Bahia registra 409 casos de Covid-19 e mais 7 óbitos, diz boletim epidemiológico da SESAB

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 409 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,03%), 2.560 recuperados (+0,16%) e 7 óbitos. Dos 1.633.447 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.586.122 já são considerados recuperados, 17.140 encontram-se ativos e 30.185 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações.

O boletim epidemiológico deste domingo (17) contabiliza ainda 1.931.579 casos descartados e 354.475 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até às 17 horas deste domingo. Na Bahia, 66.778 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Até o momento a Bahia contabiliza 11.635.138 pessoas vacinadas com a primeira dose, 10.735.312 com a segunda dose ou dose única, 6.542.789 com a dose de reforço e 1.103.524 com o segundo reforço. Do público de 5 a 11 anos, 991.450 crianças já foram imunizadas com a primeira dose e 582.742 já tomaram também a segunda dose.

Funcionário da Prefeitura de Itapebi morre em acidente com caminhão de Ipiaú na BR-101

/ Trânsito

Vítima conduzia um carro de passeio, Fiat Argo. Foto: Itapebi Acontece

Um funcionário público da cidade de Itapebi, no sul da Bahia, morreu após o carro em que dirigia se envolver em um acidente com outros dois veículos, na na altura do km 670 da BR-101. O trecho fica no município de Itapebi. O caso aconteceu por volta de 4h deste domingo (17).

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, publicadas pelo site G1, Valder Alves de Souza Neto, de 24 anos, conduzia um carro de passeio, modelo Fiat Argo, que seguia para Itapebi. Em uma curva, o veículo invadiu a faixa contrária e bateu de frente com um caminhão.

Um outro carro de passeio, modelo Fiat Uno, que também trafegava em direção a Itapebi, bateu no carro que era dirigido por Valder Neto.

Com o impacto, o carro conduzido pelo servidor da prefeitura de Itapebi saiu da pista e capotou. Valder Alves de Souza Neto morreu no local. Ele era funcionário da Secretaria de Saúde da cidade.

Um passageiro que estava no carro com o servidor foi resgatado com ferimentos graves e encaminhado ao Hospital Regional de Eunápolis. Não há mais detalhes sobre o seu estado de saúde.

O motorista do caminhão, com placa de Ipiaú, também no sul da Bahia, não teve ferimentos. Duas pessoas estavam no Fita Uno, com placa de Itapebi. Uma delas não ficou ferida, enquanto a outra teve um lesão leve.

Mulher de 26 anos morre após acidente no sul da BA; vítima e outro condutor não tinham habilitação

/ Trânsito

Acidente aconteceu na BA 290, em Itanhém. Foto: Jan Santos

Uma mulher de 26 anos, identificada como Fernanda Silva de Souza Santos, morreu após se envolver em um acidente automobilístico no KM 3 da BA 290, na zona rural de Itanhém, no sul da Bahia. A rodovia liga a sede da cidade ao distrito de Batinga.

O acidente aconteceu por volta das 3h30 deste domingo (17), quando a motocicleta conduzida por Fernanda Silva de Souza Santos foi atingida por um carro de passeio.

Policiais militares foram acionados para registrar a ocorrência e ao chegarem no local, encontram a motocicleta ainda em chamas e mulher próxima do veículo, com diversas escoriações.

Uma ambulância do SAMU chegou em seguida, porém após atendimento, foi constatado o óbito da mulher. Ainda segundo a PM, o carro envolvido foi localizado parado em rua da cidade.

O condutor do veículo foi identificado. Ele seria morador do bairro Leopoldina Botelho, também em Itanhém. No entanto, não há informações se ele teria se apresentado na delegacia. De acordo com a Polícia Militar local, nem a motociclista, nem o motorista do carro de passeio teriam habilitação para dirigir. Com informações do G1

Programa Fantástico da Globo derruba liminar que proibia matéria sobre Luva de Pedreiro

/ Entretenimento

Iran Santana segue em evidência. Foto: Reprodução/Instagram

A edição deste domingo (17) do programa Fantástico, da Rede Globo, promete revelar detalhes sobre a disputa judicial entre Iran Santana Alves, o Luva de Pedreiro, e seu antigo empresário, Allan de Jesus. A atração televisiva estava proibidade de divulgar alguns dados pela Justiça, mas emissora anunciou neste domingo que a liminar  que determinava essa restrição foi derrubada.

Atualmente empresariado pelo ex-jogador de Futsal Falcão, Luva de Pedreiro afirmou que assinava os contratos na época de Allan de Jesus sem saber o conteúdo. O ex-parceiro nega a acusação.

Iran Alves ficou conhecido por vídeos na internet em que jogava com o equipamento de construção civil, e não a luva adequada ao futebol, a qual não podia comprar por causa do preço. Fonte: G1

Polícia do Paraná se justifica após ausência de crime político no inquérito sobre petista

/ Polícia

Marcelo Aloizio de Arruda (à esq.) e o policial Jorge Guaranho

Após receber críticas de familiares de Marcelo Arruda e dirigentes de partidos de esquerda, a Polícia Civil do Paraná divulgou uma nota neste domingo (17) justificando porque o assassinato do petista não foi enquadrado como crime político. Segundo o texto do órgão, não há nenhuma qualificadora específica para motivação política prevista em lei, ”portanto isto é inaplicável”.

”Também não há previsão legal para o enquadramento como ‘crime político’, visto que a antiga Lei de Segurança Nacional foi revogada pela nova Lei de Crimes contra o Estado Democrático de Direito, que não possui qualquer tipo penal aplicável”.

O guarda municipal Marcelo Arruda foi assassinado durante uma festa com temática do PT, no sábado (9). Um policial penal bolsonarista invadiu a sua festa de aniversário de 50 anos e atirou no militante petista. O caso ocorreu na cidade de Foz do Iguaçu (PR).

Durante a ação, o petista reagiu e efetuou disparos contra seu agressor, identificado como Jorge José da Rocha Guaranho. O atirador permanece internado em estado grave, mas estável. Segundo os relatos à polícia, Jorge passou de carro em frente ao salão de festas dizendo ”aqui é Bolsonaro” e ”Lula ladrão”, além de proferir xingamentos. Ele saiu após uma rápida discussão e disse que retornaria.

De acordo com as testemunhas, Marcelo então foi ao seu carro e pegou uma arma para se defender. Jorge de fato retornou, invadiu o salão de festas e atirou em Marcelo. Na sexta-feira (15), a Polícia Civil do Paraná anunciou a conclusão do inquérito que investigou em menos de uma semana o caso. De acordo com a polícia, o crime teve motivo torpe e, tecnicamente, não será enquadrado como crime de ódio, político ou contra o Estado democrático de Direito, por falta de elementos para isso.

Na nota divulgada nesse domingo, a Polícia Civil do Paraná justifica que o inquérito policial da morte do guarda municipal foi concluído com o autor sendo indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e perigo comum.

”A qualificação por motivo torpe indica que a motivação é imoral, vergonhosa. A pena aplicável pode chegar a 30 anos”, diz o texto. ‘Portanto, o indiciamento, além de estar correto, é o mais severo capaz de ser aplicado ao caso”.

A polícia afirma ainda ser uma instituição de Estado e com atuação pautada ”exclusivamente na técnica. Opiniões ou manifestações políticas estão fora de suas atribuições expressas na Constituição Federal”.

Especialistas ouvidos pela reportagtem, afirmam que não há na legislação brasileira tipos penais específicos de crime de ódio com motivação política e nem de crime político de matar adversário partidário ou ideológico.

Mas o caráter político pode ser considerado motivo torpe ou fútil do homicídio e elevar a pena de prisão ao máximo previsto na legislação brasileira, que é de 30 anos. Eles apontam ainda que a motivação política de um delito é diferente de um crime político –que poderia ser aplicável no caso de violações contra o Estado democrático de Direito.

A advogada criminalista Ana Carolina Moreira Santos explica que o conceito de motivo torpe está mais ligado a condutas imorais, e o de motivo fútil se aproxima mais da ideia de banalidade, insignificância e desproporção entre o crime e a causa.

Ambas situações qualificadoras estão previstas no artigo 121 do Código Penal. A pena do homicídio simples vai de 6 a 20 anos de prisão, mas, se praticado com motivo torpe, como no caso do bolsonarista em Foz do Iguaçu, a punição sobe para 12 a 30 anos.

Em geral, crimes de ódio são entendidos como aqueles que envolvem a aversão a determinados grupos e segmentos da população. Não existe na legislação brasileira, contudo, a previsão específica de crime de ódio. Assim, não há um tipo penal expresso denominado crime de ódio com motivação política.

”Apesar da ausência desse rótulo específico, há normas no direito brasileiro que se enquadram ou podem incidir nesses casos”, explica o advogado criminalista Vinícius Assumpção. Ele aponta que o homicídio praticado com base em ódio a determinado grupo político pode ser considerado como crime qualificado. Isso porque, neste caso, o ódio político seria considerado como motivo fútil ou torpe.

A família de Marcelo se pronunciou por meio de seu advogado, Ian Vargas. Ele disse que eles aguardam o resultado das demais investigações em andamento, como a perícia no celular de Jorge. Segundo o representante dos familiares, tanto nos relatos das vítimas quanto das testemunhas houve a intolerância política, que resultou na violência contra Marcelo. ”Ele [Marcelo] era uma pessoa estranha, não era convidado [da festa], não trabalhava lá, invadiu o local e cometeu o crime brutal”, diz Vargas.

A celeridade dos trabalhos e a falta de enquadramento como crime político foram alvos das críticas de outros aliados do ex-presidente Lula. A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou por sua vez que a conclusão das autoridades paranaenses é ”açodada e contraditória aos fatos” e que ela significa ”mais um incentivo aos crimes de ódio e à violência política comandadas por Bolsonaro”.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), líder da bancada do partido na Câmara, afirmou à Folha que a conclusão da polícia ”não contribui para a pacificação das eleições no Brasil”. ”O inquérito nega a verdade e ajudará aumentar a escalada da violência incentivada pelo Bolsonaro”, disse ele.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), importante peça na campanha presidencial de Lula, afirmou que a polícia tenta minimizar o caso. ”A Polícia Civil do Paraná concluiu que não foi crime político porque não impediu ninguém de exercer seus direitos. Fica difícil Marcelo exercer esses direitos estando morto, não? Negar a natureza de crime de ódio ao caso é uma tentativa covarde de apagar essa tragédia!”, escreveu nas redes sociais.

Em nota, o PT do Paraná afirmou que o ”encerramento apressado das investigações” é uma ofensa à família de Marcelo, além de um “prognóstico preocupante de conivência das autoridades com os futuros episódios de violência que ameaçam as eleições deste ano”.

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) foi na mesma linha. ”Um atípico inquérito a jato, para uma conclusão estapafúrdia, que confronta fatos e evidências visíveis a olho nu. É lamentável que um delegado se preste a fazer o jogo bolsonarista, em detrimento de seus deveres”, escreveu.

Tayguara Ribeiro/Folhapress

Confusão legal criada por governo Bolsonaro abre brecha para porte de arma automático a CACs

/ Brasil

”Parabéns ao atirador. Parabéns ao juiz. Parabéns à população por se armar”. Foi com frases desse tipo que grupos pró-armas comemoraram nas redes sociais a decisão de um juiz estadual que anulou a prisão em flagrante, por porte ilegal de arma, de um comerciante registrado como CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador) que matou um suspeito durante tentativa de assalto em Jundiaí (a 58 km de São Paulo) no final do mês passado.

O delegado considerou ser crime o atirador esportivo, mesmo agindo em legítima defesa, andar com uma pistola dentro do carro sem estar a caminho de um estande de tiro. Voltava, à noite, de uma pizzaria dele. O juiz Orlando Haddad Neto discordou, porém, dessa interpretação e mandou devolver a arma, a documentação e, ainda, o dinheiro da fiança (R$ 6.060).

”A despeito dos respeitosos fundamentos trazidos pela autoridade policial, não há elementos iniciais que permitam uma conclusão, ainda que provisória, a respeito da irregularidade do porte de arma do indiciado”, diz trecho da decisão.

Para especialistas ouvidos pela reportagem, a decisão do magistrado é o retrato extremado de uma insegurança jurídica instalada no país com a série de atos normativos publicados no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) que, na prática, enfraqueceram um dos principais pilares do Estatuto do Desarmamento: a proibição de o cidadão comum andar armado.

A ”bagunça” jurídica, como os especialistas tratam a atual situação sobre as leis envolvendo armas, ganha novos contornos neste ano com a chuva de projetos apresentados por parlamentares em assembleias estaduais e até em câmaras municipais que tentam garantir ao CAC o direito de andar armado.

”Tem essa história da subjetividade de se estabelecer o que é e o que não é esse trajeto entre a casa e o local de tiro. Isso fez com que, na prática, os mais de 450 mil CACs no Brasil ganhassem porte de arma automático, simplesmente pelo fato de serem caçadores ou atiradores”, diz Ivan Marques, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e especialista no tema.

Essa insegurança jurídica, ainda segundo Marques, é o que acaba opondo juízes e policiais, como o caso de Jundiaí. ”Não diria que há uma zona cinzenta, mas uma zona mesmo. Zona ponto. É uma bagunça. Acho que esse foi um pouco o objetivo do governo federal ao criar mais de 30 atos normativos, entre decretos, atos administrativos, regulações e portarias. É uma bagunça danada.”

De acordo com levantamento do Instituto Sou da Paz, o governo federal já publicou 17 decretos presidenciais, 19 portarias (incluindo do Exército e da PF), 3 instruções normativas, 2 projetos de lei e 2 resoluções. As medidas, no geral, ampliam o acesso da população a armas e munições e, por outro lado, enfraquecem os mecanismos de controle e fiscalização de artigos bélicos.

Um outro levantamento, do Sou da Paz e do Instituto Igarapé, revela que em todas as 27 unidades da Federação há projetos nas assembleias legislativas que tratam do tema, a maioria para tentar garantir porte de armas aos CACs, embora esse seja assunto de competência exclusivamente federal.

De acordo com o pesquisador Felippe Angeli, um dos responsáveis pela pesquisa, 90% desses projetos foram apresentados neste ano por parlamentares ligados ao grupo pró-armas e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que, segundo ele, visitou as assembleias e articulou esse movimento.

Ainda segundo Angeli, mesmo inconstitucional, e passível de ser derrubada no STF, essa legislação estadual consegue promover os parlamentares ligados ao tema, aquece o debate sobre o uso de armas no país e, também, fortalece a política do governo federal que ele chama de ‘óleo na pista”.

”No caos, eles reinam. […] Essa grande confusão sobre o tema foi instalada a partir de Bolsonaro. Eles nunca revogam [os decretos anteriores], o que poderiam fazer numa canetada, um para colocar outro no lugar. Eles ficam revogando pontos, o que fica um emaranhado”, disse.

O STF já analisa a situação dos CACs no país, incluindo a posse e o porte, mas a discussão está parada.

A maioria das propostas busca, nos estados, o reconhecimento de que os CACs desempenham atividade de risco e, assim, necessitam de porte de arma de fogo para garantir a integridade física.

”Este projeto de lei […] pretende resolver, de uma só vez, os problemas de segurança pública e segurança jurídica decorrentes do fato de que os membros desta categoria, os CACs, não vêm tendo assegurado o porte de suas armas de fogo”, diz trecho do projeto apresentado por parlamentares de São Paulo.

Para o delegado e apoiador de CACs Gustavo Galvão Bueno, da Polícia Civil de São Paulo, a confusão das leis de armas obriga, muitas vezes, as pessoas a criarem subterfúgios para garantir direitos legítimos, como deveria ser, segundo ele, o porte de armas no Brasil.

”É muito difícil a pessoa obter o porte. Aí, por conta disso, o que as pessoas fizeram? Acabaram utilizando a posse [de arma] como uma maneira de flexibilizar [a lei], e atingir os seus direitos de portar uma arma de fogo. Criou-se, por exemplo, os estandes de tiro 24 horas para a pessoa justificar o trânsito da arma de madrugada. Aí, ela diz que estava indo ao estande de tiro”, disse.

Isso poderia ser resolvido, ainda segundo ele, com a flexibilização do porte de arma, criando critérios objetivos de quem pode e quem não pode. Como está atualmente, afirma Bueno, tanto o delegado quanto o juiz de Jundiaí tomaram decisões plenamente justificáveis.

”Essa bagunça legislativa torna também difícil para o cidadão saber como ele deve ser portar”.

DA CASA PARA O ESTANDE

O porte de trânsito é um documento que permite ao CAC levar consigo uma arma municiada de casa para o estande de tiros, onde pratica a pontaria. Ele foi criado em 2017, ainda no governo Michel Temer (MDB), mas limitava esse trânsito a horários específicos e percurso pré-determinado.

”O governo Bolsonaro estendeu o porte de trânsito para todo território nacional. Estendeu a todo o Brasil, a qualquer horário”, diz Ivan Marques. Com a mudança, não é mais preciso ter um percurso fixo.

Para a advogada Isabel Figueiredo, também do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a insegurança jurídica com esse importante tema é preocupante porque prejudica, inclusive, a fiscalização pelas forças policiais. Ela é contra a flexibilização do porte de arma com solução do problema.

”Dizem que a população brasileira está se armando. Não. Primeiro, porque a população brasileira não tem dinheiro nem para comprar leite. E 70% são contra as armas. Quem está se armando são esses malucos, o que significa um perigo horroroso”, disse ela, referindo-se a pesquisa Datafolha.

Procurada, a Polícia Militar de São Paulo informou que, no caso de um policial eventualmente se deparar com um CAC portando arma em um caminho claramente diferente da rota de um estande, ”há a condução ao distrito policial”, com fundamento no Estatuto do Desarmamento.

Já a Polícia Civil informou que situações envolvendo CACs são analisadas caso a caso, e as deliberações são tomadas pelos delegados de acordo com as convicções e poder de discricionariedade.

Procurado via Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz Orlando Haddad Neto não respondeu se considera que a decisão dele afronta o Estatuto do Desarmamento.

Rogério Pagnan/Folhapress

Bahia tem mais de 11 milhões de eleitores aptos a votar nas eleições deste ano, segundo o TSE

/ Bahia

A Bahia tem 11,2 milhões de eleitores (11.291.528) aptos a votar nas eleições deste ano, segundo informou, na sexta-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a Corte Eleitoral, a Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do país, atrás dos estados de São Paulo (34.667.793), Minas Gerais (16.290.870) e Rio de Janeiro (12.827.296).

Entre os municípios brasileiros, Salvador tem o 5° maior colégio eleitoral do Brasil com mais de 1,9 milhão de eleitores (1.983.198). Fica apenas atrás de São Paulo (9.314.259), Rio de Janeiro (5.002.621), Brasília (2.203.045) e Belo Horizonte (2.006.854).

Suplente em Câmara de Vereadores é morto em carro alvejado com cerca de 30 tiros em Ipirá

/ Polícia

Lourivaldo Pereira Leite foi assassinado a tiros. Foto: Rede social

Um homem foi foi assassinado a tiros na madrugada desse sábado (16) em Ipirá. De acordo com informações, o homem foi identificado como Lourivaldo Pereira Leite, popularmente conhecido como ”Nem do Povo”.

O blog Caboranga Notícias indicou que, pelas imagens que circulam, é possível ver que tanto a vitima quanto o veículo que ela dirigia, foram atingidos por vários disparos de arma de fogo.

O crime aconteceu na Avenida Anísio Dultra, popularmente conhecida como ”Orla” e até o início da manhã deste sábado, o veículo quanto o corpo da vítima permaneciam no local do crime, aguardando a chegada do DPT. A polícia ainda não se sabe a motivação do crime.

Lourivaldo tinha 33 anos e foi candidato a vereador em Ipirá nas eleições de 2020, não conseguindo êxito em sua candidatura. Em nota, a empresa funerária PAF São Paulo informa que o corpo será velado no Centro de Velórios PAF e o sepultamento será neste sábado (16) as 16h30. Com informações do site Bahia Notícias

”O que estão fazendo comigo é uma covardia muito grande”, desabafa Tirulipa na rede social

/ Entretenimento

Alvo de investigações do Ministério Público por conta de uma suposta relação com a Betzord, o comediante Tirulipa usou suas redes sociais para desabafar sobre o caso. Ele também se defendeu e afirmou que a acusação de seu envolvimento com a organização criminosa se trata de uma ”fake news”.

”Tenho 26 anos de carreira, não duraria tantos anos se eu não usasse com a verdade. O que estão fazendo comigo é uma covardia muito grande. Fake News essa notícia que saiu que tinha envolvimento com alguma coisa criminosa”, disse o comediante.

Emocionado, Tirulipa desabafou para seus fãs nos stories e afirmou que “dará um tempo” da internet e afirmou estar chateado com ”certas pessoas” que desejam sujar seu nome.

”Quero dizer pra vocês que preciso me recompor, preciso dar um tempo aqui. Vou para meu Porto Seguro que é minha família. Eu sou ser humano, tenho coração e também sinto quando batem em mim, tenho meus sentimentos”, desabafou Tirulipa.

De acordo com a assessoria jurídica do artista, o humorista não possui qualquer envolvimento com a empresa investigada e apenas realizou uma ação de divulgação pontual para a empresa de apostas em 2011.

Outro alvo da operação foi a influencer Deolane Bezerra, que chegou a ter dois carros no valor de R$ 1,6 milhão apreendidos pela polícia (veja aqui).

Covid-19: Brasil registra 40.149 novos casos e 205 mortes em 24 horas, diz o Ministério da Saúde

/ Saúde

As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 40.149 novos casos de covid-19 em 24 horas em todo o país. De acordo com os órgãos, foram confirmadas também 205 mortes por complicações associadas à doença no mesmo período. 

Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada neste sábado (16). De acordo com a pasta, Distrito Federal, Maranhão Minas Gerais e  Mato Grosso do Sul não atualizaram os dados sobre óbitos neste boletim. Já Mato Groso, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins não atualizaram nenhum dado.

Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia soma 33.290.266

O número de casos em acompanhamento de covid-19 está em 1.084.419. O termo é dado para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não tiveram alta e nem resultaram em óbito.

Com os números de ontem, o total de óbitos alcançou 675.295, desde o início da pandemia. Ainda há 3.206 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação se a causa foi covid-19 ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 31.530.552 pessoas se recuperaram da covid-19. O número corresponde a 94,7% dos infectados desde o início da pandemia. Da Agência Brasil

Baianão Série B: Jequié empata com o Itabuna (1×1) em Ipiaú e leva decisão para o Waldomirão

/ Esporte

Itabuna e Jequié, terminou empatada em 1 a 1. Foto: ADJ

A primeira partida da semifinal da Série B do Campeonato Baiano, disputada na tarde deste sábado (16), no estádio Pedro Caetano, na cidade de Ipiaú, entre Itabuna e Jequié, terminou empatada em 1 a 1 e o jogo de volta, no próximo domingo (14), definirá a equipe classificada para a fase decisiva, seja qual for o resultado no tempo normal, que se terminar em novo empate, será conhecido o vencedor na cobrança de pênaltis.

A equipe do Itabuna, que mudou o seu mando de campo para Ipiaú, abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo, numa cobrança de pênalti, assinalado pelo árbitro Reinaldo Silva de Santana, após a bola tocar na mão de Júnior Bahia.

Jucimar cobrou deslocando o goleiro Lupitinha. Na etapa final o lateral Paulinho, fez uma boa incursão pelo lado direito e cruzou a bola na pequena área, com o artilheiro Kel Baiano levando a melhor com os zagueiros adversários para decretar o resultado final da partida.

Pelo Grupo 3 da semifinal, neste domingo (17), o Juazeiro receberá a visita da Jacobinense, no estádio Adauto Moraes.

Assista abaixo os gols de Itabuna 1×1 Jequié, com imagens da TVE Bahia, que transmitiu a partida ao vivo da cidade de Ipiaú. Com informações do Jequié Repórter

Com gols de Ignácio e Raí, Bahia vence o Guarani no Brinco de Ouro pelo Brasileiro Série B

/ Esporte

O Bahia conquista 33 pontos na Série B. Foto: Luciano Claudino

Após passar dois jogos com empates, o Bahia voltou a vencer na disputa da Série B. Dentro do Brinco de Ouro, em Campinas, o Tricolor superou o Guarani por 2 a 0 na noite deste sábado (16), pela 18ª rodada da competição nacional.

Com o resultado, o Esquadrão de Aço vai aos 33 pontos, na terceira posição, abrindo sete pontos de vantagem para o Sport, quinto colocado. A equipe volta a jogar na próxima terça-feira (19), às 19h, contra o CRB na Arena Fonte Nova. *Bahia Notícias

Diferença entre ACM Neto e Jerônimo é de apenas 7 pontos, diz pesquisa AtlasIntel, segundo A Tarde

/ Política

Pesquisa mostra ACM Neto com 39,7% e Jerônimo com com 32,6%.

Apenas sete pontos percentuais separam os pré-candidatos ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT). É o que revela a primeira pesquisa eleitoral da AtlasIntel sobre cenário baiano, contratada pelo Grupo A TARDE. A distância pode ser ainda menor considerando que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

O ex-prefeito de Salvador tem 39,7% das intenções de votos, seguido de perto pelo petista, com 32,6%. João Roma (PL) aparece em terceiro lugar, com 10,5%. Kleber Rosa (PSOL) e Giovani Damico (PCB) obtiveram, respectivamente, 2,1% e 0,2% da preferência. Votos brancos e nulos somaram 6,8%. Já os entrevistados que não souberam responder representam 8,2%.

O questionário aplicado pela AtlasIntel foi feito de forma estimulada, quando são mostrados os nomes dos pré-candidatos. A proximidade entre Neto e Jerônimo pode ser explicada, segundo o CEO da empresa, o cientista político Andrei Roman, pelo fato de a pesquisa apresentar o partido de cada político.

”Jerônimo tem um desempenho bastante estimulado pela transferência de votos do Lula e do Rui Costa, duas figuras políticas com muito boa aprovação na Bahia. Ocorre uma associação direta ao PT. Ele [Jerônimo] é menos conhecido do que ACM Neto, por exemplo. Mas você saber que ele é do PT ou não pode fazer uma diferença maior do que para o ACM Neto você saber se ele é ou não do União Brasil, porque o PT tem um nível de preferência partidária que o União Brasil não tem”, explica Roman.

Por outro lado, ele avalia que ACM Neto pode se beneficiar pelo “voto útil” dos eleitores de Bolsonaro. ”Por mais que João Roma esteja mais alinhado com Bolsonaro, ele não consegue ser associado diretamente a Bolsonaro por causa do nome do partido, que não é conhecido. Então, essa rivalidade entre o grupo de Neto e o PT pode fazer os eleitores bolsonaristas, do ponto de vista estratégico, enxergarem mais chances de Neto se eleger governador”.

Roman acrescenta que a eleição ao Governo da Bahia guarda diferentes motivações em relação ao plano nacional. ”É bastante interessante no contexto da Bahia, diferente de outros estados, porque estamos falando não tanto de uma briga de rejeições. No caso nacional, entre Lula e Bolsonaro quem tiver menos rejeição vai ganhar. Mas, no caso da Bahia, é mais uma briga de níveis altos de aprovação. ACM Neto tem uma boa imagem, é conhecido e o fato de ter uma rejeição baixa é muito bom para ele. Mas o Rui Costa e o Lula também têm uma boa imagem e vão tentar ao longo da campanha transferir votos para o Jerônimo. Nesse processo, a tendência é essa transferência andar bem e Jerônimo crescer cada vez mais”, pondera.

Segundo turno

A pesquisa também fez uma simulação de segundo turno entre os três pré-candidatos mais bem colocados. Num primeiro cenário, Neto venceria Jerônimo por 47% a 33,7%. Contra Roma, a diferença seria maior, de 51,5% a 17%. No terceiro cenário, entre Jerônimo e Roma, a pesquisa aponta vitória do petista, com 40,7%, contra 19,7% dos votos de Roma.

Na avaliação do CEO da AtlasIntel,  ACM Neto tem uma grande vantagem, mas não a maioria dos eleitores. ”É um vantagem construída com alto nível de indecisos.  No momento em que esses indecisos vão se decidindo pela frente, essa vantagem que ele tem pode se manter, se ele fizer uma excelente campanha, ou pode diminuir. Eu diria que, mesmo ele fazendo uma bela campanha, a tendência é essa vantagem diminuir por conta desse nível muito grande de desconhecimento dos outros candidatos. Então, provavelmente, o que a gente vai ver é uma diminuição dele tanto no primeiro quanto num eventual segundo turno. Mas, é muito importante pontuar que ele tem amplo espaço para continuar na frente mesmo que os outros candidatos melhorem o desempenho”, destaca.

O AtlasIntel também sondou os eleitores sobre a disputa presidencial. O pré-candidato do  PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vence com folga na Bahia, com 64,8% dos votos, contra 23,1% que preferem o presidente Jair Bolsonaro (PL).

”A hegemonia de Lula na Bahia deve se manter. Ele deve vencer no estado com uma grande diferença de votos para Bolsonaro. Agora, o eleitor que compõe com Neto tem chance maior de mudar de voto de Lula para Bolsonaro. Do mesmo jeito que Lula ajuda o Jerônimo, o ACM Neto pode ajudar o Bolsonaro. Mas, provavelmente, o Lula ajuda mais o Jerônimo porque a rejeição de Bolsonaro é muito maior”, avalia Roman.

”O governo por 16 anos não priorizou gerar empregos no interior do estado”, diz ACM em Sapeaçu

/ Política

ACM em ato político realizado em Sapeaçu. Foto: Assessoria

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) disse neste sábado (16) que o governo do estado nos últimos 16 anos não priorizou uma política para gerar empregos no interior do estado, sobretudo nas menores cidades. ”Não há uma política para ajudar o homem do campo, para levar industrialização aos municípios”, disse em ato político realizado em Sapeaçu pela manhã.

”A gente sabe que no interior muitas pessoas carecem de oportunidade de trabalho. No passado, trabalhamos muito por isso nos governos de ACM e de Paulo Souto. E agora, olhando para o futuro, vamos retomar essa política. Quero retomar o programa que deu certo no final da década de 90, início dos anos 2000 e que depois simplesmente parou por 16 anos”, disse o pré-candidato a governador.

Neto e Cacá Leão (PP), pré-candidato ao Senado, foram recebidos pelo prefeito Dr. George (União Brasil). Eles caminharam pelas ruas de Sapeaçu, acompanhados por uma multidão de moradores. Foram abraçados, puxados e pararam para tirar diversas fotos no caminho.

Neto disse que, se eleito, terá um olhar especial para as oportunidades em pequenos municípios. ”O governador vai se deslocar por todo o Brasil, vai viajar o mundo todo para trazer empresas. Vai dizer aos empresários: venham para a Bahia porque esse é um estado que oferece condições de empreendedorismo, é um estado competitivo que assegura obras de infraestrutura e garante segurança jurídica”, afirmou.

O ex-prefeito de Salvador ouviu de Dr. George a principal demanda do município: recuperar as indústrias. Sobretudo um galpão que está fechado na cidade e que pode receber uma fábrica.

”Quando conversei com o prefeito sobre o que Sapeaçu precisava”, ele disse ‘Neto,”quero que você me ajude a recuperar essa fábrica. Nos dois últimos anos de meu mandato, quero sua parceria para correr atrás de uma empresa que possa se instalar em Sapeaçu e gerar emprego e renda para melhorar a vida do povo de Sapé. E é isso que vamos fazer”, afirmou Neto em discurso.

Em outras cidades, o pré-candidato tem reforçado a necessidade de que a industrialização do interior seja retomada. Ele fala em iniciar um novo ciclo de investimentos focado na geração de empregos e renda. Em Terra Nova, na última quinta-feira, por exemplo, ele visitou a Alçatec, fábrica de materiais sintéticos que ajudou a inaugurar através de uma emenda em 2005, quando era deputado federal.

”Nos últimos anos vimos os investimentos indo embora, vimos empresas fecharem as suas portas. E vimos o governador de braços cruzados enquanto outros estados no Nordeste como Pernambuco e Ceará crescerem muito mais do que cresceu a Bahia. É hora de levar adiante um grande programa de industrialização no interior da Bahia para retomar esse protagonismo”, disse.