Operando com 41 usinas, Bahia segue líder na geração de energia eólica pelo 4º mês seguido

/ Bahia

A Bahia segue como líder nacional na geração das energias eólica (34,63%) e solar (30,06%). Este é o quarto mês seguido que o Estado lidera o raking. A Bahia está em primeiro lugar na geração nacional de energia solar desde 2017 e lidera ainda a comercialização dos leilões de energia em eólica (32,46%) e solar (19,17% de todos os empreendimentos comercializados.

Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e as informações constam nos Informes Executivos de Energia Eólica e Solar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), divulgados na sexta-feira (16).

A Bahia tem 41 usinas em operação, com 1,3 Gigawatts (GW) de potência instalada, com investimento estimado de cerca de R$ 6 bilhões, com capacidade de gerar mais de 40 mil empregos em toda a cadeia produtiva. As usinas estão espalhadas em oito municípios baianos, sendo eles: Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Casa Nova, Guanambi, Itaguaçu da Bahia, Juazeiro, Oliveira dos Brejinhos e Tabocas do Brejo Velho.

 

Vitória bate o Figueirense e só depende dele na última rodada da briga pelo acesso à Série B

/ Esporte

Tréllez comemora gol diante no Barradão (Arisson Santos / Correio

O Vitória deu um importante passo na briga pelo acesso à Série B de 2023. Na tarde deste domingo (18), o Leão bateu o Figueirense por 1 a 0, no Barradão, pela quinta rodada da segunda fase da Série C. O único gol da partida foi marcado pelo atacante colombiano Tréllez.

Com o resultado positivo, o Rubro-Negro chegou aos oito pontos, assumiu a segunda colocação da tabela do grupo C ultrapassando o Figueira, que caiu para o terceiro com seis, e só depende dele para conquistar a segunda vaga de acesso. O líder isolado ABC tem 11 e já garantiu lugar na segunda divisão nacional. Enquanto o eliminado, o Paysandu é o lanterna com três.

Na última rodada, o Vitória enfrenta o Paysandu no próximo sábado (24), às 17h, no estádio da Curuzu. No mesmo dia e horário, o Figueirense pega o ABC, no Orlando Scarpelli. Com informações do Bahia Notícias

Candidato e Bolsonaro, Roma reforça necessidade de ação integral para fomentar agronegócio baiano

/ Política

Candidato a governador pelo PL. Foto: Ascom João Roma

O candidato ao governo da Bahia pelo PL, João Roma, ressaltou que deseja criar a Secretaria do Semiárido para acelerar as ações para destravar o desenvolvimento do setor agrícola na Bahia, segundo ele, ‘atualmente relegado ao abandono pela falta de investimentos em infraestrutura e até em segurança pública que garanta tranquilidade a quem produz”.

”Hoje falam de política transversal. Traduzindo, o nome disso é jogo de empurra. Aí o Governo do Estado olha pela questão ambiental, pela questão de infraestrutura, pela questão energética, pela questão do desenvolvimento humano, pela questão disso e daquilo. Resumo da obra: são tantos vetores laterais que você não consegue chegar no foco da questão”, resumiu Roma, na manhã deste domingo (18), em encontro na Associação Cultural Esportiva e Agrícola do Sul da Bahia, em Teixeira de Freitas.

“Vamos criar a Secretaria do Semiárido para interligar essas ações, pois às vezes o que pega para a produção não tem nada a ver com a tecnologia agrícola. Às vezes é segurança pública – você não cria boi porque roubam o boi – ou de abastecimento de energia elétrica, ou não planta aqui mamão porque não tem estrada, o caminhão fica atolado por não ter uma estrada vicinal”, enumerou o ex-ministro da Cidadania algumas das dificuldades encontradas por quem deseja produzir na Bahia.

Roma ainda destacou que os produtores rurais são vistos ainda com muito preconceito. ”Quando se fala de agro, o camarada já imagina o cara com um cinturão, os ‘boizão’ e o trator de esteira passando e destruindo tudo. Isso é um retrato de um período de Brasil que não pode classificar cada um que está aqui”, disse Roma, ao ressaltar que o agronegócio não é opositor da preservação do meio ambiente.

O candidato a governador do PL disse que o excesso de regulação e fiscalização acaba jogando parcela deste importante setor na ilegalidade.”O resumo da ópera é que o estado termina afastando o setor produtivo dos desafios ambientais”, apontou Roma. O ex-ministro disse que a dotação de infraestrutura, a redução de impostos e a crença no produtor e no cidadão são fatores que farão deslanchar a economia do Extremo Sul baiano, a segunda região do estado que mais atrai investimentos, ainda que abandonada pelas gestões do PT.

Em Nova Viçosa, Roma afirmou que a Bahia vem sofrendo as consequências de uma política atrasada. ”Pessoas que se destacam em tudo e se propõem a fazer e precisam apenas ser tratados com respeito, com carinho e não têm encontrado esse respeito do Governo do Estado, que submete o nosso povo a uma verdadeira humilhação”, lamentou Roma.

Roma destacou que aqui na Bahia não é possível permitir que dois opositores do presidente Jair Bolsonaro (PL) estejam no segundo turno. ”Nós estamos juntos do nosso capitão [Jair Bolsonaro] e queremos a Bahia de mãos dadas com o Brasil. Do outro lado está Jerônimo, que é o candidato oficial do PT, e ACM Neto, que é o candidato oficioso do PT. Eles têm a mesma prática que é chegar no governo, aumentar os impostos e distribuir migalhas à população”, disse o candidato a governador apoiado por Jair Bolsonaro.

O candidato a governador disse que deseja uma Bahia grandiosa, que atraia investimentos e gere oportunidade de emprego e renda, criar programas sociais que efetivamente transformem a vida do cidadão. Neste domingo, além de visitar Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, e Teixeira de Freitas, Roma também esteve em Itabatan, distrito de Mucuri, encerrando a agenda do final de semana no Extremo Sul da Bahia.

”Estamos entregando as escolas que eu não tive na juventude”, diz Jerônimo Rodrigues na região do Sisal

/ Política

Candidato em Retirolândia. Foto: Ascom Jerônimo Rodrigues

”Já comi muito feijão aqui na Praça da Zebrinha”, brincou o candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT), na chegada da sua caravana a Retirolândia, região do Sisal, na manhã deste domingo (18). Acompanhado pelo governador Rui Costa, pelo senador e candidato à reeleição Otto Alencar, pelo prefeito do município, Alivanaldo Martins dos Santos (PSD), e por dezenas de lideranças políticas, o candidato de Lula na Bahia foi recebido com grande festa na cidade.

”Esta festa linda, aqui, é o reconhecimento de todo o trabalho desse time”, afirmou o prefeito. ”Quero pedir a você, Jerônimo, que continue esse trabalho que Rui vem fazendo. Com Jerônimo no governo e Lula na presidência, a Bahia e Retirolândia vão avançar ainda mais.”

Na passagem pela cidade, Jerônimo lembrou das dificuldades que teve para estudar, precisando deixar a casa da família, em Aiquara, para não ter de interromper a aprendizagem – e como essa experiência impactou em sua forma de ver a política. ”Essas (mais de 200) escolas que nós estamos entregando no Estado – e aqui na região do Sisal – são escolas que eu não tive (na juventude)”, contou. “Mas vamos além: também vamos trazer educação superior para mais perto do Sisal”, garantiu.

Jerônimo também convocou os apoiadores a espalhar a mensagem do time de Lula. ”No dia 2 de outubro, nós vamos dizer nas urnas que Brasil nós queremos, nós vamos dar uma resposta àquele que está na história como o pior presidente que o Brasil já teve”, afirmou. “Nós vamos trazer Lula de volta para cuidar do Brasil, vamos erradicar a fome das nossas vidas. Nós não podemos ver o Brasil nessa situação de fome, desemprego e maltrato.”

O governador Rui Costa fez coro. ”Daqui até a eleição, vamos conversar com todas as pessoas que ainda não tenham decidido o voto”, pediu. “Quando a gente pega uma criança no colo, a gente quer ensiná-la a fazer coisas boas. A gente vai ensinar a criança a fazer armas? Ou a gente vai ensinar com livros? Por isso, peço a vocês: vão atrás de cada voto. Eles acabaram com tudo que fizemos, o Minha Casa, Minha Vida, o Luz para Todos. Lula precisa da Bahia e a Bahia precisa do Lula. Eu quero, Lula quer, Wagner quer, continuar trabalhando pela Bahia.”

De acordo com Rui, Bolsonaro tem dois candidatos a governador na Bahia. ”Um, pelo menos, tem coragem de botar o adesivo no peito, mas o outro é covarde, não vai aos debates e tenta fingir que não é lobo, está tentando se vestir em pele de cordeiro”, afirmou. ”Ele e o partido dele articularam junto com Bolsonaro em tudo que foi contra o povo. Agora, ele diz que tanto faz. Tanto faz uma ova. O povo está com fome, quer emprego, quer trabalhar. Tenha coragem de dizer que você ficou três anos e meio pendurado no pescoço de Bolsonaro e agora quer enganar o povo.”

ACM Neto completa 300 municípios visitados na Bahia, desde que iniciou a sua pré-campanha

/ Política

ACM durante carreata feita em Serrinha. Foto: Divulgação

Com uma carreata feita em Serrinha neste domingo (18), o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) chega a 300 municípios visitados ao menos uma vez na Bahia desde que iniciou a sua pré-campanha. A marca alcançada vem num momento simbólico, já que neste dia restam exatamente duas semanas para as eleições. Considerando-se as cidades em que esteve mais de uma vez, o ex-prefeito de Salvador chega a 387 visitas.

”Nunca houve um candidato ao governo da Bahia que tenha visitado mais de 300 municípios durante a campanha para ouvir as pessoas, enxergar os problemas de perto, entender com o que sonham os baianos. Nunca houve. E o que isso me permite? Me permite dizer a vocês que, chegando lá na governadoria, já no dia 1° de janeiro de 2023, eu vou saber exatamente o que fazer”, discursou durante a agenda deste final de semana.

Com o início do período de campanha oficial, em 16 de agosto, ACM Neto acelerou as suas viagens pelo interior do estado, sempre ao lado de Cacá Leão (PP), candidato ao senado, e de Ana Coelho (Republicanos), candidata a vice-governadora. Só nesta agenda, que começou na última quarta-feira (14), foram 23 cidades visitadas em cinco dias.

”Nós temos hoje uma visão bem clara de quais são os sonhos dos baianos. De quais são as necessidades do nosso povo e, portanto, quais são os maiores desafios que o próximo governador terá que enfrentar. O que me dá a oportunidade de reforçar a vocês que estou totalmente preparado para ser governador da Bahia e encarar esses desafios”, afirmou Neto.

O candidato do União Brasil chegou à convenção que oficializou seu nome, em 5 de agosto, com quase 200 municípios visitados. No dia 28 de agosto, atingiu a marca de 250. Portanto, três semanas depois, conseguiu adicionar mais 50 cidades à lista.

Proximidade

Neto tem dito em seus discursos que pretende manter, caso seja eleito governador, o estilo de gestão que fez em Salvador: ”Sabe qual foi a receita mais importante deo sucesso da minha gestão durante oito anos? Foi ter governado ao lado das pessoas. Foi ter trabalhado do primeiro ao último dia do meu mandato junto com o meu povo. É isso o que eu quero fazer, se Deus me der a oportunidade de ser governador do estado da Bahia”, disse.

O ex-prefeito de Salvador tem dito que essa é a única forma de cuidar de um estado do tamanho de um país: “Eu quero governar a Bahia ao lado de vocês. O nosso estado é muito grande, temos 417 municípios, temos várias regiões e cada uma delas tem a sua realidade. Não dá pra governar um estado desse tamanho apenas sentado lá, no gabinete da governadoria, em Salvador”.

”O meu compromisso é governar a Bahia em cada cidade. O meu compromisso é governar a Bahia nos centros urbanos, mas também na zona rural. O meu compromisso é fazer exatamente o que fiz na minha vida inteira: compartilhar com o meu povo os desafios que nós teremos e buscar as soluções para manter a chama da esperança acesa no coração de todos os baianos”, completou.

Homem morre e grávida fica ferida em ataque a tiros por dupla de moto em praia de Ilhéus

/ Bahia

Um homem morreu baleado em uma cabana na praia dos Milionários, em Ilhéus, na manhã de sábado (18). A sua esposa, que está grávida, também foi atingida por tiros.

De acordo com Polícia Militar, o crime foi cometido por dois homens a bordo de uma motocicleta. Agentes da 69ª Companhia Independente foram acionados, mas já encontraram o homem morto.

A mulher, que não teve a identidade divulgada, foi socorrida para o Hospital Costa do Cacau e não há detalhes sobre o atual estado de saúde dela, nem do bebê. Conforme a Polícia Civil, ela foi atingida no braço e não corre risco de morte.

Ainda segundo a Polícia Civil, o homem identificado como Felipe Ariel Santos Madureira, de 29 anos, tinha envolvimento com tráfico de drogas. O caso será investigado pela 1ª Delegacia Territorial de Ilhéus e até o momento, não há pistas sobre autoria e motivação do crime. Policiais militares fizeram buscas na região durante a tarde, mas não localizaram nenhum suspeito. Com informações do G1.

Tucanos veem PSDB neutro no 2º turno por divergência entre alas pró-Lula e pró-Bolsonaro

/ Política

Lula e Bolsonaro polarizam eleição no Brasil. Foto: Reprodução

Se no MDB a ofensiva do PT pelo voto útil pode levar o partido a liberar os filiados no 2º turno, tucanos também avaliam que o PSDB deverá seguir o caminho da neutralidade para contemplar alas pró-Lula e pró-Bolsonaro.

Reservadamente, integrantes do partido afirmam ser quase impossível o PSDB se posicionar tanto para o lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto para as bandas de Jair Bolsonaro (PL).

Eles citam exemplos de candidatos que se posicionam a favor de um dos dois líderes das pesquisas de intenção de voto à Presidência. É o caso de Eduardo Riedel, que disputa o governo do Mato Grosso do Sul.

Em suas redes sociais, Riedel posta fotos ao lado de Bolsonaro e da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, do PP, que concorre ao Senado pelo estado.

Dentro do partido há ainda acenos a Lula, alguns inclusive feitos por tucanos históricos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O senador Tasso Jereissatti também manteve diálogo com o petista durante a construção de alianças para o governo do Ceará —o PSDB ficou neutro na disputa.

Danielle Brant, Folhapress

Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil este mês, afirmou o ministro da Saúde

/ Saúde

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Reprodução/MS

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

A negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola. De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. ”Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. ”Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.

O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. ”No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. ”O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.

O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.

”É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.

A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza.

O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.

Vacina da Pfizer para crianças entre 6 meses e 4 anos será liberada após aval de ministério

/ Saúde

A vacina da Pfizer contra a Covid-19 para crianças entre 6 meses e 4 anos será oferecida em todo o país assim que a área técnica do Ministério da Saúde aprovar a recomendação do imunizante. A informação foi dada neste domingo (18) pela pasta, dois dias após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a aplicação da versão pediátrica da Pfizer.

Segundo o Ministério da Saúde, o início da aplicação não demorará porque o governo tem contrato com a fabricante. ”O Ministério da Saúde tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO). Havendo aprovação da recomendação pela área técnica da Pasta, as vacinas serão disponibilizadas para todo Brasil, como já ocorre com as demais faixas etárias”, informou a pasta, em nota.

O ministério não deu outras informações, como calendário de vacinação. Em tese, cabe aos estados e aos municípios decidir o cronograma de imunização com base na chegada de doses aos postos de saúde.

DOSAGEM DIFERENTE

A versão pediátrica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas etárias acima de 12 anos. A formulação autorizada pela Anvisa deverá ser aplicada em três doses de 0,2 ml (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas após a segunda dose.

A tampa do frasco da vacina virá na cor vinho, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e, também, pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa é uma estratégia para evitar erros de administração, já que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas etárias.

Com informações da Agência Brasil.

Resposta de governos e da Organização Mundial da Saúde à Covid foi lenta demais, segundo artigo

/ Saúde

Os governos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) agiram muito lentamente para frear o alastramento da Covid-19 e a demora resultou em milhões de mortes que poderiam ter sido evitadas, segundo artigo publicado no periódico médico Lancet.

Falhas generalizadas de prevenção, nas práticas de saúde pública básicas e de solidariedade internacional levaram a 17,7 milhões de mortes, incluindo as que não foram oficialmente contabilizadas, disse a comissão da Lancet na quarta-feira ao lançar seu estudo sobre a pandemia, feito ao longo de dois anos.

O relatório concluiu que a OMS “agiu com excessiva cautela e lentidão sobre vários pontos importantes”, incluindo a transmissibilidade humana do vírus e atribuir à epidemia o status de emergência de saúde internacional do mais alto nível. Para conscientizar o mundo do problema, a OMS começou a qualificar o surto como ”pandemia” em março de 2020, cerca de três meses após a primeira infecção notificada na China, mas o termo não tem implicações legais.

O órgão mundial de saúde também demorou a apoiar a imposição de restrições às viagens para reduzir a transmissão, a endossar o uso de máscaras faciais em espaços públicos e a reconhecer a transmissão aérea do vírus, segundo o artigo. Os autores também concluíram que a coordenação entre governos foi lenta.

”O resultado foram milhões de mortes evitáveis e, em muitos países, uma reversão do progresso em direção ao desenvolvimento sustentável”, segundo o relatório.

A OMS disse que saúda as ”recomendações abrangentes” do relatório, mas que o texto inclui “várias omissões e erros de interpretação cruciais”, incluindo em relação à rapidez de suas ações.

”Muitas das recomendações da comissão coincidem com as que foram recebidas nos últimos dois anos de organismos de revisão criados pela própria OMS”, ela disse.

Na quarta-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou otimismo em relação à pandemia. ”Ainda não chegamos lá, mas o final está em vista”, disse em entrevista coletiva, exortando os países a fortalecer suas campanhas de vacinação.

O professor da Universidade Columbia, Jeffrey Sachs, que presidiu a Comissão da Lancet, disse que é hora de ”encarar verdades difíceis”.

”Muitos governos deixaram de aderir às normas básicas de racionalidade e transparência institucional”, disse Sachs. ”Muitas pessoas protestaram contra precauções básicas de saúde pública… E muitas nações deixaram de promover a colaboração global pelo controle da pandemia.”

Segundo o relatório, a pandemia expôs ”importantes fraquezas do sistema multilateral baseado na ONU”. Ainda segundo o texto, essas falhas nascem de problemas que incluem o nacionalismo excessivo, uma falta de flexibilidade em torno das regras de propriedade intelectual, além da ”erosão do apoio político à adoção de soluções multilaterais pelas grandes potências”.

O nacionalismo em torno de vacinas foi um tema muito presente nas fases iniciais da pandemia, com países mais pobres acusando países mais ricos de estocar doses em meio a uma escassez de oferta. Embora a oferta tenha começado a superar a demanda no início deste ano, o acesso a medicamentos e os índices de vacinação continuam desiguais.

Não obstante ”grandes esforços” feitos para estimular a recuperação pós-Covid, a resposta insuficientemente ambiciosa é ”como a resposta a outros desafios globais prementes”, incluindo a emergência climática, segundo o relatório.

”Nossa recomendação mais fundamental é o fortalecimento do multilateralismo em todas as dimensões cruciais: política, cultural, institucional e financeira”, disseram os autores no relatório. ‘Convocamos todos os países, especialmente os mais ricos e poderosos, a apoiar, sustentar e apoiar o trabalho do sistema da ONU.”

Donato Paolo Mancini, Folhapress