Acervo defasado, computadores desligados e sem ar-condicionado. É a Biblioteca de Jequié

/ Jequié

Biblioteca Central acumula problemas. Foto: Blog Marcos Frahm
Biblioteca Central acumula problemas. Foto: Blog Marcos Frahm

Quando você pensa em Biblioteca o que vem à sua cabeça? Bastante livros atualizados, computadores com internet, um ambiente aconchegante e que funcione nos três turnos. É por aí. Levando em consideração esse conceito, o que podemos dizer em relação a Biblioteca Central? Vamos por parte. A última remessa de livros e datada de 2002. Wally Salomão, quando esteve à frente da Secretaria Nacional da Leitura, doou milhares de exemplares ao Município de Jequié. Treze anos se passaram sem renovação do acervo da Biblioteca. Sete computadores passaram pela assistência técnica, recentemente, e estão na prateleira. Não estão instalados. Não funcionam. Embora a prefeitura tenha dividido o espaço para abrigar um órgão do governo estadual, ainda sobrou uma área razoável, mas é praticamente impossível permanecer no local por muito tempo por causa do calor. É que a nossa Biblioteca não dispõe de ar-condicionado. Os funcionários vêm sofrendo horrores, situação bem diferente das pessoas que trabalham no lado, no SineBahia. Para o SineBahia tudo. Para a Biblioteca nada. A Biblioteca está aberta ao público depois de mais de um ano fechada para uma reforma que foi prometida para 90 dias. Foi reaberta no mês passado, porém, não funciona em três turnos como funcionava nos governos anteriores. A Biblioteca não vem funcionando à noite. Como levou muito tempo desativada e por funcionar de maneira precária, não atendendo critérios importantes que garantam, inclusive, conforto e comodidade, a Biblioteca Central não opera regularmente. A situação é bastante delicada. Sem livros atualizados, computadores desligados, um ambiente que não oferece as condições mínimas para o enfrentamento do forte calor que castiga o jequieense e funcionando em apenas dois turnos, podemos cobrar da prefeitura a devolução da Biblioteca ao povo. Chega de faz de conta. Por Souza Andrade

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