Casal de mulheres em Salvador espera primeiro bebê após inseminação artificial

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Psicóloga Mariana é casada com estudante Larissa. Foto: rede social

”Nosso sonho de ser mãe está se consolidando e é mágico”. A declaração é da psicóloga Mariana Leonesy, de 35 anos. Ela é casada com a estudante Larissa Porto, de 27, e as duas esperam a bebê Marina, e vão passar o Dia das Mães, celebrado neste domingo (12), já na expectativa da chegada da filha.

Do casal, quem gera a criança é Larissa, que está no oitavo mês de gestação. A estudante engravidou a partir de uma inseminação artificial. Na Bahia, não há dados de quantos casais homoafetivos – relações entre pessoas do mesmo gênero – têm filhos a partir do procedimento.

”A gente sempre quis ser mãe e, para muitos casais homoafetivos, isso é um problema. Quando eu toquei no assunto com ela [Mariana], mostrei que tínhamos possibilidades de sermos mães e trouxe a inseminação como uma dessas possibilidades. Aí ela acabou se envolvendo com a ideia e começamos a pesquisar”, conta Larissa.

Mariana também concorda que há dificuldade para os casais homoafetivos que querem gerar os próprios filhos. ”Nós sabemos que nem todo casal [homoafetivo] consegue. Nem sempre o sonho de ser mãe em uma relação homoafetiva é algo próximo. É uma decisão em que a gente pensa em várias questões que podem acontecer, no sentido de preconceito que nossa filha talvez enfrente no futuro”, ponderou a psicóloga. A opção da inseminação artificial não foi a primeira alternativa pensada pelas duas, para serem mães. O casal pensou também em ter um filho por meio da adoção.

”Antes de gerarmos nossa filha, a gente pensava em adotar. É muito comum o pensamento da adoção, tanto por casais gays – como a gente –, quanto por casais héteros [heterossexuais], que não podem ter filhos ou que adotam por escolha mesmo”, avalia Larissa. Depois de cogitarem a inseminação artificial, ela e Mariana passaram a pesquisar clínicas seguras e credenciadas para fazer o procedimento.

”Nós pesquisamos clínicas na internet e encontramos uma super reconhecida aqui em Salvador. Pesquisamos sobre ela e vimos que é bem conceituada na questão de inseminação. A partir daí o processo todo correu muito tranquilo”, avaliou a estudante. Com informações do G1

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