Governo do Estado reforça planejamento para combater o coronavírus em Ilhéus e Itabuna

/ Saúde

Com 114 leitos destinados a pacientes da Covid-19, os municípios de Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia, estão recebendo o apoio do Governo do Estado para enfrentar a pandemia. A estrutura deve ser ampliada nos próximos dias. Para isso, o município de Ilhéus aguarda ainda o credenciamento de mais 13 leitos no Hospital São José e outros 30 na montagem de um hospital de campanha, além da montagem de 20 leitos no Centro de Convenções. Já Itabuna aguarda a habilitação do Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães, que poderá ofertar até 21 leitos de UTI e 38 clínicos.
O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, destaca que o número de casos de coronavírus tem crescido muito na região de Ilhéus-Itabuna e que é preciso ficar atento aos sintomas da doença. ”Quem apresentar sintomas como febre, garganta inflamada, coriza, falta de ar, deve procurar imediatamente as unidades que são a porta de entrada para o Sistema de Saúde. Em Itabuna é a Upa de Monte Cristo, e em Ilhéus é o Centro de Convenções”, afirma Vilas-Boas.
O secretário também ressalta os cuidados básicos para se evitar a Covid-19. ”Fique em casa, só saia em caso de necessidade e usando máscaras, e mantenha a distância de um metro e meio das outras pessoas. Lave bem as mãos e passe álcool gel”.
Hospital Regional Costa do Cacau
Com 30 leitos de UTI adultos, o Hospital Regional Costa do Cacau estabeleceu um planejamento para o acolhimento do paciente com suspeita da doença atendendo um fluxograma elaborado para recepção e cuidados, além da precaução da não transmissibilidade do vírus em ambiente hospitalar. A pessoa que chega ao hospital, apresentando febre e com sintomas respiratórios, recebe uma máscara cirúrgica e é colocado em isolamento, com o objetivo de evitar ou minimizar os riscos de transmissão do Covid-19.
Funcionários de todos os setores do Hospital Regional Costa do Cacau são treinados com frequência em relação à higienização e uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para diminuir o risco de contágio pela Covid-19. Além disso, a distribuição de EPIs ocorre para trabalhadores de todo hospital, de acordo com suas funções. As máscaras cirúrgicas, por exemplo, são distribuídas para colaboradores de diversos setores, como recepções, portaria, administrativo, entre outros.
Já no caso das máscaras n95 ou PFF2, a entrega é feita para profissionais em ambiente hospitalar para proteção contra aerossóis contendo agentes biológicos, conforme recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Dois setores estão responsáveis pela distribuição de EPIs no HRCC, a Central de Abastecimento Farmacêutica (CAF) e o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).

Sem histórico de comorbidades, médico de 32 anos morre vítima de Covid-19 em São Paulo

/ Saúde

O médico Frederic Jota Lima tinha 32 anos. Foto: Rede social

O médico Frederic Jota Lima tinha 32 anos e nenhum histórico de comorbidades – ou seja, doenças que predispõem o organismo à forma mais grave do novo coronavírus. Mesmo assim, o profissional perdeu a luta para a Covid-19.

Frederic morreu pouco depois de dar entrada no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde foi entubado mas acabou morrendo. O médico trabalhava no combate ao novo coronavírus no Hospital Santa Marcelina, na zona leste da capital paulista, e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Rudge Ramos, em São Bernardo, no ABC.

De acordo com O Globo, ele buscou, sozinho, atendimento no hospital. Chegou de Uber à unidade de saúde em que veio a falecer poucas horas depois, após apresentar estado grave. Ainda conforme reportagem, Frederic não tinha comorbidades. Sua morte, conforme corpo médico, causou comoção em todo o Instituto Emílio Ribas.

Itiruçu: Defensora da ciência, prefeita flexibiliza quarentena para comércio e exige uso de máscaras

/ Itiruçu

Lorena afrouxou as medidas no comércio. Foto: Blog Marcos Frahm

A prefeita de Itiruçu, Lorena Di Gregório, que é médica, defensora da ciência e tem afirmado em entrevistas desde o início da pandemia do novo coronavírus que acredita no isolamento social como principal medida para evitar a proliferação do vírus decidiu por flexibilizar o comércio, que estava fechado e com o funcionamento apenas de estabelecimentos que comercializam produtos essenciais na cidade.

Através do novo decreto, de Nº 039, datado de (20) de abril, a gestora afrouxa o funcionamento do comércio, exceto academias, bares, quiosques e restaurantes, estes três últimos funcionando por meio do sistema de delivery, conforme decretos anteriores.

Os demais estabelecimentos e repartições públicas voltaram a funcionar, mediante o cumprimento de restrições impostas pela prefeitura, como o uso de máscaras, álcool em gel, luvas de proteção por parte de funcionários e fica proibido nas lojas o acesso de pessoas com sintomas gripais.

Postos de combustíveis, por exemplo, só poderão funcionar até as 18h. Lorena determinou a realização de barreiras sanitárias, chegando a bloquear com pedras, inclusive, uma das duas entradas da cidade, às margens da Rodovia BA-250. O município de Itiruçu não tem caso confirmado da Covid-19.

Mais um profissional de saúde testa positivo para Covid-19 em Jequié, que já registra 22 casos

/ Jequié

Mais um profissional de saúde contraiu Covid-19. Foto ilustrativa

O número de casos confirmados do novo coronavírus em Jequié aumentou, nesta terça-feira (21), com o registro de mais uma pessoa infectada pela doença, chegando a 22 casos. Desta feita, segundo informou a prefeitura através de boletim epidemiológico, a nova vítima é profissional da saúde, que testou positivo e já inicia o tratamento.

Veja abaixo a lista de casos em Jequié

– 22 casos confirmados (pessoas que testaram positivo para Covid-19, sendo que os dois novos), destes, 2 casos foram recuperados;

– 135 casos suspeitos (pessoas que apresentaram sinais e sintomas de síndrome gripal e foram notificados para Covid-19);

– 73 casos descartados (pessoas que testaram negativo para Covid-19;

– 10 casos aguardando resultado (pessoas que realizaram o exame e aguardam o resultado);

– 30 casos aguardando coleta (pessoas que apresentaram sinais e sintomas de síndrome gripal, foram notificadas para Covid-19, e aguardam coleta);

– 243 casos em quarentena (pessoas que apresentam sinais e sintomas respiratórios/contatos com casos suspeitos e confirmados de covid-19/casos confirmados de covid-19).

A pessoa que tiver dúvida sobre a doença ou apresentar os sintomas do coronavírus no município, deve acionar o Disque Covid Jequié, através dos telefones (73) 98866 2779 ou (73) 98866 2164.

Um mês após pandemia, prefeitura de Jaguaquara fecha entradas da cidade e faz barreiras sanitárias

/ Jaguaquara

Prefeitura monitora entrada de pessoas. Foto: Rede social

O combate ao coronavírus em Jaguaquara ganhou novos ares, depois do registro do 4º caso positivo da doença no município mais populoso do Vale do Jiquiriçá. O prefeito Giuliano Martinelli (PP), voltou atrás na idéia de que era inviável realizar barreira sanitária nas vias de acesso ao município sob alegação de que Jaguaquara possui várias entradas, por ser um município margeado por três rodovias: BRs 116, 420 e BA-545 que registram diariamente grande fluxo de caminhões transportando produtos hortifrutigranjeiros comercializados no Mercado Produtor – Ceasa instalado na sede no Centro da cidade.

Essa era a justificativa de Martinelli, até esta semana, quando decidiu limitar a circulação de veículos e pessoas, fechando algumas entradas e realizando barreiras sanitárias em outras. No distrito Stela Dubois – Entroncamento de Jaguaquara, localidade cortada pela BR-116 e com três pessoas de uma só família infectadas pela Covid-19 a prefeitura bloqueou varias ruas com montanhas de terra. Segundo informações apuradas pelo BMFrahm, as três pessoas do distrito que testeram positivo para o novo coronavírus encontram-se em isolamento domiciliar, não sendo necessária a internação hospitalar dos pacientes. Já a quarta vítima é da sede, um profissional de saúde servidora do Hospital Geral Prado Valadares – HGPV, em Jequié, onde está internada para e reage bem ao tratamento.

O coronavírus transformou a rotina e virou de cabeça para baixo a vida dos cerca de 60 mil habitantes, com o comércio fechado durante um mês, voltando a funcionar na última segunda-feira (19), por meio de um novo decreto, que autorizou o funcionamento pelo escalonamento, com os estabelecimentos funcionando em dias alternados e horário reduzido, dependendo ainda da área de atuação.

Amargosa: Comércio é reaberto com medidas impostas pela prefeitura, que distribui máscaras

/ Jaguaquara

Prefeitura faz distribuição de máscaras. Foto: Divulgação/PMA

O comércio de Amargosa, no Vale do Jiquiriçá, foi autorizado a voltar a funcionar nesta terça-feira (21), com algumas restrições. Segundo o novo decreto publicado na segunda-feira (20), todos os estabelecimentos comerciais deverão atender às exigências sanitárias, como condição para funcionamento com portas abertas conforme o documento. Amargosa ainda não tem caso confirmado de coronavírus.

No decreto, a prefeitura dispõe sobre as medidas preventivas complementares para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da Covid-19, mas, flexibilizando as atividades comerciais em Amargosa.

O documento destaca ainda, que permanecem suspensos todos os eventos públicos e particulares, sejam eles de caráter cultural, religioso ou comemorativo, cuja previsão de aglomeração seja superior a 20 (vinte) pessoas. As informações são do site Bahia Notícias.

Já a prefeitura, informou, nesta terça-feira, que uma equipe da gestão pública local deu início ao processo de higienização dos ambientes públicos da cidade. ”Estamos tomando todas as medidas necessárias para cuidar do nosso povo e garantir que a saúde seja preservada”. Além de desinfetar as ruas contra o coronavírus, a prefeitura de Amargosa também faz a distribuição gratuita de máscaras as pessoas, desde sábado (18), inclusive nas barreiras sanitárias montadas nas vias de acesso ao município.

Quem tem auxílio emergencial negado pode fazer nova solicitação para contestar o resultado da análise

/ Economia

O cidadão que tiver o auxílio emergencial de R$ 600,00 negado pode agora contestar o resultado da análise e pedir novamente o benefício diretamente pelo aplicativo ou site do programa. A atualização nas plataformas foi feita a partir desta segunda-feira (20), informou a Caixa Econômica Federal.

No aplicativo ou no site, quem receber o aviso de ”benefício não aprovado” pode verificar o motivo e fazer uma contestação. Se o aviso for de ”dados inconclusivos”, o solicitante pode fazer logo a correção das informações e entrar com nova solicitação, de acordo com a Caixa.

A responsável por informar o motivo do auxílio emergencial não ter sido aprovado é a Dataprev, estatal federal de tecnologia que analisa os dados informados pelo solicitante. O resultado é depois homologado pelo Ministério da Cidadania.

Para ter direito ao auxílio é preciso atender aos critérios estabelecidos pela legislação, como não ter emprego formal, não receber outro benefício do governo (com exceção do Bolsa Família), não ter renda familiar mensal maior que  R$ 3.135,00 ou R$ 522,50 per capita (por pessoa), entre outros. As condições completas são descritas no site do programa.

Segundo a Caixa, responsável pelos pagamentos, as principais inconsistências nos dados informados pelos solicitantes são:

• marcação como chefe de família sem indicação de nenhum membro;

• falta de inserção da informação de sexo;

• inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;

• divergência de cadastramento entre membros da mesma família;

• inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito.

CadÚnico

Os trabalhadores informais que possuem Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, têm sua elegibilidade para receber o auxílio emergencial analisada automaticamente pela Dataprev.

Nesse caso, se tiver o auxílio negado mesmo acreditando ter direito ao benefício, o trabalhador também pode recorrer diretamente no aplicativo do auxílio emergencial ou no site do programa, informou a Caixa. Da Agência Brasil

Única baiana no Big Brother Brasil 20, Mari Gonzalez é eliminada com 54,16% dos votos

/ Entretenimento

Mari Gonzalez foi eliminada do reality show. Foto: Reprodução

Única baiana entre os 20 confinados do ”Big Brother Brasil 20”, Mari Gonzalez foi eliminada do reality em sua terceira ida ao paredão, nesta terça-feira (21), com 54,16% dos votos. A influenciadora digital disputou a penúltima berlinda ao lado de Manu, a segunda mais votada com 41,26% dos votos e Babu, o menos votado da rodada, com 4,58 % dos votos.

Na reta final da edição da casa mais vigiada do Brasil, o paredão foi formado no domingo (19). Líder do momento, Rafa Kalimann indicou Mari. Manu Gavassi, por sua vez, foi indicada após receber votos de Babu e Thelma. Com direito a contragolpe, a cantora escolheu o ator para disputar ao lado dela e da influencer a decisão do público.

Previsto para encerrar no dia 27 de abril, uma segunda-feira, o ”BBB 20” terá mais uma eliminação. O último paredão antes da final será formado após realização da prova de imunidade. O participante que vencer a dinâmica será o primeiro dos três finalistas da edição. *Por por Ian Meneses/BN

Brasil tem 43 mil casos de coronavírus e 2,7 mil mortes registradas, diz Mistério da Saúde

/ Saúde

O Ministério da Saúde divulgou hoje (21) novos números sobre a pandemia do novo coronavírus (covid-19) no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 43.079 casos confirmados da doença e 2.741 mortes foram registradas. A taxa de letalidade está em 6,4%. Nas últimas 24 horas, o ministério registrou 2.498 novos casos e 166 mortes.

O número de pacientes que se recuperaram da doença é 24.325, o que representa um percentual de 56,5% do número de infectados.

A Região Sudeste registra 23.133 (53,7%) casos confirmados da doença. Em seguida, aparecem as regiões Nordeste, com 10.868 (25,2%); Norte, com 4.431 (10,3%); Sul, com 2.991 (6,9%), e Centro-Oeste, com 1.656 (3,8%).

Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou situação de pandemia de coronavírus em todos os países. O termo é usado quando uma epidemia – grande surto que afeta uma região – se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

A Agência Brasil reuniu as principais dúvidas e perguntas sobre covid-19. Veja o que se sabe sobre a pandemia e sobre o vírus até agora.

Boletim epidemiológico: Estado da Bahia já tem 1.504 casos confirmados de Covid-19

/ Bahia

A Bahia registra 1.504 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), o que representa 14,22% do total de casos notificados. Até o momento, 5.358 casos foram descartados e houve 48 óbitos, registrados nos municípios de Adustina (1); Araci (1); Belmonte (1); Feira de Santana (1); Gongogi (2); Ilhéus (3); Ipiaú (1); Itabuna (1); Itagibá (1); Itapé (1); Itapetinga (1); Juazeiro (1); Lauro de Freitas (5), um dos óbitos era residente no Rio de Janeiro; Salvador (24), um dos casos era residente em Água Fria; Uruçuca (2); Utinga (1); Vitória da Conquista (1). Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 17 horas desta terça-feira (21).

O 48º óbito ocorreu ontem (20) em um hospital público da capital. A paciente era uma mulher de 54 anos, residente em Água Fria.

Ao todo, 376 pessoas estão recuperadas e 163 encontram-se internadas, sendo 64 em UTI. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

Os casos confirmados ocorreram em 99 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (61,3%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes foram Utinga (677,86), Ilhéus (566,76) Santa Luzia (555,69) e Barra do Rocha (525,03).

A mediana de idade foi 39 anos, variando de 4 dias a 99 anos. A faixa etária mais acometida foi a de 30 a 39 anos, representando 29,58% do total. O coeficiente de incidência por 1.000.000 habitantes foi maior na faixa etária de 80 anos e mais (270,62/ 1.000.000 habitantes), indicando que o risco de adoecer foi maior nesta faixa, seguida de 30 a 39 anos (179,59/ 1.000.000 habitantes).

”Achatamos a curva”, justifica Colbert, prefeito de Feira, sobre reabertura do comércio

/ Bahia

”Número de casos aumenta todo dia”, disse. Foto: Prefeitura de Feira

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, nesta terça-feira (21), o prefeito Colbert Martins (MDB) afirmou que não há nada errado em seu decreto que permite a reabertura do comércio para lojas com até 200 metros quadrados (m²) em Feira de Santana. Ele afirmou que tomou a decisão porque a cidade conseguiu achatar a curva de contágio do coronavírus.

”Nessas circunstâncias, teremos uma certa folga para darmos as condições para que pessoas possam se deslocar mais, desde que mantenham certos cuidados”. O prefeito ponderou que, se não houver respeito às precauções – como a de distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas, ”podemos rever a qualquer momento essa decisão”.

Colbert Martins afirmou ainda estar ciente de que ”vai haver aumento no número de casos”, repetiu que ”achatamos a curva”.

”O número de casos aumenta todo dia. O número de mortes também. Entendemos que Feira de Santana está abaixo desse nível. Isso nos deu a condição de aumentar nossa flexibilização”, justifica o gestor da segunda maior cidade da Bahia.

De acordo com último boletim da Secretaria de Saúde do Estado, divulgado na noite desta terça, Feira de Santana tem 61 casos confirmados de coronavírus, com uma morte.

STF autoriza inquérito e inicia investigação para apurar ato pró-intervenção militar

/ Justiça

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai autorizou a aberta de um inquérito que, sob sigilo, vai apurar a organização dos atos contra a democracia realizados em várias cidades do país no domingo (19), Dia do Exército.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a discursar para dezenas de pessoas que se aglomeraram, em Brasília, clamando pelo retorno da ditadura militar e contrariando as orientações da Organização Mundial de Saúde quanto às medidas de contenção do novo coronavírus.

O ministro Alexandre de Moraes, quem deu o aval da investigação, atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. O ministro salientou o sigilo do caso e também autorizou a busca de provas, solicitadas pelo Ministério Público Federal.

A corte foi envolvida na apuração das manifestações, que também pediu a reedição do AI-5, porque há deputados supostamente envolvidos. Moraes classificou como gravíssimos o que foi apresentado pela PGR, já que ”há um atentado ao Democrático de Direito brasileiro e suas instituições”.

Prefeito de Manaus chora, pede ajuda e diz que Bolsonaro tem de ser presidente de verdade

/ Brasil

Prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. Foto: Alex Pazuello/Semcom

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM​), diz que a capital do Amazonas já não vive uma emergência, mas um estado de calamidade. A cidade tem, até o momento, 1.664 casos de contaminação pelo coronavírus, além de 156 óbitos. O estado tem taxa de ocupação de 91% de seus leitos de UTI, cálculo que Virgílio considera exageradamente otimista.

O tucano revela ao Painel uma outra conta que ele afirma ter ficado assombrado: no domingo (19), 17% (ao menos 20 indivíduos) das 122 pessoas enterradas em Manaus morreram em suas casas. Na segunda (20), a taxa subiu para 36,5% (ao menos 38 pessoas) dos 106 mortos. ”São números que mostram o colapso. Estamos chegando no ponto muito doloroso, ao qual não precisaríamos ter chegado se tivéssemos praticado a horizontalidade da quarentena, no qual o médico terá que se fazer a pergunta: salvo o jovem ou o velho?”, diz. ”Estamos em ponto de barbárie.” Nem todos os casos de mortos citados pelo prefeito receberam até o momento a confirmação de terem relação com o coronavírus. No entanto, Virgílio afirma acreditar que, sim, a contaminação pelo Covid-19 seria o motivo.

Virgílio reuniu-se nesta segunda-feira (20) com o vice-presidente, Hamilton Mourão, para apresentar as demandas da cidade na pandemia. Pediu aparelhos de tomografia, profissionais treinados, equipamentos de proteção individual e remédios. ”O Tamiflu (nome comercial do oseltamivir) estamos dando contado”, diz. ”O Amazonas pede socorro. SOS Amazonas. Aceitamos voluntários, médicos, aparelhos que estejam em bom funcionamento ou novos”, completa. Ele afirma que escreverá uma carta aos líderes do G20 solicitando ajuda.

Virgílio diz ter aproveitado o encontro para desabafar contra Jair Bolsonaro. Ele, cujo pai, o senador Arthur Virgílio Filho, teve o mandato cassado pela ditadura militar, revoltou-se com a presença do presidente no ato pró-golpe militar de domingo (19). ”Não podia deixar de condenar o presidente participar de um comício, aglomerando, e ainda por cima tecendo loas a essa coisa absurda que foi o AI-5. Cassou meu pai, cassou Mário Covas, pessoas acima de quaisquer suspeitas, e que serviam o país”, diz.

”É de extremo mau gosto o presidente participar de um comício, insistentemente contrariando a Organização Mundial de Saúde e os esforços que fazem governadores e prefeitos”, afirma Virgílio. ”Bolsonaro toca diariamente nas minhas feridas.” Segundo Virgílio, Mourão ouviu calado. Horas depois do desabafo, Bolsonaro voltaria a incomodar o prefeito ao dizer que não é coveiro após ter sido perguntado pela Folha sobre o número aceitável de mortes por coronavírus.

”Queria dizer para ele que tenho muitos coveiros adoecidos. Alguns em estado grave. Tenho muito respeito pelos coveiros. Não sei se ele serviria para ser coveiro. Talvez não servisse. Tomara que ele assuma as funções de verdadeiro presidente da República. Uma delas é respeitar os coveiros”, afirma Virgílio. Ao falar sobre esses funcionários, começou a chorar.

”Não fui criado sob essa lógica do ‘homem não chora’. Nessa crise tem acontecido isso. Às vezes, consigo controlar. Não que precisasse controlar. Muitas vezes, não consigo”, afirma. Sobre as valas que têm sido abertas pela prefeitura para comportar o aumento do número de corpos, o prefeito diz que estão sendo usadas retroescavadeiras para dar conta do serviço.

”Tem ali o retrato da família, põe o retrato da pessoa para poder ser homenageada em 2 de novembro [dia de finados], para não ficar aquela coisa que me lembra a ditadura militar, em que a família sabe que morreu mas não sabe onde está o corpo. É um trabalho incessante para evitar o caos funerário”, diz Virgílio. Segundo ele, os caixões serão colocados próximos uns aos outros, ”bem juntos”, mas ressalta que haverá separação entre as valas.

Covid-19: médico que morreu em Ilhéus teve parada cardíaca após usar cloroquina

/ Saúde

O médico Gilmar Calazans Lima, 55 anos, que morreu por conta da covid-19 em um hospital de Ilhéus, no sul da Bahia, na manhã de segunda-feira (21) estava fazendo  tratamento com o hidroxicloroquina. De acordo com informações do secretário de Saúde do Estado da Bahia, Fábio Vilas-Boas, Gilmar fez tratamento domiciliar por quatro dias, com a combinação hidroxicloroquina e azitromicina. Ele chegou a apresentar melhora clínica, sem febre ou dispneia, quando apresentou um mal súbito.

”Por ser médico, o paciente conseguiu acesso à hidroxicloroquina  e azitromicina, dispensadas com receita médica e vinha em uso domiciliar.  Ele era hipertenso e diabético com controle adequado”, informou Vilas-Boas. Levado por familiares, o médico deu entrada na emergência do Hospital da Costa do Cacau com um quadro de parada cardiorrespiratória. “Foi submetido a manobras de reanimação por 45 minutos, permanecendo sem estabilizar o ritmo cardíaco, terminando por evoluir para o óbito”, explicou o secretário de Saúde.

O secretário de Saúde aproveitou para alertar sobre o uso da substância que vem sendo apontada como uma possibilidade de tratamento para a covid-19. ”É sabido que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem levar a arritmias cardíacas graves potencialmente fatais. Seu uso deve ser precedido de avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma”, ressalta.

Gilmar foi o 46º óbito confirmado pela doença no estado. Segundo a Sesab, o médico teve os primeiros sintomas da doença em 11 de abril. Quatro dias depois foi internado no Hospital Regional da Costa do Cacau (HRCC), mas acabou não resistindo e morreu hoje.

A direção do HRCC, onde Gilmar também trabalhava, divulgou nota lamentando a morte. ”O colaborador permanecia em isolamento domiciliar na última semana quando nas últimas 48hs apresentou piora, sendo internado de urgência no HRCC”, diz o texto. ”Neste momento de dor e consternação, deixamos os nossos mais sinceros pêsames aos familiares e amigos”, finaliza a mensagem. Com informações do Correio