Sem máscara, ministro do Brasil, Ernesto Araújo’ é advertido em Israel; veja vídeo

/ Mundo

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, foi chamado atenção após tentar se aproximar de uma autoridade israelense sem máscara.

O ministro está em visita ao país para, segundo Bolsonaro, negociar vacinas. Antes, o presidente disse que iria mandar uma comitiva para conhecer um spray nasal contra a covid, ainda sem comprovação científica.

Farmácia Pfizer confirma que governo rejeitou oferta de 70 milhões de doses de vacinas

/ Saúde

Rejeição à Pfizer ocorreu em agosto de 2020. Foto: Alan Santos

A farmacêutica Pfizer confirma que o governo brasileiro rejeitou a oferta de 70 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 já em agosto de 2020, de um total de três propostas.

Em nota divulgada em 7 de janeiro, o laboratório diz que a proposta inicial encaminhada em 15 de agosto previa a entrega de doses já em dezembro de 2020 e que, com base em acordo de confidencialidade firmado em julho de 2020 com o Ministério da Saúde, não poderia comentar detalhes da negociação em curso.

Reportagem publicada neste domingo (7) na Folha de S.Paulo detalha as três ofertas. Do total de doses prometidas, 3 milhões estavam previstas até fevereiro, ou o equivalente a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora.

Embora tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela Folha. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020, totalizando 70 milhões até junho deste ano.

A Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.

Sem aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro –2 milhões de unidades.

Nesta semana, diante do agravamento da crise e do aumento da pressão de governadores, o Ministério da Saúde Saúde anunciou que prepara contratos com Pfizer, Janssen e Moderna para obter 151 milhões de doses entre maio e dezembro de 2021.

O contrato com a Pfizer deve ser assinado nos próximos dias, depois que o presidente Jair Bolsonaro sancionar projeto de lei aprovado pelo Congresso que cria um ambiente jurídico mais favorável para que as cláusulas exigidas pela farmacêutica sejam atendidas, como a que isenta a empresa de responsabilidade por eventuais eventos adversos.

Igualdade de gênero nas empresas

/ Artigos

Taís Rocha é psicóloga e diretora de Operações do Grupo Soulan

Cerca de 100 anos – esse é o tempo que vai levar para que o salário das mulheres seja equiparado ao dos homens em cargos iguais dentro das empresas. A constatação é da Organização Internacional do Trabalho.

Já a quinta edição do relatório ”Mulheres, Empregos e o Direito 2018”, do Banco Mundial, indicava que, naquele ano, 43% da força de trabalho do Brasil era constituída por mulheres, que compõem 50% da população brasileira, porém, com um ponto negativo: a média salarial das mulheres ficava 25% abaixo da dos homens.

Quando falamos sobre igualdade de gênero nas empresas o que não faltam são dados comprovando que ainda temos um grande caminho a percorrer, independente dos avanços já conquistados, surgidos, principalmente, a partir de movimentos sociais globais em prol do empoderamento feminino.

E por falar em poder, uma pesquisa da consultoria McKinsey & Company mostra que empresas com mulheres em cargos de liderança têm chances 21% maiores de ter desempenho financeiro acima da média. Os cálculos da consultoria ainda vão além, pois comprovam que a maior participação feminina no mercado de trabalho e em cargos diretivos tem o potencial de injetar cerca de US$ 12 trilhões no PIB global até 2025. No Brasil, o incremento seria de cerca de US$ 410 bilhões.

Analisando todos esses dados, a questão que precisa ser equacionada é: o que falta para que as empresas reconheçam, de uma vez por todas, a importância da promoção da igualdade em seus quadros funcionais e para que comecem a agir em favor da mudança desse cenário?

Acredito que o primeiro e mais importante passo a ser dado é as empresas estarem dispostas e abertas a contratar pessoas diferentes, equipes plurais, que trazem mais inovação e criatividade aos ambientes corporativos. As companhias precisam de pessoas com pontos de vistas diferentes, com habilidades emocionais diversas, que se adaptem facilmente às variadas formas de trabalho que o mercado atual exige, que priorizem novas formas de fazer gestão e que tenham capacidade de liderança com um olhar voltado a soluções e à gestão de riscos.

Na sequência, vem outra questão: como é possível saber antecipadamente se os profissionais têm todos esses diferenciais? A resposta é: usando a tecnologia, que, além de otimizar os processos de seleção e promoção, também reduz o preconceito e os vieses inconscientes.

Nosso trabalho é apoiar as empresas que querem se beneficiar dos atributos proporcionados pela diversidade. Tanto que oferecemos uma plataforma de avaliação de talentos que contribui para aumentar a diversidade da força de trabalho e reduzir o viés inconsciente nos processos de tomada de decisão, seja no momento da seleção ou da promoção.

Acreditamos que, além de dar oportunidades para aqueles que fazem parte dos grupos de diversidade (mulheres, LGBTQIA+, negros, idosos, etc.) o mais importante é reter e qualificar esses profissionais para que ascendam profissionalmente dentro das empresas, de forma que eles possam apoiá-las no processo de crescimento em seus mercados de atuação.

Nesse processo pela valorização da diversidade nas empresas, a área de Recursos Humanos tem função primordial, já que é, literalmente, a porta de entrada dos profissionais nas empresas. Então, para o Dia da Mulher, meu desejo é que os líderes, juntamente com suas áreas de RH, assumam o compromisso de mudar essa realidade, contratando e promovendo mais mulheres, porque a vontade de mudar é o primeiro e mais importante passo nessa caminhada de transformação da sociedade e das empresas para que se tornem mais inclusivas e justas. E que os números dessa desigualdade fiquem apenas na história de nosso país, como uma lembrança que deve ser esquecida e jamais enaltecida.

* por Taís Rocha de Souza

Supremo Tribunal Federal decide que Petrobras não precisa se submeter à Lei das Licitações

/ Justiça

Por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a Petrobras não precisa se submeter aos procedimentos de contratação na administração pública previstos pela Lei das Licitações, de 1993. A decisão foi tomada no plenário virtual, ambiente digital em que os ministros têm uma janela de tempo para votar por escrito, de modo remoto. A sessão que encerrou a controvérsia se encerrou na noite de sexta-feira (5).
Os ministros julgaram o recurso de uma transportadora do Rio Grande do Sul que buscava indenização por um contrato rompido em 1994 pela Petrobras. Após o rompimento, a petroleira estatal contratou sem licitação outra empresa para fazer o mesmo serviço.

A disputa chegou ao STF em 2005, e vinha se arrastando na Corte desde então. Alguns ministros chegaram a votar no caso em 2011, entre eles o já aposentado Celso de Mello, mas sucessivas interrupções impediram a conclusão até agora.

Ao final, a maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Dias Toffoli, para quem a submissão da Petrobras à Lei de Licitações geraria ”um grave obstáculo ao normal desempenho de suas atividades comerciais”.

Em seu voto, Toffoli destacou que a Petrobras atua em concorrência com empresas privadas no mercado de petróleo e derivados, regime “incompatível com um sistema rígido de licitação, como esse imposto pela referida Lei nº 8.666/93”, escreveu o ministro.

Seguiram o relator os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Ficaram vencidos os ministros Marco Aurélio Mello, Edson Fachin, Rosa Weber e Cármen Lúcia, para quem a Petrobras deveria obedecer à Lei das Licitações. Luís Roberto Barroso se declarou suspeito no caso.

Movimento no Congresso Nacional tenta derrubar limite de gastos da PEC Emergencial

/ Brasília

O limite de R$ 44 bilhões aprovado pelo Senado para o pagamento do auxílio emergencial está na mira de organizações da sociedade civil e mesmo de parlamentares. Diante da explosão de uma nova onda da pandemia, há um movimento para tentar derrubar a trava durante a votação da PEC na Câmara dos Deputados.

Para a equipe econômica, a fixação do limite foi um ponto importante para evitar um ”cheque em branco” ao Congresso, num momento de fragilidade das contas públicas. No ano passado, o governo pagou R$ 293,1 bilhões em transferências às famílias vulneráveis, com impacto sobre a dívida pública, segundo a Exame.

Para o deputado Mauro Benevides (PDT-CE), o valor de R$ 44 bilhões não é um teto para o pagamento em si do auxílio. Ao Estadão, ele diz que o artigo da PEC que abre caminho à nova rodada do benefício trata de um teto para o volume de despesas que podem ficar de fora das amarras fiscais, mas nada impede, segundo ele, que o Congresso destine mais recursos ao programa social dentro das regras orçamentárias normais.