ProUni vai aceitar notas das duas últimas edições do Enem em seleções de 2022

/ Educação

A seleção do Programa Universidade para Todos (Prouni) vai considerar as duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso em cursos de graduação ou sequencial de formação específico. A mudança foi determinada por decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro

Até então, a regra em vigor era de que apenas a nota da última edição do Enem, aquela imediatamente anterior ao processo seletivo do Prouni, poderia ser utilizada pelos candidatos para ingresso no programa que financia curso superior em faculdades privadas.

O novo decreto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na noite desta sexta-feira (18), e a mudança já valerá para o próximo seletivo do Prouni, que deve ocorrer no primeiro semestre de 2022.

Segundo o governo, a medida é para adequar a legislação do Prouni às consequências decorrentes da pandemia de Covid-19, que acabaram por ocasionar atrasos nas últimas edições do Enem. Além disso, de acordo com o Ministério da Educação, a mudança também visa atender uma demanda potencial de alunos às bolsas do Prouni, reduzindo a atual ociosidade de bolsas existentes e ampliando acesso ao ensino superior.

Advogados do Ministério da Educação entregam cargos; ”supremacia do interesse público”

/ Educação

 

Fala do ministro contrariou advogados. Foto: Reprodução/MEC

Um grupo de 11 advogados da União deixou a Consultoria Jurídica do Ministério da Educação. Os técnicos justificaram a saída dos cargos com a defesa da ”supremacia do interesse público sobre o privado”, em carta direcionada ao novo chefe do setor, Davy Jones Pessoa Almeida de Menezes.

Os advogados reagiram a declarações do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Eles atuavam na coordenadoria de assuntos finalísticos, de assuntos administrativos, de assuntos estratégicos, de licitações e na chefia de divisão.

Segundo relatos internos, os advogados da União ficaram incomodados com falas do ministro durante a posse de Menezes, na última quarta-feira (16). Ribeiro afirmou que a Consultoria Jurídica impede que grupos econômicos sérios tenham acesso ao ministério, de acordo com esses relatos. Os servidores interpretaram a fala como uma pressão do ministro em prol de empresas privadas.Procurado, o Ministério da Educação ainda não se manifestou.

”É normal, para quem faz consultoria para os ministérios, uma certa tensão entre as demandas políticas e a análise jurídica”, avaliou Caio Alexandre Wolff, diretor da Anauni (Associação Nacional dos Advogados da União).

Não é a primeira vez que acontece uma debandada no âmbito do Ministério da Educação. Em novembro, o órgão do MEC que organiza o Enem sofreu uma debandada em protesto contra a atual gestão. Só no dia 8 daquele mês, ao menos 33 servidores pediram exoneração. Fontes: UOL e O Globo

Importadora projeta entregar o produto nas farmácias em até 10 dias de Março

/ Saúde

Responsável pela importaçao do autoteste Novel Coronavirus, a CPMH projeta entregar o produto nas farmácias em até 10 dias. O modelo é fabricado na China e, durante a última semana, teve seu uso aprovado no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

”Temos uma expectativa de que de sete a 10 dias as principais redes de farmácia terão o autoteste à disposição da população brasileira. Tanto nas farmácias como em lojas de artigos médicos, que também estão autorizadas pela Anvisa”, disse Rander Avelar, responsável técnico da CPMH, em entrevista à revista Exame.

Ainda segundo Avelar, não está definido um preço ao consumidor, mas a empresa trabalha para trazer este valor a um nível abaixo do teste de farmácia que já é comercializado atualmente. ”Acreditamos que teremos um preço muito mais competitivo do que os autotestes vendidos na Europa e nos Estados Unidos”, prometeu.

Até o momento, a Anvisa já recebeu 69 pedidos de registros de autotestes no Brasil, dois quais dez foram negados  e o Novel foi aceito. Os principais problemas nas rejeições foram a falta de documentos e estudos incompletos.