Empresário, indicado para o MEC já defendeu extinção da pasta e privatização do ensino

/ Educação

Renato Feder deve assumir o MEC. Foto: Divulgação/SEED

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para ser o novo ministro da Educação, o empresário Renato Feder, 41, já defendeu a extinção da pasta e a privatização de todo o ensino público, a começar pelas universidades. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a publicação, a proposta da qual Feder disse ser entusiasta, que incluía a concessão de vouchers para as famílias matricularem os filhos em escolas privadas, está no livro Carregando o Elefante –como transformar o Brasil no país mais rico do mundo, de 2007.

Trata-se de um compilado de críticas e sugestões para as diversas áreas da administração pública brasileira, idealizadas por Feder e seu antigo colega de trabalho, Alexandre Ostrowiecki. Quando assumiu a secretaria de educação do Paraná, porém, ele afirmou que mudou de ideia sobre opiniões apresentadas no livro, incluindo a de privatização do ensino.

Para os autores, deveriam ser mantidos apenas oito ministérios e as funções das pastas da saúde e educação deveriam ser transferidas para agências reguladoras. ”Muitos ministros acabam não conseguindo nem falar com o presidente e assumem papel decorativo”, afirmam.

Eles sugerem a privatização de todo o ensino, com a implantação do sistema de vouchers, em que famílias receberiam uma espécie de cupom com o qual matriculam os filhos em uma escolar particular. O valor do cupom então seria pago diretamente à escola pelo governo.

Para os autores, a livre iniciativa e a competição formariam uma ”irresistível pressão” para a melhoria do ensino. O Estado, de outro lado, se livraria de uma atividade e ganharia com a venda dos imóveis que dão lugar às escolas, valor que seria destinado à dívida pública.

”Portanto, apesar do gasto operacional ser o mesmo, financeiramente a privatização do ensino sairá muito mais barato”, completam.

Ex-réu por crimes fiscais, empresário diz ter mudado de opinião

Feder também disse não defender mais o formato proposto desde que assumiu a Secretaria de Educação do Paraná, em 2019. Ao jornal Gazeta do Povo, ele relatou ter mudado de opinião após estudar o tema com maior profundidade e perceber que não houve vantagens na adoção do modelo para o aprendizado, como em experiências adotadas no Chile e nos Estados Unidos.

Antes de assumir a pasta, a convite do governador Ratinho Jr. (PSD), Feder tinha como realidade o mundo corporativo de São Paulo. Aos 24 anos, em 2003, se tornou CEO da Multilaser ao lado do amigo Alexandre, que o chamou para assumir em parceria a companhia após a morte do pai.

Eles transformaram a pequena empresa de cartuchos reciclados em uma gigante do setor da tecnologia, com faturamento anual que supera os R$ 2 bilhões.

À frente da empresa, ambos se tornaram réus por crimes fiscais por terem deixado de recolher ICMS por um ano entre 2013 e 2014.

A denúncia foi recebida em maio de 2017 pela Justiça de São Paulo. Advogado na ação, Arthur Castilho Gil afirmou que o processo está suspenso com o aval do Ministério Público Estadual. Segundo Gil, como a empresa é credora do Estado em R$ 95,7 milhões, pediu a compensação tributária para quitar a dívida.

Em nota, a Promotoria afirmou que a Justiça tem dado a Multilaser ”sucessivos prazos” para a compensação e que já se manifestou pelo seguimento da ação. ”O que não é possível, sob risco de prescrição ou perda de provas, é ficar parado o processo”, completa a nota.

Com 41 anos, perfil empreendedor e liberal, Feder é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Foi professor da Educação de Jovens e Adultos de matemática por dez anos e diretor de escola por oito anos. Também foi assessor voluntário da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

Sem passagens por cargos eletivos, o ex-executivo atuava apenas nos bastidores. Ele doou R$ 120 mil para a campanha de João Dória (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, em 2016. Com a quantia, foi o sétimo maior doador do candidato, hoje desafeto do presidente Jair Bolsonaro.

Jair Bolsonaro veta obrigação do uso de máscara em igrejas e comércios e escolas

/ Brasília

Jair Bolsonaro veta o uso de máscara. Foto: Marcos Corrêa

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez diversos vetos no projeto de lei sobre uso de máscaras durante a pandemia, entre eles dispositivos que tornavam obrigatório o uso do equipamento de proteção em igrejas, comércios e escolas.

O projeto foi aprovado pelo Congresso em 9 de junho, enquanto que os vetos e os trechos sancionados por Bolsonaro foram publicados nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial da União.

A nova lei torna obrigatório, durante a emergência sanitária no novo coronavírus, manter ”boca e nariz cobertos por máscara de proteção individual, conforme a legislação sanitária e na forma de regulamentação estabelecida pelo Poder Executivo federal, para circulação em espaços públicos e privados acessíveis ao público, em vias públicas e em transportes públicos coletivos”.

O uso de máscara, seja a clínica ou artesanal, também passa a ser compulsório em ”ônibus, aeronaves ou embarcações de uso coletivo fretados”.

No entanto, o texto avalizado pelos parlamentares especificava em seguida uma série de outros locais e situações em que os equipamentos também seriam exigidos —estabelecimentos comerciais e industriais, templos religiosos, estabelecimentos de ensino e demais locais fechados em que haja reunião de pessoas—, mas o dispositivo foi vetado pelo presidente.

Agora, deputados e senadores devem decidir em votações se aceitam ou se derrubam a decisão de Bolsonaro. Com informações da Folha de S.Paulo

Só 9% dos infectados pelo novo coronavírus se dizem assintomáticos, diz estudo

/ Saúde

Apenas 9% dos infectados pelo coronavírus dizem não ter sentido algum sintoma de que poderiam ter sido contaminados. Foi o que relataram entrevistados do estudo nacional Epicovid-BR, que procura estimar o espalhamento do vírus e da doença pelo país e as características da população afetada.

O estudo testou e entrevistou 89.397 pessoas em três etapas de coleta de dados, a primeira delas em maio, a mais recente entre os dias 21 e 24 de junho, em 133 cidades de todos os estados do país.

Entre as pessoas examinadas, 2.064 tinham anticorpos, o que indica que foram infectadas pelo coronavírus. Dentre os infectados, os sintomas relatados com mais frequência foram as alterações em olfato e paladar (62,9%) e a dor de cabeça (62,2%).

Como têm indicado outros estudos, os mais pobres são mais atingidos pela epidemia. No quinto mais pobre da população (os 20% com menor renda), a taxa de infecção era de 4,1% na terceira etapa da pesquisa; entre o quinto mais rico, de 1,8%. A diferença da taxa de contaminação entre mais pobres e mais ricos aumentou entre maio e junho: da primeira para a terceira fase do estudo, passou de 1,1 ponto percentual para 2,3 pontos.

Segundo os dados da Epicovid, a prevalência do vírus é maior entre os que se declararam indígenas: 5,4%, o quíntuplo da taxa de infecção de brancos (1,1%) e mais que o dobro dos que se dizem pretos (2,5%).

”O percentual da população com anticorpos não diferiu entre homens e mulheres em nenhuma das fases da pesquisa. Da mesma forma, não foi observada uma tendência nítida por idade, confirmando que o risco de infecção não depende da idade”, escrevem os pesquisadores. Ressaltam, no entanto, que a doença tende a ser mais severa, assim como a taxa de letalidade, entre os mais velhos.

No estado de São Paulo, segundo dados oficiais, cerca de 74% dos mortos de Covid-19 têm mais de 60 anos; os homens são 58% das vítimas de todas as idades.

Nas casas em que havia uma pessoa com anticorpos para o coronavírus, os demais moradores também foram testados. Dentre essas pessoas, 39% também tiveram testes positivos, indicou a pesquisa.

A prevalência da doença nas cidades estudadas ainda seria relativamente baixa, segundo o estudo Epicovid, de 3,8% em 83 cidades nas quais foi possível entrevistar mais de 200 pessoas nas três fases da pesquisa.

Ainda assim, trata-se de um número seis vezes maior que o de casos oficialmente notificados nesses municípios. Com base nos dados da população de todas as 133 cidades pesquisadas, a taxa de letalidade (número de mortes dividido pelo número de infectados) seria de pouco mais de 1%.

A taxa de infecção para a cidade de São Paulo estimada pela Epicovid é muito diferente daquela obtida por outra pesquisa amostral, realizada pela prefeitura paulistana em meados de junho. Na terceira etapa da Epicovid, a prevalência seria de apenas 1,4%, na terceira etapa (ante mais de 3,3% na primeira). Pelo estudo paulistano, de 9,5%.

Segundo os dados da Epicovid, o número de contaminados na cidade seria então próximo daquele divulgado pelas estatísticas oficiais da doença, os quais costumam registrar apenas os casos de pessoas com sintomas mais evidentes ou doentes que precisam de internação.

Em geral, estudos por amostragem indicam que o número oficial de casos representa um sexto do total de infecções, por vezes bem menos (um nono, na estimativa da prefeitura).

O epidemiologista Pedro Hallal, coordenador da pesquisa, diz que pode ter havido um problema com a amostra paulistana. ”Existem diferenças metodológicas importantes. O estudo de São Paulo não incluiu crianças e adolescentes, por exemplo. O tamanho de amostra do estudo de São Paulo é bem maior do que o nosso”, diz Hallal, que, no entanto, reconhece que tais diferenças não explicam a disparidade dos números e que o dado da prefeitura está mais próximo da realidade. No estudo da prefeitura, foram examinadas 5.664 pessoas. No estudo Epicovid, 250.

O estudo Epicovid é um teste de uma amostra da população. Na terceira fase, o pesquisadores colheram exames gratuitos de 33.207.

O trabalho é coordenado por Hallal, reitor da Universidade Federal de Pelotas, em colaboração com pesquisadores de Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

*por Vinicius Torres Freire | Folhapress

Covid-19: país tem 61,8 mil mortes e 1,49 milhão de casos confirmados, diz Ministério da Saúde

/ Saúde

O Brasil tem 1.496.858 casos confirmados acumulados desde o início da pandemia de covid-19 e 61.884 mortes pela doença, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados nesta quinta-feira (2). Nas últimas 24 horas, 1.252 óbitos e 48.195 casos confirmados foram agregados às estatísticas.

Do total de infectados até o momento, 852.816 pessoas se recuperaram da doença e 582.158 pacientes ainda estão em acompanhamento. Há ainda 3.931 mortes em investigação.

Ontem (1º), o balanço do Ministério da Saúde trazia 60.632 falecimentos e 1.488.753 casos acumulados; sendo que de terça-feira (31) para quarta-feira, foram agregados 1.038 óbitos e 46.712 novos casos.

A taxa de letalidade da doença (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,1%, enquanto a de mortalidade (número de óbitos por 100 mil habitantes) ficou em 29,4. A incidência (quantidade de casos pela população) está em 712,3.

Estados e municípios

Os estados com mais mortes são São Paulo (15.351), Rio de Janeiro (10.332), Ceará (6.284), Pará (5.004) e Pernambuco (4.968). As unidades da Federação com menos óbitos são Mato Grosso do Sul (91), Tocantins (209), Roraima (354), Santa Catarina (362) e Acre (378). Da Agência Brasil

Maracás: Prefeito entrega escola, autoriza revitalização de praças e vistoria creches

Soya entregou escola restaurada. Foto: Blog Marcos Frahm

Apesar da pandemia do coronavírus, que mudou a rotina da população, o gestor de Maracás, Soya Novaes (PDT), arregaçou as mangas e cumpriu extensa agenda nesta quinta-feira (2). Em evento com um número limitado de pessoas, fazendo uso de máscara e álcool em gel, na sede da Prefeitura, Soya assinou, às 09h, ordem de serviço para obras de requalificação das praças: Maria da Paixão, Barão do Rio Branco, Betinho Gomes, Praça do Povoado de Pé de Serra, revitalização do canteiro central da Avenida João Pessoa, da Feira Livre e construção de três quadras poliesportivas na área rural. Na solenidade, o chefe do Executivo esteve acompanhado de secretários municipais: Danilo Milonga – Infraestrutura, Darlene Rosa – Saúde, Guida Galvão, – Desenvolvimento Social, Adneide Novaes – Educação, Reginaldo Novaes – Finanças, Queli Gonçalves – Agricultura, além dos vereadores: Juarez, Jô, Suzy e Dinha.

”As coisas acontecem no tempo de Deus. Tudo tem a sua hora, seu jeito, sua forma, a ordem é essa. Nós estamos hoje dando prosseguimento ao trabalho, com ordem de serviço para mais obras, pois estamos trabalhando nos quatro cantos do município. Apesar da fase difícil que o mundo inteiro atravessa o trabalho em Maracás não parou e temos a satisfação de autorizar novas obras que irão mudar a cara da cidade e beneficiar famílias. As ações necessárias para conter o coronavírus estamos adotando, mas não podemos parar os projetos e por isso estamos aqui, mesmo sem a presença da população, mas com a sensação de que estamos cumprindo o nosso dever, com um investimento de mais de R$ 5 milhões de obras com recursos próprios”, destacou o prefeito.

Durante solenidade, prefeito e primeira-dama recebem buquê de flores

Além da autorização, Soya entregou às 14h30, a Escola Especial Olga Saraiva da Fonseca, localizada na área central, cuja instituição pública de ensino que integra a rede municipal passou por reestruturação com recursos de mais de R$ 300 mil.

Em seguida, o prefeito vistoriou, in loco, as obras em andamento, de construção das creches Ayrton Senna, também com recursos próprios, da creche Proinfância, em convênio com o Governo Federal e da Biblioteca Municipal. ”São poucas as cidades do Brasil em que se fala em construção de creche com o dinheiro da prefeitura, sem convênio, como estamos fazendo com a Ayrton Senna e essa é mais uma prova de que estamos gerindo os recursos com responsabilidade. Quando assumi a prefeitura, eu disse que o tripé da gestão seria saúde, educação e segurança. Investimos em todas as áreas, principalmente na saúde, com uma transformação e é satisfatório ouvir em toda a região que Maracás, em meio a essa pandemia, têm respiradores no hospital. Na educação, também estamos trabalhando para qualificar ainda mais a cidade como um pólo regional”, garantiu.

Apesar de operação da PF, prefeitura de Jequié mantém o boletim do vírus e confirma 1 um óbito

/ Jequié

HGPV registra mais 1 óbito por corovavírus. Foto: Blog Marcos Frahm

Apesar da Operação Old School, deflagrada com a Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2), contra a Prefeitura  de Jequié, a gestão pública local manteve, profissionalmente, o boletim epidemiológico do coronavírus, atualizado às 19h, que registrou mais um óbito, sendo uma mulher, moradora do Centro da cidade, portadora de hipertensão arterial sistêmica e diabetes, que estava internada no Hospital Geral Prado Valadares.

O Boletim, também, traz o registro de mais 49 pessoas confirmadas com a doença, perfazendo um total de 1007 casos positivos. Destes, 373 foram diagnosticados por meio do método laboratorial RT-PCR. 619 pacientes encontram-se recuperados e não apresentam mais os sintomas da doença. Os que estão em. quarentena somam 2053 pessoas.

O boletim local conta, agora, com os dados encaminhados pelo Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) relativos a ocupação de adultos nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Até às 12h a taxa de ocupação era de 89,5%.

Jequié: Operação da Federal descobre subcontratação que envolve funcionária de prefeitura

/ Jequié

PF percorreu pontos de Jequié. Foto: Josafá Oliveira/BMF

Uma empresa subcontratada de propriedade de uma funcionária comissionada da prefeitura de Jequié e com cadastro no Bolsa Família foi responsável ganhou R$ 2,3 milhões. O caso foi descoberto pela Controladoria Geral da União (CGU) dentro da Operação Old School, deflagrada com a Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2).

TERCEIRIZAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO

De acordo com a apuração, a terceirização da terceirização ocorreu sem acordo com a prefeitura e foi firmado entre as duas empresas por quase R$ 2,3 milhões. Em relação ao montante superfaturado, a CGU aponta a quantia de R$ 728, mesmo ao constatar que as obras não estarem compatíveis com os serviços detalhados nas medições apresentadas.

Segundo a investigação, o contrato para realização das obras em 82 escolas do município foi de R$ 8,8 milhões. Depois de vereadores apontarem a denúncia, a CGU e a PF fizeram inspeções em algumas das 82 escolas que deveriam ter sido reformadas – sendo 39 na sede e 43 nos distritos. Nos locais, foram encontradas diversas irregularidades, algumas sem finalização dos serviços, além de baixa qualidade dos itens realizados.

A CGU também informou que na reforma das escolas foram usados recursos de precatórios do Fundef [atual Fundeb], os quais deveriam ser empregados por meio de ações voltadas para estruturação e manutenção da política educacional do município. No entanto, que se constatou foram escolas em situações precárias, apesar dos valores gastos com reformas.

A Old School cumpre 17 mandados de busca e apreensão e de seis medidas cautelares diversas da prisão, como o afastamento da função pública, a proibição de contratar com o poder público, além do bloqueio de bens e valores no montante de R$ 5,8 milhões. O trabalho conta com a participação de oito auditores da CGU e de 70 policiais federais. Com informações do site Bahia Notícias

Bahia registra 2.864 casos novos de Covid-19 e 45 óbitos em 24 horas, diz boletim da Sesa

/ Bahia

Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.864 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +3,7% ), 45 óbitos (+2,4%) e 2.410 curados (+4,7). Dos 79.349 casos confirmados desde o início da pandemia, 53.334 já são considerados curados, 24.068 encontram-se ativos e 1.947 tiveram óbito confirmado.

As confirmações ocorreram em 388 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (46,09%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Itajuípe (1.986,24), Gandu (1.897,97), Ipiaú (1.569,55), Uruçuca (1.447,44) e Itabuna (1.291,61).

O boletim epidemiológico contabiliza 79.349 casos confirmados, 171.924 casos descartados e 80.085 em investigação. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta quinta-feira (2).

Na Bahia, 9.236 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui.

Taxa de ocupação
Na Bahia, dos 2.254 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.476 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 65%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 906 leitos exclusivos para o coronavírus, 715 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 79%.
Cabe ressaltar que o número de leitos é flutuante, representando o quantitativo exato de vagas disponíveis no dia. Intercorrências com equipamentos, rede de gases ou equipes incompletas, por exemplo, inviabilizam a disponibilidade do leito. Ressalte-se que novos leitos são abertos progressivamente mediante o aumento da demanda.

Óbitos
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 1.947 mortes pelo novo coronavírus.

1903º óbito – homem, 83 anos, residente em Valença, sem informação de comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 30\06, em unidade da rede filantrópica, em Valença;

1904º óbito – mulher, 93 anos, residente em Salvador, portadora de doença cardiovascular, e doença do sistema nervoso, foi internada dia 23\06 e foi a óbito dia 25\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1905º óbito – mulher, 87 anos, residente em Salvador, portadora de doença renal crônica, foi internada dia 28\06 e foi a óbito na mesma data (28\06), em unidade da rede pública, em Salvador;

1906º óbito – homem, 86 anos, residente em Sobradinho, portador de diabetes, foi internado dia 04\06 e foi a óbito dia 05\06, em unidade da rede pública, em Sobradinho;

1907º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e doença do sistema nervoso, foi internada dia 17\06 e foi a óbito dia 26\06, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

1908º óbito – homem, 37 anos, residente em Salvador, portador de doença hepática, foi internado dia 14\06 e foi a óbito dia 28\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1909º óbito – homem, 73 anos, residente em Lauro de Freitas, portador de hipertensão arterial, diabetes, doença cardiovascular e doença respiratória crônica, foi internado dia 18\05 e foi a óbito dia 25\05, em unidade da rede pública, em Salvador;

1910º óbito – homem, 79 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e doença respiratória crônica, foi internado dia 23\06 e foi a óbito dia 27\06, em unidade da rede filantrópica, em Salvador;

1911º óbito – mulher, 62 anos, residente em Vera Cruz, portadora de hipertensão arterial, foi internada dia 20\05 e foi a óbito dia 04\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1912º óbito – homem, 56 anos, residente em Salvador, portador de doença cardiovascular, foi internado dia 23\05 e foi a óbito dia 01\07, em unidade da rede pública, em Salvador;

1913º óbito – homem, 46 anos, residente em Salvador, sem comorbidades, data de admissão não informada, foi a óbito dia 30\05, em unidade da rede pública, em Salvador;

1914º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e doença respiratória crônica, foi internada dia 22\05 e foi a óbito dia 10\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1915º óbito – homem, 74 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, foi internado dia 19\06 e foi a óbito dia 27\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1916º óbito – homem, 66 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial, doença respiratória crônica e obesidade, foi internado dia 10\06 e foi a óbito dia 29\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1917º óbito – homem, 19 anos, residente em Salvador, sem informação de comorbidades, foi internado dia 29\06 e foi a óbito dia 30\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1918º óbito – mulher, 77 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, doença cardiovascular e doença respiratória crônica, foi internada dia 06\06 e foi a óbito dia 20\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1919º óbito – mulher, 76 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade, foi internada dia 24\06 e foi a óbito dia 29\06, em unidade da rede pública, em Salvador;

1920º óbito – homem, 43 anos, residente em Salvador, portador de diabetes, doença cardiovascular e obesidade, foi internado dia 17\05 e foi a óbito dia 20\06, em unidade da rede privada, em Salvador;

1921º óbito – mulher, 70 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial e obesidade. Sem informação acerca da data de internação, foi a óbito dia 23/06, em hospital da rede pública;

1922º óbito – mulher, 85 anos, residente em Camaçari, sem informações acerca de comorbidades. Internada dia 08/06, foi a óbito dia 27/06, em unidade da rede pública, em Camaçari;

1923º óbito – homem, 55 anos, residente em Lauro de Freitas, sem informações acerca de comorbidades. Internado dia 20/06, foi a óbito dia 28/06, em hospital da rede pública, em Salvador;

1924º óbito – mulher, 81 anos, residente em Gandu, portadora de hipertensão arterial e doença respiratória crônica. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede pública em Gandu;

1925º óbito – homem, 87 anos, residente em Gandu, sem informações acerca de comorbidades. Também sem informação sobre a data de internação, foi a óbito dia 24/06, em hospital da rede pública, em Gandu;

1926º óbito – mulher, 84 anos, residente em Gandu, sem informações acerca da existência de comorbidades, foi a óbito dia 26/06, em seu domicílio, em Gandu;

1927º óbito – mulher, 79 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internada dia 24/05, foi a óbito dia 25/05, em unidade da rede pública, em Salvador;

1928º óbito -mulher, 73 anos, residente em Itabuna, portadora de diabetes mellitus. Internada dia 18/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital filantrópico, em Itabuna;

1929º óbito – mulher, 56 anos, residente em Juazeiro, portadora de diabetes mellitus. Internada dia 07/06, foi a óbito dia 23/06, em hospital da rede pública, em Juazeiro;

1930º óbito – homem, 76 anos, residente em Valença, sem comorbidades. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 27/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1931º óbito – homem, 74 anos, residente em Itamaraju, sem informações acerca de comorbidades. Internado dia 17/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Teixeira de Freitas;

1932º óbito – homem, 76 anos, residente em Salvador, portador de hipertensão arterial e doença respiratória crônica. Internado dia 11/06, foi a óbito dia 28/06, em hospital filantrópico, em Salvador;

1933 óbito – mulher, 71 anos, residente em Juazeiro, portadora de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 10/06, em hospital da rede particular, em Remanso;

1934º óbito, homem, 65 anos, residente em Vitória da Conquista, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Internado dia 31/05, foi a óbito dia 02/07, em hospital da rede pública, em Vitória da Conquista;

1935º óbito – homem, 69 anos, residente me Valença, portador de hipertensão arterial e diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 28/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1936º óbito – mulher, 71 anos, residente em Valença, portadora de diabetes mellitus. Internada dia 23/06, foi a óbito dia 25/06, em hospital filantrópico, em Valença;

1937º óbito – mulher, 82 anos, residente em Salvador, portadora de demência e Alzheimer. Internada dia 10/06, foi a óbito dia 27/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

1938º óbito – mulher, 38 anos, residente em Itaberaba, sem informações acerca de comorbidades e, também, sem data de internação, foi a óbito dia 29/06, em unidade da rede pública, em Itaberaba;

1939º óbito – homem, 60 anos, residente em Lauro de Freitas, portador de doença renal crônica. Internado dia 15/04, foi a óbito dia 09/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

1940º óbito – mulher, 54 anos, residente em Jordânia (Minas Gerais), portadora de diabetes e doença cardiovascular. Internada dia 19/06, foi a óbito dia 01/07, em hospital filantrópico, em Vitória da Conquista;

1941º óbito – homem, 51 anos, residente em Vitória da Conquista, sem informações acerca da existência de comorbidades. Internado dia 07/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital filantrópico, em Vitória da Conquista;

1942º óbito – homem, 80 anos, residente em Camaçari, portador de diabetes mellitus. Internado dia 28/05, foi a óbito dia 12/06, em hospital da rede particular, em Camaçari;

1943º óbito – homem, 74 anos, residente em Dário Meira, portador de diabetes mellitus e doença cardiovascular. Internado dia 25/05, foi a óbito dia 17/06, em hospital da rede pública, em Ilhéus;

1944º óbito – mulher, 80 anos, residente em Salvador, portadora de doença cardiovascular. Internada dia 22/06, foi a óbito no mesmo dia da internação (22/06), em hospital da rede pública, em Salvador;

1945º óbito – mulher, 87 anos, residente em Salvador, portadora de hipertensão arterial. Internada dia 06/05, foi a óbito dia 22/06, em hospital da rede particular, em Salvador;

1946º óbito – homem, 79 anos, residente em Teixeira de Freitas, portador de doença cardiovascular. Internado dia 21/06, foi a óbito dia 30/06, em hospital da rede pública, em Teixeira de Freitas;

1947º óbito – mulher, 84 anos, residente em Itamaraju, portadora de diabetes mellitus. Sem informações acerca da data de internação, foi a óbito dia 26/06, em hospital da rede pública, em Teixeira de Freitas.

Obras de reformas de escolas em Jequié, Jaguaquara e região já estão licitadas, diz Zé Cocá

/ Região

Zé Cocá e o secretário Jerônimo Rodrigues. Foto: Renaque Barbosa

Solicitadas pelo deputado estadual Zé Cocá (PP), que destinou emenda parlamentar para a climatização das escolas, as obras de reforma e cobertura de quadras, climatização, ampliação e recuperação de escolas, ampliação de refeitório e auditórios em Jequié e região, a exemplo de Jaguaquara, Maracás, Itiruçú e Lajedo do Tabocal, dentre outros municípios, já foram licitadas virtualmente, conforme declarou o secretário estadual de Educação (SEC), Jerônimo Rodrigues, durante live realizada com o deputado, ao lado do secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Nelson Pelegrino.

De acordo com o secretário, as licitações foram feitas em duas frentes, parte pelo Departamento de Engenharia da SEC e outro lote através da Conder, que é da estrutura da Sedur, e dependem agora de estudos orçamentários e resoluções com o Ministério Público (MP), que apresentou considerações para evitar a aglomeração de trabalhadores nas obras.

”Agradeço muito aos secretários Jerônimo Rodrigues e Nelson Pelegrino, ao governador Rui Costa e à primeira dama Aline Peixoto pelo cuidado e atenção que têm dado ao setor da educação e a Jequié e região”, disse Zé Cocá, manifestando sua certeza de que as obras serão iniciadas ao mais rápido possível. O deputado considera que a educação é a mola mestra para o crescimento e desenvolvimento de um país, estados e municípios.

Jerônimo Rodrigues e Nelson Pelegrino confirmaram que o governador Rui Costa elegeu 2020 para ser o ano da educação, elevando o estado ao patamar de excelência nesse setor, mas o surgimento da pandemia do coronavírus provocou a mudança de foco, com o direcionamento de recursos próprios e das emendas parlamentares para a área da saúde.

MPs da Bahia e DF deflagram operação contra ilegalidades em testes de Covid-19

/ Bahia

Os Ministérios Públicos do Estado da Bahia e do Distrito Federal deflagraram manhã desta quinta-feira (2), a ”Operação Falso Negativo”, que cumpre mandados de busca e apreensão na Bahia, no Distrito Federal e em seis outros estados (São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e Paraná). As medidas foram determinadas pela Justiça de Brasília e decorrem de uma investigação que apura ilegalidades praticadas em contratações envolvendo testes para detecção da Covid-19.

São cumpridos 81 mandados de busca e apreensão em todo o país. Ao todo, participam da ação mais de 500 agentes do Estado, entre promotores de Justiça, servidores do Ministério Público e policiais.

Na Bahia, a operação cumprirá cinco mandados nos municípios de São Gabriel e Irecê, com o apoio da Companhia Independente de Policiamento Especializado – CIPE Semiárido.

No resto do país, as diligências ocorrem também nas cidades de Brasília, DF; Formosa e Goiânia, em Goiás; Curitiba, Maringá, São José dos Pinhais e Pinhas, no Paraná; São Paulo, Santana do Parnaíba, Cotia, Itapevi e Barueri, em São Paulo; Joinville, Balneário Camboriú, Ilhota e Navegantes, em Santa Catarina; Serra, Cariacica e Vitória, no Espírito Santo; além de Rio de Janeiro e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro.

Prefeito de Feira de Santana testa negativo para Covid-19 após contato com secretário infectado

/ Política

Colbert Martins testou negativo para covid. Foto: Divulgação

O prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), confirmou nesta quinta-feira (2) que testou negativo para o novo coronavírus após ter contatos rotineiros com o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito.

”Não senti nenhum sintoma da doença, mas fiz o exame para ter certeza, porque tive contato com secretário Carlos Brito, que testou positivo. O resultado saiu hoje e deu negativo. Agora, retorno para a linha de frente do combate ao coronavírus”, declarou Colbert Martins.

Carlos Brito testou positivo para Covid-19 e foi hospitalizado após sentir desconforto respiratório. ”Estamos acompanhando o caso. Ele se encontra estável e estamos na torcida por uma rápida recuperação”, disse o prefeito. Com informações do site Bahia Notícias

Prefeito de Itabuna pede desculpas por ter dito que reabriria comércio ”morra quem morrer”

/ Bahia

Declaração infeliz de Fernando Gomes repercutiu. Foto: Divulgação

O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (PTC), pediu desculpas, em nota divulgada à imprensa nesta quinta-feira (2), após ter tido que reabriria o comércio no município ”morra quem morrer”.

”Quero pedir desculpas pela minha frase dita durante uma entrevista coletiva. Deixo claro, no entanto, que ressaltei com ênfase: Primeiro, lutar pela vida, a vida é uma só. Não tem fortuna, não tem pobreza, não tem falência, não tem nada”, diz um trecho do posicionamento, segundo publicação do BNews.

”Primeiro, lutar pela vida, a vida é uma só. [Depois que] morrer, acabou [a vida]. Não tem fortuna, não tem pobreza, não tem falência, não tem nada. Mas não posso abrir uma coisa que não tenho cobertura. Com a dúvida, com os nossos morrendo por causa de um leito em Itabuna, vou transferir essa abertura. No dia 8, mandei fazer o decreto, que no dia 9 abre, morra quem morrer, que aí já vamos ter mais 10 leitos para atendimento”, disse o prefeito, em um vídeo que circula nas redes sociais.

Inicialmente, a assessoria do prefeito divulgou que se tratava de sensacionalismo da imprensa. ”Alguns veículos de comunicação deram ênfase a última frase dita pelo prefeito, interpretando de modo errado e sensacionalista o que foi dito na entrevista”, dizia um trecho da primeira nota.

Confira abaixo a nota do prefeito pedindo desculpas:

Quero pedir desculpas pela minha frase dita durante uma entrevista coletiva. Deixo claro, no entanto, que ressaltei com ênfase:

Primeiro, lutar pela vida, a vida é uma só. Não tem fortuna, não tem pobreza, não tem falência, não tem nada. 

Tenho cinco mandatos como prefeito e Itabuna conhece minha luta e meu trabalho. 

Tenho tratado a pandemia com máximo rigor lutando sempre para salvar vidas. E assim continuarei atento sempre à ocupação de leitos de UTI.

O trabalho vai continuar!

Ministério Público Federal pede quebra de sigilos de assessores de Flávio Bolsonaro

/ Justiça

MPF mira assessores de Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro pediu à Justiça as quebras de sigilos telefônicos e e-mails de assessores de Flávio Bolsonaro. A informação é da Veja. O chefe de gabinete do hoje senador, Miguel Ângelo Braga Grillo, o advogado Victor Granado Alves e a ex-tesoureira de campanha Valdenice de Oliveira Meliga estariam entre os alvos.

A investigação apura suposto vazamento da Operação Furna da Onça, às vésperas das eleições de 2018, que atingiu Fabrício Queiroz, amigo da família Bolsonaro e faz-tudo de Flávio.

O MPF quer ter acesso aos registros de localização dos sinais dos celulares usados por esses assessores na época.

TCU identifica 1.358 mortos como beneficiários do auxílio emergencial na Bahia

/ Bahia

Uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no pagamento dos benefícios de auxílio emergencial de R$ 600 do governo federal identificou que 17 mil mortos ”sacaram” os valores. A ajuda financeira é destinada a trabalhadores informais, como forma de amenizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. No documento, a Bahia aparece como quarto estado com maior número de pessoas falecidas (1.358) beneficiárias do auxílio, gerando prejuízo de R$ 888 mil aos cofres públicos.

Em primeiro lugar na lista vem São Paulo (2.674), em seguida Minas Gerais (1.761), Ceará (1.512), Pernambuco (1.308) e Maranhão (1.299). Os seis estados concentram 58% dos pagamentos a falecidos no país, o equivalente a R$ 6,4 milhões.

As inconsistências foram detectadas após extenso processo de cruzamento da base de dados do governo, por exemplo, os cadastros do Caged – Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho, Receita Federal, agentes políticos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Outras irregularidades são apontadas pelo relatório. Além mortos beneficiados, outro dado chama a atenção: 2.091 pessoas com CPF nulo, suspenso ou cancelado receberam o auxílio emergencial.

No total, o TCU identificou que 39.636 pessoas na Bahia recebem o auxílio indevidamente. Entre as irregularidades estão: beneficiários do INSS; servidores e pensionistas municipais, estaduais e federais; pessoas que estão recebendo seguro desemprego; pessoas que estão recebendo auxílio reclusão; CPFs com falha na identificação; pessoas que recebem múltiplos auxílios emergenciais; pessoas com renda além do limite, além dos falecidos e CPFs cancelados.

Ao todo, os benefícios concedidos irregularmente geraram prejuízo de quase R$ 26,4 milhões.