Economia Tesouro eleva para R$ 4,9 tri teto da Dívida Pública Federal para 2020

/ Economia

O aumento dos gastos públicos decorrente da pandemia do novo coronavírus fez o Tesouro Nacional aumentar os limites de endividamento para este ano. Segundo a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgada hoje (28), a Dívida Pública Federal (DPF) poderá fechar 2020 entre R$ 4,6 trilhões e R$ 4,9 trilhões.

O PAF original, divulgado no fim de janeiro, previa que a DPF deveria encerrar o ano entre R$ 4,5 trilhões e R$ 4,75 trilhões. Segundo o Tesouro, a elevação foi necessária porque o governo tem emitido títulos públicos para financiar os gastos extras com as medidas de alívio à crise econômica e as ações de saúde na pandemia.

“O inevitável aumento da necessidade de financiamento do governo federal representa o principal impacto para a dívida pública federal, em um ano marcado pela pandemia da covid-19 e seus efeitos na economia brasileira. A estratégia de financiamento do PAF, assim, se ajusta para comportar espaço para maior volume de emissões totais, levando ao deslocamento para cima dos limites indicativos para o estoque da dívida”, destacou o Tesouro em nota.

Prazo
A versão revisada do PAF apresentou piora em relação a outros indicadores da dívida pública. O prazo médio, que estava numa faixa entre 3,9 e 4,1 anos, caiu para uma banda de 3,5 a 3,8 anos. Esse indicador representa o tempo médio que o governo leva para rolar (renovar) 100% dos títulos em circulação. Quanto maior o prazo médio, maior a confiança dos investidores na capacidade de o país honrar os compromissos.

O Tesouro apenas divulga o prazo médio em anos. Desde o início da pandemia, os investidores estão pedindo juros mais altos para os títulos de prazo longo. Como o Tesouro não aceita essas taxas, as emissões de papéis de prazo curto têm disparado nos últimos meses.

O PAF também alterou o estoque da dívida pública com vencimento nos próximos 12 meses. A proporção, que deveria encerrar 2020 entre 20% e 23%, passou para 24% a 28% na nova versão. O ideal para o Tesouro é que a fatia de vencimentos de curto prazo seja a menor possível.

Composição
Em relação à composição da dívida pública, o Tesouro alterou os limites para dois tipos de títulos. A fatia de papéis prefixados (com vencimento escolhido no momento da emissão) subiu de uma faixa de 27% a 31% para uma banda de 30% a 34% do total da DPF. A participação dos papéis vinculados à Selic (juros básicos da economia), no entanto, caiu. De uma faixa de 40% a 44%, passou para uma banda entre 36% e 40%.

Tradicionalmente, o Tesouro preferia elevar a participação de papéis prefixados por darem mais previsibilidade na administração da dívida pública. No entanto, com a Selic em 2% ao ano, no menor nível da história, seria mais vantajoso para o governo ter menor fatia dos juros básicos na dívida total. Nos últimos meses, a demanda por papéis prefixados aumentou porque esses títulos tornam-se mais vantajosos para os investidores em momentos de queda da Selic.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência.

Bahia registra 2.832 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.832 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,2%) e 3.147 curados (+1,4%). Dos 247.853 casos confirmados desde o início da pandemia, 231.153 já são considerados curados e 11.522 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 415 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (30,64%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Almadina (5.655,20), Ibirataia (5.237,72), Dário Meira (4.808,59), Itabuna (4.666,94) e Salinas da Margarida (4.608,41).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 459.780 casos descartados e 86.555 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (27).

Na Bahia, 20.217 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 62 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

Digital influencer, que também é dançarina e pré-candidata é vítima de racismo durante live

/ Política

”Braba da La Fúria” é atacada por racista em live. Foto: Reprodução

O crime de racismo aconteceu na noite desta quinta-feira (27) enquanto a digital influencer Braba (@brabaoriginal), que também é dançarina e disputará uma vaga na Câmara Municipal de Salvador pelo Podemos, participava de uma live com o pré-candidato à prefeitura de Salvador, deputado federal Bacelar (Podemos) e membros do Movimento Salvador dos Bairros é Salvador de Todos.

Durante a transmissão, um perfil fake escreveu frases ofensivas e de baixo calão em seu Instagram como: ”Quer tudo de mão beijada porque é negra e tem preguiça de trabalhar” e ”Deixa de vitimização”. Ao ser informado sobre o que estava acontecendo, Bacelar prontamente interrompeu a programação para denunciar o crime e se solidarizar com a influencer. ”É um absurdo! Vamos tomar todas as medidas necessárias para que este racista não fique impune. O partido irá apresentar uma queixa-crime” alertou.

Braba precisou bloquear o usuário. Ela conta que desde que anunciou sua pré-candidatura tem sido bombardeada por comentários machistas e racistas. ”Dizem que eu fiquei famosa dançando funk e rebolando e por causa disso não tenho aptidão ou capacidade de ser política e lutar por uma comunidade melhor e menos marginalizada! A criminalização do funk tem o odor do racismo. Querem nos impor que cultura é só o que agrada ou é produzida por e para pessoas brancas e de classe média”.

Os fãs de Braba saíram em defesa da dançarina. ”Lamentável que ainda existam pessoas assim com pensamentos tão pequenos” comentou Caio Araújo. ”Braba, estamos com você” disse Edna Souza.

O evento virtual tinha como tema ”Juventude de Salvador, o futuro começa nos bairros” e discutia o futuro de jovens da periferia de Salvador. Também participavam o pré-candidato a vice-prefeito, Magno Lavigne (Rede), Rivailton Veloso, presidente estadual do PTC, Rubinho Giaquinto, consultor do Instituto Cultiva, além de outras lideranças jovens da capital baiana. As informações são do site Política Livre

Parlamentares baianos assinam dura nota contra prisão de gestor baiano no Distrito Federal

/ Política

Eduardo Hage foi preso na Operação Falso Negativo. Foto: Reprodução

Um grupo de parlamentares baianos divulgou nesta quinta-feira (27) uma dura nota contra a prisão do subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage, na Operação Falso Negativo, que investiga um suposto esquema envolvendo exames do coronavírus ineficazes e superfaturados. O texto chama a prisão do médico baiano de ”arbitrária e desarrazoada” e reuniu uma adesão suprapartidária, de deputados e senadores do PT, DEM, Republicanos, PP, PL, PCdoB, PSB e PSDB.

”Os supostos indícios de sua participação em esquema criminoso refletem, na verdade, a condenável chaga de um ativismo dos órgãos de persecução penal, que criminaliza atos de ofício da gestão pública, desvirtua a política e destrói reputações”, ataca a nota. Os parlamentares argumentam que a única prova apresentada contra Hage seria sua assinatura em um parecer técnico que confirma a necessidade de contratação de um serviço para realizar exames diagnósticos de coronavírus. O documento, todavia, não trataria de valores e condicionaria a contratação à comprovação da eficácia científica dos exames, através da apresentação de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e teste no Laboratório Central do Distrito Federal.

A nota prossegue com críticas à decretação da prisão preventiva, ressaltando não haver indícios de que Hage represente uma ameaça às investigações, e destaca sua extensa biografia – de professor da UFBA e da Fiocruz à superintendência na Anvisa e consultor ad hoc da Organização Mundial da Saúde (OMS). ”O ativismo policialesco como o que assistimos, que destrói reputações profissionais construídas ao longo de uma vida, desencoraja os profissionais sérios desse país a ocupar espaços de construção de políticas públicas no Estado Brasileiro”, alertam os parlamentares.

Brasil registra 970 mortes pela Covid-19 e chega a 118.726 óbitos provocados pela doença

/ Brasil

O Brasil registrou 970 mortes pela Covid-19 e 42.489 casos da doença, nesta quinta (27). Dessa forma, o total de óbitos chegou a 118.726 e o de infecções desde o início da pandemia a 3.764.493.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

A Folha de S.Paulo ainda divulga a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 900, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 56,7 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 55,2 e 62,5 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 49,2 mortes para cada 100 mil habitantes. A Índia, com 60.472 óbitos, também passou o Reino Unido em mortos pela Covid-19.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 17,9 mortes por 100 mil habitantes.

Boletim do Ministério da Saúde divulgado nesta quinta-feira (27) apontou que o Brasil registrou 44.235 casos de infecção pelo novo coronavírus e 984 mortes em decorrência da doença, nas últimas 24 horas.

Com os novos dados, foram registrados no país desde o início da pandemia um total de 118.649 óbitos e 3.761.391 casos confirmados da Covid-19.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

Taxa de crimes de homicídios caiu 6,1% na Bahia em 2018, diz levantamento da Atlas da Violência

/ Bahia

Assim como a maioria dos estados brasileiros, a Bahia apresentou queda na taxa de homicídios registrada em 2018. A informação é do Atlas da Violência, estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com base nos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde.

De acordo com o documento, naquele ano, 6.787 pessoas foram assassinadas na Bahia, 700 a menos do que o registrado em 2017. É como se 45,8 pessoas morressem a cada 100 mil habitantes, o que representa uma queda de 6,1% em relação ao ano anterior, quando a taxa foi de 48,8. Segundo os registros feitos pelo atlas ao longo de 10 anos, os índices vêm caindo na Bahia desde 2016.

A nível nacional, o estado é o oitavo com a maior taxa. À frente, estão Roraima (71,8 a cada 100 mil habitantes), Ceará (54,0), Pará (53,2), Rio Grande do Norte (52,5), Amapá (51,4), Sergipe (49,7) e Acre (47,1).

No recorte por jovens — população entre 15 e 29 anos —, a taxa sobe para 110,7 vítimas a cada 100 mil habitantes. Foram exatos 4.141 jovens assassinados na Bahia naquele ano, uma queda de 8,4%. Ainda assim, a média ficou acima da taxa nacional, que era de 60,4 mortes, com 30.873 vidas de jovens perdidas.

”Apesar de, em 2018, ter havido melhora nos índices de mortalidade violenta juvenil, a última década ainda representa um período de aumento na taxa de homicídios de jovens. De 2008 a 2018, a taxa no país aumentou 13,3%, passando de 53,3 homicídios a cada 100 mil jovens para 60,4. Entre 2017 e 2018, contudo, apenas três estados tiveram acréscimo na taxa de homicídios de jovens: Roraima (+119,8%), Amapá (+15,5%) e Rio de Janeiro (+4,2%). Isso demonstra que a queda da taxa nacional é consistente, fruto de uma melhora na situação na maior parte dos estados do país. Os decréscimos mais expressivos ocorreram em Pernambuco (-28,3%), Espírito Santo (-27%) e Minas Gerais (-26,2%)”, diz o Ipea no documento.

DADOS DA SSP-BA

Embora também registre queda nos índices de mortes violentas, os números da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) divergem dos apresentados pelo Atlas da Violência. De acordo com a pasta, em 2018, o estado registrou 5.421 homicídios dolosos, 661 a menos do em 2017, quando 6.082 ocorrências do tipo foram notificadas. Em 2019, esse número caiu para 4.903.

Por meio de nota, a pasta informou que, desde 2018, ”existe um trabalho integrado para entender as divergências entre os dados da pasta com os dos órgãos de saúde”. Essa demanda não exclusiva é da Bahia e inclui na avaliação das diferenças nos números nos casos que constam como mortes a esclarecer. ”Sobre esse tipo de notificação, a SSP reforça que as polícias Civil e Técnica seguem protocolos para tipificações das mortes. Se a perícia e investigação no local, em conjunto com outros laudos referentes ao corpo não apontarem a causa do óbito, a ocorrência é registrada como morte a esclarecer”, indica a secretaria. *Por Ailma Teixeira / Bahia Notícias

Brasil tem 49 municípios com mais de 500 mil habitantes, diz levantamento do IBGE

/ Brasil

Com 776 habitantes, o município de Serra da Saudade, em Minas Gerais, é a cidade brasileira que registra a menor população. Em seguida, vem Borá, em São Paulo, com 838 habitantes; Araguainha, no Mato Grosso, onde há 946 habitantes; e Engenho Velho, no Rio Grande do Sul, com 982 habitantes.

Os dados fazem parte da pesquisa Estimativas da População dos Municípios 2019, divulgada hoje (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A última década registrou um aumento na quantidade de grandes municípios no país. No Censo de 2010, apenas 38 municípios registravam população superior a 500 mil habitantes. Dentre eles, apenas 15 tinham mais de 1 milhão de moradores. Já em 2020, o país tem 49 municípios brasileiros com mais de 500 mil habitantes. Em 17 deles, a população é superior a 1 milhão de moradores.

Para o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Mitsuo Minamiguchi, esse resultado indica uma tendência verificada em períodos recentes. “Os números acompanham uma tendência já percebida nos últimos anos, evidenciando a emergência de polos regionais, que apresentam crescimento populacional acima de 1% ao ano”, disse.

Dos 49 municípios com mais de 500 mil pessoas, 23 são capitais. Os outros 26 municípios estão distribuídos nos estados de São Paulo (8), do Rio de Janeiro (6), de Minas Gerais (3), do Espírito Santo (2), Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Goiás, Paraná, Pará e Rio Grande do Sul (com 1 município, cada). Quatro capitais: Vitória, Palmas, Rio Branco e Boa Vista têm menos de 500 mil habitantes.

Na outra ponta, há 30 municípios com população inferior a 1,5 mil habitantes, sendo que, em quatro deles, há menos de 1 mil moradores.

As 27 capitais concentram 50 milhões de habitantes, o equivalente a 23,86% da população total do país em 2020.

Crescimento anual
De acordo com o IBGE, Boa Vista, em Roraima, registrou a maior taxa de crescimento (5,12%) no período 2019-2020. A menor foi Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (0,30%). A taxa de crescimento anual (0,84%) do conjunto dos municípios das capitais ficou acima da taxa do país (0,77%).

A região metropolitana mais populosa do Brasil ainda é a São Paulo, com 21,9 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro (13,1 milhões), Belo Horizonte (6,0 milhões) e também a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) do Distrito Federal e Entorno (4,7 milhões). Da Agência Brasil

Segundo o IBGE, as taxas de crescimento das maiores regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador) ficaram ligeiramente abaixo da média do país. ”Nessas metrópoles, o crescimento do município sede é, na maioria dos casos, mais baixo do que o verificado nos municípios restantes”, informou.

Redução populacional
A pesquisa indica redução populacional em 28,1% dos municípios do país, ou seja, 1.565 cidades onde as taxas de crescimento foram negativas. Em pouco mais da metade dos municípios brasileiros (52,1%), a alta no número de habitantes foi entre zero e 1%. Em 3,7% deles, 205 municípios, tiveram crescimento igual ou superior a 2%.

O grupo que, proporcionalmente, apresentou maior número de municípios com redução populacional é o de até 20 mil habitantes. Já o grupo dos municípios entre 100 mil e 1 milhão de habitantes é o que, na proporção, tem mais municípios com crescimento superior a 1%. As cidades com mais de 1 milhão de habitantes registraram crescimento entre 0 e 1% ao ano.

As regiões Norte e Centro-Oeste tem o maior número de municípios com crescimento acima de 1%. Na Região Sul, 45,6% dos municípios tiveram redução de população.

Estados
Com 46,3 milhões de habitantes, o estado de São Paulo permanece como o mais populoso do país e concentra 21,9% da população total do Brasil. Minas Gerais vem em seguida com 21,3 milhões de habitantes, e o Rio de Janeiro, com 17,4 milhões de habitantes. Os cinco estados menos populosos somam cerca de 5,7 milhões de pessoas: Roraima, Amapá, Acre, Tocantins e Rondônia, todos na região norte.

Entre os municípios, o de São Paulo também se mantém como o de maior população. Lá são 12,3 milhões de habitantes. Depois estão Rio de Janeiro (6,75 milhões), Brasília (3,05 milhões) e Salvador (2,88 milhões). Os 17 municípios do país com população superior a 1 milhão de habitantes concentram 21,9% da população nacional e 14 deles são capitais estaduais.

TCU
Segundo o IBGE, as estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular o Fundo de Participação de Estados e Municípios. Elas servem também de referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. A divulgação é anual e atende ao artigo 102 da Lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013. A tabela com a população estimada para cada município foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Auxílio emergencial pode ser prorrogado até o início de 2021 se Renda Brasil não for aprovado antes

/ Economia

Assessores do presidente Jair Bolsonaro passaram a defender a prorrogação do auxílio emergencial até os primeiros meses de 2021, caso o programa Renda Brasil não seja aprovado e entre em vigor até o início do ano que vem. A informação é do blog de Valdo Cruz, do G1.

A última versão para prorrogação do auxílio emergencial previa a manutenção do benefício até dezembro, no valor de R$ 300.

”Agora, porém, caso não seja possível aprovar o Renda Brasil até o final do ano com fontes seguras de financiamento, a proposta deve ser prorrogar o auxílio emergencial durante alguns meses do ano que vem”, disse um assessor presidencial.

Assassinatos de negros aumentam 11,5% e de não negros caem 12,9% em dez anos, mostra Atlas

/ Brasil

Os assassinatos no Brasil diminuem apenas para uma parte da população. A taxa de homicídios de negros no Brasil saltou 11,5% de 2008 a 2018 (de 34 para 37,8 por 100 mil habitantes), enquanto a morte de não negros caiu 12,9% no mesmo período (de 15,9 para 13,9 por 100 mil), de acordo com o Atlas da Violência 2020, divulgado nesta quinta-feira (27). O mesmo padrão é repetido entre as mulheres: o assassinato de negras cresceu e o de brancas caiu.

O estudo é elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde. Os negros são representados pela soma de pretos e pardos e os não negros são os brancos, amarelos e indígenas, segundo a classificação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número de homicídios teve queda em 2018, quando foram registrados 57.956 casos, o que corresponde a uma taxa de 27,8 mortes por 100 mil habitantes —o menor nível de assassinatos em quatro anos. A diminuição aconteceu em todas as regiões, em 24 estados, com maior intensidade no Nordeste. ​

Entre o total de vítimas, os negros representaram 75,7%. Segundo o Atlas, a discrepância entre as raças nas taxas de homicídio significa que, na prática, para cada indivíduo branco morto naquele ano, 2,7 negros foram assassinados.

Segundo o Atlas, a discrepância entre as raças nas taxas de homicídio significa que, na prática, para cada indivíduo branco morto naquele ano, 2,7 negros foram assassinados.

Há estados em que a diferença é ainda maior: em Alagoas, por exemplo, para cada não negro vítima de homicídio, morreram 17 negros. Com informações da Folha de S.Paulo

Jequié não registra morte por Covid há 2 dias; número de casos vai a 5.053, com 3.792 recuperados

/ Jequié

Jequié registrou 47 novos casos do vírus. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié, por meio da Secretaria de Saúde, informou, neste quarta-feira (26), através do boletim epidemiológico do coronavírus que houve o registro de mais 47 novos casos da doença, perfazendo um total de 5.053 pessoas confirmadas com a doença, até agora.

Mais 18 pessoas tiveram alta, sendo liberadas para suas atividades, contabilizando 3.792 pacientes que encontram-se recuperados e não apresentam mais o sintomas da doença. Os que estão em quarentena somam 5.426 pessoas.

Conforme os dados repassados pelo HGPV e pelo Hospital São Vicente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI/adulto é de 61,54%. Destes, 16 leitos estão ocupados por residentes de Jequié e 8 leitos ocupados por pessoas de outros municípios.

Duas pessoas morrem e 2 ficam feridas em acidente entre carro e dois caminhões na BR-116

/ Trânsito

Acidente ocorreu entre Teofilândia e Serrinha. Foto: Reprodução

Duas pessoas morreram e duas ficaram feridas em um acidente de trânsito na tarde desta quarta-feira (26), na BR-116, entre os municípios de Teofilândia e Serrinha.

O acidente envolveu um carro e dois caminhões. Entre as vítimas que morreram está a servidora aposentada Valdelice dos Santos Silva.

Ela trabalhava como fiscal na emergência do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana. Segundo informações, Valdelice estava com o marido e o cunhado no veículo de passeio quando houve a colisão entre os três veículos. O cunhado estava no banco do carona e o marido, que está internado no HGCA, conduzia o veículo.

Covid-19: Brasil tem 117 mil mortes e 3,7 milhões de casos acumulados, diz Ministério da Saúde

/ Saúde

O Brasil atingiu 117.666 mortes e 3.717.156 casos acumulados de covid-19. Os dados foram divulgados ontem (26) pelo Ministério da Saúde durante entrevista online de apresentação do Boletim Epidemiológico semanal.

Nas últimas 24 horas, foram registrados 1.086 novos óbitos. Ontem o sistema do Ministério da Saúde marcava 116.580. Ainda há 2.889 falecimentos em investigação pelas equipes das secretarias de saúde.

O balanço do ministério também recebeu notificações de 47.161 novas pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Ontem, o painel da pasta trazia 3.669.995 casos desde o início da pandemia no Brasil.

Ainda de acordo com a atualização de hoje, 690.642 pessoas estão em acompanhamento e outras 2.908.848 já se recuperaram da doença. Da Agência Brasil

Em jogo agitado no Barradão, Vitória perde do Ceará e está fora da Copa do Brasil

/ Esporte

Vico leva cartão amarelo e é expulso. Foto: Arisson Marinho/Correio

O Vitória está eliminado da Copa do Brasil. Em jogo repleto de emoção, o rubro-negro perdeu para o Ceará, de virada, por 4×3, na noite desta quarta-feira (26), no Barradão, e deu adeus ao torneio nacional na terceira fase.

A partida foi marcada por polêmicas de arbitragem. Além de sete gols, teve três pênaltis, três expulsões e gol não validado.

Prefeito de Jaguaquara negou UPA para atendimento da Covid-19, dispara Rui Costa

/ Jaguaquara

Rui Costa reagiu ás críticas de Martinelli. Foto: Fernando Vivas

O governador Rui Costa (PT) afirmou, no Papo Correria desta quarta-feira (26), que o prefeito de Jaguaquara, Giuliano Martinelli (PP), recusou a abertura de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município, localizado no Vale do Jiquiriçá, para o atendimento de pessoas com Covid-19.

”Lá no início da pandemia, na primeira semana, eu disse que abriria todas as UPAs que estão fechadas, em todas as cidades, para atender Covid-19. Qual foi a primeira prefeitura que eu liguei para sugerir? A de Jaguaquara. Qual foi a resposta do prefeito na época? ‘Governador, muito obrigado, eu não quero abrir para Covid, porque aqui não tem nenhum caso. Agradeço sua atenção, mas não poderei atender”, contou o governador

”Naquele momento, eu disse: prefeito, você está na beira da estrada. Mais cedo ou mais tarde, vai aparecer caso em Jaguaquara e vai precisar de atendimento. ‘Não, governador, muito obrigado, não quero não’. E nós contratamos outras UPAs, abrimos a de Ipiaú, contratei um hospital privado em Jequié, montamos a rede no entorno de Jaguaquara, porque o município naquele momento não quis. Depois, mudou de opinião. Nós conversamos com o consórcio da região, que já fez a licitação e está tudo encaminhado”afirmou Rui.

O prefeito Giuliano Martinelli tem reclamado, nas redes sociais, da falta de apoio do governo do estado para que Jaguaquara abra uma UPA. Em vídeo publicado no Facebook, o gestor municipal disse que desistiu de esperar por uma ajuda do governador e atuou, junto ao deputado federal Cacá Leão (PP), para conseguir a inauguração da unidade.

”Não quero entrar em polêmica. Estou em um período de paz e amor. O que eu tenho muito é amor, cuidado, carinho e afeto para oferecer a todo mundo. Quem quiser, terá da minha parte. Conflito e debate não é comigo. Foi a primeira prefeitura que liguei e, na época, me deu a resposta que abria mão porque a expectativa era de que não teria o Covid-19”, finalizou Rui. Com informações do site Bahia Notícias