Mais três prefeitos da oposição se aliam ao candidato Jerônimo Rodrigues nas eleições 2022

/ Política

Prefeitos declaram apoio a Jerônimo. Foto: assessoria Jerônimo

Depois dos prefeitos de Taperoá e Gandu, no começo do dia, os prefeitos Irmão Enoc (PP), de Camamu, Manoel Ribeiro (PP), de Igrapiúna, e Rosa (PP), de Teolândia, anunciaram apoio ao candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT). A legenda apoia a candidatura de ACM Neto (União Brasil) pelo Palácio de Ondina.

”Camamu tem lado, estamos do lado do trabalho, do lado do governador que mais trabalhou pela Bahia, do lado de Jerônimo Rodrigues”, afirmou o prefeito de Camamu. “Camamu é Jerônimo, Camamu é Rui, Camamu é Lula. É 13 lá e 13 cá”, complementou a vice-prefeita Professora Juciaria,que é do PT.

A prefeita de Teolândia destacou que Jerônimo é o nome do governador Rui Costa e que terá o apoio de Lula (PT) para fazer com que a Bahia avançasse ainda mais. ”Nós confiamos em Jerônimo, nós confiamos em Rui e estamos com esse time que trabalha muito. É Lula lá e Jerônimo cá”, garantiu Rosa.

O candidato petista assinalou que o investimento em Saúde será uma das marcas do seu governo. Ele confirmou a construção de um novo Hospital Regional em Valença, para atender o Baixo Sul e o Litoral Sul, caso seja eleito.

”Ao lado de Lula, eu farei mais e melhor do que o nosso governador Rui Costa. Eu vim do povo, não nasci em berço de ouro e chão de mármore, eu sei do que a população precisa. Nós vamos avançar ainda mais com a Bahia, consertar o que precise ser consertado e continuar o trabalho desse time”, afirmou Jerônimo.

De virada, Bahia supera o Vasco em duelo direto na Fonte Nova pela Série B do Brasileirão

/ Esporte

Quintero (contra) e Goulart marcaram para o Bahia. Foto: Divulgação

O Bahia voltou a vencer na Série B e está cada vez mais próximo do acesso à Série A. Na tarde deste domingo (28), o Tricolor saiu atrás do placar, mas conseguiu a virada e bateu o Vasco por 2 a 1. Quintero (contra) e Ricardo Goulart marcaram para o Esquadrão. O gol do cruz-maltino foi de Goulart (contra).

O Bahia voltou a vencer na Série B e está cada vez mais próximo do acesso à Série A. Na tarde deste domingo (28), o Tricolor saiu atrás do placar, mas conseguiu a virada e bateu o Vasco por 2 a 1. Quintero (contra) e Ricardo Goulart marcaram para o Esquadrão. O gol do cruz-maltino foi de Goulart (contra). Com informações do site Bahia Notícias

Série C: Vitória leva cinco gols do Figueirense e perde seu primeiro jogo sob João Burse

/ Esporte

Figueira goleia o Vitória. Foto: Reprodução / Twitter – @Figueirensefc

O Vitória perdeu seu primeiro jogo em 2022 sob o comando de João Burse. Neste domingo (28), pela segunda rodada do quadrangular final da Série C, o Leão foi derrotado pelo Figueirense, por 5 a 1.

Com dificuldades geradas pelo forte vento em Santa Catarina, o Rubro-Negro viu o Figueirense ser superior na maior parte do jogo. As coisas se complicaram ainda mais quando o lateral-direito Iury foi expulso, aos 30 minutos da etapa final.

O resultado mantém o Leão com 3 pontos em seu grupo na segunda fase da Série C, caindo para a terceira colocação, atrás de ABC e Figueirense. Apenas os dois primeiros conquistam o acesso para a Série B.

O Vitória volta a campo no próximo domingo (4), contra o ABC, no Barradão, pela terceira rodada do quadrangular final. Com informações do site Bahia Notícias

Neto afirma que o governo não se compromete com a industrialização do interior há 16 anos

/ Política

Candidatos visita cidades do Sul baiano. Foto: assessoria/ACM Neto

O candidato a governador ACM Neto (União Brasil) afirmou neste sábado (27), em Pau Brasil, que pretende liderar um novo ciclo de industrialização do interior da Bahia, a fim de recuperar os empregos nos menores municípios. Disse ainda que nos últimos 16 anos os governos petistas não estiveram comprometidos com o tema, e que por isso diversas empresas se mudaram para estados vizinhos.

”Quando a gente olha para o interior da Bahia, percebe que nos últimos 16 anos não houve investimentos para que o interior crescesse. Com isso, as empresas deixaram a Bahia e foram para outros estados. E com elas, os empregos também foram embora. Tudo isso sob olhar complacente do governo do estado”, discursou.

Neto destacou que o seu plano de governo traz propostas para reindustrializar a Bahia de forma regionalizada, ou seja, explorando o potencial de cada porção do estado. ”No passado, nós vimos a Bahia ter um ciclo de desenvolvimento industrial no interior, e é isso que eu quero recuperar. Vamos levar fábricas para o interior, dar oportunidade de emprego para as pessoas vencerem na vida”, completou.

Em Pau Brasil, o candidato do União Brasil participou de uma carreata e depois de um comício, nos seu primeiros eventos públicos ao lado da prefeita Babi de Prado (PSD), que deixou a base governista em julho e declarou apoio ao candidato de oposição. A agenda também contou com Cacá Leão (PP), candidato ao Senado da coligação Pra Mudar a Bahia.

Em seu discurso, Babi de Prado pediu para que Neto ajudasse a criar empregos na microrregião de Pau Brasil, pois essa é a maior necessidade dos que nascem e crescem no município. ”Prefeita, tendo ouvido o seu discurso, não posso deixar de destacar que, infelizmente, a Bahia está em primeiro lugar do Brasil em número de desempregados”, respondeu Neto.

”A prefeita pediu que, caso eu seja eleito, ajude a trazer uma indústria para Pau Brasil. E eu quero dizer que isso é possível. Mas, é preciso ter vontade política e é preciso ter um governador comprometido com a geração de empregos, coisa que a Bahia não teve nos últimos 16 anos”, completou o candidato.

Mudar de verdade

ACM Neto afirmou que o maior desafio do próximo governador será fazer a Bahia ”mudar de verdade”. Ou seja, fazer com que a qualidade de vida do povo mude para além da realização de obras às vésperas da eleição e da realidade mostrada pela propaganda.

”A gente não vai mudar de verdade com um governador que chega aos municípios apenas faltando alguns dias para a eleição e traz obras eleitoreiras, com o objetivo de enganar as pessoas. A gente só vai mudar de verdade se tiver um governador que trabalhe em todos os quatro anos de mandato, um governador que encare os graves problemas do estado”, discursou.

Sobre isso, Neto lembrou que a Bahia é campeã nacional de violência desde 2012 e é último lugar no país no ranking de qualidade da educação. Além do desemprego, já citado, também destacou o drama vivido pelos baianos na longa espera na fila da regulação.

”Hoje existe um sistema que existe na saúde do estado que se chama QI, ou seja, ‘quem indica’. Se é amigo do governador, se é deputado ligado ao governador, então passa na frente da fila e consegue internamento. Mas, comigo vai ser diferente. Comigo, todos os baianos terão direitos iguais de acesso à rede de saúde”, disse.

Agenda

Nestr domingo, oito cidades receberão a comitiva da coligação Pra Mudar a Bahia, sempre em carreatas. São elas Apuarema, Itamari, Nova Ibiá, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Teolândia, Wenceslau Guimarães e Gandu.

Durante comício na cidade de Itacaré, Rui diz que Jerônimo não é ”nenhum candidato nutella”

/ Política

Comitiva do PT na cidade de Itacaré. Foto: Ascom Jerônimo Rodrigues

Depois de visitar cinco cidades do Baixo Sul da Bahia, o candidato a governador do Estado pelo PT Jerônimo Rodrigues encerrou o giro pela região, no sábado (27), em Itacaré, cidade do Litoral Sul baiano. Além dele, o candidato ao Senado Otto Alencar (PSD) e o governador Rui Costa (PT) foram acompanhados por milhares de pessoas, que percorreram as principais ruas do centro da cidade e participaram de um comício, entre elas, prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região.

”Eu me junto a pessoas humanas, que não costumam esquecer do povo. Jerônimo representa a continuidade dessa proposta, iniciada por [Jaques] Wagner e tocada por Rui [Costa]”, discursou o prefeito de Itacaré, Antônio de Anísio (PT). Além de Anísio, acompanharam Jerônimo, os gestores de Taperoá, Kitty Guimarães (PP); de Gandu, Léo de Neco (PP); de Camamu, Enoc Silva (PP); de Igrapiúna, Manoel Ribeiro (PP); de Teolândia, Rosa Santana (PP); de Piraí do Norte, Ulysses Veiga (PP); de Presidente Tancredo Neves, Toin do Bó (PP); de Jussari, Antônio Valete (PSD); e de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD).

O governador Rui Costa (PT), que obteve 83,33% dos votos dos eleitores itacareenses nas eleições de 2018, afirmou que Jerônimo não é ”nenhum candidato nutella”. ”Cada um tem uma personalidade e um jeito, mas na alma, Jerônimo é igual a mim. Tem a cabeça de quem nasceu no interior, eu na favela, ele é filho de um vaqueiro, sempre estudou em escola pública, se tornou professor, foi meu secretário da Agricultura e me ajudou a elaborar o melhor programa do país, premiado pelo apoio dado aos pequenos agricultores baianos. Por saber que o cabra é bom e me deu muito orgulho, coloquei ele na Educação e hoje, a Bahia é o Estado que mais investe em educação no Brasil, ganhando até para São Paulo”, discursou Rui.

”Vamos manter esse ritmo e dou a minha palavra, firmo um compromisso em praça pública, de que tudo que Rui Costa não conseguir realizar até o dia 31 de dezembro, a partir do dia 3 de outubro, com fé em Deus e a vontade do povo da Bahia, iremos começar a transição do novo governo e iremos sentar com os prefeitos e prefeitas, com os consórcios [intermunicipais], e tudo aquilo que não deu tempo, os compromissos firmados, todos eles serão cumpridos por mim”, discursou Jerônimo.

Neste domingo (28), o candidato participa de gravações para o seu programa eleitoral. Na segunda (29), Jerônimo retorna a Vitória da Conquista, onde se reúne com empresários da região.

”Este ano nós daremos a resposta”, diz Roma em comício com Bolsonaro em Vitória da Conquista

/ Política

Roma e Bolsonaro em motociata em Conquista. Foto: Max Haack

O candidato a governador da Bahia, João Roma (PL), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL), declarou, em um  comício em Vitória da Conquista na manhã deste sábado (27), que ‘nesses 200 anos [de celebração da Independência do Brasil], a Bahia vai se levantar e vai caminhar de mãos dadas com o Brasil”.

Sobre a virada que espera na Bahia, o ex-ministro da Cidadania fez outro prognóstico: ”Bolsonaro é um presidente que é atacado todos os dias e não foi o mais votado nas últimas eleições na Bahia, mas este ano nós daremos a resposta”.

Já a candidata do PL ao Senado, Raíssa Soares, que discursou antes, disse que Roma vai mudar o nosso estado. ”Porque é um homem justo, com conhecimento e é um homem da confiança de Bolsonaro”.

Para Roma, o povo baiano entenderá que é Bolsonaro que vem trazendo os maiores investimentos em infraestrutura para o estado após 16 anos de descaso petista com o estado.

”O PT não entregou sequer um quilômetro de BR duplicada na Bahia”, lembrou o candidato a governador do PL, observando que, com Bolsonaro, os recursos federais passaram a ser destinados a obras no Brasil e não mais serviram para financiar projetos em ditaduras apoiadas pelo PT em Cuba ou na Venezuela, por exemplo.

O ex-ministro ainda destacou que o Brasil, após a pandemia e uma guerra na Ucrânia, é a única nação do mundo a registrar deflação, uma economia pujante e atração de investimentos.

”Quem vota em Bolsonaro, vota em Roma na Bahia”. As últimas palavras de João Roma precederam a fala do presidente Jair Bolsonaro, que abriu o discurso fazendo a convocação popular para a celebração dos 200 anos da Independência do Brasil no Sete de Setembro.

”No próximo dia sete, todos nas ruas. Todos de verde e amarelo. Vamos mostrar ao mundo que estamos unidos no mesmo ideal. Mostrar cada vez mais que somos um só povo, uma só raça, um só país, querendo cada vez mais ocupar o lugar que merece em todo o mundo”.

Ressaltando que o estado é laico, mas o presidente acredita em Deus, Bolsonaro enfatizou a defesa da família, da lealdade ao povo e o respeito aos militares. Assinalou que o Brasil hoje apresenta os melhores números da economia mundial. ”O mundo hoje olha para o Brasil, porque sem o Brasil o mundo passa fome”, disse e destacou a sua posição contrária ao aborto, à ideologia de gênero e à liberação das drogas. ”Defendemos a família verde-amarela!”.

Ao reagir ao coro da multidão de ”Lula Ladrão, seu lugar é na prisão”, Bolsonaro afirmou: ”Nós sabemos de quem esse cara é candidato. Ele é o candidato da Globo!”, acrescentando: ”Nós venceremos a tudo e a todos para o bem da grande maioria de nosso povo, que acredita em Deus, na família e na liberdade”.

Bahia registra 15 casos de Covid-19 e mais dois óbitos, diz boletim epidemiológico da SESAB

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 15 casos de Covid-19 e duas mortes. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), de 1.684.786 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.653.389 são considerados recuperados, 771 encontram-se ativos e 30.626 pessoas foram a óbito.

Segundo a Sesab, o boletim epidemiológico deste domingo (28) contabiliza ainda 2.000.414 casos descartados e 359.339 em investigação. Conforme a secretaria, na Bahia, 68.293 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19.

Vacinação

A Sesab ainda informa que a Bahia contabiliza 11.676.984 pessoas vacinadas contra a Covid-19 com a primeira dose, 10.850.174 com a segunda ou dose única, 7.112.704 com a de reforço e 1.922.875 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 1.030.499 crianças foram imunizadas com a primeira dose e 649.468 tomaram também a segunda. Do grupo de 3 e 4 anos, 33.915 tomaram a primeira dose.

Governo Bolsonaro não distribuiu nenhum absorvente seis meses após sanção de lei, diz Metrópole

/ Saúde

Seis meses depois da assinatura do presidente Jair Bolsonaro, o governo federal não distribuiu um absorvente sequer para mulheres em vulnerabilidade social. A política pública, aprovada a contragosto do Planalto, ainda não foi regulamentada pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, a definição do repasse de recursos a estados e municípios tem sido discutida entre as coordenações da pasta. Só depois passará pelo crivo da Secretaria de Atenção Primária da Saúde e do gabinete do ministro Marcelo Queiroga. Até lá, o texto receberá análises jurídicas e deve mudar de versão. Os documentos foram obtidos pela coluna de Guilherme Amado do portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, por meio da Lei de Acesso à Informação.

A lei foi promulgada em março por Bolsonaro, que antes havia vetado o Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual aprovado pelo Congresso por ampla maioria. Bolsonaro ironizou o projeto: ”Não sabia, a mulher começou a menstruar no meu governo”. Os parlamentares, em resposta, derrubaram o veto presidencial. O Planalto correu para fazer um decreto mais restrito, mas não obteve sucesso.

O governo Bolsonaro deveria enviar absorventes íntimos para estudantes de baixa renda em escolas públicas; mulheres em situação de rua; mulheres detidas; e mulheres internadas em unidade socioeducativa. Cestas básicas entregues pelo governo federal também precisam incluir o item de higiene.

Segundo um estudo do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA), 4 milhões de meninas brasileiras não têm acesso a itens básicos de cuidados menstruais nas escolas.

Investigações sobre 7 de Setembro golpista completam um ano sem chegar a um desfecho

/ Brasil

As apurações abertas para investigar a conduta do governo de Jair Bolsonaro (PL) na participação e organização de atos antidemocráticos nas comemorações do 7 de Setembro do ano passado completam um ano sem chegar a um desfecho.

Entre elas, está o processo que tramita no TCU (Tribunal de Contas da União) que tem como objetivo apurar possível utilização de recursos públicos na convocação, divulgação e organização dessas manifestações.

Na PGR (Procuradoria-Geral da República), a apuração segue sem conclusão em inquérito que tramita sob sigilo junto ao STF (Supremo Tribunal Federal). O relator é o ministro Alexandre de Moraes. A Polícia Federal já realizou uma série de diligências nos autos.

A Procuradoria mirou inicialmente dez aliados do mandatário, incluindo o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ), o cantor Sérgio Reis, o caminhoneiro Zé Trovão e o produtor rural Antonio Galvan, ligado à Aprosoja (Associação Nacional dos Produtores de Soja).

Na ocasião, Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o STF diante de milhares de apoiadores em Brasília e São Paulo, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairia morto da Presidência da República.

Na Esplanada dos Ministérios, ele ainda dirigiu ameaça direta ao presidente do Supremo, ministro Luiz Fux. ”Ou o chefe desse Poder [Fux] enquadra o seu [ministro] ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos”, disse, referindo-se a decisões de Moraes contra bolsonaristas.

Os atos também tiveram faixas, cartazes e gritos autoritários e antidemocráticos de seus apoiadores. O pedido de apuração no TCU foi feito pelo Ministério Público de Contas no dia 8 de setembro do ano passado. Ele entrou e saiu da pauta de julgamento dos ministros por cinco vezes.

O processo tem a Presidência da República como alvo e estava sob a relatoria do ministro Raimundo Carreiro, que foi indicado no final do ano passado por Bolsonaro para assumir a Embaixada do Brasil em Portugal.

Com isso, o caso passou para a relatoria do ministro Antonio Anastasia, que manteve as peças sob sigilo. Em sua representação, o subprocurador-geral do TCU, Lucas Furtado, pediu que o tribunal averiguasse a possível utilização de materiais, infraestrutura, instalações e mão de obra custeados pelos cofres públicos nos atos.

Ele justificou que era necessário que todas as forças democráticas e instituições atuassem incisivamente em defesa das liberdades e dos direitos, ”diante desse cenário desastroso e inacreditável”.

Disse também que era preciso apurar a responsabilidade política, penal, civil e perante o controle externo para identificar os financiadores dos atos, ”de modo a individualizar as condutas e aplicar as sanções cabíveis”.

Ele citou, por exemplo, a suposta utilização dos chamados ”robôs” por funcionários públicos que fazem parte do chamado ”gabinete do ódio” de Bolsonaro.

Segundo Furtado, o uso de tal meio para disparo em massa de desinformações poderia configurar utilização de recursos do erário para atividade ilegítima e estranha às competências institucionais dos eventuais órgãos e agentes públicos dedicados a essas tarefas.

No dia 15 de setembro, sete dias após o pedido do subprocurador, o auditor Fábio Arruda de Lima, da Secretaria de Controle Externo da Administração do Estado do TCU, chegou a dar um parecer propondo o arquivamento do processo.

Ele argumentou que a representação não preenchia os requisitos de admissibilidade do regimento interno do órgão porque, segundo ele, não estava acompanhada de indícios suficientes de irregularidade ou ilegalidade.

Também afirmou que o Ministério Público se valeu exclusivamente da reprodução de fatos noticiados em matérias jornalísticas sobre os atos para justificar a necessidade de investigação, sem ”qualquer documentação comprobatória”.

”Ressalta-se que a representação não aponta nenhum indício concreto de irregularidade, uma vez que as notícias trazidas se limitam a relatar percepções e opiniões de algumas empresas de telecomunicações”, disse o auditor.

O parecer ainda não foi analisado pelos ministros do TCU. No início de julho, ele iria ser votado, mas o ministro Bruno Dantas, vice-presidente do tribunal, pediu vistas de 60 dias (mais tempo de análise) do processo.

Já a PGR, em 16 de agosto do ano passado, pediu a abertura de inquérito para a adoção de medidas contra apoiadores de Bolsonaro. De acordo com o relato da Procuradoria, o grupo estava convocando a população, por meio de postagens em redes sociais, a praticar atos criminosos e violentos de protesto às vésperas do feriado de 7 de Setembro.

”Não se trata de mera retórica política de militante partidário, mas, sim, de atos materiais em curso conforme acima descrito, que podem atentar contra a democracia e o regular funcionamento de suas instituições”, afirmou.

Alexandre de Moraes avaliou existir quadro probatório suficiente a demonstrar ”a atuação dos investigados na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições”.

Ele determinou, então, uma série de medidas, como interrogatório dos suspeitos, bloqueio de redes sociais e de uma chave Pix, então usada para arrecadação de recursos com o objetivo de patrocinar os atos.

Com o andamento das apurações, o ministro determinou algumas prisões, como a do caminhoneiro Zé Trovão e a do jornalista Wellington Macedo. O inquérito foi enviado à Polícia Federal para diligências, incluindo análise de aparelhos eletrônicos apreendidos, identificação de veículos (e respectivos proprietários) como caminhões e tratores que tomaram conta da Esplanada no 7 de Setembro e interrogatório dos investigados.

Seguindo um roteiro estabelecido pela Procuradoria, a PF buscou identificar eventual participação de agentes políticos e públicos, incluindo servidores do Ministério da Agricultura. Um dos ouvidos, Antonio Galvan, da Aprosoja, entidade suspeita de bancar a manifestação, negou à PF ”ter qualquer relação com movimentos que tentam abolir o Estado democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

Disse fazer parte do Movimento Brasil Verde-Amarelo, formado por produtores rurais que protestavam contra uma decisão do STF de 2017 que contrariou decisões anteriores da própria corte sobre contribuição social de fundo de amparo ao trabalhador rural.

Moraes mantém o sigilo do inquérito sob a justificativa de evitar prejuízos à investigação e ao cruzamento de informações. A defesa dos investigados, por sua vez, alega que as autoridades não conseguiram, passado um ano, reunir elementos necessários à apresentação de eventual denúncia.

Em nota enviada à reportagem, a PGR afirmou que ”o tempo de uma investigação viabilizada por meio de inquérito não é determinado apenas pela atuação do Ministério Público, uma vez que o curso procedimental envolve outros órgãos, como polícia e Poder Judiciário, e depende do cumprimento de todas as diligências”.

”Não apenas no referido inquérito, mas em todas as frentes de apuração, [a PGR] adota todas as providências de modo e no tempo adequados, sendo que a formação da convicção ministerial sobre o oferecimento de denúncia ou arquivamento, a depender da existência ou não de elementos comprobatórios da ocorrência de crimes e sua autoria, acontece, usualmente, quando da conclusão da investigação”.

Constança Rezende/Marcelo Rocha/Folhapress