Entroncamento de Jaguaquara tem mais casos de coronavírus do que todo o município de Maracás

Prefeitura montou barreira no distrito. Foto: Blog Marcos Frahm

O município de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, registrou, desde o início da pandemia, 1.663 casos do coronavírus, com 1.351 recuperados, 299 ativos e 13 mortes.

Dos casos confirmados, 377 infectados são oriundos do distrito Stela Dubois – Entroncamento de Jaguaquara, localidade margeada pela BR-116. Contudo, 259 pessoas já são consideradas recuperadas pela Secretaria Municipal de Saúde e 114 casos ainda estão ativos, conforme apurou o Blog Marcos Frahm no novo boletim epidemiológico.

No distrito, foram contabilizadas 05 mortes provocadas pela Covid-19. O total de casos na localidade é superior à soma de confirmações em todo o município de Maracás, com população superior, e que até agora portaliza 368 casos. Destes, 309 estão recuperados e 52 ativos. Maracás registrou 07 óbitos. Caso mantenha a média de registros diários, o distrito pode chegar aos 500 casos.

Jequié confirma mais 01 óbito por covid, elevando para 122 o número de mortes pela doença

/ Jequié

Jequié chegou a 4.978 casos do vírus. Foto: Blog Marcos Frahm

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Saúde, informou que registrou, nesta segunda-feira (24), mais um óbito por coronavírus, sendo um homem, de 80 anos, residente no bairro do Joaquim Romão, portador de diabetes, que estava internado no HGPV, elevando para 122 o número de mortes desde o início da pandemia.

Houve o registro de mais 59 novos casos da doença, perfazendo um total de 4.978 pessoas confirmadas com a doença, até agora. Mais 67 pessoas tiveram alta, sendo liberadas para suas atividades, contabilizando 3.613 pacientes que encontram-se recuperados e não apresentam mais o sintomas da doença.

Os que estão em quarentena somam 5.362 pessoas. Conforme os dados repassados pelo HGPV e pelo Hospital São Vicente, a taxa de ocupação geral dos leitos de UTI/adulto é de 66,7%. Destes, 15 leitos estão ocupados por residentes de Jequié e 11 leitos ocupados por pessoas de outros municípios.

Jaguaquara autoriza reabertura do comércio das 08 às 18h, após restrições desde março

/ Jaguaquara

Comércio de Jaguaquara volta a normalidade. Foto: Blog Marcos Frahm

Em Jaguaquara, desde o primeiro decreto com restrições publicado no dia (18) de março, em que levou em consideração a urgente necessidade de conter a disseminação do novo coronavírus em face dos elevados riscos de saúde pública, o maior impacto foi o fechamento do comércio, com estabelecimentos funcionando mediante determinações impostas pelo poder público municipal. Durante cinco meses, a deliberação do prefeito Giuliano Martinelli (PP) foi pelo escalonamento, com os estabelecimentos funcionando em dias alternados e horário reduzido, dependendo ainda da área de atuação.

Contudo, nesse período, a gestor chegou a determinar o fechamento total do comércio por 15 dias, retomando de forma gradativa. Já o novo decreto publicado nesta segunda-feira (24), permite o funcionamento das lojas de produtos essenciais de 07 às 18h, de segunda a sábado, exceto farmácias, postos de combustíveis, funerárias e  centro de abastecimento, a exemplo da Ceasa, que não fechou durante a pandemia. Mercados e padarias poderão funcionar até as 19h e aos domingos até as 12h.

O comércio em geral, que até na semana anterior funcionava a partir das 11h, agora, conforme o novo decreto, o funcionamento ocorrerá das 08 às 18h e aos sábados até as 14h. Bares, restaurantes, quiosques, continuam até as 23 horas. Templos religiosos e academias também já funcionavam, com restrições. A restrição da circulação de pessoas / toque de recolher foi mantida das 23 as 05h. A decisão da gestão municipal trouxe alívio e expectativas aos comerciantes, que tem enfrentado maus bocados. Algumas lojas não resistiram à crise e fecharam as portas.

Coronavírus

Apesar do afrouxamento, a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde revela o aumento do número de casos de Covid-19 no município, com 1.663 casos confirmados, 1.351 recuperados, 299 ativos e 13 mortes.

Covid-19: 257 mil profissionais de saúde foram infectados no Brasil, diz Ministério da Saúde

/ Saúde

Desde o início da pandemia, 226 profissionais de saúde morreram e outros 257 mil foram infectados pelo novo coronavírus. O balanço foi apresentado pelo Ministério da Saúde em entrevista coletiva hoje (24).

Entre as mortes em decorrência da covid-19, as categorias mais vitimadas foram técnicos e auxiliares de enfermagem (38,5%), médicos (21,7%) e enfermeiros (15,9%). Já entre os casos, os mais atingidos foram técnicos e auxiliares de enfermagem (34,4%), enfermeiros (14,5%), médicos (10,7%) e agentes comunitários de saúde (4,9%).

Os gestores do Ministério da Saúde também apresentaram um balanço sobre o programa Brasil Conta Comigo, criado para cadastrar profissionais de saúde e reforçar equipes de atendimento nos estados e municípios.

De acordo com os dados do órgão, foram cadastrados mais de 1 milhão de trabalhadores da área de saúde. Destes, 468 foram contratados pelo governo federal para envio a estados. Outros 74 mil foram facilitados por meio da disponibilização do cadastro a 10 secretarias estaduais.

Sobre o número de contratações, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Maya Ribeiro, afirmou que o MS estabeleceu critérios para contratação por parte dos estados, como a definição de casos de morte que justificavam o reforço. ”Aqueles que não justificavam a contratação nós oferecemos o cadastro, facilitando a contratação imediata. Que foi o que aconteceu com 10 estados, sendo que isso resultou em 74 mil profissionais que já haviam sido capacitados”, destacou.

O secretário executivo do Ministério, Élcio Franco, acrescentou que foram repassados recursos a estados e municípios e que é atribuição destes entes federativos ”aparelharem sua situação e contratarem profissionais”.

Projeto Por Elas doa móveis e alimentos para família em situação de vulnerabilidade em Jequié

/ Jequié

Projeto é desenvolvido pela Operação Ronda Maria. Foto: Divulgação

Cama, colchões, cobertores, alimentos e roupas foram entregues, na última sexta-feira (21), para uma família em situação de vulnerabilidade social em Jequié, atendida pelo projeto ‘Por Elas’’, desenvolvido pela Operação Ronda Maria Da Penha (ORMP) e pelo 19º Batalhão de Polícia Militar (BPM/ Jequié). O material, adquirido por meio de vaquinha dos policiais e doações da comunidade, foi entregue no bairro Cachoeirinha. Durante uma visita para cumprimento de medida protetiva de urgência concedida às vítimas de violência doméstica, os policiais da Ronda Maria Da Penha perceberam a situação de extrema vulnerabilidade da família. ”Ela tem nove filhos e está desempregada, assim como o novo companheiro. As crianças estavam dormindo no chão”, detalhou a comandante da comandante da OPRMP, tenente Patrícia de Oliveira.

Foram entregues duas camas, cinco colchões, cinco cobertores, quatro cestas básicas, além de roupas e brinquedos para as crianças . ”Os policiais fizeram vaquinhas e nós conseguimos arrecadar os outros itens junto à população”, detalhou a oficial. De acordo com o comandante do 19º BPM, tenente-coronel Itamar Gondim Bandeira, o apoio da comunidade foi essencial. “Contamos com a solidariedade das pessoas que nos ajudam a proporcionar ações que buscam atender a famílias necessitadas, principalmente mulheres vítimas de violência”, agradeceu o oficial. Fonte: Ascom SSP/BA: Márcia Santana

Jequié: Cipe Central apreende grande quantidade de cocaína em comércio na Av. Lomanto Júnior

/ Jequié

Operação ocorreu em comércio na Avenida Lomanto Jr. Foto: SSP

A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Central apreendeu 50 kg de cocaína e 8,3 mil reais, na madrugada desta segunda-feira (23), na Avenida Lomanto Jr., no município de Jequié. Três homens acabaram presos em flagrante.

Guarnições realizavam patrulhamento de rotina quando perceberam um estabelecimento comercial com as portas abertas, na Avenida Lomanto Júnior, bairro Joaquim Romão. A situação chamou a atenção dos PMs que decidiram verificar.

Dentro da loja os militares flagraram três homens com 50 kg de cocaína e 8,3 mil reais. Com o trio foram apreendidos também dois veículos, uma balança e diversos cartões de crédito. O caso foi registrado na Delegacia Territorial (DT) de Jequié.

 

CIPE Central apreende menor dirigindo caminhão e prende homem com maconha em Jaguaquara

/ Jaguaquara

Por volta do meio-dia de sábado (22) durante patrulhamento na BA-250, próximo ao distrito Stela Dubois (Entroncamento de Jaguaquara), Patrulha  Rural  da CIPE Central apreendeu menor de 17 anos, dirigindo um caminhão VW/17 250 CLC. Em poder do menor autuado  por cometer  exercício arbitrário das próprias razões (Art.345 do CPB.), também fora, apreendidos uma folha de cheque em branco, o CRLV do veículo e um celular Motorola. O menor e o material foi apresentado na DEPOL de Jaguaquara.

Droga no bairro Casca

Patrulha Rural da CIPE Central prendeu um homem identificado pelas iniciais J.F.J.  e, apreendeu em seu poder uma porção de maconha pesando cerca de 500g e mais duas buchas do entorpecente, além  de sacos plásticos para embalagem da droga, um aparelho celular marca Alcatel e R$ 50 em espécie. O auto de prisão em flagrante ocorreu por volta das 8h20 de sábado (22) na localidade da Casca, em Jaguaquara.

Bahia registra 1.158 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, diz boletim da Sesab

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 1.158 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,5%) e 1.433 curados (+0,7%). Dos 237.208 casos confirmados desde o início da pandemia, 219.941 já são considerados curados e 12.286 encontram-se ativos. A base de dados completa dos casos suspeitos, descartados, confirmados e óbitos relacionados ao coronavírus está disponível em https://bi.saude.ba.gov.br/transparencia/.

Para fins estatísticos, a vigilância epidemiológica estadual considera um paciente recuperado após 14 dias do início dos sintomas da Covid-19. Já os casos ativos são resultado do seguinte cálculo: número de casos totais, menos os óbitos, menos os recuperados. Os cálculos são realizados de modo automático.

Os casos confirmados ocorreram em 413 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (31,49%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Almadina (4.941,43), Dário Meira (4.547,15), Salinas da Margarida (4.257,36), Itapé (4.189,02) e Ibirataia (4.120,95).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 440.173 casos descartados e 84.172 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta segunda-feira (24).

Na Bahia, 18.929 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.

Óbitos

O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 76 óbitos que ocorreram em diversas datas, conforme tabela abaixo. A existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19. Outro motivo é o aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus.

 

Veja vídeo: Passageiros são flagrados com suas bagagens de droga em trecho baiano da BR-116

/ Polícia, São João

As ações aconteceram durante da Operação Narco II no âmbito da Delegacia de Vitória da Conquista (BA), que objetiva fortalecer o combate à criminalidade na BR 116. Com esta ocorrência, sobe para 07 o número de passageiros flagrados com droga na BR 116 só esta semana.

O primeiro flagrante foi por volta das 14h30 do dia (22) no KM 830, quando os agentes federais suspeitaram de uma passageira, em abordagem a um ônibus de transporte interestadual de passageiros, com o itinerário de São Paulo (SP) X Natal (RN). Ao solicitar que apresentasse suas bagagens, a passageira informou possuir apenas 02 (duas) mochilas. Os policiais procederam à inspeção e encontraram 07 pedaços pequenos de maconha.

Após ser flagrada, a mulher declarou que possuía outra bagagem. Nesta os policiais encontraram 29 tabletes grandes e 04 pedaços menores de maconha, com peso total de 23kg. Indagada sobre a situação, a mulher informou que recebeu a droga em São Paulo (SP) para entregar em Fortaleza (CE) e que receberia o valor de R$ 2.000,00.

O segundo flagrante ocorreu por volta das 16h30 no mesmo local, quando os agentes federais abordaram um ônibus de transporte interestadual de passageiros, com o itinerário de São Paulo (SP) X Natal (RN), e sentiram forte odor característico de maconha quando fiscalizaram o compartimento de bagagem. Após verificarem as bagagens, encontraram duas malas com maconha, uma  com 23 tabletes (cerca de 27kg) e a outra com 14 tabletes e meio (peso aproximado de 9,8kg) e 81 comprimidos de Ecstasy que estavam escondidos dentro de embalagens de balas.

Os policiais identificaram os proprietários das bagagens: O primeiro homem, apresentou documento de identificação falso (CNH). Após assumir a posse da droga, informou que tinha ciência de que seu documento era falso e que o tinha adquirido na cidade pernambucana de Petrolina, há mais ou menos 4 meses.

Ele ainda contou que levaria a droga até a cidade de Recife (PE) e que receberia a quantia de R$ 2.500,00 (dois mil e quinhentos reais). Acrescentou ainda que, na rodoviária de São Paulo chegou a oferecer a um outro rapaz a quantia de R$1.000,00 para que levasse outra bagagem até Recife. Questionado, o segundo proprietário identificado, confirmou que havia recebido a quantia de mil reais para transportar a droga.

Os envolvidos foram presos e levados à Delegacia de Polícia Civil local, bem como o material apreendido, para as demais providências cabíveis.

Veja vídeo: Homem surta, sequestra ônibus e invade garagens de empresa em Salvador

/ Bahia

Um homem com uma faca sequestrou um ônibus, no bairro de Castelo Branco, em Salvador e seguiu dirigindo o veículo até invadir duas garagens da empresa Integra nos bairros de Pirajá e Praia Grande, onde colidiu o coletivo que dirigia em outros ônibus estacionados na tarde desta segunda-feira (24).

De acordo com a Polícia Militar (PM), uma guarnição da Operação Gêmeos foi acionada para conter um suspeito que seguia por várias garagens causando danos em patrimônio particular.

Ainda de acordo com a PM, o acusado estava armado com uma faca e invadiu um coletivo, ordenou que os passageiros desembarcassem e dirigiu até uma garagem de coletivos em Pirajá, colidiu em vários ônibus que estavam no local. Em seguida, o acusado se deslocou para outra garagem no bairro de Praia Grande e também causou danos em outros ônibus.

Em imagens publicadas pelo site BNews é possível ver quando alguns rodoviários tentam parar o acusado atirando pedras no veículo que ele conduzia. O homem foge, mas é perseguido por trabalhadores da Integra até quando os policiais chegam e prendem o acusado de roubo de veículo e danos ao patrimônio particular.

O acusado, que não teve a identidade revelada, foi detido por policiais militares e encaminhado para a Central de Flagrantes.

Testagem para o novo coronavírus em estudantes tem dia extra nesta terça em Ilhéus

/ Saúde

Estudantes e professores passam por testes. Foto: Leonardo Sousa

A testagem para o novo coronavírus em estudantes, professores e funcionários das escolas da rede estadual ganhou um dia extra, em Ilhéus. A aplicação dos testes rápidos será nesta terça-feira (25), das 8h às 17h, no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) do Chocolate Nelson Schaun e no Colégio da Polícia Militar (COM) Rômulo Galvão.

A data é aberta a todos os estudantes que não puderam comparecer durante o cronograma inicial, que foi de 10 a 21 de agosto, mesmo período em que a aplicação aconteceu em Itabuna.

A estudante Shirley dos Santos foi fazer a testagem na última sexta-feira (21), no Centro Estadual de Educação Profissional em Gestão e Tecnologia da Informação Álvaro Melo Vieira, em Ilhéus, e destacou a importância da iniciativa. ”A gente sabe que muitas pessoas que estão com a Covid-19 são assintomáticas e este é o problema, porque estão transmitindo para os outros. Por isso, é bom que os colegas compareçam para fazer o teste. É rápido, gratuito, com disponibilidade de álcool em gel e higienização dos espaços e lavatórios, tudo para garantir que a gente possa exercer a nossa cidadania, protegendo a todos”.

Câmara vai avaliar caso de deputada acusada de mandar matar o marido pastor

/ Brasília

Flordelis é apontada como mandante pelo MP. Foto: Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira que a Câmara dos Deputados vai analisar o caso da deputada Flordelis (PSD-RJ). Nesta segunda-feira, nove mandados de prisão foram cumpridos em torno do caso, incluindo quatro filhos da deputada.

A parlamentar foi apontada como mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, ocorrido em junho do ano passado. A conclusão consta tanto do inquérito da Polícia Civil e da denúncia do Ministério Público. Após o posicionamento do MP, o PSD suspendeu  a deputada das funções partidárias

”Se o Judiciário pedir o afastamento (de Flordelis do mandato na Câmara), vamos decidir. Em relação ao processo, tenho que analisar”, afirmou Rodrigo Maia

Flordelis só não foi detida por ter imunidade parlamentar, na qual ela só seria presa em flagrantes ou por crimes relativos ao mandato. Com informações do iG.

Em evento pró-cloroquina, Bolsonaro diz que jornalista bundão tem mais chance de morrer de coronavírus

/ Brasília

Bolsonaro e a guerra com à imprensa. Foto: Marcos Corrêa

Com mais de 114 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) liderou, nesta segunda-feira (24), um evento no Palácio do Planalto para defender que o Brasil está ”vencendo a Covid-19” e para fazer apologia ao tratamento com a hidroxicloroquina —medicamento que não têm tido eficácia comprovada para a doença em estudos recentes e com risco de efeitos colaterais.

No ato, ele voltou a criticar a imprensa e disse que jornalistas, se infectados pelo coronavírus, têm mais chance de morrer por ser ”bundão”. O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, não participou da agenda por estar em compromisso no Ceará.

Referindo-se à repercussão negativa de quando disse em março que, por seu ”histórico de atleta”, sentiria apenas uma ”gripezinha” se infectado pela Covid, Bolsonaro se referiu a jornalistas com a expressão ”bundão”.

”O pessoal da imprensa vai para o deboche [na frase do histórico de atleta]. Mas quando [a Covid] pega num bundão de vocês a chance de sobreviver é menor”, afirmou. ”[Jornalista] só sabe fazer maldade, usar caneta com maldade em grande parte. Tem exceções, como aqui o Alexandre Garcia. A chance de sobreviver é bem menor do que a minha”, disse, sinalizando o ex-apresentador da TV Globo e hoje defensor do bolsonarismo nas redes que participou da agenda.

É a segunda vez em um dia que Bolsonaro se refere de forma desrespeitosa a jornalistas. No domingo (23), ao ser questionado sobre depósitos de R$ 89 mil feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Bolsonaro disse que tinha vontade de encher a cara do repórter com uma porrada.

O presidente também utilizou seu discurso para criticar seu ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), demitido por discordar do mandatário na condução da resposta do governo diante da pandemia.
Diferenças de opiniões sobre o uso da cloroquina foram uma das motivações da demissão. ”Se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muitos mais vidas poderiam ter sido salvas”, afirmou o presidente, em frase sem embasamento científico.

A cerimônia, realizada no principal salão de eventos do Palácio do Planalto, reuniu médicos entusiastas da cloroquina. Entre os que participaram do evento, estão profissionais que ficaram conhecidos por divulgarem vídeos em defesa da cloroquina —alguns com afirmações refutadas por sociedades de especialistas ou em checagens de projetos como o Comprova.

”Com o tratamento precoce, a nossa linda hidroxicloroquina, consegue sim reduzir os danos da Covid-19. Povo brasileiro, não tenha medo dessa medicação”, disse a médica Raíssa Soares, uma das participantes.

Na cerimônia desta segunda, o grupo disse representar “10 mil médicos que ousam pela verdade e pela vida” e em defesa da ”linda e velha cloroquina”. Apesar de dizer que têm evidências que sustentam o uso do medicamento também para a Covid-19, o grupo não apresentou quais seriam esses estudos.

”Mesmo que não as tivéssemos, em tempos de pandemia, o médico pode sim fazer uso de medicamentos off label”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Bolsonaro participou do evento ”Encontro Brasil vencendo a Covid-19”, realizado no Planalto e com transmissão ao vivo pela TV Brasil, emissora do governo.

O encontro ocorre a despeito do alto patamar de mortes que o país ainda registra seis meses depois do início da epidemia. Até domingo, o país já registrava 114.772 mortes provocadas pelo novo coronavírus. O número de pessoas que já foram infectadas é de 3.605.726.

No mundo, apenas os Estados Unidos têm números piores, com quase 177 mil mortos e mais de 5,7 milhões de casos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que 2.739.035 pacientes conseguiram se recuperar da doença. Outros 752.004 seguem em acompanhamento.

Na tentativa de reduzir o impacto dos números, o Planalto tem divulgado que o país soma um número maior de recuperados em comparação a outros países. Especialistas, no entanto, alertam que o cálculo é impreciso e atribuem a maior taxa ao maior número de infecções e impacto da doença.

O evento também ocorre em que a curva de casos e mortes ainda segue em aumento em alguns estados. Balanço do Ministério da Saúde divulgado na última semana, por exemplo, apontava seis estados nessa situação nas regiões Sul, Centro-Oeste, Sudeste e Norte.

Desde o início da pandemia, o presidente vem minimizando o impacto da Covid-19 e defendendo a reabertura de comércios e relaxamento de medidas de isolamento social, na contramão de medidas indicadas pela Organização Mundial de Saúde e cientistas para evitar a transmissão do vírus. Ao mesmo tempo, o presidente tem reforçado a defesa de medicamentos sem eficácia comprovada para a doença, caso da cloroquina.

A situação levou a queda de dois ministros da Saúde durante a pandemia: Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Atualmente, o Ministério da Saúde é comandado de forma interina pelo general Eduardo Pazuello.

Dados de pesquisa Datafolha divulgada após o país chegar a 100 mil mortes, no entanto, mostram que os brasileiros ficam divididos em relação à responsabilidade do presidente por essa marca. Quase metade deles, 47%, dizem acreditar que o presidente não tem culpa nenhuma pelos óbitos. Os que acham que Bolsonaro tem responsabilidade somam 52% —são 11% os que o veem como principal culpado e 41% os que dizem que ele é um dos culpados, mas não o principal.

A pesquisa foi feita por telefone com 2.065 brasileiros adultos que têm celular, nos dias 11 e 12 de agosto. A marca das 100 mil mortes pela Covid-19 foi atingida no dia 8 de agosto, menos de cinco meses após o registro da primeira morte decorrente da doença no país.

Nos últimos meses, Bolsonaro e ao menos oito ministros de seu governo foram infectados pelo coronavírus. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também contraiu o vírus. Tanto o presidente quanto a primeira-dama e os ministros não tiveram quadros graves da doença e já se recuperaram. Com informações da Folha

Pesquisa aponta que 200 mil bares, restaurantes e lanchonetes temem fechar as portas

/ Economia

A reabertura gradual em diversos estados e as iniciativas de crédito do governo para tentar conter os impactos da crise do coronavírus ainda não foram suficientes para brecar o número de bares, restaurantes, cafés e lanchonetes. Os sinais são que muitos não vão conseguir sobreviver à pandemia.

No mais recente levantamento realizado pela ANR (Associação Nacional dos Restaurantes), em parceria com a consultoria Galunion, do setor de alimentos, 22% dos donos de estabelecimentos afirmam que não conseguirão manter os seus negócios após a pandemia. Em dados absolutos são 200 mil empresas do setor em todo o país que sinalizaram dificuldades para sobreviver.

Trata-se de um aumento do pessimismo em relação a pesquisa anterior, realizada em junho, quando 15% acreditavam que não conseguiriam resistir aos efeitos econômicos da pandemia. A pesquisa foi realizada com empresas de todo o país entre 27 de julho e 10 de agosto. Bares e restaurantes se adaptaram para a reabertura, mas movimento ainda é fraco.

No novo levantamento, outros 42% dos estabelecimentos com mais de uma loja também afirmam já terem fechado unidades definitivamente por conta da crise. No levantamento anterior, esse número era de 35%.

Segundo o presidente da ANR, Cristiano Melles, as restrições no horário de funcionamento e as regras de distanciamento, que diminui o número de lugares disponíveis nos estabelecimentos, comprometem a receita e dificultam a recuperação financeira.

Na média, 86,5% dos respondentes afirmam não faturar nem a metade em relação a julho de 2019, apontou o levantamento. ”A prorrogação da MP do salário [medida provisória que permite redução de salário e jornada de trabalho em razão da pandemia] pode ajudar, mas ainda falta cliente nas casas”, diz.

Os dados da pesquisa também apontam que 26% não conseguiram pagar a folha salarial no 5º dia útil de agosto. Além disso, 69% dos entrevistados suspenderam contratos ou reduziram jornadas e salários de seus funcionários. Desse total, 81% afirmam que vão renovar os acordos pelos prazos permitidos pela lei.

Para o presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Percival Maricato, apesar de o governo ter se demonstrado mais receptivo e flexível em relação aos horários de funcionamento, ainda existem caminhos alternativos para tentar melhorar os números do setor.

”O aumento de duas horas diárias no horário de funcionamento [para oito horas diárias] faz diferença, mas ainda estamos pedindo a possibilidade de ter mesas na calçada e de aumentar a lotação para pelo menos 60%, talvez 70% da capacidade”, afirma.

Maricato afirma, ainda, que outros pontos também acabam prejudicando o movimento do setor. ”Uma coisa é retomar a atividade, outra coisa é o movimento, que continua bem difícil. Além do home office, que prejudica os estabelecimentos próximos a escritórios e faculdades, também há o temor de contaminação que continua forte e a fragilidade econômica, com muitos desempregados ou temendo por seus empregos”, diz.

O levantamento da ANR traz que 79% dos entrevistados apontaram a falta de segurança dos consumidores para voltar a frequentar os estabelecimentos. O horário limitado (59%) e a falta de renda do consumidor (52%) também foram citados.

Ainda segundo a pesquisa, 64% dos bares, restaurantes, cafés e lanchonetes já demitiram. A associação estima que mais de um milhão de trabalhadores já perderam o emprego no segmento.

Desde o início da pandemia o setor também vinha batalhando para melhorar o acesso ao crédito de pequenos e médios empresários —tanto pelas iniciativas do governo como pelo próprio sistema financeiro.

O novo levantamento demonstra uma melhora na oferta de recursos, mas a restrição ainda é alta. Metade (50%) dos empresários que buscaram novas linhas de empréstimo para financiar o negócio tiveram suas propostas recusadas ou ficaram sem respostas —na pesquisa anterior, o número era de 76%.

Entre aqueles que ainda não conseguiram crédito, as razões mais apontadas são a falta de novas linhas pela instituição financeira (42%), a demora para a resposta —acima de 30 dias do pedido— (31%) e a falta de garantias (13%).

Parte dessa melhora aconteceu por causa do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte). O governo havia liberado R$ 15,9 bilhões para a linha em maio, mas os recursos se esgotaram em julho.

Nesta quarta-feira (19), o governo publicou no DOU (Diário Oficial da União) uma portaria estabelecendo a prorrogação do Pronampe por três meses e a expectativa é de liberação de mais R$ 12 bilhões para a linha.

”O crédito, além de chegar atrasado, veio apenas parcialmente. A situação melhorou um pouco, claro, mas não foram todos que conseguiram e esse talvez seja um dos motivos mais determinantes pelo número de casas fechadas”, afirmou Maricato, da Abrasel.

Já para Melles, da ANR, o Pronampe serviu para o pequeno empresário, mas ainda não foi o suficiente. ”Principalmente para a média empresa, que tem dois ou três restaurantes, ainda não existe nenhuma linha aprovada”, disse.

”Se retirarmos a restrição de horários, já ajuda um pouco e a expectativa é que o setor consiga crescer de 5% a 8% por mês. Caso contrário, fica mais complicado e o crescimento não deve passar de 2% ou 3% nos próximos meses”, afirmou Melles.