Mayra Pinheiro, a ”Capitã Cloroquina” exclui post em que chama ”Jair Bond 007” contra ”9 fingers”

/ Política

Médica é candidata a deputada. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A médica Mayra Pinheiro, conhecida como ”Capitã cloroquina”, que é candidata a deputada federal no Ceará pelo PL, fez uma postagem no seu twitter no domingo à tarde, mas depois o excluiu da rede.

De acordo com o portal CNN, a ex-secretária de Gestão do Trabalho e da Educação, do Ministério da Saúde, fez uma montagem com a foto de Jair Bolsonaro (PL) andando de jet ski, na ”lanchaciata” de domingo, no Lago Paranoá, em Brasília. E, sem cerimônia, o comparou ao agente secreto britânico James Bond, o 007.

E o inimigo do ”Jair Bond 007” – assim batizado pela capitã cloroquina – não poderia ser outro se não Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que aparece na fábula da médica como o ”nine fingers”, o ”nove dedos”, uma referência ao petista, que não tem um dos dedos da mão.

No post, ela anuncia: ”Nine fingers – a ameaça comunista voltou”. Na sequência, aparece ”Jair Bond 007” evoluindo no seu jet ski.

A médica tentou fazer uma analogia ao filme, no português, ”007 contra Goldfinger”, um empresário corrupto que mexia com ouro.

Agência Nacional de Saúde inclui opções de quimioterapia oral em seu rol de procedimentos

/ Saúde

A inclusão de três opções de quimioterapia oral no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) traz benefícios em termos de sobrevida aos pacientes e permite a prescrição, pelo médico, para aqueles pacientes que têm seguro saúde, avaliou ontem (16) a oncologista  Andreia Melo, do Grupo Oncoclínicas, também chefe da Divisão de Pesquisa Clínica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Publicada no último dia 6, no Diário Oficial da União, a decisão contemplou as substâncias trifluridina + cloridrato de tipiracila, para câncer colorretal e gástrico metastático; Brigatinibe, para câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) localmente avançado ou metastático, positivo para quinase de linfoma anaplásico (ALK); e Venetoclax, combinado com obinutuzumabe, para pacientes adultos com leucemia linfocítica crônica (LLC) em primeira linha de tratamento.

Segundo o Inca, a estimativa é que em cada ano do triênio 2020-2022, o Brasil tenha em torno de 41 mil novos casos de câncer colorretal, 21 mil casos de câncer gástrico e 30 mil de câncer de pulmão, além de 11 mil casos novos de leucemia, dos quais a leucemia linfoide crônica responderá por cerca de um quarto. No total, o Inca estima o aparecimento de 650 mil casos novos de câncer no país a cada ano do triênio.

Por isso, na avaliação da oncologista, é grande o significado que as incorporações de tratamento podem trazer aos pacientes.

”Elas trazem novas opções terapêuticas. São novas linhas de tratamento para pacientes com essas neoplasias (colorretal e gástrico) no cenário metastático. No caso do câncer de pulmão, você tem a seleção por um biomarcador e tem uma resposta objetiva muito boa com o uso do tratamento e ganho de sobrevida”.

A cobertura obrigatória dessas três novas opções de quimioterapia oral pelos planos de saúde é fundamental para que o oncologista faça, na sua prática clínica, o que há de melhor na literatura, em termos de padrão de tratamento.

”Priorizar essas opções de tratamento oral na cobertura dos pacientes com essas neoplasias é fundamental. É isso que acontece com o Rol da ANS”, indicou a oncologista.

Cânceres

Câncer colorretal é o nome dado ao tipo de tumor que atinge a região do intestino grosso (cólon), reto (final do intestino, antes do ânus) e o ânus. Apenas em 2019, a doença provocou mais de 20 mil mortes no país. Esse é, segundo o Inca, o terceiro tipo de câncer mais comum no Brasil, com um risco estimado de cerca de 19 casos novos a cada 100 mil pessoas. O câncer colorretal metastático é o estágio avançado da doença. O tratamento deve ser contínuo, visando prolongar a sobrevida, diminuir sintomas relacionados ao tumor, postergar a progressão da doença e manter a qualidade de vida. Mesmo considerando que a doença esteja em um estágio mais avançado, os pacientes ainda podem receber tratamento.

O Inca adverte que quase 30% de todos os cânceres colorretais poderiam ser evitados mediante uma dieta saudável, prática de atividades físicas e redução do consumo de bebidas alcoólicas. O instituto, vinculado ao Ministério da Saúde, estima que, em 2030, a despesa do Sistema Único de Saúde (SUS) com pacientes que desenvolverão esse tipo de câncer, em função da exposição a fatores de risco evitáveis, vai ser 88% maior do que o valor gasto registrado em 2018, que alcançou R$ 545 milhões.

Andreia Melo advertiu que o custo da assistência em oncologia tem subido a cada ano, não só pelo aumento do número de casos. ”É uma doença que tem ficado mais incidente e tem aumentado a sua mortalidade também. É claro que, junto disso, você caminha com o desenvolvimento de novas opções terapêuticas, novas tecnologias, novas intervenções que, habitualmente, apresentam alto custo”.

Já o câncer de estômago, também conhecido como câncer gástrico, é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre mulheres, com um risco estimado de 12,81 casos a cada 100 mil homens e 7,34 para cada 100 mil mulheres. No mundo, foram estimados 684 mil casos novos em homens, sendo o quarto mais frequente entre todos os cânceres. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, responsável por 95% dos casos, sendo a infecção pela bactéria Helicobacter Pylori o principal fator de risco.

Já a leucemia linfocítica crônica (LLC) se caracteriza por um aumento do número de linfócitos, que são um dos principais tipos celulares dos leucócitos, ou glóbulos brancos. Trata-se de uma doença que se desenvolve de forma lenta e afeta, em sua maioria, pessoas com mais de 55 anos. A idade média no momento do diagnóstico é em torno de 70 anos. Extremamente rara em crianças, o risco de uma pessoa desenvolver LLC é de 0,57%, sendo um pouco maior em homens do que em mulheres.

De acordo com o Inca, o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil e o primeiro em todo o mundo, tanto em incidência quanto em mortalidade. É responsável por cerca de 13% de todos os novos casos de câncer, com incidência mundial de 1,8 milhão de casos novos. Esse tipo de câncer é considerado hoje uma das principais causas de morte evitáveis, porque, em cerca de 85% dos casos, seu aparecimento está diretamente ligado ao consumo de derivados do tabaco. O cigarro constitui o mais importante fator de risco.

Na mesma decisão, a ANS aprovou a incorporação no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da substância Risanquizumabe, para tratamento da psoríase moderada a grave. Da Agência Brasil

Pré-candidaturas cogitadas para a Assembleia em 2022 que não prosperaram no Vale do Jiquiriçá

Giuliano, Danilo, Emérson e Júlio. Fotomontagem/BMFrahm

Nos meios políticos do Vale do Jiquiriçá, território composto por 20 municípios, há quem considera ser muito difícil surgir uma candidatura à Assembleia Legislativa a essa altura do campeonato. Diante do cenário, nomes cogitados lá atrás, ainda em 2021, como possíveis alternativas, retiraram o time de campo, antes mesmo do jogo começar.

Giuliano Martinelli (PP), ex-prefeito de Jaguaquara por dois mandatos consecutivos, e que chegou a ser classificado por apoiadores de futuro deputado, após deixar o cargo de chefe do Executivo em janeiro de 2021 depois da emblemática eleição municipal que culminou com a vitória da prefeita aliada Edione Agostinone (PP), que derrotou em 2020 Raimundo Louzado (PSD) por uma diferença de 58 votos, decidiu pela ”ruptura precoce” com quem teria musculatura para apadrinhar a sua desejada candidatura, o prefeito de Jequié e presidente da UPB, Zé Cocá (PP), este que optou pela candidatura de Hassan Iossef (PP), ex-secretário de Governo da Prefeitura de Jequié, de quem Cocá se tornou um dos ”best friends” ao ingressar na política da Cidade Sol.

O reeleito prefeito de Nova Itarana, Danilo Italiano (PSD), assumiu, desde 2021, o comando do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Vale do Jiquiriçá – CONVALE, entidade que representa as 20 cidades da região e passou a ensaiar pré-candidatura a deputado estadual. A articulação começou sob influência do deputado estadual Dal, filho de Amargosa, que deixou o PP e filiou-se no União Brasil de ACM Neto para disputar vaga de federal e, com o seu novo projeto político, abre caminho para outras lideranças no Vale. Filho do ex-prefeito Zéu, com forte ligação com o senador Otto Alencar, Danilo teve 87,44% dos votos em 2020. O grupo liderado pelo seu pai mantém hegemonia política de quase 20 anos no Município e a aposta era de que o jovem prefeito seria um novo Cocá, com uma campanha que poderia ocorrer nos mesmos moldes, de um ex-prefeito que deixou o comando de uma cidade pequena, [Lafaiete Coutinho no caso de Cocá], assumiu o Consórcio, ampliou o espaço na região e foi eleito deputado em 2018. Entretanto, o projeto não deslanchou e a recusa de Danilo veio em março deste ano, quando fez declaração alegando que a prioridade seria concluir o mandato de prefeito. Fogo-amigo: aliados da vice-prefeita Dedé (PSD) já comemoravam a possível renúncia do mandatário, o que não aconteceu.

Quem também figurou na lista foi Emérson Elói (PT), reeleito prefeito de Santa Inês com vitória acachapante, obtendo 83,07% dos votos válidos. O trabalho de Emerson, tanto do ponto de vista administrativo quanto organizacional é bem avaliado em toda a região, na chamada pesquisa boca a boca, com ações na Infraestrutura, por exemplo, que mudaram o aspecto urbanístico da cidade, destacando Santa Inês quando comparado com outros municípios do território. Emérson é uma das referências do PT baiano em gestão pública, porém, com seu estilo pouco – conciliatório não seria uma tarefa fácil formar um arco de alianças fora da cidade que governa para enfrentar uma disputa a ALBA, apesar do seu laço estreito com o Governo Rui Costa ser um fator predominante, caso topasse o desafio com antecedência. Ainda em 2021, Elói admitiu a colocação do seu nome em pesquisas, mas negou que seja candidato a deputado estadual nas eleições de 2022 e evitou alimentar esperança no grupo.

Outro nome do PT que ganhou considerável espaço no cenário político regional pela gestão bem-sucedida, e que inclusive que lhe garantiu a reeleição, Júlio Pinheiro, prefeito de Amargosa, segundo maior colégio eleitoral do Vale, 28 mil eleitores, foi mais um a ser especulado, com informações que circularam revelando que a sua possível candidatura a estadual teria a anuência da cúpula do Governo do Estado, sob indicação do deputado federal Jorge Solla, de quem Júlio já foi assessor. Entretanto, os informes até agora estão longe de serem outra coisa, senão especulação.

*por Marcos Frahm