Brasil registra 11,7 mil casos de covid-19 e 36 mortes em 24 horas, diz boletim do Ministério da Saúde

/ Brasil

O Brasil registrou, desde o início da pandemia, 668.110 mortes por covid-19, segundo o boletim epidemiológico divulgado ONTEM (12) pelo Ministério da Saúde. Até o momento, o total de casos confirmados da doença é de 31.456.865.

Em 24 horas, foram registrados 11.728 casos e 36 mortes causadas pelo novo coronavírus.

Ainda segundo o boletim, 30.180.290 (95,9%) pessoas se recuperaram da doença e 608.465 casos estão em acompanhamento. No levantamento de hoje, não consta atualização do Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins, além dos óbitos em Mato Grosso do Sul.

Estados

São Paulo tem o maior número de casos entre os estados (5,59 milhões) seguido por Minas Gerais (3,47 milhões) e Paraná (2,57 milhões). O menor número de casos é registrado no Acre (125,17 mil).

Quanto às mortes, São Paulo apresenta o maior número (169.845), seguido de Rio de Janeiro (73.870) e Minas Gerais (61.719). O menor número de mortes está no Acre (2.002).

Brasil vive uma nova onda de casos de Covid, diz pesquisador da Fiocruz, Julio Croda

/ Saúde

Infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda. Foto: Reprodução

O infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda disse, em entrevista à CNN, neste domingo (12), que o Brasil está enfrentando uma nova onda de casos da Covid-19. ”A gente está vivendo uma nova onda muito associada às subvariantes da Ômicron BA.4 e BA., que são responsáveis por esse aumento no número de casos”, disse.

De acordo com a CNN, o aumento de casos da doença foi registrado nessa semana epidemiológica iniciada em 05 de junho até o sábado (11). Os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), mostram 292.068 novos casos de Covid-19 nesse período no pais.

Foram contabilizados, 1.077 mortes relacionadas à doença.  Essa foi a semana com o maior número de novas infecções pelo coronavírus desde o intervalo entre os dias 6 e 12 de março – quando foram contabilizadas 317.082 contaminações.

Senador Otto se recupera após cirurgia de emergência: ”Estou pronto para trabalhar”

/ Saúde

Otto deixa hospital após passar por cirurgia. Foto: Rede social

O senador Otto Alencar (PSD) se recupera após passar por uma cirurgia de emergência no sábado (11) (veja aqui). O parlamentar precisou realizar o procedimento médico para tratar de um cólica renal aguda.

”Estou pronto para trabalhar, pronto para o serviço, para continuar a minha missão pela Bahia”, afirmou o senador neste domingo (12), durante participação virtual na 15ª plenária do Programa de Governo Participativo (PGP), em Eunápolis.

Otto é pré-candidato à reeleição no Senado na chapa encabeçada pelo ex-secretário de Educação, Jerônimo Rodrigues (PT) e do atual presidente da Câmara, Geraldo Júnior (MDB).

 

Justiça proíbe a dupla sertaneja Maiara e Maraisa de usarem marca ”As Patroas”; entenda

/ Justiça

Cantora baiana Daisy Soares entrou contra dupla. Foto: Reprodução

A dupla Maiara e Maraísa e o escritório WorkShow, responsável por cuidar da carreira das cantoras e de Marília Mendonça, estão impedidos de usar a marcar ”A Patroa”, no plural ou singular, após decisão da Justiça na Bahia.

De acordo com o colunista Lucas Pasin, do Splash, uma liminar determinou que qualquer utilização da marca ocorrerá em uma multa de R$ 100 mil por uso.

A determinação ocorreu depois da cantora baiana Daisy Soares ter sido reconhecida como proprietária da marca em documento deferido pelo juiz substituto Argemiro de Azevedo Dutra, da 2ª Vara Empresarial de Salvador, Bahia.

De acordo com a artista baiana, desde 2013 ela se apresenta como ”A Patroa”. Em 2017, com o crescimento da marca, ela conseguiu junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) o registro do título, sendo a legítima titular da marca.

Ainda de acordo com a reportagem, Daisy conta no processo que realizou diversas reuniões com advogados da Workshow, e também com as cantoras. A baiana aponta, no entanto, que não conseguiu realizar um acordo de forma amigável e precisou entrar na Justiça.

Apesar da tutela de proibição do uso da marca ”As Patroas”, Maiara e Maraisa e a Workshow ainda não sofreram com uma sentença final e definitiva do processo na Justiça, e podem reverter a decisão.

Diagnosticada com esofagite, gastrite e edema, Joelma recebe alta após ficar cinco dias internada

/ Entretenimento

A informação da alta foi publicada pela assessoria. Foto: Rede social

Diagnosticada com esofagite, gastrite e edema, a cantora Joelma recebeu alta hospitalar neste sábado (11) depois de ficar cinco dias internada em um hospital de São Paulo.

A informação da alta médica foi publicada pela assessoria da cantora nas redes sociais. ”Informamos que a paciente Joelma da Silva Mendes teve alta hospitalar na manhã deste sábado (11) em ótimas condições e seguirá seu tratamento a partir de agora em sua residência. Aproveitamos para agradecer todo carinho, amor e orações de todo o público”, diz nota.

A artista contraiu Covid-19 quatro vezes desde o início da pandemia, sendo a última vez em abril. O inchaço no rosto foi uma das sequelas da doença e, por causa disso, a cantora teve que cancelar três shows que aconteceriam neste fim de semana por conta da internação. Um deles seria em São Desidério, na Bahia.

Delator da Odebrecht diz que foi pressionado para comprometer Lula na Operação Lava Jato

/ Política

Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar relatou em uma entrevista para o filme ”Amigo Secreto”, da cineasta Maria Augusta Ramos, a pressão que diz ter sofrido de procuradores da força-tarefa para envolver Lula (PT) em seu acordo de colaboração.

E mais: disse que, ao ouvirem de delatores o nome do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves como beneficiário de caixa dois, os interrogadores soltaram um dos investigados que citava o nome dele. ”Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”, questiona.

É a primeira vez que um delator da operação faz esse tipo de afirmação de forma pública, em entrevista —até agora, os relatos ficavam restritos a conversas reservadas entre clientes, advogados e mesmo entre magistrados de cortes superiores que recebiam relatos de supostos abusos.

O filme tem pré-estreia marcada para esta segunda (13), e entra em circuito nacional na quinta (16). Segundo Alexandrino, apontado pela Lava Jato como elo entre o PT e a empreiteira, o ex-presidente era ”o principal alvo” dos investigadores, que o pressionaram a chegar ”ao limite da verdade” para envolver Lula em sua delação.

“Era uma pressão em cima da gente”, diz o ex-executivo no longa-metragem. ”E estava nítido que a questão era com o Lula”.

Os interrogadores, diz ele, insistiam em questões sobre “o irmão do Lula, o filho do Lula, não sei o que do Lula, as palestras do Lula [a empreiteira contratou o ex-presidente mais de uma vez para falar em eventos]”.

”Nós levávamos bola preta, ‘ah, você não falou o suficiente’. Vai e volta, vai e volta. ‘’Senão [diziam os interrogadores], não aceitamos o teu acordo”, segue o ex-empreiteiro em seu relato.

A narrativa de Alexandrino Alencar coincide com reportagens publicadas na época da Lava Jato, e que diziam que o Ministério Público Federal resistia em aceitar a delação do então executivo já que ele não citava Lula, nem outros políticos, em suas revelações.

Só depois de ceder, diz Alexandrino, os investigadores concordaram em assinar com ele um acordo de colaboração premiada.

Entre outras coisas, Alexandrino detalhou em seus depoimentos os gastos da empreiteira com a obra no sítio de Lula em Atibaia entre 2010 e 2011.

O ex-presidente acabou sendo condenado em 2019 a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro por causa das reformas feitas pela construtora na propriedade.

O depoimento de Alexandrino foi considerado fundamental na época para que o petista fosse condenado. Dois anos depois, a Justiça extinguiu a punição a Lula, como desdobramento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou o ex-juiz Sergio Moro suspeito no caso do tríplex atribuído a Lula.

No filme ”Amigo Secreto”, o ex-executivo afirma que outros delatores, sob pressão, mentiram para os investigadores para poder assinar a colaboração e ver suas penas de prisão diminuídas.

”Se eu falasse mais, eu estaria inventando. Estaria contando uma mentira como aconteceu com alguns [delatores] que você sabe, notórios, que mentiram para tentar escapar”, diz ele.

”Eu contei a verdade. Eu cheguei no limite da minha verdade”. Ele diz também saber de casos de pessoas que foram dispensadas dos depoimentos quando citaram o tucano Aécio Neves em suas delações.

”Não vou dizer o nome do santo. Mas tem colega meu que foi preso em Curitiba, chegou lá, o pessoal [investigadores] começou a perguntar sobre caixa dois [recursos doados para políticos sem registro na contabilidade oficial]. Ele [colega de Alexandrino] falou: ‘Isso aqui é para o Aécio Neves’. Na hora em que ele falou, eles [interrogadores] se levantaram e soltaram ele. Isso é Lava Jato? Isso é um sistema anticorrupção? Ou é uma questão direcionada?”.

O ex-empreiteiro revela ainda que a sua colaboração detalhou ”vários casos de caixa dois. Infinitos. Não aconteceu nada com ninguém. Aconteceu comigo. Com eles [políticos] não aconteceu nada”.

Alexandrino Alencar diz estar convencido de que foi investigado porque o objetivo da Lava Jato era chegar a Lula. ”A maneira que fizeram… Como surge o Alexandrino nisso aí? Eles começam a me fiscalizar, grampeiam o meu telefone, o telefone do Lula”, afirma.

O ex-empreiteiro diz que quando foi preso, em 2015, todos os outros empresários e executivos detidos no mesmo estabelecimento prisional acreditavam que ele seria solto logo depois, pois estava sob o regime de prisão temporária, que dura no máximo cinco dias.

Ele afirma que os investigadores, então, ”chamaram o Paulo Roberto Roberto [Costa, engenheiro e ex-diretor da Petrobras], chamaram o [doleiro Alberto] Youssef, [e eles] fizeram uma delação na cadeia [ambos foram presos antes dos empresários]”.

Como citaram o executivo da Odebrecht nos depoimentos como operador de propinas da empreiteira, a prisão de Alexandrino foi transformada de temporária em preventiva, sem data para que ele fosse solto, tornando sua situação mais aflitiva.

”Tão simples assim”, diz o ex-executivo no filme. Ele afirma que a decisão de integrantes da Odebrecht de aderir a um acordo de colaboração foi ”traumático, muito duro”. Mas que foi incontornável, já que outras empreiteiras também passaram a delatar. ”Não adiantava. Tem que ir junto”, diz.

Em 2016, Alexandrino Alencar foi condenado por Moro a 13 anos e seis meses de prisão, pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Com o acordo e o pagamento de multas, o tempo foi reduzido para 6 anos e seis meses.

Ele já cumpriu um ano em regime fechado, dois anos e meio em semiaberto e agora cumpre o restante em regime aberto. Pode sair de casa normalmente nos dias da semana, sem tornozeleira. Mas está proibido de sair às ruas nos finais de semana.

Os procuradores da força-tarefa nunca reconheceram a veracidade das mensagens divulgadas pela Lava Jato e sempre negaram que tiveram conduta parcial na operação. Eles sempre sustentaram que o único objetivo da operação era combater a corrupção no Brasil.

Moro também afirma que todos os acusados da Lava Jato foram tratados por ele com respeito, imparcialidade e sem qualquer animosidade. Diz que suas sentenças foram fundamentadas e que o Brasil não pode retroceder no combate à corrupção.

O filme de Maria Augusta Ramos, coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes, relata a rotina dos jornalistas Leandro Demori, do The Intercept Brasil, e Carla Jiménez, Regiane Oliveira e Marina Rossi, do El País Brasil, na cobertura do que ficou conhecido como o escândalo da Vaza Jato, em 2019.

Naquele ano, uma série de mensagens trocadas entre procuradores da Operação Lava Jato e deles com Sergio Moro mostrou a estreita colaboração entre o Ministério Público Federal e o ex-juiz.

O documentário mostra os meandros da operação por meio do trabalho dos repórteres, que acabou contribuindo para a anulação de sentenças contra Lula no âmbito da Lava Jato.

A cineasta já dirigiu cinco outros documentários, alguns deles premiados internacionalmente, como ”Justiça”, ”O Processo”, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, e ”Juízo”, sobre o tratamento recebido por menores infratores em instituições prisionais e nos tribunais brasileiros.

Mônica Bergamo/Folhapress