Áudio de Gameleira vaza após voltar à prefeitura de Jequié com críticas a Hassan Iossef

/ Jequié

Gameleira volta à prefeitura criticando Hassan. Foto: Blog Marcos Frahm

Horas após a decisão judicial que reconduziu o prefeito de Jequié ao cargo, vazou áudio de Sérgio da Gameleira (PSB) fazendo críticas ao vice-prefeito Hassan Iossef (PODE), que permaneceu no cargo de chefe do Executivo por mais de 40 dias, durante o seu afastamento.

Gameleira, que é acusado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de improbidade administrativa, por causar prejuízos aos cofres públicos em aproximadamente R$ 4,9 milhões, alfinetou Hassan, que teria distribuído nota pública nesta quarta-feira (28) revelando ter antecipado salários dos trabalhadores no Dia do Servidor: ”Meus amigos, nesses quarenta e cinco dias, muitas coisas aconteceram e contrariaram aquilo que eu queria que acontecesse, mas infelizmente, são coisas que fugiram do nosso controle e determinação judicial a gente tem que cumprir, como eu estou cumprindo hoje, retornando a prefeitura. O primeiro tema que vai ser tratado quando a gente sentar com os secretários vai ser a questão dos cooperados. É muito bom você ir pra rádio e dizer que está pagando salário em dia, abandonando quase mil pais de famílias e eu nunca fiz isso. Estou aqui para ver que de forma a gente vai arrumar a casa, porque destruíram a casa. A gente vai ver de que forma é possível, junto ao Ministério Público, para efetuar o pagamento e se for possível recontratar todos aqueles que estavam trabalhando. Eu dei a orientação para não irem mais trabalhar, mas  fizeram a operação de trabalhar e agora eu vou ver como honrar os compromissos com vocês”, disse Sérgio em áudio direcionado ao servidores terceirizados, que teriam sido afastados das funções, quando a Polícia Federal atuou em Jequié e indicou o encerramento do contrato da Prefeitura com a empresa Ativacoop, investigada na ação.

Conforme apurou o Blog Marcos Frahm, o Ministério Público teria sugerido ao prefeito interino o rompimento do contrato com a Ativacoop.

Jequié: Justiça revoga afastamento de Sérgio da Gameleira, que reassume a prefeitura

/ Jequié

Gameleira reassume a prefeitura de Jequié. Foto: João Lourenço

A desembargadora Maria do Carmo Cardoso, em decisão monocrática no início da tarde desta quarta-feira (28), revogou a decisão que afastava do prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira (PSB), do cargo e o impedia de ingressar nas dependências dos prédios públicos municipais. Com isso, Hassan Iossef (Podemos) deixa a prefeitura.

”As medidas cautelares necessárias à investigação das infrações penais imputadas ao investigado, quanto ao seu cumprimento, lograram, portanto, bom êxito. Sem demonstração de que está, no momento, valendo-se do cargo para delinquir ou impedir a atividade persecutória criminal estatal, deve preponderar, além da presunção de inocência, a vontade popular que o elegeu como prefeito da municipalidade”, argumentou a magistrada, para revogar o afastamento.

Por outro lado, Sérgio da Gameleira segue proibido de manter contato, por meio de qualquer tipo de comunicação, com os demais investigados. Na decisão, a desembargadora afirmou que, caso o prefeito descumpra tal determinação, ele pode ser novamente afastado do cargo ou até ter sua prisão preventiva decretada.

O advogado do gestor, João Daniel Jacobina, afirmou que a expectativa é que Gameleira reassuma o poder executivo de Jequié ainda nesta quarta. ”A defesa sempre acreditou que a reversão do afastamento seria questão de tempo. Sequer há denúncia formalizada contra Sérgio. Não há razão para retirá-lo do mandato, para o qual foi eleito democraticamente”, comentou, conforme informações do site Bahia Notícias.

O prefeito é acusado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) de improbidade administrativa, por causar prejuízos aos cofres públicos em aproximadamente R$ 4,9 milhões.

Polícia Civil informa que elucidou assassinato de jovem ocorrido no dia 24 de março em Jequié

/ Jequié

A Polícia Civil/9ª Coorpin elucidou o homicídio ocorrido em Jequié, no dia 24 de março deste ano, tendo como vítima José Vitório Macedo Lima.

De acordo com a Ocorrência Policial 20/01293, o crime teve o caráter de vingança. As investigações revelaram que um dia antes do homicídio, um membro de facção criminosa foi espancado por desafetos, o que motivou que fosse ordenado que fosse morto qualquer um do grupo rival.

O autor do crime, J.E.S, solicitou um favor a vítima e ela deu as costas, efetuou disparos de arma de fogo, ocasionando a sua morte na via pública.

Também foi levantado pela Polícia Civil que a vítima José Vitório,  não participou do espancamento do rival e não tinha envolvimento com atividades ilícitas. Com informações do Jequié Repórter

Pela primeira vez salários de servidores municipais são pagos antecipados , diz o prefeito interino

/ Jequié

Hassan Iossef antecipa salário de servidores. Foto: Divulgação

Na manhã desta quarta-feira (28),  servidores municipais de Jequié comemoram o pagamento antecipado dos seus vencimentos, fato inédito em quase 4 anos de gestão, conforme nota pública divulgada pelo prefeito interino, Hassan Iossef.

”Desde que assumiu a gestão municipal em 15 de setembro, Hassan vem promovendo diversas mudanças administrativas, zelando pelos princípios da economicidade e pela redução dos gastos públicos”, diz a nota.

Foram completados servidores ativos, cargos comissionados, aposentados e pensionistas da Prefeitura de Jequié. O volume de recursos destinados aos pagamentos dos servidores municipais reflete no aquecimento da economia local, num momento importante para a retomada das atividades econômicas no município.

”O nosso propósito é fazer aquilo que é a obrigação do poder público. Parte desse princípio o respeito a todos os servidores que trabalham para servir à nossa população e faz a máquina pública andar. Graças ao nosso Deus, que nos deu essa missão, estamos cumprindo de forma honrada, como deve ser. Os nossos servidores receberam, novamente este mês, dentro do mês trabalhado. Resultado do esforço da nossa equipe administrativa, conseguimos antecipar o pagamento para este dia 28, para que celebrem o Dia do Servidor, com o salário já na conta. Essa é mais uma demonstração de respeito que a nossa gestão tem por aqueles que vestem a camisa e se doam por Jequié.”, destacou o prefeito interino.

Presença de Rui Costa em carreata provocou grande alvoroço no meio político de Jequié

/ Eleições 2020

Rui e Aline desfilaram em carro com Cocá e Poliana. Foto: Divulgação

A presença do governador Rui Costa (PT) na carreata do candidato a prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), no sábado (24), provocou grande alvoroço no meio político. O governador, que não costuma tomar partido nas cidades onde com duas ou mais candidaturas governistas disputam a cadeira de prefeito, resolveu se envolver pra valer na sucessão municipal local e desfilou em carro aberto ao lado da esposa jequieense Aline Peixoto, declarando apoio a Cocá e Poliana.

Além da carreta, Rui Costa também gravou um vídeo em que declara total apoio à postulação de Zé Cocá. Atitude igual vem sendo tomada em relação a outros municípios como Vitória da Conquista.

Analistas políticos avaliam como muito positiva a participação direta do governador na campanha eleitoral, pois tal atitude faz aumentar o seu grau de comprometimento com Jequié, uma cidade bastante carente de investimentos, cuja situação foi agravada em consequência dos estragos econômicos provocados pela pandemia do novo Coronavírus.

Ciclo 3: Caixa Econômica Federal paga auxílio emergencial para nascidos em outubro

/ Economia

A Caixa Econômica Federal paga hoje (28) o auxílio emergencial para 3,6 milhões de brasileiros nascidos em outubro. Serão liberados R$ 1,6 bilhão para beneficiários que não fazem parte do Bolsa Família, no ciclo 3 de pagamentos do programa.

Do total, 1,3 milhão receberão R$ 800 milhões referentes a parcela do auxílio emergencial regular, no valor de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães chefes de família). É o caso de trabalhadores que fizeram o cadastro nas agências dos Correios entre 2 de junho e 8 de julho e trabalhadores que fizeram a contestação pelo site da Caixa ou aplicativo do Auxílio Emergencial de 3 de julho a 16 de agosto e foram considerados elegíveis para receber os recursos.

Os demais, 2,3 milhões beneficiários serão contemplados hoje com a primeira parcela do auxílio emergencial extensão de R$ 300 (R$ 600 para mães chefes de família), num total de R$ 800 milhões.

Os recursos estarão disponíveis na poupança social digital e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem. Com ele é possível fazer compras na internet e nas maquininhas em diversos estabelecimentos comerciais, por meio do cartão de débito virtual e QR Code. O beneficiário também pode pagar boletos e contas, como água e telefone, pelo próprio aplicativo ou nas casas lotéricas.

O calendário de pagamentos do auxílio emergencial é organizado em ciclos de crédito em conta poupança social digital e de saque em espécie. Os beneficiários recebem a parcela a que têm direito no período, de acordo com o mês de nascimento.

Saques e transferências para quem recebe o crédito nesta quarta-feira serão liberados em 1º de dezembro. A partir dessa data, o beneficiário poderá retirar o auxílio emergencial no caixa eletrônico, nas agências da Caixa ou lotéricas ou usar o aplicativo Caixa Tem para transferir o dinheiro da poupança digital para contas em outros bancos, sem o pagamento de tarifas.

Beneficiários do Bolsa Família

Já os beneficiários do Bolsa Família recebem o auxílio de acordo com o calendário e critérios de pagamento do programa.

Dessa forma, a Caixa faz hoje, o pagamento de R$ 419,8 milhões referentes à segunda parcela do auxílio emergencial extensão para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com final de NIS número 8. Ao todo, mais de 16 milhões de pessoas cadastradas no programa foram consideradas elegíveis para a segunda parcela do auxílio extensão e receberão, no total, R$ 4,2 bilhões durante o mês de outubro.

O auxílio emergencial criado em abril pelo governo federal, pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães solteiras, foi estendido até 31 de dezembro, por meio da Medida Provisória (MP) 1000. O auxílio emergencial extensão será pago em até quatro parcelas de R$ 300 cada e, no caso das mães chefes de família monoparental, o valor é de R$ 600.

De acordo com a Caixa, não há necessidade de novo requerimento para receber a extensão do auxílio. Somente aqueles que já foram beneficiados e se enquadram nos novos requisitos estabelecidos na MP, terão direito a continuar recebendo o benefício.

No caso dos beneficiários do Bolsa Família, eles recebem o valor do programa complementado pela extensão do auxílio emergencial em até R$ 300 ou R$ 600 para mães solteiras. Se o valor do Bolsa Família for igual ou maior que R$ 300 ou R$ 600 o beneficiário receberá o valor do Bolsa Família, sempre privilegiando o benefício de maior valor. Da Agência Brasil

No Dia do Servidor, Governador Rui Costa anuncia construção do Hospital do Planserv

/ Bahia

Rui se reuniu com servidores e anunciou hospital. Foto: Divulgação

O Governo da Bahia irá contratar, por processo licitatório, empresa especializada para estudo de viabilização do Hospital do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos Estaduais (Planserv). A opção que será considerada é a adequação do Hospital Espanhol, localizado no bairro da Barra, em Salvador.

Durante uma reunião realizada na manhã desta quarta-feira (28), ocasião em que se comemora o Dia do Servidor Público, o governador Rui Costa discutiu detalhes da iniciativa com representantes de sindicatos ligados à área da saúde e ao funcionalismo público.

”Hoje, fazemos um anúncio importante, que é um pleito antigo dos servidores. Vamos fazer um hospital de referência, de alta qualidade e de alta performance para atender o servidor. Para isso, definimos como referência o Hospital Espanhol. O estudo vai determinar o perfil, quais serviços serão inclusos e todo o processo legal de conclusão da desapropriação”, detalhou Rui.

Em função do aproveitamento da estrutura do Hospital Espanhol, serão estudadas as adaptações que serão necessárias para a acomodação dos pacientes na unidade, que foi transformada em um centro de tratamento exclusivo para pacientes da Covid-19.

O estudo técnico vai avaliar a infraestrutura necessária à implantação, em aspectos como recursos necessários, localização, adequação de equipamentos, serviços e especialidades a serem oferecidos, número de leitos e modelo de gestão, levando-se em consideração o perfil da carteira da Assistência, hoje com mais de 510 mil beneficiários. A conclusão será um plano de ação a ser avaliado pelo governo estadual.

Participaram da reunião representantes da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia e dos sindicatos dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (Sindsefaz); dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde); dos professores do Estado da Bahia (APLB); dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc); e dos Delegados de Polícia da Bahia (Adpeb).

Contexto estratégico

O projeto do Hospital do Planserv está incluso num contexto estratégico de políticas públicas direcionadas ao serviço médico-hospitalar, em consonância com as diretrizes de constante aperfeiçoamento e aprimoramento, direcionado aos servidores públicos estaduais, seus dependentes e agregados, beneficiários da Assistência.

Com a implementação da unidade, o Planserv não só vai ampliar os serviços prestados aos beneficiários, como também otimizar a qualidade da assistência oferecida à carteira. A meta é criar um modelo referencial de atendimento, com a prestação efetiva e aderente a protocolos e linhas de cuidado padronizadas, adotando custos mais eficientes e responsáveis.

Por ser um plano solidário e sem fins lucrativos, em que a participação financeira dos servidores estaduais baseia-se na sua remuneração e não nas regras dos planos privados, estes com reajustes regulares fundamentados em índices de mercado, o Planserv necessita cada vez mais gerenciar com austeridade seus recursos orçamentários, visando a sustentabilidade do plano no longo prazo.

A saúde, hoje em constante aumento de demanda e, ao mesmo tempo, aprimoramento de tecnologia, impõe evitar desperdícios e padronizar procedimentos, o que será possível com a criação de uma unidade própria.

O hospital será um equipamento de saúde instalado na capital baiana, e abrangerá toda a Região Metropolitana de Salvador, não restringindo o acesso apenas aos beneficiários dessas localidades, mas a todos aqueles que necessitem dessa prestação de serviço hospitalar, no limite de sua capacidade operacional, em todo o Estado, desde que qualificados como beneficiários do Planserv.

Tiago Correia ”herda” mandato de Marcell Moraes após cassação por abuso de poder econômico

/ Política

Tiago Correia (PSDB) | Foto: Matheus Morais/bahia.ba

Em exercício na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) na condição de suplente de Leo Prates (DEM), o deputado estadual Tiago Correia (PSDB) teve a cadeira de titular confirmada após a cassação do mandato de Marcell Moraes (PSDB) na noite desta terça-feira (28) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo com a anulação dos votos obtidos pelo tucano defensor dos animais, o coeficiente eleitoral não sofre alterações, de acordo com o advogado eleitoral Ademir Ismerim.

O caso de Marcell é diferente do episódio envolvendo o também cassado Targino Machado (DEM). No caso de Targino, a anulação dos votos provocou um novo cálculo de coeficiente, reduzindo o número de cadeiras da coligação formada por DEM-PRB-PV-PSDB – o ex-deputado Angelo Almeida (PSB), primeiro suplente da coligação PT-PMB-PSD-PR-PDT-PODE-PRP-PP-PSB-AVA, é quem deve ”herdar” a vaga do ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia.

VOLTA DE GEILSON?

A formalização da cassação do mandato de Marcell provocaria, então, a convocação do segundo suplente da coligação, Carlos Geilson, já que o primeiro na lista, Tiago Correia, já ocupa a vaga de Leo Prates enquanto o parlamentar permanecer como secretário de Saúde de Salvador. O tempo para a convocação, no entanto, não é tão ágil, o que deve adiar a mudança na bancada oposicionista.

Outro fator relevante é a migração de Geilson para a base aliada do governador Rui Costa, em 2019. Candidato a prefeito em Feira de Santana pelo Podemos, caso tenha uma nova ”oportunidade” na AL-BA o ex-tucano criaria uma situação inusitada: eleito pela oposição, ele exerceria o mandato como aliado de Rui, resultando em uma redução na diminuta bancada da minoria.

TEMPO DIFERENTE

Mesmo que essa situação de Geilson seja considerada, a chance de uma convocação dele em um curto espaço de tempo é pequena. Também com mandato cassado, Pastor Tom (PSL) mantém a cadeira mais de dois meses depois do TSE afastá-lo do cargo. Mesmo notificada no último dia 16, a AL-BA indicou que aguarda a indicação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) sobre quem deve ser convocado para o posto.

O rearranjo da oposição dependeria da permanência ou não de um parlamentar licenciado após a notificação para a perda do mandato de Marcell, como é o caso de Leo Prates. O secretário de Saúde soteropolitano não indicou se permaneceria na prefeitura em caso de vitória do grupo político dele com Bruno Reis. Entre os parlamentares da minoria, nenhum é candidato em 2020. Com informações do site Bahia Notícias

Vale do Jiquiriçá: Novo tremor em distrito de Amargosa assustou moradores ontem à noite

Um novo tremor foi sentido por moradores de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, na noite desta terça-feira (27). O abalo foi registrado na localidade de Corta-Mão às 22h03 e chegou à magnitude de 1,8. Segundo a Defesa Civil do Estado [Sudec], o tremor foi o mais forte após a sequência de fenômenos entre o final de agosto e início de setembro registrado em 43 cidades das regiões do Recôncavo, Vale do Jiquiriçá e Baixo Sul.

Conforme Paulo Luz, superintendente da Sudec, apesar de a magnitude ter sido baixa, a intensidade do tremor da noite desta terça foi considerada média, o bastante para assustar moradores. Luz diz que o fato preocupa devido à inversão da tendência que era de tremores de baixa intensidade.

De acordo com o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que monitora a região, do dia 30 de agosto, quando começaram os tremores, até esta terça já ocorreram mais de 400 abalos sísmicos, 41 destes só nos últimos três dias.  O epicentro dos tremores fica a 1 quilômetro de profundidade do distrito de Corta-Mão. Com informações do site Bahia Notícias

Em privatização do SUS, ”Governo Federal” busca ”modelos de negócios” para unidades básicas

/ Saúde

Tidas como porta de entrada do SUS, unidades básicas de saúde entraram na mira de um programa de concessões e privatizações do governo, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Um decreto que inclui a política de atenção primária em saúde dentro do escopo de interesse do programa foi publicado nesta terça (27) no Diário Oficial da União.

A medida gerou reação de especialistas e entidades em saúde, que temem uma “privatização” na área, hoje um dos pilares do atendimento no sistema público.

O decreto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Na prática, o texto prevê que sejam feitos estudos “de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de unidades básicas de saúde”.

A ideia do governo é estruturar projetos-piloto para esse tipo de parceria. A seleção ficaria a cargo da Secretaria Especial do PPI no Ministério da Economia –no decreto, não há menção ao Ministério da Saúde.

A reportagem questionou se a pasta havia sido comunicada da iniciativa, mas não recebeu resposta até então.

Segundo o PPI, o principal ponto do projeto é “encontrar soluções para a quantidade significativa de unidades básicas de saúde inconclusas ou que não estão em operação no país”. Questionado sobre qual seria a contrapartida ao setor privado, o programa disse apenas que a medida está em análise de possíveis “modelos de negócios”

“Importante destacar que caberá ao PPI coordenar os esforços em busca da construção de modelos de negócios, mas a condução da política pública será realizada pelo Ministério da Saúde. Não se trata de delegar ao privado as funções de Estado, mas de aprimorar a prestação de serviços”, informa.

O órgão diz ainda que trabalhará com o Ministério da Saúde e ao BNDES na definição de diretrizes para elaboração dos projetos, para, em seguida, selecionar municípios e consórcios “que tenham interesse nessas parcerias”.

“Sabemos do desafio de levar mais infraestrutura e serviços de qualidade a diversos municípios do Brasil e acreditamos que o modelo de PPPs será chave para alcançarmos os resultados que a população tanto merece”, afirmou, também em nota, a secretária especial do PPI, Martha Seillier.

Ainda não há estimativa de quantas unidades podem ser incluídas nessas parcerias. Atualmente, o país tem 44 mil unidades básicas de saúde. A reportagem questionou quantas outras estão fechadas ou não tiveram obras concluídas, mas não teve resposta até o momento.

A possibilidade de abrir espaço para o setor privado na construção e funcionamento destes postos, no entanto, tem gerado reação de especialistas e entidades na área da saúde.

Em vídeo divulgado nesta terça, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigatto, disse ver na medida uma privatização dos postos de saúde. Segundo ele, o conselho realiza uma análise de eventuais medidas legais diante do caso.

Para Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a situação é “preocupante”.

“Embora coloque como estudo-piloto, as coisas começam assim. Isso é a porta aberta para a desconstrução do SUS. Não se sabe se vão respeitar as condições do sistema”, afirma ela, que questiona a falta de consulta, pelo governo, a entidades de saúde sobre a proposta.

Avaliação semelhante sobre os riscos da medida é apontada por Ricardo Heinzelmann, da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade), que reúne médicos que atuam na atenção básica.

Para ele, a situação ameaça políticas nacionais que ocorreram pela atenção básica –caso da Saúde da Família, que ajudou a reduzir indicadores de doenças crônicas e mortes no país. “Qual seria o interesse do setor privado para atuar nesse nicho do mercado?”, questiona.

“Há risco de se perder ações importantes da saúde da família, como a abordagem comunitária. Falamos de uma população vulnerável”, completa.

Heinzelmann vê uma diferença na proposta em relação ao modelo das OSS (organizações sociais de saúde), que funcionam em parte do país.

“As OSs não constroem, enquanto a PPP vai além nisso: ele poderia construir e ser como um proprietário daquele serviço. Há um avanço maior no campo da privatização quando falamos nessa lógica”, diz.

Questionado sobre os riscos apontados pelos especialistas, o Ministério da Saúde não respondeu.

Auxílio emergencial e oferta de produtos vão definir tamanho da inflação, dizem economistas

/ Economia

O Brasil vive hoje um movimento generalizado de alta de preços de alimentos e insumos para diversos setores que poderá ser contido caso sejam resolvidas três questões que pressionam a inflação: a falta de alguns produtos, as medidas de estímulo adotadas durante a pandemia e a taxa de câmbio.

Na avaliação de economistas ouvidos pela Folha, a inflação deve ficar em torno de 3% neste e no próximo ano, abaixo do centro da meta fixada pelo governo de, respectivamente, 4% e 3,75%.

Para que isso ocorra, contam com o fim do desequilíbrio entre oferta e demanda de produtos que afeta empresas em vários países. Também esperam que governo federal e Congresso mantenham o compromisso de preservar o teto de gastos e retomar o ajuste fiscal em 2021, o que ajudaria a derrubar a taxa de câmbio que também tem encarecido produtos importados e exportados pelo Brasil.

A alta da inflação é uma das questões que serão analisadas na reunião desta quarta-feira (28) do Copom (Comitê de Política Monetária), colegiado do Banco Central que deve manter a taxa básica de juros nos atuais 2% ao ano.

Na semana passada, o IBGE divulgou o IPCA-15, indicador que funciona como uma espécie de prévia do índice oficial de inflação, e que registrou em setembro sua maior alta desde 2012, de 0,45%, acima das estimativas do mercado.

Enquanto o índice, que é uma média e representa uma cesta de consumo, sobe 2,65% em 12 meses, o preço de alguns alimentos acumula alta superior a 30%. O IGP-M, índice de preços no qual pesam mais os preços ao produtor, acumula alta de 18%. O grupo matérias-primas brutas subiu 57% no período.

O economista André Braz, coordenador de índices de preços do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), afirma que há setores muito pressionados pelo aumento das matérias-primas, como automobilístico, alimentação e construção civil.

Segundo Braz, parte disso são efeitos cambiais. O real desvalorizado favorece a exportação, o que é ruim para a inflação porque desabastece o mercado brasileiro. Também deixa mais caros produtos importados, como grãos e outras commodities que já estão subindo também em dólar no exterior.

“Há um espalhamento da inflação ao produtor. Toda a cadeia de derivados dessas matérias-primas também sobe. Há facilidade para repassar esse aumento de custos para os derivados, sejam agrícolas ou industriais. Isso está diminuindo a margem de vários segmentos industriais, que não veem condição de repassar essa pressão para o preço final. A indústria está com margens mais apertadas”, afirma o economista.

“Os únicos segmentos que ainda admitem repasses mais fortes são alimentação e, agora, a construção civil. A inflação ao consumidor está muito concentrada em alimentos. Ele tem pouco fôlego para direcionar recursos para outras despesas.”

Rafaela Vitória, economista-chefe do banco Inter, afirma que outro fator que pressiona a alta das matérias-primas é a interrupção de algumas cadeias produtivas por causa das paralisações durante a pandemia, mas avalia que demanda e oferta devem se equilibrar em pouco tempo.

A economista afirma que não prevê uma contaminação da inflação de insumo para os serviços e produtos de forma generalizada e que a economia ainda fraca impede repasses desse aumento de custos.

“A gente não vê muito espaço para repasses. A gente está saindo de uma crise forte, com nível de renda ainda muito deprimido. Houve esse impulso do auxílio emergencial, que vem beneficiando alguns setores específicos, mas aqueles em que a demanda está se recuperando de maneira mais lenta não vão ter poder de repasse”, afirma Vitória.

Para ela, a política fiscal é o fator mais importante para o controle da inflação.

“Uma política fiscal contracionista, com o governo gastando menos, leva a um bom controle da inflação. Isso ajuda no câmbio, que pode ter uma valorização. Quando o auxílio for retirado, a partir de janeiro, por mais que ele venha a ser substituído pelo Renda Cidadã, vai ter uma dimensão muito menor e é esperado um enfraquecimento da demanda nesse primeiro momento, que pode contribuir também para uma desaceleração do IPCA.”

O economista-chefe do BNP Parribas Brasil, Gustavo Arruda, também afirma que a retomada do ajuste fiscal e o fim do auxílio são importantes para o controle da inflação em 2021. “A resposta vai depender do fiscal. Se o governo optar por seguir com teto de gastos e não seguir com o auxílio no ano que vem, a gente pode esperar o câmbio mudando de direção”, afirma.

Para ele, o auxílio emergencial também contribuiu para o descompasso momentâneo entre oferta e demanda de produtos que resultou em aumentos de preços restritos a alguns segmentos.

“Por um lado, as empresas estão voltando a produzir. Do lado da demanda, o governo já diminuiu a transferência de renda pela metade. Se a gente não tivesse já em um processo de redução do ‘coronavoucher’ e tivesse um risco de continuação das políticas implementadas durante a pandemia no ano que vem, de fato a gente teria uma aceleração de inflação.”

Daniel Xavier, economista-sênior do banco ABC Brasil, também afirma que o choque inflacionário é temporário, tanto nos alimentos como em produtos que sofrem restrições de oferta, como vestuário.

Ele afirma que os núcleos de inflação, indicadores que o Banco Central olha com mais atenção, tiveram ligeira aceleração recentemente, mas ainda estão em torno de 2% e 2,5%. Por isso, as expectativas de inflação continuam abaixo da meta.

“O choque não é duradouro. A gente não trabalha com hipótese de rompimento do regime fiscal e espera que o Renda Cidadã siga um regime de disciplina fiscal. Com isso, o câmbio tende a ceder e há uma descompressão da inflação no atacado”, afirma Xavier.

“Também é natural que várias cadeias produtivas estejam desalinhadas, mas a tendência é que isso também volte à normalização.”

Nas últimas quatro semanas, a projeção de IPCA para 2020 passou de 2,05% para 2,99%, acima do piso da meta de inflação (2,5%), mas ainda abaixo do objetivo central (4%), segundo o boletim Focus do BC. Para 2021, subiu de 3,01% para 3,10% em 2021, para uma meta de 3,75% (piso de 2,25%).

Apesar da inflação abaixo da meta, a estimativa para a taxa básica de juros passou de 2,5% para 2,75% no período. Para 2022, a meta é de 3,5%, mesmo valor da projeção dos analistas consultados, com uma Selic de 4,5%.

Folha de S.Paulo

Com 2º onda de covid-19 na Europa e eleição nos EUA, dólar bate em R$ 5,79 após cinco meses

/ Economia

O dólar iniciou as negociações desta quarta-feira, 28, em forte alta, e, em pouco tempo atingiu valorização de 1,9%, sendo cotado a R$ 5,79. O dia é marcado pela instabilidade nos mercados internacionais, que acompanham a segunda onda de covid-19 na Europa e a eleição americana, no próximo dia 3.

Essa é a primeira vez em cinco meses que o dólar ultrapassa R$ 5,75, a última sessão em que a cotação havia atingido R$ 5,79 foi no dia 18 de maio.

Logo depois das 10h, o Banco Central fez um leilão de moeda americana sem mencionar o valor da oferta e a cotação desacelerou para o patamar de R$ 5,73. Às 10h27, o dólar à vista subia 0,97%, a R$ 5,7375.

Nesta quarta-feira, depois das 18h, o Copom anuncia sua decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, que está em seu nível mais baixo, em 2% ao ano. Na terça-feira, 27, o dólar já havia registrado uma disparada, fechando o dia cotado R$ 5,68, após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, criticar a obstrução de projetos de interesse econômico pela própria base aliada do governo. Esse episódio também causou queda no Ibovespa, que caiu abaixo dos 100 mil pontos.

A moeda americana acumula valorização de 43% neste ano. No início de janeiro, a cotação girava em torno de R$ 4. O patamar atual, porém, não é o mais alto em termos nominais, quando não se desconta a inflação. Em 14 de maio, o recorde foi atingido: R$ 5,9718. Depois disso, a divisa estrangeira chegou a custar abaixo de R$ 4,90, mas, nas últimas semanas, vem oscilando entre R$ 5,50 e R$ 5,70.

Nas casas de câmbio, de acordo com levantamento realizado pelo Estadão/Broadcast, o dólar turismo já é negociado perto de R$ 6.