspeitos e confirmados de Covid-19. Nas unidades e nas visitas domiciliares são testadas cerca de mil pessoas por dia.

Cerca de 27% dos testes são positivos. Os dados são enviados para um sistema que importa a lista de casos confirmados das redes pública e privada.

A relação dos pacientes é enviada para um grupo de enfermeiros, que monitora os sintomáticos e identifica os contatos a serem testados.

A capital do Piauí trabalha com um número de Whatsapp em que é possível agendar o teste de Covid-19. “A gente conseguiu evitar a circulação de pessoas possivelmente infectadas e o agravamento do quadro da infecção”, diz Andréia Sena, da diretoria de atenção básica da Fundação Municipal de Saúde (FMS)

Na clínica da família Ana Maria Conceição dos Santos Correia, na zona norte do Rio de Janeiro, um profissional da saúde fica na parte externa da unidade e direciona para uma sala de isolamento os usuários com sintomas respiratórios.

Segundo o médico de família e comunidade Marcio Silva, os suspeitos de Covid-19 são cadastrados em uma planilha de telemonitoramento e localizados no mapa do bairro. “Se a pessoa piora, a gente a inclui na rota de visita domiciliar ou a encaminha para uma UPA”, conta.

Com a ferramenta de georreferenciamento, os profissionais elaboraram estratégias diferentes de acordo com o perfil de usuários, de vídeos sobre contraceptivos para as redes sociais à arrecadação de alimentos para as famílias mais vulneráveis.

*por Claudia Collucci | Folhapress

Brasil tem 3º maior pico de mortes em único dia e ultrapassa 1,4 milhão de infectados pelo vírus

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Nesta terça-feira (30), o Brasil teve o terceiro maior pico de registros de mortes em 24 horas desde o início da pandemia. Foram 1.280 novos óbitos. Antes disso, as maiores marcas ocorreram no dia 23 de junho com 1.374 óbitos e no dia 4 de junho com 1.473 mortes. Ao todo, a pandemia do novo coronavírus já vitimou 59.594 mil brasileiros.

O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 33.846 novos casos de Covid-19 e o número total de infectados pelo coronavírus chegou a 1.402.041. Os dados foram atualizados nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Saúde.

A marca de hoje representou um aumento de 2,1% em relação ao balanço de ontem(29), quando foram contabilizados 58.314 óbitos em função da Covid-19. Ainda há 3.950 mortes em investigação.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 790.040 pessoas que contraíram a doença já se recuperaram. Outras 552.407 estão em acompanhamento.

O Brasil permanece como o segundo país do mundo com maior incidência de mortes e de casos de Covid-19. Atrás apenas dos Estados Unidos, que conta com 2,7 milhões de infectados e 129,9 mil mortes.

Bolsonaro sanciona lei com R$ 3 bi para cultura e auxílio de R$ 600 para artista informal, diz Planalto

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Presidente sancionou projeto do setor cultural. Foto: Marcos Corrêa

A Secretaria-Geral da Presidência informou nesta segunda-feira (29) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei aprovado na Câmara e no Senado que prevê a destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural. O texto não havia sido publicado no “Diário Oficial da União” até a última atualização desta reportagem.

Segundo o projeto, de autoria da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), o objetivo é ajudar profissionais da área e os espaços que organizam manifestações artísticas que, em razão da pandemia do novo coronavírus, foram obrigados a suspender os trabalhos.

O texto aprovado pelo Congresso define ainda que caberá à União repassar, em parcela única, os R$ 3 bilhões a estados e municípios.

Também prevê o pagamento de três parcelas de R$ 600 para os artistas informais, a exemplo do auxílio emergencial pago a trabalhadores informais. O setor emprega mais de 5 milhões de pessoas.

De acordo com a Secretaria-Geral, os artistas vão poder usar o dinheiro ”como subsídio mensal para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas, instituições organizações culturais comunitárias”. Também vão poder usar o dinheiro para: editais; chamadas públicas; prêmios; aquisição de bens e serviços vinculados ao setor cultural; instrumentos destinados à manutenção de agentes, de espaços, de iniciativas, de cursos, de produções, de desenvolvimento de atividades de economia criativa e de economia solidária, de produções audiovisuais, de manifestações culturais, bem como para a realização de atividades artísticas e culturais que possam ser transmitidas pela internet ou disponibilizadas por meio de redes sociais e outras plataformas digitais.

As informações são do site G1.

Covid-19: Brasil registra 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença, diz Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde divulgou hoje (28) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 1.344.143 casos confirmados de covid-19 acumulados e o total de 57.622 mortes. Os casos de pacientes recuperados somam 733.848. 

Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 552 óbitos e 30.476 novos casos da doença.

A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 914.004 casos e 52.882 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 902.152 casos 36.648 óbitos. Em seguida estão as regiões Norte (502.928 casos e 18.622 mortes), Centro-Oeste (170.996 casos e 3.122 mortes) e Sul (137.254 casos e 2.866 óbitos).

54% do total de infectados pelo Covid-19 no Brasil estão recuperados, diz Ministério

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O Ministério da Saúde divulgou novo balanço com os números da Covid-19 no Brasil, na noite desta sexta-feira (26). Em território nacional, o total de infectados é de 1.274.974. Nas últimas 24 horas, foram quase 47 mil novos casos. Os óbitos, segundo a pasta da Saúde, são 55.961.

Os números do boletim epidemiológico trazem também informações sobre as pessoas que tiveram a Covid-19 e estão recuperadas. Ao todo, 697 mil, o que representa 54% do total de infectados. Outros 521 mil casos estão em acompanhamento e 3.800 mortes ainda são investigadas.

Com Minas Gerais, sobe para 9 estados brasileiros com mais de 80% das UTIs ocupadas

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A escalada dos casos graves do novo coronavírus fez crescer a ocupação dos leitos de UTI em 16 estados brasileiros. Com isso, já chega a nove o número de estados com mais 80% dos leitos para o tratamento da Covid-19.

O estado de Minas Gerais assumiu a ponta entre as unidades da federação com maior taxa de ocupação dos leitos. Roraima, Mato Grosso e Rio Grande do Norte aparecem na sequência, também em rota de crescimento do número de casos graves da doença.

Em Minas, com avanço dos casos confirmados no interior e na capital, a taxa de ocupação total de UTIs em Minas Gerais atingiu 90,6% na segunda-feira (22) e deixou o estado próximo ao colapso. Sem separar leitos para Covid-19, a Secretaria Estadual de Saúde informa que 16% das internações de pacientes graves são relacionadas à doença.

Há um mês, a ocupação total de leitos de UTI no estado era de 69%. Com a flexibilização da economia em várias regiões, incluindo Belo Horizonte, os números saltaram e tiraram o estado da zona de tranquilidade que tinha, em comparação ao cenário nacional.

Uma previsão do Ministério Público de Minas Gerais, com base em análises e estudos, incluindo uma nota técnica elaborada pela UFMG, estimava na semana passada que o estado chegaria ao esgotamento dos leitos nesta quinta. A data foi adiada graças à expansão na rede estadual, segundo o secretário adjunto de saúde, Marcelo Cabral.

”Apesar de todos os problemas, conseguimos jogar mais para frente a data estimada para o esgotamento de leitos. Esses dados são dinâmicos, já que o trabalho de ampliação das vagas é feito diariamente”, afirmou o secretário em entrevista à imprensa nesta quarta (24).

Das 14 macrorregiões de saúde do estado, seis têm percentual de ocupação de UTIs acima de 90%. As regiões de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora estão entre elas.

Nesta quarta, Minas chegou a 31.343 casos de Covid-19 confirmados e 771 mortes. As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave tiveram aumento de 718% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Um dos primeiros estados a autorizar a reabertura de comércio e de parques públicos, Mato Grosso continua com uma escalada no número de pacientes graves. A ocupação dos leitos de UTI, que há duas semanas era de 13%, subiu para 76% na semana passada e 87% nesta semana.

A situação é mais grave no interior: nas cidades de Rondonópolis, Cáceres e Sorriso, a ocupação dos leitos era de 100% nesta terça-feira (22). Em Várzea Grande, cidade da Grande Cuiabá, apenas um dos 40 leitos de UTI para pacientes com Covid-19 estava disponível.

Estados como Pernambuco, Maranhão e Ceará também registraram ocupação acima de 80%, mas vivem uma desaceleração no número de casos graves.

No Maranhão, onde o sistema de saúde atingiu o colapso há cerca de dois meses, o governo começou a redirecionar UTIs que estavam reservadas para pacientes com o novo coronavírus para pessoas com outras doenças. Em uma semana, o número de leitos para Covid-19 foi reduzido de 474 para 416.

A Secretaria Estadual da Saúde apontou queda na ocupação de leitos, do número de novos casos e da taxa de contágio na Grande Ilha, formada pela capital São Luís e pelas cidades de São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O novo cenário fez o governo retomar na serviços ambulatoriais e procedimentos cirúrgicos na Grande São Luís.

No interior do estado, porém, houve um incremento no número de casos graves. Na segunda (22), 80% dos leitos fora da Grande Ilha estavam ocupados. Há duas semanas, eram 68%. Pernambuco também tem registrado queda na demanda de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave por leitos de UTI.

Na terça-feira (23), a taxa de ocupação das UTIs na rede pública estadual era de 83%. Desde o início da pandemia, 762 vagas foram abertas. Há uma semana, o índice registrado foi de 87%. A fila para pacientes aguardando por um leito de UTI, que no início de maio chegava a 256 pacientes, foi zerada.

No Rio de Janeiro, a taxa de ocupação das UTIs vem caindo há algumas semanas. Nesta segunda, 57% dos leitos nas unidades estaduais de referência para a doença. Contribuiu para a melhora a inauguração de um hospital de campanha em São Gonçalo na última quinta (18), ainda com 20 das 80 UTIs previstas.

Outros cinco hospitais de campanha prometidos pelo governador Wilson Witzel (PSC) não foram abertos até hoje. Um estudo técnico da própria Secretaria de Saúde recomendou que eles não fossem mais construídos, já que a ocupação está baixa e os custos de manutenção seriam altos, como revelou a TV Globo.

A fila por vagas de enfermaria e terapia intensiva no estado subiu levemente na última semana —de 73 na última segunda (15) para 91. Epidemiologistas que acompanham os números da Covid-19 se preocupam com a abertura da economia em várias cidades e o aumento de casos no interior, que podem voltar a inundar o sistema de saúde da capital.

Em São Paulo, o governo do estado afirma que não houve tensionamento nos leitos de UTI a despeito do novo recorde de óbitos em 24 horas registrado nesta terça-feira (22). A taxa de ocupação dos leitos para pacientes graves é de 65,7%, chegando a 68% na Grande São Paulo.

Os números são menores do que os registrados na semana anterior, quando as taxas estavam em 70% no estado e em 77% na Grande São Paulo.

Bahia, Paraná e Distrito Federal continuam em rota de crescimento no número de pacientes graves. Ao todo, a Bahia tem 75% dos leitos de UTI para Covid-19 ocupados nesta terça, percentual que sobe para 82% em Salvador.

O estado tem cerca de 50 mil casos do novo coronavírus e 1.491 mortes. Cidades como Juazeiro, Santo Antônio de Jesus, Conceição do Coité e São Francisco do Conde registraram rápido crescimento no número de casos nos últimos dias.

O Distrito Federal também segue tendência de alta na ocupação dos leitos após medidas de reabertura. Com 33.282 novos casos e 433 mortes até segunda (22), a capital federal tinha de 67,2% dos leitos ocupados.

No Paraná, alguns hospitais públicos de Curitiba e na região oeste do estado estão sem leitos exclusivos para tratamento de pacientes com o novo coronavírus.

A taxa média de 59% só é empurrada para baixo graças às condições favoráveis das outras áreas do estado. Mesmo com novos 71 leitos, houve crescimento em relação à semana anterior, em que o porcentual era de 51%. Na capital, 78% das UTIs estão preenchidas.

Em meio a medidas de flexibilização do isolamento, Mato Grosso do Sul continua sendo o único estado com ocupação de leitos abaixo de 50%, mas com tendência de alta. O número de leitos ocupados subiu de 10% para 23% em uma semana. Com informações do Bahia Notícias

INSS prevê retomar perícias médicas a partir de 13 de julho, através de portaria do Governo Federal

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O governo federal publicou na segunda-feira (22) uma portaria definindo as regras para a reabertura das agências da Previdência Social a partir de 13 de julho.

Em comunicado sobre a retomada do atendimento presencial, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) divulgou que serviços que não puderam ser realizados a distância, como as perícias médicas e a reabilitação, terão prioridade na reabertura.

Desde o início da quarentena de combate ao novo coronavírus, o INSS antecipa R$ 1.045 para segurados que solicitam o auxílio-doença, sem exigir a realização de perícia médica, pois os postos estão fechados. A antecipação de apenas um salário mínimo, porém, prejudica trabalhadores que possuem renda mais elevada, pois poderiam receber auxílios com valores mais altos.

Os demais serviços não estarão disponíveis de forma presencial neste primeiro momento, segundo o INSS, e permanecerão nos canais remotos: o Meu INSS (gov.br/meu INSS, site e aplicativo) e telefone 135. Atualmente, 753 agências estão aptas a voltar a funcionar, o que representa 70% da capacidade de atendimento do instituto (são 1.525 no total), informou o instituto.

Para a reabertura ao público, o governo ainda prevê diversas restrições. As agências só poderão funcionar se atenderem às medidas mínimas de segurança sanitária recomendadas pelo Ministério da Saúde e às regras de isolamento, quarentena e outras condições de funcionamento estabelecidas por estados, Distrito Federal e municípios.

Algumas das medidas a serem adotadas são fornecimento e instalação de equipamentos de proteção individual e coletiva contra a disseminação da Covid-19; acesso controlado ao interior das agências, que ficará restrito aos servidores e contratados, e aos usuários que tenham feito prévio agendamento para atendimento presencial.

Covid-19: Brasil chega a 1,1 milhão de casos e 51,2 mil mortes, diz boletim do Ministério da Saúde

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O Brasil teve 654 novas mortes por covid-19 registradas nas últimas 24h, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada hoje (22). Com esse acréscimo às estatísticas, o país chegou a 51.217 óbitos em função da pandemia do novo coronavírus.

A atualização diária traz um aumento de 1,1% no número de óbitos em relação a ontem(21), quando o total estava em 50.617.

O balanço também teve 21.432 novos casos registrados, totalizando 1.106.470. O acréscimo de pessoas infectadas marcou uma variação de 1,9% sobre o número de ontem, quando os dados do ministério registravam 1,085 milhão de pessoas infectadas.

Do total, 483.550 pacientes estão em observação, 571.649 foram recuperados e 3.912 mortes estão em investigação.

Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (12.634), Rio de Janeiro (8.933), Ceará (5.604), Pará (4.605) e Pernambuco (4.252). Também apresentam altos índices de vítimas da pandemia os estados do Amazonas (2.671), Maranhão (1.760), Bahia (1.441), Espírito Santo (1.362), Alagoas (903) e Paraíba (784).

Os estados com mais casos confirmados da doença são São Paulo (221.973), Rio de Janeiro (97.572), Ceará (94.158), Pará (86.020) e Maranhão (70.689).

Pesquisa busca desenvolvimento de tecido com maior proteção contra o novo coronavírus

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Um projeto de pesquisa financiado pelo Edital de Inovação para a Indústria do Senai busca o desenvolvimento de um tecido de malha com propriedades antivirais que possa aumentar a proteção de máscaras e outros equipamentos de proteção individual. Tecidos desse tipo são chamados de funcionais, porque são fabricados com produtos químicos e materiais que acrescentam determinadas funções, como proteção contra raios ultravioleta ou ação antimicrobiana.

O projeto ocorre em parceria entre a empresa Diklatex, o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Senai/Cetiqt) e Bio-Manguinhos, cujos laboratórios têm sido usados para a realização dos testes. O coordenador da plataforma de Fibras do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras, Adriano Passos, explicou que, além da eficácia das substâncias usadas, outras questões importantes estão sob avaliação, como a toxicidade no contato com a pele e a durabilidade após lavagens.

”Não adianta matar o vírus e fazer mal ao ser humano. Então, estamos tendo todo esse cuidado”, afirma Passos. Os primeiros testes já comprovaram a eficácia contra os vírus causadores da caxumba e do sarampo em ensaios in vitro.

No último dia 17, uma nova rodada de testes começou a ser realizada, desta vez em um laboratório com o nível de segurança exigido para pesquisas com o SARS-COV-2. O resultado deve ser divulgado até o fim de junho, mas Passos adianta que duas formulações testadas tiveram ”performance ótima” contra o novo coronavírus”.

A comercialização de tecidos com propriedades antivirais já é uma realidade e Passos acredita que a expansão dessa tecnologia pode ser uma tendência não apenas para serviços de saúde, mas para roupas e estofados de modo geral. ”Nossa ideia é que isso seja uma solução para profissionais de saúde, mas que pode ser desenvolvida para o público geral”.