Bahia dá início à primeira chamada pública de Assistência Técnica para mulheres rurais

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Trabalho da mulher no campo é reconhecido. Foto: Ascom SDR

Reconhecer o trabalho da mulher rural na unidade familiar. Com esse intuito, a Bahia dá início, neste mês de março, Mês da Mulher, à execução da primeira chamada pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) voltada para mulheres agricultoras familiares. O objetivo é atuar na construção da autonomia econômica de 5,4 mil mulheres, por meio da potencialização das capacidades de ampliação de renda, valorização da produção e do trabalho realizado por elas, além de reconhecer a importância da produção para o autoconsumo e a capacidade de beneficiamento da produção na agregação de valor.

A iniciativa é da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater). Serão investidos R$ 25,5 milhões para atender, inicialmente, mulheres dos territórios Médio Rio de Contas, Baixo Sul, Chapada Diamantina, Sertão Produtivo, Sudoeste Baiano, Sisal, Bacia do Jacuípe, Piemonte do Paraguaçu, Piemonte da Diamantina, Semiárido Nordeste II, Itaparica, Sertão do São Francisco e Litoral Sul.

Para a superintendente da Bahiater, Célia Watanabe, as mulheres rurais, de uma maneira geral, trazem uma visão diferenciada do rural, compreendendo-o como espaço de produção agrícola, mas também de realização da vida, criação de filhos, de trabalho e de lazer. ”São elas as principais responsáveis pelo cuidado com o meio ambiente e pela produção dos alimentos para o autoconsumo, zelando pela qualidade do que vai para a mesa de sua família e para a comercialização”, afirma.

A superintendente acrescenta que ”a chamada Ater Mulheres busca valorizar esse trabalho pouco reconhecido, comumente considerado ‘ajuda’, pela dificuldade histórica das famílias e das equipes técnicas em mensurar a renda não monetária”.

A assistência técnica vai contribuir com a melhoria da qualidade dos produtos, ampliação da produção dos principais sistemas produtivos da Bahia, além de auxiliar com o aperfeiçoamento metodológico da Ater para o atendimento de mulheres rurais. A ação criará condições favoráveis ao envolvimento e à participação das mulheres, a exemplo das atividades recreativas, com cirandeiras, para as crianças, filhas das participantes, possibilitando, inclusive, que as famílias venham a refletir sobre a justa divisão de trabalho doméstico.

As mulheres rurais beneficiadas receberão também uma caderneta agroecológica que permite que as agricultoras possam anotar e fazer o controle sobre o que produzem em seus quintais. Nelas, as mulheres vão anotar o que venderam, doaram e consumiram e conseguir mensurar a renda monetária e não monetária gerada a partir do seu trabalho.

Jaguaquara: Maracujá apresenta alta de preço nas primeiras semanas de 2020 na Ceasa

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Preço do maracujá alegra produtores. Foto: Blog Marcos Frahm

O Brasil ocupa a posição de maior produtor de maracujá do mundo, com uma produção anual de 492.000 toneladas, segundo o IBGE.

Em nível de macrorregião, o Nordeste é o maior produtor, respondendo por cerca de 45% da produção nacional, sendo a Bahia e Sergipe os Estados que registram produções mais expressivas.

O município de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, é responsável por mais de 40% da produção estadual.

Um dos fatores dessa excelente posição é a qualidade do fruto produzido em Jaguaquara. Mas, a variação de preço do produto no Mercado Produtor Ceasa local é o que mais chama a atenção.

Semanas atrás, em dezembro de 2019, era fácil encontrar produtores reclamando de queda nas vendas em decorrência do pequeno preço do maracujá, mas nessas primeiras semanas de 2020, o quadro se inverteu na Ceasa e os produtores e comerciantes comemoram.

O maracujá está se destacando como uma das frutas que mais registraram alta em janeiro. O saco com 13 kg, que antes era vendido a R$ 20,00, passou a custar até R$ 65,00, conforme levantamento feito pelo Blog Marcos Frahm junto a direção do órgão. O maracujá de primeira chega a R$ 70,00 e a procura pelo produto aumenta.

Ministério da Agricultura determina recolhimento de todas as cervejas da Backer produzidas desde outubro

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou que a cervejaria Backer retire de circulação todas as suas cervejas e chopes produzidos desde outubro do ano passado até hoje (13). A suspensão da venda se manterá até que fique assegurado que os outros produtos da Backer não estão contaminados. ”A medida é para preservar a saúde dos consumidores”, disse o ministério, em nota.

Na semana passada, exames laboratoriais realizados pela Polícia Civil de Minas Gerais identificaram a presença da substância dietilenoglicol em amostras de ao menos dois lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela Backer. Uma pessoa morreu e pelo menos dez pessoas foram intoxicadas após consumirem a cerveja.

Segundo a própria empresa, o dietilenoglicol não faz parte do processo de produção de suas cervejas. De acordo com o ministério, em nota, não existem evidências laboratoriais de presença da substância em outros produtos da Backer. “Estes produtos estão sendo analisados e, caso existam resultados positivos, novas medidas serão adotadas”, acrescentou a pasta.

A cervejaria foi interditada pelo ministério, e 139 mil litros de cerveja e 8,4 mil litros de chope já tinham sido apreendidos. Hoje a Polícia Civil informou que um terceiro lote da Belorizontina também está contaminado. Também foram encontrados vestígios das duas substâncias tóxicas nos equipamentos de resfriamento usados na produção da cerveja. Da Agência Brasil

Após reclamações, Ministério da Agricultura diz que o preço da carne cai para o consumidor

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está divulgando que a cotação da arroba (15 quilos) do boi gordo diminuiu de valor no final de dezembro, queda média de 15%. Conforme levantamento periódico do Mapa, a arroba do boi gordo estava cotada a R$ 180 no último dia 30. No início do mês passado, chegou a R$ 216.

Conforme o ministério, o preço da carne vai reduzir para o consumidor final. O cenário ”indica uma acomodação dos preços no atacado, com reflexos positivos a curto prazo no varejo”, descreve nota que acrescenta que a alcatra teve ”4,5% de queda no preço nos últimos sete dias.”

Segundo projeções do Mapa, a arroba vai ficar entre R$ 180 e R$ 200 nos próximos meses, dependendo da praça. A queda do valor interrompe a alta de 28,5% que salgou o preço da carne nos últimos seis meses. A perspectiva, porém, é de que o alimento não volte ao patamar inferior. ”Estamos fazendo a leitura de que isso veio para ficar, um outro patamar do preço da carne”, avalia o diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento do Mapa, Sílvio Farnese.

”Eu tenho certeza que o preço não volta ao que era”, concorda Alisson Wallace Araújo, dono de dois açougues e uma distribuidora de carne em Brasília. Segundo ele, no Distrito Federal, o quilo do quarto traseiro do boi estava custando para açougues e distribuidoras de carne R$ 13,50 há seis meses. Chegou a R$ 18,90 em novembro, e hoje está em R$ 17,70. Da Agência Brasil

Produtores rurais têm até a próxima segunda-feira dia (30) para aderir ao Refis Rural

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Os produtores com prestações do crédito rural em atraso têm até a próxima segunda-feira (30) para pedir o desconto da dívida transferida para a União, desde que o débito não esteja inscrito em dívida ativa. A renegociação faz parte do Programa de Regularização Tributária Rural, também conhecido como Refis Rural. As informações são da Agência Brasil. Os procedimentos para adesão ao programa foram regulamentados por uma portaria editada em setembro pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Os pedidos de adesão aos benefícios deverão ser feitos pelo próprio devedor ou seu representante legal nos órgãos da PGU (Procuradoria-Geral da União) ou no processo judicial que estiver em tramitação para cobrança da dívida. O procedimento vale para liquidação de dívidas de operação de crédito rural em execução pela PGU. O desconto será aplicado de forma progressiva, conforme o valor consolidado da dívida em execução. Quanto maior o débito, menor o desconto percentual sobre a faixa de endividamento. A redução começará em 95% para dívidas de até R$ 15 mil e cairá para 60% para débitos de mais de R$ 1 milhão.

Paralelamente haverá o desconto de um valor fixo, que aumentará conforme a faixa de endividamento. Débitos de até R$ 15 mil não terão desconto nenhum. A redução sobe para R$ 750 para a dívidas entre R$ 15.001 e R$ 35 mil, aumentando progressivamente até chegar a R$ 142,5 mil para débitos acima de R$ 1 milhão. Segundo a AGU, o mutuário ou seu representante legal poderá pedir a adesão ao Refis Rural. Excepcionalmente, o pedido poderá ser apresentado por terceiros sem representação legal, mas a PGU analisará caso a caso.

A portaria também regulamentou o recálculo do saldo devedor das operações de crédito rural contratadas com o extinto BNCC (Banco Nacional de Crédito Cooperativo) em execução pela AGU. Esses débitos também não estão inscritos na dívida ativa. Segundo o Ministério da Agricultura, o recálculo, nesse caso, não depende de pedido do devedor porque foi determinado pela própria lei do Refis Rural.*Folhapress

Em nota, Ministério da Agricultura diz que preço da carne caiu 9% desde início do mês

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O Ministério da Agricultura informou nesta sexta-feira, 6, ter constatado recuo de 9% nos preços da carne bovina no mercado doméstico na primeira semana de dezembro. Em nota, informa que, no mercado físico, a arroba passou de R$ 216 na segunda-feira, 2 em Mato Grosso para R$ 197 na quinta-feira, 5. Na Bahia, a cotação caiu de R$ 225 para R$ 207, no mesmo período avaliado. Em Mato Grosso do Sul, a arroba saiu de R$ 220 para R$ 200. De acordo com a pasta, os resultados mostram a tendência iniciada na última semana de novembro.

Ao participar do Encontro Estadual de Cooperativistas Paranaenses, em Medianeira (PR), a ministra Tereza Cristina ressaltou que o preço da proteína está se ajustando. ”O preço daqui para frente deve se estabilizar”, disse. A ministra explicou que a alta decorreu de diversos fatores: seca deste ano prejudicou o crescimento do pasto e, consequentemente, afetou a engorda do rebanho bovino de corte; a arroba do boi gordo ficou estável nos últimos dois, três anos inibindo os investimentos; e a abertura de mercados externos, em especial o aumento da demanda da China por proteína animal em razão da peste suína africana, que dizimou pelos menos 40% do rebanho suíno chinês.

No evento no Paraná, a ministra assinou a Instrução Normativa 63 que reconhece o Paraná nacionalmente como zona livre da peste suína clássica (PSC). Com essa medida, o Estado ficará desmembrado de um grupo formado atualmente por 14 Estados. Alguns Estados do grupo registraram casos recentes da doença e, com isso, o bloco pode deixar de ser reconhecido como livre da doença.

Além da peste suína clássica, o Paraná também busca o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação. ”Vamos perseguir a segunda fase para que OIE dê o reconhecimento ao Paraná como zona livre de aftosa sem vacinação, colocando o Estado no patamar da alta sanidade”, afirmou a ministra. *Estadão Conteúdo

Cerveja de maracujá cultivado na Caatinga é lançada na Feira Baiana de Agricultura Familiar

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A agricultura familiar da Bahia segue inovando. Após o sucesso da cerveja de umbu e de licuri, mais uma fruta nativa do semiárido baiano, o maracujá da Caatinga, é o ingrediente de destaque da bebida queridinha dos brasileiros, a cerveja. A Maratinga Passion Fruit Beer, cerveja artesanal de maracujá da Caatinga, da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), está sendo lançada na 10ª Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária, que começou n sábado (23), no Parque de Exposições de Salvador, durante a Fenagro. O evento segue até o dia 1º de dezembro.

A cerveja artesanal Maratinga tem base clara, coloração levemente dourada, com colarinho branco, aroma e sabores ácidos do maracujá. Possui um amargor moderado do lúpulo com baixo teor alcoólico, sabor intenso e exclusivo do maracujá da Caatinga, cuidadosamente cultivado por agricultores familiares do sertão baiano. O nome Maratinga vem do Tupi Guarani (Mara-alimento e Tinga-branco), significando Alimento Branco. Os frutos utilizados são orgânicos, cultivados por agricultores familiares de Canudos, Uauá e Curaçá.

A receita é do jovem cervejeiro da comunidade tradicional Serra da Besta, município de Uauá, Emanuel Messias Almeida, que destaca que a cooperativa pensou em valorizar e potencializar mais uma fruta da Caatinga e da região. ”A inspiração e paixão pelos sabores da Caatinga é o que nos movimenta. Inovamos e ousamos, trazendo um fruto da Caatinga para uma bebida muito bem consumida. Queremos além de fazer uma boa cerveja, propagar e disseminar a importância do único bioma genuinamente brasileiro, da preservação da valorização e disseminação da Caatinga do sertão nordestino brasileiro”.

Bahia qualifica mais 3,5 mil trabalhadores de 96 municípios para o mercado profissional

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Governo certifica 540 trabalhadores em curso. Foto: Elói Corrêa

Mais 3,5 mil baianos de 96 municípios estão prontos para ingressar ou crescer no mercado de trabalho, após concluírem os cursos oferecidos pelo Programa Qualifica Bahia. Nesta segunda-feira (25), 540 alunos de Salvador foram os primeiros a receber, do secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Davidson Magalhães, os certificados do programa. O Qualifica Bahia é uma ação do Governo do Estado, desenvolvida pela Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (Setre), com o objetivo de promover a qualificação social e profissional e preparar pessoas para serem inseridas no mercado de trabalho.

O secretário Davidson Magalhães destacou o fortalecimento dos programas de qualificação profissional na Bahia. ”Estamos vivendo um momento difícil no Brasil, com um aumento considerável do desemprego, e onde os Estados tiveram recursos cortados pelo governo federal. No entanto, a Bahia segue dando continuidade às ações nesta área, porque entende que a melhor forma de enfrentar o desemprego é qualificar a nossa juventude. Existe uma defasagem de qualificação para um conjunto de empregos e atividades no mercado e este é um esforço do Governo do Estado, que também promove a intermediação de mão de obra”, explicou.

Com um investimento de R$ 832 mil do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcep), os cursos contemplaram as seguintes áreas: Manicure e Pedicure, Cabeleireiro, Corte e Costura, Cuidador de Idosos, Cooperativismo, Culinária, Doces e Salgados, Doces e Compotas, Eletricista de Instalações Prediais, Pedreiro Polivalente, Informática Básica, Informática Avançada, e Web Design.

Moradora de Sussuarana, Rosana dos Santos, 27 anos, já aplicou os conhecimentos adquiridos durante a qualificação de empreendedorismo. ”Esse curso nos dá uma visão mais ampla do que a gente pode fazer. Nós recebemos formação sobre postura, sobre como lidar na sociedade, e também sobre a parte técnica do cooperativismo. Depois de tudo isso eu comecei a fazer uma cooperativa dentro da minha própria casa, com a minha família, e começamos a produzir geladinhos gourmet. Estamos vendendo muito, mais de 200 geladinhos por semana e essa cooperativa que eu aprendi a desenvolver no curso, está dando certo”.

Murilo Conceição Santos, 21, morador de Saramandaia, agora é cabeleireiro e, mais do que uma profissão, ele tem planos maiores para o futuro. ”Nesse curso nós tivemos dois módulos, um social e um técnico. Aprendi toda a prática fundamental para ser cabeleireiro e a partir de agora vou fazer mais cursos para me aprofundar. Com a renda melhor que eu passo a ter agora, eu pretendo dar mais estabilidade para a minha família e ter um filho, com a minha esposa”.

Preço do tomate entra na terceira semana em queda e chega a R$ 08,00 a caixa na Ceasa de Jaguaquara

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Produtores de tomate amaram prejuízo. Foto: Blog Marcos Frahm

O preço do produto carro-chefe no Mercado Produtor – Ceasa em Jaguaquara, o tomate, entra na terceira semana consecutiva em baixa, sendo encontrado até por R$ 08,00, em média, a caixa de 24 quilos, do tomate de segunda, por exemplo.

A caixa do tomate extra, considerado o de melhor qualidade, não passa de R$ 13,00. O preço do tomate na Ceasa reflete também nas feiras e supermercados. Mas enquanto as donas de casa comemoram a queda no preço do principal ingrediente da salada, os hortifrutigranjeiros lamentam o prejuízo, já que a venda cai e parte dos produtos acaba sendo doada pela Ceasa, quando o tomate começa a dar sinais de que vai estragar.

O curioso é que, o tempo, que não é chuvoso, não prejudica a produção do tomate que chega em grande quantidade na Ceasa de Jaguaquara, um dos principais centros de comercialização e distribuição de produtos hortifrutigranjeiros da Bahia.

A falta de chuvas favorece a produção do produto na região. Há quem diga que, quanto menos chuva, melhor para produzir o tomate, ajudando na eliminação de pragas e doenças, mas a queda brusca no preço é o que não anima os produtores.

Mudança na coordenação da Adab/Jaguaquara; Ciro Costa assume cargo com anuência do prefeito

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Adab/Jaguaquara tem nova direção. Foto: Blog Marcos Frahm

O engenheiro agrônomo Ciro Costa assumiu a coordenação da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri), e que responde por vários municípios do Território de Identidade Vale do Jiquiriçá. Ciro dos Santos Costa substitui Osvaldo Curvelo, que por muitos anos esteve a frente do órgão, cujos decretos de exoneração e nomeação foram publicados no Diário Oficial do Estado.

A mudança ocorre a partir da nova formação do Governo Rui Costa, para distribuição com os políticos de novos dirigentes de cargos regionais. A informação obtida pelo Blog Marcos Frahm é de que a indicação ao Estado foi feita pelo deputado estadual Zé Cocá (PP), que acatou pedido do prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli, do mesmo partido.

Inclusive, Ciro, agora indicado por Martinelli foi adversário político do atual gestor, quando Giuliano, apoiado pelo então prefeito Ademir Moreira nas eleições de 2012 disputou a prefeitura com Ricardo Leal (PT), na ocasião candidato derrotado, tendo na condição de vice da chapa petista, Ciro Costa.

Órgão com estrutura defasada

Estrutura física precária da sede da Adab chama a atenção

A sede da Adab/Jaguaquara, localizada na Rua Ilmar Galvão, no Centro, anexo ao Fórum da cidade carece de atenção. Com a sua estrutura física comprometida, o escritório regional transparece a falta de atenção do Governo do Estado. Usuários do órgão estadual lamentam a situação e aguardam providência da Secretaria de Agricultura.

Agricultura: Preço do tomate recua e chega a R$ 10,00 a caixa no Mercado Produtor de Jaguaquara

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o Tomate é o ”carro-chefe” na Ceasa local. Foto: Blog Marcos Frahm

O preço do produto carro-chefe no Mercado Produtor – Ceasa em Jaguaquara, o tomate, está em baixa, sendo encontrado até por R$ 10,00, em média, a caixa de 24 quilos, do tomate de segunda, por exemplo.

A caixa do tomate extra, considerado o de melhor qualidade, não passa de R$ 14,00. Segundo informações dos próprios produtores o preço do tomate sofre queda há duas semanas na Ceasa. Inclusive, a queda no preço tem prejudicado a venda do produto, que acaba sendo rejeitado pelos comerciantes.

O gerente administrativo da Ceasa, Leandro Lemos, informou ao Blog Marcos Frahm que o órgão faz uma seleção rigorosa do que vai ser vendido e o que sobra não vai para o lixo, mas sim para a mesa de famílias carentes da cidade. Nos últimos dias, foi distribuída uma grande quantidade de tomates para populares e entidades de Jaguaquara, um dos principais municípios baianos na comercialização de hortifrúti, exportando para várias regiões do país.

Agricultura familiar baiana é protagonista em aulas de chefs de cozinha no Mesa São Paulo 2019

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Espaço Mesa de SP destaca agricultura. Foto: Divulgação

A agricultura familiar da Bahia ganhou destaque nas aulas realizadas por renomados chefs de cozinha, durante o Mesa São Paulo 2019, maior evento gastronômico da América latina que acontece até este domingo (27), no Memorial da América Latina, na capital paulista.

No espaço Mesa Tendência, as palestras com grandes nomes da gastronomia brasileira e mundial, este ano debate o futuro do alimento. A Cooperativa dos Pescadores e Marisqueiros de Vera Cruz (Repescar), localizada no município de Vera Cruz, foi exemplo de extrativismo consciente na palestra realizada pelos chefs Fabrício Lemos, do restaurante Origem, e Caco Marinho, do Doc Casual, ambos de Salvador.

A cooperativa foi selecionada no edital de Alianças Produtivas, do Bahia Produtiva, projeto do Governo do Estado, e recebeu investimentos de R$ 1,8 milhão, voltados para gestão, organização da produção, assistência técnica e extensão rural (Ater), adequação da agroindústria, entre outras ações, beneficiando diretamente 450 famílias.

Para o representante da Repescar, José Carlos, servir de exemplo em um evento como o Mesa é a valorização dos pescadores e marisqueiras que estão lá na ponta, fazendo o trabalho de produção e buscando novos caminhos para enfrentar os desafios de alimentação do futuro: ”Com essa valorização, a gente consegue alcançar um público que seria muito difícil e conseguimos acessar a alta gastronomia”.

Já no espaço Mesa Brasa, onde estão reunidos melhores assadores do país para ensinar sobre cortes, defumação e todas as técnicas desse universo, produtos como o milho da Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Coopirecê) e o umbu de corte da Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc) foram utilizados na receita da especialista em carnes e charcuteira, Bruna Moreira: ”Minha relação com a agricultura familiar sempre existiu, porque eu sou do interior, do Sertão da Bahia, e conheço e reconheço o diferencial da agricultura familiar. Precisamos valorizar os produtos do nosso estado e, em nas minhas aulas, sempre apresento o trabalho de cooperativas, como produzem produtos mais saudáveis, sustentáveis e com respeito ao meio ambiente”.

No Mesa Viva, que promove aulas com alimentos produzidos com novas tecnologias, abordando o futuro da alimentação com foco em receitas veganas e vegetarianas, a chef Nathalia Araújo, do restaurante DiMaria Arte Gourmet, em Salvador, apresentou dois pratos com o licuri da Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes).  A Copirecê e a Coopes também recebem apoio do Governo da Bahia, por meio do Bahia Produtiva, e a Coopercuc, pelo Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, projetos executados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). As cooperativas estão expondo seus produtos do Espaço Farofa, no estande Terra Madre Brasil 2020.

Imigrantes que trabalham como autônomos se cadastrarão como MEI com regras simples

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Imigrantes que trabalham como autônomos podem registrar-se, a partir desta terça-feira (15), como microempreendedor individual (MEI) de forma simplificada. A Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia reduziu as exigências para o cadastro de estrangeiros.

Antes, o imigrante precisava seguir as mesmas regras do brasileiro. Com a simplificação, o estrangeiro que quiser se formalizar como MEI precisa apenas informar o país de origem e o número de um dos seguintes documentos: carteira nacional de registro migratório, documento provisório de registro nacional migratório ou protocolo de solicitação de refúgio.

Pelas regras anteriores, o imigrante precisava apresentar o número do recibo da última Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física ou o título de eleitor. Caso não tivesse título de eleitor, o estrangeiro não poderia emitir a declaração de renda por ter entrado no país no mesmo ano em que recebeu o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

Na prática, as normas anteriores adiavam a formalização do estrangeiro como microempreendedor para o ano seguinte à chegada ao Brasil. Segundo o Ministério da Economia, atualmente existem no país 46.591 estrangeiros de 169 nacionalidades inscritos como MEI. Da Agência Brasil

Cebola na Bahia teve alta no preço de mais de 100% no ano, diz Superintendência de Estudos Econômicos

/ Agricultura

O preço da cebola na Bahia aumentou 100,7% entre agosto de 2018 e julho deste ano. Os dados são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do estado (SEI). Segundo a pesquisa, o excesso de chuvas no primeiro semestre deste ano prejudicou a colheita, o que influenciou na inflação do preço. Fungos e bactérias também influíram na subida de preço.

Além do aumento do valor do produto brasileiro, o problema levou também à importação de cebola chilena e argentina para suprir a baixa oferta interna. No mesmo período do ano passado, o preço da hortaliça sofreu queda de 33,8%.

O motivo foi o significativo aumento da produção na microrregião de Juazeiro, o que fez crescer a oferta e pressionar os preços para baixo. A Bahia é o segundo produtor de cebola do país. O estado fica atrás apenas de Santa Catarina