Em família: Prefeita de Jaguaquara nomeia esposa do sobrinho secretário de Saúde para cargo de secretária

/ Jaguaquara

Prefeitura tem nova secretária do Social. Foto: BMFrahm

A prefeita de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, Edione Agostinone (PP) buscou uma solução caseira para tapar lacuna em uma das secretarias da Prefeitura.

A mandatária nomeou, conforme publicação do Diário Oficial de sexta-feira (5) a esposa do atual secretário de Saúde e sobrinho de Edione, Emérson Di Lábio, Kelly Christiany Cruzado Di Lábio para o cargo de secretária de Desenvolvimento Social. Kelly irá substituir Geisa Martinelli, ex-primeira-dama do Município, que trocou o cargo de secretária municipal pelo de Controladora da Câmara de Vereadores, onde foi nomeada no último dia (1).

Em Jaguaquara, há uma cultura nas gestões, sem exceção de governantes nas últimas administrações, em manter as relações familiares na máquina pública. Inclusive, há quem diga que, pessoas com vínculos familiares com vereadores da base aliada, até companheiras de edis, ocupam cargos públicos.

Onda de violência faz novas vítimas em Jequié; três mortos em menos de 24 horas, diz polícia

/ Jequié

Crimes são registrados em pontos diferentes. Foto: Leitor/BMFrahm

A onda de violência em Jequié deixa a população local preocupada e inquieta, mesmo que as vítimas sejam consideradas pela polícia como pessoas com suposto envolvimento com o mundo do crime.

Na manhã de sábado (6), dois homens foram perseguidos e alvejados a tiros na área do Centro de Abastecimento Vicente Grilo – CEAVIG, Centro da Cidade Sol. As vítimas, que foram a óbito no local são identificadas como: Alex Nascimento Rocha, 39 anos, e Henrique Barreto dos Santos, 27 anos, cujos corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal por uma equipe de Departamento de Polícia Técnica, que encontrou ao lado estojos calibre 380.

De acordo com a Delegacia Territorial, o duplo homicídio teria ocorrido por volta de 11h20, quando Alex e Henrique foram atingidos por tiros deflagrados por indivíduos que fugiram a bordo de uma motocicleta e um dos criminosos foi alvejado durante o crime, levando consigo a arma de fogo de uma das vítimas. Momentos depois, a polícia foi informada sobre um acidente com moto na Praça Luiz Viana, ocasionando a fratura de um dos braços do condutor, enquanto que o passageiro trajava as mesmas características e vestes (negro, usando camisa verde e short azul) de um dos autores do crime em questão.

Em seguida foi obtida informação de que um homem baleado deu entrada no Hospital Prado Valadares, fazendo com que a equipe desloca-se a fim de averiguar os dados, confirmando, identificando o baleado como sendo Gabriel Teixeira Santos. Ainda conforme as informações divulgadas pela Polícia Civil através da 9ª Coorpin, em contato com o corpo médico, os policiais perguntaram sobre as vestes, sendo localizada na lixeira, ao lado de Gabriel, uma camisa verde e uma bermuda jeans azul, mesma vestimenta utilizada pelo autor do crime/passageiro da motocicleta. Com as informações a equipe foi até o Centro Integrado de Comunicação – CICOM para verificar as imagens das câmeras de segurança, observando dois homens em uma moto preta, caindo na Praça Luiz Viana, sendo que o carona estava usando uma camisa verde e short azul, mesma roupa usada por um dos autores do duplo homicídio, confirmando que o baleado que deu entrada no HGPV estava envolvido no caso do Centro de Abastecimento. A polícia informou também que Gabriel foi identificado como um dos autores no duplo homicídio de Nathan Teixeira Ribeiro e Iranilton Rodrigues Silva, fato ocorrido no dia 01/07/2022, IP 31164/2022, com testemunhas oculares do envolvimento do investigado.

Outro crime

Já por volta das 19h20 de sábado, na Rua Pedro Novaes, bairro Km 04, o jovem Rodrigo Afonso Santos Júnior foi assassinado ao ser atingido com pelo menos 13 disparos de arma de fogo. Ainda não há informações sobre autoria e motivação da morte de Rodrigo, que teve o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal, órgão responsável pela liberação de todos os corpos, neste domingo (7).

Os dias passam a ser sangrentos na semana a partir da última quinta-feira (4), quando três pessoas foram baleadas e uma assassinada, quando elementos armados invadiram uma casa Rua Santa Bárbara, no bairro Km 03 e disparou tiros. três pessoas alvejadas foram socorridas e resistiram.

Por volta das 02h de sexta-feira, Marcelo Inácio de Jesus Santos, 19 anos foi assassinado na Rua Adrião Borges, bairro Pompílio Sampaio. A violência tem mobilizado as polícias Civil, Militar e Cipe Central, que desencadearam operação na cidade para tentar deter os criminosos e frear o que as forças de segurança considera de ”guerra do tráfico”.

*por Marcos Frahm

Médio Rio de Contas: Corpo de homem é encontrado próximo a construção de nova Delegacia em Itagibá

Um homem de 69 anos foi encontrado morto na manhã de sábado (06), em um sítio de sua propriedade, na localidade próxima a construção da nova delegacia da cidade de Itagibá, no Médio Rio de Contas.

O corpo apresentava sinais de violência, conforme publicação do log Giro em Ipiaú.  De acordo com a publicação, Milton Oliveira de Almeida pode ter sido morto com uma paulada na cabeça.

O Departamento de Polícia Técnica de Jequié esteve no local por volta das 11h e fez o levantamento cadavérico e perícia. O corpo foi encaminhado para o IML. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Bahia tem três novos casos de Monkeypox, um deles em Mutuípe, diz secretara estadual da Saúde

/ Saúde

Três novos casos de Monkeypox foram confirmados na Bahia neste sábado (6). Os registros são de indivíduos residentes em Conceição do Jacuípe, Mutuípe e Salvador. Com estas confirmações, a Bahia totaliza dezenove casos da doença, sendo treze em Salvador, dois em Santo Antônio de Jesus, um em Cairu, um em Conceição do Jacuípe, um em Ilhéus e um em Mutuípe. Além dos confirmados, a Bahia tem notificados 98 suspeitos.

O boletim completo com os municípios em que os casos foram notificados está disponível em http://www.saude.ba.gov.br/boletinsmonkeypox .

Monkeypox é uma zoonose viral, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae, que se assemelha à varíola humana, erradicada em 1980. A doença cursa com febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. A infecção é autolimitada com sintomas que duram de 2 a 4 semanas, podendo ser dividida em dois períodos: invasão, que dura entre 0 e 5 dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa. A erupção cutânea começa entre 1 e 3 dias após o aparecimento da febre e tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

 

Luiz Caetano traça estratégias para campanha de Jerônimo com prefeitos do sudoeste

/ Política

Encontro com prefeitos aconteceu em Conquista. Foto: Divulgação

A coordenação da campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) se reuniu com prefeitos do sudoeste baiano, neste sábado (6), em Vitória da Conquista, com o objetivo de alinhar estratégias do candidato para a disputa do governo da Bahia.

Além dos prefeitos, lideranças políticas locais e vereadores da região também participaram do encontro com o coordenador Luiz Caetano (PT), além de representantes do PT. Na ocasião, Caetano destacou a força do grupo liderado pelo governador Rui Costa (PT) no sudoeste, apontando que a maioria dos gestores municipais marcham com Jerônimo nas eleições de outubro.

Durante o encontro, as lideranças locais também fizeram sugestões para impulsionar a candidatura do ex-secretário de Educação na região. Participaram da reunião os prefeitos Rogério de Zinho, de Anagé; Quinho, de Belo Campo; Doutor Maurílio, de Cândido Sales; Jones Coelho, de Caraíbas; Delci, de Cordeiros; Dr. Lei, de Encruzilhada; Galego, de Guajeru; Fred, de Licínio de Almeida; Candinho, de Itambé; Dra. Aline, de Maetinga; Heráclito, de Mortugaba; Lélio Jr., de Presidente Jânio Quadros; Flávio, de Piripá; e Rebinha, de Ribeirão do Largo.

Uma das presenças marcantes em convenção, Zé Cocá destaca confiança dos prefeitos em ACM Neto

/ Política

Zé teve presença marcante na convenção de ACM. Foto: Divulgação

Uma das presenças mais marcantes na convenção que homologou a candidatura de ACM Neto (UB) e Ana Coelho (Republicanos) ao governo do estado e Cacá Leão (PP) ao Senado, o presidente da União dos Municípios da Bahia e prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), discursou no evento e destacou a experiência de ACM Neto como prefeito que ”transformou Salvador sem precisar do apoio de A ou B” quando a cidade era vista como inviável. Cocá afirmou que a eleição de ACM Neto representa o anseio da população por mudança e reforçou a importância da parceria com os municípios para investimentos na educação e na geração de emprego e renda. ”A gente não conseguirá transformar a segurança pública sem um plano educacional com os municípios”, afirmou.

No discurso, Zé Cocá ainda frisou sua relação com o vice-governador da Bahia, João Leão, a quem chamou de pai e amigo, reforçando a aliança e lealdade ao líder a que acompanha há mais na 15 anos de vida pública. Ele também fez referência a Cacá Leão, candidato ao Senado que, segundo Cocá, trabalhará junto com ACM Neto para trazer recursos e investimentos para Bahia. Já em nome de Hassan, seu candidato a deputado estadual, Cocá saudou os deputados e candidatos presentes na convenção.

Além de Zé Cocá, o evento reuniu diversos prefeitos do interior que declararam apoio a ACM Neto, entre os quais os gestores das maiores cidades da Bahia, como Feira de Santana, Vitória da Conquista, Juazeiro, Camaçari e da capital Salvador. ”Os prefeitos se aliam à população no desejo de mudança e vamos trabalhar por isso,  para que Neto e Ana Coelho vençam ainda no 1⁰ turno”, reforçou Cocá que concluiu seu discurso de mãos dadas com o postulante ao Palácio de Ondina, dizendo: ”a Bahia que tanto sonhamos, Neto, está em suas mãos”.

”Auxílio Bahia vai reforçar o Auxílio Brasil no combate à pobreza”, diz João Roma ao visitar Jequié

/ Política

Roma foi recebido por apoiadores em Jequié. Foto: Ascom João Roma

O candidato a governador pelo PL, João Roma (PL), visitou  a cidade de Jequié neste sábado (6) e defendeu uma Bahia mais igualitária ao reforçar o compromisso de criar o Auxílio Bahia se for vitorioso nas eleições de outubro.

”Queremos uma Bahia que dê oportunidade para cada filho de Deus. Assim como criamos o Auxílio Brasil que agora paga o mínimo de R$ 600, vamos criar o Auxílio Bahia para ser um complemento e colocar dinheiro na mão do cidadão necessitado”, disse Roma, que foi recebido por um grupo de apoiadores no Aeroporto de Jequié, seguiu até a Feira da cidade e, em seguida, discursou na Associação Comercial e Industrial do município.

”É o cidadão que sabe onde o ‘calo aperta’ e ele vai melhorar de vida para poder andar de cabeça erguida, para termos uma Bahia mais igualitária, uma sociedade onde cada um se respeite”, disse Roma.

O candidato do PL ressaltou ainda que a Bahia precisa de maior protagonismo que para o objetivo de fazer as pessoas ascenderem socialmente também ocorra. ”Para ter protagonismo, queremos chegar ao Governo da Bahia e baixar os impostos, atrair novos investimentos e, com isso, gerar oportunidade de emprego e renda para o nosso povo”, comentou João Roma.

Na conversa com os representantes da Associação Comercial e Industrial de Jequié, o candidato a governador apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro ressaltou a importância de obras de infraestrutura para também conseguir impulsionar a economia da Bahia que vem perdendo posições até mesmo para estados nordestinos como o Ceará, também governador pelo PT. ”Só com a Bahia competitiva é que nós vamos conseguir atrair investimentos e melhorar a vida das pessoas”, destacou Roma.

Na associação, Roma disse que obras de infraestrutura importantes como a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e o Anel de Contorno em Feira de Santana, assim como o Canal do Sertão e o Canal da Redenção – que integram as obras de Transposição do Rio São Francisco – avançaram somente no governo Bolsonaro. ”O PT, que levou a confiança e os votos dos baianos, não entregou sequer um quilômetro de BR duplicada”, lembrou João Roma.

 

”A Bahia pode ter a 1ª vice-governadora e o senador mais jovem da sua história”, diz Cacá em Guanambi

/ Política

Cacá, candidato ao Senado, discursa em Guanambi. Foto: Divulgação

Na noite de sábado (06), em Guanambi, no Sudoeste baiano, o candidato ao Senado, deputado federal Cacá Leão (PP), afirmou que a política baiana vive um momento especial e que pode eleger a primeira vice-governadora, Ana Coelho (Republicanos), da chapa de ACM Neto (UB), e o senador mais jovem da sua história. O trio iniciou mais uma maratona de visitas ao interior neste final de semana. Até a noite deste domingo (07) serão nove municípios visitados.

”A Bahia pode ter a primeira vice-governadora e o senador mais jovem da história do estado. Estamos trazendo aqui, hoje, para o povo de Guanambi e para toda a região a oportunidade de eleger Ana Coelho, que quis Deus que tivesse os seus laços familiares, a sua história de vida fincada aqui com este município”, disse Cacá.

”Lugar de mulher é e sempre vai ser onde ela quiser. A Bahia vai ter a chance de ter na sua primeira vice-governadora uma mulher competente, uma mãe exemplar, que é uma empresária de sucesso, tem feito uma transformação muito grande na TV Aratu a qual ela preside, e que vai estar ao lado de ACM Neto fazendo com que a nossa juventude esteja presente no futuro e no destino do povo baiano, a partir de primeiro de janeiro”, completou.

Lula declara ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de R$ 7,4 mi, menor do que em 2018

/ Política

Lula declarou ter um patrimônio de R$ 7, 4 milhões. Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou ter um patrimônio de R$ 7, 4 milhões no registro de sua candidatura ao Planalto no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), neste sábado (6). O valor é inferior ao declarado por Lula em 2018, quando afirmou ter R$ 8 milhões — na época, ele teve a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa e foi substituído por Fernando Haddad (PT). A quantia atualizada pela inflação chega a R$ 10,2 milhões pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Em seu maior bem declarado este ano, o petista disse à Justiça Eleitoral ter R$ 5,5 milhões em aplicação de um modelo de previdência privada, o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A aplicação também era o seu maior bem informado em 2018. Lula afirmou ainda possuir três terrenos, de R$ 265 mil, R$ 130 mil e R$ 2,7 mil. Informou também dois veículos, de R$ 48 mil e R$ 85 mil, e três apartamentos: um de R$ 94 mil e dois de R$ 19 mil.

O ex-presidente listou R$ 179 mil e R$ 250 mil em ”outros bens e direitos”, um depósito bancário em conta corrente no país de R$ 18 mil e dois créditos decorrentes de empréstimo de R$ 200 mil e R$ 50 mil. Além disso, relatou uma aplicação de renda fixa de R$ 185 mil e uma construção de R$ 246 mil.

Já Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, declarou ter R$ 1 milhão em bens. Entre eles, foram listados um apartamento de R$ 323 mil, uma casa de R$ 52 mil, investimentos de R$ 172 mil e R$ 314 mil e dois terrenos, de R$ 110 mil e R$ 30 mil. Na campanha à Presidência da República de 2018, quando foi cabeça de chapa, Alckmin declarou ser dono de um patrimônio de cerca de R$ 1,4 milhão, aproximadamente R$ 1,7 milhão em valores atuais.

O TSE restringiu neste ano a divulgação de informações sobre os bens dos candidatos. Agora, apenas dados genéricos sobre o patrimônio ficam disponíveis no sistema oficial, o que impede saber a localização de imóveis e modelos de veículos, por exemplo. A medida, que tem como base a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e também ocultou os dados relativos às eleições anteriores, é apontada por especialistas como um grave retrocesso na transparência eleitoral.

Os dados de pedido de registro de candidaturas são divulgados a qualquer cidadão no site Divulgacand, da Justiça Eleitoral. Lula também entregou o seu plano de governo ao TSE neste sábado e chamou a política do presidente Jair Bolsonaro (PL) de ”criminosa” e condenou ”ameaças antidemocráticas”. O programa, de 21 páginas, dedica quatro para defender a ”democracia e reconstrução do Estado e da soberania”.

O ex-presidente aparece em primeiro lugar nas pesquisas. Segundo o último Datafolha, de 28 de julho, Lula tem 47% das intenções de voto —18 pontos percentuais a mais que Bolsonaro, com 29%.

 

*por Constança Rezende / Folhapress

 

Michelle assume protagonismo e comanda culto ao lado de Bolsonaro em BH na busca por eleitoras

/ Política

Michelle Bolsonaro assumiu o protagonismo. Foto: Reprodução

Em busca dos votos femininos, a primeira-dama Michelle Bolsonaro assumiu o protagonismo da fala ao eleitorado em um culto religioso em Belo Horizonte na manhã deste domingo (7) ao lado de seu marido, o presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela discursou durante cinco minutos, depois de uma fala breve do mandatário.

”É um momento muito difícil, irmãos. Não tem sido fácil. É uma briga, uma guerra do bem contra o mal. Mas eu creio que nós vamos vencer, porque Jesus já venceu na cruz do calvário”, declarou, repetindo frases que o presidente costuma dizer. Ela continuou afirmando que os dois são apenas um deputado e uma dona de casa, mas ” Senhor viu graça” neles. Disse ainda que antes o Planalto era “consagrado a demônios”, mas hoje é ”consagrado ao Senhor”, e em seguida se referiu ao marido como rei do Brasil.

”Podem me chamar de fanática, podem me chamar de louca. Eu vou continuar louvando nosso Deus. Vou continuar orando […], porque por muitos anos, por muito tempo, aquele lugar foi consagrado a demônios, cozinha consagrada a demônios, Planalto consagrado a demônios. E, hoje, consagrado ao Senhor Jesus”, disse.

”Ali, eu sempre falo e falo para ele [Bolsonaro], quando eu entro na sala dele e olho para ele e para aquela cadeira: essa cadeira é do presidente maior, é do rei que governa essa nação”, acrescentou. Michelle tem intensificado a participação nos atos em favor do marido como forma de melhorar a imagem do presidente juntos às mulheres. Foi assim também na convenção que o sagrou candidato pelo PL, há duas semanas.

Na ocasião, ela fez uma fala repleta de referências religiosas e mencionou, mais de uma vez, o atentado a Bolsonaro em 2018, em Juiz de Fora (MG), repetido neste domingo: ”É uma renúncia estar do outro lado. Pagamos um alto preço. E às vezes até com a vida, como tentaram tirar do meu marido em 2018”, disse em BH. A estratégia pode estar tendo efeito nas pesquisas. No último levantamento do instituto Datafolha, o presidente viu crescer sua intenção de votos entre o público feminino, um dos mais vitais e impermeáveis a ele na corrida eleitoral de 2022. ​

Segundo a nova rodada, realizada em 27 e 28 de julho, Bolsonaro subiu de 21% para 27% nesse grupo em um mês, acima da margem de erro. Ele, porém, ainda perde com larga distância de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tinha 49% antes e oscilou negativamente para 46%. Neste domingo o casal participou da cerimônia em comemoração aos 50 anos de atuação do pastor Marcio Valadão à frente da Igreja Batista da Lagoinha, na capital mineira, e recebeu uma bênção ajoelhado.

Por volta das 9h, uma fila para entrar na igreja dava volta no quarteirão em que fica o templo. A igreja normalmente já fica cheia nos cultos de domingo. A celebração começou às 10h. A maioria dos fiéis não usava camisas amarelas nem com fotos do presidente. Bolsonaro também ampliou sua vantagem sobre Lula entre os evangélicos na última pesquisa, passando agora a ter 43% contra 33% do petista. Pode haver uma intersecção nos segmentos, puxando para cima a intenção do presidente entre mulheres.

 

*por Leonardo Augusto e Júlia Barbon / Folhapress

 

Número de famílias que recebem Auxílio Brasil supera emprego formal em metade das cidades

/ Economia

O número de famílias beneficiárias do Auxílio Brasil supera o de empregados com carteira assinada em metade dos municípios do país. Levantamento realizado pela Folha com dados do Ministério da Cidadania e da Secretaria Especial do Trabalho mostra que, de 5.426 cidades analisadas, 2.728 encontram-se nesta situação (50,3%). Os dados se referem ao mês de junho.

O programa é uma das apostas do governo Jair Bolsonaro (PL) para melhorar a popularidade. O presidente, que disputa a reeleição neste ano, está em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com especialistas, apesar de a taxa de desemprego ter recuado no país no primeiro semestre de 2022, a queda na renda média do trabalhador e a falta de oportunidades de emprego contribuem para manter muitas famílias dependentes da ajuda do governo.

Entre os municípios de maior porte, um exemplo é Nova Iguaçu (RJ), na Baixada Fluminense. A cidade de 825 mil habitantes fechou o primeiro semestre com 83,2 mil trabalhadores empregados formalmente e 114,4 mil famílias beneficiadas pelo Auxílio Brasil, segundo os balanços oficiais dos dois órgãos federais.

Outro exemplo é Belford Roxo (RJ), cidade de 515 mil habitantes também na Baixada Fluminense. A proporção no município era de três famílias atendidas pelo programa de transferência de renda (67,6 mil) para cada habitante formalmente ocupado (21,2 mil). O fenômeno, porém, é muito mais frequente nas cidades pequenas, uma vez que apenas 65 grandes municípios do país concentram metade dos empregos formais, enquanto abrigam, juntos, um terço da população nacional.

Entre as 326 cidades com 100 mil habitantes ou mais, apenas 48 possuem menos celetistas que famílias beneficiadas (14,7%). A análise mostra que 94% dos municípios da região Nordeste possuem mais beneficiários do que empregados. No Norte, são 82,3%. Nas demais regiões, esses percentuais são bem inferiores: 12,9% no Sul, 28,7% no Centro-Oeste e 30,9% no Sudeste.

O levantamento desconsiderou 144 cidades (2,6% do total) devido à ausência ou inconsistências evidentes nos dados de registrados no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). No geral, são cidades pequenas, com baixo nível de desenvolvimento e todas localizadas em estados do Norte e Nordeste, ou seja, com perfil semelhante àquelas com mais auxílios que postos formais.

Paralelamente, o levantamento reforça que a situação é mais comum entre as cidades com menor IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal). O número de empregados é menor que o de famílias beneficiadas em 99,7% das cidades com o índice considerado baixo –isto é, inferior a 0,55 na escala, que vai de 0 a 1.

É o caso de Breves, no Pará. Com um IDHM de 0,503, a cidade conta com uma população de 104 mil habitantes, mas os dados registram apenas 2.793 trabalhadores formais. Em junho, o número de famílias atendidas pelo Auxílio Brasil foi de 20.570. No outro extremo, entre as cidades com o índice considerado muito alto (acima de 0,8), não há nenhuma em que o número de trabalhadores ocupados formalmente seja menor do que o de famílias beneficiadas.

“Esses números não surpreendem, pois estão diretamente associados à estrutura econômica dos municípios brasileiros”, avalia Débora Freire, professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). A economista explica que a maioria dos municípios de pequeno porte é altamente dependente do setor público, tanto na geração de postos de trabalho quanto na transferência de recursos, seja por meio de programas sociais ou de repasses da União e dos estados para a composição de suas receitas.

Para o economista e professor do Insper Sergio Firpo, como essas cidades têm grandes dificuldades de gerar emprego, ficam à margem do crescimento econômico. Sem geração de renda, os moradores ficam mais dependentes do benefício do que em locais com economia mais ativa. “Os municípios mais pobres no Brasil são aqueles em que há muita gente fora da força de trabalho, ou na informalidade, e pouca gente no setor formal. Não é surpreendente que o número de beneficiários seja maior do que o de trabalhadores formais”.

Para Freire, programas de transferência de renda como o Bolsa Família e o Auxílio Brasil são fundamentais para estimular a economia dessas localidades, mas insuficientes para, sozinhos, alterar significativamente o cenário. “Essas políticas têm a capacidade de fomentar principalmente o comércio e uma série de serviços, e por isso são tão importantes. Mas, até que isso se traduza em maior formalidade e se reflita no mercado de trabalho, não é algo rápido.”

Daniel Duque, economista e pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas), lembra que o fenômeno não acontece apenas na zona rural. “Apesar de a informalidade ser um problema maior em regiões rurais e menos densas, nas grandes cidades das regiões metropolitanas há uma carência muito grande de emprego de qualidade dentro da formalidade.”

Ele afirma que os trabalhadores com baixo nível de rendimento procuram trabalho na metrópole, onde há mais oportunidades, mas não consegue arcar com os custos da moradia nessas regiões. “Esses trabalhadores, muito provavelmente, vão precisar acessar um programa social para complementar a renda”.

BENEFICIÁRIOS SUPERAM TRABALHADORES CLT EM 12 ESTADOS

No agregado por estado, o total de benefícios supera o de empregos com carteira assinada em 12 unidades federativas, todas elas das regiões Norte (Acre, Amazonas, Amapá e Pará) e Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe). São os mesmos estados no comparativo publicado em reportagem da Folha de abril.

Em cinco deles, a concessão de benefícios superou a melhoria das vagas formais. Amazonas, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Bahia tiveram mais famílias cadastradas no programa desde então do que novos postos de trabalho criados. Em Alagoas, houve retração no número de empregos. Nos outros seis, o total de famílias atendidas pelo Auxílio cresceu, mas em menor proporção do que o de empregados. Em oito estados, a quantidade de famílias dependentes do Auxílio Brasil caiu em junho, se comparada com fevereiro.

De acordo com o balanço do Ministério da Cidadania, o auxílio, em junho, tinha um tíquete médio de R$ 405,48, considerando os benefícios extraordinários acumulados. Em agosto, as famílias passam a receber parcela mínima de R$ 600. Mas o acréscimo de R$ 200 —previsto para durar até dezembro— chegará defasado aos bolsos dos beneficiados, devido ao aumento da inflação.

Segundo o ministério, 2,2 milhões de famílias foram inscritas no Auxílio Brasil neste mês. Com isso, o benefício passa a contemplar 20,2 milhões de famílias no país. De acordo com os dados da Secretaria do Trabalho, o Brasil fechou o mês de junho com 42 milhões de postos de trabalho formais ocupados, o equivalente a 28% da população em idade economicamente ativa (dos 15 aos 65 anos).

A taxa de desocupação medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no segundo trimestre deste ano foi de 9,3% da população (a menor para o período desde 2015), o equivalente a 10,1 milhões de pessoas. Já o trabalho informal era a realidade de 39,3 milhões de trabalhadores (maior número da série histórica do indicador), o equivalente a uma taxa de informalidade de 40% dos trabalhadores ocupados.

No segundo trimestre, o rendimento habitual do trabalho foi estimado em R$ 2.652, uma queda de 5,1% comparação com o segundo trimestre de 2021. À época, a renda média era de R$ 2.794.

Cristiano Martins, Diana Yukari e Felipe Nunes / Folhapress

Caminhoneiros começam a receber parcelas do benefício emergencial a partir desta terça-feira

/ Trânsito

Os caminhoneiros com CPF válido e cadastrado no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTR-C) até 31 de maio de 2022, na modalidade ”Ativo”’, começam a receber as primeiras parcelas do benefício emergencial aos transportadores autônomos de carga a partir desta terça-feira (9). As informações são da Agência Brasil.

O Benefício Caminhoneiro-TAC tem validade até 31 de dezembro de 2022 e vai ser pago em seis parcelas mensais, no valor de R$ 1 mil. No dia 9 de agosto, os caminhoneiros vão receber duas parcelas, a primeira e a segunda, referentes aos meses de julho e agosto.

“Todos os caminhoneiros com registro ativo até 31 de maio de 2002 serão contemplados com pagamento do benefício”, afirmou o ministro do Trabalho e Previdência, José Carlos Oliveira, ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil.

Os lotes seguintes, de R$ 1 mil (cada), estarão disponíveis para pagamento no dia 24 de setembro, 22 de outubro, 26 de novembro e 17 de dezembro.

Estudo da American Heart mostra que 1 em cada 100 nascidos no mundo tem cardiopatia congênita

/ Saúde

De acordo com os estudos da American Heart Association, em todo mundo, 1 em cada 100 nascidos têm cardiopatia congênita, chegando a 1.35 milhões de doentes por ano. Segundo a Agência Brasil, o acompanhamento pré-natal e o diagnóstico precoce são fundamentais para o tratamento adequado de bebês com o problema.

Segundo o diretor acadêmico da Escola Brasileira de Medicina (Ebramed), Leonardo Jorge Cordeiro, a cardiopatia congênita é uma malformação ou incompleta formação do coração e do sistema circulatório, que pode ocorrer nas primeiras oito semanas de gestação, fase do desenvolvimento embrionário cardíaco.

”Com a complexidade do sistema cardiocirculatório, as alterações podem ser as mais diversas, pois podem se dar pela formação errática ou mesmo não desenvolvimento tanto de cavidades do coração, como problemas nas válvulas, veias e artérias relacionados com o coração”, explicou.

A doença é dividida em dois fatores,  cianóticas e acianóticas. Assim como os demais tipos de doenças cardíacas, há diferentes graus de comprometimento. Assim como há diferentes tipos de tratamentos, procedimentos e cirurgias. Para descobrir se um bebê já desenvolve o problema, o diagnóstico é feito por um ecocardiograma transtorácico, com doppler colorido, preferencialmente por um médico especializado em patologias congênitas.

Atiradores burlam normas e andam armados longe de clubes de tiro, mostram boletins

/ Brasil

Os caçadores, atiradores e colecionadores —conhecidos pela sigla CAC— têm aproveitado os decretos armamentistas publicados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para andarem armados mesmo quando não estão a caminho dos locais de prática de tiro ou caça.

A Folha teve acesso a boletins de ocorrência da PRF (Polícia Rodoviária Federal) em que integrantes da categoria foram flagrados portando armamento em rotas irregulares, mesmo em estados onde não têm residência. Também há caso em que pessoas são flagradas armadas após uso de bebida alcoólica ou com droga.

Até abril, havia 605 mil CACs com registro ativo no Exército e 884 mil armas nas mãos do grupo computadas no Sigma (Sistema de Gerenciamento Militar de Armas), gerenciado pela Força. Uma mesma pessoa pode ter mais de um registro em seu nome, o que eleva o número total de certificados da categoria para 1,2 milhão.

Devido às flexibilizações do governo Bolsonaro para facilitar o acesso a armas, os CACs passaram a ter permissão para carregar armamento no trajeto entre a residência e o local de prática, como clubes de tiro, sem qualquer restrição de rota ou horário. Especialistas alertam que, na prática, essa flexibilização se converteu em uma autorização para o porte informal de armas. Os boletins acessados pela Folha corroboram essa avaliação.

Em uma abordagem da PRF na BR-163, em Santarém (PA), um CAC estava transportando a arma havia 30 dias. Fora de casa havia um mês, ele viajava a trabalho para Colíder (MT), cidade a mais de mil quilômetros. A abordagem foi feita em junho. Com o CAC, foram encontradas uma pistola e anfetamina em quantidade para consumo. O homem admitiu não estar indo a nenhum clube de tiro e declarou aos agentes ter residência em Santa Catarina e Rondônia. Ele foi preso e autuado por porte ilegal de armas e droga.

Em outro caso, na BR-116 em Barra do Turvo (SP), a polícia encontrou uma pistola no veículo. O homem argumentou ser CAC e mostrou a documentação para justificar estar com arma. Na abordagem, ele assumiu que a utilizava para sua proteção em deslocamentos de trabalho, e não para a prática de tiro esportivo. Acabou enquadrado em porte ilegal.

Na manhã de 16 de julho, um CAC estava parado em seu veículo em frente a uma loja de soldas, na BR-364 em Ji-Paraná (RO). De acordo com o boletim, ele exibia sinais de forte nervosismo, com a mão tremendo. Agentes da PRF pediram os documentos do carro, que estavam ao lado de um revólver. O motorista apresentou o certificado de CAC e admitiu não estar indo a um clube de tiro. Ele foi autuado por porte ilegal.

Na BR-153 em Araguaína (TO), um CAC foi abordado para fazer o teste do bafômetro. Quando desceu do carro, os policiais identificaram uma pistola na cintura dele. A documentação que lhe permitia transitar com a arma entre sua casa e o clube de tiro estava vencida. Ele foi encaminhado pela PRF para a delegacia da Polícia Civil por porte ilegal de armamento.

Outra ocorrência se deu em Jataí (GO). Segundo o registro, o atirador se recusou a soprar o bafômetro após assumir que tinha ingerido bebida alcoólica. Na abordagem, filmada por policiais, ele disse ter tomado uma dose na fazenda. O motorista havia sido parado por dirigir em alta velocidade e ultrapassar em local proibido. Ele confirmou estar com arma e munição no carro.

Os agentes registraram apenas uma infração administrativa, justificando orientação da Polícia Civil de Jataí segundo a qual o encaminhamento do envolvido para autoridades policiais só deveria ocorrer se o CAC estivesse “visivelmente embriagado”. A Folha identificou ainda outros três casos de pessoas armadas que, ao serem paradas pela PRF, afirmaram ser CAC. No entanto, elas não apresentaram nenhum documento de comprovação.

“Existe pressão para que o órgão de controle não atue nessa fiscalização, que já é difícil com a norma atual. Quando amplia o entendimento de trajeto e horário, inviabiliza a fiscalização, ainda mais com clube de tiro funcionando 24 horas”, afirma Michele dos Ramos, gerente de advocacy do instituto Igarapé.

“Com todas as brechas abertas pelo Exército a pedido do governo Bolsonaro, era esperado que todas pessoas com interesse em andar armadas, independentemente do motivo, fossem migrar com força para [o registro do] Exército, contaminando o grupo que de fato se interessa pelo esporte, caça ou coleção”, complementa Bruno Langeani, gerente de projetos do Instituto Sou da Paz.

De acordo com Langeani, qualquer crime ou ocorrência que gere uma investigação ou denúncia do Ministério Público é motivo suficiente para abertura de processo para cassação da licença para ter arma, seja na Polícia Federal ou no Exército. Em nota, o Exército disse que a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados atua de forma integrada com os órgãos de segurança pública. ”Cada denúncia que provém dos órgãos de segurança pública, inclusive da PRF, é analisada à luz da legislação e existem casos de cancelamento [do registro de CAC] em função de irregularidades.”

Segundo dados obtidos via LAI (Lei de Acesso à Informação), somente em 2021 foram 1.426 ocorrências na PRF por porte ilegal de armas contra 980 em 2018, antes do governo Bolsonaro. O aumento foi de 45% em três anos. A Folha pediu à PRF dados do número de CACs autuados por porte ilegal de armas, mas a corporação disse não possuir filtro para esse tipo de informação consolidada.

Agentes da PRF ouvidos reservadamente dizem que há grande quantidade de casos de CACs identificados transitando com arma para outras finalidades que não a ida ao clube de tiro. Relatam ainda que muitos agentes temem fazer abordagens rígidas em CACs devido à forte pressão de membros do governo em favor dos atiradores, caçadores e colecionadores.

Um dos aliados do Planalto que atua mais diretamente com a PRF é o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente da República. Em setembro do ano passado, ele chegou a promover uma reunião entre o presidente do grupo armamentista Proarmas, Marcos Pollon, e o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, para tratar das abordagens aos CACs.

Na ocasião, Eduardo criticou as ações da PRF e disse que atiradores e caçadores não precisam comprovar os trajetos feitos. Numa publicação nas redes sociais, ele também anunciou que a PRF editaria um manual para orientar os policiais sobre ações envolvendo CACs. Uma normativa da PRF sobre o tema foi publicada dois dias após o encontro entre Eduardo, Pollon e Vasques.

Questionada, a corporação disse que foram expedidas orientações de como proceder em abordagem a CACs, mas que o material não poderia ser disponibilizado “por conta do dever legal de guardar sigilo sobre informações sensíveis que possam vir a ferir a segurança orgânica da instituição e de seus servidores”.

A Folha teve acesso à nota técnica. Entre os principais pontos, ela estabelece que CACs que sejam flagrados com armas fora do caminho para o local de prática devem responder a uma mera infração administrativa.

A Justiça Federal de São Paulo deu uma liminar, em outubro do ano passado, suspendendo os efeitos desse trecho da nota técnica. A ação popular foi movida pelo deputado Ivan Valente (PSOL-SP). A União recorreu da decisão, mas o pedido foi negado pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região).

Raquel Lopes / Folhapress