Covid-19: Ipiaú tem 413 infectados, 229 recuperados e 177 ativos, diz boletim da prefeitura

O boletim epidemiológico do município de Ipiaú, divulgado nesta quarta-feira (9), confirma mais 18 casos de covid-19, elevando o total de infectados para 413. Os novos pacientes são 13 adultos jovens, 03 idosos e 02 menores de idade. Conforme a secretaria municipal de saúde, 229 estão recuperados e 7 evoluíram para o óbito.

O número de infectados ativos é de 177, desses, 172 estão em isolamento social e 05 internados. 209 pessoas aguardam por realização de testes e resultados de exame laboratorial. Dos 1.201 casos notificados, 579 foram descartados. Com informações do Giro em Ipiaú

Prefeito de Itabuna prorroga toque de recolher até 21 de junho; cidade tem 1.287 casos

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A prefeitura de Itabuna prorrogou, pela segunda vez, o decreto que estabelece um toque de recolher no município, em vigor desde o dia 12 de maio. A medida, que terminaria nesta quinta-feira (11), foi estendida até o dia 21 de junho. O objetivo é conter a circulação de pessoas nas vias públicas em horários pré-determinados e, com isso, reduzir a taxa de contaminação da Covid-19. As informações são do site Bahia Notícias

O horário permanece das 18h às 05 da manhã do dia seguinte. Neste período, fica proibida a circulação e a permanência de pessoas nas vias públicas de Itabuna, bem como em estabelecimentos comerciais, praças, entre outros. A ordem é permanecer em casa, correndo o risco de ser conduzido para delegacia caso haja descumprimento da medida.

De acordo com o decreto, somente poderão funcionar neste horário: farmácias, delivery de alimentação e medicamentos; e estabelecimentos de enfrentamento à Covid-19, tais como, hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS), a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA), forças policiais e serviços de segurança pública e patrimonial.

Secretaria afirma que declarações de empresário são mentirosas e diz que não negocia compras

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Secretaria gerida por Leão emite nota. Foto: Divulgação/SDE

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) refutou as acusações do empresário Paulo de Tarso, que foi preso na Operação Ragnarok e está sendo investigado pela fraude na compra de respiradores. ”As declarações dele não são verdadeiras. Acuado, ele mente”, diz a nota.

”A pasta esclarece que não participa do processo de compras de equipamentos hospitalares no Estado, mas que atua na atração de investimentos, incentivando com benefícios fiscais as empresas que, obedecendo os critérios técnicos e de legalidade, se implantam na Bahia gerando emprego e renda para os baianos”, comentou em nota publicada no site Bahia Notícias.

A pasta esclareceu que não participa do processo de compras de equipamentos hospitalares no Estado, mas que atua na atração de investimentos, incentivando com benefícios fiscais as empresas que, obedecendo os critérios técnicos e de legalidade, se implantam na Bahia gerando emprego e renda para os baianos.

Por orientação do vice-governador e secretário titular da SDE, João Leão, nenhum superintendente da pasta recebe empresários para reuniões sem a presença de testemunhas. Procedimento que se aplica ao caso mencionado na reportagem ”Ragnarok: Superintendente da SDE teria proposto superfaturamento em EPIs”, veiculada na noite desta quarta-feira (10) pelo site Bahia Notícias. Na ocasião, o superintendente Deraldo Carlos Alves se reuniu com o empresário Paulo de Tarso na presença da comitiva do empresário e da equipe técnica da SDE, ligada à área de incentivos fiscais – que institucionalmente é acionada em casos de interesse de investidores em se instalar na Bahia.

A SDE informa ainda que o secretário João Leão recebeu a comitiva da Biogeoenergy, que procurou a pasta interessada em implantar uma fábrica de respiradores e que o encontro ocorreu em uma sala com seis pessoas presentes – todas obedecendo o distanciamento de segurança contra o Covid-19. A empresa foi informada, naquela reunião, que a assinatura do protocolo de intenções ocorreria mediante verificação técnica do equipamento a ser produzido e aprovação da Anvisa. Na ocasião, o Cimatec foi convidado a fazer a análise técnica e identificou 10 problemas no equipamento. Fato este que inviabilizou a continuidade do processo interno para assinatura do protocolo.

Operação Ragnarok: Superintendente da Secretaria de Leão teria proposto superfaturamento em EPIs

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Deraldo Alves é citado em depoimento. Foto: Divulgação/SDE

Preso na Operação Ragnarok, o empresário Paulo de Tarso Carlos, dono da Biogeoenergy, uma das empresas envolvidas na compra fraudada de respiradores pelo Consórcio Nordeste, revelou em depoimento à Polícia Civil que teria recebido uma proposta de superfaturamento de insumos de combate ao coronavírus do superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A pasta é administrada pelo vice-governador da Bahia, João Leão (PP).

No depoimento obtido pelo site Bahia Notícias com exclusividade, Paulo de Tarso narra que após ter se reunido com Leão, o superintendente Deraldo Alves lhe chamou para uma outra sala e, numa conversa particular, lhe ofereceu um negócio relativo a ”superfaturamento de equipamentos de proteção individual” usados no combate ao coronavírus.

De acordo com o empresário, Deraldo propôs que a Biogeoenergy elevasse o preço dos insumos em 50% na venda para o estado. ”Esclarece, a título de exemplo, que comercializa o kit teste por R$ 100 (cem reais) e que a proposta de Deraldo seria de que a Biogeoenergy elevasse o preço R$ 150 (cento e ciquenta reais)”, consta no depoimento.

Ainda de acordo com o relato de Paulo, ele não aceitou a proposta em questão. ”Soube, posteriormente, que o Governo chegou a adquirir kits por R$ 180 (cento e oitenta reais) através de outras empresas”.

Deraldo foi nomeado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) em julho de 2019, após a chegada do vice-governador João Leão na pasta. Ele era assessor do deputado estadual Zé Cocá (PP), pré-candidato a prefeito de Jequié.

ENTENDA O CASO
A compra dos ventiladores que agora é algo de investigação por deputados, Polícia Civil e o Ministério Público Federal foi concretizada pelo governo da Bahia, que pagou adiantado pelos produtos que nunca foram entregues.

Foi a gestão do governador baiano que, inicialmente, denunciou e deflagrou a Operação Ragnarok para apurar irregularidades na empresa que recebeu pelos equipamentos, a Hempcare Pharma.

No entanto, a investigação tomou outros rumos. Dias após a deflagração da Ragnarock pela Polícia Civil da Bahia, a dona da empresa Hempcare, Cristiana Prestes, um dos alvos da operação, citou o ex-chefe da Casa Civil do estado, Bruno Dauster, como o principal responsável pelas negociações envolvendo os respiradores. Segundo ela, que chegou a ser presa temporariamente, Dauster foi quem a procurou e ele conduziu ”99,9%” das tratativas. O chefe da Casa Civil da Bahia foi exonerado após a declaração.

Após ter seu nome associado à compra mal sucedida de respiradores, o ex-secretário afirmou que sempre agiu ”com absoluta transparência e rigor ético” e que deixou a pasta para evitar a politização do tema.