Segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa começa nesta quinta-feira

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Começa hoje (1º), na maior parte dos estados brasileiros, a segunda fase da campanha de vacinação contra a febre aftosa. Nesta etapa, serão imunizados animais com até 24 meses. Apenas Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima (reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos) vão vacinar todo o rebanho (jovens e adultos). De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, na primeira etapa da campanha, em maio, foram vacinados 197,87 milhões de animais de um total previsto de 201,23 milhões de cabeças. A cobertura vacinal atingiu 98,33%. Dados da pasta indicam que, atualmente, o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. Os estados com maior número de animais são Mato Grosso, com 30 milhões e Minas Gerais, com 23,3 milhões. O município com maior rebanho é São Félix do Xingu (PA), com 2,2 milhões de cabeças. O Brasil é classificado como livre da febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

MP-BA aciona supermercados por comercializarem produtos com resíduos de agrotóxicos

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Nove redes de supermercados em Salvador (Bompreço, GBarbosa, Hiperideal, Perini, Extra, Atacadão, Atakarejo, Rmix e Masani) foram acionadas pelo Ministério Público Estadual da Bahia (MP-BA) por comercializarem produtos com resíduos de agrotóxicos não autorizados ou acima dos limites permitidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o MP-BA, foram encontrados um total de 11 hortifrútis contaminados nos seguintes estabelecimentos: cebola (na rede Masani, GBarbosa e Extra), pimentão (GBarbosa, Perini, Extra, Bompreço e Atakarejo), uva (GBarbosa, Extra e Bompreço), goiaba (GBarbosa, Perini e Bompreço), morango (Rmix, Perini, Extra, Atacadão e Bompreço), abacaxi (Hiperideal e Atakarejo), cenoura (Hiperideal e Atakarejo), abobrinha (Hiperideal, Extra e Bompreço), alface (Perini, Extra, Atacadão e Bompreço), fubá de milho e batata (ambos no Bompreço). As ações – que vinham sendo ajuizadas desde setembro pelo promotor de Justiça do Consumidor, Olímpio Campinho – pedem que seja concedida uma decisão liminar para proibir que as redes comercializem os produtos que foram identificados com resíduos de agrotóxicos irregulares até que a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) reabilite o fornecimento. Ainda conforme Olímpio, os alimentos estavam ”nitidamente com vícios de qualidade” e ”puseram os consumidores em perigo”. Para o magistrado, foi cometida prática abusiva, porque os clientes teriam sido levados ao erro, já que confiaram no tratamento sanitário apresentado pelos supermercados.

Supermercados respondem

Em nota, o Walmart Brasil, que responde pelo Bompreço, afirmou que ”confia plenamente em seus procedimentos internos de segurança dos alimentos”. A empresa disse ainda que ”mantém um rigoroso programa de qualificação e certificação de todos os seus fornecedores de perecíveis, o que inclui um programa de gestão de riscos de resíduos de agrotóxicos, destinado a todos fornecedores de frutas, legumes e verduras, visando a comercialização de hortifrúti seguro aos consumidores da rede Walmart Brasil” (leia nota na íntegra abaixo).

A Cencosud Brasil, por sua vez, informou que “está expandindo o programa de rastreabilidade de agrotóxicos (Rama), já implantado há quatro anos nas lojas do grupo em Sergipe, para contemplar as redes GBarbosa, Perini e Mercantil Rodrigues na Bahia. Trata-se de uma boa prática para reforçar o controle de agrotóxicos nos alimentos comercializados pelas redes, visando o atendimento à legislação e à saúde dos clientes”. A rede Atacadão, por sua vez, enviou nota comunicado que, ”após o contato do Ministério Público, iniciou rigorosa análise dos fornecedores citados aderindo ainda ao Rama, desenvolvido pela Abras, que já garante o rastreamento e monitoramento de defensivos agrícolas em 100% dos fornecedores de frutas, legumes e verduras na Bahia, assim como já acontece em outros estados da região nordeste. Reforça ainda o seu compromisso com a aplicação da sua política de segurança alimentar junto aos seus fornecedores, que segue a legislação vigente, garantindo ao cliente a qualidade dos alimentos comercializados pela rede”.  Já o supermercado Extra afirmou que para garantir o atendimento sanitário correto, ”conduz, desde 2009, um programa de qualidade em frutas, legumes e verduras”,  e que este ”abrange auditorias técnicas de todos os seus fornecedores e análises de resíduos de agrotóxicos nessa categoria de produtos”. A rede também garante que ”aos fornecedores que apresentam qualquer irregularidade, inclusive no que diz respeito a uso de agrotóxicos, são aplicados planos de adequação para que possam voltar a comercializar seus produtos na companhia”, finaliza. Sobre a notificação do MP-BA, a companhia disse que ”tratará junto ao órgão competente para mais esclarecimentos”.

Donos de imóveis e propriedades rurais têm até hoje para enviar a declaração do ITR

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Donos de imóveis e propriedades rurais têm até hoje (28) para enviar a declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O prazo começou em 13 de agosto e acaba às 23h59min59s desta sexta-feira. O programa gerador está disponível na página da Receita Federal na internet. A página também oferece as principais perguntas e respostas e a legislação sobre o imposto. Quem perder o prazo pagará multa de 1% ao mês sobre o imposto devido ou de R$ 50, prevalecendo o maior valor. O ITR tem como base de cálculo o valor da terra nua tributável, que não leva em conta as benfeitorias no terreno. Sobre a base de cálculo, a Receita aplica uma alíquota que varia conforme o grau de utilização da propriedade rural. Quanto maior a área e menor a utilização, mais imposto o produtor terá de pagar. O ITR é cobrado em áreas urbanas, no lugar do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), caso seja comprovado que a propriedade seja usada para atividades agropecuárias, extrativistas ou agroindustrial.

Cadastro

Este ano, os produtores em áreas acima de 50 hectares também deverão aderir ao Cadastro Nacional de Imóveis Rurais (CNIR), que unifica as bases de dados da Receita Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), até agora, apenas 30% dos proprietários preencheram o cadastro.

 

Fábrica-Escola de Chocolate em Gandu promove curso para agricultores familiares e estudantes

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Participantes aprende a fabricar chocolate. Foto: Divulgação

Agricultores familiares e estudantes da Educação Profissional estão entre o público-alvo do curso de ”Introdução sobre a fabricação do chocolate”, que está sendo promovido pela Fábrica-Escola de Chocolate, instalada no Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Baixo Sul, no município de Gandu. Nas aulas, que começaram na segunda-feira (13) e prosseguem até esta terça (14), os participantes estão aprendendo a beneficiar o cacau e a fabricar chocolates para a comercialização, inclusive utilizando o espaço da fábrica para a produção. O curso visa, ainda, trazer o conhecimento sobre a importância do cacau para a cultura e a economia do território, conforme a vice-diretora da fábrica, Lindaura Costa. Tanto que, no primeiro dia do curso de fabricação do chocolate, os participantes visitaram o Museu da História Genética do Cacau, que fica ao ar livre, ao lado da fábrica – inaugurada em outubro de 2017 e que atende, hoje, a mais de 250 alunos (mais de 100 do curso de Nutrição e cerca de 150 das formações de Administração, Contabilidade e Finanças). As aulas incluem conteúdos amplos e específicos sobre a produção do chocolate, como a história do cacau; noções de rastreabilidade do produto; classificação e prova de corte da amêndoa; descasca e torra; temperagens, processo de resfriamento; e noções de embalagem, entre outros. O estudante do 4º ano de Nutrição Dietética do CETEP do Baixo Sul, Leonardo dos Santos, 19, um dos instrutores do curso, destaca que a iniciativa contribui para difundir a cultura do cacau. ”Estou aqui para passar o que aprendi nos cursos que a unidade ofereceu, com o intuito de que o público conheça os requisitos básicos para a produção do chocolate, a exemplo de como utilizar as máquinas da fábrica; como preparar o produto; os cuidados que se deve ter com o cacau; a higienização; e os fatores físicos, químicos e biológicos que influenciam na produção do cacau. Mostramos que o mercado oferece infinitas possibilidades e as pessoas devem buscar a criatividade para ter no chocolate uma fonte de renda”, relata o aluno/instrutor. Já a produtora rural Maria da Conceição Amaral, 54, membro da Associação do Desenvolvimento do Baixo Sul (ADEBASUL), fala sobre as perspectivas profissionais a partir desta capacitação. ”Está sendo maravilhoso aprender a teoria e a prática de como fazer chocolate. A gente aprende a chegar ao sabor perfeito para que o produto possa ser comercializado. A minha ideia é aprender tudo sobre a produção e, brevemente, fazer bombons e barras de chocolate para vender. Vai ser uma renda importante para a sobrevivência da minha família”, considera. A integração da comunidade e dos agricultores familiares nos cursos que a fábrica realiza ao longo do ano é ressaltada pela gestora Lindaura Costa. ”Os agricultores familiares têm uma presença assídua na fábrica-escola, cuja proposta é fomentar a economia local por meio da produção de chocolate e da valorização da cultura local”, destaca, acrescentando que a fábrica oferece diversos cursos sobre a fabricação do chocolate, entre os quais o de produção de chocolate destinado a merendeiras escolares e para mulheres em situação de vulnerabilidade social. Além disso, completa, a fábrica recebe visitas de estudantes das redes municipal e estadual e realiza atividades culturais, ”atingindo um alcance social significativo na região”.

 

Agricultura: Tomates mais nutritivos e com maior produtividade são testados na Bahia

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está criando um novo tipo de tomate, rico em vitamina A e que terá a cor alaranjada. A fruta alaranjada vai entrar em teste de cultivo também na Bahia. Os ensaios também ocorrerão no campo em amis cinco estados (CE, DF, ES, RS e SP), e servirão para observar em condições diferentes o desenvolvimento do fruto, qualidade e produtividade, até se chegar ao híbrido que poderá gerar sementes para a produção em escala e comercialização em até três anos. Não se trata de um produto modificado com transgênia, mas de um experimento feito a partir de sementes híbridas colhidas e catalogadas em uma ”biblioteca gênica” da Embrapa, com acervo de 1.800 variedades de tomates guardadas, conforme explica Leonardo Boiteux, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da empresa. O novo tomate em pesquisa segue o caminho de outros frutos desenvolvidos pela Embrapa que já têm as sementes disponíveis para os agricultores ou já são plantados há mais tempo, e estão à venda nos supermercados – como são os casos, respectivamente, dos tomates enriquecidos BRS Zamir e BRS Nagai.

Radicais livres

Estudos técnicos do tomate BRS Zamir, do tipo grape em formato parecido com um bago de uva, tem alto teor de licopeno – uma substância de pigmentação vermelha que favorece a captura dos radicais livres,”subproduto do metabolismo que acaba danificando o nosso próprio DNA, e outras estruturas celulares” e ajuda na prevenção de doenças de “estresse oxidativo”, como assinala Leonardo Boiteux em referência a infecções, alguns tipos de câncer, diabetes, problemas reumatológicas e neurodegenerativos. A pesquisa com o BRS Zamir permitiu a produção do tomate alaranjado. ”Se nós temos esse alto teor de licopeno, a gente pode dar um passo a frente na via metabólica e produzir um tomatinho com betacaroteno, precursor da vitamina A e disponível em cenoura e na abóbora”. A Embrapa está criando um novo tipo de tomate, rico em vitamina A e que terá a cor alaranjada. O tomate alaranjado da Embrapa vai entrar em teste de cultivo. Os ensaios ocorrerão no campo, em seis estados (BA, CE, DF, ES, RS e SP), e servirão para observar em condições diferentes o desenvolvimento do fruto, qualidade e produtividade, até se chegar ao híbrido que poderá gerar sementes para a produção em escala e comercialização em até três anos. Não se trata de um produto modificado com transgênia, mas de um experimento feito a partir de sementes híbridas colhidas e catalogadas em uma ”biblioteca gênica” da Embrapa, com acervo de 1.800 variedades de tomates guardadas, conforme explica Leonardo Boiteux, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças da empresa. O novo tomate em pesquisa segue o caminho de outros frutos desenvolvidos pela Embrapa que já têm as sementes disponíveis para os agricultores ou já são plantados há mais tempo, e estão à venda nos supermercados – como são os casos, respectivamente, dos tomates enriquecidos BRS Zamir e BRS Nagai.

Radicais livres

Estudos técnicos do tomate BRS Zamir, do tipo grape em formato parecido com um bago de uva, tem alto teor de licopeno – uma substância de pigmentação vermelha que favorece a captura dos radicais livres, ”subproduto do metabolismo que acaba danificando o nosso próprio DNA, e outras estruturas celulares” e ajuda na prevenção de doenças de ”estresse oxidativo”, como assinala Leonardo Boiteux em referência a infecções, alguns tipos de câncer, diabetes, problemas reumatológicas e neurodegenerativos. A pesquisa com o BRS Zamir permitiu a produção do tomate alaranjado. ”Se nós temos esse alto teor de licopeno, a gente pode dar um passo a frente na via metabólica e produzir um tomatinho com betacaroteno, precursor da vitamina A e disponível em cenoura e na abóbora”.

Prorrogadas inscrições para editais que somam R$ 58 milhões em assistência à agroecologia

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Ação é da SDR, do Governo do Estado. Fotos: Paula Fróes

Foi prorrogado para 30 de julho o prazo para a apresentação de propostas para os Editais de Chamada Pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), voltadas para Mulheres e Agroecologia. A consulta está disponível na internet. Disponibilizados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado (SDR), os editais, que contam com um aporte total de R$ 58 milhões, vão beneficiar 12.420 famílias. O objetivo é ampliar a prestação do serviço de Ater na Bahia, contribuir para um maior desenvolvimento produtivo da agricultura familiar e fomentar a transição agroecológica nos territórios. Podem participar das chamadas públicas as entidades públicas e privadas, com ou sem fins lucrativos, com experiência na prestação de serviços de Ater, previamente credenciadas junto ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável (CEDRS).

Sobre os editais

O edital Ater Agroecologia vai atuar na transição agroecológica, potencializando iniciativas que já estão sendo realizadas no estado. A ação vai atender 7.020 famílias de municípios que integram 17 territórios de identidade da Bahia. Já o edital Ater Mulheres visa possibilitar a autonomia econômica das mulheres rurais, preferencialmente organizadas em grupos produtivos, potencializando as capacidades de ampliação de renda e valorizando o trabalho realizado por elas, consolidando os processos de promoção da agroecologia. O edital irá contemplar 5.400 mulheres de municípios de 11 territórios de identidade.

Sul e extremo sul da Bahia devem colher mais de 2 milhões de sacas de café, prevê sindicato

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A estimativa é que sejam colhidas mais de 2 milhões de sacas de café conilon em fazendas do Sul e Extremo Sul baianos neste ano. A previsão é superior às 1,8 milhão de sacas obtidas no ano passado. Segundo o Radar 64, a colheita consolida a Bahia como segunda maior produtora desta variedade de café, o conilou, no país. O vizinho estado do Espírito Santo é o primeiro no ranking em conilon, com cerca de 6 milhões de sacas por ano. Ao site, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Itabela, Gilberto Borlini, alguns fazendeiros estão colhendo até 20% a mais do que em 2017. A alta produtividade seria fruto de melhor período de chuva, depois de quase cinco anos de seca, aliada à tecnologia aplicada ao cultivo.

Bahia Farm Show 2018 começa nesta terça-feira (5), focada nos bons resultados da safra 2017/18

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O desafio de reunir em um só local as principais inovações tecnológicas do agronegócio mundial será mais uma vez posto à prova a partir desta terça-feira (5), durante a Bahia Farm Show 2018. Pelo 14º ano consecutivo, a feira vai concentrar, em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, todos os elos da cadeia que mais gera emprego e renda no País. De um lado, empresas dos setores de máquinas e implementos agrícolas, consultores e técnicos, ansiosos por mostrarem as principais inovações do mercado. Do outro, pequenos, médios e grandes agricultores em busca de melhorar o desempenho no plantio, colheita, e consequentemente, uma maior produtividade no campo. Tudo isso, regado a créditos e juros facilitados pelas instituições financeiras públicas e privadas presentes nos cinco dias de evento, que segue até o próximo sábado (9). A feira deste ano continua expandindo as fronteiras e trazendo cada vez mais expositores e visitantes internacionais. O processo iniciado no ano passado continua a ganhar força com a participação, nesta edição, de expositores dos Estados Unidos, Alemanha e Argentina. A cerimônia de abertura terá início a partir das 10h, na Praça do Complexo Bahia Farm, e contará com a presença do governador da Bahia, Rui Costa, recepcionado pelo presidente da feira e da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato. Também estarão presentes prefeitos da região, deputados estaduais, representantes das instituições financeiras e agricultores de toda a área de abrangência do Matopiba (fronteira agrícola que reúne os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Uma conjuntura favorável diante da boa safra agrícola e o maior aporte de crédito do Plano Safra devem garantir que a 14ª edição da feira supere, pelo terceiro ano consecutivo, a marca do R$ 1 bilhão de reais em negócios. Para Zanella, a feira será realizada em um momento propício para a agricultura nacional. “No oeste da Bahia, tivemos a melhor safra de todos os tempos, principalmente na cultura da soja, esses resultados, aliados às condições facilitadas de crédito, nos deixam confiantes de que os agricultores irão investir em tecnologia e se preparar para as próximas safras”, afirma. A organização espera superar a marca da edição passada, quando atingiu a marca histórica de R$ 1,531 bilhão em negócios.

Produtores de frutas estimam R$ 570 mi em prejuízos por causa da greve dos caminhoneiros

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O Vale do São Francisco, região conhecida por ser a maior exportadora de frutas do país, já contabiliza um prejuízo de R$ 570 milhões ao final do oitavo dia da greve dos caminhoneiros. A conta foi apresentada na tarde de segunda-feira (28), pelo presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira depois de uma reunião com os produtores. Segundo ele, a paralisação vem atingindo fortemente o setor, que deixou de comercializar nessa semana 40 mil toneladas de uva e 60 mil toneladas de manga, além de mais de 200 mil toneladas de outras frutas, como banana, acerola, mamão e coco, mercadorias que eram voltadas tanto para o mercado interno quanto para o externo. ”Com todo esse tempo de paralisação, nossas câmaras frias já estão com a ocupação esgotada, não oferecendo mais espaço para o armazenamento das frutas colhidas recentemente. O resultado são pomares e mais pomares com frutas apodrecendo no campo”, lamentou o presidente. Jailson advertiu também que 80% da safra que deve ser colhida nesta semana poderá ficar comprometida por falta de mercado. ”Além de termos cancelados todos os novos pedidos do mercado interno, outro agravante é a falta de combustível para os tratores e pulverizadores, o que pode ocasionar a perda das safras de exportação de setembro e outubro”, acrescentou. Segundo informações do site Barreiras Notícias, os produtores assinaram um documento, ao final da reunião, no qual o sindicato ”“reconhece a legitimidade dos caminhoneiros por que também sentem o alto custo do diesel na atividade agrícola”, solicitando também aos poderes competentes a agilização nas negociações.

Governador Rui Costa lança editais que somam R$ 80 milhões em apoio à agricultura familiar

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Rui lança editais do Programa Bahia Produtiva. Foto: Carol Garcia

O governador Rui Costa lançou, na manhã desta segunda-feira (26), no Salão de Atos da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, dois editais do Programa Bahia Produtiva, que promove a inclusão socioprodutiva de agricultores familiares. Um deles é voltado para apoio à formação de alianças produtivas territoriais e o outro vai selecionar subprodutos para qualificação de agroindústrias da agricultura familiar. ”A cada dez prefeitos que eu recebo, nove me pedem uma indústria em seu município e eu digo que a indústria já existe. Nós temos três milhões de baianos vivendo da agricultura e pensar no desenvolvimento do estado é pensar, obrigatoriamente, no desenvolvimento da agricultura familiar”, declarou o governador ao apresentar a iniciativa e pedir apoio na divulgação a todos os presentes. Os editais já estão disponíveis no site da Secretária de Desenvolvimento Rural (SDR) e as inscrições começam no dia 1º de março. O prazo para envio de projetos do Edital Alianças Produtivas Territoriais é de 60 dias. Serão investidos R$ 60 milhões em 30 projetos. Já o edital Qualificação de Agroindústrias da Agricultura Familiar beneficiará 40 projetos e contará com um aporte de R$ 20 milhões. ”São dois editais estratégicos que estão eminentemente ligados ao mercado privado”, explica o secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, sobre a natureza dos investimentos que vão melhorar o funcionamento de agroindústrias de todo o estado e apoiar alianças entre cooperativas e associações da agricultura familiar e supermercados, restaurantes, hotéis e outros distribuidores do mercado. De acordo com o secretário, mais de dez mil famílias serão alcançadas. A solenidade contou com a presença do vice-governador João Leão, secretários de governo e outras autoridades, além da participação de empresários e representantes de associações, cooperativas e entidades de agricultores familiares. A agricultora e presidente da Cooperativa Agropecuária de Canudos Uauá e Curaçá (Coopercuc), Denise Cardoso, esteve presente no evento de lançamento, para conhecer os editais. ”Esses editais e subsídios do Estado servem para que a gente se fortaleça cada vez mais e se torne mais competitivo no mercado”, afirmou. A Coopercuc produz doces e geleias derivados de frutas nativas do sertão, como o umbu e o maracujá da caatinga.

Manoel Vitorino: Loja às margens da BR-116 comercializa produtos da agricultura familiar

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Loja é representada pelas mulheres vitorinas. Foto: Divulgação/SDR

Os agricultores e agricultoras familiares da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf) passaram a ter mais uma alternativa de comercialização dos produtos das agroindústrias implantadas nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante, com a inauguração da Loja das Vitorinas, localizado às margens da BR-116.  A ação é do Governo do Estado, realizada por meio do Pró-Semiárido, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Para o fortalecimento da fruticultura, especialmente da cadeia produtiva do umbu, já foram investidos, nos últimos 11 anos, mais de R$ 6 milhões em obras, equipamentos e assistência técnica especializada, nos municípios de Manoel Vitorino e Mirante. O secretário da SDR, Jerônimo Rodrigues, destacou que o trabalho é feito para potencializar o desenvolvimento rural baiano, para que haja uma produção mais qualificada que vá além da comercialização in natura. ”Nosso desejo é que esses produtos, com rótulo e embalagens bem feitas, estejam cada vez mais nas prateleiras com valor agregado, assim como estão aqui na loja e lanchonete das Vitorinas. Costumo lembrar que a produção da agricultura familiar alimenta primeiro os de casa, então ninguém vai alimentar sua família com produtos que não sejam de qualidade. O excedente que vai para comercialização é ofertado com apreço, cuidado e zelo”. Quem visitar o espaço poderá adquirir e degustar doces, sorvetes e sucos de umbu, e de outras frutas como goiaba e maracujá. Serão comercializados 80% de produtos da Cooproaf e 20% de outras cooperativas e redes de agricultores familiares da Bahia. De acordo com a presidente da Cooproaf, Marilda de Souza, com a chegada desse espaço de comercialização, a perspectiva é muito grande para aumentar o fluxo de vendas: ”O ponto foi criado justamente pra isso, para escoar parte da produção. Quem visitar a loja vai encontrar da geleia do umbu ao iogurte, cerveja de umbu, produzidos por cooperativas diferentes, praticamente a Bahia toda da agricultura familiar vai estar representada aqui na loja de Manoel Vitorino”. Além de vender os produtos da agroindústria, a loja oferece outras iguarias. São 41 derivados de umbu, a exemplo de bolos, rocamboles, tortas, sorvetes e umbuzada. Entre os produtos mais vendidos pela Cooproaf está o ‘nego bom’ de umbu, com receita criada pelas mulheres vitorinas.

”É bom comercializar o que tem de riqueza aqui Manoel Vitorino, adorei os produtos. Estou levando o nego bom de umbu e amêndoa caramelada para dar de presente”, contou Indiana Mello, integrante do Programa Primeiro Emprego. Ela é Técnica em Agronegócio e trabalha na Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater/SDR), lotada no Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) do Território Médio Rio de Contas, em Jequié. O Prefeito de Manoel Vitorino, Heleno Vilar, mostrou-se empolgado com inauguração do empreendimento, que vai ajudar a movimentar a economia local: ”Aqui é uma grande oportunidade de negócio, eu chamo de um shopping a céu aberto, às margens da BR 116, com um fluxo de 30 mil veículos por dia e esse investimento do Governo do Estado na lanchonete Vitorinas representa um ganho importante na economia para o nosso município, geração de emprego e renda”. A loja de comercialização, que inaugura uma nova etapa para o escoamento dos produtos, conta com uma área construída de 290m², com sanitários, cozinha, depósito, área externa com paisagismo e um ambiente estruturado com mesas e cadeiras confortáveis para clientes. A lanchonete, para o consumo imediato de sucos e doces, estimulará também a venda de outros produtos de qualidade, por meio de degustação. Para a implantação da unidade foram investidos pela CAR/SDR R$ 454,7 mil, em recursos de convênio, com a contrapartida de R$ 201,7 mil dos cooperados, na forma de capital de giro e estrutura preexistente.

Exclusivo: Governo da Bahia transfere gestão da Ceasa de Jaguaquara para a iniciativa privada

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Ceasa será gerida por dois empresários. Foto: Blog Marcos Frahm

Exatamente um ano depois de iniciadas as negociações com a finalidade de transferir a gestão do Mercado do Produtor de Jaguaquara (Ceasa) do Governo do Estado da Bahia para um grupo de empresários da cidade, finalmente saiu à definição. Acaba de ser publicada, no Diário Oficial do Estado, a outorga da concessão de uso do Centro de Abastecimento para a empresa D’Onofrio Comércio de Alimentos Ltda., ganhadora do processo licitatório realizado pela Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic). O Blog Marcos Frahm apurou, nesta segunda-feira (18), que o espaço será gerido conjuntamente pelos empresários Américo Pantaleone D’Onofrio e Antônio Ricardo Leal, para exploração, operação, manutenção e desenvolvimento da Ceasa de Jaguaquara, um dos mais tradicionais mercados do gênero no estado da Bahia. O prazo da concessão é de 30 anos, no valor de R$1,6 milhão (um milhão e seiscentos mil reais). Construída há cerca de 30 anos para modernizar a estrutura de armazenamento e comercialização de hortifrutigranjeiros, a Ceasa de Jaguaquara, que movimenta a economia local e regional, já não é mais digna de um município que é o segundo maior produtor do Estado da Bahia. Carece urgentemente de reformas. Os problemas são antigos, crônicos e do conhecimento de todas as esferas de Governo. Vão desde a necessidade de uma ampla reforma, com boxes destinados à comercialização de verduras, dentre outros produtos em padrões modernos, bem como mudanças nas instalações elétrica e hidráulica, estacionamento, sanitários e outras, o que deverá ser feito. Na opinião geral, devido a pouca atenção ao Mercado, a proposta em torno da Parceria Público Privada passou a ser apontada como a solução mais viável para a revitalização e projeção do lugar.

Tudo começou há exatamente um ano

Em dezembro de 2016, o governador Rui Costa (PT) recebeu, em Salvador, uma comitiva de Jaguaquara, da qual participaram o prefeito Giuliano Martinelli (PP) e empresários locais, para avançar nas discussões em torno do controle da Ceasa, a partir da transferência da gestão da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial do Governo do Estado da Bahia (Sudic) para os empreendedores: Antônio Ricardo Leal, Américo Pantaleone D’Onofrio e Adriano Mitsuo Shibasak. Este último teve participação importante, mas desistiu do projeto. A busca por uma solução prática para a situação do Mercado do Produtor de Jaguaquara demorou a vingar apesar da representatividade dessa reunião, que contou também com a participação do vice-governador João Leão (PP), do então secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda e do presidente da Sudic, Jairo Pinto Vaz [relembre aqui]. Agora, no apagar das luzes de 2017, são dados novos rumos ao setor, importante vetor de desenvolvimento do Município que via o espaço se deteriorar, trazendo transtornos e prejuízos para produtores rurais, empresários, trabalhadores e consumidores em geral. A preocupação procede. É que, se a vizinha cidade de Jequié construísse o seu Mercado do Produtor conforme cogitado, a Ceasa de Jaguaquara, que atende Itabuna, Vitória da Conquista, Ilhéus, Santo Antônio de Jesus, Valença, Feira de Santana, Salvador, além de Jequié e outras, correria sério risco de ser transformada em uma feira pouco representativa, em razão do estado de conservação do prédio. O curioso é que, apesar da união dos líderes políticos aliados do governador no município, o processo de terceirização da Ceasa só avançou depois de uma cobrança do repórter Marcos Frahm, durante entrevista com Rui Costa, no último dia (7) de dezembro, quando o chefe do Executivo baiano visitava Jequié. ”Governador, a situação da Ceasa lá em Jaguaquara está complicada e a terceirização ainda não aconteceu. Os produtores estão reclamando das péssimas condições de trabalho no local. Nem terceiriza e nem é feita uma reestruturação”, disse Frahm. Dias depois, uma reunião na capital baiana definiu e oficializou o assunto.

Prazo para agricultor familiar concorrer a edital da Conab vai até as 12h do próximo dia 23

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As associações e organizações da agricultura familiar de todo país interessadas em participar das compras institucionais de alimentos feitas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) têm até o meio-dia do dia 23 para enviar a documentação necessária. O prazo terminaria no dia 16, mas foi prorrogado. A Conab vai comprar dos agricultores 1.775,5 toneladas de arroz, 659,7 toneladas de feijão, 521,4 toneladas de açúcar, 451 toneladas de farinha de mandioca, 61,1 toneladas de fubá de milho e 226,7 toneladas de leite em pó. Esses alimentos servirão para compor cestas que serão distribuídas a mais de 160 mil famílias. O estoque deverá atender a povos indígenas e comunidades remanescentes de quilombos, além de trabalhadores rurais sem terra, que pleiteiam acesso ao Plano Nacional de Reforma Agrária. As superintendências regionais de Alagoas e do Rio Grande do Sul estão encarregadas de receber as propostas de venda. Organizações e cooperativas de outros estados podem enviar toda a documentação pelos Correios, conforme orientações dos editais. A data limite de entrega para os produtos é 29 de setembro.

Amargosa: Cadastro Ambiental Rural é realizado gratuitamente até a sexta-feira

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A Prefeitura Municipal de Amargosa (PMA), através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (Seagri), está realizando, até a próxima sexta-feira (11), o Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades da zona rural do município. A ação foi iniciada nesta segunda-feira (07) e, somente no primeiro dia, 55 cadastros já foram realizados. O cadastro é gratuito e está sendo feito na prefeitura (Praça Lourival Monte), das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Para realizar o CAR é preciso levar o RG, CPF e Documento de Posse da Terra.