Itaberaba: Mulher cai em passagem de água após queda de laje, vizinho tenta socorrer e os dois morrem

/ Bahia

Laje que cobria uma passagem de água caiu. Foto: Prefeitura

Duas pessoas morreram e famílias ficaram desabrigadas por causa das fortes chuvas em Itaberaba, na Chapada Diamantina. Segundo informações da prefeitura da cidade, testemunhas disseram que a água invadiu várias casas na Travessa João Aguiar e Silva, no bairro Barro Vermelho.

Ao sair para buscar ajuda, uma laje que cobria uma passagem de água caiu e uma mulher foi levada. Ainda segundo testemunhas, o vizinho dela foi tentar socorrer, mas também foi arrastado pelo rio de lama e detritos.

De acordo com a prefeitura, a força da água foi tão grande que as vítimas não conseguiram emergir e morreram. Em nota, a administração municipal de Itaberaba informou que oferece todo o suporte às famílias das vítimas.

Iara Carneiro Silva era servidora pública, lotada na Educação Municipal, e era muito querida pelos colegas. O homem foi identificado como Antônio Martins Silva de Santana, era pedreiro e tinha 45 anos.

A Policia Militar isolou o local, pois ainda há risco de desabamento. Uma equipe de apoio psicossocial foi enviado ao local. As famílias desabrigadas foram encaminhas para pousadas locais, já que o Ginásio Municipal também sofreu alagamento.

A Secretaria de Ação Social está nas ruas fazendo o levantamento das necessidades imediatas, e a Secretaria de Infraestrutura está realizando ações emergenciais e contenção de danos.

As chuvas desse sábado (27) atingiram fortemente Itaberaba, com o volume de 130 milímetros de água em duas horas – aqui em Itaberaba a estimativa é de 600 milímetros/ano, portanto o volume de sábado foi o equivalente a 2 meses e 10 dias. As informações são do G1

Bahia registra 414 novos casos de Covid-19 e mais 2 óbitos pela doença, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 414 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,03%) e 357 recuperados (+0,03%). O boletim epidemiológico deste domingo (28) também registra 2 óbitos. Dos 1.259.286 casos confirmados desde o início da pandemia, 1.228.878 já são considerados recuperados,3.124 encontram-se ativos e 27.284 tiveram óbito confirmado. Os dados ainda podem sofrer alterações devido à instabilidade do sistema do Ministério da Saúde. A base ministerial tem, eventualmente, disponibilizado informações inconsistentes ou incompletas.

boletim epidemiológico contabiliza ainda 1.627.949 casos descartados e 253.536 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Saúde da Bahia (Divep-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste domingo. Na Bahia, 52.532 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Vacinação

Por conta de uma atualização no sistema de envio de dados da vacinação, apenas 214 municípios fizeram o carregamento das informações relativas ao público vacinado. Desta forma, os números apresentados no vacinômetro correspondem apenas ao totalizado por estes municípios, dando a impressão de queda na cobertura vacinal.

Outra mudança ocorrida na consolidação das informações é que a vacina do fabricante Janssen, antes considerada como dose única, passou a ser contabilizada como vacina de duas doses.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza o contato diário com as equipes de cada município a fim de aferir o quantitativo de doses aplicadas.

Até o último domingo (21), quando tivemos a última atualização com os 417 municípios baianos, 10.952.306 de pessoas tinham sido vacinadas contra o coronavírus (Covid-19) com a primeira dose. Esse dado representa 86,02% da população com 12 anos ou mais, estimada em 12.732.254.

Triste fim: Vitória perde para o Vila Nova no Barradão e é rebaixado para a Série C

/ Esporte

David abraça Hitalo no final do jogo do rebaixamento. Foto: Fróes/Correio

O Vitória perdeu por 1 a 0 do Vila Nova-GO neste domingo (28) no Barradão. O resultado sacramentou o rebaixamento do rubro-negro para a Série C do Campeonato Brasileiro em 2022.

O Leão da Barra precisava vencer sua partida e torcer pelas derrotas de Londrina e Remo, contra Vasco e Confiança, respectivamente. No entanto, o Leão não fez sua parte e ainda contou com o triunfo do Londrina por 3 a 0 sobre o Vasco e um empate em 0 a 0 entre Remo e Confiança.

Remo, Vitória, Confiança e Brasil de Pelotas jogarão a Série C em 2022. O Vitória vai disputar a terceira divisão do futebol brasileiro pela segunda vez. A última participação foi em 2006.

Pastor Alessandro Feltrin, natural de Brusque, Santa Catarina, recebe Título de Cidadão Jequieense

/ Jequié

Título a Feltrin é de autoria de João Paulo. Foto: Emanuel Jr.

Alessandro Feltrin, natural de Brusque, Santa Catarina, é o mais novo Cidadão Jequieense. Pastor da Igreja Bola de Neve, localizada na cidade de Jequié, onde está radicado desde 2004, ele recebeu o Título de Cidadania das mãos do vereador João Paulo Fernandes, em Sessão Solene realizada na Câmara Municipal, na sexta-feira (26).

O evento foi bastante prestigiado e representativo para o homenageado, contando com a presença maciça de amigos e outros convidados que lotaram as dependências da Câmara. Além disso, foram exibidos, em vídeo, depoimentos de várias pessoas incluindo familiares, amigos e autoridades a exemplo do prefeito Zé Cocá em que enalteceram sua contribuição para o desenvolvimento da cidade.

O vereador João Paulo pontuou que o pastor Alessandro está, faz tempo, totalmente integrado à sociedade, tendo uma atuação destacada na evangelização, em especial de jovens, e participação relevante a partir da execução de projetos de cunho social através das artes e de trabalhos assistenciais em bairros populares e em instituições filantrópicas.

Segundo João Paulo, desde que aqui chegou, o pastor Alessandro sempre demonstrou compromisso com a comunidade jequieense, evidenciando o grande amor que nutre por nossa cidade.

“O município de Jequié, através da Câmara de Vereadores, presta uma das mais justas homenagens ao reconhecer, oficialmente, o pastor Alessandro Feltrin como cidadão jequieense, pelo seu envolvimento com as causas mais nobres a exemplo da missão de zelar dos jovens que os cercam”, acrescentou o presidente da Casa, vereador Emanuel Campos (Tinho).

Ex-funcionário da Totalflex Embalagens, como designer de produtos, Alessandro Feltrin, casado com Elaine e pai de dois filhos, é proprietário de um escritório de publicidade, através do qual presta serviços à inúmeras empresas locais, nacionais e até mesmo fora do País.

Além de João Paulo e Tinho, também participaram da Sessão os vereadores Bui Bulhões, Soldado Gilvan Santana e Junior Braga.

João Leão nega acordo com ACM para disputar vaga no Senado em 2022: ”É fake news”

/ Política

Leão diz que é fake news a informação do Metrópoles. Foto: Rede social

O vice-governador João Leão (PP) categorizou como ”fake news” a informação de que tenha feito qualquer acordo com ACM Neto (DEM-UB) com o intuito de disputar uma vaga ao Senado no próximo ano na chapa do ex-prefeito de Salvador.

Leão, que também é secretário do Planejamento e presidente do Progressistas na Bahia, reforçou que segue apoiando o grupo político do governador Rui Costa e do senador Jaques Wagner.

”Temos transformado a Bahia juntos e, independentemente de quem, lá na frente, for ser o candidato à sucessão, queremos manter o time unido e trabalhando em prol da vida dos baianos e baianas”, afirmou.

”Reafirmo que sou pré-candidato a governador, mas dentro da base. Contudo, todo apoio é importante. Se Neto quiser nos apoiar, conversamos”, disse João Leão. As informações são do site Bahia Notícias

Mulher é detida após xingar Bolsonaro de filho da p… na via Dutra, em Resende (RJ)

/ Política

Mulher teria xingado Jair no Rio. Foto: Clauber Cleber Caetano/PR

Uma mulher de 30 anos foi detida e levada à delegacia depois de xingar o presidente Jair Bolsonaro às margens da via Dutra no sábado (27), em Resende (RJ). Bolsonaro esteve na cidade para participar da cerimônia de formatura dos cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras).

Antes do evento, estava com sua comitiva na Dutra, próximo à Aman, e acenava aos veículos que trafegavam pela rodovia que liga São Paulo ao Rio, as duas cidades mais populosas do país, quando foi xingado. A mulher, que era passageira do automóvel e não teve seu nome revelado, ”proferiu palavras de baixo calão e xingamentos”, segundo a polícia. O carro foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

No local, ela foi encaminhada à equipe da Polícia Federal que estava na Dutra e, de lá, levada para a delegacia da PF em Volta Redonda (RJ), distante cerca de 50 quilômetros, para o registro de um termo circunstanciado pelo crime de injúria.

A mulher não chegou a ficar presa e foi liberada depois de ter assumido o compromisso de que vai comparecer em juízo. A pena para o crime de injúria, se condenada, é de até três anos de reclusão e multa, conforme o artigo 140 do Código Penal, mas, no caso de ser cometido contra o presidente da República, é aumentada em um terço.

Depois, Bolsonaro esteve na formatura de 391 cadetes do quarto ano da Aman, onde se formou em 1977. Os cadetes se dividem entre infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia, material bélico, intendência e comunicações. Pela primeira vez em 210 anos, conforme a Aman, houve a formatura de um grupo misto, com 23 mulheres.

Além de Bolsonaro, participaram da cerimônia o vice, Hamilton Mourão, e os ministros Braga Netto (Defesa), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência). Não foi a primeira vez que alguém foi detido por envolver o nome do presidente. Em março, em Uberlândia (MG), por exemplo, um homem foi preso por ter publicado em seu perfil no Twitter a frase: ”Gente, Bolsonaro em Udia [Uberlândia] amanhã…Alguém fecha virar herói nacional?”.

A Polícia Militar foi à sua casa no mesmo dia, à noite, dando voz de prisão a ele e avisando que ele teria que acompanhá-los à Polícia Federal. Foi preso até o dia seguinte com base na Lei de Segurança Nacional sob a acusação de ”fazer propaganda” e ”incitar” a prática de crimes contra a vida do presidente da República. O homem disse que a publicação era uma piada e nem sabia se Bolsonaro iria mesmo à cidade. O presidente visitou o município mineiro no dia.

*por Marcelo Toledo/Folhapress

Cantora Claudia Leitte faz ”carnaval fora de época” com trio elétrico em São Paulo

/ Entretenimento

Claudinha faz show em SP. Foto: Manuela Scarpa/ Brazil News

Promovendo um verdadeiro carnaval fora de época, Claudia Leitte lotou seu primeiro show aos palcos na cidade São Paulo. Na cidade, o governo paulista liberou 100% da capacidade do público em shows e estádios de futebol.

Em suas redes sociais, a artista demonstrou sua emoção e reforçou que as regras dos órgãos de saúde estavam sendo seguidas a risca. ”Evento realizado com limitação de público, exigência de comprovante de vacina e outras exigências sanitárias estabelecidas pela secretaria de saúde de São Paulo. É como se tudo pudesse dar errado, mas nesse momento está dando certo”, disse a cantora em seu discurso em cima do trio.

Em Salvador, Claudia Leitte ainda não pôde fazer um show de casa cheia. A Bahia só permite a realização de eventos com 3 mil pessoas presentes. A liberação de um público maior só vale para estádio de futebol, que tem autorização para funcionar com 70% de sua capacidade.

Ufba emite nota de preocupação com o reflexo da realização do Carnaval no contexto da pandemia

/ Educação

O Comitê de Assessoramento do Coronavírus da Universidade Federal da Bahia (Ufba) emitiu uma nota alertando a sociedade sobre as prováveis consequências  da realização do Carnaval no contexto da pandemia do Coronavírus. Para os especialistas que assinam o documento, não segurança para afirmar que ainda não haverá transmissão viral pelo Sars Cov-2 no mês de fevereiro, quando seria realizado o Carnaval.

A conclusão do documento é que não há benefícios suficientes que superem o risco de realização da festa, que poderá promover o retorno da pandemia a níveis mais severos, como já foram enfrentados.

Confira a nota na íntegra:

O Carnaval poderá fazer retroceder os avanços que vêm sendo alcançados no controle da pandemia da Covid-19. No final de fevereiro de 2022, ainda haverá transmissão comunitária ativa do vírus SARS CoV-2 no Brasil e, em consequência, ocorrência de casos novos de Covid-19. Esse é o cenário mais provável, em vista da calamitosa evolução presente em muitos países do continente europeu, onde, após um período de menor incidência dessa doença, uma nova onda epidêmica vem sendo observada em decorrência, principalmente, do relaxamento das medidas de distanciamento social e da obrigatoriedade do uso de máscaras. Felizmente, onde as coberturas vacinais são elevadas, tem-se constatado menor incidência de casos graves e menor letalidade, em todos os países, inclusive no Brasil.

Certamente, ninguém poderá afirmar hoje que haverá um cenário de transmissão viral zero nos primeiros meses do próximo ano. Sendo assim, faz-se necessário acompanhar os níveis de incidência da Covid-19, dos casos graves, hospitalizações e óbitos nos meses vindouros.

A possibilidade da ocorrência de novas variantes virais aumenta com a persistência da transmissão e novas infecções da Covid-19. Além disso, considerando a maior transmissibilidade da variante Delta, que atualmente predomina largamente no Brasil, a evolução da pandemia nos próximos meses dependerá da proporção da população suscetível à infecção e, principalmente, do nível de exposição das pessoas ao vírus, diretamente relacionado à implementação efetiva das medidas protetivas, especialmente do uso de máscara e distanciamento social, evitando sobremaneira aglomerações, e da elevação da cobertura vacinal.

A suscetibilidade da população à infecção e doença grave pelo vírus SARS CoV-2 diminuirá na medida em que avance a cobertura vacinal específica. Atualmente, a cobertura da população com vacinação completa (duas doses ou dose única) é de 62,0% no Brasil, porém, varia de 38,0% no Amapá a 75,8% em São Paulo. Na Bahia, essa cobertura é de 54,6%. Ainda há neste estado expressiva proporção de pessoas que ainda não tomaram a segunda dose e que necessitarão de segunda dose com intervalo apropriado entre as doses. Esses níveis ainda são insuficientes para a proteção populacional segura contra novas ondas da pandemia. A considerável variação na cobertura vacinal contra a Covid-19 entre as regiões e estados indica que os movimentos populacionais internos poderão incrementar a circulação viral em um determinado local, favorecendo o aumento da frequência de novos casos da doença.

A cobertura vacinal completa poderá ser maior que 80% ao final dos próximos três meses, algo possível, com redução da incidência e da mortalidade pela Covid-19. Todavia, em que pese contribuírem muito para o alcance de imunidade populacional, isso não significa que haverá interrupção da transmissão viral, uma vez que as vacinas não oferecem proteção absoluta contra todas as infecções. Tem-se como certo que tanto as vacinas quanto as infecções adquiridas naturalmente não conferem imunidade duradoura contra o SARS-CoV-2.

Além disso, há outro fator tão ou mais importante para a suscetibilidade da população à infecção, que é a necessidade de dose de reforço, aplicada cinco a seis meses depois da vacinação completa. Embora essa medida de reforço tenha sido iniciada na Bahia, até o momento apenas 737 mil pessoas (5,0% da população) foram vacinadas. O número de pessoas que necessitarão de dose de reforço até o final de fevereiro de 2022 é de aproximadamente 3,9 milhões, meta possível de ser alcançada caso essa campanha seja intensificada, tanto para completar a vacinação dos que já tomaram a primeira dose, quanto para alcançar a cobertura adequada com a dose de reforço.

Dadas as peculiaridades do agente da Covid-19, dentre as quais se destaca a capacidade de fazer novas variantes com características imunológicas e patológicas diferentes, algumas com maior transmissibilidade, e de não conferir imunidade duradoura, ainda que seja alcançada uma cobertura da população acima de 80%, incluindo pessoas com 12 anos e mais, e que todos que necessitem de dose de reforço tenham sido efetivamente vacinados até fevereiro de 2022, haverá transmissão ativa do vírus SARS CoV-2. E, evidentemente, por ser uma doença de transmissão respiratória, de pessoa para pessoa, essa transmissão será tanto mais intensa quanto maior for a aglomeração, quanto menor for a adesão às medidas protetivas e quanto mais frequente for a presença e circulação de pessoas não vacinadas com potencial de estarem infectadas e transmitir o vírus. Os meses de verão, com maior movimentação das pessoas e intensificação do turismo nacional e internacional, representam fatores adicionais que podem favorecer uma maior circulação do vírus SARS CoV-2. Disso resultará o número de novos casos, de casos graves que necessitem de hospitalização, inclusive em UTI e, em consequência, elevação do número de mortes por esta doença.

O Carnaval é um evento cujas características de intensa movimentação de pessoas. E grandes aglomerações, por tempo prolongado, apresentam todas as condições para o recrudescimento da incidência da Covid-19 com as consequências que podem advir. O argumento de que ocorre em espaço aberto, o que não é de todo verdadeiro, não se sustenta diante da magnitude da aglomeração, intenso e frequente contato interpessoal e alto risco de transmissão viral. Não será possível assegurar vacinação completa, nem o uso de máscara nem distanciamento dos participantes no Carnaval. Sem grande aprofundamento, relembre-se as ondas de gripes, conjuntivite e doenças diarreicas que ocorrem logo após o Carnaval na Bahia.

Atingiu-se um nível relativamente baixo de incidência e mortalidade pela Covid-19 em nosso meio, sobretudo em virtude da vacinação, mas esse nível se mantém com pouca variação há várias semanas, o que é preocupante. Eventualmente, a incidência poderá ser reduzida, na medida em que avance a vacinação e persista a adesão às medidas protetivas. Portanto, trata-se de manter a atual situação e fazê-la avançar favoravelmente nos próximos meses, no sentido do controle da pandemia, possibilitando o retorno gradual às atividades econômicas, à circulação moderada de pessoas e aos eventos em que se pode assegurar a presença apenas de pessoas vacinadas e controlar o uso de máscara. Se, ao contrário, permitir a volta prematura de grandes aglomerações nas festas de final de ano e no Carnaval será observado o resultado indesejável de recrudescimento da pandemia com maior número de casos, hospitalizações, sequelas e mortes evitáveis pela Covid-19, com os altos custos econômicos e sociais decorrentes.

Com a ocorrência de uma nova onda da pandemia, caso seja realizado o Carnaval, toda a população será afetada, com aumento da incidência da doença e o retorno de medidas mais restritivas, e não somente aqueles que se beneficiam diretamente, seja economicamente ou festivamente, deste evento. A experiência recente dos países da Europa, dos Estados Unidos e Reino Unido, com terceiras e quartas ondas ainda mais violentas que as anteriores, indica o que poderá ocorrer entre nós.

Seria reconfortante estarmos errados nas previsões da pandemia no pós-carnaval, mas não há benefícios suficientes que superem os seus riscos. Temos a convicção de que os gestores públicos agirão com responsabilidade e não permitirão que tenhamos mais casos e mortes pela Covid-19 do que já existem.

26-11-2021

Comitê de Assessoramento do Coronavírus UFBA

Eduardo Mota

Gloria Teixeira

Tania Bulcão

Paulo Miguez

Thierry Lobão

Roberto Meyer

As operadoras de Internet e celular

/ Artigos

Jolivaldo Freitas é Escritor

As empresas de telefonia no Brasil e notadamente as operadoras de conexão de internet em plena era G5, parecem ainda que são movidas a vapor, tal a incompetência em poder gerir o atendimento entre os milhões de clientes. Suas propagandas nas emissoras de TV, criadas por cabeças ilustres da publicidade, são muito bem feitas, mas passam a impressão de que estão numa realidade paralela; numa quinta dimensão. Isso pode ser sentido quando se coteja o que as mensagens publicitárias dizem de eficiência, atendimento, e até velocidade, propondo respeito por entregar o que foi contratado com a realidade nada virtual. Na hora de vender seu produto o marketing e o telemarketing fazem bem o seu papel. No momento, por exemplo, de agendar uma visita técnica estamos plenamente no passado. E vou contar uns casos. Aguarde.

Antes vou relembrar que no século XIX a telefonia era algo fácil de acontecer. Poucos milhares tinham aparelho de telefone em casa e quando queriamfalar com alguém bastava ligar um número fixo que a ligação caia na mesa de uma telefonista que passava a ligação para a outra pessoa. Claro que como toda boa fofoqueira, vez que fofoca é um hábito salutar no Brasil desde que os portugueses a trouxeram há uns quinhentos anos, ficava ouvindo a conversa e daí todos passavam a saber das ”últimas”.

Depois vieram os telefones públicos e os orelhões onde quem estava na fila esperando vez ouvia a conversa ou a lamúria de quem colocava a ficha para falar três minutos e a ligação não levava nem a metade do tempo. Ou seja: desde sempre que as empresas de telefonia aprontam com os seus clientes. Não é coisa de agora.

Mas, daí veio a telefonia celular e quando todos pensavam que a modernidade iria dar um novo alento, viu-se que as empresas que atuam no Brasil continuam verdadeiros ”cacetes armados”, improvisando, indo na base do errar e acertar. Parece que as telefônicas vivem de tentar resolver e não sabe como.

Tive problemas com a Oi e seu Velox, a internet de alta velocidade. Contratei uma velocidade de não sei quantos megas e não conseguia atuar nem com a metade e muitas das vezes a velocidade caia para quase zero. Mudei para a Vivo Fibra achando que estaria fazendo um grande negócio. Até que a velocidade contratada é quase que alcançada, embora tenha dias que parece um trem cheio de carga, que anda se arrastando.

Mas o pior é saber que se ocorrer um problema como ficar sem conexão num fim de semana está roubado. Liga-se para o atendimento central da empresa e se não consegue resolver como uma ”carga” mágica que enviam dessaindigitadacentral, mesmo que solicitemos com toda bizarria, fica a ver navios. A pessoa da central explica que na região tal, como é o caso de Salvador, na Bahia, não haver atendimento nos finais de semana e feriado. E quando é feriado prolongadocomo ocorreu comigo recentemente? A pessoa fica desconectada por dias. Imaginem isso nesses tempos em que tudo é via Wifi!

As operadoras de telefonia e de internet brasileirasprecisam tomar vergonha na cara e passar a atuar com profissionalismo. Ninguém mais aguenta improvisos tecnológicos e pós-venda ao nível de feira livre. E a Anatel que tomada por indicações de políticos que recebem ”verba” das empresas se finge de surda e muda. Fica ”desligada”.

Antigamente, quando menino, a gente brincava de telefonar falando na lata. Era uma lata de um lado e outra do outro lado ligadas por umcordão. Se o cordão quebrasse trocava-se rapidamente. Mais ágil e eficiente que as empresas de tecnologia que atuam no Brasil e que nos servem neste século XXI como se fosse na Idade Média.

*Jolivaldo Freitas é Escritor, jornalista e publicitário