”Provocação a Mandetta e irresponsabilidade”: Deputados condenam passeio de Bolsonaro

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Deputada Tabata Amaral critica Bolsonaro. Foto: Marcos Brandão

O passeio do presidente Jair Bolsonaro por Brasília, na manhã deste domingo, foi alvo de críticas por parlamentares das mais diversas bancadas do Congresso Nacional. Para os deputados, a situação foi compreendida como ”irresponsabilidade”, ”provocação a Mandetta” e até mesmo “crime de responsabilidade”. A saída de Bolsonaro pelo comércio, falando com populares, aconteceu um dia depois do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, reforçar medidas de isolamento e pedir que o presidente não menosprezasse a gravidade da pandemia do novo coronavírus em suas manifestações públicas.

O deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) foi um dos parlamentares a classificar a atitude do presidente como ”irresponsabilidade”. Ramos também entendeu o “rolezinho” do presidente como uma ”clara provocação” ao ministro da Saúde. ”O rolezinho” do presidente além de uma irresponsabilidade é um péssimo exemplo é uma clara provocação ao ministro Mandetta que tem sido uma voz de lucidez no governo no combate ao coronavírus. Lamentável”, escreveu.

Oposição ao presidente, a bancada do PT no Congresso também se manifestou. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), chamou Bolsonaro de ”Capitão Corona” e disse que o presidente afrontava todos os procedimentos orientados pelos organismos de saúde. Outro rque se manifestou foi o deputado federal José Guimarães (CE), que afirmou que o ato de Bolsonaro configura ”crime de responsabilidade ao ameaçar a saúde pública”.

Marcelo Freixo (PSOL-RJ) também se dirigiu a Bolsonaro chamando-o de ”Capitão Corona”. Freixo foi mais um a considerar a aparição pública do presidente como uma irresponsabilidade e lamentou o que classificou como falta de ”bom senso” e “caráter”.

Presidente nacional do Cidadania, o deputado federal Roberto Freire (SP) também criticou Bolsonaro. Freire compartilhou uma série de postagens que censuravam o passeio do presidente. Em uma delas, um seguidor o perguntava: “Gente, sou só eu que está vendo essa loucura? Num lado bolsonaro estimula saída as ruas – único caso no mundo – . No outro, todos pregando o isolamento social, inclusive do gov que Jair preside. Onde isso vai parar?”. Em resposta, o deputado comentou: ”Surreal, mas, infelizmente no Brasil, por malefício de Bolsonaro, é real”.

O deputado Alexandre Frota (PSDB) disse que Bolsonaro estaria ”espalhando mais o vírus” por Brasília. Marcando a conta oficial do presidente na mensagem, o deputado parabenizou-o ironicamente pela ”falta de responsabilidade com o povo brasileiro.”

”Um presidente que força as pessoas a escolherem entre uma doença e um prato de comida não merece o cargo que ocupa”, foi o que afirmou a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), ao se manifestar sobre o caso. A parlamentar também lembrou que a justiça já havia se manifestado para impedir que Bolsonaro voltasse a atuar contra o isolamento.

Estadão

Bolsonaro visita farmácia, padaria e posto de gasolina um dia depois de discurso de Mandetta por isolamento

/ Brasília

Bolsonaro foi visitar vários comércios. Foto: Reprodução

O presidente da República, Jair Bolsonaro, deixou o Palácio da Alvorada na manhã do domingo (29),  pelo acesso à residência oficial da vice-presidência, o Palácio do Jaburu, evitando assim o contato com a imprensa. Em meio à pandemia do novo coronavírus, Bolsonaro foi visitar vários comércios locais ainda abertos em Brasília.

São poucos os estabelecimentos abertos neste domingo, porque a cidade cumpre decreto do governador, Ibaneis Rocha (MDB), que determina o fechamento de lojas e shoppings para evitar a circulação das pessoas e tentar controlar a propagação da covid-19.

Apenas os serviços considerados essenciais podem funcionar. Bolsonaro saiu por volta de 9h30 do Palácio da Alvorada e seguiu para um posto de gasolina. Ele desceu do carro para cumprimentar e tirar fotos com frentistas que estavam trabalhando. Também conversou com populares.

Em seguida, Bolsonaro visitou uma farmácia, uma padaria e um supermercado no Sudoeste, bairro residencial que fica cerca de 10 km do Congresso Nacional.

Neste momento, o presidente está no Hospital das Forças Armadas (HFA). Não há informação se é apenas uma visita ou se o presidente tem algum atendimento agendado. Ele está conversando com pessoas que estão na entrada do hospital.

Bolsonaro, na semana passada, defendeu o chamado isolamento ”vertical”, quando apenas idosos e pessoas com doenças crônicas ficam isoladas.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no entanto, no sábado, defendeu, num discurso contundente, a manutenção das medidas de isolamento para conter o avanço do novo coronavírus.

Itália registra mais 756 mortes por coronavírus e total chega a 10.779 neste domingo

/ Mundo

O número de mortos por um surto de coronavírus na Itália subiu em 756, para 10.779, informou a Agência de Proteção Civil neste domingo (29). É a segunda queda consecutiva na taxa diária.

O total de óbitos, de longe o mais alto do que qualquer país do mundo, representa mais de um terço de todas as mortes pelo vírus no planeta, segundo a Agência Brasil.

O maior número diário de óbitos na Itália foi registrado na sexta-feira (27), quando 919 pessoas morreram. Houve 889 mortes no sábado (28).

O número total de casos confirmados na Itália aumentou no domingo para 97.689 em relação aos 92.472 anteriores, o menor aumento diário de novos casos desde quarta-feira (25).

Dos infectados em todo o país, 13.030 se recuperaram totalmente, segundo os dados divulgados neste domingo, em comparação com 12.384 no dia anterior. Havia 3.906 pessoas em terapia intensiva, acima das 3.856 anteriores.

Update coronavírus: Casos confirmados chegam a 684 mil, com 32 mil mortes registradas

/ Mundo

Atualmente, existem 684.652 casos de COVID-19 e pelo menos 32.113 pessoas morreram, de acordo com dados coletados pelos Centros de Ciência e Engenharia de Sistemas da Johns Hopkins Whiting School of Engineering.

Cerca de 145.696 pessoas se recuperaram do novo coronavírus, que infectou pessoas em 176 países. Os Estados Unidos agora têm o maior número de casos no mundo, com 124.763 casos e pelo menos 2 191 mortes. A China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez em dezembro, tem 82.120 casos e 3.304 mortes. A Itália, epicentro da pandemia na Europa, tem mais casos do que a China, um total de 92.472, e 10.023 mortes.

A Espanha tem 78.797 casos e 6.528 mortes. A Alemanha tem 50.247 casos e 455 mortes. e o Irã tem 38.309 casos e 2.640 mortes. A Coreia do Sul, admirada por seu amplo uso de medidas de teste e contenção, tem 9.583 casos e 152 mortes. Fonte: Dow Jones Newswires.dEstadão Conteúdo

Donald Trump cogita possibilidade de anunciar quarentena curta para Nova York

/ Mundo

Trump fala em quarentena. Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cogita a possibilidade de declarar ainda neste sábado (28) uma quarentena de duas semanas para os estados de Nova York, epicentro da pandemia do país, Nova Jersey e partes de Connecticut.

Em paralelo, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, anunciou o adiamento das primárias no estado, que deveriam acontecer no dia 28 de abril, para 23 de junho.

Ao sair da Casa Branca, Trump disse que preferia não pôr os estados sob confinamento, mas isso poderá ser necessário casos as infecções pelo Sars-CoV-2 continuem a crescer. Nova York é, o estado dos EUA mais afetado pela pandemia de Covid-19: até a tarde deste sábado, havia 52.318 casos da doença registrados, com 728 mortes. Com isso, os casos no país ultrapassaram os 115 mil, mais que qualquer outra nação.

”Nós estamos pensando em algumas coisas. Algumas pessoas gostariam de ver Nova York sob quarentena porque é um epicentro. Nós não temos que fazer isso, mas há a possibilidade de fazermos hoje, em algum momento, uma quarentena curta, duas semanas, em Nova York”, disse o presidente.

Plano do Ministério da Saúde prevê escolas e universidades fechadas no mês de abril

/ Brasil

Medidas podem ser estendidas para maio. Foto: Marcello Casal Jr

O Ministério da Saúde distribuiu aos estados neste sábado, plano de transição à quarentena para combater a pandemia do coronavírus. O documento prevê que as escolas e universidades permaneçam fechadas até o fim do mês de abril, havendo possibilidade de estender para maio. A proposta foi elaborada pela equipe técnica do mistério e enviada para secretários de saúde.

Neste planejamento também há a sugestão do afastamento de idosos e pessoas que estejam no grupo de risco de atividades sociais e trabalho por três meses, além de distanciamento para o restante da população, como vetos a cinemas, eventos, cultos e incentivo a práticas de trabalho em casa.