2.772 casos de Covid são registrados na Bahia nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.772 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +1,7%) e 3.455 curados (+2,3%). As 54 mortes (+1,6%) registradas neste boletim não representam o quantitativo de óbitos nas últimas 24 horas.

Dos 168.926 casos confirmados desde o início da pandemia, 151.473 já são considerados curados, 13.936 encontram-se ativos e 3.517 tiveram óbito confirmado para Covid-19. Os casos confirmados ocorreram em 407 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (34,35%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Almadina (3.861,64%), Dário Meira (3.622,78%) Gandu (3.598,43%), Itajuípe (3.391,73%)  e Ipiaú (3.080,24%).

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disponibiliza para acesso público, à base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus (Covid-19). Para fazer o download, é simples: basta acessar o link bi.saude.ba.gov.br/transparencia/ e clicar no ícone localizado no topo da página. A iniciativa amplia transparência e possibilita que qualquer cidadão, em qualquer lugar do mundo, possa acompanhar e analisar a evolução da pandemia na Bahia.

boletim epidemiológico contabiliza ainda 334.831 casos descartados e 84.047 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas deste sábado (01/08).

Na Bahia, 15.304 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 3.517 mortes pelo novo coronavírus. Em virtude da disponibilização da base de dados relacionada aos óbitos da Covid-19, os interessados no detalhamento dos perfis podem fazer o download do arquivo completo.

Palácio do Planalto quer processar servidores por publicações em redes sociais, diz jornal

/ Brasília

Governo estuda a criação de uma norma. Foto: Alan Santos

O Palácio do Planalto estuda a criação de uma norma que permite ao governo processar servidores públicos por causa do conteúdo que publicarem em suas redes sociais. A possibilidade está sob responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e tem sido justificada como ”uso seguro de mídias sociais”.

De acordo com informações do jornal O Globo, o governo argumenta que a atividade dos servidores nas mídias sociais pode ”potencialmente impactar” a reputação da organização na qual trabalham.

”O servidor público federal poderá ser processado por atos ou comportamentos praticados em mídias sociais, inclusive na sua vida privada, desde que os atos ou comportamentos praticados guardem relação direta ou indireta com o cargo ocupado, com as suas atribuições ou com a instituição à qual está vinculado”, diz o parágrafo único do artigo 17.

A norma tem sido editada num momento em que o governo endurece o monitoramento de redes sociais dos servidores. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou nesta semana um procedimento para buscar informações sobre o monitoramento de 579 opositores de Jair Bolsonaro. A ação teria sido promovida pela Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça.

O documento elaborado pelo GSI também cria regras para uso institucional das mídias sociais por parte dos órgãos. Por exemplo, apenas servidores indicados poderão postar em nome do órgão. Os perfis institucionais, inclusive, deverão “preferencialmente” ser administrados por equipes integradas exclusivamente por servidores ou empregados públicos ou militares. A terceirização completa está proibida.

Os órgãos deverão elaborar também um relatório com informações sobre acessos individuais diários, total de acessos e postagens no mês e evolução no total de acessos em 12 meses.

Gilmar critica governo e diz que situação só não é pior em razão do SUS e dos governadores

/ Justiça

Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Foto: Estadão

O Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes voltou a criticar duramente neste sábado (1º) a condução do governo federal no enfrentamento da pandemia do coronavírus, afirmando que vivemos uma situação de ”constrangimento” e que há uma ”certa ausência de atuação” do Ministério da Saúde.

Gilmar também afirmou que a situação apenas não é mais massacrante por conta da atuação dos governadores e do SUS (Sistema Único de Saúde). As declarações do ministro foram dadas durante transmissão ao vivo promovida pelo Instituto de Direito Público.

O ministro do STF disse que estamos chegando ao ”macabro” número de 100 mil mortos, em um campeonato extremamente constrangedor de que quem registra mais óbitos. ”Eu acredito que nós estamos agora em tempos de pandemia com esse alto constrangimento que estamos a enfrentar, são mais de 92 mil mortos a esta altura e nos avizinhamos desse macabro número de 100 mil mortos no Brasil, um campeonato extremamente constrangedor que nós nunca gostaríamos de vencer”, disse.

”Não obstante, me parece que não chegamos a resultados ainda mais massacrantes ainda piores graças ao SUS e isso tem sido falado pelo ex-ministro [Luiz Henrique] Mandetta. Ele se revela um grande ativo nesse contexto. E, acho, graças às ações dos governadores, que foram extremamente pró-ativos nesse contexto”.

Ao criticar o governo federal, Gilmar afirmou que a ”cabeça do sistema” está extremamente ”comprometida”. ”Vemos quase que uma certa ausência de atuação por parte do Ministério da Saúde. Nós vemos que aquilo que os burocratas chamam de cabeça do sistema acabou sendo comprometida. Isso é extremamente grave”, completou.

No mês passado, ao se referir à situação da Covid-19 no Brasil, Gilmar afirmou que o Exército se associava a um genocídio. A pasta da Saúde é comandada interinamente há mais de dois meses pelo general Eduardo Pazuello.

A declaração deu início a uma crise institucional. Como resposta, o Ministério da Defesa divulgou uma nota assinada pelo ministro Fernando Azevedo e Silva e pelos comandantes das três Forças, na qual repudiaram “veementemente” as declarações do ministro e disseram que esses comentários causavam indignação.

O Ministério da Defesa acionou a PGR (Procuradoria-Geral da República), que ingressou com uma representação contra o ministro. O vice-presidente Hamilton Mourão também disse que Gilmar havia ”cruzado a linha da bola”.  A crise se arrefeceu após telefonema do presidente Jair Bolsonaro ao ministro. Gilmar também conversou com Pazuello.

Efeitos do coronavírus continuarão ”sendo sentidos por décadas”, diz diretor-geral da OMS

/ Saúde

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS. Foto: Reprodução

Os efeitos do coronavírus continuarão ”sendo sentidos nas próximas décadas”, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a quarta reunião do Comitê de Emergência nesta sexta-feira, 31, seis meses depois do surgimento da pandemia.

”Essa pandemia é uma crise de saúde que só se vive uma vez por século e seus efeitos serão sentidos por décadas”, disse o diretor da OMS.

O novo coronavírus já matou cerca de 675.000 pessoas e infectou ao menos 17,3 milhões em todo o mundo desde que apareceu na China, em dezembro passado, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais. O Comitê, composto por 18 membros e 12 conselheiros, pode propor novas recomendações ou revisar algumas. No entanto, não há dúvida de que a situação de emergência internacional continuará em vigor.

Quando a OMS decretou o alerta mundial em 30 de janeiro, já havia ao menos 100 casos fora da China, embora ainda não houvesse mortes registradas fora desse país, explicou o diretor da organização, defendendo a instituição. A OMS foi amplamente criticada por adiar o decreto do estado de emergência depois que o novo coronavírus foi percebido pela primeira vez na China.

Os Estados Unidos, que acusaram a organização de ser uma ”marionete” manipulada pela China, e até de ter sido ”comprada” por esse país, começaram sua retirada da instituição em julho. A OMS também foi criticada por recomendações consideradas tardias ou contraditórias, principalmente em relação ao uso de máscaras ou sobre as formas de transmissão do vírus.

”Muitas questões científicas foram resolvidas, mas ainda há outras a serem respondidas”, ressaltou o diretor da OMS.

”Os primeiros resultados de estudos sorológicos mostram um quadro consistente: a maioria da população permanece suscetível a esse vírus, mesmo em áreas onde ocorreram surtos muito fortes”, acrescentou.

”Muitos países que acreditavam ter passado pelo pior estão voltando a enfrentar surtos. Alguns que foram menos afetados nas primeiras semanas tiveram aumento de casos e mortes. E outros que tiveram surtos fortes conseguiram controlá-los”, afirmou.

”À medida que o desenvolvimento da vacina progride em tempo recorde, precisamos aprender a conviver com esse vírus e a lutar com as armas que temos”, finalizou Ghebreyesus.