Polícia pede e MP dá parecer por prisão de presidente da Câmara no interior baiano por espancar a filha

/ Bahia

José Alberto é acusado de agressões. Foto: Reprodução

O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Formoso, no Piemonte Norte do Itapicuru, José Alberto de Carvalho, teve o pedido de prisão preventiva feito pela 19ª Coordenaria Regional do interior (Coorpin). A solicitação também recebeu parecer favorável do Ministério Público do Estado (MP-BA). José Alberto de Carvalho, conhecido como Zé Lambão, segue em prisão temporária neste domingo (19) na delegacia de Campo Formoso.

Preso em flagrante na última quinta-feira (16) quando se apresentou com um advogado na delegacia, o vereador é acusado de espancar a filha durante uma reunião de família no dia 12 de julho. Segundo o delegado Felipe Néri, coordenador da 19ª Coorpin, a intenção é converter a prisão em flagrante em preventiva, sem data prevista para ser encerrada, com base nos crimes de violência doméstica e porte ilegal de arma.

No parecer do MP-BA, o promotor Rildo Mendes de Carvalho disse que os crimes cometidos pelo investigado são ”conexos”, o que justifica o pedido de prisão preventiva. Segundo a filha do vereador, Rafaella de Carvalho Pereira, o pai a espancou depois de uma discussão na chácara da família, na localidade de Poços, zona rural de Campo Formoso. Exames de corpo de delito confirmaram marcas de espancamento na jovem.

Ela relatou também ameaças e chegou a citar, em depoimento, que o pai mostrou a arma de fogo a um amigo no dia do ocorrido, momentos antes da agressão. Zé Lambão também responde por um homicídio ocorrido após um discussão em um bar de Campo Formoso, em 2016. Com informações do site Bahia Notícias

Governo Federal anuncia importação de medicamentos usados em pacientes na UTI

/ Saúde

O presidente Jair Bolsonaro postou, no início da manhã deste domingo (19), vídeo produzido pelo Exército Brasileiro sobre a importação de sedativos, analgésicos e neurobloqueadores do Uruguai para pacientes internados em unidades de tratamento intensivo (UTI) em hospitais do Rio Grande do Sul (RS) e de Santa Catarina (SC).

A aquisição foi feita na última sexta-feira (16). Conforme o vídeo ”os medicamentos são indispensáveis para pacientes que estão em tratamento em UTI, a maioria em decorrência da Covid-19.”

Segundo escreveu o presidente Bolsonaro no post, ”há mais de uma semana muitos hospitais do RS e de SC estavam sem analgésicos e sedativos, extremamente necessários quando se usam os respiradores. O general Pazuello, ministro interino da Saúde, entrou em negociação com o governo do Uruguai e resolveu rapidamente o problema.”

Nota do Ministério da Saúde informa que foram adquiridas, ”em parceria com empresas uruguaias, 54.867 unidades de medicamentos usados no auxílio da intubação de pacientes em UTI, que se encontram em estado grave ou gravíssimo pela Covid-19. O reforço foi entregue sexta-feira (17) às secretarias de Saúde do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que estão com os estoques baixos dos medicamentos. São 48.867 unidades de Propofol, 5 mil de Priaxim e mil unidades de dexmedetomidina. A aquisição custou ao Ministério da Saúde US$ 298,5 mil.”

Três batalhões do Exército atuaram na operação desde o município Jaguarão, na fronteira gaúcha com o Uruguai, para a recepção do medicamento, desembaraço alfandegário e redistribuição até a cidade de Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, e Florianópolis. Os medicamentos precisaram ser transportados a temperaturas de 2 a 8 graus Celsius.

Estatísticas do Ministério da Saúde informam que nesse sábado (18), no Rio Grande Sul, foram registrados 137 casos novos de Covid-19 e 63 óbitos por causa da doença. No total, o estado acumula 46,8 mil casos de infecção pelo novo coronavírus e 1.229 óbitos. Em Santa Catarina, também ontem foram registrados 982 casos novos de contaminação e 16 mortes. No total, o estado acumula 52,5 mil casos de Covid-19 e 662 mortes por causa da doença.

No Uruguai, segundo o Ministério da Saúde Pública, até ontem foram registradas 33 mortes e 1.044 casos de Covid-19.