Solidariedade: Após oxigênio, mais de cem médicos da Venezuela se oferecem para ajudar Manaus

/ Saúde

Pelo menos 107 médicos graduados na Venezuela se ofereceram para ajudar Manaus, que vive semana de colapso do sistema de saúde com falta de oxigênio para suprir a demanda de internações por Covid-19 no Amazonas. A informação foi anunciada hoje (16) pelo ministro de Relações Exteriores do país, Jorge Arreaza.

De acordo com o anúncio, os mais de cem profissionais partem da Associação dos Médicos Formados no Exterior (Amfex) e se apresentaram na sexta ao consulado venezuelano em Boa Vista, Roraima, para ajudar no atendimento médico aos pacientes acometidos pelo coronavírus no Amazonas.

A brigada, que conta com médicos brasileiros e venezuelanos formados na Universidade de Caracas, Venezuela, enviou documento ao governador Wilson Lima (PSC) ainda na sexta-feira (15). No documento, o grupo afirma que “107 médicos residentes no Brasil estão à inteira disposição para prestar o apoio que seja necessário para nessa luta contra o coronavírus e a favor da vida humana”.

A colaboração do país vizinho vem após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, orientar que sua diplomacia atendesse ao pedido do governo do Amazonas para liberar uma carga de oxigênio hospitalar da White Martins produzida no país. O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que a Venezuela foi o único país a se prontificar a ajudar o Estado na crise falta de oxigênio.

Além da colaboração dos profissionais da saúde, o ministro chavista também comunicou que informou ao governador do Amazonas que neste sábado os primeiros caminhões de cilindro com milhares de litros de oxigênio saem da fábrica do SIDOR, em Puerto Ordaz, para Manaus.

A cidade de Puerto Ordaz, na Venezuela, fica a 1.580 quilômetros da capital manauara. Ainda não há estimativas de quando essa carga chegará ao Brasil.

Baiano natural da cidade de Feira de Santana, lutador ”Carlos Boi” vence luta no UFC

/ Esporte

Carlos Boi venceu o australiano Justin Tafa. Foto: Divulgação/UFC

Baiano natural da cidade de Feira de Santana, o lutador Carlos Boi venceu o australiano Justin Tafa em sua terceira luta pelo Ultimate Fighting Championship (UFC ) na tarde deste sábado (16). O embate ocorreu na Ilha da Luta, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Boi venceu a luta após decisão dividida dos jurados. Ele saiu perdendo no primeiro round, mas conseguiu reagir no segundo e garantiu a vitória na etapa final. Essa foi a décima vitória de Carlos Boi no MMA, que só tem uma derrota na carreira.

Nego do Borel apela para discurso religioso após acusações de agressão a sua ex-noiva

/ Entretenimento

Artista é acusado de agredir a ex-noiva, Duda Reis. Foto: Reprodução

O cantor Nego do Borel, 28, que nesta semana teve seu nome envolvido em polêmicas com sua ex-noiva, Duda Reis, 18, que o acusa de agressão e crime de violência sexual, aderiu ao discurso redentor, se referiu a Deus, e se disse “pecador” em uma postagem no Instagram neste sábado (16).

Acompanhando uma foto em preto-e-branco, com areia entre os dedos, ele escreveu: ”Te amo, toma minha vida em suas mãos! Eu sei que o Senhor sabe de tudo! Sou pecador, todos nós somos digno de pena, que nesta noite o senhor possa visitar o coração de cada um aqui, Pai!”

Na última semana, ele foi acusado por Duda, com quem se relacionou por três anos, de violência doméstica, estupro de vulnerável e ameaça de morte, entre outras coisas, em boletim de ocorrência registrado na quinta-feira (14).
Vieram também à tona traições por parte do cantor e acusações de agressão de outra ex-namorada.

Nesta sexta-feira (15), a polícia esteve na casa do cantor. De acordo com o próprio acusado, os agentes levaram uma arma de ar comprimido, que ele diz que era usada em jogos de paintball. O cantor também negou ter qualquer envolvimento com atividades ilícitas em vídeo publicado em suas redes sociais.

Ainda nesta sexta, as advogadas de Duda Reis divulgaram que a Justiça concedeu uma medida protetiva para que o cantor não se aproxime da ex ou da família dela. Antes, ela já havia dito que havia sido ameaçada por ele.

Ministro da Saúde ignorou alertas em série do governo Amazonas sobre falta de oxigênio em Manaus

/ Brasília

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello. Foto: Blog do Planalto

O ministro da Saúde, general da ativa Eduardo Pazuello, foi avisado sobre a escassez crítica de oxigênio em Manaus por integrantes do governo do Amazonas, pela empresa que fornece o produto e até mesmo por uma cunhada sua que tinha um familiar ”sem oxigênio para passar o dia”. Pazuello também foi informado sobre problemas logísticos nas remessas.

Os avisos foram dados pelo menos quatro dias antes do absoluto colapso dos hospitais da cidade que atendem pacientes com Covid-19, inclusive um hospital universitário federal, o Getúlio Vargas. Ainda assim, e mesmo estando na capital do Amazonas nos três dias que antecederam o colapso, o ministro não tomou as providências necessárias para garantir o fornecimento de oxigênio.

Em um evento político em Manaus na última segunda-feira (11), que reuniu a cúpula do Ministério da Saúde e as principais autoridades do Amazonas para o lançamento de um plano de enfrentamento à Covid-19 no estado, Pazuello admitiu em seu discurso que tinha conhecimento do que ocorria nos hospitais naquele momento: ”Estamos vivendo crise de oxigênio? Sim”.

Ele prosseguiu: ”Quando eu cheguei na minha casa ontem, estava a minha cunhada, com o irmão sem oxigênio nem para passar o dia. ‘Acho que chega amanhã.’ ‘O que você vai fazer?’ ‘Nada. Você e todo mundo vão esperar chegar o oxigênio e ser distribuído.’ Não tem o que fazer. Então, vamos com calma”.

Naquele momento em que ouvia um alerta dentro de casa, o ministro da Saúde já havia sido alertado por outras vias sobre a escassez crítica de oxigênio nos hospitais.

Integrantes do governo do Amazonas relataram à reportagem que o general foi avisado sobre o problema, uma vez que a atuação no estado, diante da força da segunda onda do coronavírus, vinha ocorrendo de forma conjunta.

Os mesmos alertas vinham sendo dados pela empresa fabricante do oxigênio e principal fornecedora dos principais hospitais, a White Martins. O Hospital Universitário Getúlio Vargas também é abastecido com o oxigênio dela.

A empresa fez alertas mais incisivos desde o dia 7 sobre a impossibilidade de o fornecimento acompanhar o aumento da demanda.

No mesmo evento público em Manaus, no dia 11, Pazuello ouviu do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC): “Aí a gente começa a viver outro drama. Na quinta-feira [7], a principal empresa fornecedora nos comunicou que não tinha mais capacidade de fornecer oxigênio na quantidade que a gente precisava. Ela nos disse: ‘Parem de abrir leitos.’”

Aviões da Força Aérea Brasileira começaram a transportar cilindros de oxigênio a Manaus a partir do dia 8, sexta-feira, mas em quantidades bem inferiores à necessária.

O colapso se manifestou de forma mais notória seis dias depois. Em diferentes unidades de saúde, pacientes com Covid-19 morreram asfixiados diante do esgotamento do oxigênio.

O consumo diário de oxigênio chegou a 70 mil m3 por dia, o triplo da capacidade de produção da White Martins, segundo a empresa. Na primeira onda da pandemia em Manaus, entre abril e maio, o pico foi de 30 mil m3.

O caos que se instaurou, os relatos de mortes de pacientes sem ar e o medo de novas mortes em série levaram o governo de Jair Bolsonaro a agir para tentar garantir a chegada de oxigênio e a sobrevivência de pessoas nos hospitais.

As ações envolvem os ministérios da Saúde, da Defesa e da Educação, por meio da estatal que administra os hospitais universitários federais. Pacientes passaram a ser transferidos a hospitais em outros estados.

Para o MPF (Ministério Público Federal), o MP (Ministério Público) do Amazonas, a DPU (Defensoria Pública da União) e a Defensoria Pública do estado, o governo federal é responsável direto pelo que ocorre em Manaus. O governo do estado também tem responsabilidade, segundo esses órgãos.

As instituições apresentaram à Justiça Federal uma ação civil pública em que pedem que a União apresente imediatamente um plano de abastecimento da rede de saúde do Amazonas com oxigênio.

A ação também pede uma decisão liminar (provisória) que obrigue o governo federal a reativar usinas de produção de oxigênio no estado e a reconhecer a importância do isolamento social.

A Constituição Federal prevê que cabe ao Estado fornecer gratuitamente às pessoas carentes a medicação necessária para um tratamento médico, cita a ação protocolada na Justiça. À União cabe a tarefa de coordenar as atividades do SUS (Sistema Único de Saúde), afirma o documento.

Na sexta (15), o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que o governo federal promovesse, imediatamente, todas as ações ao seu alcance para debelar a “seríssima crise sanitária” instalada em Manaus, em especial suprindo os estabelecimentos de saúde de oxigênio medicinal.

Outros episódios mostram a responsabilidade do governo Bolsonaro pelo que ocorreu em Manaus.

A ação na Justiça cita que uma aeronave da Força Aérea “apresentou problemas que necessitam de reparos, de modo que houve uma paralisação no fluxo emergencial de fornecimento do oxigênio, culminando na situação atual”. Os problemas teriam sido reportados na manhã do dia 14.

Além disso, um dos focos do problema foi um hospital universitário federal, que passou por uma ampliação de leitos para pacientes com Covid-19 sem o correspondente incremento no fornecimento de oxigênio.

Bolsonaro é um entusiasta das aglomerações na pandemia, um detrator do uso de máscaras e um crítico do distanciamento social.

Deputados que seguem suas posições radicais, entre eles seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), pressionaram e comemoraram nas redes sociais o recuo do governador do Amazonas, que iria implantar um lockdown no fim do ano e desistiu.

O presidente da República também age contra a vacinação em massa da população. Ele levanta dúvidas sobre a eficácia da única vacina, a chinesa Coronavac, já disponível em território brasileiro. E lança suspeitas infundadas sobre efeitos colaterais do imunizante.

A aposta do governo Bolsonaro é em medicamentos sem comprovação científica para Covid-19 –a cloroquina é o carro-chefe–, ao ponto de cobrar, num documento oficial, que os médicos do Amazonas adotem o kit chamado de preventivo.

Na manhã de sexta, o presidente disse que o governo fez a sua parte: “Problema em Manaus, terrível o problema lá. Agora nós fizemos a nossa parte, (com) recursos, meios.”

Bolsonaro assinou decreto que abre R$ 1,7 bilhão em créditos extraordinários para o Ministério da Saúde. A liberação, publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste sábado (16), tem o objetivo de reforçar programas de enfrentamento da pandemia do coronavírus.

O Ministério da Saúde, em nota na sexta, afirma que ampliou as ações de apoio emergencial no Amazonas, com transferência de pacientes para outros estados. Estão garantidos pelo menos 149 leitos, segundo a pasta. Mais de 2.500 profissionais de saúde foram recrutados para atender pacientes com Covid-19 no Amazonas, diz.

Aviões da Força Aérea e de companhias privadas foram mobilizados para levar cilindros de oxigênio líquido e gasoso a Manaus, oriundos de diversas partes do país, segundo o ministério. “Tanto pequenas quanto médias empresas que envasam o gás pelo país informaram que incrementarão suas produções para suprir a demanda”, diz a nota.

O GOVERNO BOLSONARO E A FALTA DE OXIGÊNIO EM MANAUS

– Ministro da Saúde foi avisado por diferentes vias, com antecedência, e não agiu

– Oxigênio faltou dentro de um hospital universitário federal, que passou por ampliação de leitos

– Força Aérea Brasileira transportou cilindros de oxigênio em quantidade inferior à necessária para evitar um colapso

– Transporte aéreo enfrentou problemas, segundo ação civil pública do MPF

– Houve falha na logística do transporte de oxigênio, com dependência ao transporte em balsas provenientes de Belém, que levam dias para a conclusão do transporte

– Falta de articulação entre as diferentes áreas do governo

– A aposta é em tratamento precoce com base em medicamentos sem comprovação científica para a Covid-19

– Faltaram UTIs aéreas para transferir pacientes em estado grave a outras capitais

– Há uma demora na transferência de pacientes a hospitais em outras capitais

– O presidente da República estimula aglomerações e faz reiterados discursos contra o distanciamento social

– Há atraso na vacinação, inexistência de uma data para o início e campanha do presidente contra o único imunizante disponível até agora

Vinicius Sassine/Folhapress

Bahia contabiliza 5.832 casos de Covid-19 em 24 horas, diz boletim epidemiológico da SESAB

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 5.832 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,1%) e 3.987 recuperados (+0,8%). O total de registros em 24 horas superou o contabilizado nesta sexta-feira (15), passando a ocupar o segundo dia com maior número de confirmações em 24 horas desde o início da pandemia. O recorde do número de casos, dentro de um dia, ocorreu em 22 de julho, quando foram totalizados 6.401 casos. Isto é reflexo, sobretudo, das festas e aglomerações ocorridas no final do ano e da retomada das notificações por parte de alguns municípios que tiveram as equipes de vigilância reestruturadas devido às novas gestões.

Dos 534.371 casos confirmados desde o início da pandemia, 512.176 já são considerados recuperados e 12.589 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,5%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (10.671,37), Muniz Ferreira (8.811,64), Conceição do Coité (8.608,06), Itabuna (8.378,55), Itororó (8.276,91).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 935.870 casos descartados e 131.045 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com as vigilâncias municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste sábado (16).

Na Bahia, 38.561 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 31 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo.

Amazonas pede transferência de 60 bebês prematuros; Martagão disponibiliza leitos

/ Saúde

O governo do Amazonas pediu que outros estados recebam 60 bebês prematuros que também correm risco de ficar sem oxigênio, assim como pacientes internados com a Covid-19. O pedido foi feito nesta sexta-feira (15) e confirmado à CNN Brasil pelo secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula.

De acordo com ele, o estado terá capacidade para receber de cinco a dez bebês. Em São Paulo, o governador João Doria (PSDB) também disponibilizou leitos e criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Já em Salvador, o Hospital Martagão Gesteira anunciou que poderá disponibilizar dez leitos de pediatria. Um ofício foi enviado para o Ministério da Saúde nesta sexta.

No documento, a Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (entidade mantenedora do Martagão) ressalta que estão disponíveis pelo menos dez leitos pediátricos para receber pacientes provenientes de Manaus (AM), diante do cenário da falta de oxigênio em hospitais ocorrido na cidade.

Prefeito do PP vira destaque no Jornal Nacional por empregar a noiva, a irmã, o tio, os primos e o cunhado

/ Política

Renato Cozzolino, do PP, é prefeito de Magé, no Rio. Foto: Rede social

O ano começou com muitas cidades dando posse a prefeitos novos, e com alguns prefeitos novos repetindo hábitos antigos. Para reunir a noiva, a irmã, o tio, os primos e o cunhado, o prefeito de Magé (RJ) não precisa marcar um jantar com a família, basta ir à prefeitura. Renato Cozzolino, do Progressistas, nomeou todos eles secretários.

A irmã, Jamille Cozzolino, foi eleita como vice-prefeita, mas também ganhou a pasta de Educação e Cultura. Três primos também estão dentro: Vinicius Cozzolino Abrahão é secretário de Governo; Mauro Raphael Cozzolino Nascimento, da Fazenda; Fernando José Assunção Cozzolino, secretário do Trabalho e Renda.

O tio, Samyr Harb, ficou com a Secretaria de Infraestrutura. Nem o cunhado ficou de fora. Felipe Menezes de Souza, dono de um açougue, agora é secretário de Esporte, Turismo, Lazer e Terceira Idade. Renatto Cozzolino ainda nomeou a noiva, Lara Torres, jornalista, para o cargo de secretária de Assistência Social e Direitos Humanos.

”As pessoas que eu escolhi para compor o meu governo são pessoas qualificadas, técnicas, pessoas preparadas para tal função”, disse o prefeito de Magé, Renato Cozzolino.

Ele disse que o grau de parentesco era ”mera coincidência”.

”As pessoas que eu escolhi são pessoas de minha confiança”.

Até agora, o prefeito de Magé deu cargos importantes para sete pessoas com algum grau de parentesco com ele. Chamou tanto a atenção que o Ministério Público estadual abriu um inquérito para apurar a possível prática de nepotismo.

Ainda na Baixada Fluminense, a prefeita de Japeri, Fernanda Ontiveiros, do PDT, nomeou a irmã para a Secretaria de Educação. O prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson, do Avante, colocou o filho Douglas Ruas para comandar a pasta de Gestão Integrada.

A impessoalidade é uma das regras previstas na Constituição de 1988. A administração pública não pode servir para favorecer o próprio prefeito, governador ou parentes deles.

Em 2008, o Supremo Tribunal Federal também proibiu a prática do nepotismo, que é a indicação de pessoas do mesmo círculo familiar para cargos da administração. Mas, depois, abriu uma exceção quando houver nomeação para um cargo de natureza política, como o caso de secretários.

”Muitos prefeitos e governadores começaram a entender que essa era uma exceção que valia para qualquer nomeação. Mas essa interpretação está errada. Essa regra só serve para casos em que é alguém que tem um trabalho pregresso na esfera privada ou na esfera pública para ocupar aquele cargo. Quando se tratar de alguém sem nenhuma identidade, identificação, sem nenhum trabalho pregresso com aquela agenda, com aquele tema, provavelmente se tratará de uma tentativa de burlar a regra estabelecida pela Constituição e pelo Supremo, que proíbe a nomeação de parentes, o chamado nepotismo”, explica Michael Mohallem, professor de Direito Público da FGV.

A Prefeitura de São Gonçalo não deu importância ao que os dicionários registram e afirmou que o fato de Douglas Ruas dos Santos ser filho do prefeito não configura nepotismo, que o secretário tem todas as qualificações para o cargo e formação em gestão pública.

A Prefeitura de Japeri afirmou que, de acordo com a decisão do STF, não há ilegalidade na nomeação da professora Caroline Ontiveros na Secretaria de Educação, e que toda a equipe é formada por profissionais qualificados e com experiência na área. Com informações de O Globo.com