Jequié confirma mais um óbito por coronavírus, sendo uma mulher, portadora de diabetes e hipertensão

/ Jequié

Taxa de ocupação de UTI/adulto é de 69%. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié informou, por meio do boletim epidemiológico do coronavísus, emitido na noite deste sábado (10),  que houve o registro de mais um óbito, sendo uma mulher, de 74 anos, residente na localidade do Pau Ferro, Jequiezinho, que era portadora de Diabetes e Hipertensão, e que estava internada no HGPV.

Houve, também, o registro de mais 12 novos casos, perfazendo um total de 5.899 pessoas confirmadas com a doença, até agora. As pessoas que tiveram alta, sendo liberadas para suas atividades, contabilizam 5.552, que encontram-se recuperadas e não apresentam mais os sintomas da doença. Os que estão em quarentena somam 448 pessoas.

Conforme os dados repassados pelo HGPV e pelo Hospital São Vicente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI/adulto é de 69%. Destes, 10 leitos estão ocupados por residentes de Jequié e 10 leitos ocupados por pessoas de outros municípios.

Grávida de gêmeos entra em trabalho de parto na BR-324; primeira bebê nasce em ambulância

/ Saúde

Uma grávida de gêmeos, de 29 anos, deu à luz a um dos bebês dentro da ambulância no meio da BR-324, na manhã deste sábado (10), enquanto estava sendo transferida via regulação interestadual, para o Hospital Geral Roberto Santos (HGE), em Salvador.

De acordo com o técnico de enfermagem, Taciano Araújo, que acompanhou a paciente, as primeiras contrações aconteceram por volta de 06h30 e logo depois o trabalho de parto, dentro da ambulância. O primeiro bebê nasceu na BR-324, entre Feira de Santana e Salvador.

Taciano Araújo, por meio de GPS, procurou a unidade de saúde mais próximo do local em que estava, e localizou o Hospital Nossa Senhora da Natividade, em Santo Amaro, que fica no recôncavo da Bahia, onde a gestante recebeu atendimento e deu à luz à segunda recém-nascida, por volta das 07h30.

A prefeitura de Santo Amaro informou que o bebê não estava em posicionamento ideal para o parto normal e necessitou de manobras da equipe de obstetrícia para facilitar o parto. Após nascer, a recém nascida entrou em sofrimento respiratório.

O Secretário Municipal de Saúde, Holmes Filho, entrou em contato com a Central de Regulação do Estado da Bahia, e solicitou a transferência para Salvador, em uma UTI Móvel, especializada em neonatologia. A transferência da puérpera e dos dois bebês ocorreu às 15h. Conforme o órgão municipal, mãe e filhas passam bem. G1

Bahia registra 1.754 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.754 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 1.730 curados (+0,6%). Dos 324.964 casos confirmados desde o início da pandemia, 311.054 já são considerados curados e 6.811 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (27,26%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (7.092,48), Almadina (6.551,98), Itabuna (6.226,35), Madre de Deus (6.205,85), São José da Vitória (5.568,00).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 655.320 casos descartados e 80.269 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste sábado (10).

Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 24 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Brasil chega a 150 mil mortos sem saber real dimensão da Covid-19, após 7 meses do 1º caso

/ Brasil

O número de mortos deixados pela Covid-19 no Brasil superou, neste sábado (10), 150 mil pessoas. Passados sete meses e meio desde o primeiro caso no país, contudo, a dimensão real da doença entre os brasileiros continua a ser uma incógnita.

Mesmo os primeiros pesquisadores que tentaram estimar o número total de pessoas infectadas, isto é, que tentaram descobrir a soroprevalência, a porcentagem de pessoas contaminadas, com ou ou sem sintomas, foram driblados pelo novo coronavírus.

A quantidade de anticorpos de quem foi infectado começa a diminuir depois de algumas semanas. Decai a ponto de testes em geral usados nessas pesquisas não captarem mais esses sinais de infecção. Depois de um tempo, uma pessoa um dia contaminada pode parecer que jamais foi invadida pelo novo coronavírus. Por esse motivo, provavelmente, essas primeiras grandes pesquisas indicaram estabilidade relativa ou queda da taxa de infecção desde junho: subestimaram o tamanho da epidemia.

O Brasil conta hoje mais de 150 mil mortes confirmadas, número que pode ser ainda maior. Mas sabe ainda menos sobre quantas pessoas foram infectadas. O número de casos confirmados oficialmente passa de 5 milhões.

Conhecer o tamanho da infecção pode ajudar a definir políticas de saúde, até de vacinação. Pode indicar em que altura uma certa porcentagem de infectados por si só leva à redução do número de novos casos, a chamada imunidade coletiva. A correção dessas pesquisas pode ser necessária para se descobrir se a infecção deixa as pessoas imunes ao vírus, por quanto tempo e com qual nível de resistência à doença. Mesmo sem anticorpos detectáveis, pode haver imunidade, mas, anticorpos não são garantia de proteção.

Novos estudos tentam corrigir a subestimativa. Nos testes feitos pela Prefeitura de São Paulo com amostras da população paulistana, a porcentagem de infectados variou entre 9,8% e 13,9% de julho a agosto. Essa variação pequena não é compatível com o número de doentes e de mortos. Trabalho de pesquisadores brasileiros publicado em setembro indica que a cidade de São Paulo poderia ter mais de 22% de infectados em agosto —o número de total de contaminados, portanto, seria 10 vezes o que aparece na conta oficial dos casos confirmados. Em Manaus, seriam até 66% os infectados, ante os 27,5% dos resultados ”sem correção”.

Os inquéritos sorológicos, como o da prefeitura paulistana e o Epicovid, nacional, tentam obter o número geral de infectados na população a partir do exame de uma amostra, de uma parte desse mesmo conjunto de pessoas. Os sorteados são examinados com os chamados testes rápidos, que detectam se há anticorpos em sangue coletado por uma picada no dedo.

Ministério da Saúde descarta preferência para comprar vacina chinesa contra o coronavírus

/ Saúde

O Ministério da Saúde minimizou nesta sexta-feira (9) as tratativas para a obtenção e a distribuição da vacina Coronavac, parceria do governo de São Paulo com a chinesa Sinovac, e afirmou que elas não estão mais avançadas do que as demais imunizações analisadas pelo governo federal.

O secretário-executivo da pasta afirmou que “não pode comprar o que não existe”.

A posição foi anunciada no mesmo dia em que o governador João Doria (PSDB) colocou pressão sobre o governo federal para obter uma resposta a respeito da parceria. Doria afirmou que já tem um “plano B” para a distribuição para outros estados, caso não feche parceria com o governo federal.

Doria pretendia acrescentar a Coronavac no plano de imunização federal, mas ainda não obteve um posicionamento do Ministério da Saúde.

“Nossos entendimentos com o estado de São Paulo, com o Instituto Butantan, estão no mesmo passo em que estão os entendimentos bilaterais com os laboratórios com os quais estamos entrando em contato”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

Franco repetiu a versão largamente difundida pela pasta de que se dará prioridade para a primeira vacina que ficar pronta, que se mostrar confiável, que for oferecida em grande quantidade para a população brasileira e que tiver um bom preço.

“A vacina que ficar pronta primeiro com certeza será uma opção para adquirirmos. De acordo com a legislação brasileira, eu não posso comprar o que não existe”, disse o secretário-executivo, que em seguida explicou que o contrato mantido .

“Então, assim como o Butantan, os outros laboratórios que estamos buscando para termos conhecimento e acesso à vacina segura e eficaz estão no mesmo rol.”

Por outro lado, Franco lembrou que a Coronavac está em fase 3 de testes clínicos e que por isso pode virar uma candidata, caso seu registro seja aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

O secretário-executivo também lembrou que já há a garantia de 140 milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 para o primeiro semestre do próximo ano.

Desse total, 100 milhões são resultado da parceria fechada com o laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, por intermédio da Fiocruz.

As outras 40 milhões de doses são referentes à adesão brasileira à iniciativa Covax Facility, liderada pela OMS (Organização Mundial de Saúde). O Brasil pretende imunizar 10% da população brasileira com a adesão a esse mecanismo.

“Permanecemos em contatos bilaterais não só com o Instituto Butantan, a coronavac, como também com outros institutos nacionais que buscam parcerias com laboratórios internacionais. Buscamos dentro desse portfólio abrir oportunidade para abrir acesso o quanto antes a una vacina segura e eficaz.”