O novo coronavírus

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Pela Psicóloga Marina Prado Franco. Foto: Divulgação

Com o surgimento de epidemias como a do novo coronavírus, proveniente da China, e alguns casos suspeitos do vírus no Brasil, os brasileiros ficam em alerta constante. Essa situação de alerta, porém, muitas vezes, pode vir acompanhada de um medo desproporcional de ficar doente, ou até mesmo, de um medo da morte.

O medo é um sentimento natural do ser humano, o qual é extremamente importante, pois nos protege em várias situações de perigo iminente. Contudo, existe o que chamamos de medo ”normal” e o que seria considerado um medo patológico. O medo normal considera as probabilidades estatísticas, não traz grandes prejuízos à vida dos indivíduos e serve como proteção a perigos reais.

O medo patológico é um medo que passa a determinar nossas ações, ou seja, para tomarmos qualquer atitude, o medo é ”consultado”. O que ocorre, então, é que, na maior parte das vezes, passamos a evitar diversas situações ou a buscar aconselhamento a todo momento.

Especificamente, em relação ao medo ou ansiedade por doença, o indivíduo está sempre preocupado de ter ou adquirir alguma doença. A partir disto, a pessoa fica com a sua atenção mental concentrada em reconhecer os possíveis sintomas de determinada doença, torna-se hipervigilante, fica mais ansiosa e, então, apresenta sensações autossugestionáveis em razão da ansiedade, na realidade.

Nesses casos de ansiedade por doença, o indicado é que esses indivíduos enfrentem os seus medos, seja buscando conhecimento sobre a doença e suas probabilidades reais, seja levando em conta dos exames realizados que não deram nenhum diagnóstico, seja cuidando da sua saúde ao fazer exercícios físicos e ter uma alimentação saudável.

Desta forma, o foco torna-se a saúde e não a doença. No caso do coronavírus novo, os indivíduos devem estar ligados nas estatísticas atuais que não trazem nenhum caso confirmado no Brasil e, assim, devem tomar as precauções que estão no seu controle como lavar as mãos, evitar contato próximo com pessoas resfriadas, entre outras. Preocupações funcionais, com foco na saúde e não na doença.

(*) Marina Prado é psicóloga formada pela Universidade Federal de Sergipe; Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental pelo CTC VEDA em São Paulo; Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP; realiza atendimento presencial e online. Tem experiência no atendimento com adolescentes e adultos.

Feitiço vira contra o feiticeiro

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Muitos amigos me perguntam se o problema da Petrobras hoje é que a empresa está sendo administrada como uma empresa privada. Nâo é verdade pois uma empresa privada não cria uma politica de preços para entregar seu mercado aos concorrentes, assim como não vende ativos que rendem mais de 20% ao ano para amortizar divida que custa menos de 7% ao ano.

A administração da Petrobrás publicou nesta quarta-feira (19) informações sobre o resultado da empresa em 2019. Falta ainda a publicação de alguns dados relevantes, como as demonstrações em dólares.

O Presidente, Castello Branco, divulgou mensagem com o título “O PRIMEIRO ANO DA IMPLEMENTAÇÃO DE UMA NOVA ESTRATÉGIA”

“UMA NOVA ESTRATÉGIA” ??  Desculpe Sr. Presidente, mas o Sr. está querendo se apropriar de conquistas dos seus antecessores.

Na verdade a atual estratégia teve início em 2016, cujas bases, brilhantemente implantadas por Pedro Parente, estão em vigor até hoje, quais sejam:

– A “jabuticaba” da métrica  “dívida liquida/ebida ajustado”, fajuta e extemporânea como mostramos no artigo:

– A “jabuticaba” da política de preços baseada no Preço de Paridade de Importação – PPI. Um crime que vem sendo praticado contra a população brasileira, a própria Petrobras e à economia da nação, como mostramos no artigo a seguir, que incorpora a compreensão dos caminhoneiros brasileiros em carta encaminhada ao Presidente Bolsonaro:

Depois de discorrer longamente sobre o desempenho dos papéis da companhia na Bolsa de Valores, que é um cassino de apostas e nada tem a ver com a realidade da empresa. Onde a palavra chave é “dividendo” esteja a empresa bem ou mal. O Presidente Castello Branco passou para a apresentação do “me engana que eu gosto”com frase esclarecedora de suas intenções “Nossas atividades geraram em 2019 um lucro líquido de R$ 40 bilhões, o maior da história da Petrobras”

Depois de discorrer longamente sobre o desempenho dos papéis da companhia na Bolsa de Valores, que é um cassino de apostas e nada tem a ver com a realidade da empresa. Onde a palavra chave é “dividendo” esteja a empresa bem ou mal. O Presidente Castello Branco passou para a apresentação do “me engana que eu gosto”com frase esclarecedora de suas intenções “Nossas atividades geraram em 2019 um lucro líquido de R$ 40 bilhões, o maior da história da Petrobras”

Será que ele não sabe ? Será que ele esqueceu ? O resultado de R$ 40 bilhões foi obtido com R$ 24 bilhões de lucro com venda de ativos , principalmente com a TAG, e R$ 14 bilhões com a venda do controle da BR Distribuidora. Ou seja, dos R$ 40 bilhões, R$ 38 bilhões nada tem a ver com o desempenho da companhia.

Mesmo assim, no período foram distribuídos mais de R$ 10 bilhões aos acionistas, mostrando ao mercado o empenho do Presidente, que, na falta de lucro, vende ativos para pagar dividendos. Maravilha.

Mas o Presidente tem também os seus méritos, em apenas um ano de administração quebrou recordes históricos, vejam :

LIQUIDEZ CORRENTE  

Este tradicional indicador da capacidade da empresa cumprir com seus compromissos de curto prazo é apurado pela divisão do Ativo Corrente pelo Passivo Corrente. Quanto maior o indicador, mais confortável a situação financeira da empresa . A seguir os dados históricos :

Liquidez Corrente Petrobras

2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019

 1,9    1,8     1,7    1,5    1,6    1,5     1,8     1,9    1,5    0,95

Parabéns Presidente Castello Branco, o recorde de menor liquidez corrente da história da companhia é seu

ESCONDENDO FATOS HISTÓRICOS 

O Presidente Castello Branco é um mestre em esconder dados positivos da companhia. Assim não existe nenhuma comemoração nem mesmo divulgação quando entram em produção novas plataformas, pois são efeitos da descoberta do pré-sal, que os administradores atuais não tiveram qualquer participação, e dos investimentos feitos no período 2009 a 2014 quando foram investidos mais de US$ 250 bilhões .

Mas o Presidente Castello Branco vai além. Qualquer empresa petroleira no mundo que ganhasse o premio da OTC, principal premio da indústria de petróleo e gás, procuraria divulgar o fato o mais rapidamente possível e na maior itensidade.

A Petrobras pela quarta vez ganhou o premio, que foi anunciado no final de semana (8/9 de fevereiro de 2020). No dia 11 publiquei artigo com a pergunta : “Será que vão vender o premio também  ?”

Recebi muitas ligações de petroleiros, inclusive lotados no Cenpes, perguntando onde eu havia obtido a informação, pois ninguém havia sido informado do fato.

Só no dia 12 a direção da companhia divulgou (fatos e dados) o recebimento do premio. Sem qualquer comemoração.

Seria porque toda a tecnologia foi desenvolvida antes de 2016, sem nenhuma participação dos atuais administradores que hoje estão mais preocupados em destruir tudo, inclusive o próprio Cenpes ?

Muitos amigos me perguntam se o problema da Petrobras hoje é que a empresa está sendo administrada como uma empresa privada.

Nâo é verdade pois uma empresa privada não cria uma politica de preços para entregar seu mercado aos concorrentes, assim como não vende ativos que rendem mais de 20% ao ano para amortizar divida que custa menos de 7% ao ano.

Por outro lado numa empresa privada o Presidente que no dia da posse falasse que seu sonho é vender a empresa, seria demitido na mesma hora.

Outros me perguntam se o problema é que estão preocupados só com a remuneração dos acionistas.

Também não verdade. Se fosse assim estariam investindo para aumentar a capacidade de produção da companhia para 10 milhões de barris dia em 2030 ;

Mas então qual é o objetivo da atual administração ? Simplesmente dilapidar a companhia e isto eles vem fazendo bem.

*Por Cláudio Costa Oliveira, economista aposentado da Petrobras

Prefeito de Jequié vai à Câmara ler mensagem do Executivo; ”vim aqui de cabeça erguida”

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Sérgio reabertura dos trabalhos legislativos. Foto: Blog Marcos Frahm

Cumprindo o que determina a Lei Orgânica do Município, o prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira, compareceu à sessão de Abertura dos trabalhos legislativos de 2020, nesta terça-feira (18), onde fez a Leitura da Mensagem Anual do Poder Executivo para o atual exercício.

Coube ao vereador José Simões de Carvalho, líder do prefeito na Casa, fazer a saudação ao chefe do executivo, oportunidade em que fez um balanço de atividades da gestão municipal ao longo dos últimos anos, tendo enumerado dificuldades do governo e enaltecido a coragem para a tomada de medidas, ainda que impopulares para buscar ajustar a prefeitura.

Em sua mensagem, o prefeito Sérgio da Gameleira também falou de dificuldades, mas dedicou parte de seu discurso para falar de obras e serviços já realizados e outros que pretende executar ao longo do ano. ”Se cogitou aí, nos últimos dias, que o prefeito não iria fazer parte da abertura dos trabalhos legislativos. Eu cheguei de Salvador hoje, onde estava acompanhando o julgamento de nossas contas, mas com o compromisso institucional que o cargo me exige, e de cabeça erguida, eu vim aqui”, disse o gestor, que elogiou o trabalho do Poder Legislativo: ”desempenha com dedicação, neste município, suas atribuições”.

No encerramento da sessão, o presidente da Câmara, vereador Tinho, anunciou que as contas de sua gestão relativas ao ano de 2018 à frente da presidência da Casa foram aprovadas em sessão do Tribunal de Contas dos Municípios na manhã desta terça. Também anunciou que, em breve, será concluída a instalação de energia solar para atender as necessidades da Câmara.