Filho do presidente Jair Bolsonaro diz sofrer terror psicológico do pai e apanhar da mãe

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Jair Renan, quarto filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), revelou que sofre ”terror psicológico” do pai e que ainda apanha da mãe, Ana Cristina Valle. A declaração foi feita na edição mais recente do próprio podcast do ”04”, em que ele recebeu o cantor Negão da BL como convidado.

”Minha mãe me bate e ele [meu pai] faz terror psicológico. Eu prefiro que me bata do que faça minha cabeça, falar no meu ouvido. Aquilo que eu fico duas semanas pensando no que ele falou”, contou Jair Renan.

Segundo Jair Renan, depois que os pais se separaram, ele morou por seis anos com Bolsonaro, enquanto a mãe morava no exterior. Ele ainda relatou que, nesse período, o pai o segurava dentro de casa, não deixando que saísse. Hoje, o “04” mora com a mãe, em Brasília.

”Aqui em Brasília é até engraçado. É diferente de qualquer lugar do Brasil, aqui tem baba ovo, puxa-saco, um dando pernada em outro. Os influenciadores se matam, ninguém quer ver o outro crescer. Ainda mais por ser capital do país, cidade política, o negócio aqui é intenso”, criticou

Saúde e educação são os temas políticos que mais interessam brasileiros no Twitter, diz pesquisa

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Uma pesquisa realizada a pedido do Twitter sobre o consumo de conteúdos relacionados a política no Brasil mostra que 45% dos entrevistados usam a plataforma intensamente para se inteirar sobre o tema. De acordo com o levantamento, 36% dos usuários acessam a rede social ainda pela manhã para se informar sobre os assuntos do dia.

Saúde e educação são os temas de maior interesse dos internautas no âmbito de discussões políticas, sendo apontados por 69% dos respondentes. Na sequência aparecem economia (64%), segurança (62%) e emprego (62%).

Quando perguntados sobre eleições, os conteúdos de maior interesse na plataforma são as propostas dos candidatos (51%), os debates entre os postulantes (43%) e os resultados do pleito (43%).

Segundo a pesquisa, para 60% das pessoas as informações relacionadas a política publicadas no Twitter têm relevância.

Realizado pela empresa Mindminers a pedido do Twitter Brasil, o levantamento ainda mostra que perfis de jornais e jornalistas são os mais seguidos por pessoas que querem se informar sobre política por meio da rede social, sendo mencionados por 57% dos entrevistados.

Perfis de especialistas em política, por sua vez, são indicados por 47%, candidatos e partidos, por 38%, e influenciadores e criadores de conteúdo, por 33%. As agências de checagem pontuam em 32%.

”Em mais de uma resposta, e em especial nas espontâneas, ou seja, quando não havia opções pré-determinadas para serem escolhidas, vimos entrevistados ressaltando o fato de o Twitter ser um espaço para debate e expressão de diferentes opiniões, assim como para as pessoas se manterem informadas com as últimas notícias”, afirma a líder da área de Pesquisa do Twitter Brasil, Camilla Guimarães.

Segundo o levantamento, 59% das pessoas que usam a plataforma gostam de saber a opinião de terceiros sobre assuntos que envolvem política. E 47% delas consideram que o Twitter deve servir para garantir a liberdade de expressão.

A pesquisa foi realizada a partir entrevistas quantitativas online, feitas entre 3 e 9 de junho deste ano, com pessoas que usam e que não usam o Twitter. Foram ouvidas mulheres e homens maiores de 18 anos de todas as regiões do país e das classes A, B e C.

Mônica Bergamo/Folhapress

Mortes violentas caem 6% no Brasil em 2021, aponta Anuário Brasileiro de Segurança Pública

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O registro de mortes violentas intencionais, no ano passado, caiu 6,5% em todo o Brasil, apontou nesta terça-feira (28) o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, documento divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

As mortes violentas intencionais consideram tanto os homicídios dolosos quanto os latrocínios, as mortes decorrentes de intervenções policiais e as lesões corporais seguidas de morte.

Em números absolutos, as notificações passaram de 50.448 mortes em 2020 para 47.503 no ano passado, patamar mais baixo desde 2011, quando elas atingiram 47.215.

Desde então, o maior patamar registrado foi em 2017, com 64.078 mortes. Em 76% dos casos ocorridos no ano passado, as mortes intencionais foram provocadas por armas de fogo.

Covid-19: Brasil tem 16,6 mil novos casos e 36 mortes em 24 horas, diz boletim epidemiológico

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Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (26) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 16.679 novos casos de covid-19.

No total, o país contabiliza 32.078.638 registros da doença. Destes, 792.581 (2,5%) seguem em acompanhamento, ou seja, são casos ativos. As secretarias estaduais de saúde registraram 36 mortes por covid-19 em 24 horas. No total, a pandemia resultou em 670.405 óbitos no país.

O número de recuperados é de 95,4% do total – 30,6 milhões de brasileiros são considerados curados. O informativo mostra ainda que houve 161 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nos últimos 3 dias. Há também 3.283 óbitos por SRAG em investigação, e que ainda necessitam de exames laboratoriais confirmatórios para serem relacionados à covid-19.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (170.607), Rio de Janeiro (74.053), Minas Gerais (62,015), Paraná (43.654) e Rio Grande do Sul (39.968).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.002), Amapá (2.140), Roraima (2.152), Tocantins (4.158) e Sergipe (6.356).

Vacinação

Até este sábado, foram aplicadas 449,9 milhões de doses, sendo 177,9 milhões referentes à 1ª dose e 160,7 milhões relativas à 2ª dose. Outras 93,1 milhões de doses dizem respeito à primeira dose de reforço, enquanto 8,9 milhões são da segunda dose de reforço. O painel registra, ainda, 4,1 milhões de doses adicionais. As vacinas de dose única – protocolo que já não é mais usado – foram 4,9 milhões.

Desemprego no Brasil chega a 9,4% em abril, diz Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada

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A taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o país tinha 11 milhões de desempregados em abril.

Segundo o Ipea, na outra ponta, a população ocupada em abril chegou a 97,8 milhões de trabalhadores, o maior patamar desde 2012. Em relação ao mesmo período do ano passado, a população ocupada aumentou 10,8% e, na comparação com março último, houve alta de 2,1%. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia.

O Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas de afastamento social. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%.

Os dados mostram, no entanto, que ainda há uma série de desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. Mesmo diante de uma recuperação mais forte do emprego formal, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia. No último trimestre móvel, encerrado em abril de 2022, enquanto o montante de trabalhadores com carteira assinada avançou 11,6%, na comparação com 2021, o contingente de ocupados sem carteira cresceu 20,8%.

Desalento em queda

O país ainda tem aproximadamente 4,2 milhões de pessoas desalentadas. O desalento refere-se àquelas pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuram emprego por achar que não vão encontrar. O contingente registrado em abril é, no entanto, o menor já apontado desde setembro de 2017. A proporção de desalentados em relação à população fora da força de trabalho recuou de 5,1% para 3,7%, entre abril de 2021 e abril de 2022.

Já os trabalhadores que se declararam subocupados em abril eram 6,4 milhões, ou seja, 6,5% do total da ocupação. Os trabalhadores subocupados são aqueles que trabalham menos do que 40 horas semanais tendo disponibilidade e desejando trabalhar mais. Esses dados representam queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo mês de 2021.

O Ipea calculou as taxas com base na série trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para serem comparados, os dados foram dessazonalizados. Da Agência Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva tem 19 pontos sobre Jair Bolsonaro no 1º turno, aponta Datafolha

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Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta Bolsonaro. Foto: Reprodução

Nova pesquisa do Datafolha mostra um cenário estável na corrida pela sucessão de Jair Bolsonaro (PL) na eleição de outubro. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 19 pontos de vantagem sobre o presidente, marcando 47% das intenções de voto no primeiro turno.

Bolsonaro tem 28%, seguido à distância por Ciro Gomes (PDT), com 8%. Dez outros candidatos se embolam, empatados tecnicamente, no pelotão dos que têm de 2% para baixo. A contagem regressiva de 100 dias para o pleito começa nesta sexta (24).

O Datafolha ouviu 2.556 eleitores em 181 cidades nos dias 22 e 23 de junho. A margem de erro da pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 09088/2022, é de dois pontos para mais ou menos.

O cenário registrado é semelhante ao da pesquisa passada, realizada em 25 e 26 de maio, apesar da agudização da crise econômica e política envolvendo o governo federal. Os pesquisadores do Datafolha foram a campo no mesmo dia em que emergiu a notícia de que no ex-ministro da Educação Milton Ribeiro havia sido preso, na quarta (22).

Aliado por quem Bolsonaro disse colocar ”a cara no fogo”, ele protagoniza a apuração de um escândalo de corrupção, cujo combate é um dos pontos do discurso presidencial. O elemento se somou ao embate entre o Planalto e a Petrobras acerca do reajuste dos preços de combustíveis, que impacta na inflação numa campanha eleitoral marcada pelo debate econômico.

Além disso, o presidente enfrenta desgastes variados, do assassinato de um indigenista e de um repórter na Amazônia aos problemas de sua gestão, que acumula problemas.

Nesse sentido, a oscilação positiva de um ponto percentual da rodada anterior para cá pode ser até comemorada por aliados mais otimistas de Bolsonaro. Lula fez o caminho inverso, embora só tenha se notabilizado no período pela divulgação de um criticado plano de governo e por ter adicionado tropeços junto ao eleitorado conservador.

Ciro, por sua vez, segue isolado num patamar abaixo do que havia conseguido em suas três tentativas anteriores de chegar à Presidência. Também oscilou, de 7% para 8%. Ele é seguido pelo grupo liderado numericamente pelo deputado André Janones (Avante-MG), com 2%.

Pior notícia colhe a chamada terceira via, que depois das desistências de Sergio Moro (União Brasil) e João Doria (PSDB), organizou-se em torno do nome da senadora Simone Tebet (MDB). Mesmo com apoio de tucanos e com sua rodada de inserções publicitárias, ela viu suas intenções de voto desde o fim de maio oscilarem negativamente de 2% para 1%.

Empatam numericamente com a senadora Vera Lúcia (PSTU) e Pablo Marçal (Pros). Não pontuaram Sofia Manzano (PCB), Felipe D’Ávila (Novo), General Santos Cruz (Podemos), Luciano Bivar (UB), Eymael (DC) e Leonardo Péricles (UP).

Com isso, o cenário de polarização entre Lula e Bolsonaro se consolida ainda mais, fazendo crescer a percepção de que o eleitorado olha para a corrida como um segundo turno adiantado a esta altura da disputa. Isso é notável também na pesquisa espontânea, quando os entrevistados falam em quem vão votar sem serem estimulados por uma lista.

Nela, Lula marcou 37%, ante 38% há menos de um mês. Já Bolsonaro oscilou de 22% para 25%, enquanto quem não sabe ainda em quem votará ficaram estáveis também (29% para 27%). Ciro marca 3%. Do ponto de vista de perfil do eleitorado, as tendências se mantiveram. Lula segue soberano no Nordeste, segunda região mais populosa com 27% de quem vai às urnas, onde derrota Bolsonaro por 58% a 19%.

Tem grande vantagem entre os mais jovens (54% a 24%), menos escolarizados (56% a 22%) e, principalmente, entre os mais pobres. Nesse grupo, de quem ganha até 2 salários mínimos e que compõe 52% da amostra populacional do Datafolha, Lula também vence o presidente por 56% a 22%, evidenciando a falta de alcance eleitoral até aqui de medidas do governo como o Auxílio Brasil.

No segmento evangélico (26% da população), Bolsonaro ampliou um pouco a vantagem e deixou o empate técnico, no limite, com Lula. Não se sabe qual será o impacto no grupo do escândalo envolvendo Ribeiro, que é pastor, e outros religiosos em falcatruas no MEC. O presidente tem entre eles 40% (eram 39% em maio), ante 35% de Lula (eram 36%)

Bolsonaro vai melhor entre os homens (36%, ante 44% de Lula) e entre aqueles que ganham mais: tem 44% no grupo com renda mensal de 5 a 10 mínimos e 47%, entre os que ganham mais de 10 mínimos. Esses dois segmentos, contudo, somam 11% da população.

O presidente também mantém uma fortaleza no Centro-Oeste, região com 7% da população onde tem 40% de intenções de voto. No populoso Sudeste, lar de 42% dos brasileiros, Lula tem 43% e Bolsonaro, 29%,

Refletindo a crise, o petista tem grande liderança entre os desempregados (9% da amostra): 62%. Empresários, 4% dos ouvidos, dão uma intenção ao presidente de 43%.

Igor Gielow/Folhapress

Brasil registra 176 mortes por Covid e mais de 70 mil casos, diz boletim do Consórcio de Imprensa

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O Brasil registrou 176 mortes por Covid e 70.285 casos da doença, nesta quarta-feira (22). Com isso, o país chegou a 669.612 vidas perdidas e a 31.894.505 infectados pelo Sars-CoV-2 desde o início da pandemia.

Amazonas, Amapá, Mato Grosso, São Paulo e Sergipe não registraram óbitos. A média móvel de mortes é de 124 por dia, um aumento de 1,63% em relação ao dado de duas semanas atrás. A média de infecções chegou a 40.677 por dia, crescimento de 11%.

Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

De acordo com dados das secretarias estaduais de Saúde, nas últimas 24 horas foram aplicadas 56.151 primeiras doses e 117.775 segundas doses. Também foram registradas 3.308 doses únicas e 834.202 doses de reforço.

Dessa forma, ao todo, 178.968.095 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen contra a Covid, já são 167.210.978 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen.

Assim, o país já tem 83,31% da população com a 1ª dose e 77,83% dos brasileiros com as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen.

Rio de Janeiro e Santa Catarina não atualizaram as doses. Até o momento, 99.595.176 pessoas já tomaram dose de reforço.

O consórcio reúne também o registro das doses de vacinas aplicadas em crianças. A população de 5 a 11 anos parcialmente imunizada (com somente a primeira dose de vacina recebida) é de 62,75%, totalizando 12.863.771. Na mesma faixa etária, 37,67% (7.721.662) recebeu a segunda dose ou a dose única.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 foram afetados pelo ataque hacker ao sistema do Ministério da Saúde, ocorrido em dezembro, o que levou à falta de atualização em diversos estados por longos períodos de tempo.

O consórcio de veículos de imprensa recentemente atualizou os números de população brasileira usados para calcular o percentual de pessoas vacinadas no país. Agora, os dados usados são a projeção do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2022. Todos os números passam a ser calculados de acordo com esses valores, inclusive os do ano passado. Por isso, os percentuais de pessoas vacinadas podem apresentar alguma divergência em relação aos números publicados anteriormente.

Mesmo quem recebeu as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen deve manter cuidados básicos, como uso de máscara e distanciamento social, afirmam especialistas.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Folhapress

Brasil registra 11,7 mil casos de covid-19 e 36 mortes em 24 horas, diz boletim do Ministério da Saúde

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O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 668.110 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado ONTEM (12) pelo Ministério da Saúde. Até o momento, o total de casos confirmados da doença é de 31.456.865.

Em 24 horas, foram registrados 11.728 casos e 36 mortes causadas pelo novo coronavírus.

Ainda segundo o boletim, 30.180.290 (95,9%) pessoas se recuperaram da doença e 608.465 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização do Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins, além dos óbitos em Mato Grosso do Sul.

Estados

São Paulo tem o maior número de casos entre os estados (5,59 milhões) seguido por Minas Gerais (3,47 milhões) e Paraná (2,57 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (125,17 mil).

Quanto às mortes, São Paulo apresenta o maior número (169.845), seguido de Rio de Janeiro (73.870) e Minas Gerais (61.719). O menor número de mortes está no Acre (2.002).

Grupo armamentista do Brasil oferece apoio a candidatos em troca de cargos no Congresso

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O maior grupo armamentista do Brasil tem oferecido apoio a candidatos que querem disputar uma vaga no Congresso em troca de cargos dentro dos gabinetes. A afirmação é do próprio presidente do Proarmas, Marcos Pollon, em vídeo publicado nas redes sociais.

A entidade se autointitula um movimento pela busca do ”direito fundamental” da legítima defesa e apoia mais de 50 pré-candidatos a diferentes cargos na eleição de outubro, incluindo senador, governador, e deputado estadual e federal. Em comum, todos são favoráveis à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) —entusiasta do armamento da população.

Pollon disse, em um vídeo publicado no Youtube em abril, querer “conduzir a pauta de armas” de dentro dos gabinetes.

”O que que eu pedi? O que eu pedi não, qual é a exigência do Proarmas para todos os candidatos que nós apoiamos? Uma vaga no gabinete. Para quê? Para ter o monitoramento para que esse tipo de coisa não aconteça. Vai ter um cara nosso lá monitorando e fazendo o briefing de como é que a ideologia e o que o Proarmas pensa dessa pauta”, afirma ele no vídeo.

”Segundo ponto: nós pedimos para todos os candidatos a assessoria jurídica do gabinete porque nós queremos conduzir a pauta de armas do gabinete. Então projetos de lei, manifestações, nós queremos fazer”, disse Pollon, na ocasião.

Procurado, ele não respondeu. Filiado ao PL, o presidente do Proarmas deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Mato Grosso do Sul na eleição de outubro.

No site do grupo armamentista, Pollon se apresenta como advogado, professor de direito e especialista em legislação de controle de armas. Também se diz ”pró-Deus”, ”pró-vida” e ”pró-armas”, além de fundador de uma academia de direito processual no Mato Grosso do Sul e de um instituto conservador no mesmo estado.

O Proarmas tem representantes em todos os estados e atua, principalmente, em benefício dos CACs (caçadores, colecionadores e atiradores). O movimento possui 1.500 voluntários. No total, há mais 50 mil associados, entre membros gratuitos e contribuintes.

No mesmo vídeo no Youtube, Pollon afirma que a intenção é chegar a 1 milhão de associados e formar um partido político.

Entre os pré-candidatos endossados pelo Proarmas estão nomes conhecidos no bolsonarismo, como o senador Jorginho Mello (PL-SC), a deputada Bia Kicis (PL-DF) e o ex-senador Magno Malta (PL-ES).

Também figuram na lista quadros que integraram o governo Bolsonaro, como Mario Frias (PL, ex-secretário de Cultura) e Rogério Marinho (PL, ex-ministro do Desenvolvimento Regional).

Questionados, os pré-candidatos apoiados pelo grupo armamentista negaram existir a negociação citada por Pollon.

“Eu jamais aceitaria e não acredito que ele tenha dito isso”, disse Mario Frias, que se prepara para disputar uma vaga de deputado federal por São Paulo.

O senador Jorginho Mello (PL), pré-candidato ao governo de Santa Catarina; e o ex-deputado Carlos Manato (PL), pré-candidato ao governado do Espírito Santo, também disseram não ter participado desse tipo de negociação.

”Eu nunca estive com Pollon, tenho contato com o coordenador estadual do Proarmas e nunca negociei cargo com nenhum deles. Temos a mesma filosofia do Proarmas e frequentamos clubes de tiros. A promessa do meu governo é que os policiais possam treinar de graça nesses clubes”, afirmou Manato.

“Nunca houve negociação. Sou CAC, natural eu apoiar o Proarmas e eles me apoiarem”, argumentou, por sua vez, a deputada Bia Kicis.

Rogério Marinho e Magno Malta foram procurados, mas não responderam.

A maioria dos candidatos apoiados pelo grupo é do PL, partido de Bolsonaro. Há também nomes do Republicanos, PMN, PTB e PP.

A distribuição dos pré-candidatos pelos partidos está sendo conduzida por Daniel Lemos, assessor parlamentar do PSC na Câmara dos Deputados. Lemos também atua como consultor político do Proarmas.

Ele protagoniza ao lado de Pollon vídeos sobre a estratégia política do grupo. Procurado, o assessor parlamentar disse que presta serviços para a entidade em seus horários de folga do trabalho e nos finais de semana.

“É uma consultoria voluntária, não recebo nada do Proarmas e de ninguém. Participo fora do horário do expediente, uso final de semana para compreender como nossos jogadores podem conquistar os melhores espaços”, afirmou.

O Proarmas cresceu no governo Bolsonaro. O mandatário e seus filhos são ferrenhos defensores da liberação de armamento para a população.

O número de armas pessoais registradas no Exército e na Polícia Federal cresceu 77,5% em 2021, comparado a 2018. Atualmente, há 2,3 milhões de armas nas mãos de CACs, servidores civis, pessoas comuns e no acervo particular de militares.

Na sua gestão, Bolsonaro estimulou o cidadão comum a se armar e aumentou a possibilidade de acesso a armamentos com calibres maiores.

O governo publicou até o momento 15 decretos presidenciais, 19 portarias, dois projetos de lei e duas resoluções que flexibilizam regras sobre armas.

O líder do Proarmas tem bom trânsito com a família Bolsonaro, principalmente com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O parlamentar gravou um vídeo em apoio à pré-candidatura de Pollon.

“É meu camarada, é meu amigo. Não estava nos planos dele, mas eu confesso que eu adorei que ele é pré-candidato a deputado federal pelo estado do Mato Grosso do Sul. O líder do Proarmas, é um advogado atuante, é uma pessoa que trabalha pela causa porque ele gosta —tudo que a gente faz gostando, a gente faz bem feito”, disse Eduardo.

Pollon tem acesso a Bolsonaro para falar de pautas armamentistas. A visita mais recente ocorreu em maio para abordar meios de agilizar os processos do Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), do Exército, e do Sinarm (Sistema Nacional de Armas), da Polícia Federal.

Pollon transita ainda com facilidade pelo Senado.

GOVERNO FLEXIBILIZOU ACESSO A ARMAS SOB BOLSONARO

– Publicação de 15 decretos, 19 portarias e 2 resoluções
– Revogação, pelo Exército, de três portarias que impediam o Brasil de aprimorar as regras de rastreamento e identificação de armas e munições
– Ampliação do número de armas e munições que podem ser compradas
– Liberação para a população de calibres antes restritos, como o 9 milímetros, 45 e o ponto 40
– Entre 2018 e 2021, crescimento de 77,5% do número de armas nas mãos de cidadãos, servidores civis, e no acervo particular de militares

Raquel Lopes/Folhapress

Princípio de incêndio atinge hospital no Rio de Janeiro e pacientes são retirados da unidade

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Um princípio de incêndio atingiu o Hospital São Lucas, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (8). As chamas já foram controladas pelo Corpo de Bombeiro e não houve vítimas, embora pacientes tenham sido retirados do prédio por conta da fumaça.

Em nota, a unidade de saúde informou que ”por volta das 9h10, a rouparia, que funciona em um prédio anexo, teve um princípio de incêndio, em premissa, iniciado em um gerador de energia”. Segundo o hospital, ”as causas e os impactos na operação estão sendo investigadas”.

Justiça ordena que IBGE inclua identidade de gênero e orientação sexual no Censo 2022

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A Justiça Federal no Acre acolheu pedido do Ministério Público Federal e decidiu, em caráter liminar, que o IBGE inclua campos sobre orientação sexual e identidade de gênero no Censo Demográfico de 2022. Pela decisão, o IBGE tem 30 dias para comunicar à Justiça as providências tomadas e planejadas para cumprir a determinação.

A ação civil pública foi ajuizada no Acre, mas vale para todo o território nacional, e demanda que o IBGE inclua, com a metodologia que considerar adequada, estes campos nos questionários básico e amostral do Censo.

Na peça, o MPF argumenta que a obtenção dessas informações é importante para subsidiar a formulação de políticas públicas mais eficientes, com especial atenção para a população LGBTQIA+.

Ainda que informações sobre orientação sexual e identidade de gênero possam ser consideradas sensíveis, diz o MPF, indagações do tipo não são novidade para o IBGE, já que outros campos de mesma natureza jurídica, como raça, cor, religião, fertilidade, já foram inseridos nos formulários do censo.

A peça, assinada pelo procurador Lucas Costa Almeida Dias, também destaca que há precedentes internacionais de perguntas sobre o tema no Reino Unido e no Canadá.

Relata que há precedentes internacionais a respeito da inclusão da população LGBTQIA+ nos censos demográficos, a exemplo do ocorrido na Inglaterra, no País de Gales, no Canadá, na Escócia e na Nova Zelândia.

Em sua decisão desta sexta-feira (3), o juiz federal Herley da Luz Brasil escreveu que “a omissão que o Estado brasileiro, historicamente, tem usado em desfavor da população LGBTQIA+ é relevante e precisa ser corrigida. Enquanto a perseguição, a pecha de doente, a morte, o holocausto e outras discriminações criminosas foram e/ou são praticadas por ação, existe também a violação de direitos por omissão estatal.” Com informações do BahiaNotícias.

Em meio à alta dos casos do Coronavíru, brasileiros perdem medo da Covid, aponta pesquisa Datafolha

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No momento em que o país registra uma alta de casos e de internações por Covid-19 e que o estado de São Paulo voltou a recomendar o uso de máscaras em locais fechados, o brasileiro está perdendo o medo de ser infectado pelo coronavírus, mostra pesquisa Datafolha.

A parcela de entrevistados que se diz muito temerosa em relação ao contágio é de 37%, a menor desde abril de 2020. Na outra ponta, 29% declaram não ter medo da infecção. É o maior índice registrado desde o início da pandemia.

O auge do temor em relação à Covid ocorreu em março do ano passado, quando 55% dos entrevistados se diziam com muito medo. À época, UTIs de todo o Brasil entraram em colapso.

O levantamento do Datafolha foi realizado nos dias 25 e 26 de maio. Foram entrevistadas 2.556 pessoas, com 16 anos ou mais, em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos para cima ou para baixo.

Nesta terça (31), a média móvel de infecções pelo Sars-CoV-2 saltou 48%, em relação ao dado de duas semanas atrás, e chegou a 26.206 pessoas infectadas por dia. O país chega a 666.727 vidas perdidas e a 31.016.354 pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia.

Como reflexo da alta de casos, também houve aumento nas internações. Segundo a plataforma SP Covid-19 Info Tracker, da USP e da Unesp, a média móvel de novas hospitalizações (UTI e enfermaria) aumentou 74% no estado de São Paulo em três semanas.

O comitê científico do coronavírus do estado de São Paulo voltou a recomendar nesta terça (31) que os municípios orientem o uso de máscaras em locais fechados para prevenir o contágio da Covid. A medida não tem caráter obrigatório e não modifica a legislação vigente, que determina o uso apenas em ambientes hospitalares e no transporte coletivo.

Para a epidemiologista Ethel Maciel, professora da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), neste momento de aceleração dos casos e que o país enfrenta dificuldades para completar os ciclos vacinais recomendados, o uso de máscaras em locais fechados deveria se tornar obrigatório por meio de decretos. “Os gestores não querem enfrentar a situação”, afirma.

O pediatra Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e que faz parte da câmara técnica que assessora o Ministério da Saúde sobre imunizações, por sua vez, defende que, no atual momento, não é necessário obrigar o uso de máscaras.

”Do mesmo jeito que a gente relaxou as medidas, possibilitou tirar as máscaras quando estava com baixa circulação do vírus, agora, que está em alta, dá um passo para trás e orienta a usar. Obrigar exige fiscalização e não é por aí. Tem que migrar para um modelo de educação, orientação.”

De acordo com o Datafolha, o temor sobre a Covid-19 varia bastante entre as regiões. O Nordeste concentra a maior proporção de pessoas com mais medo do contágio (44%), seguido do Centro-Oeste (39%), do Sudeste (36%), do Norte (32%) e do Sul (27%).
Para Ethel Maciel, um divisor de águas importante nessa queda da percepção do risco foi a chegada das vacinas. ”Antes, as pessoas não sabiam o que podia acontecer caso se infectassem. Com a diminuição de internações e de mortes, as hospitalizações passaram a se concentrar em grupos de imunodeficientes, idosos. Talvez o medo continue entre os mais idosos e, por isso, esse grupo continue se cuidando mais.”
As pessoas com 60 anos são justamente as que mais temem a infecção pelo coronavírus, segundo o Datafolha: 44% delas dizem ter ainda muito medo da infecção, contra 30% na faixa etária entre 25 e 34 anos.
De uma forma geral, as mulheres são mais temerosas que os homens em relação à Covid (40% contra 33%). Pessoas com menor nível de escolaridade (fundamental) e com renda mensal até dois salários mínimos também são as que mais temem o coronavírus, com 44% e 41%, respectivamente.
Há um grupo minoritário de entrevistados, que variou entre 2% e 7% ao longo das últimas pesquisas, que respondeu que já pegou Covid. É preciso lembrar, porém, que o fato de já ter sido contaminado não elimina a possibilidade de ser infectado novamente.

Segundo Kfouri, a redução da percepção de risco é o grande desafio das imunizações de uma maneira geral. Ou seja, convencer as pessoas a se vacinarem quando já não temem mais infecções passíveis de prevenção. ”É um dos fatores que explica a menor adesão das crianças à vacinação contra a Covid. Ela chegou para esse grupo num momento de mais calmaria, completamente diferente do que chegou para os idosos e para os adultos.”

Análise feita pelo jornal Folha de S.Paulo com dados do Ministério da Saúde e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o país registra um cenário de estagnação da vacinação contra a Covid-19 em todas as faixas etárias. Há dificuldades para completar os ciclos recomendados, com cobertura infantil estagnada, reforço baixo entre jovens e apenas 10% dos idosos com a quarta dose.

Para Kfouri, se a tendência de aumento de casos de Covid continuar, é possível que haja aumento da procura pela imunização nas próximas semanas. ”As pessoas se sentem mais ameaçadas e voltam a buscar as vacinas.”

O médico sanitarista Claudio Maierovitch, da Fiocruz Brasília, diz que, depois dos períodos assustadores vividos nos últimos dois anos, é natural que as pessoas estejam mais aliviadas. Ele alerta, porém, que há um movimento intencional para que tudo volte logo ao normal, mesmo com a pandemia ainda em curso.

”Desde o início, era isso [o que se via] por parte do presidente e de alguns outros. Agora, o movimento de quem se candidata às eleições é de mostrar que os lugares que administram estão bons, que ali tá tudo certo, pode tirar máscara, fazer festa, circular à vontade que eles foram capazes de trazer a normalidade.”

Segundo ele, ainda que os dados mostrem uma média móvel de mais de cem mortos por dia por Covid e um aumento dos casos e de internações, isso parece não causar grande impacto na maioria das pessoas porque elas não estão vivendo a experiência individual dos eventos mais graves.

”Teve uma hora que todo mundo tinha alguém da família internado com Covid. Agora todo mundo conhece alguém com Covid, mas raramente vê alguém se internar e, mais raramente ainda, morrer. Se não acontece nada com você, é porque o problema não existe. Passa a achar razoável o país ter mais de cem mortes por dia, os 10 mil, 20 mil casos novos por dia.”

De acordo com o Datafolha, a percepção de que a pandemia está sob controle se manteve em relação ao último levantamento, em março. Ao todo, 71% avaliam que ela está parcialmente controlada, e 14%, totalmente.

Os homens estão mais otimistas em relação ao controle da pandemia. Para 17% deles, a crise sanitária está totalmente controlada contra 11% das mulheres. Também se mantém o percentual daqueles que veem a situação fora de controle (14%). Em maio de 2021, esse índice era de 53%.

Para Ethel Maciel, a percepção de que a pandemia está controlada foi endossada pela revogação dos decretos que obrigavam o uso de máscaras, símbolos da pandemia. ”A mensagem que ficou para a população foi, ‘se pode tirar a máscara, é porque a pandemia acabou.”

Segundo ela, a medida deveria ter sido acompanhada de informações que alertassem a população para que, diante de nova alta de casos, o uso do item fosse retomado. ”Agora os números estão subindo, alguns estados estão com alta de positividade dos testes em mais de 40%, e os gestores estão fazendo de conta de que não está acontecendo nada.”
De acordo com Maciel, o país também não está enfrentando a Covid longa, um conjunto de sintomas que persistem após meses da infecção pelo coronavírus. ”A Covid longa pode afetar pessoas que tiveram infecções leves. É prioritário que a gente minimize a transmissão para que haja menos chances de a pessoa desenvolver Covid longa.”
O Datafolha também perguntou se as pessoas entrevistadas já tinham sido vacinadas: 96% responderam que sim, com pelo menos uma dose, 30% com duas doses e 55% com a terceira dose (primeiro reforço).
Até o dia 30 de maio, os registros no SI-PNI (Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações/Ministério da Saúde), com as estimativas populacionais do IBGE, apontam que a cobertura vacinal contra a Covid entre os brasileiros com 16 anos ou mais era de 91% com a primeira dose, 88% com o esquema primário (duas doses ou dose única da Janssen) e 53% com a terceira dose (primeiro reforço).

”Simplesmente estarrecido”, diz Ciro Gomes sobre operação da PRF que matou homem em Sergipe

/ Brasil

”Até quando vamos assistir absurdos como este?”, diz Ciro Gomes

O pré-candidato à presidência, Ciro Gomes (PDT), criticou a ação de policiais rodoviários em Sergipe que terminou com a morte de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, morto dentro do porta-mala da viatura policial, asfixiado por gás lançado pelos agentes de segurança.

>> PSOL vai acionar o MP para cobrar investigação sobre morte em ação da PRF

”Simplesmente estarrecido com a morte de um homem negro, com transtornos mentais, após ser colocado em porta-malas de viatura da PRF, cheio de fumaça tóxica. Onde foi parar nossa humanidade, Brasil?”, escreveu Ciro Gomes em suas redes sociais.

”Até quando vamos assistir absurdos como este? Até quando vai se achar normal um presidente comemorar a morte de dezenas de pessoas após operação policial?”, completou.

Na segunda-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro chamou os policiais envolvido na operação na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, que vitimou 26 pessoas, de ‘heróis’, e defendeu a ação contra o que chamou de ‘bandidos altamente perigosos’.

Codevasf burla licitação, tem obra suspensa e vira alvo do TCU por manobra em emendas

/ Brasil

Processo em curso no TCU (Tribunal de Contas da União) aponta que a estatal federal Codevasf burlou uma licitação para realizar obras de pavimentação de R$ 25 milhões no Distrito Federal aproveitando-se de manobra que levou ao afrouxamento das regras de concorrências no governo Jair Bolsonaro (PL).

A estratégia da Codevasf, revelada pela Folha de S.Paulo, é a de considerar serviços de pavimentação como trabalhos de engenharia simples, que podem ser cotados por metro quadrado tendo por base modelos fictícios de vias. O mecanismo empregado para asfaltamento conta com aval do próprio TCU.

Porém, no caso do DF, a área técnica do tribunal de contas apontou que a Codevasf adotou esse modelo simplificado de maneira ilegal, uma vez que as obras são complexas e têm ligação com um anel viário regional. O TCU então mandou suspender provisoriamente a execução dos contratos.

A medida reforça os indícios de que a estatal aproveita a manobra da flexibilização das licitações para dar vazão aos valores de emendas parlamentares, deixando em segundo plano o planejamento e a fiscalização das obras.

A Codevasf foi entregue por Bolsonaro a partidos do centrão em troca de apoio político no Congresso. A decisão preliminar do TCU que suspendeu as obras no DF foi tomada no fim de abril, após a Folha publicar uma série de reportagens que mostrou o aumento de 240% no uso do modelo afrouxado de concorrência em 2021, o descontrole administrativo que abrange R$ 4 bilhões e a participação de apenas uma empresa ou o uso de firma de fachada em muitos pregões.

Os serviços suspensos são de asfaltamento de ruas de acesso a quatro escolas públicas da capital federal, localizadas de 40 km a 60 km do Palácio do Planalto. Os auditores do TCU ainda dizem que há risco de pagamentos indevidos por estudos que já tinham sido feitos pelo DER (departamento de vias) do Distrito Federal.

Eles também afirmam que a Codevasf apresentou no processo de contratação alguns dados diferentes daqueles que seriam de fato exigidos para a obra. A maior discrepância, considerada grave pelos técnicos, é que a licitação considerou um pavimento com espessura de 3 cm, mas o projeto requer uma espessura de 9,5 cm.

A verba para os serviços foi obtida pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB). Mesmo sem ser parlamentar, ele apadrinhou emendas do relator, chamadas de “RP9”, e da Comissão de Desenvolvimento e Turismo do Senado, segundo documentos da Codevasf.

Este tipo de emenda se tornou uma das principais moedas de troca entre a gestão de Jair Bolsonaro e o Congresso. A verba é usada para irrigar redutos eleitorais e está no centro de suspeitas de corrupção do governo.

Procurada, a assessoria de Ibaneis não respondeu se houve troca de apoio político para obter o recurso. Afirmou ainda que o acesso à escola Sonhém de Cima, na área rural do DF, já foi concluído.

Os serviços em outros dois trechos nem sequer começaram, disse o governo local. O governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) Pedro Ladeira – 20.abri.2020/Folhapress De pé, o governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) **** O próprio TCU deu aval, em 2021, para esta modalidade de licitação.

Pela lógica da Codevasf e do tribunal, o mais importante desse mecanismo é servir de via rápida para que os congressistas possam destinar o dinheiro público, o que na prática ocorre em especial por meio das emendas de relator.

De forma geral, a brecha permite fechar ”contratos guarda-chuva”, com ”objeto incerto e indefinido, sem a prévia realização dos projetos básico e executivo das intervenções”, afirmou o tribunal ao permitir a manobra.

Este tipo de contratação visa facilitar a realização de convênios da estatal com estados e municípios, para multiplicar obras de asfaltamento. A empresa pode ainda replicar as tarefas, cobrando o mesmo valor por metro quadrado, por exemplo, independentemente do local escolhido para o serviço.

Quando analisou e autorizou o uso do mecanismo, o TCU mostrou não ignorar as fragilidades da manobra e o risco de superestimativa nos serviços. Assim, determinou a adoção de ”pontos de controle” pela Codevasf, para contratações futuras. O principal deles, segundo o tribunal, seria o de adotar medidas para encaixar a situação das vias reais às condições estabelecidas nos contratos guarda-chuva.

Na prática, a Codevasf tem fechado diversos contratos para obras precárias. Como mostrou a Folha, a empreiteira que lidera as contratações da estatal no governo Bolsonaro participa das disputas públicas ao lado de uma empresa de fachada. Já a vice-líder tem sócio oculto que é réu por supostos desvios e atos de corrupção.

O TCU pautou para esta quarta-feira (25) um julgamento em que poderá ser reexaminada a validade do uso de licitações simplificadas para obras de engenharia da Codevasf. No caso das pavimentações no DF, o tribunal percebeu que não se tratava de ”obra sem complexidade técnica”. Além disso, as vias onde os serviços seriam feitos já estavam definidas.

Antes da suspensão das obras, a Codevasf reconheceu que parte das tarefas não se enquadrava em ”serviços comuns de engenharia”, mas alegou que realizou a licitação antes de o TCU modular este tipo de manobra.

A área técnica do tribunal não concordou com a argumentação da estatal, afirmando que a empresa deveria ainda assim ter se adequado.

Relator do caso no TCU, Augusto Sherman aponta indícios de ilegalidade nos contratos. O ministro também cita falta de documentos básicos na licitação, discrepância entre os dados usados na concorrência e aqueles previstos no projeto, além de risco de pagamentos por serviços não realizados.

A área técnica do tribunal diz ainda que as reformas exigem a demolição de trechos das ruas, o que não teria sido incluído no orçamento e no termo de referência da contratação.

Segundo os auditores, a Codevasf também poderia pagar para a empresa contratada no edital, a HL Terraplenagem, realizar estudos que já haviam sido feitos pelo Governo do DF. A HL afirmou ao TCU que fez ”os levantamentos preliminares e que não havia nenhuma informação acerca de projetos doados” pelo governo local.

No mesmo acórdão que suspendeu as obras, o tribunal determinou que a empreiteira e a Codevasf sejam novamente ouvidas sobre os indícios de irregularidades. Os auditores do TCU dizem que a Codevasf citou no termo de referência para a contratação que usaria concreto asfáltico usinado quente com espessura média de 3 cm, diferente daquele previsto no projeto.

”A discrepância na especificação da camada asfáltica se constitui em falha grave, que pode ter comprometido a lisura do certame licitatório, já que, em nenhum local do processo de contratação há referência à pavimentação asfáltica com espessura de 9,5 cm”, afirmou a área técnica do tribunal.

A CGU (Controladoria-Geral da União) também já fez um exame sobre as obras no DF e verificou que elas são incompatíveis com o modelo de licitação utilizado pela Codevasf. Em relatório sobre contratos de pavimentação da estatal, a controladoria aponta que o caminho simplificado só pode ser adotado para serviços ”padronizáveis, de baixa complexidade” e de ”contratação frequente”.

A CGU ainda aponta que havia diferença entre o preço de referência usado na seleção da empreiteira e aquele aplicado na hora do contrato. Este ponto foi corrigido após alerta da auditoria. Galeria Empreiteira usa empresa de fachada e domina licitações sob Bolsonaro Construtora com sede em Imperatriz, no Maranhão, antes sem tradição já obteve reserva orçamentária para receber ao menos R$ 600 milhões do governo https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1729731047501743-empreiteira-usa-empresa-de-fachada-e-domina-licitacoes-sob-bolsonaro *** A Codesvaf se transformou em um dos principais instrumentos para escoar a verba recorde das emendas, distribuídas a deputados e senadores com base em critérios políticos e que dão sustentação ao governo no Congresso.

As obras no DF têm recursos de duas emendas obtidas por Ibaneis em 2020.

Em negociação com a Comissão de Desenvolvimento e Turismo do Senado, o governador obteve R$ 10 milhões. Já a fatia liberada por emenda do relator é de R$ 15 milhões.

Codevasf diz cumprir determinações do TCU A Codevasf enviou nota à Folha de S.Paulo na qual não abordou diretamente as acusações feitas pela área técnica do TCU. Ela diz que ”tem observado as determinações” do TCU e ”provido informações ao órgão”.

”A companhia atua em permanente cooperação com órgãos de fiscalização e controle. Os apontamentos desses órgãos são considerados pela empresa para controle e contínuo aperfeiçoamento de procedimentos”, completa.

A empresa HL Terraplenagem negou ter cometido irregularidades nas licitações, contratos ou obras. Segundo a construtora, o acórdão “foi lavrado após diligências e oitiva das partes interessadas, tendo a empresa executora prestado todas as informações solicitadas pelo órgão de controle, estando as mesmas disponíveis nos autos do processo”.

”De antemão, assim como foi informado ao TCU, não há qualquer irregularidade que possa macular a conduta da empresa, mantendo essa total lisura desde a participação no processo licitatório”, completa.

Em nota, o Governo do DF disse que ”terá de adiar a execução das referidas obras, uma vez que depende da Codevasf”. *Nota do site Bahia Notícias