Bahia registra 2.364 casos de Covid -19 nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.364 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 1.988 curados (+0,7%). Dos 292.019 casos confirmados desde o início da pandemia, 278.490 já são considerados curados e 7.348 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 416 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,75%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.289,18), Almadina (6.131,04), Itabuna (5.652,77), Madre de Deus (5.461,53), Dário Meira (5.051,35).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 574.286 casos descartados e 71.596 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta sexta-feira (18).

Na Bahia, 24.568 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 49 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada.

O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.181, representando uma letalidade de 2,12%. Dentre os óbitos, 55,91% ocorreram no sexo masculino e 44,09% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 53,07% corresponderam a parda, seguidos por branca com 16,74%, preta com 15,43%, amarela com 0,83%, indígena com 0,10% e não há informação em 13,83% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 74,47%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (76,08%).

Brasil pede mais tempo para decidir se entra em aliança internacional por vacina contra o vírus

/ Saúde

O governo federal informou nesta quinta-feira (17) ter pedido mais prazo para decidir se o Brasil fará parte da Covax Facility, uma iniciativa global para facilitar o acesso de países a vacinas contra Covid-19.O prazo divulgado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) para que países informem se vão aderir à iniciativa termina nesta sexta-feira (18).

A Covax é uma espécie de aliança e consórcio entre países que visa garantir investimentos para pesquisa, produção e oferta equitativa de vacinas contra a Covid-19. Atualmente, a estratégia acompanha nove estudos clínicos de possíveis imunizantes. O compromisso prevê que, caso alguma delas tenha eficácia, haja o fornecimento de doses para pelo menos 20% da população de cada país vinculado à aliança.

A medida também tem apoio de recursos de instituições e doadores internacionais, o que visa ajudar países de menor renda, segundo a OMS. Em nota, a Secretaria de Comunicação do governo diz que ”estuda criteriosamente” a participação do Brasil na Covax Facility e que, ”assim como outros países, segue em tratativas junto à Aliança Global de Vacinação para a extensão do prazo”, para a adesão.

”Tal medida se faz necessária para obter mais informações sobre as condições para a aprovação regulatória, instrumento jurídico aplicável, vacinas em desenvolvimento, suas características de armazenamento e transporte logístico”, aponta. ”Essas definições são especialmente importantes em um país como o Brasil, de dimensões continentais.”

A Secom, no entanto, não informou quais os pontos em análise. A Folha de S.Paulo apurou que um desses fatores seria o possível custo da adesão, pelo fato do Brasil ser um dos países mais populosos -e a iniciativa prever a oferta de vacina para até 20%. Além disso, caso haja adesão, a ideia que os países façam investimentos iniciais até 9 de outubro. Isso ocorre porque a estratégia prevê a possibilidade de que fabricantes façam investimentos precoces na capacidade de produção, aumentando a chance de uma oferta mais rápida da vacina caso haja eficácia.

Na última semana, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia dito que o Brasil ainda estudava aderir ao programa. “Caso optemos pela adesão, o Brasil poderá ser o maior contribuinte”, disse o ministro. Atualmente, o Ministério da Saúde já possui um acordo que prevê a compra de 100 milhões de doses de uma vacina em desenvolvimento pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca –uma das nove vacinas cujo estudo clínico é acompanhado pela Covax.

Ainda não está claro se a medida poderia trazer uma interferência no acordo. A avaliação inicial de membros que acompanham o processo ouvidos pela Folha é que a adesão seria complementar, já que a iniciativa da Covax envolve também outras oito opções de vacinas, mas que a medida ainda precisa ser avaliada.

Especialistas indicam que reabertura das praias no litoral paulista aumentou casos da Covid-19

/ Saúde

Localizada no litoral de São Paulo, a Baixada Santista registrou aumento no número de casos da Covid-19 após a reabertura das praias. De acordo com informações do jornal Estado de S. Paulo, especialistas acreditam que o aumento se dá por causa da lotação das praias entre o último fim de semana de agosto e o feriadão de 7 de setembro.

A média diária de casos era de 149 na semana do dia 2 ao dia 8 de setembro. Entre 9 e 15 deste mês, subiu para 196, de acordo com os boletins divulgados pelas prefeituras das cidades litorâneas. O número médio de mortes diárias também subiu, de 5 para 8. Os últimos números apontam que a Baixada Santista contabiliza 52,3 mil casos do novo coronavírus, que resultaram em 1.892 mortes.

As cidades com mais casos são: Santos (19.089 casos e 596 óbitos), Guarujá (7.910 casos e 372 óbitos), Praia Grande (7.869 casos e 225 óbitos) e São Vicente (6.158 casos e 387 óbiyos). O estado de São Paulo registra 916.821 infecções e 33.472 mortes.

Segundo a Secretaria de Logística e Transportes do Estado, 2,5 milhões de carros estiveram nas rodovias estaduais para viajarem para o interior e para o litoral paulista. No último fim de semana de agosto, esse número foi 1,63% menor, sendo que tinha sido o mais movimentado da pandemia.

No entanto, Marco Vinholi, secretário estadual de Desenvolvimento Regional, afirma que é cedo para determinar que as praias foram o fator efetivo para o aumento de casos. ”Ainda se compararmos a quantidade de casos e internações dos dias anteriores com os dias posteriores ao feriado, teremos números absolutamente estáveis na região”, disse ele, ao Estadão.

Dólar sobe para R$ 5,37 e juros futuros têm alta com receio de rompimento do teto de gastos

/ Economia

Os juros futuros e o dólar tiveram forte alta nesta sexta-feira (18) com o receio de investidores quanto ao rompimento do teto de gastos e aumento de casos de coronavírus na Europa. A moeda americana terminou o pregão cotada a R$ 5,3750, alta de 2,73% em relação à véspera, e maior valor desde 1º de setembro, quando estava a R$ 5,39. O turismo está a R$ 5,67.

O Ibovespa cedeu 1,81%, a 98.289 pontos, menor patamar desde 7 de julho. O juro de dois anos foi de 3,83% na véspera para 4,12% nesta sexta. O de cinco anos foi de 6,52% para 6,85%.

O movimento é um reflexo da expectativa por taxas de juros maiores –juros futuros são taxas de juros esperadas pelo mercado nos próximos meses e anos com base na evolução dos indicadores econômicos atuais e são a principal referência para os juros de empréstimos que são liberados atualmente, mas cuja quitação ocorrerá no futuro.

Analistas apontam que o mercado vê mais risco de o governo furar o teto de gastos para financiar programas sociais. Na última quarta (16), Jair Bolsonaro (sem partido) autorizou o relator do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC), a incluir na proposta orçamentária de 2021 a criação de um programa social com a mesma função do Renda Brasil, renegado pelo presidente.

”Todo o mundo está com medo que o presidente, lá na frente, acabe rompendo o teto de gastos e gaste para manter a popularidade. O risco fiscal aumentou”, diz Roberto Dumas, professor do Insper.

Com o Estado mais endividado e com atraso na agenda de reformas, o investidor cobra mais para financiá-lo pelo Tesouro Nacional, o que eleva os juros futuros. Na semana passada, o Tesouro fez o maior leilão de títulos prefixados da história, em termos de risco, uma megaoperação de 44,5 milhões de títulos públicos, sem colocação integral. Na véspera, o Tesouro vendeu apenas 18% das 500 mil LFT (Letra Financeira do Tesouro) ofertadas, cuja rentabilidade é atrelada à taxa básica de juros.

Segundo analistas, a baixa procura é decorrente da Selic na mínima histórica de 2% ao ano, o que reduz o retorno do papel. ”Mercado aumenta a aversão a risco nesta dificuldade do Estado de se financiar. O investidor quer um maior retorno para financiar o governo, o que aumenta os juros futuros e encarece a dívida”, diz Bruno Musa, sócio da Acqua Investimentos.

Na última quarta, o Banco Central avaliou que a inflação brasileira deve se elevar no curto prazo e sinalizou o fim de um ciclo de cortes na Selic. A taxa básica de juros é a maneira do BC controlar a inflação, que tem subido nos últimos meses.

Nesta sexta, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou prévias do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) e do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), espécies de termômetros para a inflação, que sinalizam altas nos preços.

O IGP-M subiu 4,57% no segundo decêndio de setembro, ante 2,34% no mesmo período do mês anterior. Com este resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%.

Já o IPA subiu 6,36% no segundo decêndio de setembro, ante 3,15% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,96% em agosto para 2,89% em setembro. A maior contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,41% para 6,21%.

O real também é impactado pela expectativa negativa para as contas públicas. No pregão desta sexta, foi a moeda que mais perdeu valor no mundo. Além disso, no exterior, Bolsas fecharam em queda, com alta nos novos casos de Covid-19, puxadas por ações de tecnologia, em dia de grande volatilidade com vencimento de opções e contratos futuros de índices e ações.

Na quinta, a França registrou um recorde de 10.593 novos casos confirmados de Covid-19, maior número diário desde que a pandemia começou, enquanto discussões sobre um segundo lockdown circulavam no Reino Unido.

Na Espanha, o governo regional da capital Madri determinou um isolamento em algumas áreas mais pobres da cidade e seus arredores que abrigam cerca de 850 mil pessoas depois de uma disparada de infecções de coronavírus. O país tem 620 mil casos de coronavírus, o maior número da Europa Ocidental.

”Há risco de uma nova ordem de distanciamento social, revertendo a retomada da economia”, diz George Sales, professor do Ibmec. O índice Stoxx 600, que reúne as ações das maiores empresas da Europa, fechou em queda de 0,5%.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 caiu 1,12%. Dow Jones cedeu 0,88% e Nasdaq, 1,07%. No Brasil, as ações da Cielo caíram 6,58%, a R$ 4,26, na maior queda do Ibovespa. A empresa se desvalorizou após o JP Morgan reduzir a expectativa para o papel de neutra para negativa.