Fábrica-Escola de Chocolate em Gandu promove curso para agricultores familiares e estudantes

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Participantes aprende a fabricar chocolate. Foto: Divulgação

Agricultores familiares e estudantes da Educação Profissional estão entre o público-alvo do curso de ”Introdução sobre a fabricação do chocolate”, que está sendo promovido pela Fábrica-Escola de Chocolate, instalada no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Baixo Sul, no município de Gandu. Nas aulas, que começaram na segunda-feira (13) e prosseguem até esta terça (14), os participantes estão aprendendo a beneficiar o cacau e a fabricar chocolates para a comercialização, inclusive utilizando o espaço da fábrica para a produção. O curso visa, ainda, trazer o conhecimento sobre a importância do cacau para a cultura e a economia do território, conforme a vice-diretora da fábrica, Lindaura Costa. Tanto que, no primeiro dia do curso de fabricação do chocolate, os participantes visitaram o Museu da História Genética do Cacau, que fica ao ar livre, ao lado da fábrica – inaugurada em outubro de 2017 e que atende, hoje, a mais de 250 alunos (mais de 100 do curso de Nutrição e cerca de 150 das formações de Administração, Contabilidade e Finanças). As aulas incluem conteúdos amplos e específicos sobre a produção do chocolate, como a história do cacau; noções de rastreabilidade do produto; classificação e prova de corte da amêndoa; descasca e torra; temperagens, processo de resfriamento; e noções de embalagem, entre outros. O estudante do 4º ano de Nutrição Dietética do CETEP do Baixo Sul, Leonardo dos Santos, 19, um dos instrutores do curso, destaca que a iniciativa contribui para difundir a cultura do cacau. ”Estou aqui para passar o que aprendi nos cursos que a unidade ofereceu, com o intuito de que o público conheça os requisitos básicos para a produção do chocolate, a exemplo de como utilizar as máquinas da fábrica; como preparar o produto; os cuidados que se deve ter com o cacau; a higienização; e os fatores físicos, químicos e biológicos que influenciam na produção do cacau. Mostramos que o mercado oferece infinitas possibilidades e as pessoas devem buscar a criatividade para ter no chocolate uma fonte de renda”, relata o aluno/instrutor. Já a produtora rural Maria da Conceição Amaral, 54, membro da Associação do Desenvolvimento do Baixo Sul (ADEBASUL), fala sobre as perspectivas profissionais a partir desta capacitação. ”Está sendo maravilhoso aprender a teoria e a prática de como fazer chocolate. A gente aprende a chegar ao sabor perfeito para que o produto possa ser comercializado. A minha ideia é aprender tudo sobre a produção e, brevemente, fazer bombons e barras de chocolate para vender. Vai ser uma renda importante para a sobrevivência da minha família”, considera. A integração da comunidade e dos agricultores familiares nos cursos que a fábrica realiza ao longo do ano é ressaltada pela gestora Lindaura Costa. ”Os agricultores familiares têm uma presença assídua na fábrica-escola, cuja proposta é fomentar a economia local por meio da produção de chocolate e da valorização da cultura local”, destaca, acrescentando que a fábrica oferece diversos cursos sobre a fabricação do chocolate, entre os quais o de produção de chocolate destinado a merendeiras escolares e para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Além disso, completa, a fábrica recebe visitas de estudantes das redes municipal e estadual e realiza atividades culturais, ”atingindo um alcance social significativo na região”.

 

Agricultura: Tomates mais nutritivos e com maior produtividade são testados na Bahia

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está criando um novo tipo de tomate, rico em vitamina A e que terá a cor alaranjada. A fruta alaranjada vai entrar em teste de cultivo também na Bahia. Os ensaios também ocorrerão no campo em amis cinco estados (CE, DF, ES, RS e SP), e servirão para observar em condições diferentes o desenvolvimento do fruto, qualidade e produtividade, até se chegar ao híbrido que poderá gerar sementes para a produção em escala e comercialização em até três anos. Não se trata de um produto modificado com transgênia, mas de um experimento feito a partir de sementes híbridas colhidas e catalogadas em uma ”biblioteca gênica” da Embrapa, com acervo de 1.800 variedades de tomates guardadas, conforme explica Leonardo Boiteux, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da empresa. O novo tomate em pesquisa segue o caminho de outros frutos desenvolvidos pela Embrapa que já têm as sementes disponíveis para os agricultores ou já são plantados há mais tempo, e estão à venda nos supermercados – como são os casos, respectivamente, dos tomates enriquecidos BRS Zamir e BRS Nagai.

Radicais livres

Estudos técnicos do tomate BRS Zamir, do tipo grape em formato parecido com um bago de uva, tem alto teor de licopeno – uma substância de pigmentação vermelha que favorece a captura dos radicais livres,”subproduto do metabolismo que acaba danificando o nosso próprio DNA, e outras estruturas celulares” e ajuda na prevenção de doenças de “estresse oxidativo”, como assinala Leonardo Boiteux em referência a infecções, alguns tipos de câncer, diabetes, problemas reumatológicas e neurodegenerativos. A pesquisa com o BRS Zamir permitiu a produção do tomate alaranjado. ”Se nós temos esse alto teor de licopeno, a gente pode dar um passo a frente na via metabólica e produzir um tomatinho com betacaroteno, precursor da vitamina A e disponível em cenoura e na abóbora”. A Embrapa está criando um novo tipo de tomate, rico em vitamina A e que terá a cor alaranjada. O tomate alaranjado da Embrapa vai entrar em teste de cultivo. Os ensaios ocorrerão no campo, em seis estados (BA, CE, DF, ES, RS e SP), e servirão para observar em condições diferentes o desenvolvimento do fruto, qualidade e produtividade, até se chegar ao híbrido que poderá gerar sementes para a produção em escala e comercialização em até três anos. Não se trata de um produto modificado com transgênia, mas de um experimento feito a partir de sementes híbridas colhidas e catalogadas em uma ”biblioteca gênica” da Embrapa, com acervo de 1.800 variedades de tomates guardadas, conforme explica Leonardo Boiteux, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da empresa. O novo tomate em pesquisa segue o caminho de outros frutos desenvolvidos pela Embrapa que já têm as sementes disponíveis para os agricultores ou já são plantados há mais tempo, e estão à venda nos supermercados – como são os casos, respectivamente, dos tomates enriquecidos BRS Zamir e BRS Nagai.

Radicais livres

Estudos técnicos do tomate BRS Zamir, do tipo grape em formato parecido com um bago de uva, tem alto teor de licopeno – uma substância de pigmentação vermelha que favorece a captura dos radicais livres, ”subproduto do metabolismo que acaba danificando o nosso próprio DNA, e outras estruturas celulares” e ajuda na prevenção de doenças de ”estresse oxidativo”, como assinala Leonardo Boiteux em referência a infecções, alguns tipos de câncer, diabetes, problemas reumatológicas e neurodegenerativos. A pesquisa com o BRS Zamir permitiu a produção do tomate alaranjado. ”Se nós temos esse alto teor de licopeno, a gente pode dar um passo a frente na via metabólica e produzir um tomatinho com betacaroteno, precursor da vitamina A e disponível em cenoura e na abóbora”.

Prorrogadas inscrições para editais que somam R$ 58 milhões em assistência à agroecologia

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Ação é da SDR, do Governo do Estado. Fotos: Paula Fróes

Foi prorrogado para 30 de julho o prazo para a apresentação de propostas para os Editais de Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), voltadas para Mulheres e Agroecologia. A consulta está disponível na internet. Disponibilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado (SDR), os editais, que contam com um aporte total de R$ 58 milhões, vão beneficiar 12.420 famílias. O objetivo é ampliar a prestação do serviço de Ater na Bahia, contribuir para um maior desenvolvimento produtivo da agricultura familiar e fomentar a transição agroecológica nos territórios. Podem participar das chamadas públicas as entidades públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos, com experiência na prestação de serviços de Ater, previamente credenciadas junto ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).

Sobre os editais

O edital Ater Agroecologia vai atuar na transição agroecológica, potencializando iniciativas que já estão sendo realizadas no estado. A ação vai atender 7.020 famílias de municípios que integram 17 territórios de identidade da Bahia. Já o edital Ater Mulheres visa possibilitar a autonomia econômica das mulheres rurais, preferencialmente organizadas em grupos produtivos, potencializando as capacidades de ampliação de renda e valorizando o trabalho realizado por elas, consolidando os processos de promoção da agroecologia. O edital irá contemplar 5.400 mulheres de municípios de 11 territórios de identidade.

Sul e extremo sul da Bahia devem colher mais de 2 milhões de sacas de café, prevê sindicato

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A estimativa é que sejam colhidas mais de 2 milhões de sacas de café conilon em fazendas do Sul e Extremo Sul baianos neste ano. A previsão é superior às 1,8 milhão de sacas obtidas no ano passado. Segundo o Radar 64, a colheita consolida a Bahia como segunda maior produtora desta variedade de café, o conilou, no país. O vizinho estado do Espírito Santo é o primeiro no ranking em conilon, com cerca de 6 milhões de sacas por ano. Ao site, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, Gilberto Borlini, alguns fazendeiros estão colhendo até 20% a mais do que em 2017. A alta produtividade seria fruto de melhor período de chuva, depois de quase cinco anos de seca, aliada à tecnologia aplicada ao cultivo.

Bahia Farm Show 2018 começa nesta terça-feira (5), focada nos bons resultados da safra 2017/18

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O desafio de reunir em um só local as principais inovações tecnológicas do agronegócio mundial será mais uma vez posto à prova a partir desta terça-feira (5), durante a Bahia Farm Show 2018. Pelo 14º ano consecutivo, a feira vai concentrar, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, todos os elos da cadeia que mais gera emprego e renda no País. De um lado, empresas dos setores de máquinas e implementos agrícolas, consultores e técnicos, ansiosos por mostrarem as principais inovações do mercado. Do outro, pequenos, médios e grandes agricultores em busca de melhorar o desempenho no plantio, colheita, e consequentemente, uma maior produtividade no campo. Tudo isso, regado a créditos e juros facilitados pelas instituições financeiras públicas e privadas presentes nos cinco dias de evento, que segue até o próximo sábado (9). A feira deste ano continua expandindo as fronteiras e trazendo cada vez mais expositores e visitantes internacionais. O processo iniciado no ano passado continua a ganhar força com a participação, nesta edição, de expositores dos Estados Unidos, Alemanha e Argentina. A cerimônia de abertura terá início a partir das 10h, na Praça do Complexo Bahia Farm, e contará com a presença do governador da Bahia, Rui Costa, recepcionado pelo presidente da feira e da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato. Também estarão presentes prefeitos da região, deputados estaduais, representantes das instituições financeiras e agricultores de toda a área de abrangência do Matopiba (fronteira agrícola que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Uma conjuntura favorável diante da boa safra agrícola e o maior aporte de crédito do Plano Safra devem garantir que a 14ª edição da feira supere, pelo terceiro ano consecutivo, a marca do R$ 1 bilhão de reais em negócios. Para Zanella, a feira será realizada em um momento propício para a agricultura nacional. “No oeste da Bahia, tivemos a melhor safra de todos os tempos, principalmente na cultura da soja, esses resultados, aliados às condições facilitadas de crédito, nos deixam confiantes de que os agricultores irão investir em tecnologia e se preparar para as próximas safras”, afirma. A organização espera superar a marca da edição passada, quando atingiu a marca histórica de R$ 1,531 bilhão em negócios.

Produtores de frutas estimam R$ 570 mi em prejuízos por causa da greve dos caminhoneiros

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O Vale do São Francisco, região conhecida por ser a maior exportadora de frutas do país, já contabiliza um prejuízo de R$ 570 milhões ao final do oitavo dia da greve dos caminhoneiros. A conta foi apresentada na tarde de segunda-feira (28), pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira depois de uma reunião com os produtores. Segundo ele, a paralisação vem atingindo fortemente o setor, que deixou de comercializar nessa semana 40 mil toneladas de uva e 60 mil toneladas de manga, além de mais de 200 mil toneladas de outras frutas, como banana, acerola, mamão e coco, mercadorias que eram voltadas tanto para o mercado interno quanto para o externo. ”Com todo esse tempo de paralisação, nossas câmaras frias já estão com a ocupação esgotada, não oferecendo mais espaço para o armazenamento das frutas colhidas recentemente. O resultado são pomares e mais pomares com frutas apodrecendo no campo”, lamentou o presidente. Jailson advertiu também que 80% da safra que deve ser colhida nesta semana poderá ficar comprometida por falta de mercado. ”Além de termos cancelados todos os novos pedidos do mercado interno, outro agravante é a falta de combustível para os tratores e pulverizadores, o que pode ocasionar a perda das safras de exportação de setembro e outubro”, acrescentou. Segundo informações do site Barreiras Notícias, os produtores assinaram um documento, ao final da reunião, no qual o sindicato ”“reconhece a legitimidade dos caminhoneiros por que também sentem o alto custo do diesel na atividade agrícola”, solicitando também aos poderes competentes a agilização nas negociações.

Governador Rui Costa lança editais que somam R$ 80 milhões em apoio à agricultura familiar

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Rui lança editais do Programa Bahia Produtiva. Foto: Carol Garcia

O governador Rui Costa lançou, na manhã desta segunda-feira (26), no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, dois editais do Programa Bahia Produtiva, que promove a inclusão socioprodutiva de agricultores familiares. Um deles é voltado para apoio à formação de alianças produtivas territoriais e o outro vai selecionar subprodutos para qualificação de agroindústrias da agricultura familiar. ”A cada dez prefeitos que eu recebo, nove me pedem uma indústria em seu município e eu digo que a indústria já existe. Nós temos três milhões de baianos vivendo da agricultura e pensar no desenvolvimento do estado é pensar, obrigatoriamente, no desenvolvimento da agricultura familiar”, declarou o governador ao apresentar a iniciativa e pedir apoio na divulgação a todos os presentes. Os editais já estão disponíveis no site da Secretária de Desenvolvimento Rural (SDR) e as inscrições começam no dia 1º de março. O prazo para envio de projetos do Edital Alianças Produtivas Territoriais é de 60 dias. Serão investidos R$ 60 milhões em 30 projetos. Já o edital Qualificação de Agroindústrias da Agricultura Familiar beneficiará 40 projetos e contará com um aporte de R$ 20 milhões. ”São dois editais estratégicos que estão eminentemente ligados ao mercado privado”, explica o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, sobre a natureza dos investimentos que vão melhorar o funcionamento de agroindústrias de todo o estado e apoiar alianças entre cooperativas e associações da agricultura familiar e supermercados, restaurantes, hotéis e outros distribuidores do mercado. De acordo com o secretário, mais de dez mil famílias serão alcançadas. A solenidade contou com a presença do vice-governador João Leão, secretários de governo e outras autoridades, além da participação de empresários e representantes de associações, cooperativas e entidades de agricultores familiares. A agricultora e presidente da Cooperativa Agropecuária de Canudos Uauá e Curaçá (Coopercuc), Denise Cardoso, esteve presente no evento de lançamento, para conhecer os editais. ”Esses editais e subsídios do Estado servem para que a gente se fortaleça cada vez mais e se torne mais competitivo no mercado”, afirmou. A Coopercuc produz doces e geleias derivados de frutas nativas do sertão, como o umbu e o maracujá da caatinga.

Manoel Vitorino: Loja às margens da BR-116 comercializa produtos da agricultura familiar

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Loja é representada pelas mulheres vitorinas. Foto: Divulgação/SDR

Os agricultores e agricultoras familiares da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf) passaram a ter mais uma alternativa de comercialização dos produtos das agroindústrias implantadas nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante, com a inauguração da Loja das Vitorinas, localizado às margens da BR-116.  A ação é do Governo do Estado, realizada por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Para o fortalecimento da fruticultura, especialmente da cadeia produtiva do umbu, já foram investidos, nos últimos 11 anos, mais de R$ 6 milhões em obras, equipamentos e assistência técnica especializada, nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante. O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou que o trabalho é feito para potencializar o desenvolvimento rural baiano, para que haja uma produção mais qualificada que vá além da comercialização in natura. ”Nosso desejo é que esses produtos, com rótulo e embalagens bem feitas, estejam cada vez mais nas prateleiras com valor agregado, assim como estão aqui na loja e lanchonete das Vitorinas. Costumo lembrar que a produção da agricultura familiar alimenta primeiro os de casa, então ninguém vai alimentar sua família com produtos que não sejam de qualidade. O excedente que vai para comercialização é ofertado com apreço, cuidado e zelo”. Quem visitar o espaço poderá adquirir e degustar doces, sorvetes e sucos de umbu, e de outras frutas como goiaba e maracujá. Serão comercializados 80% de produtos da Cooproaf e 20% de outras cooperativas e redes de agricultores familiares da Bahia. De acordo com a presidente da Cooproaf, Marilda de Souza, com a chegada desse espaço de comercialização, a perspectiva é muito grande para aumentar o fluxo de vendas: ”O ponto foi criado justamente pra isso, para escoar parte da produção. Quem visitar a loja vai encontrar da geleia do umbu ao iogurte, cerveja de umbu, produzidos por cooperativas diferentes, praticamente a Bahia toda da agricultura familiar vai estar representada aqui na loja de Manoel Vitorino”. Além de vender os produtos da agroindústria, a loja oferece outras iguarias. São 41 derivados de umbu, a exemplo de bolos, rocamboles, tortas, sorvetes e umbuzada. Entre os produtos mais vendidos pela Cooproaf está o ‘nego bom’ de umbu, com receita criada pelas mulheres vitorinas.

”É bom comercializar o que tem de riqueza aqui Manoel Vitorino, adorei os produtos. Estou levando o nego bom de umbu e amêndoa caramelada para dar de presente”, contou Indiana Mello, integrante do Programa Primeiro Emprego. Ela é Técnica em Agronegócio e trabalha na Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), lotada no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) do Território Médio Rio de Contas, em Jequié. O Prefeito de Manoel Vitorino, Heleno Vilar, mostrou-se empolgado com inauguração do empreendimento, que vai ajudar a movimentar a economia local: ”Aqui é uma grande oportunidade de negócio, eu chamo de um shopping a céu aberto, às margens da BR 116, com um fluxo de 30 mil veículos por dia e esse investimento do Governo do Estado na lanchonete Vitorinas representa um ganho importante na economia para o nosso município, geração de emprego e renda”. A loja de comercialização, que inaugura uma nova etapa para o escoamento dos produtos, conta com uma área construída de 290m², com sanitários, cozinha, depósito, área externa com paisagismo e um ambiente estruturado com mesas e cadeiras confortáveis para clientes. A lanchonete, para o consumo imediato de sucos e doces, estimulará também a venda de outros produtos de qualidade, por meio de degustação. Para a implantação da unidade foram investidos pela CAR/SDR R$ 454,7 mil, em recursos de convênio, com a contrapartida de R$ 201,7 mil dos cooperados, na forma de capital de giro e estrutura preexistente.

Exclusivo: Governo da Bahia transfere gestão da Ceasa de Jaguaquara para a iniciativa privada

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Ceasa será gerida por dois empresários. Foto: Blog Marcos Frahm

Exatamente um ano depois de iniciadas as negociações com a finalidade de transferir a gestão do Mercado do Produtor de Jaguaquara (Ceasa) do Governo do Estado da Bahia para um grupo de empresários da cidade, finalmente saiu à definição. Acaba de ser publicada, no Diário Oficial do Estado, a outorga da concessão de uso do Centro de Abastecimento para a empresa D’Onofrio Comércio de Alimentos Ltda., ganhadora do processo licitatório realizado pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic). O Blog Marcos Frahm apurou, nesta segunda-feira (18), que o espaço será gerido conjuntamente pelos empresários Américo Pantaleone D’Onofrio e Antônio Ricardo Leal, para exploração, operação, manutenção e desenvolvimento da Ceasa de Jaguaquara, um dos mais tradicionais mercados do gênero no estado da Bahia. O prazo da concessão é de 30 anos, no valor de R$1,6 milhão (um milhão e seiscentos mil reais). Construída há cerca de 30 anos para modernizar a estrutura de armazenamento e comercialização de hortifrutigranjeiros, a Ceasa de Jaguaquara, que movimenta a economia local e regional, já não é mais digna de um município que é o segundo maior produtor do Estado da Bahia. Carece urgentemente de reformas. Os problemas são antigos, crônicos e do conhecimento de todas as esferas de Governo. Vão desde a necessidade de uma ampla reforma, com boxes destinados à comercialização de verduras, dentre outros produtos em padrões modernos, bem como mudanças nas instalações elétrica e hidráulica, estacionamento, sanitários e outras, o que deverá ser feito. Na opinião geral, devido a pouca atenção ao Mercado, a proposta em torno da Parceria Público Privada passou a ser apontada como a solução mais viável para a revitalização e projeção do lugar.

Tudo começou há exatamente um ano

Em dezembro de 2016, o governador Rui Costa (PT) recebeu, em Salvador, uma comitiva de Jaguaquara, da qual participaram o prefeito Giuliano Martinelli (PP) e empresários locais, para avançar nas discussões em torno do controle da Ceasa, a partir da transferência da gestão da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Governo do Estado da Bahia (Sudic) para os empreendedores: Antônio Ricardo Leal, Américo Pantaleone D’Onofrio e Adriano Mitsuo Shibasak. Este último teve participação importante, mas desistiu do projeto. A busca por uma solução prática para a situação do Mercado do Produtor de Jaguaquara demorou a vingar apesar da representatividade dessa reunião, que contou também com a participação do vice-governador João Leão (PP), do então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda e do presidente da Sudic, Jairo Pinto Vaz [relembre aqui]. Agora, no apagar das luzes de 2017, são dados novos rumos ao setor, importante vetor de desenvolvimento do Município que via o espaço se deteriorar, trazendo transtornos e prejuízos para produtores rurais, empresários, trabalhadores e consumidores em geral. A preocupação procede. É que, se a vizinha cidade de Jequié construísse o seu Mercado do Produtor conforme cogitado, a Ceasa de Jaguaquara, que atende Itabuna, Vitória da Conquista, Ilhéus, Santo Antônio de Jesus, Valença, Feira de Santana, Salvador, além de Jequié e outras, correria sério risco de ser transformada em uma feira pouco representativa, em razão do estado de conservação do prédio. O curioso é que, apesar da união dos líderes políticos aliados do governador no município, o processo de terceirização da Ceasa só avançou depois de uma cobrança do repórter Marcos Frahm, durante entrevista com Rui Costa, no último dia (7) de dezembro, quando o chefe do Executivo baiano visitava Jequié. ”Governador, a situação da Ceasa lá em Jaguaquara está complicada e a terceirização ainda não aconteceu. Os produtores estão reclamando das péssimas condições de trabalho no local. Nem terceiriza e nem é feita uma reestruturação”, disse Frahm. Dias depois, uma reunião na capital baiana definiu e oficializou o assunto.

Prazo para agricultor familiar concorrer a edital da Conab vai até as 12h do próximo dia 23

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As associações e organizações da agricultura familiar de todo país interessadas em participar das compras institucionais de alimentos feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) têm até o meio-dia do dia 23 para enviar a documentação necessária. O prazo terminaria no dia 16, mas foi prorrogado. A Conab vai comprar dos agricultores 1.775,5 toneladas de arroz, 659,7 toneladas de feijão, 521,4 toneladas de açúcar, 451 toneladas de farinha de mandioca, 61,1 toneladas de fubá de milho e 226,7 toneladas de leite em pó. Esses alimentos servirão para compor cestas que serão distribuídas a mais de 160 mil famílias. O estoque deverá atender a povos indígenas e comunidades remanescentes de quilombos, além de trabalhadores rurais sem terra, que pleiteiam acesso ao Plano Nacional de Reforma Agrária. As superintendências regionais de Alagoas e do Rio Grande do Sul estão encarregadas de receber as propostas de venda. Organizações e cooperativas de outros estados podem enviar toda a documentação pelos Correios, conforme orientações dos editais. A data limite de entrega para os produtos é 29 de setembro.

Amargosa: Cadastro Ambiental Rural é realizado gratuitamente até a sexta-feira

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A Prefeitura Municipal de Amargosa (PMA), através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Seagri), está realizando, até a próxima sexta-feira (11), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades da zona rural do município. A ação foi iniciada nesta segunda-feira (07) e, somente no primeiro dia, 55 cadastros já foram realizados. O cadastro é gratuito e está sendo feito na prefeitura (Praça Lourival Monte), das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Para realizar o CAR é preciso levar o RG, CPF e Documento de Posse da Terra.

Projeto ”Amargosa Mais Cacau” realiza entrega de mais sete mil mudas para introdutores

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Prefeito Júlio entrega mudas a produtores. Foto: Laís Vita

A Prefeitura de Amargosa, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Seagri), entregou, nesta semana, cerca de 7.000 mudas de cacau para produtores das comunidades de Cambaúba, Alto Seco e Córrego. A iniciativa acontece no âmbito do projeto ”Amargosa Mais Cacau”, realizado em parceria com a Biofábrica do Cacau e do Governo do Estado. Até o final da atual gestão, serão entregues cerca de 200 mil mudas, o que deve gerar um crescimento de 40% da produção de amêndoas de cacau no município. O projeto prevê ainda a realização de seminários, cursos de adubação, poda, clonagem e intercâmbio de agricultores, além da implantação de unidades de referência tecnológica para potencializar a cadeia produtiva do cacau. A expectativa é que o projeto contemple, já este ano, aproximadamente 150 propriedades em comunidades como Córrego, Cambaúba, Corta-Mão, Alto Seco, Palmeira, Cova da Negra, Timbó, Lagoa Queimada, Ribeirão do Cupido, entre outras. A cadeia produtiva do cacau gera cerca de dois milhões de reais por ano para o município e, com o projeto, a prefeitura almeja ampliar ainda mais esse valor.

Lafaiete Coutinho: Secretário de Agricultura denuncia caça predatória de animais

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Bilizário Machado denuncia caça predatória. Foto: Divulgação

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Lafaiete Coutinho, no Vale do Jiquiriçá, Bilizário Machado, enviou fotos ao Blog Marcos Frahm alertando para a caça predatória de animais na área rural do município, após ter encontrado na quinta-feira (13), o animal da foto cima, veado, morto com perfurações à bala. Bilizário demonstrou indignação com o fato, e chamou a atenção dos órgãos competentes para os casos de crimes ambientais em Lafaiete. Ele acredita que os disparos contra o animal foram deflagrados por caçadores. ”Até onde vamos chegar com esses caçadores que não respeitam o direito dos outros e dos animais? ”, questionou. Ele informou que o animal saiu de uma mata baleado e chegou a área urbana de Lafaiete.

Lafaiete Coutinho: Prefeitura incentiva o plantio de feijão com apoio ao homem do campo

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Produtores intensificam plantio de feijão. Foto: Divulgação

Em Lafaiete Coutinho, dezenas de pequenos produtores já iniciaram o plantio de feião e esperam por uma produtividade maior este ano. A intensificação no plantio do produto é o reflexo do apoio do município aos produtores rurais. A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente – Sedama auxilia os produtores com fornecimento de máquinas e tratores para o plantio. De acordo com a Prefeitura de Lafaiete, o município desenvolve um projeto de incentivo ao homem do campo. Na localidade do Amazonas, os produtores de maracujá também recebem o apoio, fazendo assim uma cultura rotativa, permitindo geração de renda em Lafaiete.