Maracás vacina mais de 14% da população contra Covid-19, diz boletim da Secretaria Municipal

/ Saúde

Maracás já vacinou 14,18% da população local. Foto: Divulgação

O Município de Maracás já vacinou 3.391 pessoas contra o Coronavírus, conforme o novo boletim da Secretaria Municipal de Saúde, atualizado na noite desta segunda-feira (05).

O número representa 14,18%, do total da população local, com aplicação da 1ª e 2ª doses da vacina. Nesta segunda e terça, são vacinadas pessoas com 66 anos.

Contudo o Município segue liderando em número de óbitos provocados pela doença no território do Vale do Jiquiriçá. Entre as cidades que integram a região, Maracás contabiliza, até hoje, 45 mortes, segundo dados da Secretaria. Do total de 2.207 casos confirmados desde o início da pandemia, 77 estão ativos.

Jequié: Programa Asfalto Novo leva obras de pavimentação ao Loteamento Água Branca

/ Jequié

Zé Cocá e o deputado Leur visitam obras. Foto: Divulgação

O prefeito de Jequié visitou, Zé Cocá, nesta segunda-feira (05), às obras de pavimentação asfáltica do Loteamento Água Branca, no bairro Jequiezinho. Segundo a gestão municipal, as obras fazem parte da execução do Programa Asfalto Novo por Toda Cidade, que vai levar a pavimentação a cerca de 30% das ruas do município.

Estiveram presentes o deputado federal, Leur Lomanto Junior; o secretário de Governo, Hassan Iossef; o secretário de Esporte e Lazer, Matheus Roberto Oliveira Macedo; os vereadores Ladislau Bulhões, o Bui Bulhões; José Augusto Aguiar, Gutinha; Daubti Rocha Guimarães, o Colorido; Márcio de Oliveira Melo, Marcinho; Ramon Fernandes; Maria Aparecida Souza, a Professora Cida; Eduardo Simões, o Duda Simões; e Joaquim Caires.

Na ocasião, o gestor aproveitou para conversar com os moradores da comunidade, que está passando por diversas intervenções estruturais.

Versamune MCTI, vacina 100% nacional, deve ser testada ainda em 2021, diz ministro

/ Saúde

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, falou hoje (05) sobre o desenvolvimento e prazos da Versamune MCTI – um imunizante contra covid-19 100% nacional que foi submetido à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aprovação.

Segundo o ministro, o governo espera que as fases de testes obrigatórias para o uso amplo da vacina ocorram ainda este ano. As fases 1 e 2 deverão contar com 360 pacientes cada. Após a comprovação de eficácia e segurança, a fase 3 – que testa a vacina em um grupo maior e mais diverso de pacientes – deverá contar com 20 mil pessoas. Pontes cogitou a possibilidade da aceleração emergencial da fase 3 da Versamune MCTI, assim como ocorreu com outras vacinas já em uso aprovadas pela Anvisa. ”Esperamos que os testes aconteçam ainda neste ano, pelo menos para ter uma abertura em emergência da fase 3. Havendo eficiência e segurança comprovadas, a vacina será usada aqui no Brasil”, afirmou Pontes.

Controle sobre mutações

Marcos Pontes ressaltou a importância da produção de uma vacina 100% nacional, que servirá para atender rapidamente a população brasileira caso novas mutações ocorram. O ministro também lembrou da importância da mantenção da soberania e da independência de fontes externas de vacina.

“Cada vez que temos uma mutação dessas, se dependermos do exterior completamente para fazer modificações – principalmente se as mutações forem com características exclusivas do país, centralizadas aqui – isso fica difícil. Demora muito tempo e perdemos muita gente. Não queremos isso. Poder controlar rapidamente a tecnologia e os insumos é essencial”, argumentou o ministro.

As áreas de farmácia, biomedicina, química e a economia nacional também serão beneficiadas pela produção de um imunizante nacional. ”O desenvolvimento nacional fica mais barato do que a importação, e ele produz empregos e empresas. Precisamos de todo um sistema montado para outras vacinas e outras pandemias.”

Outras vacinas em desenvolvimento

Marcos Pontes informou que há outras vacinas e remédios em desenvolvimento avançado contra a covid-19. Duas outras vacinas já estão em fase pré-clínica e deverão ter a documentação apresentada à Anvisa nos próximos meses.

”Nossa estratégia funciona em três eixos. Neste ano, o eixo é comprar vacinas internacionais e aplicar na população o mais rápido possível, para cercar o vírus. Na segunda perna, estão as vacinas nacionais, que podem ajudar este ano, mas que terão papel fundamental no ano que vem. A terceira parte é a construção de um centro de vacinas que possa produzir vacinas rapidamente para outras doenças e outras pandemias. Tudo isso está sendo feito em paralelelo”, explicou.

Testes antivirais com medicamentos também estão sendo feitos e financiados pelo governo federal. O ministro afirmou que há um medicamento em fase adiantada que será apresentado para os testes pré-clínicos em pouco tempo. ”A ideia é que tenhamos uma cobertura completa para os brasileiros.”

Programa espacial brasileiro

Sobre os recentes lançamentos espaciais feitos em parceria com outros países, Marcos Pontes afirmou que nutre com entusiasmo o futuro do programa espacial nacional. ”É muito importante que nós tenhamos esse desenvolvimento feito especialmente nas universidades. Não só pelo conhecimento em tecnologia nos laboratórios, mas também pela formação de pessoal para o programa espacial brasileiro, que está decolando”, declarou.

A Agência Brasil de Comunicação informou que acompanhou o lançamento do nanossatélite NanoSatC-Br2, feito em parceria com a Rússia, e o lançamento do Amazonia 1, feito em parceria com a Índia.

Sobre futuros lançamentos, Pontes afirmou que o desenvolvimento de satélites com o projeto plataforma multimissão continuará, e que uma parceria com a Agência Aeroespacial Norte-Americana (Nasa) colocará um robô explorador brasileiro em solo lunar em um futuro próximo. Marcos Pontes também adiantou que haverá novos desenvolvimentos na parceria aeroespacial com Israel.

Morte de locutor na zona rural de Planaltino é o assunto mais comentado na imprensa regional

/ Polícia

Weverton Rabelo Fróes, 32 anos, foi assassinado. Foto: Rede social

Moradores do Município de Planaltino buscam entendimento para o cometimento de um crime de homicídio contra um radialista de 32 anos, ocorrido na noite de domingo (4).

Weverton Rabelo Fróes, popularmente conhecido como Toninho Locutor foi morto com aproximadamente 06 disparos de arma de fogo na região das Guaribas, uma localidade da área rural. A notícia foi a mais comentada nesta segunda-feira na imprensa regional.

Segundo informações obtidas pelo Itiruçu Online, ele estava em sua residência quando bateram na porta dizendo ”É Mateus de Planaltino” pedindo ajuda, pois sua motocicleta havia quebrado a correia. Ao sair para fornecer uma ferramenta, Toninho recebeu vários disparos de arma de fogo tipo revolver. Ele mantinha no ar, há anos, uma rádio pirata na localidade.

Reações adversas à ”cloroquina” disparam 558% e Anvisa já registra nove mortes

/ Saúde

As notificações por efeitos adversos decorrentes do uso de medicamentos do ”kit Covid” como cloroquina e hidroxicloroquina em 2020 dispararam na comparação com o ano anterior.

Ao menos nove mortes foram notificadas, todas após março de 2020, depois do início da epidemia de Covid-19 no país.

O aumento nas notificações por efeitos adversos da cloroquina foi de 558%. O medicamento é recomendado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Os dados são do Painel de Notificações de Farmacovigilância mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e foram divulgados pelo jornal O Globo.

”Desde o dia que aceitei o convite não nos encontramos mais”, diz Roma sobre ACM

/ Política

Roma assumiu Ministério da Cidadania. Foto: Isac Nóbrega

O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), afirmou, nesta segunda-feira (5), que não mantém mais contato com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM), após sua ida para o governo Bolsonaro. As informações são do site Acorda Cidade.

”De fato, ele não concordou com minha ida ao ministério através do meu partido Republicano, por estarmos apoiando o governo de Bolsonaro. Ele [ACM Neto] tem mantido uma postura crítica com relação ao governo do presidente, portanto, desde o dia que aceitei o convite não nos encontramos mais”, disse.

O ministro João Roma esteve presente na inauguração da Fábrica de Calçados em Bravo, distrito do município de Serra Preta.

Neto, que também é presidente nacional do DEM, criticou publicamente a ida de Roma ao governo Bolsonaro, já que isso reforça o discurso da oposição de que o ex-prefeito é aliado de Bolsonaro.

XP-Ipespe: Pesquisa mostra Lula à frente de Bolsonaro, com 29% das intenções de voto

/ Política

Sergio Moro e Ciro vem logo atrás, com 9% cada. Foto: Facebook

Uma pesquisa realizada pela XP-Ipespe e divulgada nesta segunda-feira (5) pela coluna Radar, da revista Veja, mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente de Jair Bolsonaro (sem partido) em uma eventual disputa pela presidência no ano que vem.

Conforme o levantamento, o petista aparece com 29% das intenções de voto, enquanto o atual presidente tem 28%. Ainda conforme a pesquisa, Sergio Moro e Ciro Gomes apareceram logo atrás, com 9% cada. O mesmo estudo foi feito no início de março e Lula tinha 25%, e Bolsonaro, 27%.

Quando se considerado o segundo turno, Lula também apareceu à frente do atual chefe do Executivo, com 42% contra 38%. Em março, Bolsonaro ficou com 41%, enquanto Lula tinha 40% das intenções de voto.

Nos cenários em que o presidente disputa com Moro e Ciro Gomes a pesquisa apontou empate, 30% no caso do ex-ministro da Justiça, e 38%, no caso do ex-presidenciável.

O levantamento foi realizado entre os dias 29 e 31 de março e ouviu mil pessoas em todo o país. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Educação: Inscrições para a monitoria do Mais Estudo são prorrogadas até 9 de abril

/ Educação

Foi prorrogado até o dia 9 de abril, as inscrições para 52 mil vagas do Programa Mais Estudo.  Os estudantes irão contribuir para a aprendizagem dos colegas em Língua Portuguesa, Matemática e Educação Científica. São duas vagas de monitores por turma para todas as unidades escolares da rede estadual.

Serão selecionados os estudantes com bom desempenho escolar, conforme critérios estabelecidos pela Secretaria da Educação, que receberão uma bolsa mensal de R$ 100,00, durante o período de vinculação ao Programa. Para saber se está habilitado para participar da monitoria, o estudante deve entrar em contato, por telefone, com a equipe gestora ou coordenação pedagógica da sua unidade escolar.

Serão selecionados os estudantes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, em todas as ofertas e modalidades, desde que estejam regularmente matriculados na unidade escolar em que irá realizar a monitoria, tendo obtido aproveitamento com média final igual ou maior a oito (8,0), no ano letivo ou no trimestre anterior àquele em que será iniciada a seleção no Componente Curricular no qual pleiteia a monitoria.

Nas unidades escolares em que haja alunos com nota média igual ou maior que oito em número insuficiente ao preenchimento das vagas disponibilizadas, serão considerados elegíveis, aqueles com nota/média igual ou maior que sete (7,0). O estudante também precisará ter nome na lista de pré-habilitados divulgada no Sistema de Gestão do programa, no site http://educacaobahia.com.br/.

Outros critérios são: possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF) devidamente regularizado; dispor de oito horas semanais, de acordo com o calendário definido pela equipe gestora e pela Coordenação Pedagógica da unidade escolar; e não estar atuando em outra monitoria. Para aderir ao programa, o gestor da unidade escolar deverá confirmar a participação do estudante através da inscrição da unidade escolar no Sistema de Gestão do programa, no site informado anteriormente.

Em 24 horas, Bahia registra mais 86 mortes por Covid-19 e 2.073 casos, diz boletim

/ Bahia

A Bahia registrou, nas últimas 24 horas, 86 mortes por Covid-19 contabilizando 15.796 óbitos desde o inicio da pandemia. Segundo boletim divulgado hoje (5) pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), ainda foram registrados mais 2.073 casos da doença. Apesar de terem ocorrido em diversas datas, a confirmação e registro das mortes foram realizadas hoje.

 Dos 817.722 casos confirmados desde o início da pandemia, 787.720 já são considerados recuperados, 14.206 encontram-se ativos. A taxa de ocupação de leitos de UTI adulto para pacientes com coronavírus é de 85%.

Técnico e ex-jogador Renato Gaúcho testa positivo para Covid-19 e inicia isolamento

/ Saúde

Grêmio confirmou diagnóstico de Renato Gaúcho. Foto: Reprodução

O técnico e ex-jogador Renato Gaúcho testou positivo para Covid-19. O diagnóstico foi confirmado pela equipe do Rio Grande do Sul na tarde desta segunda-feira (5), após o treinador sentir sintomas no domingo.

Renato reclamou de dores musculares, inflamação na garganta, febre e indisposição e, por isso, voi vetado da viagem a Quito (EQU), onde o Grêmio começa a decidir uma vaga na fase de grupos da Libertadores.

No último teste realizado pelo clube para Covid-19, no sábado (3), o resultado do técnico foi negativo. Renato Gaúcho comandou a equipe na noite do mesmo dia, contra o arquirrival Internacional. ”O treinador já foi medicado e no momento encontra-se assintomático. Renato cumprirá o protocolo de isolamento pelos próximos dias”, relatou o médico do clube, Gabriel Severo. Com informações do GE.

Em documento ao STF, procuradores da Lava Jato pedem anulação da suspeição de Moro

/ Justiça

Procuradores saem na defesa de Moro. Foto:Isaac Amorim

Sete procuradores da Lava Jato enviaram nesta segunda (5) um documento aos 11 ministros do STF em que defendem a anulação da suspeição do ex-juiz Sergio Moro se o plenário da corte referendar a decisão de Edson Fachin que reconheceu a incompetência da Vara de Curitiba e reverteu as condenações do ex-presidente Lula.

A peça é um ”memorial”, instrumento jurídico que apresenta argumentos aos ministros buscando influenciar em sua decisão.

A tese descrita é que a suspeição de Moro não poderia ter sido julgada pela Segunda Turma do STF, no dia 23 de março, antes da apreciação pelo plenário da corte da decisão de Fachin.

Relator da Lava Jato, Fachin surpreendeu os mundos jurídico e político em 8 de março, ao aceitar o argumento da defesa de Lula de que o foro para suas ações na Lava Jato não é Curitiba.

Após recurso da Procuradoria Geral da República, Fachin remeteu sua decisão para o plenário do STF. O presidente da corte, Luiz Fux, marcou o julgamento para 14 de abril.

”Uma vez confirmada (se confirmada) a incompetência do juízo da Vara de Curitiba, entende-se que ficará prejudicada a questão relativa à suspeição do juízo”, diz o memorial, assinado pelos advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti.

Eles representam os procuradores Deltan Dallagnol, Januário Paludo, Laura Tessler, Orlando Martello, Júlio Carlos Noronha, Paulo Roberto Carvalho e Athayde Costa.

Segundo os advogados dos procuradores, a decisão de Fachin quanto ao foro resulta na perda do objeto relativo à suspeição de Moro. Ou seja, na prática, não teria validade.

Ainda de acordo com o memorial dos procuradores, se o plenário do STF referendar a decisão de Fachin, o processo de Lula retornará à fase de recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal. Nesse caso, o magistrado de primeiro grau decidirá se aproveita ou não os atos instrutórios do processo.

Após a decisão de Fachin, três casos de Lula foram remetidos à Justiça Federal de Brasília, referentes ao tríplex, reformas no sítio de Atibaia usado pelo ex-presidente e compra de imóvel para o Instituto Lula pela Odebrecht.

Ainda não está claro se os autos dos processos poderão ser aproveitados pelos novos magistrados, ou se terão de ser anulados, como diz a defesa do ex-presidente.

Em um dos julgamentos mais esperados dos últimos anos no STF, a Segunda Turma da corte decidiu em 23 de de março, por um placar de 3 a 2, que Moro foi parcial na ação em que o ex-presidente Lula (PT) foi condenado pelo suposto recebimento de um tríplex como forma de propina.

Ao final, votaram para declarar Moro suspeito os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia —que mudou o voto que havia proferido em dezembro de 2018, quando teve início o julgamento. Os ministros Edson Fachin e Kassio Nunes Marques votaram contra a declaração de suspeição de Moro.

A Segunda Turma, porém, restringiu-se à análise da atuação de Moro no caso do tríplex de Guarujá (SP). Não foi discutida a situação do processo em que Lula foi condenado referente ao sítio de Atibaia (SP).

Para ser candidato em 2022, o petista depende do julgamento do plenário do STF a respeito da decisão de Fachin, que de forma individual no último dia 8 anulou as condenações do tríplex e do sítio e levou para a Justiça Federal do Distrito Federal os quatro casos em que o ex-presidente havia se tornado réu no Paraná.

Caso a maioria do plenário referende a decisão de Fachin, Lula terá os direitos políticos de volta e poderá disputar o pleito de 2022 —o que neste momento já está valendo pela decisão individual de Fachin.

Se o resultado no plenário for no sentido oposto, porém, ainda remanescerá a condenação em duas instâncias no caso do sítio de Atibaia, e Lula seguirá inelegível.

Segundo Fachin, no Paraná deveriam ser analisados os casos exclusivamente ligados a crimes contra a Petrobras. Para o ministro, os supostos delitos de Lula teriam relações mais amplas e incluiriam também outras empresas e setores públicos federais, por isso as acusações devem tramitar por uma vara federal em Brasília.

*Fábio Zanini, Folhapress

Menos de um terço dos contribuintes enviou declaração do Declaração do Imposto de Renda

/ Economia

A menos de um mês para o fim do prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, pouco menos de um terço dos contribuintes acertou as contas com o Leão. Nas cinco primeiras semanas de envio, 10.580.505 contribuintes entregaram o documento. Isso equivale a 32,4% do previsto para este ano.

O balanço foi divulgado no início desta tarde pela Receita Federal, com dados apurados até as 11h de hoje (5).

O prazo de entrega começou em 1º de março e irá até as 23h50min59s de 30 de abril. Na semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que propõe adiar a data limite para 31 de julho, por causa do agravamento da pandemia de covid-19. O texto, no entanto, ainda precisa ser votado pelo Senado.

Neste ano, o Fisco espera receber entre até 32.619.749 declarações. No ano passado, foram enviadas 31.980.146 declarações.

O programa para computador está disponível na página da Receita Federal na internet. Quem perder o prazo de envio terá de pagar multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

A entrega é obrigatória para quem recebeu acima de R$ 28.559,70 em rendimentos tributáveis em 2020. Isso equivale a um salário acima de R$ 1.903,98, incluído o décimo terceiro.

Também deverá entregar a declaração quem tenha recebido rendimentos isentos acima de R$ 40 mil em 2020, quem tenha obtido ganho de capital na venda de bens ou realizou operações de qualquer tipo na Bolsa de Valores, quem tenha patrimônio acima de R$ 300 mil até 31 de dezembro do ano passado e quem optou pela isenção de imposto de venda de um imóvel residencial para a compra de um outro imóvel em até 180 dias.

Fome atinge 19 milhões de brasileiros durante a pandemia da Covid-19 em 2020, diz pesquisa

/ Brasil

A fome atingiu 19 milhões de brasileiros na pandemia em 2020. Eles estão entre as 116,8 milhões de pessoas que conviveram com algum grau de insegurança alimentar no Brasil nos últimos meses do ano, o que corresponde a 55,2% dos domicílios.

É o que mostram os dados do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, conduzido pela Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional).

A pesquisa foi feita durante os dias 5 e 24 de dezembro em 2.180 domicílios nas cinco regiões do Brasil, questionando os moradores sobre os três meses anteriores ao momento coleta.

A pesquisa foi realizada no momento em que o auxílio emergencial foi diminuído de R$ 600 para R$ 300 e de R$ 1.200 para R$ 600 —quando a pessoa de referência era uma mãe solo—, afetando a renda de milhões de beneficiários.

Simone Aparecida da Silva, 35, participou das rodadas de R$ 1.200 e R$ 600. Moradora de Heliópolis, em São Paulo, ela é mãe de oito filhos e está grávida do nono. Três deles, porém, vivem em um abrigo. O valor que recebeu do governo permitiu que saísse da casa da mãe e comesse com mais qualidade. Quando ganhou a quantia menor, conseguiu pagar o aluguel, mas dependeu de doações para se alimentar. Sem auxílio, em poucos meses, teve que voltar.

As contas da casa se resumem ao aluguel de R$ 600. A renda vem dos bicos da mãe, que somam R$ 400, e de seu Bolsa Família e da irmã, que são de R$ 342 e R$ 259, respectivamente.

A principal medida do governo para diminuir o impacto da pandemia não foi suficiente. Entre os domicílios que receberam o auxílio emergencial, 28% viveram insegurança alimentar grave —ou seja, passaram fome— ou moderada e 37,6% viveram de forma leve. Já entre os que não receberam, 10,2% passaram por insegurança grave ou moderada, e a maior parte deles, 60,3% viveram em segurança alimentar.

Uma nova rodada do auxílio emergencial foi aprovada e começa a ser paga nesta semana. Os valores variam entre R$ 150 e R$ 375. Simone deve receber o maior benefício. Com a alta do preço dos alimentos e os gastos para manter uma residência, não há outra alternativa a não ser buscar ajuda.

Ser mãe solo diminui o nível de segurança alimentar no Brasil. Há ainda outro fator de agravamento: a raça. Simone é negra.

A fome atingiu 11,1% das casas chefiadas por mulheres. Quando o domicílio em que a pessoa de referência é um homem, esse número cai para 7,7%. A diferença na segurança alimentar entre os gêneros é consideravelmente maior: quando se trata de uma mãe solo, 35,9% das famílias têm a alimentação garantida, já no caso dos homens são mais que a metade, 52,5%.

Quando a pessoa de referência é negra, a fome está presente em 10,7% das casas, enquanto se ela é branca, 7,5%.

As condições de raça e cor, segundo Ana Segall, médica epidemiologista e pesquisadora da Rede Pensann, estão associadas à insegurança alimentar, sendo por si só determinantes do padrão alimentar das famílias.

“Essas condições, principalmente a questão de raça e cor, estão associadas à insegurança alimentar independentemente da renda, mas tendem a ocorrer nas camadas mais pobres da população”, diz.

Assim como a raça, as desigualdades regionais também impactam a segurança alimentar. O Norte e o Nordeste concentram menos domicílios com acesso pleno a alimentos.

No Norte, 18,1% das famílias passavam fome, enquanto 13,8% no Nordeste. Em comparação com a macrorregião Sul e Sudeste, agrupadas na pesquisa, a fome atingiu 6%. No Centro-Oeste, foram 6,9%. .

Débora Aguiar, 27, vive essa realidade. Moradora do Ibura, na periferia de Recife, em Pernambuco, ela vive a insegurança alimentar desde o início da pandemia. Mãe de duas meninas, é casada com Renato Isaías, 24, com quem divide as contas.

Ambos sem emprego, não sabem como pagar o aluguel, de R$ 400. A única certeza que tiveram foi quando receberam o auxílio emergencial. Para comer, contam com a rede de apoio que construíram na própria favela. ”O que tem dado sustento para as famílias, são as outras famílias da favela. É uma que divide o feijão, outra que divide o charque”, conta Débora.

Sem a possibilidade de comprar, também começou a plantar. Mas as refeições se baseiam no que há de mais barato. ”A gente tem vivido um processo de substituição. A mortadela e a linguiça viraram a carne”, afirma.

A pesquisadora Ana Segall conta que a estratégia das famílias para lidar com a falta de políticas públicas nem sempre coloca a alimentação em primeiro lugar. Ela resgata outro estudo que mostra que a ordem de prioridade incluía o pagamento do aluguel, o transporte para o trabalho, as contas e, só então, a comida. ”Para lidar com isso, surgem estratégias socialmente não aceitáveis, como pegar alimento no lixo, ou aceitáveis, como fazer dívidas”, conta.

A prioridade para Maria de Lourdes Laurindo, 54, agricultora assentada pela reforma agrária no assentamento 25 de julho, em Casserengue, na Paraíba, é o alimento.

Mas a pandemia tirou a possibilidade dos agricultores locais venderem seu plantio na Feira da Agroecologia, sua única fonte de renda. Por plantar, ter galinheiro e uma cabra leiteira, Lourdes e seu marido vivem uma insegurança alimentar leve.

A fome alcançou 12% dos domicílios rurais, contra 8,5% na área urbana. Lourdes vive em uma região semi-árida e com pouca disponibilidade de água, dependendo de cisternas. No campo, os domicílios atingidos pela fome dobram de 21,1% para 44,2% quando não há disponibilidade adequada de água para a produção de alimentos.

A pesquisa mostra o aumento da fome no Brasil aos níveis observados em 2004, na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), quando a insegurança alimentar moderada estava em 12% e a grave em 9,5%. Na pesquisa atual, os dados mostram o primeiro quesito em 11,5%, e o segundo em 9%.

É o pior índice desde então. Em 2004, o país tinha 64,8% da população em segurança alimentar, hoje tem 44,8%. Até 2013, pesquisas mostravam regressão da fome no país. A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-2018 do IBGE, no entanto, evidenciou o aumento da insegurança alimentar. Hoje, é ainda maior.

*Victoria Damasceno/Folhapress

A fé não precisa de templos

/ Artigos

Artigo escrito pelo jornalista Victor Pinto

Eu sou aquela pessoa que professa sua fé sem a necessidade de me encontrar em quatro paredes de uma construção ou templo para poder fazer minhas orações, pedir perdão por aquilo que acho errado que fiz ou falei, agradecer alguma graça alcançada ou pedir algo. Até gosto, mas não acho tão imprescindível.  Totalmente contrário de cultos escandalosos, principalmente dos neo pentecostais, a oração pode ser silenciosa, pois a intenção será a mesma e acho que Deus não é surdo, sabedor da sua onipresença e onisciência.

Se realmente a pessoa tem que depender do ritual específico entre quadro paredes, me perdoe, mas essa criatura tem pouca fé. A ida ao templo, muito além da característica religiosa, tem fortes atributos de convenção social e de arrecadação pecuniária. Alguns vendilhões dos templos, em período de pandemia, estão mais preocupados com os livros das receitas do que a crescente lista de fieis que partiram do mundo terreno.

Padre Zezinho canta que orar costuma fazer bem. Para quem acredita, independente da religião que venha professar, tenha certeza que faz bem sim. Mas seja onde estiver ou com quem estiver. O exercício da Igreja, em um aspecto do cristianismo, predominante no Brasil, se faz, como o próprio evangelho de Mateus menciona, quando dois ou mais estiverem presentes em nome de Cristo.

No carro, na cozinha, no quarto, em alguns minutos no trabalho. Ouvindo um podcast, um cd, uma transmissão na TV, no rádio ou nas redes sociais: a fé pode sim ser professada e com segurança sanitária dentro da sua redoma pessoal. Pode sim a atividade religiosa ser essencial, no meu ponto de vista, desde que seja para ser sede de uma transmissão ou receber um ou outro fiel de maneira individualizada.

Apesar da nossa construção moral, que permeia o universo político e jurídico, passar pela fonte religiosa, Igreja não é Estado e nem Estado deve ser Igreja. Pastor ou padre pregar uso de arma para ”defender” o exercício do culto é passar pano para os modus operandi do Estado Islâmico que não tolera o cristianismo e não deixa pedra sobre pedra. Mata em nome do Divino. O próprio Cristo, com toda sua influência, não fez isso, mas os que vieram depois deles, os homens, alguns, sim, fizeram.

Citando mais uma vez, como diria Padre Zezinho, ”se Jesus chegasse agora e tivesse um microfone para espalhar a sua ideia” com certeza ou ele curava por suas mãos ou clamaria ao Pai por vacina para garantir a saúde do povo. O direito de religião é inviolável e constitucionalmente é fundamental. Mas a saúde é mais fundamental ainda. Pois sem saúde não há fiel que venha participar da vida ativa do templo ou até mesmo pagar o dízimo em dia (pois tem alguns, com certeza, que só pensam nisso).

*Eu sou aquela pessoa que professa sua fé sem a necessidade de me encontrar em quatro paredes de uma construção ou templo para poder fazer minhas orações, pedir perdão por aquilo que acho errado que fiz ou falei, agradecer alguma graça alcançada ou pedir algo. Até gosto, mas não acho tão imprescindível.  Totalmente contrário de cultos escandalosos, principalmente dos neo pentecostais, a oração pode ser silenciosa, pois a intenção será a mesma e acho que Deus não é surdo, sabedor da sua onipresença e onisciência.

Se realmente a pessoa tem que depender do ritual específico entre quadro paredes, me perdoe, mas essa criatura tem pouca fé. A ida ao templo, muito além da característica religiosa, tem fortes atributos de convenção social e de arrecadação pecuniária. Alguns vendilhões dos templos, em período de pandemia, estão mais preocupados com os livros das receitas do que a crescente lista de fieis que partiram do mundo terreno.

Padre Zezinho canta que orar costuma fazer bem. Para quem acredita, independente da religião que venha professar, tenha certeza que faz bem sim. Mas seja onde estiver ou com quem estiver. O exercício da Igreja, em um aspecto do cristianismo, predominante no Brasil, se faz, como o próprio evangelho de Mateus menciona, quando dois ou mais estiverem presentes em nome de Cristo.

No carro, na cozinha, no quarto, em alguns minutos no trabalho. Ouvindo um podcast, um cd, uma transmissão na TV, no rádio ou nas redes sociais: a fé pode sim ser professada e com segurança sanitária dentro da sua redoma pessoal. Pode sim a atividade religiosa ser essencial, no meu ponto de vista, desde que seja para ser sede de uma transmissão ou receber um ou outro fiel de maneira individualizada.

 Apesar da nossa construção moral, que permeia o universo político e jurídico, passar pela fonte religiosa, Igreja não é Estado e nem Estado deve ser Igreja. Pastor ou padre pregar uso de arma para “defender” o exercício do culto é passar pano para os modus operandi do Estado Islâmico que não tolera o cristianismo e não deixa pedra sobre pedra. Mata em nome do Divino. O próprio Cristo, com toda sua influência, não fez isso, mas os que vieram depois deles, os homens, alguns, sim, fizeram.

Citando mais uma vez, como diria Padre Zezinho, ”se Jesus chegasse agora e tivesse um microfone para espalhar a sua ideia” com certeza ou ele curava por suas mãos ou clamaria ao Pai por vacina para garantir a saúde do povo. O direito de religião é inviolável e constitucionalmente é fundamental. Mas a saúde é mais fundamental ainda. Pois sem saúde não há fiel que venha participar da vida ativa do templo ou até mesmo pagar o dízimo em dia (pois tem alguns, com certeza, que só pensam nisso).

*Victor Pinto é jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. Atua na cobertura política em sites e rádios de Salvador. Twitter: @victordojornalé jornalista formado pela Ufba, especialista em gestão de empresas em radiodifusão e estudante de Direito da Ucsal. Atua na cobertura política em sites e rádios de Salvador. Twitter: @victordojornal