Bahia recebe mais de 74 mil doses da Pfizer em remessa que chegou nesta segunda-feira

/ Bahia

Mais um lote de vacinas contra a Covid-19 desembarcou em Salvador. Na tarde desta segunda-feira (6), uma remessa com 74.880 doses da Pfizer foi recebida pela Bahia. Mais cedo, durante a manhã, outro voo comercial pousou no aeroporto de Salvador com 517.200 e 268.800 doses do imunizante Sinovac/Coronavac.

Além das 860.880 mil doses de vacinas que chegaram ao estado nesta segunda, a Bahia deve receber mais 146.250 doses da vacina da Pfizer às 9h35 desta terça-feira, segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). No total, serão 1.007.130 doses recebidas durante os dois dias.

Com estas cargas, a Bahia chegará ao montante de 17.890.118 doses de vacinas recebidas, sendo 7.170.718 da Sinovac/Coronavac; 6.751.580 da Oxford/AstraZeneca; 3.706.720 da Pfizer e 261.100 da Janssen.

Bolsonaro assina MP para limitar remoção de conteúdos das redes sociais na véspera de atos de raiz golpista

/ Brasília

Jair Bolsonaro assina medida provisória, Foto: Isac Nóbrega

Na véspera de manifestação de raiz golpista e pró-governo, o presidente Jair Bolsonaro assinou MP (medida provisória) para limitar a remoção de contas e perfis das redes sociais.

A medida foi anunciada nesta segunda-feira (6) na página da SecomVC no Twitter, perfil administrado pela Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social) da Presidência da República.

”O Presidente Jair Bolsonaro acaba de assinar medida provisória que altera o Marco Civil da Internet, reforçando direitos e garantias dos usuários da rede e combatendo ”a remoção arbitrária e imotivada de contas, perfis e conteúdos por provedores”, afirmou a publicação do governo.

Bolsonaro tem criticado ações do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra páginas bolsonaristas investigadas por disseminar fake news.

*por Mateus Vargas, Folhapress

Ministério da Saúde bloqueia lotes da ”CoronaVac” com o uso suspenso pela Anvisa

/ Saúde

O Ministério da Saúde interditou lotes da vacina CoronaVac que foram suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os 25 lotes ficarão interditados até que a agência termine a apuração sobre a situação dos imunizantes.

A pasta também iniciou o rastreamento de doses que tenham por ventura sido aplicadas. Esses pacientes ficarão em acompanhamento por equipes do Sistema Único de Saúde até a decisão final da Anvisa, para avaliar possíveis eventos adversos.

O conjunto dos lotes totaliza 12,1 milhões de doses, enviadas da farmacêutica Sinovac, da China. Segundo a Anvisa, as vacinas foram envasadas em uma fábrica que não foi inspecionada, nem aprovada pela agência brasileira.

Em nota, o Instituto Butantan disse que a suspensão não deve ”causar alarmismo”. O órgão informou que foi ele próprio que comunicou o fato à Anvisa. Segundo o comunicado, houve uma “mudança em uma das etapas do processo de formulação da vacina, nas instalações fabris da Sinovac, que pode ocorrer no processo de produção”.

Mas, continua a nota do instituto, ”vale reiterar que a fábrica chinesa tem certificação de que segue boas práticas internacionais, a GMP, e também foi feita a inclusão na Anvisa. O Butantan informa que enviou toda a documentação de qualidade vinda da China, da Sinovac, sobre os lotes citados”.

Reunião
Hoje, representantes da Anvisa e do Instituto Butantan reuniram-se para tratar sobre o caso. Os integrantes do instituto apresentaram informações sobre a avaliação de risco realizada pelo órgão. Esta análise afastou a existência de risco nos lotes interditados.

Os representantes da Anvisa responderam que para fazer essa conclusão é preciso avaliar o novo local onde ocorreu a fabricação dos lotes, o que só pode ocorrer com laudo de uma autoridade sanitária prevista para tal ou por meio de inspeção da própria equipe técnica da agência.

O Instituto Butantan disse que ainda não há autorização por autoridade sanitária nacional e recomendou que fosse realizada uma inspeção remota pela equipe técnica da Anvisa. Já os integrantes da Anvisa ponderaram que esse tipo de análise não tem se mostrado eficiente. O instituto se comprometeu a apresentar informações adicionais.

A agência informou que começou os trâmites internos para uma inspeção presencial. Para que os lotes sejam liberados, é preciso haver esse tipo de exame pelos técnicos do órgão ou um laudo de autoridade sanitária reconhecida pela instituição.