Novo exame de Bolsonaro dá positivo para o vírus, e presidente deve manter isolamento

/ Brasília

Bolsonaro testou positivo para coronavírus. Foto: Isac Nóbrega

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quarta-feira (15) que seu último exame médico ainda detectou a presença do coronavírus. Bolsonaro, que revelou em 7 de julho ter sido contaminado, só deve voltar ao trabalho após testes clínicos indicarem que ele não tem mais o vírus.

”Estou bem graças a Deus, fiz exame ontem de manhã e a à noite deu resultado que ainda estou positivo para a Covid. Espero que nos próximos dias eu faça um novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo à atividade”, disse Bolsonaro, em uma live transmitidas em suas redes sociais.

Bolsonaro gravou uma mensagem no jardim em frente ao Palácio da Alvorada. Ele usou a transmissão para novamente defender o uso hidroxicloroquina para o tratamento do coronavírus, embora ainda não haja estudos que comprovem a eficácia do medicamento. O presidente é um entusiasta da substância, mas especialistas alertam ainda que há efeitos colaterais associados à sua utilização.

”Graças a Deus estou muito bem. Fui medicado desde início com a hidroxicloroquina, [com] recomendação médica para isso. Me senti melhor logo no dia seguinte, não tive nenhum sintoma forte. [Tive] febre pequena na segunda retrasada (6), 38°C, um pouco de cansaço e dores musculares. E o resto tudo bem”, disse Bolsonaro. Desde que foi diagnosticado com a Covid-19, Bolsonaro tem permanecido em isolamento no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.

Segundo relataram auxiliares, ele se mantém afastado de familiares que moram no Alvorada —a primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua filha e enteada. As três já realizaram exame do coronavírus e os resultados foram todos negativos. Desde o início da crise mundial do coronavírus, Bolsonaro tem dado declarações nas quais busca minimizar os impactos da pandemia e, ao mesmo, tratar como exageradas algumas medidas tomadas no exterior e por governadores de estado no país.

Ele também provocou aglomerações, muitas vezes sem uso de máscara recomendada para evitar o contágio da Covid-19. Bolsonaro defendeu a hidroxicloroquina na maior parte do vídeo transmitido e também disse que a história julgará ”quem estava certo” e ”a quem cabe qualquer responsabilidade sobre parte das mortes”.

”Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação científica, mas deu certo comigo. Não existe medicamento no mundo que tenha comprovação científica constatada, então é uma situação de observação. Deu certo comigo, com muita gente, muitos médicos dizem que hidroxicloroquina funciona”, declarou.

”Não estou fazendo nenhuma campanha por medicamento, afinal de contas o custo é baratíssimo. E talvez por causa disso que tem muitas pessoas contra. E outras, parece, por questão ideológica. O que está ocorrendo? Eu não recomendo nada, recomendo que você procure o seu médico e converse com ele. O meu, um médico militar, foi recomendado a hidroxicloroquina e funcionou”, concluiu.

Bahia registra 2.964 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim epidemiológico da Sesab

/ Bahia

Ainda hoje, quarta-feira (15), a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disponibilizará, para acesso público, a base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus (Covid-19). Para fazer o download, é simples: basta acessar o link bi.saude.ba.gov.br/transparencia/ e clicar no ícone localizado no topo da página. A iniciativa amplia transparência e possibilita que qualquer cidadão, em qualquer lugar do mundo, possa acompanhar e analisar a evolução da pandemia na Bahia. Progressivamente novas funcionalidades e filtros serão implementados.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.964 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +2,7%), 54 óbitos (+2,1%) e 4.557 curados (+5,5%). Dos 112.993 casos confirmados desde o início da pandemia, 86.708 já são considerados curados, 23.647 encontram-se ativos e 2.638 tiveram óbito confirmado de coronavírus.

Os casos confirmados ocorreram em 399 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (40,64%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Gandu (2.721,97), Itajuípe (2.435,22), Ipiaú (2.020,80), Lauro de Freitas (1.786,43) e Itabuna (1.746,06).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 224.802 casos descartados e 96.978 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quarta-feira (15).

Na Bahia, 11.748 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 2.638 mortes pelo novo coronavírus. Em virtude da disponibilização da base de dados relacionada aos óbitos da Covid-19, os interessados no detalhamento dos perfis poderão fazer o download do arquivo completo.

Fundação José Silveira treina profissionais de saúde para atendimento a pacientes com Covid-19

/ Saúde

Profissionais de saúde vem recebendo treinamento realizado Fundação José Silveira (FJS), através do Centro de Pesquisa e Inovação, em meio à pandemia do novo coronavírus. O foco é a assistência aos pacientes infectados pela Covid-19.

A instituição promoveu a Formação Continuada em Serviço para profissionais de saúde treinados para Covi-19, com a participação de novos técnicos de enfermagem. Os profissionais foram treinados na modalidade de ensino à distância, por meio de uma parceria firmada entre a FJS e a Unime de Lauro de Freitas, para atuar nas unidades de saúde de referência, especialmente nas áreas de UTI e Emergência.

A Fundação José Silveira também implantou o treinamento de profissionais de saúde que atuam nas unidades de terapia intensiva, contemplando atualmente o Hospital Geral Ernesto Simões Filho e o Instituto Couto Maia (Icom). O treinamento à beira leito dos profissionais de saúde é voltado às equipes que atuam em UTI para a assistência aos pacientes com Covid-19.

A capacitação à beira leito é feita por meio de atividades presenciais na própria unidade, supervisionadas por especialista na área de terapia intensiva. Além das aulas práticas, os profissionais de enfermagem estão participando de aulas teóricas à distância na plataforma do Centro de Pesquisa e Inovação da Fundação José Silveira.

Bolsa brasileira sobe ”1,3%” com resultado positivo de vacina contra o coronavírus

/ Economia

A Bolsa brasileira subiu 1,34% nesta quarta-feira (15), a 101.790 pontos, maior patamar desde 5 de março. Durante o pregão, o Ibovespa chegou a superar os 102 mil pontos.

A alta veio após a Moderna ter sucesso na fase 1 dos testes de sua vacina contra o novo coronavírus. Segundo os resultados preliminares publicados na revista científica The New England Journal of Medicine na terça (14), a vacina americana induziu resposta imunológica de combate ao Sars-CoV-2 nos 45 participantes do estudo. Anticorpos neutralizantes do novo coronavírus foram detectados por dois métodos em todas as pessoas imunizadas.

Em nota, a Moderna diz que os dados dão suporte para o início de um estudo clínico maior, de fase 3, que vai contar com 30 mil participantes. A expectativa é que a próxima etapa tenha início no dia 27 de julho. As ações da farmacêutica em Nova York subiram 6,9%, a US$ 80,22.

Também contribuiu para o otimismo de investidores dados econômicos positivos nos Estados Unidos. Segundo o Fed, banco central dos EUA, a produção nas fábricas americanas aumentou pelo segundo mês seguido em junho, em um salto de 7,2%, acima das expectativas do mercado. Em maio, a produção nas fábricas avançou 3,8% em maio.

A produção fabril ainda está 11,1% abaixo de seu nível de fevereiro.

Outro ponto positivo foi o forte balanço trimestral da Goldman Sachs. A receita com transações do banco americano dobrou no segundo trimestre, impulsionada pela grande volatilidade nos mercados de ações e títulos desde março, e levou o lucro líquido do banco a aumentar 2%, para US$ 2,25 bilhões no segundo trimestre, acima das projeções do mercado.

Com as surpresas positivas, as Bolsas de Nova York fecharam em alta. S&P 500 subiu 0,9%, Dow Jones, 0,85% e Nasdaq, 0,6%. Os preços do petróleo também avançaram. O barril de Brent (referência internacional) sobe 1,6%, a US$ 43,59., depois que dados da agência de energia dos EUA mostraram que os estoques de petróleo do país recuaram em 7,5 milhões de barris na semana passada —analistas esperavam uma queda de 2,1 milhões de barris, segundo pesquisa da Reuters.

O real, porém, não sustentou o viés positivo e perdeu valor ante o dólar, que fechou em alta de 0,67%, a R$ 5,3840. O turismo está a R$ 5,68. A alta da moeda americana reflete a tensão entre EUA e China em torno de Hong Kong e a saída de capital do Brasil. O fluxo cambial ficou negativo em quase US$ 2 bilhões apenas na semana passada, elevando o déficit de julho a US$ 2,376 bilhões. No ano, a debandada é de quase US$ 15 bilhões.

O foco dos investidores se volta agora para o PIB (Produto Interno Bruto) chinês, que serão divulgados na noite desta quarta. Economistas consultados pela Reuters estimam crescimento de 9,6% no segundo trimestre sobre um ano antes. A China é o principal parceiro comercial do Brasil e a segunda maior economia do mundo.

Novos casos de coronavírus por 100 mil brasileiros se multiplicam por 13 em 12 semanas

/ Brasil

O número de novos casos de coronavírus por 100 mil brasileiros se multiplicou por 13 entre a quinzena que terminou em 28 de abril e a que terminou no último domingo (12). Foi de cerca de 19/100 mil para quase 250/100 mil, segundo balanço da ECDC (agência europeia de controle de doenças).

Essa é a consequência, em termos humanos, de o país completar 12 semanas seguidas com uma taxa de contágio acima de 1, ou seja, com a epidemia fora de controle há quase quatro meses.

A taxa de contágio indica para quantas pessoas, em média, cada infectado transmite o coronavírus. A brasileira é de 1,03, segundo cálculos do centro de acompanhamento de pandemia do Imperial College (um dos principais do mundo) para a semana que começou no dia 12.

O número significa que cada 100 contaminados no Brasil transmitem para 103 outras pessoas, que passam o vírus para outras 106,09, que por sua vez contagiam mais 109,27, espalhando a doença de forma cada vez mais rápida.

Quando a taxa de contágio (também chamada de Rt) está abaixo de 1, o número de novos casos se contrai e a epidemia é controlada. No caso do Chile, por exemplo, a Rt é 0,79: cada 100 contaminados passam o vírus para outros 79, que o transmitem para mais 62,4, que por sua vez contaminam 49,3 e assim por diante, reduzindo o alcance da doença.

Para calcular a Rt, o Imperial College se baseia no número de mortes registradas, que costuma ser mais preciso que o de casos. Como há um intervalo entre o momento do contágio e o das mortes, o cálculo mostra como estava a transmissão na quinzena anterior, e o impacto de medidas de controle aparece apenas duas semanas depois.

O centro de estudos britânicos também faz uma estimativa do número de mortes por Covid-19: na semana que começou no dia 12, a previsão é que 7.860 doentes acabem morrendo por causa do coronavírus.

É o maior número de óbitos entre os 58 países acompanhados pelo Imperial College. O centro analisa os que tiveram ao menos cem mortes desde o início da pandemia e ao menos dez mortes em cada uma das duas semanas anteriores.

De acordo com o levantamento da instituição, os casos de infecção por coronavírus registrados no Brasil representam 49,6% dos efetivamente contaminados. A taxa de registro de casos do país vem melhorando nas últimas semanas. No final de junho, ela estava em torno de 34%.

Jequié confirma mortes de homens de 48 e 56 anos e mulher de 50 por coronvírus

/ Jequié

Mais duas vítimas morreram no HGPV. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, apresentou o boletim epidemiológico do coronavírus desta terça-feira (14), atualizado à 19h, que registrou mais três óbitos, sendo uma mulher, de 50 anos, moradora do bairro Cidade Nova, portadora de hipertensão arterial sistêmica e que estava internada na UTI do Hospital Geral Prado Valadares; o outro, um homem, de 48 anos, morador do bairro Jequiezinho, sem comorbidades e que estava na UTI do Hospital Geral Prado Valadares; o terceiro óbito, um homem de 56 anos de idade, morador do Joaquim Romão, sem comorbidades e que estava internado no Hospital São Vicente.

O Boletim registrou também o maior índice de novos casos positivos, de um dia para o outro, desde o início da pandemia, em Jequié, com mais 131 novos casos, perfazendo um total de 1903, até agora. Destes, 611 foram diagnosticados por meio do método laboratorial RT-PCR. 958 pacientes encontram-se recuperados e não apresentam mais os sintomas da doença. Os que estão em quarentena somam 4064 pessoas.

Covid-19: Brasil tem 41,8 mil novos casos e 1.300 óbitos em 24h, diz boletim do Ministério da Saúde

/ Saúde

A atualização diária divulgada pelo Ministério da Saúde registrou 41.857 novos casos do novo coronavírus e 1.300 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas.

O total de mortes subiu para 74.133, semelhante à população da histórica cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. O resultado marcou um aumento de 1,7% em relação a ontem(13), quando o balanço do ministério trazia 72.833 óbitos.

Já os casos confirmados acumulados desde o início da pandemia chegaram a 1.926.824. Se fosse uma cidade, seria a 9ª mais populosa do país, à frente de Recife. A soma representou uma elevação de 2,2% sobre o total divulgado ontem, de 1.884.967 pessoas infectadas.

Aos sábados, domingos e segundas-feiras, o número registrado diário tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais. Já às terças-feiras, o quantitativo em geral é maior pela atualização dos casos acumulados aos fins de semana.

De acordo com a atualização do Ministério da Saúde, 643.483 pessoas estão em acompanhamento e 1.209.208 se recuperaram da doença. Há ainda 3.928 mortes em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 35,3. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de  916,9.

Covid-19 nos estados

Os estados com mais mortes por covid-19 são: São Paulo (18.324), Rio de Janeiro (11.624), Ceará (6.977), Pernambuco (5.715) e Pará (5.318). As Unidades da Federação com menos falecimentos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (177), Tocantins (267), Roraima (398), Acre (436) e Amapá (483).

Os estados com mais casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia são: São Paulo (386.607), Ceará (139.437), Rio de Janeiro (132.822), Pará (128.570) e Bahia (110.029). As Unidades da Federação com menos pessoas infectadas registradas são: Mato Grosso do Sul (13.934), Tocantins (15.723), Acre (16.479), Roraima (22.968) e Rondônia (27.528).

Policial militar e mulher são encontrados mortos em apartamento na Paralela, em Salvador, diz polícia

/ Polícia

Casal foi encontrado na cama. Foto: Eduardo Oliveira/TV Bahia

Um policial militar e a esposa dele foram encontrados mortos na tarde desta terça-feira (14), em um apartamento no bairro do Trobogy, em Salvador. Conforme o comandante de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, coronel Humberto Sturaro, informações preliminares apontam que o homem matou a esposa e depois cometeu suicídio.

Segundo o coronel Sturaro, o casal foi encontrado na cama, por volta das 16h30, por uma equipe da 50ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Sete de Abril), após uma vizinha ouvir o cachorro dos dois latir insistentemente e chamar a polícia. A arma usada no crime foi estava perto dos corpos.

Uma equipe do Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi para o local para fazer a perícia e remoção dos corpos. O caso vai ser investigado pela Polícia Civil.

Em nota, a Polícia Militar da Bahia informou que o soldado Anísio Borges Ferreira Neto, de 45 anos, era lotado no Batalhão Especializado em Polícia Turística (Beptur) e há 13 anos integrava as fileiras da corporação. O militar deixa dois filhos. As informações são do G1

Policial Militar filha de prefeito morre após ser atingida por tiro durante serviço em Feira de Santana

/ Bahia

Lorena era filha do prefeito da cidade de Baixa Grande. Foto: Facebook

Uma policial militar morreu após ser atingida por um tiro no bairro São João, em Feira de Santana. De acordo com a Polícia Militar, as circunstâncias do disparo ainda serão esclarecidas.

Em nota de pesar enviada nesta terça-feira (14), a PM informou que Lorena Gomes Miranda, de 27 anos, estava em serviço quando foi atingida, na segunda-feira (13). Ela foi socorrida para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a PM, a soldado Lorena entrou na corporação em 2014. Ela era lotada na 64ª CIPM. Ela era solteira e não tinha filhos. O velório aconteceu às 10h desta terça-feira no Pax Cristo Rei, bairro Kalilândia, em Feira de Santana. O sepultamento está previsto para às 14h.

Lorena Gomes Miranda é filha do prefeito da cidade de Baixa Grande, que fica a cerca de 145 km de Feira de Santana. Em suas redes sociais, Heraldo Alves Miranda publicou uma imagem em homenagem à filha.

Bahia registra 3.138 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim epidemiológico da Sesab

/ Bahia

A partir desta terça-feira (14), o Business Intelligence da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia disponibiliza para acesso público, a taxa de ocupação dos leitos Covid-19 por unidade hospitalar. As informações estão disponíveis em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/. Progressivamente novas funcionalidades e filtros serão implementados.

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 3.138 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +2,9%), 49 óbitos (+1,9%) e 8.016 curados (+10,8%). Dos 110.029 casos confirmados desde o início da pandemia, 82.151 já são considerados curados, 25.294 encontram-se ativos e 2.584 tiveram óbito confirmado.

Os casos confirmados ocorreram em 399 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (40,64%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Gandu (2.721,97), Itajuípe (2.435,22), Ipiaú (2.020,80), Lauro de Freitas (1.786,43) e Itabuna (1.746,06).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 220.920 casos descartados e 94.807 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta terça-feira (14).

Na Bahia, 11.574 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Todos os dados estão disponíveis no Painel Epidemiológico. Para acessar o boletim completo, clique aqui, ou acesse o Business Intelligence (https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/).

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 2.584 mortes pelo novo coronavírus.

2536º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e doença respiratória sistêmica, foi internada dia 06/06 e foi a óbito dia 10/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2537º óbito – mulher, 67 anos, residente em Jacobina, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 30/06 e foi a óbito dia 05/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2538º óbito – homem, 85 anos, residente em São Francisco do Conde, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 04/07 e foi a óbito dia 05/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2539º óbito – mulher, 69 anos, residente em Mascote, portadora de doença cardiovascular, data de admissão não informada, foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Camacan;

2540º óbito – mulher, 64 anos, residente em Cachoeira, sem comorbidades, foi internada dia 01/07 e foi a óbito dia 03/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2541º óbito – homem, 78 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 02/07 e foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede pública, em Salvador;

2542º óbito – homem, 76 anos, residente em Uauá, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 04/07 e foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede pública, em Juazeiro;

2543º óbito – homem, 43 anos, residente em Itapetinga, portador de doença renal crônica, data de admissão não informada, foi a óbito dia 12/07, em unidade da rede pública, em Vitória da Conquista;

2544º óbito – homem, 65 anos, residente em Camaçari, sem comorbidades, foi internado dia 22/06 e foi a óbito na mesma data (22/06), em unidade da rede pública, em Camaçari;

2545º óbito – mulher, 61 anos, residente em Salvador, portadora de doenças autoimunes, foi internada dia 19/06 e foi a óbito dia 01/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2546º óbito – mulher, 78 anos, residente em Alagoinhas, portadora de hipertensão arterial, foi internada dia 09/07 e foi a óbito dia 10/07, em unidade da rede pública, em Alagoinhas;

2547º óbito – mulher, 80 anos, residente em Alagoinhas, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 04/07 e foi a óbito dia 07/07, em unidade da rede pública, em Alagoinhas;

2548º óbito – homem, 43 anos, residente em Ituberá, sem informação de comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 09/07, em unidade não informada, em Ituberá;

2549º óbito – mulher, 48 anos, residente em Catu, portadora de doença renal crônica, foi internada dia 03/07 e foi a óbito dia 05/07, em unidade da rede pública, em Alagoinhas;

2550º óbito – homem, 85 anos, residente em Nova Ibiá, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 12/06, em unidade da rede pública, em Nova Ibiá;

2551º óbito – mulher, 84 anos, residente em Salvador, portadora de demências, incluindo Alzheimer, foi internada dia 26/06 e foi a óbito dia 08/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2552º óbito – homem, 70 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e diabetes, foi internado dia 03/06 e foi a óbito dia 12/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2553º óbito – mulher, 59 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 01/07 e foi a óbito dia 12/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2554º óbito – homem, 41 anos, residente em Itapetinga, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 27/06, em unidade da rede pública, em Itapetinga;

2555º óbito – mulher, 77 anos, residente em Itanhém, portadora de hipertensão arterial e diabetes, foi internada dia 30/06 e foi a óbito dia 08/07, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;

2556º óbito – mulher, 24 anos, residente em Salvador, portadora de doenças autoimunes, foi internada dia 12/06 e foi a óbito dia 13/07, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

2557º óbito – homem, 74 anos, residente em Iguaí, portador de hipertensão arterial e diabetes, data de admissão não informada, foi a óbito dia 12/06, em unidade da rede pública, em Iguaí;

2558º óbito – mulher, 56 anos, residente em Itapetinga, portadora de doença cardiovascular e doença respiratória crônica, data de admissão não informada, foi a óbito dia 12/06, em unidade da rede pública, em Itapetinga;

2559º óbito – homem, 71 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 10/06 e foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede privada, em Salvador;

2560º óbito – homem, 87 anos, residente em Nova Viçosa, sem comorbidades, foi internado dia 0907 e foi a óbito dia 13/07, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas;

2561º óbito – homem, 72 anos, residente em Itamaraju, portador de doença cardiovascular, data de admissão não informada, foi a óbito dia 11/07, em unidade da rede pública, em Itamaraju;

2562º óbito – homem, 49 anos, residente em Jequié, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 12/07, em unidade da rede pública, em Jequié;

2563º óbito – mulher, 82 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 08/06, foi a óbito dia 09/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2564º óbito – homem, 47 anos, residente em Teixeira de Freitas, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internado dia 02/07, foi a óbito dia 12/07, em hospital da rede pública, em Teixeira de Freitas;

2565º óbito – homem, 56 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial. Internado dia 23/06, foi a óbito dia 07/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2566º óbito – homem, 64 anos, residente em Juazeiro, portador de hipertensão arterial. Internado dia 08/07, foi a óbito dia 11/07, em hospital da rede pública, em Juazeiro;

2567º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internada dia 27/06, foi a óbito dia 08/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2568º óbito – homem, 49 anos, residente em Juazeiro, portador de tuberculose e doenças do sistema nervoso. Internado dia 04/07, foi a óbito dia 07/07, em hospital da rede pública, em Juazeiro;

2569º óbito – mulher, 35 anos, residente em Feira de Santana, portadora de diabetes mellitus e obesidade. Sem informação acerca do dia de internação, foi a óbito dia 04/07, em hospital da rede pública, em Feira de Santana;

2570º óbito – homem, 77 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença renal crônica, Internado dia 30/06, foi a óbito dia 08/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2571º óbito – homem, 59 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença renal crônica. Internado dia 12/06, foi a óbito dia 13/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2572º óbito – homem, 79 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial. Internado dia 26/06, foi a óbito dia 06/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2573º óbito – homem, 71 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e doença cardiovascular. Internado dia 04/06, foi a óbito dia 08/07, em hospital da rede privada, em Salvador;

2574º óbito – mulher, 50 anos, residente em Jequié, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 05/06, foi a óbito dia 13/07, em hospital da rede pública, em Jequié;

2575º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 16/06, foi a óbito dia 04/07, em Hospital da rede privada, em Salvador;

2576º óbito – mulher, 82 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade. Internada dia 19/06, foi a óbito dia 10/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2577º óbito – mulher, 67 anos, residente em Camaçari, portadora de diabetes mellitus, doença cardiovascular e neoplasias. Internada dia 18/06, foi a óbito dia 19/06, em hospital da rede privada, em Camaçari;

2578º óbito – homem, 65 anos, residente em Camaçari, portador de diabetes mellitus e doença renal crônica. Internado dia 31/05, foi a óbito dia 19/06, em unidade da rede pública, em Camaçari;

2579º óbito – homem, 57 anos, residente em Camaçari, sem informações acerca da existência de comorbidades. Internado dia 28/05, foi a óbito dia 21/06, em unidade da rede pública, em Camaçari;

2580º óbito – homem, 84 anos, residente em Nova Ibiá, sem comorbidades. Internado dia 27/06, foi a óbito dia 12/07, em hospital da rede pública, em Salvador;

2581º óbito – homem, 52 anos, residente em Barreiras, portador de hipertensão arterial, doença cardiovascular e doenças hematológicas. Internado dia 08/07, foi a óbito dia 13/07, em hospital da rede pública, em Barreiras;

2582º óbito – homem, 58 anos, residente em Salvador, portador de doença cardiovascular e doenças do sistema nervoso. Internado dia 27/05, foi a óbito dia 02/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

2583º óbito – mulher, 52 anos, residente em Porto Seguro, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus e obesidade. Internada 03/07, foi a óbito dia 13/07, em hospital da rede pública, em Porto Seguro;

2584º óbito – homem, 90 anos, residente em Teixeira de Freitas, sem informações acerca da existência de comorbidades. Também sem informação da data de internação, foi a óbito dia 10/07, em unidade da rede pública, em Teixeira de Freitas.

Perguntado sobre assumir a presidência, o vice Mourão sorri: ”Pergunta complicada”

/ Brasília

Em audiência no Senado nesta terça-feira (14), o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, foi questionado pelo senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO) se está preparado para assumir a Presidência da República. ”Cito aqui uma frase do espanhol Ortega y Gasset ‘Eu sou eu e minha circunstância, se não salvo a ela, não me salvo a mim’. Portanto, não é descabido perguntar ao senhor, se de repente acontecer, o senhor estará preparado para assumir a Presidência da República do Brasil? Ou o país vai ter de esperar mais um tempo, para o senhor estar apto para a função? Como acontece com o presidente Bolsonaro, para mim, ainda não preparado”, alfinetou Kajuru.

Hamilton Mourão respondeu com uma dose de humor. ”Essa é uma pergunta realmente complicada, viu senador? Porque se eu respondo sim o chefe que está lá no Palácio da Alvorada se recuperando do Covid vai dizer: ‘Pô, esse cara está de olho no meu cargo’. Se eu respondo não, as senhoras e os senhores vão pensar: Pô, não temos ninguém para substituir o presidente”, respondeu o general da reserva, aos risos.

”Eu prefiro deixar essa pergunta para que no final de toda essa nossa conversa as senhoras e os senhores tomem suas próprias conclusões. Se eu mereço um voto de confiança ou se eu tenho que ser afastado para o lixo da história”, concluiu.

Mourão, que coordena o Conselho Nacional da Amazônia Legal, órgão responsável pela gestão do Fundo Amazônia, falou aos senadores em sessão de debates remota, por videoconferência, sobre as ações do governo federal para combater o desmatamento na Amazônia. Ele foi questionado sobre mudanças na estrutura do Ministério do Meio Ambiente, que alguns parlamentares veem como ”desmonte”.

Fora das restrições fiscais

O vice-presidente afirmou aos senadores que, entre os seus planos para o futuro do Fundo Amazônia, está a separação das verbas desse fundo, do restante do Orçamento, para que elas não sofram restrições fiscais.

Segundo Mourão, devido à “âncora fiscal” do teto de gastos (Emenda Constitucional 95), o crescimento de despesas obrigatórias da administração pública — como salários e aposentadorias — reduz a capacidade de investimentos do governo. Com isso, é preciso fazer cortes em ações importantes. Para ele, o dinheiro captado do exterior para a preservação ambiental não deveria estar sujeito a essa restrição. “A questão orçamentária é minha preocupação precípua. Temos que ter uma linha de ação para que os recursos externos, sejam os relacionados ao Fundo Amazônia ou a outras contribuições que venham, sejam independentes e não impactem no orçamento”, disse.

Mourão afirmou que encaminhará uma proposta ao Congresso Nacional tratando desse assunto, mas não deu detalhes sobre como a ideia seria operacionalizada. “O comitê terá um caráter estratégico para, a cada dois anos, definir quais são os projetos prioritários em termos de estratégia, e os projetos serão avaliados pela equipe do BNDES”,  antecipou o vice-presidente.

Cortes de verbas e ”aparelhamento” dos órgãos ambientais

Os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES) e Kátia Abreu (PP-TO) também questionaram Mourão sobre cortes de verbas para o combate ao desmatamento. Contarato também citou um ”aparelhamento” dos órgãos ambientais pelas Forças Armadas, e Kátia lamentou prejuízos ao setor agropecuário com as incertezas sobre a situação da Amazônia.

Para Mourão, a estrutura do setor ambiental vem se deteriorando desde o início da década passada, o que, segundo ele, encerrou um ciclo positivo de redução do desmatamento no Brasil.

”A crise internacional traz o aperto orçamentário e, como consequência, diminuem as ações. Ao mesmo tempo, inicia-se o processo de desmantelamento das agências pela perda do seu pessoal, que vai se aposentando. Hoje, tanto o Ibama como o ICMBio estão com 50% de efetivo, sendo que dois terços trabalham no ar-condicionado, porque o concurso deles é de agente administrativo, e não de fiscal”, relatou.

Interferência militar no setor ambiental

Quanto à denúncia de interferência militar no setor, Mourão assegurou que o quadro real é de cooperação. ”Exatamente porque as nossas agências ambientais perderam sua capacidade operacional elas necessitam de apoio. As Forças Armadas estão dando apoio logístico e de segurança para os agentes. Elas não estão substituindo agências ambientais”, respondeu Mourão.

Crise com Gilmar aumenta pressão sobre Pazuello, e interino da Saúde já vê janelas para deixar pasta

/ Saúde

Eduardo Pazuello na corda bamba. Foto: Erasmo Salomão

A crise gerada pela recente crítica do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), ao Exército aumentou a pressão da cúpula das Forças Armadas para que o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, deixe o comando da pasta ou se transfira para a reserva como forma de dissociar a imagem dos fardados do governo Jair Bolsonaro.

O militar indicou a aliados, porém, que não pretende antecipar sua ida para a reserva e que o presidente tem duas janelas no calendário da pandemia de Covid-19 para empossar um titular na pasta. A primeira, no fim deste mês. A segunda, em setembro.

Militares ficaram bastante incomodados ao ver respingar em suas fardas as críticas feitas por Gilmar. No sábado (11), o magistrado disse que o Exército, ao ocupar cargos técnicos no Ministério da Saúde em meio à crise do novo coronavírus, está se associando a um genocídio. O Ministério da Defesa reagiu e encaminhou nesta terça-feira (14) representação à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o ministro do STF.

Como mostrou a coluna Painel, na notícia de fato, a pasta usa como argumentos artigos da Lei de Segurança Nacional e do Código Penal Militar — que em alguns casos podem alcançar civis. A PGR vai avaliar a representação e decidir se o caso deve seguir ou se vai arquivá-lo. Antes de mandar o pedido à Procuradoria, a Defesa divulgou duas notas repudiando a declaração, assinadas pelo ministro Fernando Azevedo e Silva e os chefes das três Forças.

O vice-presidente Hamilton Mourão cobrou nesta terça um pedido de desculpas de Gilmar. ”Com certeza, se ele tiver grandeza moral, ele tem de se retratar”, disse em entrevista à CNN Brasil.

“Eu vi o cidadão Gilmar Mendes fazer uma crítica totalmente fora de propósito, ao comparar o que ocorre no Brasil com um genocídio. Genocídio foi cometido por Stálin contra as minorias russas, foi cometido por Hitler contra os judeus. Foi cometido na África, em Ruanda, e outros casos. [Por] Saddam Hussein contra os curdos. O ministro exagerou demais no que ele falou”, afirmou o vice-presidente.

A nova cobrança feita por Mourão, que na véspera havia dito que Gilmar tinha errado “o tom” de sua crítica, foi uma resposta à insatisfação dos militares com o ministro, mas também com o vice-presidente. Mourão teria sido suave demais com Gilmar, na opinião dos comandantes militares, que também não se sentiram atendidos pela nota do ministro do Supremo que reiterou as críticas.

A queixa central dos militares e de Azevedo é o uso por Gilmar da palavra genocídio, que é um crime. Interlocutores do ministro tentaram convencê-lo a pedir desculpas pelo termo, mas ele tem dito que não buscou imputar crime a ninguém, muito menos à instituição Exército.

Integrantes do governo e do Judiciário entraram em campo para evitar a escalada da crise para algo grave, mas o impasse permanece. O presidente do STF, Dias Toffoli, de quem Azevedo já foi assessor direto, tem buscado acalmar os ânimos, mas os militares não aceitam nada além de uma retratação.

Aliados de Gilmar na corte, por outro lado, consideram que sua explicação e sustentação das críticas à militarização da pasta da Saúde já seriam suficientes, e mais que isso pode implicar submissão de um Poder a outro.

Para o ministro, as forças estão numa posição frágil por estarem expostas a críticas enquanto Pazuello, que está na ativa, for ministro e a pasta estiver repleta de militares.

Nesta terça, o ministro divulgou uma nota na qual reafirmou “o respeito às Forças Armadas brasileiras”, mas conclamou para que se “faça uma interpretação cautelosa” do momento atual. Gilmar ainda afirma que não atingiu a honra do Exército nem da Marinha nem da Aeronáutica.

”Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros.” Ele disse a aliados que decidiu falar para explicar o contexto em que se deu sua declaração, que deu voz ao que os militares mais temiam.

Desde que Pazuello foi oficializado como ministro interino da Saúde, em 3 de junho, a cúpula das Forças Armadas defendia que ele saísse assim que possível para não confundir o papel dos militares da ativa com a política, o que considera que é inevitável no cargo de ministro, ainda mais agora, durante a pandemia. O próprio Azevedo já disse isso a pessoas próximas.

De acordo com um militar próximo a Pazuello, o ministro interino diz internamente que está em Brasília apenas cumprindo uma missão, mesmo discurso que sustenta desde 22 de abril, quando foi anunciado como secretário-executivo da Saúde.

Ele fora convocado por Bolsonaro para organizar o ministério para Nelson Teich, então ministro da Saúde que deixou o cargo em 15 de maio, menos de um mês após assumir o posto de Luiz Henrique Mandetta.

O general diz a aliados que nunca discutiu sua efetivação no ministério e que só teria de ir para a reserva em março de 2022. Por isso, não tem qualquer intenção de deixar a ativa.

Terminado o trabalho na Saúde, ele afirma a pessoas próximas que quer voltar a comandar a 12ª Região Militar, no Amazonas.

Em condição de anonimato, um militar ouvido pela Folha diz que Pazuello vê duas janelas em que Bolsonaro pode querer encerrar a missão e trocá-lo. A primeira seria no final de julho, com o ministério já reestruturado e com os casos no centro-norte do país em queda.

A segunda seria entre o fim de agosto e setembro, quando espera-se que os números no centro-sul do país, hoje em ascensão, comecem a cair. Até lá, diz este militar ligado ao general, Pazuello procura dar sinais de que ignora a pressão que vem sofrendo.

Diante da crítica de Gilmar sobre a presença de militares em cargos técnicos, o ministro interino argumenta aos seus que, dos cerca de 5.470 funcionários da Saúde, apenas 15 são militares da ativa, sendo ele e outros três em função de comando.

Além disso, ele tem sido defendido publicamente por Bolsonaro.

Na live que fez em 25 de junho, o presidente disse que seu interino vem fazendo uma gestão “excepcional” e que, mesmo não sendo médico, ”está com uma equipe fantástica”.

”Sabemos que muitos querem que a gente coloque lá um médico, agora um médico dificilmente é gestor. Se aparecer um médico gestor, a gente conversa com o Pazuello e vê como fica”, disse no mês passado.

Em 7 de julho, quando anunciou estar com Covid-19, Bolsonaro voltou a elogiá-lo, mas ponderou que Pazuello não deveria, de fato, ser efetivado. ”É um nome que não vai ficar para sempre. Está completando três meses como interino. Já deu uma excelente contribuição para nós”, afirmou.

No Palácio do Planalto, um auxiliar de Bolsonaro diz, também sob reserva, que a ausência de um titular em uma pasta como Saúde incomoda, mas que o presidente não pode errar novamente, como aconteceu tanto na Saúde como na Educação.

Este assessor palaciano afirma também que Pazuello está sob os holofotes, mas a crescente pressão para que não se tenha militares na cúpula do governo é mais ampla e tem como alvo o almirante de esquadra Flávio Augusto Viana Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos e homem cada vez mais próximo do presidente.

Foi dele, por exemplo, a indicação de Carlos Alberto Decotelli para o Ministério da Educação. O indicado, no entanto, não chegou a tomar posse por causa de inconsistências apontadas em seu currículo.

Este auxiliar pondera que, enquanto Pazuello é interino, Rocha é titular. O ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, entregou no início de julho uma carta em que pede a antecipação de sua ida para a reserva, o que só aconteceria em dezembro de 2021. A oficialização desta transição deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana.

Luís Eduardo Magalhães: sem licitação, Prefeitura compra máscaras 375% mais caras, diz site

/ Política

Na imagem, o prefeito de Luís Eduardo, Oziel Oliveira, do PDT

A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães comprou máscaras respiratórias da marca Nutriex pelo valor de R$ 33,50 por unidade, segundo informações publicadas pelo Blog do Sigi Vilares.

A Secretaria de Saúde do município solicitou no dia 24 de março, através do Fundo de Saúde, a compra de duas mil unidades fazendo uso da prerrogativa da Dispensa de Licitação oferecida aos prefeitos durante a pandemia do novo coronavírus.

Após ter acesso ao Processo Administrativo nº 386/2020 e a Dispensa de Licitação nº 132/2020, a reportagem do site Veja Política realizou uma pesquisa de preço e encontrou uma diferença entre o valor que é vendido e o valor pago pela Prefeitura.

De acordo com o levantamento, a diferença do preço é de 375% do mesmo produto, já que a máscara respiratória modelo PFF2 N95 da Nutriex é vendida no mercado por R$ 8,91 para pagamento à vista. A nota fiscal no valor de R$ 67 mil foi paga pelo secretário de Administração e Finanças, Ricardo Knupp. Com informações do site Política Livre

Ministério Público de Pernambuco denuncia primeira-dama por abandono de incapaz

/ Justiça

Sari Corte Real é denunciada pelo MP. Foto: Reprodução/Globo

A primeira-dama de Tamandaré, Sari Corte Real, foi denunciada nesta terça-feira (14) pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por abandono de incapaz em decorrência da morte, combinado com artigos do Código Penal Brasileiro que agravam as penas por o crime ”ter sido contra criança em meio à conjuntura de calamidade pública”, na pandemia da Covid-19. Agora o inquérito sobre a morte de Miguel Otávio segue para a Justiça.

O menino de 5 anos, que é filho da sua ex-empregada doméstica estava sob a responsabilidade de Sari, quando caiu do 9º andar de um prédio de luxo no Recife (PE). Mirtes Souza, mãe da criança, havia saído do apartamento para passear com a cadela da família dos patrões.

A denúncia foi apresentada à 1ª Vara de Crimes contra a Criança e Adolescente da Capital. Por telefone, a defesa de Sari Corte Real disse ao G1 que só vai se pronunciar após ter acesso à denúncia do MPPE.

Segundo o G1, o advogado de Mirtes Renata Souza afirmou que a mãe de Miguel recebe ”auspiciosamente a notícia do oferecimento da denúncia pelo delito de abandono qualificado contra Sari Corte Real”. A defesa de Mirtes disse, ainda, que o empenho para dar celeridade aos processos de natureza criminal do TJPE durante a situação de emergência sanitária da Covid-19 ”se refletirá, também, nos autos do processo criminal” em questão”.

Entenda o caso

O garoto Miguel caiu do 9º andar do edifício Píer Maurício de Nassau, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, no dia 2 de junho. Mirtes, sua mãe, o deixou com a ex-patroa para passear com a cadela da família.
Sari chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas pagou fiança e deixou a cadeia.

A polícia acredita que a criança saiu do apartamento para procurar a mãe e foi até os elevadores do condomínio. Imagens das câmeras de segurança mostram que Sari conseguiu, por pelo menos quatro vezes, convencer Miguel a sair do elevador social e de serviço. Mas na quinta vez o garoto seguiu de elevador até o 9º andar, escalou um vão e alcançou uma unidade condensadora de ar. Na sequência ele dirigiu a um gradil, se desequilibrou e caiu.