”No Brasil dos que cultivam o ódio, o 2 de julho é todo dia”, diz Lula em evento com Rui e Jerônimo

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou seu discurso na Arena Fonte Nova, neste sábado (2), para comparar a atual situação do país com a luta pela independência travada pela Bahia. ”No Brasil dos que cultivam o ódio e a mentira, o 2 de julho é todo dia. E não haverá paz, se não houver luta”, defendeu o pré-candidato ao Palácio do Planalto.

No texto, Lula aproveitou para fazer um afago às Forças Armadas, que estão entre as principais bases de apoio do principal concorrente do petista nas eleições deste ano, o presidente Jair Bolsonaro.

”O Brasil independente e soberano que queremos não pode abrir mão das suas Forças Armadas. Não apenas bem treinadas e equipadas, mas sobretudo comprometidas com a democracia. Cabe às Forças Armadas atuar na defesa do território nacional, do espaço aéreo e do mar territorial, cumprindo estritamente o que está definido pela Constituição”, defendeu.

Entre as propostas citadas por Lula estavam ainda a revogação do teto de gastos, a defesa de estatais como Petrobras e Correios, e a defesa da Amazônia. ”Chico Mendes, Bruno Pereira, Dom Phillips, Dorothy Stang e tantos outros heróis e heroínas que perderam suas vidas na defesa da Amazônia jamais serão esquecidos”. Com informações do site Bahia Notícias

ACM Neto ironiza eventual ofuscamento de candidatos com presença de presidenciáveis

/ Política

Pré-candidato ACM durante desfile do 2 de Julho. Foto: Divulgação

”Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo. E todo mundo me quer bem. Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo. E todo mundo é meu também”. O trecho de “Já sei namorar”, de Os Tribalistas, cabe bem ao momento político do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil) em relação à disputa presidencial. Tanto é que, com a presença de cinco presidenciáveis na capital baiana nas celebrações da Independência da Bahia, o pré-candidato ao governo preferiu ironizar as atenções e holofotes voltados para os nomes que disputam o Palácio do Planalto.

”[O ofuscamento] Só se foi de quem está do lado de algum presidenciável como padrinho. Estou aqui com o povo da Bahia e o povo da Bahia está comigo”, despistou ACM Neto, em uma provocação implícita aos adversários Jerônimo Rodrigues, apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que caminhou um trecho do cortejo do Dois de Julho, e João Roma, que esteve em uma motociata com o presidente Jair Bolsonaro em uma área distante do circuito entre o Largo da Lapinha e a Praça Municipal.

TERMÔMETRO

O hiato de dois anos da participação popular no Dois de Julho foi ressaltado pelo ex-prefeito de Salvador. No último dele à frente do Palácio Thomé de Souza, em 2020, a festa foi suspensa em virtude da pandemia da Covid-19. ”Depois da pandemia essa é a primeira grande manifestação popular da Bahia nas ruas. Com certeza, é motivo de muita emoção, a gente estar aqui hoje. Sentimos falta desse contato, tão amplo, tão democrático”, avaliou. ”É um termômetro, não há dúvida” completou. *Bahia Notícias

João Roma diz que Bahia ”não combina com práticas políticas atrasadas” e elogia Bolsonaro

/ Política

Jair Bolsonaro e João Roma no 2 de Julho. Foto: Rede social

Pré-candidato ao governo do estado pelo PL, o deputado federal João Roma fez um longo discurso, neste sábado (2), durante o ato do presidente Jair Bolsonaro em Salvador. No dia que se comemora a Independência da Bahia, 2 de julho, o ex-ministro da Cidadania falou em trazer mudanças.

”Que alegria esse Dois de Julho, dia da nossa Independência, de um Brasil novo, que a Bahia foi protagonista. Essa mesma Bahia grandiosa, com território maior do que a França, e um povo valoroso, que não combina com práticas políticas atrasadas”, ressaltou.

Ele ainda aproveitou para fazer diversos elogios a Bolsonaro, afirmando que o presidente ”tem tratado a Bahia e os baianos com muito carinho”.

”Vamos gritar por liberdade ao lado de um presidente que muitas vezes é atacado, mas é justamente ele que defende o cidadão. Como ele resumiu: menos Brasília, mais Brasil. Para que possamos, cada vez mais, não nos curvar a uma burocracia que olha para o seu umbigo, e que para eles a classe política fica apartada do restante do Brasil. Queremos a Bahia de mãos dadas com o Brasil”, pontuou.

Roma citou também o Auxílio Brasil, que teve seu valor de R$ 600,00 aprovado nesta sexta-feira (1º). ”Disseram que ele ia acabar com o Bolsa Família. Sabe o que ele fez? Criou o Auxílio Brasil e triplicou os recursos da área social. E a Bahia é o estado brasileiro onde há a maior quantidade de famílias beneficiárias, mais de 2 milhões”, destacou. Com informações do site Bahia Notícias

Relembre as mulheres que foram determinantes e fizeram história na Independência do Brasil na Bahia

/ Bahia

Desfile com o carro da Cabocla pelas ruas da Liberdade Foto: TV Bahia

Os baianos hoje podem cantar no 2 de Julho que ”nunca mais o despotismo regerá nossas ações”. Para isso, mulheres como Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica contribuíram na luta e foram determinantes na luta da Independência do Brasil na Bahia.

Também existe a figura da cabocla, que junto com o caboclo, é um dos principais símbolos da Independência do Brasil na Bahia. Ela representa a índia Catarina Paraguaçu e a figura feminina nas lutas.

Maria Quitéria é conhecida por lutar vestida de homem para ajudar o exército a expulsar as tropas portuguesas da Bahia. Ela saiu de casa escondida do pai viúvo e usou a farda que pegou do cunhado.

Por seu ato de bravura e ousadia, ficou conhecida como ”soldado Medeiros” e se tornou um dos ícones da Independência do Brasil na Bahia.

De acordo com o registro da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e Sant’Ana, no bairro de Nazaré, em Salvador, aonde seus restos mortais estão sepultados, Maria Quitéria foi sepultada no local em 21 de agosto de 1853, aos 56 anos. Ela morreu após ser vítima de uma inflamação no fígado.

Maria Felipa ficou na história da Bahia porque comandou cerca de 40 mulheres na luta pela independência do Brasil no estado. Baiana, negra, natural da Ilha de Itaparica, segundo relatos históricos, o grupo liderado por ela foi responsável por queimar 42 embarcações portuguesas.

Além disso, há também sobre o a lenda da surra de cansanção (vegetal que provoca urtiga e sensação de queimadura ao toque com a pele) que Maria Felipa teria dado em homens portugueses.

Sobre Maria Felipa, historiadores apontam que existem relatos de que seus restos mortais estejam na Igreja do São Lourenço, na Ilha de Itaparica. Ela morreu no dia 4 de julho de 1873.

A abadessa Joana Angélica foi mártir na luta pela independência do Brasil na Bahia. Ela se destacou pela bravura e coragem ao enfrentar tropas portuguesas dispostas a invadir o Convento da Lapa, localizado no centro da cidade de Salvador.

O Convento foi construído em 1744 e o local também pode ser visitado. Soteropolitana, Joana Angélica de Jesus nasceu em Salvador no ano de 1761 e morreu em 1822, assassinada pelas tropas portuguesas quando tentava proteger o local.

Ao lado da porta onde Joana Angélica foi morta, uma placa do Instituto Geográfico da Bahia foi instalado em homenagem a ela. No entanto, com uma falha, apesar de exaltar a abadessa com uma heroína, a data do confronto está errada, 20 de fevereiro de 1822.

A cabocla, junto com o caboclo, é um dos principais símbolos da Independência do Brasil na Bahia. Também é um dos ícones da participação popular nas lutas.

A imagem da cabocla, representa a índia Catarina Paraguaçu e a figura feminina nas lutas pela independência. Ela surgiu em 1840 ou 1849 (há controvérsias quanto à data precisa), quase 20 depois do caboclo, que representa os índios e mestiços baianos, e foi esculpido por Manoel Inácio da Costa.

A cabocla e o caboclo são abrigados no pavilhão Dois de Julho, no Largo da Lapinha. Durante todo o ano, os carros saem do pavilhão com as imagens do caboclo e da cabocla, em direção ao Campo Grande, centro da cidade. Com informações do G1

Homem de 6 anos morto na Estação Pirajá, em Salvador, não tinha uma hora fora da prisão

/ Polícia

Tiroteio deixa feridos no terminal de Pirajá, em Salvador. Foto: G1

Um homem identificado como Diego dos Santos Souza, de 36 anos, foi morto no fim da tarde na Estação Pirajá, em Salvador. Ele tinha acabado de deixar a prisão, segundo a Polícia Militar da Bahia (PM-BA), e acabou virando alvo de dois indivíduos ainda não identificados.

Diego não chegou a ficar uma hora fora do sistema prisional e foi atingido por oito balas. Ele não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo.

Segundo a PM, agentes continuam no local. Os militares isolaram a área e acionaram o Serviço de Investigação em Local de Crime (Silc) para remoção do corpo e realização de perícia.

Na ação, pelo menos outras seis pessoas foram alvejadas e socorridas pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a UPA de Santo Inácio. Neste momento, tudo já está normalizado na Estação Pirajá.As informações são do site Bahia Notícias

Filho do presidente Jair Bolsonaro diz sofrer terror psicológico do pai e apanhar da mãe

/ Brasil

Jair Renan, quarto filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), revelou que sofre ”terror psicológico” do pai e que ainda apanha da mãe, Ana Cristina Valle. A declaração foi feita na edição mais recente do próprio podcast do ”04”, em que ele recebeu o cantor Negão da BL como convidado.

”Minha mãe me bate e ele [meu pai] faz terror psicológico. Eu prefiro que me bata do que faça minha cabeça, falar no meu ouvido. Aquilo que eu fico duas semanas pensando no que ele falou”, contou Jair Renan.

Segundo Jair Renan, depois que os pais se separaram, ele morou por seis anos com Bolsonaro, enquanto a mãe morava no exterior. Ele ainda relatou que, nesse período, o pai o segurava dentro de casa, não deixando que saísse. Hoje, o “04” mora com a mãe, em Brasília.

”Aqui em Brasília é até engraçado. É diferente de qualquer lugar do Brasil, aqui tem baba ovo, puxa-saco, um dando pernada em outro. Os influenciadores se matam, ninguém quer ver o outro crescer. Ainda mais por ser capital do país, cidade política, o negócio aqui é intenso”, criticou