Por Bolsonaro e contra alta no combustível, caminhoneiros fecham a BR-116 em Feira

/ Trânsito

Caminhoneiros travam trânsito na BR-116. Foto: Folha do Estado

Um grupo de caminhoneiros autômatos bloqueou o trecho de pista da BR-116 em Feira de Santana, nesta quarta-feira (8). Não há mais informações do ponto exato do ato, mas, num vídeo ao qual o Bahia Notícias teve acesso, é possível ver pneus queimados e trânsito lento.

No vídeo, um dos caminhoneiros avisa: ”quem estiver vindo para o lado de Feira, conhecida como Londres, não venha, não”.

De acordo com o jornal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o ato é nacional e já atinge, pelo menos, 14 estados no país. Alguns postos, inclusive, já começaram a ficar sem combustíveis.

O movimento é organizado por caminhoneiros autônomos, um dia após manifestantes pró-governo pedirem, dentre outras pautas, o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, em diversos atos pelo país. Além desses temas, os motoristas que aderiram à paralisação cobram a redução dos impostos e do preço dos combustíveis. Pela manhã, na Bahia, já havia acontecido uma manifestação da mesma natureza, mas em Luís Eduardi Magalhães, no Oeste.

Boletim emitido na noite desta quarta pelo Ministério da Infraestrutura, com dados da Polícia Rodoviária Federal, revela que o quadro se deteriorou rapidamente durante o dia. No início da tarde, havia registros de problemas em quatro estados. Na nota sobre a situação às 20h30, contudo, o número de estados com pontos de concentração em rodovias federais chegou a 14 estados, dos quais 12 ”com abordagem a veículos de cargas”.

O texto, que não revela os estados da lista, prossegue: ”Outras pautas regionais, indígenas e de produtores locais também foram registradas”. O Metrópoles apurou 10 estados com problemas detectados: Goiás, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Bahia registra 170 novos casos da Covid e 14 mortes pela doença em 24 horas, diz boletim

/ Bahia

A Bahia registrou 170 novos casos de Covid-19 e 14 mortes pela doença em 24 horas, segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira (8) pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab).

No total, o estado acumula 1.224.668 infecções confirmadas desde o início da pandemia, com 26.597 óbitos pela doença.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes adultos com coronavírus subiu para 33%.

Em Jequié, Governo do Estado e Sebrae inauguram 14ª unidade do Serviço de Atendimento ao Empreendedor

/ Jequié

Unidade do SAE foi entregue por Leão. Foto: Blog Marcos Frahm

É de Jequié a 14ª unidade do Serviço de Atendimento ao Empreendedor (SAE), dedicada à prestar serviço especializado de orientação e apoio técnico aos empreendedores do interior baiano. A inauguração ocorreu nesta quarta-feira (08), com a presença do vice-governador João Leão, secretário do Planejamento do Estado, e do presidente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, além do prefeito de Jequié, Zé Cocá.

”É com muita alegria que inauguramos mais uma unidade do SAE no estado por acreditar no fortalecimento do empreendedorismo nos municípios, como importante caminho para o nosso desenvolvimento. Não tenho dúvida que a oferta deste serviço em Jequié é uma decisão acertada pela posição estratégica que o município ocupa na região”, ressalta o vice-governador João leão, secretário do Planejamento.

”Neste momento que estamos vivenciando, em que novos negócios estão sendo implementados continuamente, é de grande importância que sejam disponibilizadas para a população informações e orientações de atendimento ao empreendedor. O retorno dos serviços aos postos SAC, de forma presencial, amplia este acesso. O cidadão que optar pela modalidade presencial terá a comodidade de ser atendido de forma agendada e com a garantia do cumprimento de todos os protocolos de biossegurança”, afirma Edelvino Góes, secretário da Administração do Estado.

O serviço é uma parceria do Governo do Estado com o Sebrae. Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com o apoio da Secretaria de Administração (Saeb), Desenbahia e Banco do Nordeste. O posto de atendimento vai oferecer serviços de formalização, alteração ou baixa de Micro Empreendedor Individual (MEI) e orientação para a legalização de novos empreendimentos, além de serviço especializado de orientação e apoio técnico também para Microempresas (MPE) e Empresas de Pequeno Porte (EPP).

”Fundamental o avanço dessa parceria entre Governo do Estado e Sebrae para mais municípios baianos. Essa iniciativa traz agilidade aos donos de pequenos negócios que buscam orientações e serviços especializados para apoiá-los no dia a dia de suas atividades. É também uma forma de melhorar o ambiente de negócios das cidades, estimulando o surgimento de novos empreendimentos e o fortalecimento dos já existentes”, diz Jorge Khoury, superintendente do Sebrae Bahia.

Servidores do SAC posaram para foto com o vice-governador

O objetivo do SAE é oferecer serviço especializado de orientação e apoio técnico aos Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (MPE) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). São quatro postos em Salvador, e os demais em Camaçari, Alagoinhas, Feira de Santana, Juazeiro, Itaberaba, Santo Antônio de Jesus, Guanambi, Teixeira de Freitas, Jacobina e, agora, em Jequié. Os postos do SAE funcionam dentro das unidades do SAC nos municípios.

”É sempre um grande prazer receber a visita do vice-governador e secretário estadual de Planejamento, João Leão, um amigo que tem nos ajudado muito na busca por incentivos e investimentos em prol de melhorias para a nossa Jequié. Contando com apoio do Governo do Estado, através do SAC, e com apoio do Sebrae, teremos aqui o espaço do Serviço de Atendimento ao Empreendedor, prestando orientações fundamentais, sobre a abertura de empresas, as etapas burocráticas, apoio administrativo para a gestão desses empreendimentos, enfim, será mais uma forma de apoiar e fortalecer os pequenos e micro empreendedores, o que é bom para toda a cidade.”, afirmou o prefeito de Jequié, Zé Cocá.

Convênio

O Governo do Estado e o Sebrae firmaram um convênio para ofertar atendimentos através do SAE para os MEI, MPE e EPP. Através da Secretaria de Administração o cidadão terá acesso ao Caf Digital (Cadastro Unificado de Fornecedores do Estado da Bahia).

O Sebrae estará ofertando nas unidades do SAE diversos cursos como mercado azul, plano de negócios, radar, sebratec e a Desenbahia orientará como ter acesso ao microcrédito. A Junta Comercial da Bahia oferece abertura, alteração e extinção de empresas e o Ibametro o selo Inmetro, certificação, calibração e medição.

Bahia recebe mais 222 mil doses de vacinas em duas remesas na manhã desta quinta-feira

/ Bahia

Uma nova pauta de distribuição de vacinas foi divulgada pelo Ministério da Saúde para esta quinta-feira (9). A previsão é que a primeira carga, com 81.900 doses de Pfizer/BioNTech desembarque na capital baiana por volta das 9h35. Cerca de duas horas depois, às 11h40, devem ser entregues 140.400 doses do imunizante Sinovac/Coronavac.

Com estas duas novas remessas, a Bahia chegará ao total de 17.595.718 doses de vacinas recebidas, sendo 6.793.918 da Sinovac/Coronavac; 6.751.580 da Oxford/AstraZeneca; 3.789.120 da Pfizer e 261.100 da Janssen.

Nomeação de Pelegrino ao TCM pode ser adiada com liminar de desembargadora TJ-BA

/ Bahia

Pelegrino ocuparia vaga de Paolo Marconi. Foto: Ricardo Figueredo/Alba

A nomeação do deputado federal licenciando e secretario de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Nelson Pelegrino (PT), para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pode ser barrada por conta de uma liminar concedida pela desembargadora Joanice Maria Guimarães de Jesus.

A magistrada acatou pedido da associação de servidores do Tribunal de Contas dos Municípios que reivindicam o direito de fazer a indicação. A Procuradoria Jurídica da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) prepara o recurso para reverter a medida.

A indicação de Pelegrino para ocupar a vaga deixada pelo conselheiro Paolo Marconi, foi aprovada nesta quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alba. A indicação agora segue para votação no plenário da Casa, prevista para a sessão da próxima terça-feira (14).

Cantor e político, Igor Kannário critica aglomerações em Salvador: ”De quem é a culpa?”

/ Política

Igor Kannário reage após aglomeração. Foto: Agência Câmara

O deputado federal Igor Kannário (Democratas) usou suas redes sociais nesta quarta-feira (08), para questionar as aglomerações ocasionadas pelos atos do 7 de Setembro em Salvador. Em um vídeo com imagens do Farol da Barra publicado em seu perfil no Instagram, o cantor criticou a quantidade de pessoas na ruas sem nenhuma intervenção.

”Quem estava no protesto não tem nada a ver. Mas as pessoas que vão aos shows também não tem nada a ver quando a polícia chega, quando a prefeitura chega e embarga o evento dizendo que tem aglomeração. E aí, de quem é a culpa então?”, questionou o parlamentar.

”Se teve liberação para aglomeração na Barra porque não pode ter liberação para os eventos? Temos funcionários e pessoas que precisam trabalhar e dependem desse trabalho para levar alimento para suas casas. Igualdade!”, disse Kannário. O cantor Bruno Magnata concordou com o artista na publicação.

Kannário cobrou ações do governador do estado Rui Costa e do prefeito Bruno Reis no sentido de agilizar e autorizar a realização de eventos no estado.

Manifestantes pró-Bolsonaro tentam invadir Ministério da Saúde após perseguição a jornalistas

/ Brasil

Um servidor do Ministério da Saúde e cinegrafistas da Record e do SBT foram perseguidos por manifestantes pró-Bolsonaro, que tentaram invadir o prédio atrás deles. Ninguém se machucou, mas o equipamento da Record só foi recuperado porque um pedestre o resgatou no meio dos manifestantes e levou até a repórter da emissora, que estava protegida dentro do prédio.

A equipe do SBT e o servidor também conseguiram se proteger, mas os cinegrafistas da Record não. Eles tiveram que correr para o carro e ir embora. De acordo com seguranças da Saúde e equipes de jornalismo, que estavam no local, a ação foi muito rápida.

Às 10h30, na lateral do prédio, o servidor estava chegando para trabalhar. Como a Esplanada dos Ministérios está tomada pelos manifestantes, o único caminho é passando por eles. Em algum momento, o funcionário da Saúde fez um comentário, que irritou os manifestantes. Eles o encurralaram.

Para tentar se proteger, o servidor começou a se encaminhar para a porta do ministério. Os cinegrafistas, então, fizeram imagens da agressão. O foco dos manifestantes passou a ser também os cinegrafistas, que correram na direção da porta do ministério.

Os seguranças do ministério trancaram a porta para evitar invasão, mas abriu uma fresta para a imprensa e o servidor se abrigarem dentro. Apenas o servidor e o cinegrafista do SBT conseguiram entrar. Nesse momento, os manifestantes forçaram a porta para invadirem o ministério.

Já uma outra frente perseguiu a equipe da Record, que ficou para fora. A Polícia Militar do Distrito Federal foi chamada.

”A PMDF foi acionada para verificar uma situação envolvendo jornalistas e manifestantes. Quando chegamos no local, a situação foi resolvida”, relata a nota oficial.

As imagens do portal Metrópoles mostram três momentos: dois dos servidores conseguindo se abrigar dentro do Ministério da Saúde e uma dos manifestantes perseguindo a equipe da Record. As imagens foram feitas de dentro do prédio.

A reportagem da CNN chegou ao local um pouco depois e só conseguiu entrar no prédio com a ajuda da Polícia Militar.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que, ”na manhã desta quarta-feira (8), alguns manifestantes tentaram entrar no edifício-sede da pasta. A situação foi rapidamente contida pelos seguranças do prédio. Cabe esclarecer que não houve feridos”.

Leão desembarca em Jequié para inauguração do Serviço de Atendimento ao Empreendedor (SAE)

/ Jequié

Leão é recepcionado no Aeroporto por Zé Cocá. Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (08), o Governo do Estado e o Sebrae inauguram uma nova unidade do Serviço de Atendimento ao Empreendedor (SAE), no município de Jequié. Com essa, já são 14 postos em operação no estado. O vice-governador João Leão, secretário do Planejamento, o presidente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, a presidente da Juceb, Paula Miranda, o prefeito de Jequié, Zé Cocá, e outras autoridades participam da inauguração do SAE, às 15h, na Avenida Otávio Mangabeira, s/n Mandacaru.

O objetivo do SAE é oferecer serviço especializado de orientação e apoio técnico aos Microempreendedores Individuais (MEI), Microempresas (MPE) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). São quatro unidades em Salvador e as demais em Jequié, Camaçari, Alagoinhas, Feira de Santana, Juazeiro, Itaberaba, Santo Antônio de Jesus, Guanambi, Teixeira de Freitas e Jacobina.

Leão

Antes da inauguração do SAE, no período da manhã, o vice-governador, que desembarcou no Aeroporto Vicente Grilo e foi recepcionado pelo prefeito Zé Cocá visitou o Parque Industrial de Jequié.

”Prefeito mais perdido do país”, diz Bocão sobre Bruno Reis após aglomeração em Salvador

/ Imprensa

Zé Eduardo dispara contra Bruno. Foto: Reprodução Record TV/Secom

Chefe do Palácio Thomé de Souza, Bruno Reis (DEM) foi alvo de críticas do apresentador Zé Eduardo, que o definiu como ”o prefeito mais perdido do país”. O âncora do Balanço Geral Bahia (Record TV) partiu para o ataque após mais cenas de aglomeração serem registradas no Porto da Barra.

”O prefeito mais perdido do país deixa que a situação chegue a esse ponto. Porto da Barra mostrando como se faz um evento teste sem protocolo algum. Alguém aí dúvida que vai dar ruim?”, disse Zé Eduardo em publicação nas redes sociais, na noite de terça-feira (7).

Em seguida, o apresentador cobrou explicações da Prefeitura de Salvador sobre as imagens do noticiário local mostrando a faixa de areia da praia do Porto completamente lotada durante a noite.

Ao longo do dia, mesmo com a presença da Guarda Municipal, algumas pessoas pularam a balaustrada para furar o bloqueio e ter acesso à praia.

Caminhoneiros protestam com paralisações em rodovias de três estados do País, segundo PRF

/ Trânsito

Caminhoneiros fazem na manhã desta quarta-feira (8) paralisações em trechos de rodovias em Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo, segundo a Polícia Rodoviária Federal dos estados.

Em Santa Catarina, há bloqueio de caminhões em Garuva, Joinville, Mafra, Santa Cecília, Guaramirim e Campos Novos. No Paraná, há manifestações nas rodovias federais em Paranavaí e em Maringá. No Espírito Santo, caminhoneiros fazem bloqueios em 8 cidades.

A categoria estava dividida quanto aos atos do dia 7 de setembro. Motoristas independentes decidiram aderir, mas sem o apoio formal de entidades. Líderes da categoria que costumam atuar em mobilizações não acreditam que possa ocorrer uma paralisação nesta semana, conforme informou o Painel S.A.

Para eles, as pautas defendidas nas manifestações não diziam respeito aos pleitos do grupo, por isso não houve incentivo à adesão.

O embate do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o STF (Supremo Tribunal Federal) tem apoio nesse grupo. Há três ações diretas de inconstitucionalidade propostas por ruralistas e por transportadoras que ainda não foram julgadas pela corte. Elas questionam a política nacional de piso mínimo, implementada por meio de lei durante o governo Michel Temer (MDB).

PÓS-7 DE SETEMBRO
A radicalização de Bolsonaro fragilizou sua a base política, e deve aumentar a reação do Congresso ao governo. Na noite desta terça-feira (7), Pacheco anunciou o cancelamento de sessões do Senado previstas para esta semana. Aliados afirmam que a decisão seria o primeiro reflexo das ameaças de Bolsonaro.

Entre os efeitos colaterais também foi um aquecimento das discussões de impeachment nos partidos de centro.

Depois de PSD e PSDB começarem a debater o tema, o Solidariedade disse que vai se reunir na próxima semana para fechar uma posição, enquanto no MDB a pressão interna para que o partido apoie a abertura do processo vem crescendo cada vez mais.

*Folhapress

Com Bolsonaro em ato com ameaças golpistas, Mourão diz que não há clima para impeachment

/ Política

Vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Foto: Reprodução

Um dia após participar de manifestação de raiz golpista no feriado de 7 de Setembro, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse que não há clima no Congresso para aprovar o impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido).

O general da reserva classificou como “expressiva” a adesão da população aos protestos promovidos por Bolsonaro.

”Não vejo que haja clima para ao impeachment do presidente. Clima tanto na população, como um todo, como dentro do próprio Congresso”, disse o vice.

As ameaças golpistas do presidente devem aumentar a reação ao governo no Congresso. O pós-7 de Setembro também teve como efeito colateral um aquecimento das discussões de impeachment nos partidos de centro.

”Acho que o nosso governo tem a maioria confortável de mais de 200 deputados lá dentro. Não é maioria para aprovar grandes projetos, mas é capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República”completou.

Mourão também cobrou medidas para “distensionar” a relação de Bolsonaro com o Judiciário. Para o vice, a saída é passar para a PGR (Procuradoria-Geral da República) a condução de inquéritos hoje relatados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Houve uma concentração expressiva da população brasileira (nos atos). É uma mudança. As ruas sempre foram domínios dos segmentos de esquerda”, disse Mourão.

O vice não quis comentar o teor dos discursos de Bolsonaro nos protestos.

Em falas diante de milhares de apoiadores na terça-feira (7) em Brasília e São Paulo, Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o STF, exortou desobediência a decisões da Justiça e disse que só sairá morto da Presidência da República.

Moraes, do STF, foi o responsável por decisões recentes contra bolsonaristas que ameaçam as instituições. O ministro tem agido a partir de pedidos da PGR (Procuradoria-Geral da República), sob o comando de Augusto Aras, indicado por Bolsonaro, e da Polícia Federal, órgão subordinado ao presidente.

”A gente precisa distensionar (com o Judiciário). Acho que existem cabeças ali dentro que entendem que isso foi além do que era necessário. Conversando a gente se entende”, disse Mourão.

O vice estimou 150 mil presentes no ato em Brasília, que ele acompanhou ao lado de Bolsonaro. Para o general da reserva, um público “ao redor desse número” também esteve nas manifestações feitas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“Na minha visão existe um tensionamento, principalmente entre o Judiciário e o Executivo. Eu tenho a ideia muito clara que o inquérito que é conduzido pelo Moraes não está correto. O juiz não pode conduzir o inquérito. Acho que tudo se resolveria se o inquérito passasse para mão da PGR e acabou”, disse Mourão.

As declarações foram feitas antes de o vice embarcar com embaixadores para a Amazônia.

A atual crise institucional, patrocinada por Bolsonaro, teve início quando o presidente disse que as eleições de 2022 somente seriam realizadas com a implementação do sistema do voto impresso –essa proposta já ter sido derrubada pelo Congresso.

O STF analisa atualmente cinco inquéritos que miram o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos ou apoiadores na área criminal. Já no TSE tramitam outras duas apurações que envolvem o chefe do Executivo.

Apesar de a maioria estar em curso há mais de um ano, essas investigações foram impulsionadas nas últimas semanas após a escalada nos ataques golpistas do chefe do Executivo a ministros das duas cortes e a uma série de acusações sem provas de fraude nas eleições.

Anunciado por Bolsonaro nos últimos dois meses como uma espécie de tudo ou nada para ele, as manifestações do 7 de Setembro podem ampliar o seu isolamento político, no momento em que, de olho em 2022, depende do STF e do Congresso para a liberação de recursos e aprovação de projetos.

Ao mesmo tempo em que perde capital político com a crise entre os Poderes, intensificada por seus ataques ao Judiciário, a alta da inflação e a crise energética se colocam como novos obstáculos para o projeto de sua reeleição no ano que vem.

Bolsonaro usou toda a estrutura da Presidência para os atos com ameaças golpistas, tanto no deslocamento entre São Paulo e Brasília como em sobrevoos em helicópteros na Esplanada e na Paulista.

Segundo a Polícia Militar de São Paulo, 125 mil pessoas participaram do ato na avenida Paulista, que recebeu caravanas de bolsonaristas vindos de outros estados –os organizadores esperavam 2 milhões de pessoas no ato de SP. Todas as 27 capitais registraram manifestações em defesa do governo.

Como o próprio Bolsonaro já disse, ele buscava nesses protestos uma foto ao lado de milhares de apoiadores para ganhar fôlego em meio a uma crise institucional provocada pelo próprio, além das crises sanitária, econômica e social no país.

*por Mateus Vargas/Folhapress

Os níveis de acesso à educação entre refugiados sofreram queda durante a pandemia de covid-19

/ Educação

Os níveis de acesso à educação entre refugiados sofreram queda durante a pandemia de covid-19. A constatação é da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), que chama a atenção para a necessidade de um esforço internacional a fim de garantir o acesso à educação secundária para crianças e jovens refugiados.

De acordo com os dados coletados pela Acnur em 40 países, a taxa bruta de matrícula para jovens refugiados no nível secundário, entre 2019 e 2020, foi de apenas 34%. Em quase todos os países, a taxa é inferior à das crianças das comunidades de acolhida. O ensino secundário, entre o 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio, deve ser um momento de crescimento, desenvolvimento e oportunidades. Segundo a agência, esse período aumenta as perspectivas de emprego, saúde, independência e liderança de jovens em situação de vulnerabilidade e os torna menos suscetíveis a serem inseridos em cenários de trabalho infantil.

É provável, segundo a Acnur, que a pandemia tenha prejudicado ainda mais as oportunidades dos refugiados. Na avaliação da agência da ONU, a covid-19 tem sido prejudicial para todas as crianças, mas para jovens refugiados, que já enfrentam obstáculos significativos de acesso à educação, ela pode destruir todas as esperanças de alcançarem a educação de que precisam. ”O recente progresso feito na matrícula escolar de crianças e jovens refugiados está agora sob ameaça”, afirma o alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. ”Enfrentar esse desafio requer um esforço massivo e coordenado, e é uma tarefa da qual não podemos nos esquivar”, acrescenta.

Na avaliação da Acnur, os países que acolhem grande número de refugiados precisam de assistência para ter capacidade de atender a esses jovens: mais escolas, materiais de aprendizagem apropriados, treinamento de professores em disciplinas especializadas, apoio e instalações para meninas adolescentes e investimento em tecnologia e conectividade para acabar com a exclusão digital.

Ensino superior

Quando o foco é nas matrículas do ensino superior, elas foram de 5%, um aumento de 2 pontos percentuais a cada ano. ”Esse ganho representa uma mudança transformadora para milhares de pessoas refugiadas e suas comunidades. É um aumento que também gera esperança e incentivo aos refugiados mais jovens, que enfrentam grandes desafios relacionados ao acesso à educação”, ressalta a Acnur.

Apesar disso, o nível permanece baixo quando comparado aos números globais. Sem um expressivo aumento no acesso ao ensino secundário, a meta ”15 em 30” estabelecida pela organização e parceiros – 15% dos refugiados matriculados no ensino superior até 2030 – permanecerá fora de alcance.

Acnur

A Agência da ONU para Refugiados é uma organização dedicada a salvar vidas, assegurar os direitos e construir futuro melhor para as pessoas que foram forçadas a deixar suas casas e comunidades devido a guerras, conflitos armados, perseguições ou graves violações dos direitos humanos. Presente em mais de 130 países, a entidade atua em conjunto com autoridades nacionais e locais, organizações da sociedade civil, academia e o setor privado para que todas as pessoas refugiadas, deslocadas internas e apátridas encontrem segurança e meios para reconstruir sua vida.